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REDAÇÃO INSTRUMENTAL – 1001 - AV I 01. (ENADE - Adaptada) A seleção francesa participante da Copa do Mundo de Futebol de 2018, composta de 19 jogadores filhos de imigrantes da África e de outros países da Europa, foi mais multicultural que o elenco campeão da Copa de 1998. Apenas o goleiro Lloris, o lateral Pavard, o atacante Giroud e o meia Thauvin não se encaixam nessa descrição. Tal composição suscitou inúmeros debates acerca da presença de imigrantes na sociedade francesa e do multiculturalismo na Europa. À perspectiva multicultural se contrapõem a xenofobia, o racismo, a islamofobia, entre outras formas de segregação humana, sobretudo de imigrantes e seus descendentes. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2018/07/multiculturais-franca-e-belgica-buscam-unidade-nacional-na-copa.shtml>. Acesso em: 10 jul. 2018 (adaptado). Considerando as informações apresentadas, é possível concluir que a admiração dos torcedores pelos jogadores da seleção brasileira também evidencia a redução do preconceito de cidadãos contra descendentes de imigrantes? (limite máximo cinco linhas). R. Com base nas informações apresentada não é possível concluir que o preconceito está reduzindo. Apesar admiração dos torcedores pelos jogadores da seleção brasileira, nossos “craques” são vítimas de ataques de preconceito nos clubes que defende. Neymar Jr, quando jogava pelo PSG vou vítima de preconceito por o jogador do time adversário. 02. (ENADE - Adaptada) No dia 03 de abril de 2017, um refugiado da Síria, nação que vive violenta guerra civil desde 2011, foi atacado em Copacabana, bairro localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro. Mohamed Ali, vendedor de esfirras e quitutes árabes, foi agredido por um homem por causa do ponto de venda. No vídeo disponível em redes sociais, pode-se perceber um homem com dois pedaços de madeira nas mãos gritando: “saia do meu país! Eu sou brasileiro e estou vendo meu país ser invadido por esses homens-bombas que mataram, esquartejaram crianças, adolescentes. São miseráveis”. O mesmo homem ainda afirma: “Essa terra aqui é nossa. Não vai tomar nosso lugar não”. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/rio/refugiado-sirio-atacado-em-copacabana-saia-do-meu-pais-21665327>. Acesso em: 28 jun. 2018 (adaptado). Considerando as informações apresentadas, construa uma argumentação jurídica favorável a Mohamed Ali (limite máximo dez linhas). R. No dia 03 de abril de 2017, um refugiado da Síria, nação que vive violenta guerra civil desde 2011, foi atacado de forma injustificada no bairro de Copacabana, Rio Janeiro. Mohamed Ali, foi ameaçado por transeunte em um ponto de vendas, local onde vendia esfirras e quitutes árabes. Com dois pedaços de madeira nas mãos, o homem demostrando descontrole, gritou ofensas ao refugiado que tinha origem islâmica, relacionado com um estereótipo árabes e muçulmanos, vistos como terroristas. Em pleno séc. XXI temos que vivenciar cenas tão absurdas, além do mais, juntos com outros países recebendo pessoas na condição de refugiados, dessa forma temos que mitigar esse tipo de atitudes. 03. Identifique o tipo de texto e reescreva o texto como argumento favorável a empresa (limite máximo dez linhas): O autor afirmou que o réu bloqueou a conta da empresa, impedindo-lhe de pagar fornecedores, empregados e impostos. Além disso, o autor assegurou que o réu teria cometido uma grave ilegalidade, pois abriu uma filial da empresa de sua mãe, “Chique-Chique”, supostamente concorrente, no mesmo endereço da empresa que é sócio com o autor, sem qualquer tipo de autorização prévia e utiliza-se de toda a estrutura de maneira completamente ilegal, com a intenção de vender a carteira de clientes da empresa, no escopo de encerrar suas atividades, asfixiar o autor financeiramente, e usurpar a estrutura e credibilidade do ponto comercial para instalar uma filial de sua empresa em Brasília. R. Argumentação jurídica. O Réu afirmar que o bloqueio na conta da empresa foi avisado previamente ao autor e por isso entende o questionamento. Além do mais, não existe qualquer ilegalidade, ao abrir uma filial da empresa de sua mãe, “Chique-Chique”, supostamente concorrente, no mesmo endereço da empresa que é sócio com o autor, pois foi a mãe do réu que é a proprietária, não existindo qualquer vinculo do mesmo com a empresa. A parte ré afirma, que o autor o deseja com essas inverdades, conseguir vantagens indevidas e enriquecimento ilícito. TEXTO 01 - O caso ocorreu em Teresópolis, Região Serrana do Rio de Janeiro, no ano de 2005. Uma mulher de 36 anos, desempregada, estava casada com um mecânico, também desempregado. Os dois moravam em um barraco de 10 metros quadrados, junto com seus três filhos. O mais velho tinha seis anos de idade; o filho do meio, quatro; o caçula, um ano e meio. É importante mencionar que essa mulher, Marcela, estava gestando o 4º filho. No mês de fevereiro daquele ano, em decorrência das fortes chuvas, um deslizamento de terra arrastou, ladeira abaixo, o lar em que vivia essa família. A mãe conseguiu salvar os dois filhos mais velhos, entretanto o caçula, ainda aprendendo a andar, não conseguiu sair a tempo. Morreu soterrado. Por tudo o que aconteceu, Marcela entrou em trabalho de parto. Chegou ao hospital público mais próximo e foi submetida a uma cesariana. Assim que ouviu o choro do bebê, prematuro, pediu para segurá-lo um pouco no colo. A enfermeira o permitiu. Marcela beijou a criança e jogou-a para trás. O menino caiu no chão, sofreu traumatismo craniano e morreu. Perguntada por que tomara aquela atitude, disse que não gostaria que seu filho passasse por tudo o que os demais estavam passando: fome e miséria. Um exame realizado no Instituto Médico Legal apontou que Marcela se encontrava em estado puerperal no momento em que matou o próprio filho. TEXTO 02 - Este 2º caso ocorreu em São Paulo. A secretária Adriana Alves engravidou do namorado e, sem saber explicar por qual motivo, não contou o fato para ele; também não contou para mais ninguém. Seus pais, com quem morava, não sabiam de sua gravidez. Não compartilhou esse segredo com amigas ou colegas de trabalho. Definitivamente, ninguém conhecia a gestação de Adriana. Com o passar dos meses, Adriana não recebeu qualquer tipo de acompanhamento ou cuidado pré-natal especial; escondia a barriga com cintas e usava roupas largas. No mês de dezembro de 2006, quando participava de uma festa de final de ano, no escritório em que trabalha, sentiu-se mal e foi para casa. Sua intenção era realizar o parto sozinha e jogar a criança em um rio próximo à sua casa. Ocorre, porém, que o parto não transcorreu tranquilamente. Adriana teve complicações e teve de puxar à força a criança. Depois, matou-a afogada na bacia de água quente que separou para realizar o parto. Para se livrar da justiça, jogou a criança, já morta, no rio, enrolada em um saco preto. Muito debilitada, foi a um hospital buscar ajuda para si, mas não soube explicar o que aconteceu. Após breve investigação da Polícia, Adriana confessou tudo o que fizera. Exames comprovaram que ela não estava sob o estado puerperal. 04. Nos textos 1 e 2, quais Indique os elementos da narrativa dos casos lidos? Quais crimes praticaram Marcela e Adriana? R. TEXTO 01- Enredo – Marcela cometeu homicídio contra seu filho recém-nascido; Complicação/ Desenvolvimento – A família da mesma sofreu uma grande perda material, onde Marcela entrou em trabalho de parto, já com o psicológico abalado; Clímax/ Suspense – Marcela pariu seu filho e pediu para segurá-lo, logo em seguida, joga a criança no chão e a mata; Desfecho/ Conclusão – Marcela foi diagnosticada em estado puerperal quando matou o próprio filho. TEXTO 02- Enredo – Adriana cometeu homicídio contra seu filho recém-nascido; Complicação/ Desenvolvimento – Adriana já intenção de matar a criança antes de entrar em trabalho de parto; Clímax/ Suspense – – Adriana , matou a criança afogada na bacia de água quente que separou para realizar o parto; Desfecho/ Conclusão – Adriana não foi diagnosticada em estado puerperal quando matou opróprio filho. MARCELA- Infanticídio (Estado Puerperal), (art. 123 do CP) ADRIANA- Homicídio qualificado 05. Construa, dentro do limite de dez linhas, argumentos favoráveis a Marcela e a Adriana. R. Marcela mata o próprio filho logo após o parto, contudo estava sob o domínio do estado puerperal, quando matou o próprio filho, conforme exame realizado comprovatório do estado que se encontrava, tendo passado por trauma relevante momentos antes da conduta. Por isso, Marcela não poderia responder por crime de homicídio, pois se encontrava sem poder controlar suas ações, por conta da forte emoção que sentia. Adriana, apesar não ter sido diagnosticada em estado puerperal quando matou o filho, dificilmente estava sob controle de suas faculdades mentais, além do mais, não possui histórico de crimes, algo que demonstra ser uma pessoa idôneo antes do fato narrado. Ainda, após breve investigação da Polícia, Adriana confessou tudo o que fizera, corroborando com as investigações para que fosse desvendada a verdade dos fatos OBSERVAÇÕES: - Limite para entrega: 07/10/2020, 11:00, pelo teams – tarefas (8,0). - Limite para entrega do estudo de caso: 06/10/2020, pelo SIA – trabalhos (2,0).