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SISTEMA DE ENSINO
SAÚDE DA MULHER
Planejamento Familiar
Livro Eletrônico
FERNANDA BARBOZA
Graduada em Enfermagem pela Universidade Fe-
deral da Bahia e pós-graduada em Saúde Públi-
ca e Vigilância Sanitária. Atualmente é servidora 
do Tribunal Superior do Trabalho, no cargo de 
Analista Judiciário – Especialidade Enfermagem. 
É professora e coach em concursos. Trabalhou 
8 anos como enfermeira do Hospital Sarah. Foi 
nomeada nos seguintes concursos: 1º lugar no 
Ministério da Justiça; 2º lugar no Hemocentro – 
DF; 1º lugar para Fiscal Sanitário da prefeitura 
de Salvador; 2º lugar no Superior Tribunal Militar 
(nomeada pelo TST). Além desses, foi nomeada 
duas vezes como enfermeira do estado da Bahia 
e na SES-DF. Na área administrativa, foi nome-
ada para o CNJ, MPU, TRF 1ª região e INSS (2º 
lugar), dentre outras aprovações.
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SAÚDE DA MULHER
Planejamento Familiar
Profª. Fernanda Barboza
Planejamento Familiar .................................................................................4
1. Introdução .............................................................................................4
2. Planejamento Familiar ...........................................................................10
2.1. Histórico do Planejamento Familiar .......................................................10
2.2. Planejamento Familiar na Constituição Federal de 1988 ...........................12
2.3. Lei n. 9.263, de 12 de Janeiro de 1996 .................................................13
2.4. Atividades a Serem Desenvolvidas na Atenção em Saúde Reprodutiva .......20
3. Métodos Anticoncepcionais .....................................................................21
3.1. Ciclo Menstrual ..................................................................................21
3.2. Métodos Comportamentais ..................................................................23
3.3. Métodos de Barreira ...........................................................................28
3.4. Anticoncepcionais Hormonais Orais .......................................................32
3.5. Anticoncepcionais Hormonais Injetáveis ................................................38
3.6. DIU (Dispositivo Intrauterino) ..............................................................38
3.7. Métodos Anticoncepcionais no Pós-Parto ................................................40
3.8. Anticoncepção na Adolescência ............................................................44
3.9. Contracepções de Emergência .............................................................47
Resumo ...................................................................................................62
Questões Comentadas em Aula ..................................................................72
Gabarito ..................................................................................................84
Referências ..............................................................................................85
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SAÚDE DA MULHER
Planejamento Familiar
Profª. Fernanda Barboza
PLANEJAMENTO FAMILIAR
1. Introdução
Olá, aluno(a), como está a sua preparação? Nesta aula, estudaremos a saúde 
sexual e a saúde reprodutiva.
Dentro da temática de saúde da mulher veremos os seguintes tópicos:
•	 Assistência de enfermagem à gestante, parturiente e puérpera;
•	 Assistência de enfermagem à mulher no climatério e menopausa e na pre-
venção e tratamento de ginecopatias;
•	 Assistência de enfermagem ao paciente oncológico nas diferentes fases da 
doença e tratamentos;
•	 Assistência de enfermagem aplicada à saúde sexual e reprodutiva da mu-
lher com ênfase nas ações de baixa e média complexidade.
Liga o modo turbo para conseguir estudar todos os temas que são muito impor-
tantes para a nossa prova.
O Ministério da Saúde (MS) tem modificado o termo de planejamento familiar 
para saúde reprodutiva e tem associado esse assunto à temática de saúde sexual.
Iniciarei conceituando a saúde sexual e a saúde reprodutiva pelo Manual do MS 
– Protocolos da atenção básica: saúde das mulheres.
A saúde sexual significa, para os indivíduos, a vivência livre, agradável, praze-
rosa e segura, por meio de abordagens positivas da sexualidade humana e respeito 
mútuo nas relações sexuais, valorização da identidade e das experiências individu-
ais, das relações interpessoais e da vida, independentemente de orientação sexual 
e identidades de gênero. Mulheres lésbicas e bissexuais têm direito ao planejamen-
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SAÚDE DA MULHER
Planejamento Familiar
Profª. Fernanda Barboza
to da vida sexual e reprodutiva, às tecnologias reprodutivas, ao aborto legal e à 
assistência humanizada durante a gestação, o parto e o puerpério.
A saúde reprodutiva implica que a pessoa possua “uma vida sexual segura 
e satisfatória, tendo autonomia para se reproduzir e a liberdade de decidir sobre 
quando e quantas vezes deve fazê-lo”.
O conceito de saúde reprodutiva pela organização mundial de saúde consta no 
CAB, vamos conhecer:
A saúde reprodutiva é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, em to-
dos os aspectos relacionados com o sistema reprodutivo e as suas funções e processos, 
e não de mera ausência de doença ou enfermidade. A saúde reprodutiva implica, por 
conseguinte, que a pessoa possa ter uma vida sexual segura e satisfatória, tendo auto-
nomia para se reproduzir e a liberdade de decidir sobre quando e quantas vezes deve 
fazê-lo. Implícito nessa última condição está o direito de homens e mulheres de serem 
informados e de terem acesso a métodos eficientes, seguros, permissíveis e aceitáveis 
de planejamento familiar de sua escolha, assim como outros métodos de regulação da 
fecundidade, de sua escolha, que não sejam contrários à lei, e o direito de acesso a 
serviços apropriados de saúde que deem à mulher condições de atravessar, com segu-
rança, a gestação e o parto e proporcionem aos casais a melhor chance de ter um filho 
sadio.
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SAÚDE DA MULHER
Planejamento Familiar
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Direitos reprodutivos:
Direitos sexuais:
•	 O direito de viver e expressar livremente a sexualidade sem violência, dis-
criminações e imposições, e com total respeito pelo corpo do(a) parceiro(a);
•	 O direito de escolher o(a) parceiro(a) sexual;
•	 O direito de viver plenamente a sexualidade sem medo, vergonha, culpa e 
falsas crenças;
•	 O direito de viver a sexualidade, independentemente de estado civil, idade 
ou condição física;
•	 O direito de escolher se quer ou não quer terrelação sexual;
•	 O direito de expressar livremente sua orientação sexual: heterossexualidade, 
homossexualidade, bissexualidade;
•	 O direito de ter relação sexual, independentemente da reprodução;
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SAÚDE DA MULHER
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•	 O direito ao sexo seguro para prevenção da gravidez e de doenças sexual-
mente transmissíveis (DST) e Aids;
•	 O direito a serviços de saúde que garantam privacidade, sigilo e um atendi-
mento de qualidade, sem discriminação;
•	 O direito à informação e à educação sexual e reprodutiva.
Segundo o MS, as políticas públicas devem ofertar a homens e mulheres adul-
tos, jovens e adolescentes:
Observe que, nessa política, é incluída também a faixa etária dos adolescentes. 
Além disso, chamo sua atenção para o fato de que apenas devem ser aceitos os 
métodos de acordo com a Lei n. 9.263/1996, por exemplo, não deve ser feita a 
histerectomia como método de planejamento familiar.
Segundo o MS, o planejamento reprodutivo, chamado também de plane-
jamento familiar, designa um conjunto de ações de regulação da fecundidade, 
as quais podem auxiliar as pessoas a prever e controlar a geração e o nascimento 
de filhos, e englobam adultos, jovens e adolescentes, com vida sexual com e sem 
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SAÚDE DA MULHER
Planejamento Familiar
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parcerias estáveis, bem como aqueles e aquelas que se preparam para iniciar sua 
vida sexual.
É importante envolver os homens na participação do planejamento reprodutivo, 
mudando o paradigma atual de que apenas as mulheres devem se envolver nesse 
processo.
Um detalhe relevante é que o planejamento familiar não visa apenas evitar 
filhos, também atua ajudando na concepção. Um exemplo é o direito das 
mulheres lésbicas e bissexuais de utilizar técnicas de reprodução assistida como a 
inseminação artificial e a fertilização in vitro pelo SUS, independentemente do 
diagnóstico de infertilidade.
Questão 1 (AOCP/EBSERH/2015) Em relação ao planejamento reprodutivo é cor-
reto afirmar que
a) o termo planejamento reprodutivo é sinônimo de controle de natalidade.
b) o controle de natalidade baseia-se no respeito aos direitos sexuais e aos direitos 
reprodutivos.
c) o planejamento reprodutivo implica imposições do governo sobre a vida repro-
dutiva de homens e mulheres.
d) o governo brasileiro pauta-se pelo respeito e garantia dos direitos sexuais e dos 
direitos reprodutivos e, nesse sentido, coloca-se claramente a favor da política com 
caráter controlista da natalidade.
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SAÚDE DA MULHER
Planejamento Familiar
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e) os profissionais de saúde devem procurar compreender as expectativas das 
pessoas no que diz respeito à reprodução e ajudá-las a concretizarem essas expec-
tativas, respeitando suas escolhas.
Letra e.
O planejamento reprodutivo refere-se aos métodos de concepção ou contracepção 
para pessoas solteiras e adolescentes. Vale destacar que o controle de natalidade, 
no Brasil, é proibido pela Constituição Federal de 1988.
Outra nuance do planejamento reprodutivo ou familiar e que foi abordado pela 
banca FCC é de prevenção da gravidez na adolescência.
Questão 2 (FCC/TRT-3ª REGIÃO/2009) Com a progressiva antecipação do início 
da puberdade e o consequente decréscimo na idade da menarca, a capacidade re-
produtiva se instala mais cedo, com maior exposição à maternidade precoce, con-
siderada pela OMS como aquela que ocorre antes dos 20 anos. De acordo com a 
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, a gravidez na adolescência 
pode ser efetivamente prevenida por meio de
a) planejamento familiar.
b) aumento do nível socioeconômico.
c) redução do número de parceiros.
d) incentivo ao trabalho.
e) aumento do grau de escolaridade.
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Planejamento Familiar
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Letra a.
A gravidez na adolescência é um sério problema de saúde pública e que deve ser 
minimizado com a adesão dessa faixa etária ao planejamento familiar.
Segundo o MS, a ampliação do acesso aos métodos contraceptivos na rede pública 
e nas drogarias conveniadas do programa “Aqui Tem Farmácia Popular” apresentou 
outro resultado positivo: a incidência de gravidez na adolescência (de 10 a 19 anos 
de idade) diminuiu 20% entre 2003 e 2009.
2. Planejamento Familiar
Esse assunto é muito importante para as provas de concurso. Veremos, nessa 
temática, a legislação e os métodos de contracepção.
2.1. Histórico do Planejamento Familiar
Segundo o MS, no Brasil, as políticas públicas têm como um dos primeiros mar-
cos no planejamento familiar a elaboração do Programa de Assistência Integral à 
Saúde da Mulher (Paism), em 1984, que incluiu o planejamento familiar no elenco 
mínimo de ações voltadas para a atenção integral à saúde da mulher. Até então, 
não havia, no Brasil, política instituída nesse campo.
O CAB 26 chama nossa atenção para a importância desse tema no cenário mundial.
Contextualizando a priorização da saúde sexual e da saúde reprodutiva na Aten-
ção Básica, vale ressaltar que entre os oito objetivos de desenvolvimento do mi-
lênio definidos na Conferência do Milênio, realizada pela Organização das Nações 
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Planejamento Familiar
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Unidas (ONU) em setembro de 2000, quatro possuem relação direta com a saúde 
sexual e com a saúde reprodutiva:
•	 a promoção da igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres;
•	 a melhoria da saúde materna;
•	 o combate ao HIV/Aids, malária e outras doenças; e
•	 a redução da mortalidade infantil.
Atualmente, as ações do planejamento reprodutivo ou planejamento familiar 
são definidas e amparadas pela Lei n. 9.263/1996, que também estabelece penali-
dades e dá outras providências.
Em 2005, o Ministério da Saúde emitiu a Portaria n. 426/2005, que institui, no 
âmbito do SUS, a Política Nacional de Atenção Integral em Reprodução Humana 
Assistida e dá outras providências.
A Política Nacional de Planejamento Familiar foi instituída em 2007 e, em 2009, 
foi ampliada com a distribuição de métodos contraceptivos gratuitos e venda de 
anticoncepcionaisa preços reduzidos na rede Farmácia Popular.
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Marcos importantes do planejamento familiar:
2.2. Planejamento Familiar na Constituição Federal de 1988
A Constituição Federal, no Título VII, da Ordem Social, Capítulo VII, art. 226º, 
§ 7º, veda qualquer forma coercitiva no que se refere ao planejamento familiar:
Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, 
o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propi-
ciar recursos educacionais e científicos para o exercício deste direito, vedada 
qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas.
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Resumo do planejamento familiar na CF/1988:
2.3. Lei n. 9.263, de 12 de Janeiro de 1996
A Lei n. 9.263/1996 regulamenta o art. 226 da CF/1988. Nessa norma, é asse-
gurado, a todo cidadão, o direito ao planejamento familiar.
Art. 1º O planejamento familiar é direito de todo cidadão, observado o disposto nes-
ta Lei.
Observe o conceito do planejamento familiar segundo o art. 2º da Lei n. 
9.263/1996:
Art. 2º Para fins desta Lei, entende-se planejamento familiar como o conjunto de 
ações de regulação da fecundidade que garanta direitos iguais de constituição, limitação 
ou aumento da prole pela mulher, pelo homem ou pelo casal.
Parágrafo único. É proibida a utilização das ações a que se refere o caput para qualquer 
tipo de controle demográfico.
Isto é cobrado em prova: é proibido o planejamento familiar para controle demo-
gráfico.
O planejamento familiar é um direito sexual e reprodutivo e, dessa forma, 
a atenção em planejamento familiar deve levar em consideração o contexto de vida 
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SAÚDE DA MULHER
Planejamento Familiar
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de cada pessoa e o direito de todos poderem tomar decisões sobre a reprodução 
sem discriminação, coerção ou violência.
Art. 3º O planejamento familiar é parte integrante do conjunto de ações de atenção à 
mulher, ao homem ou ao casal, dentro de uma visão de atendimento global e integral 
à saúde.
Parágrafo único. As instâncias gestoras do Sistema Único de Saúde, em todos os seus 
níveis, na prestação das ações previstas no caput, obrigam-se a garantir, em toda a sua 
rede de serviços, no que respeita a atenção à mulher, ao homem ou ao casal, programa 
de atenção integral à saúde, em todos os seus ciclos vitais, que inclua, como atividades 
básicas, entre outras:
I – a assistência à concepção e contracepção;
II – o atendimento pré-natal;
III – a assistência ao parto, ao puerpério e ao neonato;
IV – o controle das doenças sexualmente transmissíveis;
V – o controle e a prevenção dos cânceres cérvico-uterino, de mama, de próstata e de 
pênis.
O art. 4º nos mostra que o planejamento familiar se orienta por ações pre-
ventivas e educativas e pela garantia de acesso igualitário a informações, meios, 
métodos e técnicas disponíveis para a regulação da fecundidade.
O planejamento familiar é um dever do SUS.
Art. 5º É dever do Estado, através do Sistema Único de Saúde, em associação, no que 
couber, às instâncias componentes do sistema educacional, promover condições e recursos 
informativos, educacionais, técnicos e científicos que assegurem o livre exercício do 
planejamento familiar.
Art. 6º As ações de planejamento familiar serão exercidas pelas instituições públi-
cas e privadas, filantrópicas ou não, nos termos desta Lei e das normas de funciona-
mento e mecanismos de fiscalização estabelecidos pelas instâncias gestoras do Sistema 
Único de Saúde.
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SAÚDE DA MULHER
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Ações de planejamento familiar serão exercidas por:
Parágrafo único. Compete à direção nacional do Sistema Único de Saúde definir as nor-
mas gerais de planejamento familiar.
Art. 7º É permitida a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangei-
ros nas ações e pesquisas de planejamento familiar, desde que autorizada, fiscali-
zada e controlada pelo órgão de direção nacional do Sistema Único de Saúde.
Art. 8º A realização de experiências com seres humanos no campo da regulação da 
fecundidade somente será permitida se previamente autorizada pelo SUS.
Art. 9º Para o exercício do direito ao planejamento familiar, serão oferecidos todos os 
métodos e técnicas de concepção e contracepção cientificamente aceitos e que não co-
loquem em risco a vida e a saúde das pessoas, garantida a liberdade de opção.
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SAÚDE DA MULHER
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Parágrafo único. A prescrição a que se refere o caput só poderá ocorrer mediante ava-
liação e acompanhamento clínico e com informação sobre os seus riscos, vantagens, 
desvantagens e eficácia.
Requisitos para prescrição dos métodos:
Esterilização Definitiva
Neste tópico, encontramos a maioria das questões a respeito desse tema.
Art. 10. Somente é permitida a esterilização voluntária nas seguintes situações:
I – Em homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de vinte e cinco anos 
de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de 
sessenta dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico, período no qual será 
propiciado à pessoa interessada acesso a serviço de regulação da fecundidade, incluindo 
aconselhamento por equipe multidisciplinar, visando desencorajar a esterilização precoce;
II – Risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto, testemunhado em rela-
tório escrito e assinado por dois médicos.
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SAÚDE DA MULHER
Planejamento Familiar
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Além dos requisitos que regulam a esterilização definitiva, é importante saber 
que ela não pode ocorrer durante os períodosde parto ou aborto, exceto nos 
casos de comprovada necessidade, por cesarianas sucessivas anteriores.
Métodos aceitos: laqueadura tubária e vasectomia ou de outro método cien-
tificamente aceito, sendo vedada por meio da histerectomia e ooforectomia.
Na vigência de sociedade conjugal, a esterilização depende do consentimento 
expresso de ambos os cônjuges.
A esterilização cirúrgica em pessoas absolutamente incapazes somente poderá 
ocorrer mediante autorização judicial.
Obs.: � toda esterilização cirúrgica será objeto de notificação compulsória à direção 
do Sistema Único de Saúde.
A Lei do Planejamento Familiar regulamenta como crime:
•	 realizar esterilização cirúrgica em desacordo com essas regras;
•	 deixar o médico de notificar à autoridade sanitária as esterilizações cirúrgicas 
que realizar;
•	 induzir ou instigar dolosamente a prática de esterilização cirúrgica;
•	 exigir atestado de esterilização para qualquer fim.
Dentre as penalidades, estão a detenção, reclusão e o pagamento de multa, 
a depender do crime cometido acima.
Vamos ao treinamento!
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SAÚDE DA MULHER
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Questão 3 (FAUEL/CISMEPAR-PR/2016) O planejamento familiar é parte inte-
grante do conjunto de ações de atenção à mulher, ao homem ou ao casal, dentro 
de uma visão de atendimento global e integral à saúde. O planejamento familiar 
é direito de todo cidadão, observado o disposto Lei n. 9.263 de 12 de janeiro de 
1996. De acordo com esta lei, somente é permitida a esterilização voluntária nas 
seguintes situações:
a) Em homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de trinta anos de 
idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos.
b) Risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto, testemunhado em 
relatório escrito e assinado por dois médicos.
c) Em homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de trinta anos de 
idade ou, pelo menos, com três filhos vivos.
d) Risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto, testemunhado em 
relatório escrito e assinado pelo médico e pelo cônjuge autorizando o procedimento 
cirúrgico.
Letra b.
Revise os aspectos da legislação que permitem a esterilização voluntária:
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SAÚDE DA MULHER
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Questão 4 (TRE-BA/CESPE/2017) Com capacidade civil plena, casado e sem fi-
lhos, Francisco buscou o serviço de saúde a fim de obter informações a respeito de 
planejamento familiar.
Julgue os itens a seguir, acerca das informações que, de acordo com a legislação 
que trata do assunto, devem ser repassadas a Francisco, quanto às condições para 
que ele possa se submeter à esterilização.
I – É necessário manifestar por escrito sua vontade de realizar o procedimento.
II – É necessário apresentar consentimento expresso de sua esposa.
III – Para pessoas com menos de dois filhos, a idade mínima é de vinte e cin-
co anos.
Assinale a opção correta.1
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas o item III está certo.
d) Apenas os itens I e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
1 Letra e.
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2.4. Atividades a Serem Desenvolvidas na Atenção em Saúde 
Reprodutiva
Na Atenção Básica, é necessário aproveitar a procura da mulher em fazer o pla-
nejamento familiar para atuar nas atividades de:
Aconselhamento: diálogo com o indivíduo ou casal, incluindo os seguintes 
assuntos:
•	 sexualidade;
•	 medos e angústias;
•	 planejamento reprodutivo;
•	 infecções sexualmente transmissíveis.
Atividades educativas: oferecer às pessoas os conhecimentos necessários 
para a escolha livre e informada.
Atividades clínicas: devem ser realizadas visando à promoção, a proteção e a 
recuperação da saúde, incluindo:
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3. Métodos Anticoncepcionais
Os requisitos para a prescrição dos métodos anticoncepcionais e de concepção:
•	 cientificamente aceitos;
•	 não coloquem em risco a vida e a saúde das pessoas; e
•	 garantida a liberdade de opção.
3.1. Ciclo Menstrual
Antes de abordar os métodos anticoncepcionais, é importante relembrar o ciclo 
menstrual, observe a figura, na sequência, explicarei melhor.
O ciclo menstrual é regulado pelos hormônios do sistema endócrino e se refere 
às mudanças hormonais que ocorrem mensalmente nas mulheres férteis. Vamos 
conhecer quais são esses hormônios e suas ações?
Esse ciclo é fundamental para a reprodução humana, pois, por meio dele, há, 
mensalmente, a ovulação feminina. Ele é dividido em três fases:
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O primeiro dia do ciclo menstrual é a descida da menstruação. Ao final da 
menstruação, inicia-se o desenvolvimento dos folículos nos ovários por meio da in-
fluência dos hormônios folículo-estimulante (FSH) e luteinizante (LH). Após vários 
dias, um dos folículos torna-se dominante, e os restantes atrofiam e morrem. Por 
volta do meio do ciclo, e 24 a 36 horas depois do pico de liberação do hormônio lu-
teinizante (LH), o folículo dominante libera o óvulo, o que é chamado de ovulação.
Depois desse estágio, o óvulo apenas sobrevive durante 24 horas caso não 
ocorra fertilização. Os restos do folículo sem o óvulo se tornam corpos lúteos, 
produzindo grandes quantidades de progesterona, que ajuda a manter a circula-
ção e nutrição da placenta caso haja a fecundação. Caso a nidação não ocorra em 
aproximadamente duas semanas, o corpo lúteo involui, causando quedas abruptas 
nos níveis de progesterona e de estrogênio e novamente ocorre a menstruação, 
terminando o ciclo menstrual.
DICA
FSH estimula o desenvolvimento do folículo.
LH estimula a ovulação.
Estrogênio e progesterona revestem o endométrio com 
nutrição e irrigação sanguínea local.
Questão 5 (EBSERH/AOCP/2015) Logo após a ovulação, as células da granulosa, 
sob influência do LH, hipertrofiam-se acentuadamente e enchem a cavidade cística 
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com conteúdo hemorrágico, transformando-a em estrutura granulosa, tingida por 
um pigmento amarelo denominado
a) Estrogênio.
b) Corpo Lúteo.
c) Progesterona.
d) Oócito.
e) Gonadotrofina Coriônica Humana.
Letra b.
O pigmento amarelo chama-se de corpo lúteo e serve para liberação da progeste-
rona e manutenção da gravidez.
3.2. Métodos Comportamentais
Segundo o MS, os métodos comportamentais, também conhecidos como 
métodos de abstinência periódica ou de percepção da fertilidade ou métodos na-
turais, são técnicas para obter ou evitar a gravidez, mediante a identificação do 
período fértil da mulher. O casal pode concentrar as relações sexuais nessa fase, 
caso deseje obter uma gravidez, ou abster-se de relações sexuais vaginais, caso 
deseje evitar a gravidez.
Para o sucesso desses métodos, a mulher precisa ter um ciclo menstrual regular 
e um bom conhecimento do seu corpo para detecção do período fértil (ovulação), 
além de manter a abstinência ou uso de preservativos no período fértil, o que de-
pende da adesão do homem e da mulher.
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É importante frisar que esses métodos não previnem as infecções sexualmente 
transmissíveis. Além disso, possuem baixa eficácia em uso rotineiro.
Vamos conhecer quais são esses métodos?
Método Ogino-Knaus (Tabelinha ou Calendário)
Segundo o MS, baseia-se no fato de que a duração da segunda fase do ciclo 
menstrual (pós-ovulatório) é relativamente constante, com a ovulação ocorrendo 
entre 11 a 16 dias antes da próxima menstruação.
O cálculo do período fértil da mulher é feito mediante a análise de seu padrão 
menstrual prévio, durante 6 a 12 meses.
A mulher que quiser usar esse método deve ser orientada a marcar em um ca-
lendário, durante, pelo menos, seis meses, o primeiro dia de cada menstruação, 
para verificar o número de dias que durou cada ciclo menstrual.
Na ocorrência de coito desprotegido no período fértil, o MS recomenda o uso da 
anticoncepção de emergência.
Método da Temperatura Basal Corporal
Segundo o CAB 26, esse método fundamenta-se nas alterações da temperatura 
basal que ocorrem na mulher ao longo do ciclo menstrual.
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Antes da ovulação, a temperatura basal corporal permanece num determinado 
nível baixo. Após a ovulação, se eleva ligeiramente, permanecendo nesse novo nível 
até a próxima menstruação. Esse crescimento ocorre pelo aumento da progesterona 
que tem efeito termogênico. O método permite, portanto, por meio da mensuração 
diária da temperatura basal, a determinação da fase infértil pós-ovulatória.
Esse aumento da temperatura é discreto, menor que 1º C, e, no mínimo, 0,2º C.
Método do Muco Cervical (Billings)
Segundo o CAB 26, esse método baseia-se na identificação do período fértil por 
meio da auto-observação, com relação às mudanças do muco cervical e à sensação 
de umidade na vagina ao longo do ciclo menstrual.
O muco cervical é uma secreção produzida no colo do útero pelo epitélio glan-
dular das criptas cervicais, que, por ação hormonal, apresenta transformações ca-
racterísticas ao longo do ciclo menstrual, possibilitando, dessa maneira, a identifi-
cação do processo ovulatório.
No início do ciclo, o muco é espesso, grumoso, dificultando a ascensão dos es-
permatozoides pelo canal cervical. Com a ação estrogênica, produz, na vulva, uma 
sensação de umidade e lubrificação, indicando o tempo da fertilidade, quando os 
espermatozoides têm maior facilidade de penetração no colo uterino. Nessa fase, 
o muco é transparente, elástico, escorregadio e fluido, semelhante à clara de ovo.
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Método Sintotérmico
Segundo o MS, esse método baseia-se na combinação de múltiplos indicadores 
da ovulação, com a finalidade de determinar o período fértil com maior precisão 
e confiabilidade. Fundamentalmente, combina a observação dos sinais e sintomas 
relacionados à temperatura basal corporal e ao muco-cervical, associada ainda a 
parâmetros subjetivos (físicos e ou psicológicos) indicadores de possível ovulação.
Os parâmetros subjetivos relacionados com a ovulação podem ser, entre outros:
•	 dor abdominal;
•	 sensação de peso nas mamas, mamas inchadas ou doloridas;
•	 variações de humor e/ou da libido;
•	 outros sintomas e sinais (enxaqueca, náuseas, acne, aumento de apetite, ga-
nho de peso, sensação de distensão abdominal, sangramento intermenstrual, 
entre outros).
Coito Interrompido
O coito interrompido, apesar de ser muito usado, não deve ser estimulado como 
método anticoncepcional, porque é grande a possibilidade de falha, considerando 
que o líquido que sai pouco antes da ejaculação pode conter espermatozoides. Além 
disso, às vezes, o homem não consegue interromper a relação antes da ejaculação.
Método da Lactação e Amenorreia (LAM)
É um método anticoncepcional temporário que consiste no uso da amamen-
tação exclusiva para evitar a gravidez. A amamentação tem efeito inibidor sobre 
a fertilidade. A amamentação é um método importante de planejamento familiar, 
pois é acessível à maioria das mulheres e, efetivamente, contribui para o espaça-
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mento entre as gestações. Entre as mulheres que amamentam, a possibilidade de 
retomada das ovulações é remota nos primeiros dois meses pós-parto.
A mulher deve ser orientada a usar outro método anticoncepcional quando:
•	 a menstruação retornar;
•	 a mulher parar de amamentar em tempo integral e começar a oferecer outros 
alimentos e líquidos;
•	 o bebê completar seis meses;
•	 a mulher não quiser mais somente o LAM como método anticoncepcional.
Questão 6 (AMEOSC/PREFEITURA DE PALMA SOLA–SC/2016) Os métodos com-
portamentais anticoncepcionais, também conhecidos como métodos de abstinência 
periódica, ou métodos naturais, se baseiam em evitar as relações sexuais vaginais 
no período fértil do ciclo. São exemplos de métodos comportamentais:
a) Método do Dispositivo Intrauterino ou Método do Espermicida.
b) Método do Calendário (tabelinha)ou Método da Temperatura corporal basal.
c) Método do Dispositivo Intrauterino ou Método do Muco Cervical.
d) Método do Muco Cervical ou Método do Espermicida.
Letra b.
O DIU e o espermicida não são métodos comportamentais.
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3.3. Métodos de Barreira
Segundo o MS, os métodos de barreira são aqueles que impedem a trajetória 
do espermatozoide em direção ao óvulo, impondo obstáculos mecânicos e/ou quí-
micos à penetração dos espermatozoides no canal cervical.
Os métodos de barreira disponíveis são:
Condom ou Preservativo
O preservativo é um excelente método, pois é eficaz para o controle da concep-
ção e na prevenção das infecções sexualmente transmissíveis.
Os preservativos feminino e masculino não devem ser usados juntos porque o 
atrito aumenta o risco de rompimento.
Diafragma
Esse tipo de método é bem abordado nas provas de concursos.
O diafragma é um método vaginal de anticoncepção que consiste em um capuz 
macio de látex ou de silicone côncavo, com borda flexível, que recobre o colo ute-
rino. Existem diafragmas de diversos tamanhos, sendo necessária a medição por 
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profissional de saúde treinado para determinar o tamanho adequado a cada mu-
lher. O produto de fabricação nacional está disponível nos tamanhos: 60 mm, 65 
mm, 70 mm, 75 mm, 80 mm e 85 mm.
Obs.: � o diafragma impede a penetração dos espermatozoides no útero e trompas.
A durabilidade do diafragma é de aproximadamente dois a três anos, se obser-
vadas as recomendações do produto; após esse período, deverá ser trocado.
Validade do diafragma é de 2 a 3 anos.
Prevenir algumas DSTs (cervicites) e suas complicações, porém, não todas, es-
pecialmente gonococos e clamídia.
Deve-se orientar a mulher a urinar e lavar as mãos antes de colocar o diafrag-
ma.
Em caso de uso com geleia espermicida, aplicá-la dentro da parte côncava do 
diafragma.
Vamos conhecer algumas considerações importantes sobre o uso do diafragma 
segundo o Caderno de Atenção Básica n. 26 do MS, 2013:
•	 o diafragma deve ser colocado em todas as relações sexuais, antes de qual-
quer contato entre o pênis e a vagina;
•	 pode ser colocado na hora da relação sexual ou, no máximo, duas horas 
antes;
•	 pode ser usado com ou sem geleia espermicida;
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•	 o diafragma só deve ser retirado de seis a oito horas após a última relação 
sexual, não devendo permanecer mais de 24 horas, com a finalidade de se 
evitar efeitos colaterais;
•	 quando a mulher está bem orientada, a colocação do diafragma é tão simples 
quanto a de uma lente de contato e não dói;
•	 mão deve ser usado durante a menstruação;
•	 imediatamente depois de retirar o diafragma, deve-se lavá-lo com água e 
sabão neutro, secá-lo bem com um pano macio e guardá-lo em um estojo, 
em lugar seco, fresco, não exposto à luz do sol. Não se deve polvilhar o dia-
fragma com talcos, pois podem danificá-lo ou causar irritação na vagina ou 
no colo do útero;
•	 quando o diafragma está bem colocado, não atrapalha a relação sexual nem 
é percebido pelo homem.
A detecção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) é motivo para sus-
pender o uso do diafragma.
A colocação deve ser feita na hora da relação sexual ou, no máximo, duas horas 
antes.
Deve ser retirado 6 a 8 horas após a última relação sexual, não devendo perma-
necer mais de 24 horas, com a finalidade de se evitar efeitos colaterais.
Questão 7 (FUNCAB/FUNASG/2015) O diafragma é um método vaginal de anti-
concepção que consiste em um capuz macio de látex ou de silicone côncavo, com 
borda flexível, que recobre o colo uterino. Sobre o diafragma é correto afirmar:
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a) Apresenta tamanho único e se adéqua à parede vaginal de cada mulher.
b) A durabilidade é de aproximadamente dois a três meses, após esse período de-
verá ser lavado.
c) Pode ser usado durante a menstruação e ser retirado 30 minutos após a relação 
sexual.
d) Previne algumas DST e complicações por elas causadas, especialmente gonoco-
cos e clamídia.
e) Deve ser colocado um dia antes da relação sexual ou, no máximo, vinte horas 
antes.
Letra d.
a) Errada. Existe diafragma de vários tamanhos.
b) Errada. A durabilidade do diafragma é de aproximadamente dois a três anos. 
O diafragma deve ser lavado com água e sabão a cada uso.
c) Errada. Não deve ser usado durante a menstruação. E deve ser retirado de 6 a 
8 horas após a relação sexual, não devendo permanecer mais de 24 horas, com a 
finalidade de se evitar efeitos colaterais.
e) Errada. Pode ser colocado na hora da relação sexual ou, no máximo, duas horas 
antes.
O diafragma não protege contra HIV, HPV, herpes genital e trichomonas, porque 
não recobre a parede vaginal e a vulva.
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Espermicidas
Segundo o MS, são substâncias químicas que, quando introduzidas na vagina, 
destroem ou imobilizam os espermatozoides ou ainda inativam as enzimas neces-
sárias para a penetração deles no óvulo.
No Brasil e no mundo, o produto espermicida à base de nonoxinol-9 (N-9) a 2% 
é o mais utilizado. O uso de alguns métodos contraceptivos contendo N-9 podem 
aumentar o risco de transmissão sexual do HIV e outras DSTs.
O MS chama a atenção para o fato de que não é recomendado o uso de esper-
micida para as mulheres que têm mais de um parceiro sexual ou cujos parceiros 
têm outros parceiros/parceiras e não usam camisinha em todas as relações se-
xuais, pois, nessas situações, existe maior risco de contrair doenças sexualmente 
transmissíveis.
3.4. Anticoncepcionais Hormonais Orais
Os anticoncepcionais hormonais orais são esteroides utilizados isoladamente ou 
em associação com a finalidade básica de impedir a concepção:
•	 pílula combinada (estrogênio e progesterona) – monofásicos, bifásicos e tri-
fásicos;
•	 pílula com progestogênio ou minipílulas;
•	 anticoncepcionais injetáveis;
•	 anticoncepçãode emergência.
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Pílulas Combinadas
Nas monofásicas, que são as mais comuns, a dose dos esteroides é a mesma 
nos 21 ou 22 comprimidos ativos da cartela. A apresentação pode ser em cartelas 
com 21 ou 22 comprimidos ativos ou em cartelas com 28 comprimidos, sendo 21 
ou 22 comprimidos ativos, que contêm hormônios, seguidos de 6 ou 7 comprimidos 
de placebo, de cor diferente, que não contêm hormônios.
As pílulas combinadas bifásicas contêm dois tipos de comprimidos ativos, 
de diferentes cores, com os mesmos hormônios, mas em proporções diferentes. 
Devem ser tomadas na ordem indicada na embalagem.
As pílulas combinadas trifásicas contêm três tipos de comprimidos ativos, 
de diferentes cores, com os mesmos hormônios, mas em proporções diferentes. 
Devem ser tomadas na ordem indicada na embalagem.
Baixa dosagem de hormônio: dependendo da quantidade de etinilestradiol, 
classificam-se em pílulas combinadas de baixa dosagem as que contêm 30 micro-
gramas (0,03 mg) ou menos de etinilestradiol, e pílulas de média dosagem as que 
contêm 50 microgramas (0,05 mg) de etinilestradiol.
É recomendável como primeira opção o uso de pílulas combinadas de baixa do-
sagem.
Mecanismo de ação: inibem a ovulação e tornam o muco cervical espesso, 
dificultando a passagem dos espermatozoides. Provocam ainda alterações nas ca-
racterísticas físico-químicas do endométrio, mantendo-o fora das condições para a 
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implantação do blastócito, e interferem na motilidade e na qualidade da secreção 
glandular tubária.
Modo de uso: no primeiro mês de uso, ingerir o 1º comprimido no 1º dia do 
ciclo menstrual ou, no máximo, até o 5º dia. A seguir, a usuária deve ingerir um 
comprimido por dia até o término da cartela, preferencialmente no mesmo horário. 
É importante orientar a usuária para verificar a cartela todas as manhãs no sentido 
de certificar-se do seu uso no dia anterior.
Se esquecer de tomar uma pílula, tomar a pílula esquecida imediatamente e a 
pílula regular no horário habitual. Tomar o restante regularmente, uma a cada dia.
Efeitos secundários: os principais efeitos secundários que podem estar rela-
cionados com o uso da pílula são:
•	 alterações de humor, como depressão e menor interesse sexual, que são 
pouco comuns;
•	 náuseas, vômitos e mal-estar gástrico (mais comum nos três primeiros meses);
•	 cefaleia leve;
•	 leve ganho de peso;
•	 nervosismo;
•	 acne (pode melhorar ou piorar, mas, geralmente, melhora);
•	 tonteira;
•	 mastalgia;
•	 alterações do ciclo menstrual, como manchas ou sangramentos nos interva-
los entre as menstruações, especialmente quando a mulher se esquece de 
tomar a pílula ou toma tardiamente (mais comum nos três primeiros meses), 
e amenorreia;
•	 cloasma.
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Outras alterações físicas possíveis: a pressão arterial aumenta alguns pontos 
(mm Hg). Quando o aumento se deve aos anticoncepcionais orais combinados, 
a pressão arterial cai rapidamente após a interrupção do uso deles.
Complicações:
•	 acidente vascular cerebral;
•	 infarto do miocárdio;
•	 trombose venosa profunda.
Todas essas complicações acontecem com maior frequência em fumantes de 
qualquer faixa etária.
Riscos:
•	 não são recomendados para lactantes, pois afetam a qualidade e quantidade 
do leite;
•	 muito raramente, podem causar acidentes vasculares, tromboses venosas 
profundas ou infarto do miocárdio, sendo que o risco é maior entre fumantes 
(mais de 15 cigarros/dia) com 35 anos ou mais;
•	 podem aumentar o risco para tumores de fígado, sendo extremamente raros 
os tumores malignos;
•	 de acordo com a informação atualmente disponível, a pílula não aumenta o 
risco para câncer de colo uterino e de mama, porém, novos estudos são 
necessários para se obter conclusões mais precisas.
O MS trabalha com alguns pontos-chave importantes relacionados aos anticon-
cepcionais, vamos conhecer? Veja:
•	 proporcionam ciclos menstruais regulares, com sangramento durante menos 
tempo e em menor quantidade;
•	 diminuem a frequência e a intensidade das cólicas menstruais (dismenor-
reias) e dos ciclos hipermenorrágicos;
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•	 diminuem a incidência de gravidez ectópica, doença inflamatória pélvica, 
câncer de endométrio, câncer de ovário, cistos funcionais de ovário, doença 
benigna da mama e miomas uterinos;
•	 muito eficazes quando em uso correto;
•	 não há necessidade de pausas para “descanso”;
•	 podem ser usadas desde a adolescência até a menopausa;
•	 a fertilidade retorna logo após a interrupção de seu uso.
Drogas que interagem com os anticoncepcionais orais (AO):
Questão 8 (FCC/TCE-PI/2014/ADAPTADA) Interação medicamentosa é causa fre-
quente de internações hospitalares. O enfermeiro deve saber que a interação me-
dicamentosa entre contraceptivos e rifampicina aumenta o efeito do contraceptivo.
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Errado.
O que ocorre é uma redução do efeito.
Pílulas com Progestogênio ou Minipílulas
Constituídas por progestogênio isolado (caixas com 28 ou 35 comprimidos). São 
utilizadas na amamentação.
Nas lactantes, o uso deve ser iniciado após seis semanas do parto e nas não lac-
tantes, seu uso é contínuo após o término da cartela (35 comprimidos). Não deve 
haver interrupção entre uma cartela e outra nem durante a menstruação.
Exemplos:
Mecanismo de ação: inibe a ovulação em 15 a 40% dos casos. Sua ação é 
mais pronunciada sobre o endométrio e o muco cervical (promove o espessamento 
do muco cervical, dificultando a penetração dos espermatozoides). Por isso, seu 
efeito contraceptivo é mais baixo em relação às pílulas combinadas.
A ausência do componente estrogênico permite sua utilização nas situações em 
que há contraindicação ao uso desse esteroide, como as doenças cardiovasculares, 
o tabagismo e a amamentação.
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3.5. Anticoncepcionais Hormonais Injetáveis
Os anticoncepcionais injetáveis podem ser mensais ou trimestrais. Os mensais 
são compostos com progesterona e estrógeno. E os trimestrais apenas com pro-
gesterona.
Mecanismo de ação: inibe a ovulação e torna o muco cervical espesso, impe-
dindo a passagem dos espermatozoides. Provoca, ainda, alterações no endométrio.
A injeção trimestral (acetato de medroxiprogesterona) pode ser utilizada após 
os 18 anos de idade. Antes dessa faixa etária, deve ser evitado o uso de anticon-
cepcionais só de progestogênio, pelo possível risco de diminuição da calcificação 
óssea.
É comum ocorrer aumento de peso com o uso de injeção trimestral:
•	 Progestogênio isolado: administração de progestogênio isolado, via pa-
renteral (I.M) trimestral;
•	 Combinado: associação de estrogênio e progestogênio, para uso parenteral 
(I.M) mensalmente.
3.6. DIU (Dispositivo Intrauterino)
Segundo o MS, os dispositivos intrauterinos (DIU) são artefatos de plástico fle-
xível em forma de T, aos quais podem ser adicionados cobre ou hormônios que, 
inseridos na cavidade uterina, exercem sua função contraceptiva.
Obs.: � é um dos métodos de planejamento familiar mais usados em todo o mundo.
Mecanismo de ação: atua impedindo a fecundação, porque torna mais difícil 
a passagem do espermatozoide pelo trato reprodutivo feminino, reduzindo a pos-
sibilidade de fertilização do óvulo. O DIU com levonorgestrel causa supressão dos 
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receptores de estradiol no endométrio, atrofia endometrial e inibição da passagem 
do espermatozoide por meio da cavidade uterina.
Duração de uso: a duração de uso do DIU difere segundo o modelo:
•	 DIU de cobre TCu-380: está aprovado para 10 anos; e
•	 MLCu-375: cinco anos.
O DIU não é indicado para mulheres com risco aumentado para DST/HIV/Aids: 
mulheres que têm mais de um parceiro sexual ou cujos parceiros têm outros par-
ceiros/parceiras e não usam preservativo em todas as relações sexuais.
Inserção do DIU
Mulher menstruando regularmente: o DIU pode ser inserido a qualquer 
momento durante o ciclo menstrual, desde que haja certeza de que a mulher não 
esteja grávida, porém, deve ser inserido, preferencialmente, durante a menstrua-
ção porque:
•	 se o sangramento é menstrual, a possibilidade de gravidez fica descartada;
•	 a inserção é mais fácil pela dilatação do canal cervical;
•	 qualquer sangramento causado pela inserção não incomodará tanto a mu-
lher;
•	 a inserção pode causar menos dor.
Após o parto, o DIU deve ser inserido durante a permanência no hospital, se a 
mulher já havia tomado essa decisão antecipadamente. O momento mais indicado 
é logo após a expulsão de placenta. Porém, pode ser inserido a qualquer momen-
to dentro de 48 horas após o parto. Passado esse período deve-se aguardar, pelo 
menos, quatro semanas.
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Questão 9 (FCC/TCE-PI/2014) Durante as ações educativas sobre planejamento 
familiar, uma trabalhadora faz a seguinte pergunta: “Qual o momento indicado para 
a colocação do DIU?”
A resposta correta do enfermeiro deverá ser:
a) preferencialmente, durante a menstruação.
b) obrigatoriamente, nos três primeiros dias após a menstruação.
c) obrigatoriamente, cinco dias antes do ciclo menstrual.
d) preferencialmente, na fase estrogênica, entre o 5º e o 14º dia de um ciclo mens-
trual de 28 dias.
e) habitualmente, na fase de aumento do nível de progesterona, entre o 15º e o 
20º dia do ciclo menstrual de 28 dias.
Letra a.
A colocação do DIU deve ser feita em qualquer momento, mas preferencialmente 
no período menstrual.
3.7. Métodos Anticoncepcionais no Pós-Parto
Nem todos os métodos podem ser utilizados durante a lactação, principalmente 
os anticoncepcionais combinados.
Vamos avaliar os critérios que, segundo o MS, influenciam na escolha do méto-
do anticoncepcional durante a lactação?
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Vamos considerar os aspectos mais importantes de cada método? Esses deta-
lhes são muito cobrados nas provas.
LAM (Método da Amenorreia da Lactação)
Esse método impõe três condições:
A liberação do hormônio prolactina inibe a ovulação quando o aleitamen-
to é exclusivo e enquanto não ocorre o retorno da menstruação. Porém, 
esse efeito anticoncepcional deixa de ser eficiente quando ocorre o retorno das 
menstruações e/ou quando o leite materno deixa de ser o único alimento recebido 
pelo bebê.
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Quando o método LAM deixa de ser efetivo, é necessário introduzir outro méto-
do, e é fundamental que esse método não influencie na amamentação, a primeira 
opção é o DIU e métodos de barreira (preservativo e diafragma).
O DIU pode ser inserido imediatamente após o parto, ou a partir de quatro 
semanas pós-parto. É contraindicado para os casos de infecção puerperal, até três 
meses após a cura.
DIU deve ser colocado no momento do parto ou quatro semanas após.
Preservativo Feminino ou Masculino
Enfatizar a dupla proteção: estimular sempre o uso da camisinha masculina 
ou feminina em todas as relações sexuais, por ser o único método que protege 
contra as DSTs/HIV/Aids. A camisinha pode ser usada associada a outro método 
anticoncepcional, dupla proteção ou isoladamente.
Iniciar o anticoncepcional oral (minipílula): contém apenas progestogênio, 
em baixa dosagem, pode ser utilizada pela mulher que está amamentando.
O seu uso deve ser iniciado após seis semanas do parto.
Injeção Trimestral
Pode ser utilizada pela mulher que está amamentando. O seu uso deve ser ini-
ciado após seis semanas do parto.
Contraindicado usar métodos comportamentais no pós-parto. Tabelinha, 
muco cervical, entre outros só poderão ser usados após a regularização do ciclo 
menstrual.
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O anticoncepcional hormonal oral combinado e o injetável mensal não de-
vem ser utilizados em lactantes, pois interferem na qualidade e quantidade do 
leite materno e podem afetar adversamente a saúde do bebê.
Mulheres que não podem amamentar por algum motivo como as portadoras de 
HIV, HTLV e outras situações: iniciar pílula anticoncepcional comum 40 dias após o 
parto.
Questão 10 (PREFEITURA PARNAÍBA-PI/NUCEPE/UESPI/2016) A minipílula, que 
contém apenas progestogênio, em baixa dosagem, pode ser utilizada pela mulher 
que estar amamentando. O seu uso deve ser iniciado:
a) após duas semanas do parto.
b) após três semanas do parto.
c) imediatamente após o parto.
d) após seis semanas do parto.
e) após quatro semanas do parto.
Letra d.
Onde tem número, tem questão.
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3.8. Anticoncepção na Adolescência
Segundo o MS, a primeira relação sexual está acontecendo cada vez mais cedo. 
É muito importante que adolescentes e jovens estejam informados sobre sexo se-
guro e dupla proteção, incentivando-se o uso da camisinha masculina ou feminina 
em todas as relações sexuais, associada a outro método anticoncepcional.
Os serviços de Saúde devem garantir atendimento aos adolescentes e jovens, 
antes mesmo do início de sua atividade sexual e reprodutiva, para ajudá-los a lida-
rem com a sua sexualidade de forma positiva e responsável, incentivando compor-
tamentos de prevenção e autocuidado.
Os adolescentes e jovens têm direito a ter atendimento sem discriminação de 
qualquer tipo, com garantia:
O MS recomenda que a equipe de Saúde busque sempre encorajar o adoles-
cente a dialogar com a sua família, de modo a envolvê-la no acompanhamento dos 
seus problemas.
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Exceção ao sigilo:
•	 atendimentos a pessoas com deficiência intelectual;
•	 distúrbios psiquiátricos; e
• nos casos em que há referência explícita ou suspeita de maus-tratos e/ou de 
abuso sexual.
Adolescente não tem capacidade de avaliar seu problema e de conduzir-se por 
seus próprios meios para solucioná-los.
Nos casos de maus-tratos e/ou de abuso sexual, é obrigatória a notificação ao 
Conselho Tutelar ou à Vara da Infância e da Juventude.
•	 Métodos anticoncepcionais mais recomendados na adolescência (MS):
−	 Estimular sempre o uso da camisinha masculina ou feminina em todas as 
relações sexuais, por ser o único método que protege contra as DSTs/HIV/
Aids. A camisinha pode ser usada associada a outro método anticoncep-
cional – dupla proteção ou isoladamente. Enfatizar a importância da dupla 
proteção;
−	 Em geral, não há restrições ao uso de anticoncepcionais hormonais na 
adolescência. Os anticoncepcionais hormonais combinados, compostos de 
estrogênio e progestogênio (anticoncepcionais orais combinados, injetável 
mensal, adesivo anticoncepcional transdérmico e anel vaginal), podem ser 
usados desde a menarca;
−	 Deve-se, entretanto, evitar o uso de anticoncepcionais só de progestogê-
nio (injetável trimestral e da pílula só de progesterona – minipílula) antes 
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dos 18 anos, pelo possível risco de diminuição da calcificação óssea, pois, 
para mulheres com menos de 18 anos, há uma preocupação teórica em 
relação ao efeito hipoestrogênico, especialmente do injetável trimestral. 
Quando o injetável trimestral é usado na menarca, o bloqueio do eixo hi-
potálamo-hipófise ovário causa supressão na produção de estrogênio, que 
aumentaria a reabsorção óssea;
−	 O diafragma é um ótimo método para adolescentes motivadas a usá-lo e 
bem orientadas;
•	 O DIU deve ser usado com cuidado e com acompanhamento rigoroso da me-
narca até 19 anos de idade, em jovens nulíparas. Há preocupações pelo risco 
de expulsão e de infecções em mulheres muito jovens;
•	 Os métodos comportamentais (tabela, muco cervical, temperatura basal, entre 
outros) são pouco recomendados para adolescentes, pois a irregularidade mens-
trual é muito comum nessa fase e, além disso, são métodos que exigem disciplina 
e planejamento e as relações sexuais nessa fase, em geral, não são planejadas;
•	 A anticoncepção oral de emergência é um método muito importante para os 
adolescentes, porque pertencem a um grupo que tem maior risco de ter re-
lações sexuais desprotegidas. É importante que os adolescentes conheçam 
esse método e saibam que deve ser usado em caráter de exceção, somente 
em situações emergenciais, e não como método anticoncepcional regular.
Questão 11 (IF-CE/2017) Sobre a anticoncepção na adolescência, é incorreto 
afirmar-se que.
a) os anticoncepcionais hormonais combinados, compostos de estrogênio e proges-
togênio (anticoncepcionais orais combinados, injetável mensal, adesivo anticoncepcional 
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transdérmico e anel vaginal), não devem ser usados na adolescência, pois, em ge-
ral, há várias restrições ao uso.
b) o diafragma é um ótimo método para adolescentes motivadas a usá-lo e bem 
orientadas.
c) o DIU deve ser usado com cuidado e com acompanhamento rigoroso da menarca 
até 19 anos de idade, em jovens nulíparas. Há preocupações pelo risco de expulsão 
e de infecções em mulheres muito jovens.
d) os métodos comportamentais (tabela, muco cervical, temperatura basal, entre 
outros) são pouco recomendados para adolescentes.
e) deve ser estimulado o uso da camisinha masculina ou feminina em todas as re-
lações sexuais, por ser o único método que protege contra as DST/HIV/Aids.
Letra a.
Em geral, não há restrições ao uso de anticoncepcionais hormonais na adoles-
cência. Os anticoncepcionais hormonais combinados, compostos de estrogênio e 
progestogênio (anticoncepcionais orais combinados, injetável mensal, adesivo an-
ticoncepcional transdérmico e anel vaginal), podem ser usados desde a menarca.
3.9. Contracepções de Emergência
Anticoncepção ou contracepção de emergência consiste na utilização de pílulas 
contendo estrogênio e progestogênio ou apenas progestogênio depois de uma re-
lação sexual desprotegida, para evitar gravidez.
Deve ser usada somente como método de emergência.
Métodos:
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Esquema Yuzpe: anticoncepcionais hormonais orais combinados (etinilestra-
diol 0,2 mg e levonorgestrel 1 mg), divididos em duas doses iguais, com intervalo 
de 12 horas.
Pílula anticoncepcional de emergência (PAE): contém apenas levonorges-
trel. Comprimido de 1,5 mg: dose única. Comprimido de 0,75 mg: duas doses, 
intervalo de 12 horas.
Melhor método é o PAE por ser mais eficaz e causar menos efeitos colaterais.
Mecanismo de ação:
•	 atrasa ou inibe a ovulação;
•	 interfere na migração dos espermatozoides do colo uterino às trompas, ou 
com o processo de adesão e capacitação dos espermatozoides nas trompas;
•	 impede a fecundação.
A pílula anticoncepcional de emergência não é abortiva, pois não interrompe 
uma gravidez estabelecida.
Sua eficácia varia conforme o tempo que passa entre o coito e a sua adminis-
tração. O ideal é ser administrado em até 72 horas pós-coito, mas pode ser admi-
nistrada em até cinco dias (120 horas) após o coito.
Tomar as pílulas de anticoncepção de emergência até, no máximo, cinco dias 
(120 horas) após a relação sexual desprotegida.
Quanto mais precoce, maior a proteção.
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Questão 12 (AOCP/EBSERH/2015) Sobre a Anticoncepção de Emergência, assi-
nale a alternativa correta.
a) Consiste na utilização de pílulas contendo apenas progestogênio depois de uma 
relação sexual desprotegida, para evitar gravidez.
b) Consiste na utilização de pílulas contendo apenas estrogênio depois de uma re-
lação sexual desprotegida, para evitar gravidez.
c) Pode ser usada de forma regular, substituindo outro método anticoncepcional.
d) A pílula anticoncepcional de emergência – a pílula apenas de progestogênio (le-
vonorgestrel) – pode ser abortiva.
e) Não disponibilizar a anticoncepção de emergência fere os direitos sexuais e os 
direitos reprodutivos das pessoas e a Lei federal n. 9.263, que regulamenta o pla-
nejamento familiar.
Letra e.
Letras “a” e “b” estão erradas, pois a anticoncepção de emergência pode ser ape-
nas com progesterona isolada ou combinada com estrógeno.
A letra “c” está errada, porque deve ser usada somente como método de emergên-
cia, e não de forma regular, substituindo outro método anticoncepcional.
Quanto à letra “d”, também está errada, porque a pílula não é abortiva.
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Questão 13 (FCC/TRT-24ª REGIÃO/2011) De acordo com o Programa de Saúde 
da Mulher, o anticoncepcional de emergência
I – pode ser também denominado minipílula (norestradiona 0,35 mg).
II – deve ser aplicado por via intramuscular trimestralmente.
III – não substitui outros métodos contraceptivos.
IV – deve ter uso iniciado em até cinco dias, após relação sexual desprotegida.
É correto o que consta em
a) I, apenas.
b) I e III, apenas.
c) I, II, III e IV.
d) III e IV, apenas.
e) I, III e IV, apenas.
Letra d.
I – Errado. A minipílula é um anticoncepcional indicado no período da lactação e 
não como pílula de emergência.
II – Errado. Será utilizado até cinco dias após o coito e por via oral.
Questão 14 (FCC/TRT-7ª REGIÃO/CE/2009) Planejamento familiar é o direito que 
toda pessoa tem à informação, à assistência especializada e ao acesso aos recursos 
que permitam optar livre e conscientemente por ter ou não ter filhos. O número, 
o espaçamento entre eles e a escolha do método anticoncepcional mais adequado 
são opções que toda mulher deve ter, na escolha de forma livre e por meio da in-
formação, sem discriminação, coerção ou violência. (MS)
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Os métodos anticoncepcionais recomendados pelo Ministério da Saúde, nas ações 
de educação em saúde e orientações no planejamento familiar são
a) métodos comportamentais: Billings, Tabela, Temperatura, exceto o método Sin-
totérmico.
b) métodos de barreira: Camisinha masculina e feminina, Diafragma, exceto o uso 
de Espermaticida.
c) anticoncepcionais hormonais: orais (pílula) e injetáveis, exceto o uso de dispo-
sitivo intrauterino (DIU).
d) métodos cirúrgicos: laqueadura e vasectomia utilizados para a esterilização de-
finitiva.
e) métodos químicos: esponja vaginal, ducha e irrigação intravaginal.
Letra d.
a) Errada. O método sintotérmico está incluído como método comportamental.
b) Errada. O uso de espermaticida também é de barreira.
c) Errada. Existe o DIU com hormônio.
e) Errada. A esponja é um método de barreira e não químico. Vale ressaltar que 
os métodos de barreira usam obstáculos mecânicos ou químicos à penetração dos 
espermatozoides, mas o Manual do MS não se refere a um grupo de método quími-
co como a alternativa nos mostra.
Questão 15 (IFRS/2014) A adolescente M.I.L. procura o enfermeiro no ambulató-
rio do IFRS para sanar dúvidas sobre métodos contraceptivos. Refere que há dois 
meses iniciou atividade sexual e está usando, como método contraceptivo, a mes-
ma pílula que o ginecologista receitou para sua melhor amiga. Quer maiores orien-
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tações sobre o método em questão e sobre como evitar a gravidez. Diante desta 
situação, qual a orientação está INCORRETA:
a) Utilizar, junto com a anticoncepção oral, preservativo feminino e/ou incentivar 
seu parceiro a usar preservativo masculino nas relações sexuais no intuito de pre-
venir doenças sexualmente transmissíveis (DST) e AIDS.
b) Sendo o anticoncepcional oral o método contraceptivo de escolha da adolescen-
te, referência–lá ao ginecologista para que o mesmo possa prescrever a pílula mais 
indicada.
c) Continuar tomando a pílula e, caso ocorram efeitos colaterais como aumento de 
peso e náuseas, procurar o ginecologista.
d) Conversar sobre outros métodos contraceptivos, atividade sexual, cuidados com 
a saúde em geral, buscando estabelecer vínculo com a adolescente.
e) Esclarecer dúvidas sobre como evitar uma gravidez indesejada.
Letra c.
Não deve ser indicado o método de uma pessoa para outra, essa adolescente deve 
irao ginecologista para ser avaliada individualmente.
Questão 16 (FCC/AL-MS/2016) Com relação aos métodos contraceptivos, é cor-
reto afirmar:
a) A laqueadura tubária em gestantes primíparas é realizada, prioritariamente, du-
rante o parto, pois trata-se de um método eficaz no controle da natalidade.
b) A vasectomia está contraindicada, por se tratar de um procedimento mais difícil 
e inseguro, em relação à esterilização feminina.
c) A anticoncepção oral de emergência é recomendada como método regular de 
uso diário, no caso de adolescentes que mantém relações sexuais desprotegidas.
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d) A camisinha associada a outro método anticoncepcional fornece dupla proteção, 
incluindo as doenças sexualmente transmissíveis.
e) O DIU é um método indicado para as adolescentes com mais de um parceiro que 
não usam camisinha em toda relação sexual.
Letra d.
a) Errada. A laqueadura não pode ser feita em primíparas, pois precisa atender 
aos requisitos mínimos da lei.
b) Errada. A vasectomia é mais fácil e segura do que a laqueadura tubária, con-
forme o Ministério da Saúde. Segundo o CAB 26, a vasectomia é um procedimento 
cirúrgico simples, de pequeno porte, seguro e rápido. Consiste na ligadura dos 
ductos deferentes. Tem por objetivo interromper o fluxo de espermatozoides em 
direção à próstata e vesículas seminais para constituição do líquido seminal. Pode 
ser realizado em ambulatório, com anestesia local, desde que se observem os pro-
cedimentos adequados para a prevenção de infecções.
Comparada à esterilização feminina, a vasectomia:
•	 é provavelmente um pouco mais eficaz;
•	 é um pouco mais segura;
•	 é mais fácil de ser realizada;
•	 é de menor custo;
•	 sua eficácia pode ser verificada a qualquer momento por meio de espermo-
grama.
c) Errada. Não pode ser substituído como método de rotina.
e) Errada. O DIU não é indicado para adolescente com mais de um parceiro pelo 
risco de infecção.
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Questão 17 (FCC/TRT-3ª REGIÃO/2015) Em um Programa de Saúde da Mulher, 
as orientações do Técnico de Enfermagem, quanto aos métodos contraceptivos in-
cluem
a) abstenção de relações sexuais no período fértil, para maior eficácia no método 
Ogino-Knaus.
b) desconsiderar o uso do preservativo masculino ou feminino, quando associar o 
método do muco cervical.
c) indicar a vasectomia e a ligadura de trompas, em homens e mulheres com ca-
pacidade civil plena, a partir de 18 anos de idade ou com pelo menos um filho vivo.
d) usar a pílula anticoncepcional de emergência, em até 10 dias após a relação 
sexual desprotegida.
e) considerar o diafragma como método eficiente, quando retirado da vagina, em 
até 30 minutos após a relação sexual.
Letra a.
O método Ogino-Knaus, ou tabelinha, deve ser feito acompanhando o ciclo mens-
trual em seis meses por mulheres com ciclos regulares. E, durante o período fértil 
identificado, deve ser usado método de barreiras ou evitar o ato sexual.
b) Errada. O uso de preservativo deve sempre ser recomendado, pois atua na pre-
venção de infecção sexualmente transmissível.
c) Errada. Os métodos definitivos (vasectomia e a ligadura de trompas) serão in-
dicados em homens e mulheres com capacidade civil plena, a partir de 25 anos 
de idade ou com, pelo menos, dois filhos vivos.
d) Errada. A anticoncepção de emergência será utilizada até cinco dias após o 
coito.
e) Errada. O diafragma deve ser retirado da vagina 6 a 8 horas após o coito.
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Questão 18 (CESPE/TRT-8º REGIÃO/2016) No que diz respeito à assistência de en-
fermagem aplicada à saúde sexual e reprodutiva da mulher, assinale a opção correta.
a) Para garantir maior proteção contra contracepção e doenças sexualmente trans-
missíveis, o casal deve utilizar simultaneamente preservativos masculino e feminino.
b) Cabe ao profissional de enfermagem instruir a paciente sob o correto uso do dia-
fragma como método anticoncepcional, orientando-a a respeito da possibilidade de 
colocá-lo imediatamente antes das relações sexuais e de retirá-lo logo após o coito.
c) Por não apresentar interação farmacológica com os medicamentos antirretrovi-
rais, o método levonorgestrel (da AE) é indicado para as mulheres vítimas de es-
tupro que pretendam utilizar o método de anticoncepção de emergência (AE) para 
evitar a gravidez e os antirretrovirais para a profilaxia da infecção pelo HIV.
d) A mulher que utiliza o preservativo feminino deve ser orientada a colocá-lo pelo 
menos doze horas antes das relações sexuais, para a prevenção completa contra 
todas as doenças sexualmente transmissíveis, como HIV/AIDS e vírus do condilo-
ma genital (HPV).
e) Para se evitar gravidez indesejada, o método Yuzpe de AE é o de uso mais indi-
cado em um período de até setenta e duas horas após a relação sexual, em caso 
de atraso menstrual.
Letra c.
a) Errada. Não podem ser usados juntos, pois podem romper.
b) Errada. O diafragma apenas deve ser retirado de 6 a 8 horas após o coito.
d) Errada. O preservativo feminino é inserido antes da relação sexual, provocan-
do menos interrupções do ato sexual. Pode ser colocado na vagina imediatamente 
antes da penetração ou até oito horas antes da relação sexual.
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e) Errada. O método Yuzpe é utilizado em até cinco dias após a relação sexual 
desprotegida.
Questão 19 (FCC/MPU/2007) Uma mulher de 43 anos, fumante, diabética e com 
hipertensão arterial procura o serviço de planejamento familiar para ser ajudada na 
escolha do método anticoncepcional. Nesta situação clínica, contraindica-se
a) o método do muco cervical.
b) o método da determinação do período fértil.
c) a colocação do diafragma.
d) a colocação do DIU.
e) o uso da pílula combinada de estrogênio e progesterona.
Letra e.
Os anticoncepcionais combinados aumentam a pressão. As fumantes, associadas 
ao uso desse método, aumentam as chances de terem complicações: acidente vas-
cular cerebral, infarto do miocárdio e trombose venosa profunda.
Observe as contraindicações dos anticoncepcionais combinados:
•	 lactantes;
•	 idade maior ou igual a 35 anos e fumante;
•	 múltiplos fatores de risco para doença cardiovascular, como idade avançada, 
fumo, diabetes e hipertensão arterial;
•	 cardiopatia isquêmica;
•	 enxaqueca;
• câncer de mama atualou no passado ou sem evidência de doença nos últimos 
cinco anos.
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Questão 20 (FCC/TRT-5ª REGIÃO/2013) Um enfermeiro orienta um grupo de mu-
lheres sobre métodos contraceptivos, anticoncepção de emergência (AE) e prevenção 
de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)/HIV. Durante as orientações, sur-
gem muitas dúvidas sobre a AE, para as quais o enfermeiro esclarece que
a) o mecanismo de ação principal da AE é invariável, dependendo, minimamente, 
do momento do ciclo menstrual em que a mesma é administrada.
b) a AE é considerada um método adicional de proteção para as DST/HIV.
c) o conceito de fecundação é sinônimo de gravidez, pois a fecundação ocorre ime-
diatamente após a relação sexual.
d) a AE tem como meta principal atuar após a fecundação, impedindo a implanta-
ção do embrião.
e) a segurança da AE, para a mulher, é explicada, dentre outros, pela dose hormo-
nal administrada.
Letra e.
a) Errada. O mecanismo de ação do AE depende do momento do ciclo que é admi-
nistrada, podendo inibir a ovulação ou impedir a subida do espermatozoide.
b) Errada. Não faz a prevenção contra DST/Aids.
c) Errada. Nem toda fecundação vai gerar uma gravidez.
d) Errada. Observe o que é relatado no CAB 26 sobre os AEs:
Vários estudos recentes indicaram que, quando a pílula anticoncepcional de emergência 
é tomada antes da ovulação, inibe ou atrasa a liberação do óvulo do ovário. Além disso, 
pode interferir na migração dos espermatozoides do colo uterino às trompas, ou com o 
processo de adesão e capacitação dos espermatozoides nas trompas. Por meio desses 
mecanismos, a PAE impede a fecundação. Se a fecundação já ocorreu quando a mulher 
toma a PAE, tem 50% de probabilidade de que o zigoto se implante e a gravidez ocorra, 
já que essa é a probabilidade espontânea de implantação. Na mulher, aproximadamente 
50% dos zigotos são eliminados espontaneamente, antes que haja atraso menstrual.
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Questão 21 (VUNESP/2013) A anticoncepção hormonal de emergência (AE) está 
inserida no contexto da Rede Cegonha (Ministério da Saúde, 2011). Assinale a al-
ternativa que contém um dos itens do protocolo da AE.
a) Para a dispensação da AE não será exigida a receita médica, podendo os enfer-
meiros disponibilizarem o medicamento na ausência do médico.
b) Está contraindicado o uso da AE quando ocorrer esquecimento prolongado do 
anticonceptivo oral ou atraso do injetável.
c) Está indicado o uso da AE até no máximo 2 dias após a relação sexual.
d) Será disponibilizada a AE para todas as mulheres acima de 21 anos de idade que 
desejarem.
e) O medicamento de escolha para a anticoncepção hormonal de emergência é o 
Etinilestradiol.
Letra a.
a) Certa. A prescrição e anticoncepcionais está dentro das atribuições dos enfer-
meiros da atenção básica.
b) Errada. Na verdade, essa é uma indicação.
c) Errada. O AE deve ser utilizada até 5 dias após a relação sexual desprotegida. 
É importante lembrar que quanto mais precoce a administração mais será efetiva.
d) Errada. Adolescente também devem utilizar para prevenção de gravidez inde-
sejada nesse público.
e) Errada. O mais indicado é o método PAE que é representado pelo Levonorges-
trel.
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Questão 22 (IBFC/EBSERH/2016) O medicamento ___________, usado para 
a anticoncepção hormonal de emergência, insere-se no contexto da Rede Cego-
nha como insumo eficaz para evitar a gravidez indesejada e, consequentemente, 
o abortamento inseguro, contribuindo para a redução da morbimortalidade mater-
na. Tem apresentação de comprimidos de 0,75mg (cartela com 2 comprimidos) e 
1,5mg (cartela com 1 comprimido). Preencha a lacuna e a seguir assinale a alter-
nativa correta.
a) Acetato de ciproterona
b) Desogestrel
c) Gestodene
d) Norgestrel
e) Levonorgestrel
Letra e.
O método de anticoncepção de emergência de melhor resultado e menor efeito co-
lateral é o PAE, que representa o uso do Levonorgestrel.
Questão 23 (VUNESP/PREF. DE VALINHOS 2019) C.D., sexo feminino, 16 anos 
de idade, procura a UBS para saber o que é dupla proteção para relações sexuais. 
A resposta correta a essa dúvida é o uso de
a) Anticoncepção de emergência sempre que esquecer do contraceptivo oral roti-
neiro.
b) Preservativo masculino e feminino, concomitantemente.
c) Dois métodos anticoncepcionais de barreira de modo intercalado.
d) Preservativo masculino ou feminino associado a outro método anticoncepcional.
e) Um método de anticoncepção associado à vacinação contra HPV.
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Letra d.
A dupla proteção é muito cobrada nas provas da VUNESP e você precisa memori-
zar isso!
Segundo o MS, a dupla proteção é dada pelo uso combinado do preservativo mas-
culino ou feminino somado a outro método anticoncepcional, com a finalidade de 
promover, ao mesmo tempo, a prevenção da gravidez e a prevenção da contami-
nação pelo HIV/AIDS e por outras doenças sexualmente transmissíveis.
O Caderno de Atenção Básica n. 26 reforça que é proibido usar os dois preservati-
vos ao mesmo tempo (feminino e masculino), pois favorece a ruptura do material.
Questão 24 (VUNESP/2011) O Ministério da Saúde incluiu a atenção à saúde se-
xual do adolescente como um direito do indivíduo e a ser ofertado pelos serviços de 
saúde independentemente da presença ou não dos pais ou responsáveis, estando 
excluída ao adolescente somente a assistência
a) à concepção.
b) à anticoncepção.
c) ao parto.
d) à esterilização cirúrgica.
e) ao controle e prevenção de câncer de colo de útero.
Letra d.
A esterilização cirúrgica possui requisitos estabelecidos pela Lei n. 9.263/1996.
Art. 10. Somente é permitida a esterilização voluntária nas seguintes situações:
I – Em homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de vinte e cinco anos 
de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de 
sessenta dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico, período no qual será 
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propiciado à pessoa interessada acesso a serviço de regulação da fecundidade, incluindo 
aconselhamento por equipe multidisciplinar, visando desencorajar a esterilização pre-
coce;
II – Risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto, testemunhado em rela-
tório escrito e assinado por dois médicos.
Finalizamos mais uma aula da temática saúde da mulher. Continue firme nos 
estudos rumo ao sucesso. Lembre-se de que você precisa manter a motivação.
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RESUMO
A saúde sexual significa, para os indivíduos, a vivência livre, agradável, praze-
rosa e segura, por meio de abordagens positivas da sexualidade humana e respeito 
mútuo nas relações sexuais, valorização da identidade e das experiências individu-
ais, das relações interpessoais e da vida, independentemente de orientação sexual 
e identidades de gênero. Mulheres lésbicas e bissexuais têm direito ao planejamen-
to da vida sexual e reprodutiva, às tecnologias reprodutivas, ao aborto legal e à 
assistência humanizada durante a gestação, o parto e o puerpério.
Direitos sexuais:
•	 o direito de viver e expressar livremente a sexualidade sem violência, dis-
criminações e imposições, e com total respeito pelo corpo do(a) parceiro(a);
•	 o direito de escolher o(a) parceiro(a) sexual;
•	 o direito de viver plenamente a sexualidade sem medo, vergonha, culpa e 
falsas crenças;
•	 o direito de viver a sexualidade, independentemente de estado civil, idade ou 
condição física;
•	 o direito de escolher se quer ou não quer ter relação sexual;
•	 o direito de expressar livremente sua orientação sexual, heterossexualidade, 
homossexualidade, bissexualidade;
•	 o direito de ter relação sexual, independentemente da reprodução;
•	 o direito ao sexo seguro para prevenção da gravidez e de doenças sexual-
mente transmissíveis (DST) e Aids;
•	 o direito a serviços de saúde que garantam privacidade, sigilo e um atendi-
mento de qualidade, sem discriminação;
•	 o direito à informação e à educação sexual e reprodutiva.
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A saúde reprodutiva implica que a pessoa possa “ter uma vida sexual segura 
e satisfatória, tendo autonomia para se reproduzir e a liberdade de decidir sobre 
quando e quantas vezes deve fazê-lo”.
Direitos reprodutivos:
Marcos importantes do planejamento familiar:
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Resumo do planejamento familiar na CF/1988:
Lei n. 9.263/1996:
Planejamento familiar como o conjunto de ações de regulação da fecundidade que 
garanta direitos iguais de constituição, limitação ou aumento da prole pela mulher, pelo 
homem ou pelo casal.
Ações de planejamento familiar serão exercidas por:
Atividades da atenção básica envolvidas com o planejamento familiar:
•	 a assistência à concepção e contracepção;
•	 o atendimento pré-natal;
•	 a assistência ao parto, ao puerpério e ao neonato;
•	 o controle das doenças sexualmente transmissíveis;
•	 o controle e a prevenção dos cânceres cérvico-uterino, de mama, de próstata 
e de pênis.
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Requisitos para prescrição dos métodos:
Esterilização definitiva:
Ou:
Toda esterilização cirúrgica será objeto de notificação compulsória à direção do 
Sistema Único de Saúde.
Atividades a serem desenvolvidas na atenção em saúde reprodutiva:
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Aconselhamento
•	 sexualidade;
•	 medos e angústias;
•	 planejamento reprodutivo;
•	 infecções sexualmente transmissíveis.
Atividades clínicas:
Métodos anticoncepcionais/métodos comportamentais:
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Métodos de barreira:
Anticoncepcionais hormonais orais:
•	 pílula combinada (estrogênio e progesterona) – monofásicos, bifásicos e tri-
fásicos;
•	 pílula com progestogênio ou minipílulas;
•	 anticoncepcionais injetáveis;
•	 anticoncepção de emergência.
Drogas que interagem com os Anticoncepcionais Orais (AO):
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Anticoncepcionais hormonais injetáveis:
•	 Progestogênio isolado: administração de progestogênio isolado, via pa-
renteral (I.M) trimestral;
•	 Combinado: associação de estrogênio e progestogênio, para uso parenteral 
(I.M) mensalmente.
DIU (dispositivo intrauterino):
•	 DIU de cobre TCu-380 está aprovado para 10 anos;
•	 MLCu-375: cinco anos.
Inserção do DIU: mulher menstruando regularmente durante a menstruação 
devido aos seguintes aspectos:
•	 se o sangramento é menstrual, a possibilidade de gravidez fica descartada;
•	 a inserção é mais fácil pela dilatação do canal cervical;
•	 qualquer sangramento causado pela inserção não incomodará tanto a mulher;
•	 a inserção pode causar menos dor.
Inserção após o parto: o DIU deve ser inserido durante a permanência no 
hospital, se a mulher já havia tomado essa decisão antecipadamente. O momen-
to mais indicado é logo após a expulsão da placenta. Porém, pode ser inserido a 
qualquer momento dentro de 48 horas após o parto. Passado esse período, deve-se 
aguardar, pelo menos, quatro semanas.
Métodos anticoncepcionais no pós-parto– avaliar:
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Métodos de anticoncepção pós-parto:
LAM:
Introdução de métodos de anticoncepção pós-parto:
Contraindicado usar métodos comportamentais no pós-parto: tabelinha, 
muco cervical, entre outros, só poderão ser usados após a regularização do ciclo 
menstrual.
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O anticoncepcional hormonal oral combinado e o injetável mensal não de-
vem ser utilizados em lactantes, pois interferem na qualidade e quantidade do 
leite materno e podem afetar adversamente a saúde do bebê.
Contracepções de emergência:
Esquema Yuzpe: anticoncepcionais hormonais orais combinados (0,2 mg de 
etinilestradiol e 1 mg de levonorgestrel), divididos em duas doses iguais, com in-
tervalo de 12 horas.
Pílula anticoncepcional de emergência (PAE): contém apenas levonorges-
trel. Comprimido de 1,5 mg: dose única. O comprimido de 0,75 mg: duas doses, 
intervalo de 12 horas.
Melhor método é o PAE por ser mais eficaz e causar menos efeitos colaterais.
Mecanismos de ação:
•	 atrasa ou inibe a ovulação;
•	 interfere na migração dos espermatozoides do colo uterino às trompas, ou 
com o processo de adesão e capacitação dos espermatozoides nas trompas;
•	 impede a fecundação.
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A pílula anticoncepcional de emergência não é abortiva, pois não interrompe 
uma gravidez estabelecida.
Tomar as pílulas de anticoncepção de emergência até, no máximo, cinco dias 
(120 horas) após a relação sexual desprotegida.
Quanto mais precoce, maior a proteção.
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QUESTÕES COMENTADAS EM AULA
Questão 1 (AOCP/EBSERH/2015) Em relação ao planejamento reprodutivo é cor-
reto afirmar que
a) o termo planejamento reprodutivo é sinônimo de controle de natalidade.
b) o controle de natalidade baseia-se no respeito aos direitos sexuais e aos direitos 
reprodutivos.
c) o planejamento reprodutivo implica imposições do governo sobre a vida repro-
dutiva de homens e mulheres.
d) o governo brasileiro pauta-se pelo respeito e garantia dos direitos sexuais e dos 
direitos reprodutivos e, nesse sentido, coloca-se claramente a favor da política com 
caráter controlista da natalidade.
e) os profissionais de saúde devem procurar compreender as expectativas das 
pessoas no que diz respeito à reprodução e ajudá-las a concretizarem essas expec-
tativas, respeitando suas escolhas.
Questão 2 (FCC/TRT-3ª REGIÃO/2009) Com a progressiva antecipação do início 
da puberdade e o consequente decréscimo na idade da menarca, a capacidade re-
produtiva se instala mais cedo, com maior exposição à maternidade precoce, con-
siderada pela OMS como aquela que ocorre antes dos 20 anos. De acordo com a 
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, a gravidez na adolescência 
pode ser efetivamente prevenida por meio de
a) planejamento familiar.
b) aumento do nível socioeconômico.
c) redução do número de parceiros.
d) incentivo ao trabalho.
e) aumento do grau de escolaridade.
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Questão 3 (FAUEL/CISMEPAR-PR/2016) O planejamento familiar é parte inte-
grante do conjunto de ações de atenção à mulher, ao homem ou ao casal, dentro 
de uma visão de atendimento global e integral à saúde. O planejamento familiar é 
direito de todo cidadão, observado o disposto Lei 9.263 de 12 de janeiro de 1996. 
De acordo com esta lei, somente é permitida a esterilização voluntária nas seguin-
tes situações:
a) Em homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de trinta anos de 
idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos.
b) Risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto, testemunhado em 
relatório escrito e assinado por dois médicos.
c) Em homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de trinta anos de 
idade ou, pelo menos, com três filhos vivos.
d) Risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto, testemunhado em 
relatório escrito e assinado pelo médico e pelo cônjuge autorizando o procedimento 
cirúrgico.
Questão 4 (TRE-BA/CESPE/2017) Com capacidade civil plena, casado e sem fi-
lhos, Francisco buscou o serviço de saúde a fim de obter informações a respeito de 
planejamento familiar.
Julgue os itens a seguir, acerca das informações que, de acordo com a legislação 
que trata do assunto, devem ser repassadas a Francisco, quanto às condições para 
que ele possa se submeter à esterilização.
I – É necessário manifestar por escrito sua vontade de realizar o procedimento.
II – É necessário apresentar consentimento expresso de sua esposa.
III – Para pessoas com menos de dois filhos, a idade mínima é de vinte e cin-
co anos.
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Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas o item III está certo.
d) Apenas os itens I e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
Questão 5 (EBSERH/AOCP/2015) Logo após a ovulação, as células da granulosa, 
sob influência do LH, hipertrofiam-se acentuadamente e enchem a cavidade cística 
com conteúdo hemorrágico, transformando-a em estrutura granulosa, tingida por 
um pigmento amarelo denominado
a) Estrogênio.
b) Corpo Lúteo.
c) Progesterona.
d) Oócito.
e) Gonadotrofina Coriônica Humana.
Questão 6 (AMEOSC/PREFEITURA DE PALMA SOLA–SC/2016) Os métodos com-
portamentais anticoncepcionais, também conhecidos como métodos de abstinência 
periódica, ou métodos naturais, se baseiam em evitar as relações sexuais vaginais 
no período fértil do ciclo. São exemplos de métodos comportamentais:a) Método do Dispositivo Intrauterino ou Método do Espermicida.
b) Método do Calendário (tabelinha) ou Método da Temperatura corporal basal.
c) Método do Dispositivo Intrauterino ou Método do Muco Cervical.
d) Método do Muco Cervical ou Método do Espermicida.
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Questão 7 (FUNCAB/FUNASG/2015) O diafragma é um método vaginal de anti-
concepção que consiste em um capuz macio de látex ou de silicone côncavo, com 
borda flexível, que recobre o colo uterino. Sobre o diafragma é correto afirmar:
a) Apresenta tamanho único e se adéqua à parede vaginal de cada mulher.
b) A durabilidade é de aproximadamente dois a três meses, após esse período de-
verá ser lavado.
c) Pode ser usado durante a menstruação e ser retirado 30 minutos após a relação 
sexual.
d) Previne algumas DST e complicações por elas causadas, especialmente gonoco-
cos e clamídia.
e) Deve ser colocado um dia antes da relação sexual ou, no máximo, vinte horas 
antes.
Questão 8 (FCC/TCE-PI/2014/ADAPTADA) Interação medicamentosa é causa fre-
quente de internações hospitalares. O enfermeiro deve saber que a interação me-
dicamentosa entre contraceptivos e rifampicina aumenta o efeito do contraceptivo.
Questão 9 (FCC/TCE-PI/2014) Durante as ações educativas sobre planejamento 
familiar, uma trabalhadora faz a seguinte pergunta: “Qual o momento indicado para 
a colocação do DIU?”
A resposta correta do enfermeiro deverá ser:
a) preferencialmente, durante a menstruação.
b) obrigatoriamente, nos três primeiros dias após a menstruação.
c) obrigatoriamente, cinco dias antes do ciclo menstrual.
d) preferencialmente, na fase estrogênica, entre o 5º e o 14º dia de um ciclo mens-
trual de 28 dias.
e) habitualmente, na fase de aumento do nível de progesterona, entre o 15º e o 
20º dia do ciclo menstrual de 28 dias.
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Questão 10 (PREFEITURA PARNAÍBA-PI/NUCEPE/UESPI/2016) A minipílula, que 
contém apenas progestogênio, em baixa dosagem, pode ser utilizada pela mulher 
que estar amamentando. O seu uso deve ser iniciado:
a) após duas semanas do parto.
b) após três semanas do parto.
c) imediatamente após o parto.
d) após seis semanas do parto.
e) após quatro semanas do parto.
Questão 11 (IF-CE/2017) Sobre a anticoncepção na adolescência, é incorreto 
afirmar-se que.
a) os anticoncepcionais hormonais combinados, compostos de estrogênio e pro-
gestogênio (anticoncepcionais orais combinados, injetável mensal, adesivo anti-
concepcional transdérmico e anel vaginal), não devem ser usados na adolescência, 
pois, em geral, há várias restrições ao uso.
b) o diafragma é um ótimo método para adolescentes motivadas a usá-lo e bem 
orientadas.
c) o DIU deve ser usado com cuidado e com acompanhamento rigoroso da menarca 
até 19 anos de idade, em jovens nulíparas. Há preocupações pelo risco de expulsão 
e de infecções em mulheres muito jovens.
d) os métodos comportamentais (tabela, muco cervical, temperatura basal, entre 
outros) são pouco recomendados para adolescentes.
e) deve ser estimulado o uso da camisinha masculina ou feminina em todas as re-
lações sexuais, por ser o único método que protege contra as DST/HIV/Aids.
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Questão 12 (AOCP/EBSERH/2015) Sobre a Anticoncepção de Emergência, assi-
nale a alternativa correta.
a) Consiste na utilização de pílulas contendo apenas progestogênio depois de uma 
relação sexual desprotegida, para evitar gravidez.
b) Consiste na utilização de pílulas contendo apenas estrogênio depois de uma re-
lação sexual desprotegida, para evitar gravidez.
c) Pode ser usada de forma regular, substituindo outro método anticoncepcional.
d) A pílula anticoncepcional de emergência – a pílula apenas de progestogênio (le-
vonorgestrel) – pode ser abortiva.
e) Não disponibilizar a anticoncepção de emergência fere os direitos sexuais e os 
direitos reprodutivos das pessoas e a Lei federal n. 9.263, que regulamenta o pla-
nejamento familiar.
Questão 13 (FCC/TRT-24ª REGIÃO/2011) De acordo com o Programa de Saúde 
da Mulher, o anticoncepcional de emergência
I – pode ser também denominado minipílula (norestradiona 0,35 mg).
II – deve ser aplicado por via intramuscular trimestralmente.
III – não substitui outros métodos contraceptivos.
IV – deve ter uso iniciado em até cinco dias, após relação sexual desprotegida.
É correto o que consta em
a) I, apenas.
b) I e III, apenas.
c) I, II, III e IV.
d) III e IV, apenas.
e) I, III e IV, apenas.
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Questão 14 (FCC/TRT-7ª REGIÃO/CE/2009) Planejamento familiar é o direito que 
toda pessoa tem à informação, à assistência especializada e ao acesso aos recursos 
que permitam optar livre e conscientemente por ter ou não ter filhos. O número, 
o espaçamento entre eles e a escolha do método anticoncepcional mais adequado 
são opções que toda mulher deve ter, na escolha de forma livre e por meio da in-
formação, sem discriminação, coerção ou violência. (MS)
Os métodos anticoncepcionais recomendados pelo Ministério da Saúde, nas ações 
de educação em saúde e orientações no planejamento familiar são
a) métodos comportamentais: Billings, Tabela, Temperatura, exceto o método Sin-
totérmico.
b) métodos de barreira: Camisinha masculina e feminina, Diafragma, exceto o uso 
de Espermaticida.
c) anticoncepcionais hormonais: orais (pílula) e injetáveis, exceto o uso de dispo-
sitivo intrauterino (DIU).
d) métodos cirúrgicos: laqueadura e vasectomia utilizados para a esterilização de-
finitiva.
e) métodos químicos: esponja vaginal, ducha e irrigação intravaginal.
Questão 15 (IFRS/2014) A adolescente M.I.L. procura o enfermeiro no ambulató-
rio do IFRS para sanar dúvidas sobre métodos contraceptivos. Refere que há dois 
meses iniciou atividade sexual e está usando, como método contraceptivo, a mes-
ma pílula que o ginecologista receitou para sua melhor amiga. Quer maiores orien-
tações sobre o método em questão e sobre como evitar a gravidez. Diante desta 
situação, qual a orientação está INCORRETA:
a) Utilizar, junto com a anticoncepção oral, preservativo feminino e/ou incentivar 
seu parceiro a usar preservativo masculino nas relações sexuais no intuito de pre-
venir doenças sexualmente transmissíveis (DST) e AIDS.
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b) Sendo o anticoncepcional oral o método contraceptivo de escolha da adolescen-
te, referência–lá ao ginecologista para que o mesmo possa prescrever a pílula mais 
indicada.
c) Continuar tomando a pílula e, caso ocorram efeitos colaterais como aumento de 
peso e náuseas, procurar o ginecologista.
d) Conversar sobre outros métodos contraceptivos, atividade sexual, cuidados com 
a saúde em geral, buscando estabelecer vínculo com a adolescente.
e) Esclarecer dúvidas sobre como evitar uma gravidez indesejada.
Questão 16 (FCC/AL-MS/2016) Com relação aos métodos contraceptivos, é cor-
reto afirmar:
a) A laqueadura tubária em gestantes primíparas é realizada, prioritariamente, du-
rante o parto, pois trata-se de um método eficaz no controle da natalidade.
b) A vasectomia está contraindicada, por se tratar de um procedimento mais difícil 
e inseguro, em relação à esterilização feminina.
c) A anticoncepção oral de emergência é recomendada como método regular de 
uso diário, no caso de adolescentes que mantém relações sexuais desprotegidas.
d) A camisinha associada a outro método anticoncepcional fornece dupla proteção, 
incluindo as doenças sexualmente transmissíveis.
e) O DIU é um método indicado para as adolescentes com mais de um parceiro que 
não usam camisinha em toda relação sexual.
Questão 17 (FCC/TRT-3ª REGIÃO/2015) Em um Programa de Saúde da Mulher, 
as orientações do Técnico de Enfermagem, quanto aos métodos contraceptivos incluem
a) abstenção de relações sexuais no período fértil, para maior eficácia no método 
Ogino-Knaus.
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b) desconsiderar o uso do preservativo masculino ou feminino, quando associar o 
método do muco cervical.
c) indicar a vasectomia e a ligadura de trompas, em homens e mulheres com ca-
pacidade civil plena, a partir de 18 anos de idade ou com pelo menos um filho vivo.
d) usar a pílula anticoncepcional de emergência, em até 10 dias após a relação 
sexual desprotegida.
e) considerar o diafragma como método eficiente, quando retirado da vagina, em 
até 30 minutos após a relação sexual.
Questão 18 (CESPE/TRT-8º REGIÃO/2016) No que diz respeito à assistência de 
enfermagem aplicada à saúde sexual e reprodutiva da mulher, assinale a opção 
correta.
a) Para garantir maior proteção contra contracepção e doenças sexualmente trans-
missíveis, o casal deve utilizar simultaneamente preservativos masculino e femini-
no.
b) Cabe ao profissional de enfermagem instruir a paciente sob o correto uso do dia-
fragma como método anticoncepcional, orientando-a a respeito da possibilidade de 
colocá-lo imediatamente antes das relações sexuais e de retirá-lo logo após o coito.
c) Por não apresentar interação farmacológica com os medicamentos antirretrovi-
rais, o método levonorgestrel (da AE) é indicado para as mulheres vítimas de es-
tupro que pretendam utilizar o método de anticoncepção de emergência (AE) para 
evitar a gravidez e os antirretrovirais para a profilaxia da infecção pelo HIV.
d) A mulher que utiliza o preservativo feminino deve ser orientada a colocá-lo pelo 
menos doze horas antes das relações sexuais, para a prevenção completa contra 
todas as doenças sexualmente transmissíveis, como HIV/AIDS e vírus do condilo-
ma genital (HPV).
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e) Para se evitar gravidez indesejada, o método Yuzpe de AE é o de uso mais indi-
cado em um período de até setenta e duas horas após a relação sexual, em caso 
de atraso menstrual.
Questão 19 (FCC/MPU/2007) Uma mulher de 43 anos, fumante, diabética e com 
hipertensão arterial procura o serviço de planejamento familiar para ser ajudada na 
escolha do método anticoncepcional. Nesta situação clínica, contraindica-se
a) o método do muco cervical.
b) o método da determinação do período fértil.
c) a colocação do diafragma.
d) a colocação do DIU.
e) o uso da pílula combinada de estrogênio e progesterona.
Questão 20 (FCC/TRT-5ª REGIÃO/2013) Um enfermeiro orienta um grupo de mu-
lheres sobre métodos contraceptivos, anticoncepção de emergência (AE) e preven-
ção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)/HIV. Durante as orientações, 
surgem muitas dúvidas sobre a AE, para as quais o enfermeiro esclarece que
a) o mecanismo de ação principal da AE é invariável, dependendo, minimamente, 
do momento do ciclo menstrual em que a mesma é administrada.
b) a AE é considerada um método adicional de proteção para as DST/HIV.
c) o conceito de fecundação é sinônimo de gravidez, pois a fecundação ocorre ime-
diatamente após a relação sexual.
d) a AE tem como meta principal atuar após a fecundação, impedindo a implanta-
ção do embrião.
e) a segurança da AE, para a mulher, é explicada, dentre outros, pela dose hormo-
nal administrada.
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Questão 21 (VUNESP/UNESP/2013) A anticoncepção hormonal de emergência 
(AE) está inserida no contexto da Rede Cegonha (Ministério da Saúde, 2011). As-
sinale a alternativa que contém um dos itens do protocolo da AE.
a) Para a dispensação da AE não será exigida a receita médica, podendo os enfer-
meiros disponibilizarem o medicamento na ausência do médico.
b) Está contraindicado o uso da AE quando ocorrer esquecimento prolongado do 
anticonceptivo oral ou atraso do injetável.
c) Está indicado o uso da AE até no máximo 2 dias após a relação sexual.
d) Será disponibilizada a AE para todas as mulheres acima de 21 anos de idade que 
desejarem.
e) O medicamento de escolha para a anticoncepção hormonal de emergência é o 
Etinilestradiol.
Questão 22 (IBFC/EBSERH/2016) O medicamento ___________, usado para 
a anticoncepção hormonal de emergência, insere-se no contexto da Rede Cego-
nha como insumo eficaz para evitar a gravidez indesejada e, consequentemente, 
o abortamento inseguro, contribuindo para a redução da morbimortalidade mater-
na. Tem apresentação de comprimidos de 0,75mg (cartela com 2 comprimidos) e 
1,5mg (cartela com 1 comprimido). Preencha a lacuna e a seguir assinale a alter-
nativa correta.
a) Acetato de ciproterona
b) Desogestrel
c) Gestodene
d) Norgestrel
e) Levonorgestrel
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Questão 23 (VUNESP/PREF. DE VALINHOS/2019) C.D., sexo feminino, 16 anos 
de idade, procura a UBS para saber o que é dupla proteção para relações sexuais. 
A resposta correta a essa dúvida é o uso de
a) anticoncepção de emergência sempre que esquecer do contraceptivo oral roti-
neiro.
b) preservativo masculino e feminino, concomitantemente.
c) dois métodos anticoncepcionais de barreira de modo intercalado.
d) preservativo masculino ou feminino associado a outro método anticoncepcional.
e) um método de anticoncepção associado à vacinação contra HPV.
Questão 24 (VUNESP/2011) O Ministério da Saúde incluiu a atenção à saúde se-
xual do adolescente como um direito do indivíduo e a ser ofertado pelos serviços de 
saúde independentemente da presença ou não dos pais ou responsáveis, estando 
excluída ao adolescente somente a assistência
a) à concepção.
b) à anticoncepção.
c) ao parto.
d) à esterilização cirúrgica.
e) ao controle e prevenção de câncer de colo de útero.
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GABARITO
1. e
2. a
3. b
4. e
5. b
6. b
7. d
8. E
9. a
10. d
11. a
12. e
13. d
14. d
15. c
16. d
17. a
18. c
19. e
20. e
21. a
22. e
23. d
24. d
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REFERÊNCIAS
1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de 
Atenção Básica. Saúde sexual e saúde reprodutiva / Ministério da Saúde, Secretaria 
de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 1. ed., 1. reimpr. – Bra-
sília: Ministério da Saúde, 2013. 300 p.: il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 26). 
Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_sexual_saude_reprodutiva.pdf
2. BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Área Técnica de 
Saúde da Mulher. Assistência em Planejamento Familiar: Manual Técnico/Secretaria 
de Políticas de Saúde, Área Técnica de Saúde da Mulher – 4aedição – Brasília: Mi-
nistério da Saúde, 2002. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/0102as-
sistencia1.pdf
3. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica: Saúde das Mulheres / 
Ministério da Saúde, Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa – Brasília: Minis-
tério da Saúde, 2016. Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/
protocolo_saude_mulher.pdf
4. BRASIL. LEI N. 9.263, DE 12 DE JANEIRO DE 1996. Regulamenta o § 7º do 
art. 226 da Constituição Federal. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
l9263.htm
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http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_sexual_saude_reprodutiva.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/0102assistencia1.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/0102assistencia1.pdf
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/protocolo_saude_mulher.pdf
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/protocolo_saude_mulher.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9263.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9263.htm
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	Planejamento Familiar
	1. Introdução
	2. Planejamento Familiar
	2.1. Histórico do Planejamento Familiar
	2.2. Planejamento Familiar na Constituição Federal de 1988
	2.3. Lei n. 9.263, de 12 de Janeiro de 1996
	2.4. Atividades a Serem Desenvolvidas na Atenção em Saúde Reprodutiva
	3. Métodos Anticoncepcionais
	3.1. Ciclo Menstrual
	3.2. Métodos Comportamentais
	3.3. Métodos de Barreira
	3.4. Anticoncepcionais Hormonais Orais
	3.5. Anticoncepcionais Hormonais Injetáveis
	3.6. DIU (Dispositivo Intrauterino)
	3.7. Métodos Anticoncepcionais no Pós-Parto
	3.8. Anticoncepção na Adolescência
	3.9. Contracepções de Emergência
	Resumo
	Questões Comentadas em Aula
	Gabarito
	Referências
	AVALIAR 5: 
	Página 88:

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