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SOCIEDADE BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

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pois a “chegada de Getúlio Vargas ao poder, em 1930, marcou o fim da Primeira República no Brasil. [...] Durante essas três décadas de experiência democrática, o destino do país foi determinado, primordialmente, por grupos dominantes associados à economia agrícola-exportadora. [...] [Esse] modelo político brasileiro privilegiava os grupos econômicos voltados aos estados mais ricos da época: São Paulo, em virtude do café, e Minas Gerais, por conta da agropecuária e ainda colhendo os frutos da extração do ouro” (livro-base p. 27 e 28). Afirmando assim a perda de hegemonia de São Paulo no cenário político o que leva ao sentimento generalizado dos paulistas de que a Revolução se deu contra o estado. A alternativa II é falsa, pois “Fausto [...] avalia que havia certa confusão na revolução, pois o governo de Vargas assumiu o poder em caráter provisório, mas não dava sinais de iniciar um novo processo eleitoral — isso levou muitos insatisfeitos paulistas a clamarem por democracia nas ruas. Ao mesmo tempo, líderes oligárquicos aguardavam a chance de voltar às bases da República café com leite, enquanto o país se reerguia economicamente” (livro-base, p. 31), evidenciando, assim, o apoio que a maioria dos paulistas deram à revolta armada.
	
	C
	V – F – F
	
	D
	F – V – V
	
	E
	F – V – F
Questão 7/10 - Sociedade Brasileira Contemporânea
Leia o seguinte excerto de texto: 
“A estabilidade política associada ao desenvolvimento econômico e à democracia propiciou um ‘clima’ favorável ao florescimento cultural. O sentimento de que era possível construir um Brasil melhor, moderno e progressista, [...] foram fatores que em muito contribuíram para que houvesse um novo alento em termos de produção cultural, durante os chamados ‘anos JK’”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ARAGÃO, G. P. V. Meios de comunicação como construtores de uma imagem pública: Juscelino Kubitscheck através das revistas Manchete e O Cruzeiro. Dissertação de Mestrado em Bens Culturais e Projetos Sociais. Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, 2006. p. 23.
Considerando essas informações e de acordo com os conteúdos do livro-base Sociedade brasileira contemporânea sobre o governo de Juscelino Kubitschek (JK), marque a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	Juscelino Kubitschek garantiu um governo estável, que permitiu desenvolvimento econômico e cultural graças à censura e à imprensa oposicionista.
	
	B
	O governo de Juscelino Kubitschek manteve certa estabilidade política para a época, ainda que enfrentasse forte oposição das Forças Armadas, que, em 64, lhe aplicariam o golpe.
	
	C
	O apelido de “presidente bossa nova” dado a JK deveu-se ao fato de ele se preocupar somente com o âmbito cultural e de deixar de lado as questões econômicas.
	
	D
	JK ganhou o apelido de “presidente bossa nova”, o que demonstra a estabilidade de seu governo de uma maneira geral e a efervescência cultural expressa na Bossa Nova.
Você acertou!
A alternativa correta é a letra d), pois, ele “era, afinal, o ‘presidente bossa nova’, como ficou conhecido em referência ao estilo musical carioca que se tornou uma coqueluche nos anos 1960” (livro-base, p. 77). “Ao assumir a cadeira da Presidência da República, em janeiro de 1956, Juscelino Kubitschek se viu nas mesmas condições de conciliador político que seus sucessores. O país estava dividido entre setores descontentes nos âmbitos militar, empresarial e trabalhista. Porém, diante do cenário de crise que levou Getúlio Vargas ao suicídio, o quadro era mais favorável à estabilidade do governante mineiro. [...] Para Boris Fausto [...], as Forças Armadas, que tinham se tornado opositoras do projeto getulista, ‘estavam dispostas a garantir o regime democrático dentro de certos limites, dizendo respeito à preservação da ordem interna e ao combate ao comunismo’. Parte desse apoio acontecia porque Kubitschek se mostrava aberto para dialogar com os militares” (livro-base, p. 91,92). “Para o governo Kubitschek, o projeto de tornar o ‘Brasil mais industrial’ passava pelo seu Plano de Metas. Segundo Ronaldo Couto [...], o programa foi elaborado com o auxílio dos economistas Lucas Lopes e Roberto Oliveira Campos e seus objetivos diziam respeito a diversas áreas que afetariam a vida da população” (livro-base, p. 93). “De acordo com Luiz Orenstein e Antônio Claudio Sochaczewski [...], no período de 1955 a 1960, o país viu crescer a entrada de capital autônomo, o que permitiu o aumento da circulação monetária em território nacional. Isso possibilitou ao Estado trabalhar melhor com a balança comercial, sem perder o interesse estrangeiro no mercado brasileiro” (livro-base, p. 92,93).
	
	E
	A estabilidade política conseguida por Juscelino Kubitschek foi garantida por seu apelo nacionalista, que descartava investimentos estrangeiros no projeto econômico.
Questão 8/10 - Sociedade Brasileira Contemporânea
Leia o fragmento de notícia a seguir: 
“Segundo Carlos Lessa, a conclusão do Programa de Metas de certa forma coincidia com a finalização do longo processo de diversificação industrial atravessado pela economia brasileira no contato do modelo de desenvolvimento por substituição de importações”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: PANTOJA, S. Juscelino Kubitschek de Oliveira (verbete biográfico). <http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/juscelino-kubitschek-de-oliveira>. Acesso em 6 jan. 2018. 
Considerando essas informações e conforme os conteúdos do livro-base Sociedade brasileira contemporânea sobre o Plano de Metas de Juscelino Kubitschek, marque a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	O Plano de Metas foi um plano de desenvolvimento econômico que, unindo investimentos estrangeiros e nacionais, acarretou grande crescimento no campo industrial.
Você acertou!
A alternativa correta é a letra a), pois, para “o governo Kubitschek, o projeto de tornar o Brasil mais industrial passava pelo seu Plano de Metas [...]. O historiador descreve os resultados do programa como ‘impressionantes’, especialmente no campo da indústria, cujo valor de produção subiu 80% entre 1955 e 1961. As altas porcentagens seguiram no campo das comunicações, do material de transporte e da energia” (livro-base, p. 93). “Benevides [...], o juscelinismo foi uma política que ‘procurou a conciliação entre o velho e o novo, entre as elites e as massas’. Ao assumir a cadeira de líder da nação brasileira, sendo herdeiro de Getúlio Vargas, JK propôs um projeto de continuidade do estilo nacionalista do estadista gaúcho, mas de olho nas mudanças” (livro-base, p. 92). “De acordo com Luiz Orenstein e Antônio Claudio Sochaczewski [...], no período de 1955 a 1960, o país viu crescer a entrada de capital autônomo, o que permitiu o aumento da circulação monetária em território nacional. Isso possibilitou ao Estado trabalhar melhor com a balança comercial, sem perder o interesse estrangeiro no mercado brasileiro” (livro-base, p. 92,93). “A intervenção do governo de Kubitschek na economia do país não seria possível sem a presença de um terceiro agente, criado durante o governo Vargas — o BNDE —, cuja ação ainda era incipiente para o plano de industrialização antes de 1955. O exemplo funciona como uma alegoria para mostrar o equilíbrio entre as medidas de capital interno e externo que funcionaram durante a passagem de JK pelo poder, visto que o modelo nacional-desenvolvimentista da época se baseava na internacionalização da economia com a chegada de diversas empresas estrangeiras” (livro-base, p. 97).
	
	B
	O Plano de Metas significou o abandono do caráter nacionalista do governo, pois abriu a economia ao livre mercado e aos investimentos estrangeiros.
	
	C
	Com o Plano de Metas, JK, conforme sua campanha, ambicionava fazer o Brasil desenvolver 50 anos em 5, mas os resultados pífios demonstraram o fracasso do plano.
	
	D
	Por manter o caráter nacionalista do governo getulista e ser apoiado pelas

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