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CORIZA INFECCIOSA Discente: Gizandra Dhyulia Buz Taísa Fernanda C. Santos Docente: Wilson Gomez Manrique Introdução A coriza infecciosa (CI) é uma doença do trato respiratório superior, causada pela bactéria Haemophilus paragallinarum. Pode acometer aves domésticas, comerciais e exóticas. Histórico Em 1920 Beach suspeitava de um agente etiológico específico 1932, DeBlieck isolou uma bactéria denominando-a Bacillus hemoglobinophilus coryzae gallinarum 1934 Elliot e Lewis nomearam Haemophilus gallinarum (dependente de fator X e V) 1962 Page Haemophilus paragallinarum (fator v) Reclassificada após uma investigação fenotípica e genotípica Avibacterium paragallinarum Etiologia Reino: Bacteria Filo: Proteobacteria Classe: Gammaproteobacteria Ordem: Pasteurellales Família: Pasteurellaceae Gênero: Avibacterium Espécie: Avibacterium paragallinarum Gram -, imóvel e pleomórfica Metabolismo microaerofílico Não produz esporos Catalase-negativa Requer dinucleotídeo de nicotinamida adenina (fator V) para crescimento in vitro. Sorovares Método de Page que agrupa isolados de Av. paragallinarum em três sorovares (A, B e C) que se correlacionam com a especificidade do imunotipo. No entanto, o uso da tecnologia de inibição da hemaglutinação (HI) demonstrou ser um método muito melhor para identificar o sorovar. https://avicultura.info/pt-br/coriza-infecciosa-ameaca-constante/ Distribuição Cosmopolita, Comum em abrigos/instalações mal construídas: lugares úmidos e sujeitos a correntes de ventos frios Brasil, principalmente regiões sul e sudeste. Nos países em desenvolvimento, geralmente é observada em aves jovens, com menos de 3 semanas de idade devido à baixa biossegurança, más condições nas instalações, déficits de bem estar e estresse. Patogênese Aderência ao epitélio ciliado do TRS Liberação de toxinas Hiperemia e edema das lâminas próprias da mucosa Evolui para hiperplasia, desintegração e descamação do epitélio Associação com outros agentes pode levar a cronicidade, e agravar as manifestações clínicas e afeta severamente os parâmetros produtivos - pneumonia, aerossaculite e traqueíte. 7 Sinais clínicos Descarga purulenta nasal e ocular Edema facial/Barbelas Espirros Dispneia Inapetência Queda na produção de ovos de 10-40% Asas caídas pálpebras irritadas e coladas destruição do globo ocular. /encryptedbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcR0XXRnJLB87lSlXm6sb8JpQVtPEQsD_ColvWuodMSoBPXiQK2j 8 Na forma mais branda: sinais clínicos mais discretos. Na forma mais grave: há um inchaço grave de um ou ambos os seios infra-orbitais com edema do tecido circundante, que pode fechar um ou ambos os olhos. O inchaço geralmente diminui em 10-14 dias, no entanto, se ocorrer infecção secundária pode persistir por meses. Diagnóstico Sinais clínicos e lesões Cultura Inoculação em aves susceptíveis PCR Fragmentos de traqueia A confirmação é por isolamento e identificação - requer fatores X (Hematina) e V (NAD). Antibiograma para verificar as concentrações de fármacos que podem ser instituídos quando necessário Inflamação fibrino-purulenta nos seios nasais infra orbitais e conjuntivite; 11 Necropsia e Histopatologia ://pdfs.semanticscholar.org/af52/2fdc8bb9736c4a22aa24057cb314de4cd4bd.pdf ://pdfs.semanticscholar.org/af52/2fdc8bb9736c4a22aa24057cb314de4cd4bd.pdf tudocu.com/es/document/universidad-nacional-pedro-ruiz-gallo/patologia-aviar/informe/coriza-infecciosa-nota-17/5065206/view scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0301-50922013000100005 Diagnóstico diferencial Micoplasmose Laringotraqueíte Newcastle Bronquite infecciosa Gripe aviária Deficiência de vitamina A Síndrome da cabeça inchada O inchaço da face deve ser diferenciado daquele observado na cólera de aves Transmissão Ocorre por contato direto, gotículas no ar e contaminação de água e comida. A disseminação está intimamente ligada à densidade populacional, quando frangos e galinhas de várias idades são criados no mesmo local. A presença crônica faz com que os sorotipos apresentem modificações em países e/ou regiões avícolas diferentes. Aves portadoras doentes ou saudáveis são o reservatório da infecção. A suscetibilidade aumenta com a idade. O período de incubação é de 1 a 3 dias e a duração da doença geralmente é de 2 a 3 semanas. Tratamento Sulfas Eritromicina, tetraciclina, estreptomicina e tilosina Enrofloxacina, norfloxacina e esafloxacina Miporamicina (macrolídeo) 19 Profilaxia Instalações que garantam o conforto e bem-estar das aves Desinfecção das instalações e equipamentos Manejo sanitário eficiente Criar aves de faixa etárias diferentes em locais diferentes Programas de vacinação. msdaudenimal.com.br/produto/avicultura/nobilis-coriza/3 São feitas de duas a quatro aplicações, com intervalo de três a quatro semanas, via intramuscular na coxa ou no peito. A idade ideal para a primeira vacinação é a quinta semana de idade. 20 Referência facebook.com/galinhassada/photos/a.532889306773897/532889310107230/?type=1&theater