Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Continuação de coerência textual 
Conceitos da coerência textual e frases de exemplo
Veja abaixo os principais conceitos da coerência textual e como eles são aplicados nas frases.
Princípio da não contradição
Não pode haver contradições de ideias entre diferentes partes do texto.
Coerência correta: Ele só compra leite de soja pois é intolerante à lactose.
Erro de coerência: Ele só compra leite de vaca pois é intolerante à lactose.
Explicação: quem é intolerante à lactose não pode consumir leite de vaca. Por esse motivo, o segundo exemplo constitui um erro de coerência; não faz sentido.
Princípio da não tautologia
Ainda que sejam expressas através do uso de diferentes palavras, as ideias não devem ser repetidas, pois isso compromete a compreensão da mensagem a ser emitida e muitas vezes a torna redundante.
Coerência correta: Visitei Roma há cinco anos.
Erro de coerência: Visitei Roma há cinco anos atrás.
Explicação: "há" já indica que a ação ocorreu no passado. O uso da palavra "atrás" também indica que a ação ocorreu no passado, mas não acrescenta nenhum valor e torna a frase redundante.
Princípio da relevância
As ideias devem estar relacionadas entre si, não devem ser fragmentadas e devem ser necessárias ao sentido da mensagem.
O ordenamento das ideias deve ser correto, pois, caso contrário, mesmo que elas apresentem sentido quando analisadas isoladamente, a compreensão do texto como um todo pode ficar comprometida.
Coerência correta: O homem estava com muita fome, mas não tinha dinheiro na carteira e por isso foi ao banco e sacou uma determinada quantia para utilizar. Em seguida, foi a um restaurante e almoçou.
Erro de coerência: O homem estava com muita fome, mas não tinha dinheiro na carteira. Foi a um restaurante almoçar e em seguida foi ao banco e sacou uma determinada quantia para utilizar.
Explicação: observe que, embora as frases façam sentido isoladamente, a ordem de apresentação da informação torna a mensagem confusa. Se o homem não tinha dinheiro, não faz sentido que primeiro ele tenha ido ao restaurante e só depois tenha ido sacar dinheiro.
SINONIMIA
Palavras sinônimas são, assim, palavras diferentes que apresentam significados semelhantes ou aproximados, não necessariamente totalmente equivalentes.
Exemplos de sinonímia
· Desenvolvimento e crescimento;
· Fazer e realizar;
· Conhecimento e sabedoria;
· Apresentar e mostrar;
· Importante e significativo;
· Problema e dificuldade;
Exemplos de uso de palavras sinônimas
Problema e dificuldade:
· Apareceram diversos problemas durante a implementação do projeto.
· Apareceram diversas dificuldades durante a implementação do projeto.
Importante e significativo:
· Sua opinião é muito importante para mim!
· Sua opinião é muito significativa para mim!
Apresentar e mostrar:
· O designer apresentou o esboço ao cliente.
· O designer mostrou o esboço ao cliente.
Conhecimento e sabedoria:
· Dona Helena nunca estudou, mas possui um conhecimento infinito.
· Dona Helena nunca estudou, mas possui uma sabedoria infinita.
Fazer e realizar:
· Você já realizou uma boa ação hoje?
· Você já fez uma boa ação hoje?
Desenvolvimento e crescimento:
· Estamos preocupados com o fraco desenvolvimento econômico da empresa.
· Estamos preocupados com o fraco crescimento econômico da empresa.
ANTONIMIA 
É a relação entre palavras de significado oposto
Outras palavras, ainda, possuem significados completamente divergentes, de forma que um se opõe ao outro, ou nega-lhe o significado. Estas palavras são chamadas de antônimos.
Ex: direita / esquerda, preto / branco, alto / baixo, gordo / magro.
Desta forma, ANTÔNIMOS são palavras que opõem-se no seu significado.
Observação: A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo:
· Bendizer e maldizer;
· Simpático e antipático;
· Progredir e regredir;
· Concórdia e discórdia;
· Ativo e inativo;
· Esperar e desesperar;
· Comunista e anticomunista;
· Simétrico e assimétrico.
Polissemia 
A Polissemia representa a multiplicidade de significados de uma palavra. Do grego polis, significa "muitos", enquanto sema refere-se ao "significado".
Portanto, um termo polissêmico é aquele que pode apresentar significados distintos de acordo com o contexto. Apesar disso, eles têm a mesma etimologia e se relacionam em termos de ideia.
Exemplos de polissemia
Vejamos alguns exemplos no qual as mesmas palavras são utilizadas em diferentes contextos:
Exemplo 1
1. A letra da música do Chico Buarque é incrível.
2. A letra daquele aluno é inteligível
3. Meu nome começa com a letra D.
Logo, constatamos que a palavra "letra" é um termo polissêmico, visto que abarca significados distintos dependendo de sua utilização.
Assim, na frase 1, a palavra é utilizada como "música, canção". Na 2 significa "caligrafia". Já na oração 3 indica a "letra do alfabeto". Apesar dos muitos significados, todos se relacionam com a ideia de escrita.
Exemplo 2
1. A boca da garrafa de cerveja está com ferrugem.
2. O seu João continua mandando bocas para a vizinha do 1.º D.
3. E que tal se você fechasse a boca?
Na oração 1 a boca da garrafa é a abertura do recipiente, enquanto na 2, tem o sentido de provocação. Apenas na oração 3 é feita referência à parte do corpo. Todos, nos entanto, se relacionam com a função da boca: abertura, fala.
Exemplo 3
1. A praia parecia um formigueiro no sábado.
2. O paciente queixou-se ao médico do formigueiro nas mãos.
3. Foi todo picado logo depois de pisar num formigueiro.
Na oração 1, formigueiro tem o sentido de multidão, na oração 2, tem o sentido de coceira. E, finalmente, na oração 3, o formigueiro refere-se à toca das formigas. Todos se relacionam com a ideia de multidão, muitas formigas passando dão a sensação de comichão, por exemplo.
DENOTAÇAO e CONOTAÇAO
Sentido conotativo é a linguagem em que a palavra é utilizada em sentido figurado, subjetivo ou expressivo. Ele depende do contexto em que é empregado, sendo muito utilizado na literatura. Isso porque, no meio literário, muitas palavras tem forte carga de sensações e sentimentos.
Sentido denotativo é a linguagem em que a palavra é utilizada em seu sentido próprio, literal, original, real, objetivo.
1. Aquele homem é um cachorro. (linguagem conotativa, sentido figurado).
2. O cachorro da vizinha fugiu essa manhã. (linguagem denotativa, sentido próprio).
Nesse exemplo, podemos notar que a palavra cachorro é utilizada em dois sentidos diferentes: conotativo e denotativo.
Na primeira frase o termo refere-se ao caráter do homem "cachorro", numa linguagem conotativa que indica que o homem é mulherengo ou infiel.
Na segunda frase o termo está empregado de forma denotativa, ou seja, no sentido real e original da palavra cachorro: animal doméstico.
O sentido denotativo é muito vezes caracterizadas como o sentido do dicionário, ou seja, a primeira acepção da palavra.
Contudo, depois da acepção denotativa há uma abreviação, normalmente entre parênteses (fig.), que indica o sentido figurado da palavra, ou seja, o sentido conotativo.
METOMINIA 
Metonímia é a substituição de uma palavra por outra, quando entre ambas existe uma relação de proximidade de sentidos que permite essa troca. Ex.: O estádio aplaudiu o jogador.
Metonímia é uma figura de linguagem que surge da necessidade do falante ou escritor dar mais ênfase à comunicação.
A substituição de uma palavra por outra se realiza principalmente destes modos:
1. O autor pela obra: ler Machado de Assis.
2. A causa pelo efeito, ou vice-versa: viver do trabalho.
3. O inventor pelo invento: comprar um Ford.
4. O concreto pelo abstrato, ou vice-versa: ter ótima cabeça (inteligência).
5. Parte pelo todo, ou vice versa: cinco cabeças de gado.
6. O gênero pela espécie: a estação das rosas.
7. O singular pelo plural: as chuvas chegaram.
8. O determinado pelo indeterminado: fazer mil perguntas.
9. O indivíduo pela classe: ser o cristo da turma.
A metonímia não deve ser confundida com a metáfora, que se baseia num processo de associação de ideias, de semelhança, de comparação mental. Ex.: Esse homem é uma fera.
METAFORAMetáfora é uma figura de linguagem em que se usa uma palavra ou uma expressão em um sentido que não é muito comum, revelando uma relação de semelhança entre dois termos.
Metáfora é um termo que no latim, "meta" significa “algo” e “phora” significa "sem sentido". Esta palavra foi trazida do grego onde metaphorásignifica "mudança" e "transposição".
Metáfora é a comparação de palavras em que um termo substitui outro. É uma comparação abreviada em que o verbo não está expresso, mas subentendido.
Por exemplo, dizer "o meu amigo é um touro, levou o móvel pesado sozinho". Obviamente que ele não é um touro nem se parece fisicamente com o animal, mas está tão forte que faz lembrar um touro. Neste exemplo, existe a comparação da força do animal e do indivíduo.
Esta figura de linguagem corresponde na substituição de um termo por outro através de uma relação de analogia. É importante referir que para que a analogia possa ocorrer, devem existir elementos semânticos semelhantes entre os dois termos em questão.
Exemplos de metáforas
· Eu estou sempre dando murro em ponta de faca.
· Eu carrego o mundo nos meus ombros.
· Os jogadores já estão preparados e estão neste lindo tapete verde.
· Você pode voar muito mais alto.
· Ela tem um coração de gelo.
· Hoje eu estou com uma fome de leão.
SENTIDO FIGURADO 
Sentido Figurado é o sentido "simbólico", "figurado", que podemos dar a uma palavra. Quando seu significado é ampliado ou alterado no contexto em que é empregada, sugerindo idéias que vão além de seu sentido mais usual. Que não tem sentido literal, que faz comparações.
A sogra dele tem língua de cobra. No sentido figurado, claro.
Aquela menina é uma flor.
HOMONIMIA 
Homonímia são palavras que possuem a mesma grafia ou a mesma pronúncia, mas com significados diferentes entre si.
A homonímia está inserida nos estudos semânticos da língua portuguesa. Etimologicamente, este termo surgiu do grego homós, que quer dizer “igual”, e ónymon, que significa “nome”.
Tipos de homonímias
Existem três principais tipos de homonímias:
· Homônimas homógrafas: são as palavras que com a mesma grafia, mas com pronúncia e significados distintos. Exemplo: “gosto” (substantivo) e “gosto” (verbo gostar) / “este” (ponto cardeal) e “este” (pronome demonstrativo). ​
· Homônimas homófonas: são palavras iguais na pronúncia, mas diferentes na grafia e no significado. Exemplo: “sessão” (período de tempo) e “seção” (departamento) / “cela” (substantivo) e “sela” (verbo).
· Homônimos perfeitos: são as palavras com a mesma grafia e pronúncia, mas com significados diferentes. Exemplo: “verão” (verbo) e “verão” (substantivo) / “cedo” (verbo) e “cedo” (advérbio). Homonímia e paronímia Homonímia e polissemia Saiba mais sobre o significado de polissemia.
PARONIMIA 
Polissemia é um conceito da área da linguística com origem no termo grego polysemos, que significa "algo que tem muitos significados". Uma palavra polissêmica é uma palavra que reúne vários significados.
A palavra "vela" é um dos exemplos de polissemia. Ela pode significar a vela de um barco; a vela feita de cera que serve para iluminar ou pode ser a conjugação do verbo velar, que significa estar vigilante.
As diferentes variantes de significado podem depender da afinidade etimológica do vocábulo em causa, do seu uso metafórico e, em última instância, do contexto em que se insere, onde, na prática, o termo fica monossêmico, assegurando desta forma a comunicação.
A polissemia constitui uma propriedade básica das unidades léxicas e um elemento estrutural da linguagem. O oposto da polissemia é a monossemia, onde uma palavra assume só um significado.
Formação das Palavras
Existem dois processos básicos pelos quais se formam as palavras: a derivação e a composição.
A diferença entre ambos consiste basicamente em que, no processo de derivação, partimos sempre de um único radical, enquanto no processo de composição sempre haverá mais de um radical.
Derivação
Derivação é o processo pelo qual se obtém uma palavra nova, chamada derivada, a partir de outra já existente, chamada primitiva. Observe o quadro abaixo:
	Primitiva
	Derivada
	mar
	marítimo, marinheiro, marujo
	terra
	enterrar, terreiro, aterrar
Observamos que "mar" e "terra" não se formam de nenhuma outra palavra, mas, ao contrário, possibilitam a formação de outras, por meio do acréscimo de um sufixo ou prefixo. Logo, mar e terra são palavras primitivas, e as demais, derivadas. 
Tipos de Derivação
Derivação Prefixal ou Prefixação
Resulta do acréscimo de prefixo à palavra primitiva, que tem o seu significado alterado. Veja os exemplos:
crer- descrer
ler- reler
capaz- incapaz
Derivação Sufixal ou Sufixação
Resulta de acréscimo de sufixo à palavra primitiva, que pode sofrer alteração de significado ou mudança de classe gramatical. Por exemplo:
Alfabetização
No exemplo acima, o sufixo -ção  transforma em substantivo o verbo alfabetizar. Este, por sua vez, já é derivado do substantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar.
A derivação sufixal pode ser:
a) Nominal, formando substantivos e adjetivos. Por exemplo:
papel-papelaria 
riso - risonho
b) Verbal, formando verbos. Por exemplo:
atual - atualizar
c) Adverbial, formando advérbios de modo.
Por exemplo:
feliz - felizmente
Derivação Prefixal e Sufixal
Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo não simultâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva.
Exemplos:
	Palavra Inicial
	Prefixo
	Radical
	Sufixo
	Palavra Formada
	leal
	des
	leal
	dade
	deslealdade
	feliz
	in
	feliz
	mente
	infelizmente
Note que a presença de apenas um desses afixos é suficiente para formar uma nova palavra, pois em nossa língua existem as palavras "desleal", "lealdade" e "infeliz", "felizmente".
Derivação Parassintética ou Parassíntese
Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâneo de prefixo e sufixoà palavra primitiva.
Considere, por exemplo, o adjetivo "triste". Do radical "trist-" formamos o verbo entristecer pela junção simultânea do prefixo  "en-" e do sufixo "-ecer". Note que a presença de apenas um desses afixos não é suficiente para formar uma nova palavra, pois em nossa língua não existem as palavras "entriste", nem "tristecer". Exemplos:
	Palavra Inicial
	Prefixo
	Radical
	Sufixo
	Palavra Formada
	mudo
	e
	mud
	ecer
	emudecer
	alma
	des
	alm
	ado
	desalmado
Dica: para estabelecer a diferença entre derivação prefixal e sufixal e parassintética, basta retirar o prefixo ou sufixo da palavra na qual se tem dúvida. Feito isso, observe se a palavra que sobrou existe; caso isso aconteça, será derivação prefixal e sufixal. Caso contrário, será derivação parassintética.
FLEXAO NOMINAL DE GENERO E DE NUMERO 
De gênero:
Os substantivos masculinos são antecedidos pelo artigo “o”. Como exemplo temos os substantivos o lança-perfume, o tapa, o champanha, o dó, o diabetes.
Já os substantivos femininos são antecedidos pelo artigo “a”. É o caso de a agravante, a bacanal, a fênix, a alface, a ênfase, a poetisa.
A maioria dos substantivos têm duas formas: uma para o masculino, e outra para o feminino. São os substantivos biformes. Veja algumas regras de formação do feminino para o masculino, funcionando também o oposto com a mesma regra:
1) Substantivos terminados em “o” mudam para “a”:
O sapo = a sapa
2) Substantivos terminados em “ão” mudam para “ã”, outros para “oa” e ainda para “ona” (neste caso, em aumentativos).
O capitão = a capitã	o tecelão = a tecelã/ teceloa	 o chorão = a chorona
3) Substantivos terminados em “or” formam o feminino com o acréscimo de “a”.
O doutor = doutora
4) Alguns substantivos terminados em “or” podem fazer feminino mudando essa terminação para “eira”. 0 sufixo “eira” pode indicar qualidade e, portanto, adjetivação: mulher trabalhadeira; pessoa faladeira
O arrumador = a arrumadeira	 o lavador = lavadeira	 o trabalhador = trabalhadeira
5) Alguns substantivos com terminação “e” podem fazer o feminino mudando a terminação para “a”.
O infante = infanta	o governante = a governanta
6) Substantivos terminados em “ês”, “L” e “z” fazem o feminino com oacréscimo de “a”.
O freguês = a freguesa o oficial = oficiala o juiz = juíza
7) Há ainda substantivos que são masculinos ou femininos, conforme o sentido com que se acham empregados:
A cabeça (parte do corpo) o cabeça (o chefe)	/a grama (relva) o grama (unidade de peso)
De números:
Os nomes ( substantivos, adjetivos, pronomes, numerais ), de modo geral admitem a flexão de número: Singular e plural.
Plural dos substantivos simples
Aos substantivos que terminam em vogal, ditongo oral e consoante ‘n’ deve ser acrescido a consoante ‘s’ ao final da palavra. Observe os exemplos:
Herói – heróis
Aos substantivos que terminam em consoante ‘m’ devem ser acrescidas as consoantes ‘ns’ ao final da palavra. Observe os exemplos:
Abordagem – abordagens
Aos substantivos que terminam com as consoantes ‘r’ e ‘z’ devem ser acrescidos ‘es’ ao final da palavra. Observe os exemplos:
Hambúrguer – hambúrgueres
Nos substantivos que terminam em ‘al’, ‘el’, ‘ol’, ‘ul’, deve ser substituída a consoante ‘l’ por ‘is’. Observe os exemplos:
Girassol – girassóis
* Há duas exceções:
Mal – males	cônsul – cônsules
Os substantivos que terminam em ‘il’ são pluralizados de duas formas:
a) Em palavras oxítonas terminadas em ‘il’:
Juvenil – juvenis
b) Em palavras paroxítonas terminadas em ‘il’:
Inútil – inúteis
Os substantivos terminados em consoante ‘s’ fazem o plural de duas formas:
a) Em substantivos monossilábicos ou oxítonos, há o acréscimo de ‘es’.
Algoz – algozes
b) Os substantivos paroxítonos ou proparoxítonos são invariáveis.
Férias – férias	ônibus – ônibus
Os substantivos terminados em ‘ão’ podem ser pluralizados de três formas:
a) Substituindo o ‘ão’ por ‘es’:
Doação – doações
b) Substituindo o ‘ão’ por ‘ães’:
Alemão – alemães
c) Substituindo o ‘ão’ por ‘ãos’:
Cidadão – cidadãos
d) Os substantivos terminados em consoante ‘x’ são invariáveis:
Córtex – córtex
FLEXOES VERBAIS 
Existe flexão verbal em número, pessoa, modo, tempo, aspecto e voz.
	Flexão em número
	Singular;
Plural.
	Flexão em pessoa
	1.ª pessoa;
2.ª pessoa;
3.ª pessoa.
	Flexão em modo
	Modo indicativo;
Modo subjuntivo;
Modo imperativo.
	Flexão em tempo
	Tempos no passado;
Tempos no presente;
Tempos no futuro.
	Flexão em voz
	Voz ativa;
Voz passiva;
Voz reflexiva.
	Flexão em aspecto
	Aspecto perfectivo e imperfectivo;
Aspecto pontual e durativo;
Aspecto inceptivo, cursivo e terminativo;
Aspecto contínuo e descontínuo.
O que é a flexão verbal em número e pessoa?
Os verbos sofrem flexão em número e pessoa, podendo ser conjugados no singular ou no plural, bem como na 1.ª, na 2.ª ou na 3.ª pessoa do discurso.
Flexão em número:
· Singular (um sujeito verbal);
· Plural (vários sujeitos verbais).
Flexão em pessoa:
· 1.ª pessoa (quem fala: eu e nós);
· 2.ª pessoa (com quem se fala: tu e vós);
· 3.ª pessoa (de quem se fala: ele e eles).
As pessoas do discurso, que servem de base para a conjugação verbal, são o resultado da junção da flexão em número e em pessoa.
Pessoas do discurso:
Eu – 1.ª pessoa do singular;
Tu – 2.ª pessoa do singular;
Ele – 3.ª pessoa do singular;
Nós – 1.ª pessoa do plural;
Vós – 2.ª pessoa do plural;
Eles – 3.ª pessoa do plural.
O que é a flexão verbal em modo?
Os verbos sofrem flexão em modo, podendo estar no modo indicativo, no modo subjuntivo ou no modo imperativo.
No modo indicativo, os verbos transmitem uma ação real, de forma precisa.
No modo subjuntivo, os verbos transmitem uma ação possível, de forma incerta.
No modo imperativo, os verbos transmitem uma ordem ou um pedido.
Exemplos de verbos no modo indicativo
· Eu vou ao cinema com meu irmão e passo naquela loja.
· Nós vimos o elefante no jardim zoológico.
Exemplos de verbos no modo subjuntivo
· Quando eu for ao cinema com meu irmão, eu passo naquela loja.
· Eu queria que nós víssemos o elefante no jardim zoológico.
Exemplos de verbos no modo imperativo
· Vá ao cinema com seu irmão e passe naquela loja.
· Vejam o elefante no jardim zoológico.
Saiba tudo sobre os modos verbais e os tempos verbais de cada modo.
O que é a flexão verbal em tempo?
Os verbos sofrem flexão em tempo, podendo indicar uma ação que decorreu no passado, uma ação que decorre no presente ou uma ação que decorrerá no futuro.
Tempos do presente:
· Presente do indicativo (eu aprendo);
· Presente do subjuntivo (que eu aprenda);
Tempos do passado:
· Pretérito perfeito do indicativo (eu aprendi);
· Pretérito imperfeito do indicativo (eu aprendia);
· Pretérito mais-que-perfeito do indicativo (eu aprendera);
· Pretérito perfeito composto do indicativo (eu tenho aprendido);
· Pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo (eu tinha aprendido);
· Pretérito imperfeito do subjuntivo (se eu aprendesse);
· Pretérito perfeito composto do subjuntivo (que eu tenha aprendido);
· Pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo (se eu tivesse aprendido).
Tempos do futuro:
· Futuro do presente do indicativo (eu aprenderei);
· Futuro do pretérito do indicativo (eu aprenderia);
· Futuro do presente composto do indicativo (eu terei aprendido);
· Futuro do pretérito composto do indicativo (eu teria aprendido);
· Futuro do subjuntivo (quando eu aprender);
· Futuro composto do subjuntivo (quando eu tiver aprendido).
Além dos tempos verbais acima referidos, existem os tempos verbais do modo imperativo e as formas nominais dos verbos.
Tempos verbais do modo imperativo:
· Imperativo afirmativo (aprenda você);
· Imperativo negativo (não aprenda você).
Formas nominais:
· Particípio (aprendido);
· Gerúndio (aprendendo);
· Gerúndio composto (tendo aprendido);
· Infinitivo pessoal (aprendermos);
· Infinitivo impessoal (aprender);
· Infinitivo pessoal composto (termos aprendido);
· Infinitivo impessoal composto (ter aprendido);
Saiba tudo sobre os tempos verbais e a forma como são construídos.
O que é a flexão verbal em voz?
Os verbos sofrem flexão em voz, podendo estar na voz ativa, na voz passiva ou na voz reflexiva.
Na voz ativa, o sujeito gramatical é o agente da ação expressa pelo verbo.
· A menina penteou as bonecas.
· O açougueiro cortou a carne.
Na voz passiva, o sujeito gramatical é o paciente da ação expressa pelo verbo.
· As bonecas foram penteadas pela menina.
· A carne foi cortada pelo açougueiro.
Na voz reflexiva, o sujeito gramatical é ao mesmo tempo agente e paciente da ação expressa pelo verbo.
· A menina penteou-se antes de sair de casa.
· O açougueiro cortou-se ao cortar a carne.
Saiba tudo sobre as vozes verbais e a mudança da voz ativa para a voz passiva.
O que é a flexão verbal em aspecto?
Os verbos sofrem flexão em aspecto, podendo representar diferentes perspetivas das ações.
O aspecto verbal permite indicar:
· uma ação completa (aspecto perfectivo);
· uma ação incompleta (aspecto imperfectivo);
· uma ação momentânea (aspecto pontual);
· uma ação contínua (aspecto durativo);
· o início da ação (aspecto inceptivo);
· o desenvolvimento da ação (aspecto cursivo);
· o fim da ação (aspecto terminativo);
· uma ação continuada (aspecto contínuo);
· uma ação interrompida (aspecto descontínuo).
	VERBO REGULAR 
Verbos regulares são todos os verbos que ao serem conjugados, não sofrem alterações em seu radical.
Exemplo: O verbo falar (radical: fal-) pode ser conjugado em qualquer tempo e pessoa, sem que seu radical se modifique: falei, falassem, falariam.
Quando conjugamos os verbos amar (1ª conjugação), vender (2ª conjugação) e partir (3ª conjugação), estamos seguindo um modelo.
Assim, ao substituirmos o radical, temos as terminações de pessoa, número, tempo e modo válido para a maioria dos verbos.
Conjugação do verbo regular amar: (radical: am-)
Modo indicativo
· Presente: amo, amas, ama, amamos, amais, amam.
· Pretérito perfeito: amei, amaste, amou, amamos, amastes, amaram.
· Pretérito imperfeito: amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, amavam.
· Pretérito mais-que-perfeito: amara, amaras, amara, amáramos, amáreis, amaram.
· Futuro do presente: amarei, amarás, amará, amaremos, amareis, amarão.
· Futuro do pretérito: amaria, amarias, amaria, amaríamos, amaríeis, 
amariam.
VERBO INREGULAR
Verbos Irregulares sãotodos os verbos que ao serem conjugados sofrem alterações em seu radical ou nas suas terminações.
Ao contrário do que acontece com os verbos regulares, eles não seguem os modelos de conjugação.
Exemplos:
· O verbo dizer (radical diz-) muda seu radical ao ser conjugado: digo, disser e direi.
· O verbo dar apresenta alterações na sua terminação: dou, dás, dá.
Lista de Verbos Irregulares
Apesar de os verbos terminados em ar existirem em maior número, a 1.º conjugação é a que apresenta menos formas irregulares. Segue abaixo relação de verbos irregulares.
· Da primeira conjugação: averiguar, dar, estar, passear.
· Da segunda conjugação: caber, crer, fazer, ler, poder, pôr, querer, saber.
· Da terceira conjugação: agredir, cobrir, ir, medir, pedir, polir, rir, sair.
VOZES VERBAIS

Mais conteúdos dessa disciplina