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CURSO: MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA: CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS PROFESSOR: JOANA OLIVEIRA ENCONTRO: SISTEMA LOCOMOTOR Porções do osso Articulações Conceito: conexão entre ossos e cartilagens Articulações Diferença na classificação é relacionada a natureza do conteúdo que interpõe às peças que se articulam. 1) Fibrosas – Imóveis, tecido conjuntivo fibroso – crânio; 2) Cartilaginosas – parcialmente móveis, tipo de cartilagem (hialina ou fibro cartilagem) – disco intervertebral, sínfise pélvica e sínfise mandibular; 3) Sinoviais – para haver movimento em articulações, precisa da cápsula articular (liquido sinovial) – joelho, ombro, cotovelo, falange, interfalangeal, coxo-femural. Articulações Sinoviais: Possui 2 camadas: Membrana fibrosa (externa), resistente e reforçada pelos ligamentos; Membrana sinovial (interna), extremamente vascularizada e responsável pela produção e reabsorção do liquido sinovial. Articulações Cartilagem articular é AVASCULAR e NÃO possui inervação, portanto sua nutrição é precária, tornando sua regeneração, em caso de lesões, mais difícil e lenta; A redução da mobilidade da articulação pode levar à fibrose da cartilagem articular, com perda de mobilidade (anquilose); Alterações clínicas Fatores predisponentes de alterações no Sistema Músculo esquelético: Senilidade; Cães de trabalho; Raças grandes e gigantes; Obesidade; Disfunções fisiológicas; Raça; Hereditariedade; Alterações articulares ou periarticulares prévias fraturas de superfícies articulares, lesões de ligamentos e meniscos. Diagnóstico Histórico: Raça, idade, uso do animal; Sinais clínicos: Dor, claudicação, inchaço do membro, inatividade, apatia, atrofia muscular; Exame físico: Conformação corporal, posição dos membros, simetria musculoesquelética, sinais de trauma, locomoção. Diagnóstico por imagem Raio x – simples e contrastado; Tomografia computadorizada; Ressonância magnética. Tratamento Minimizar sintomatologia; Retardar progressão da doença; Restaurar função; Reduzir inflamação; Proteger cartilagem de lesões futuras; Qualidade de vida. Analgésicos (dipirona, tramadol), AINES (firocoxibe, mavacoxibe, carproflan (NÃO EM GATOS) e meloxicam), Sulfato de condroitina, ácido hialurônico e glicosamida (nutracêuticos). Tratamento AINES: FIROCOXIB administração por via oral, na dose de 5mg/kg, a cada 24 h. Recomendações: O uso em animais muito jovens ou animais com deficiência da função renal, hepática ou cardíaca, pode envolver risco adicional, recomendando-se o uso cauteloso e a critério do médico veterinário; Evitar a administração em animais desidratados, hipovolêmicos ou hipotensos; Deve ser evitada a administração concomitante de medicamentos potencialmente nefrotóxicos. NÃO USAR EM CÃES COM MENOS DE 3KG Observação: Não utilizar em gatos Tratamento AINES: MAVACOXIB administração por via oral, na dose de 2mg/kg. Recomendações: A administração do 2º comprimido deve ser 14 dias após a administração do 1º; a partir daí, o intervalo de administração é de UM MÊS. Um ciclo de tratamento com TROCOXIL não deve exceder 7 doses consecutivas (6,5 meses). NÃO USAR EM ANIMAIS COM MENOS DE 5KG Tratamento Cirúrgico ou alternativos (acupuntura, terapia a laser, hidroterapia, eletroterapia e fisioterapia). Doença Articular Degenerativa (DAD) Degeneração das cartilagens acompanhada de alterações das estruturas ósseas vizinhas Osteoartrite x Osteoartrose (natureza não inflamatória) Primária x Secundária Primária: alteração relacionada com a idade, causa da degeneração desconhecida Secundária: anormalidades que causam instabilidade articular Afeta qualquer idade ou raça Doença Articular Degenerativa (DAD) Fonte: RedeVet Doença Articular Degenerativa (DAD) Sinais clínicos: Dor; Claudicação; Crepitação nos movimentos de flexão e extensão; Febre – Infecciosa. Diagnóstico: Exame ortopédico para detectar as articulações acometidas; Exame de imagem – radiografia. Doença Articular Degenerativa (DAD) Fonte: MELO et al., 2003 Doença Articular Degenerativa (DAD) Tratamento: Resolução da causa primária; Alívio da dor e desconforto; Redução de peso; Repouso; Fisioterapia AINES: Cetoprofeno 1 mg/kg, VO, SID, por 7- 14 dias; Analgésicos: Tramadol 2- 4 mg/kg, VO, TID ou Dipirona 25 mg/kg, VO, TID Sulfato de condroitina 250 mg/20 kg, VO, BID – uso contínuo Displasia Coxofemoral Anormalidade no desenvolvimento ou crescimento da articulação coxofemoral que se caracteriza por instabilidade, arrasamento do acetábulo e alterações em cabeça e colo do fêmur. Alta frequência em cães, presente também em gatos. Displasia Coxofemoral ETIOLOGIA: Doença genética Cães nascem com articulações coxofemorais normais e as anormalidades desenvolvem-se durante o crescimento ( 4 – 12 meses de idade) Comum em cães de grande porte e de crescimento rápido. Fatores ambientais. Displasia Coxofemoral Displasia Coxofemoral Sinais clínicos: Fraqueza ao caminhar; Claudicação; Marcha bamboleante, rígida e curta Dor; Casos crônicos: atrofia da região pélvica e coxa por desuso. Displasia Coxofemoral Diagnóstico: Resenha, Anamnese; Avaliar claudicação; Estação; Exame ortopédico Limitação na abdução e na extensão; Exame radiográfico A partir de 1 ano de idade; Animal anestesiado; Posicionamento correto. Displasia Coxofemoral d – distância entre o centro da circunferência da cabeça do fêmur e o centro da circunferência do acetábulo; r – raio da circunferência da cabeça femoral; ID=d/r DAD – doença articular degenerativa. Displasia Coxofemoral Displasia Coxofemoral HD – (Categoria A): Livre de displasia. Ângulo de Norberg aproximadamente 105°. HD +/- (Categoria B): articulação quase normal. Ângulo de Norberg próximo a 105°. HD + (Categoria C): Displasia Leve. Rasamento acetabular e achatamento da cabeça do fêmur. Ângulo de Norberg aproximadamente 100°. HD ++ (Categoria D): Displasia Moderada. Sinais HD++. Proliferação óssea na borda acetabular, cabeça e colo femural, subluxação da articulação coxofemoral. Ângulo de Norberg entre 90 e 100°. HD +++ (Categoria E): Displasia Grave. Sinais HD++, Luxação da articulação coxofemoral. Ângulo de Norberg menor que 90°. Displasia Coxofemoral Displasia Coxofemoral Displasia Coxofemoral Displasia Coxofemoral Displasia Coxofemoral Toda displasia coxofemoral irá resultar em osteoartrose, independente de sua causa e tratamento e o objetivo do tratamento é alivio de dor, manutenção da função do membro e retardamento da progressão para osteoartrose. Displasia Coxofemoral Tratamento: Conservador: redução do peso, troca do piso liso por áspero, repouso; AINE: Cetoprofeno 1 mg/kg, VO, SID, por 7 – 14 dias; Analgésico: Tramadol 2 – 4 mg/kg, VO, TID ou Dipirona 25 mg/kg, VO, TID; Condroprotetores: sulfato de condroitina 250 mg/20 kg, VO, BID Natação, esteira – força muscular. Displasia Coxofemoral Tratamento: Cirúrgico Ablação da cabeça do fêmur (colocefalectomia) Prótese Denervação acetabular – objetivo puramente analgésico Displasia de Cotovelo Designação generalista para o conjunto de 4 patologias de desenvolvimento, indutoras de uma má formação da articulação do cotovelo que levam à degeneração e diminuição da qualidade de vida do animal de forma progressiva. Osteocondrose da articulação umero-radio-ulnar; Não união do processo ancôneo; Processo coronóide fragmentado; Incongruência articular. Displasia de Cotovelo Etiologia: Animais de grande porte durante a fase de crescimento; Geralmente bilateral; Primeiros sinais entre 4 e 8 meses de idade; Sinais clínicos: Dor; Claudicação intermitente – pode vir acompanhada de trauma anterior ou não. Displasia de Cotovelo Osteocondrose da Articulação Umero-radio-ulnar: Displasia de Cotovelo Não união do Processo Ancôneo: Displasia de Cotovelo Processo Coronóide Fragmentado: Displasia de Cotovelo Incongruência articular:Pior prognóstico. Displasia de Cotovelo Toda displasia de cotovelo irá resultar em osteoartrose independente de sua causa e tratamento e o objetivo do tratamento é alivio de dor, manutenção da função do membro e retardamento da progressão para osteoartrose. Displasia de Cotovelo Tratamento: AINE: Cetoprofeno 1 mg/kg, VO, SID, por 7 – 14 dias; Analgésico: Tramadol 2 – 4 mg/kg, VO, TID ou Dipirona 25 mg/kg, VO, TID; Condroprotetores: sulfato de condroitina 250 mg/20 kg, VO, BID Cirurgia Visa a restauração da congruência articular e a remoção dos fragmentos livres. Porção da epífise da cabeça do fêmur perde suprimento sanguíneo, com consequente necrose Etiologia: Hereditariedade (gene autossômico recessivo); Incerta, talvez trauma contínuo; Anormalidades vasculares. Necrose asséptica da cabeça do fêmur Necrose asséptica da cabeça do fêmur Sem predisposição sexual; Inicio: 6 a 7 meses de idade; Cães jovens em crescimento – raças pequenas; Geralmente unilateral; Sinais clínicos: Dor, morde a região afetada; Crepitação; Atrofia muscular. Necrose asséptica da cabeça do fêmur Tratamento: O tratamento clínico é difícil, não exclui a dor. Repouso AINES: Cetoprofeno 1 mg/kg, VO, SID por 7-14 dias Sulfato de Condroitina Acupuntura Cirurgia Excisão da cabeça e colo femorais Fisioterapia no pós operatório Necrose asséptica da cabeça do fêmur Ruptura de ligamento cruzado Ligamento cruzado Limita o deslocamento cranial da tíbia em relação ao fêmur Impede a rotação interna da tíbia Evita a hiperextensão do joelho Causas Trauma Enfermidade articular inflamatória crônica Degeneração ligamentar em cães idosos Conformação anormal da articulação do joelho Ruptura de ligamento cruzado Sinais clínicos Claudicação – súbita x intermitente – piora progressiva Pode ocorrer ruptura parcial Claudicação leve por vários meses Resulta em Doença Articular Degenerativa secundária. Ruptura de ligamento cruzado Diagnóstico No exame físico pode haver dor; Crepitação; Teste de gaveta cranial; Teste de compressão da tíbia positivo; Radiografia exclui outras causas de claudicação; Avalia o grau da Doença Articular Degenerativa. Ruptura de ligamento cruzado Ruptura de ligamento cruzado Tratamento Conservador para animais da raça toy Repouso por 5 a 6 semanas Analgésicos: Tramadol 2 – 4 mg/kg, VO, TID ou Dipirona 25 mg/kg, VO, TID AINES: Cetoprofeno 1 mg/kg, VO, SID por 7- 14 dias Fisioterapia – fortalecer a musculatura Cirúrgico Visa estabilizar a articulação do joelho. Luxação É o deslocamento repentino e duradouro, parcial ou completo de um ou mais ossos de uma articulação. Luxação coxofemoral Luxação de patela Luxação coxofemoral Deslocamento cranio-dorsal do osso Decorrente de traumas Ruptura do ligamento redondo Luxação patelar Medial: raças pequenas e toy Lateral: raças grandes e gigantes – não é tão comum Etiologia: Congênita ou Desenvolvimental Coxa Vara e Coxa Valga Pós trauma Luxação patelar Luxação Sinais clínicos: Crepitação; Dor; Diagnóstico Clínico Radiográfico – avaliar o grau de deformidade do membro e da Doença Articular Degenerativa Tratamento – cirúrgico e conservativo Depende do grau da luxação Cirurgia não é indicada em cães que não apresentam dor na luxação patelar. Neoplasias Condroma; Condrossarcoma; Osteoma; Osteossarcoma; Sarcoma Sinovial. OSTEOSSARCOMA: 85% dos tumores ósseos; Geralmente na epífise óssea; Raças grandes – hereditariedade? Traumas contínuos? Implantes metálicos para reparação de fraturas? Supressão de genes supressores de tumor ou aumento de expressão de oncogenes? Neoplasias Sinais Clínicos: Claudicação; Aumento de volume do membro; Dor Fraturas patológicas. Neoplasias Diagnóstico: Radiografia; Biópsia – por ferida aberta ou com agulha de biópsia óssea; Aumento de Fosfatase Alcalina. Neoplasias Neoplasias Tratamento: Amputação + Quimioterapia; Sobrevida. Prognóstico: Desfavorável e agravado pelo tamanho do tumor e presença ou não de metástase no momento do diagnóstico. Neoplasias image1.png image2.png image3.png image4.PNG image5.png image6.png image7.jpg image8.jpg image9.png image10.png image11.png image12.png image13.jpeg image14.jpeg image15.emf image16.emf image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.png image29.png image30.png image31.jpeg image32.jpeg image33.png image34.png image35.jpeg image36.emf image37.emf image38.emf image39.emf image40.emf image41.emf image42.png image43.png image44.jpeg image45.jpeg image46.png image47.png