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Introdução a Farmacobotânica Carla Lang Os produtos de origem vegetal são empregados pelo homem há muito tempo. Acredita-se que as plantas foram as primeiras substâncias empregadas pela humanidade para o tratamento das enfermidades No Brasil os povos indígenas foram de grande contribuição em termos de fitoterápicos/plantas medicinais É um dos mais antigos ramos da farmacologia • Estudo do uso, da produção, da história, do armazenamento, da comercialização, da identificação, da avaliação e do isolamento de princípios ativos, inativos ou derivados de animais e vegetais. Estuda as plantas sob o ponto de vista da utilidade, valorizando o aspecto das relações que elas demonstram ter com a vida humana Método de tratamento que emprega vegetais frescos, drogas vegetais, ou, ainda extratos A planta medicinal é a espécie vegetal, cultivada ou não, utilizada com propósitos terapêuticos. Por exemplo, o guaco (Mikania glomerata, Spreng.) empregada no tratamento da tosse Droga vegetal é a planta medicinal, ou suas partes, que contenham as substâncias, ou classes de substâncias químicas que são responsáveis pela ação terapêutica, após terem passadas por processos de coleta, estabilização, e secagem, podendo estar na forma íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada. Por exemplo, as folhas pulverizadas de Quando a planta medicinal ou a droga vegetal são usadas como matéria-prima para fabricação ou elaboração de um medicamento, estas são chamadas de matéria-prima vegetal Obtidas diretamente, i.e, sem processo extrativo delicado. P. ex., quando efetuamos incisões no tronco do pinheiro → exsudado. Separamos, purificamos, conservamos→ droga derivada Se retiramos pedaços do caule e os submetemos a destilação → óleo essencial → droga vegetal comum A matéria-prima vegetal é a planta medicinal fresca, droga vegetal ou derivado vegetal empregado na fabricação ou na elaboração de medicamentos. É o material de partida para a produção de intermediários, e é considerada um insumo farmacêutico ativo. ► Por exemplo, folhas secas rasuradas de guaco (Mikania glomerata, Spreng. A partir da planta medicinal ou da droga vegetal podemos extrair o princípio ativo que é a substância que deverá exercer efeito farmacológico. Por exemplo, quercetina, encontrada em diversas plantas medicinais (como Ginkgo biloba e Hypericum perforatum), e que apresenta atividade antioxidante. Ginkgo biloba Hypericum perforatum Princípio ativo - substância, ou classes químicas (ex: alcalóides, flavonóides, etc.), quimicamente caracterizada, cuja ação farmacológica é conhecida e responsável, total ou parcialmente, pelos efeitos terapêuticos do medicamento fitoterápico. Princípio inativo –conjunto de substâncias existentes nas drogas, sem atividade farmacodinâmica. Fitocomplexo –conjunto de compostos ativos + inativos, originadas do metabolismo primário e/ou secundário, responsáveis, em conjunto, pelos efeitos biológicos de uma planta medicinal ou de suas preparações Para o estudo e o trabalho com plantas medicinais é fundamental o domínio de definições e conceitos relacionados. Para não haver equívocos ou inconsistências, recomenda-se que os conceitos e definições sejam oficiais, preferencialmente estabelecidos pela legislação vigente. Atualmente, a legislação que normatiza a produção e o uso de plantas medicinais é a RDC 26 de 13 de maio de 2014. O uso popular é aquele baseado na utilização de plantas medicinais por comunidades não tradicionais, sem registros técnico-científicos ou de evidências sobre riscos. Seguem tendências de modismos ou indicações por “erveiros”, centros religiosos e comunidades Conceitos importantes, que ajudam na distinção dos tipos diferentes de produtos industrializados à base de plantas medicinais foram estabelecidos em 2014. • A distinção dos produtos está relacionada com a forma de confirmação da efetividade e segurança, bem como com o tipo de legalização (ANVISA) É importante destacar que os medicamentos fitoterápicos, obrigatoriamente, têm que ser registrados na ANVISA http://portal.anvisa.gov.br/documents/33832/259456/Suplemento+FFFB.pdf/478d1f83-7a0d-48aa-9815-37dbc6b29f9a http://portal.anvisa.gov.br/documents/33832/2909630/Memento+Fitoterapico/a80ec477-bb36-4ae0-b1d2-e2461217e06b Leitura Recomendada: OLIVEIRA, Fernando de; AKISUE, Gokithi. Fundamentos de farmacobotânica. 2. ed São Paulo: Atheneu, 2005. • Capítulo 1: Farmacobotânica