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O conjunto de fontes de energia disponíveis em um país compõe sua matriz energética, que, uma vez transformada, é distribuída e usada pela população e pelo sistema produtivo. Na matriz energética mundial predominam os combustíveis fósseis. Fonte: elaborado com base em BP Statistical Review of World Energy June 2018. 67. ed. Londres: BP, 2018. p. 9. A matriz energética brasileira tem os combustíveis fósseis predominantes, apesar do percentual ser apenas 51,4%. Nossa matriz energética é uma das poucas em que as fontes alternativas chegam próximo dos 50% na composição total. Em grande parte, isso ocorre porque o país tem uma das maiores frotas de veículos do mundo que tem o petróleo como combustível principal. Diante do quadro mundial de poluição ambiental causada pelos combustíveis fósseis e suas consequências, a busca por fontes alternativas de energia se intensificou. Há uma tendência de diminuição do uso de combustíveis fósseis, a serem substituídos de forma parcial por fontes alternativas. Contribui para isso o barateamento para a implantação delas, principalmente das fontes eólica e solar. Prevê-se que até a metade do século XXI haverá alterações significativas na matriz energética mundial, sendo que as fontes solar e eólica deverão se expandir em relação às demais, sobretudo nos países desenvolvidos e emergentes (Ex. Brasil) https://monitormercantil.com.br/eletrobras-vende-por-r-500-mi-usina-eolica-que-custou-r-3-1-bi Brasil tem maior complexo eólico da américa latina Por Pedro Reis -Set 6, 2015 https://www.portal-energia.com/brasil-tem-maior-complexo-eolico-da-america-latina/ Matéria-prima é a substância com a qual se fabrica algum produto. Pode ser de origem vegetal (a exemplo do cacau, matéria-prima do chocolate), animal (caso do couro, usado na fabricação de sapatos, bolsa etc.) ou mineral (por exemplo a bauxita, da qual é extraído o alumínio). Além das matérias-primas naturais, existem as transformadas, que são utilizadas não mais em seu estado natural, mas já industrializadas ou modificadas. É o caso do papel (matéria-prima transformada), obtido da celulose (matéria-prima natural), no qual foi impresso o seu livro didático. O minério de ferro, por exemplo, é apenas um recurso natural. Uma vez extraído de jazidas no subsolo, torna-se uma matéria-prima natural para produzir o ferro. Por sua vez, o ferro é uma matéria- prima transformada para a fabricação do aço, e este, finalmente, é transformado para a fabricação de automóveis, caminhões, entre outras aplicações. Os países mais ricos consomem em média dez vezes mais recursos que os mais pobres e duas vezes mais que a média mundial. Se a tendência se mantiver, em 2050 o planeta precisará de 180 bilhões de toneladas de matérias-primas anualmente. Segundo relatório do Painel Internacional de Recursos (IRP, sigla em inglês de um órgão da ONU), desde os anos 1970 a extração de matérias-primas vem aumentando de forma alarmante. Enquanto em 1970 a quantidade de matérias-primas extraídas alcançou 22 bilhões de toneladas, em 2010 chegou a 70 bilhões de toneladas. Quais são os fatores que contribuem para esse aumento? o O crescimento populacional o O modo de vida com base na sociedade de consumo (ou do desperdício) o A urbanização crescente o A busca constante do lucro por empresas Diante desse cenário, vê-se a necessidade de se repensar o modo de vida vigente com base na sociedade de consumo, além da necessidade de se implantar um vasto programa mundial de reciclagem de matérias- primas, de ampliar o uso de fontes alternativas de energia, processo que se encontra em curso, e adotar princípios do desenvolvimento ecologicamente sustentável. Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) As cadeias de inovação estão relacionadas à economia do conhecimento, ou seja, em que o conhecimento científico e tecnológico é o grande propulsor da economia. Etapas: 1) Ter um projeto do que se pretende desenvolver. 2)Avaliação da viabilidade tecnológica; se constatada, elabora-se um protótipo. 3) Se aprovado, parte-se para o planejamento de sua produção. 4) A comercialização, que também envolve várias etapas. Mas para percorrer todas essas etapas são necessários investimentos em... Desde os anos 1970, com a Revolução Técnico-Científico- Informacional, as inovações tecnológicas foram transformadas em bens de produção e de consumo e passaram a receber vultosos investimentos tanto de corporações privadas como de instituições públicas de ensino e pesquisa. A informática, a robótica, a biotecnologia e as telecomunicações são exemplos dessas inovações, que hoje são aplicadas em diversos setores da economia, elevando a produção e a produtividade. recursos naturais. A disseminação, em todo o mundo, mas principalmente nos países desenvolvidos, de centros de pesquisas denominados tecnopolos (polos tecnológicos) é um fator determinante para impulsionar o desenvolvimento econômico e social de um país, exigindo mão de obra diferenciada, representada por cientistas e técnicos altamente qualificados. Atualmente, para se manter viáveis, as cadeias de inovação devem buscar a diminuição do consumo de matérias-primas, evitando o risco de esgotamento dos recursos naturais. https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2019/07/23/internas_economia,772956/mercado-de-carros-eletricos-na- europa.shtml O Brasil em busca da revolução dos ventos “Meio-dia. O sol está no topo na Serra de Santana. Nesta região do semiárido potiguar, o calor sobe do solo. Não há verde, exceto por alguns cactos que costumam brotar sem programação. Na seca severa a paisagem se torna acinzentada, mas agora é época de chuvas e as árvores recomeçam a ganhar suas folhas. A natureza por ali é cruel. Mas ao mesmo tempo bondosa. Quando a chuva falta, o vento sobra em abundância. E, além de amenizar o calor, serve também para produzir eletricidade. Por isso, nos últimos anos, os sertanejos daquelas terras viram surgir turbinas do tamanho de prédios de 26 andares, que utilizam o vento pra produzir energia não poluente. As estruturas se repetem em muitas regiões do Nordeste, mudando o cenário local. Já são tantas que ajudaram a levar o Brasil à oitava posição no ranking mundial de geração de energia eólica [em 2017] […]. O prognóstico é que, em alguns anos, o país possa chegar a sexto, encostando em gigantes da área como a Espanha e a Índia. O projeto de energia eólica no Brasil começou a ganhar força em 2009, quando o país passou a realizar leilões específicos para fontes de energias renováveis alternativas com contratos de 20 anos, trazendo garantia de retorno financeiro para os investidores. Com isso, despertou o interesse do mundo no potencial de seus ventos. Atualmente 6.600 aerogeradores, as grandes turbinas horizontais que usam o vento para gerar energia, estão distribuídos em 518 parques eólicos, segundo dados da Associação Brasileira da Energia Eólica (ABEEólica). Juntos, eles são capazes de gerar 13 GW de energia ao mês, ou 8,3% do que todas as matrizes energéticas produzem no país. No ano passado [2017], segundo a associação, a energia dos ventos abasteceu, em média, 22,4 milhões de residências ao mês. Segundo o Ministério de Minas e Energia, dados recentes sobre o custo real de cada uma das fontes de energia apontam ainda que ela teve, no ano passado, o preço mais baixo dentre todas as matrizes. Com os leilões já realizados, até 2023 o país implementará mais 213 parques, com um acréscimo de 4,8 GW. E a expectativa é que a capacidade total de energia eólica instalada chegue a 28,5 GW até 2026, segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia brasileiro, aumentando a participação desta matriz para 12,5%. E, ainda assim, restará um enorme potencial eólico a ser explorado. […]” BEDINELLI, Talita. O Brasil em busca da revolução dos ventos. El País, Brasil, 12 mar. 2018. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/06/politica/1520357276_456424.html>. Acesso em: 4 ago. 2018. 1. Explique a razão de a jornalista se referir ao semiárido nordestino como cruel e ao mesmo tempo generoso. 2. Se você tivesse que explicar a alguém as vantagens da geração da energia eólica, quais argumentos usaria?