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DISSERTAÇÃO-PEDAGOGIA-HOSPITALAR

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no hospital, pois 
naquele momento em que foram desenvolvidos, a equipe era inexperiente e as 
atividades foram pensadas, primeiramente, de maneira intuitiva. Todavia, tínhamos 
como princípio que a criança hospitalizada deveria ter assegurado seu direito de brincar, 
como uma das ações de humanização na área da saúde, que envolve o cuidado integral 
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do ser humano, resguardando a sua integridade emocional e cuidando da sua saúde 
física e psíquica. 
 Éramos orientados também pelas políticas públicas, documentos e leis que 
regulamentam a atividade dentro de hospitais através da Secretaria de Educação 
Especial e do reconhecimento do Ministério da Educação, cujo documento orientador 
prevê o desenvolvimento da Pedagogia Hospitalar como uma modalidade de ensino. 
Esses estudos nos mostraram o avanço em relação à preparação de profissionais para 
atuarem nessa área, pois algumas universidades, a exemplo da PUC-PR, já ofertam o 
curso de especialização (lato sensu) nessa modalidade educacional. 
 Nossa constatação é de que com as intervenções lúdico-educacionais os 
pacientes tiveram uma resposta mais rápida ao tratamento e não esmoreceram devido à 
fatalidade de estarem na condição de internados. Com a criação de uma rotina de 
brincadeiras, jogos, estudos, as crianças não sentem tanto a falta de sua vida “fora do 
hospital” e enfrentam melhor esta situação momentânea que as tomou de assalto. 
Desse modo, é importante o desenvolvimento deste tipo de trabalho em todos os 
hospitais, principalmente os hospitais que têm pediatria para que o paciente possa 
construir um novo olhar sobre si mesmo, sobre sua enfermidade, seu desempenho 
acadêmico e seu papel social. 
 Por fim, percebemos que, por mais importante que seja esta discussão e a 
implementação dessas ações nos hospitais pediátricos, é possível observar que as 
políticas públicas são ainda desconhecidas ou desrespeitadas por muitos governantes. 
Esta modalidade educacional encontra-se em poucos hospitais do país e onde ela existe 
falta, muitas vezes, acompanhamento e manutenção adequada desses espaços, não só 
em termos físicos, quanto de pessoal qualificado para a especificidade do trabalho. 
 Fica nítido que há muito trabalho a ser feito, assim como pesquisas, análises e 
reflexões sobre as práticas pedagógicas em hospitais, a fim de contribuirmos para o 
desenvolvimento deste tipo de trabalho, tão importante na intersecção das áreas da 
saúde e humanidades, visando à melhoria das condições de vida dos pacientes dentro 
dos hospitais. 
 
 
 
 
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PAULA, Ercília

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