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UNIVERSIDADE VILA VELHA
CURSO DE MEDICINA
MÓDULO I – 3P
Juliana Santos Neves Paixão
PATOLOGIAS ORTOPÉDICAS
ARTROSE (OSTEOARTRITE / OSTEOARTROSE)
Síndrome clínica em que há alterações articulares bioquímicas, metabólicas e fisiológicas, que levam a lesões de cartilagem e osso subcondral
Podemos classifica-la em primária (idiopática) e secundária
ARTROSE PRIMÁRIA (IDIOPÁTICA)
Não há causa aparente. Relaciona-se com a idade (>40 anos) e sexo (principalmente feminino)
Caracteristicamente: lesões em mãos, joelhos, quadril e coluna
· Dessa forma, pode ser subdividida em periférica, axial e generalizada
ARTROSE SECUNDÁRIA
Ocorre por diversos processos traumáticos ou inflamatórios que acabam degenerando a cartilagem
Suas lesões distribuem-se de acordo com os locais primários que desencadearam esse processo traumático/inflamatório
PATOGÊNESE DA ARTROSE
Acontece especificamente em articulação sinovial, onde ocorre uma perda progressiva da cartilagem, o que leva a uma fricção entre os ossos, causando inflamação e, consequentemente, dor
Os condrócitos (responsáveis pela manutenção dessa cartilagem por meio da produção de colágeno tipo II, ác hialurônico e proteoglicanos) vão começar a produzir um colágeno diferente chamado de “X”, que é mais fraco Como consequência, a cartilagem articular começa a ser lesionada e descamar dentro do líquido sinovial
Céls tipo A, que estão em contato com o líquido sinovial, vão retirar esses debris celulares, o que atrai linfócitos e macrófagos produtores de citocinas inflamatórias
FISIOPATOLOGIA
A doença origina rigidez matinal, dor articular, crepitação, deformidade articular (casos mais avançados) e sinovite (edema, pequeno derrame articular, aumento de temperatura, dor exacerbada à movimentação)
LOMBALGIA E LESÕES NOS DISCOS INTERVERTEBRAIS
Define-se por dor entre a margem costal e a prega glútea inferior, com ou sem irradiação para membros inferiores (MMII)
· Aguda: persiste por menos de 6 semanas 90% dos casos 2-7% virarão crônico
· Subaguda: 6-12 semanas
· Crônica: 12 ou mais semanas 
Etiologia: Psicossociais, obesidade, trabalhos pesados e alterações climáticas
Epidemiologicamente: atinge mais de 70% da população, predominando entre 35 e 55 anos
Lombalgia inespecífica: maior prevalência entre 85-95%
Fatores psicossociais, obesidade, trabalhos pesados, alterações climáticas
Durante a 3ª década de vida, o núcleo pulposo é substituído por fibrocartilagem. 
 Proteoglicanos, água e proteínas não colagenosoas Colágeno.
O envelhecimento aumenta a proporção de sulfato de queratina para sulfato de condroitina
 Proteog. Inchaço osmótico Tráfego de O2 e nutrientes para o disco
Degeneração do disco juvenil fortemente associada ao excesso de peso. 
CAUSAS DA LOMBALGIA E SUAS FREQUÊNCIAS
Câncer: 0,7% ; Fraturas por compressão: 4% ; Infecção da coluna vertebral: 0,01% ; Espondilite anquilosante: 0,3 – 5% ; 
Estenose vertebral: 3% Hérnia de disco: 4%
APOIO TRIPODAL
As vértebras apoiam-se umas nas outras entre os corpos vertebrais (1) e entre os processos vertebrais (2 e 3), tanto do lado esquerdo quanto o direito. É um dito “apoio fisiológico”
A perda desse apoio gera desgastes na coluna vertebral
DISFUNÇÕES DISCAIS (EM 3 ETAPAS)
1 – DISFUNÇÃO INICIAL
Fissuras anulares externas, separação da placa terminal, destruição da cartilagem e reação sinovial das facetas
SINTOMAS: dor lombar localizada ou referida, movimentos dolorosos
SINAIS: sensibilidade local, mm contraídos, hipomobilidade e extensão dolorosa
Exame neurológico geralmente normal
2 – ESTÁGIO DA INSTABILIDADE
Reabsorção e perda da altura do disco
Inflamação capsular das facetas, levando a subluxação
SINTOMAS: aqueles da disfunção
SINAIS: movimentos anormais e oscilantes
3 – ESTÁGIO DA REESTABILIZAÇÃO
Degeneração progressiva, formação de osteófitos e estenose intervertebral
SINTOMAS: dor lombar de gravidade decrescente
SINAIS: sensibilidade e rigidez muscular, movimentos reduzidos e escoliose
TENDINOPATIAS
“Tendinite” não é mais a terminologia mais adequada para doenças do tendão, pois nem sempre os processos de lesões no tendão provêm de uma inflamação (-ite);
De um modo geral, o processo inflamatório nos tendões não é frequente nos tendões. Isso explica-se pelos tendões serem pouco vascularizados.
	Portanto, as lesões são predominantemente crônicas.
Tendinose = lesão crônica no tendão
Tendinite = lesão aguda no tendão
Tenossinovite = tendinopatia em tendões revestidos de bainha sinovial Faz processo inflamatório clássico
A morfologia do tendão é considerada frágil, e por isso é mais suscetível a lesões.
Áreas mais suscetíveis à lesão:
· Manguito rotador (principalmente m. supraespinhal, que atrita com o acrômio) e tendões bicipitais
· Pode evoluir para a Síndrome do Ombro Congelado Lesão evolui para a cápsula fibrosa
· Tendões extensores e flexores do punho
· Geram a doença do cotovelo do tenista (extensores)
· Tendões do m. poplíteo, patelar e trato iliotibial
· Inserção do tendão do m. tibial posterior
· Tendão do calcâneo (de Aquiles)
FASES DO PROCESSO DE DEGENERAÇÃO
1 – FASE REATIVA
Tendão agudamente sobrecarregado
Essa fase resulta em um espessamento não inflamatório do tendão
2 – FASE DE FALHA NO PROCESSO DE CURA
Aumento na síntese de proteoglicanos e desorganização da matriz do tendão
Cria um tecido conjuntivo fraco, que fica suscetível a lesões
3 – FASE DEGENERATIVA
Matriz torna-se desordenada com áreas de morte celular e uma perda de colágeno
Nesse estágio, não há cura espontânea e o tendão está propenso a ruptura com qualquer carga aplicada
Com o envelhecimento, a vascularização diminui. 
Por conta disso, é necessário orientar idosos da importância dos exercícios de fortalecimento muscular, pois o tendão torna-se cada vez mais suscetível a lesões e deve, portanto, ser protegido.
APRESENTAÇÃO CLÍNICA DA TENDINOPATIA
Dor é sempre o primeiro sinal (primeiro com a atividade, depois ao palparmos o tendão afetado)
Deverá ser solicitado a US e RM para confirmar o diagnóstico
FISIOPATOLOGIA DA TENDINOPATIA
Fator mais comum é a sobrecarga do tendão
Inflamação de baixo grau
Degeneração mucoide
Necrose fibrolítica (isso deixa o tendão frágil, com muitas áreas de ruptura)
PROGNÓSTICO DA TENDINOPATIA
Muito bom com repouso e terapia conservativa
O perigo é a tendinopatia crônica – ao negligenciar a dor e a lesão, esse tendão vai ficando cada vez mais fragilizado, podendo até se desinserir na sua origem óssea
É recomendado um tratamento conservador
TRATAMENTO CONSERVADOR – TENDINOPATIA
Repouso absoluto – não é recomendado para tendinopatia crônica
Repouso relativo – ideal, manutenção das atividades com intensidade e carga mecânica reduzida
· Isso permite um aumento de vascularização do local
Aplicação de carga controlada – para reparação e remodelação do colágeno do tendão
Atividades devem ser feitas sem dor (essa aparecendo, indica que ainda há um processo inflamatório local)
Exercícios e alongamentos Exercício excêntrico (aplicação controlada de tensão no tendão danificado)
· Aumento do colágeno
· Remodelação do tendão
· Evita o desenvolvimento de cicatriz (fibroses, aderências...)
CRIOTERAPIA – TENDINOPATIA
Aplicação de gelo apenas em lesão aguda
Possui efeito analgésico, redução da taca metabólica e do fluxo de sangue do tendão
Diminuição da inflamação e do edema agudo
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