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FACULDADE MAURÍCIO DE NASSAU CURSO DE PEDAGOGIA FRANCISCA JOSERIA DE ALMEIDA DO NASCIMENTO - 01358164 HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO Educação espartana- Estava voltada para o caráter militarista, tendo a criança desde pequena, tinha que se preparar para se tornar um soldado futuramente. Esse processo de formação militar começava quando ainda criança, quando um grupo de anciãos observava as crianças, que não poderiam ter problemas físicos e de saúde. Caso a criança fosse completamente saudável ela ficaria sob a guarda da sua mãe até os sete anos de idade; após, quem se tornaria responsável pela criança era o próprio Estado. Assim, ao sete anos, a criança “entrava” para o exército onde permaneceria até seus doze anos de idade, quando receberia alguns ensinamentos para que conhecessem a dinâmica do estado Espartano e principalmente as tradições de seu povo, e após esses ensinamentos entraram de fato em um treinamento militar. Aprendiam a combater com eficácia, eram testados fisicamente, resistência física e psicológica, sobrevivência em condições extremas e diversas, e principalmente aprendiam a obedecer seus superiores. Se por algum acaso esses jovens soldados não conseguissem completar essas missões pela qual eram submetidos, ocorriam punições O teste final na vida do soldado espartano era realizado aos seus 17 anos. Esse teste era conhecido como Kriptia e funcionava como um jogo, onde os soldados escondiam de dia em campo para ao anoitecer, saírem à caça do maior número de escravos (hilotas) possíveis Passando por esses processos de seleções o jovem espartano já poderia integrar oficialmente os exércitos e teria direito também a um lote de terras Aos trinta anos de idade o soldado poderia ganhar a condição de cidadão e isso o dava o direito de participar de todas as decisões e leis que seriam colocadas na mesa pela Apela (uma espécie de assembleia que tinha como função vetar leis, além de indicar indivíduos para compor a classe diretora de Esparta, conhecida como Gerúsia) Aos sessenta anos o indivíduo poderia sair do exército podendo integrar a Gerúsia, o órgão formado por anciãos que eram responsáveis pela criação de leis em Esparta. Assim podemos perceber que a vida da sociedade espartana girava em volta do caráter militar da cidade, onde a criança já começava a prestar serviços militares ao estado espartano só sendo liberada aos sessenta anos. O Papel desempenhado por homens e mulheres nas sociedades ateniense e espartana também tinha suas especificidades. Em Esparta, as mulheres recebiam uma rigorosa educação física e psicológica. Além disso, elas participavam das reuniões públicas, disputavam competições esportivas e administravam o patrimônio familiar. Em contrapartida, a cultura ateniense restringia suas mulheres ao mundo doméstico. A docilidade e a submissão ao pai e ao marido eram valores repassados às mulheres atenienses.As espartanas tinham o direito de possuir e administrar bens, chegando a controlar dois quintos da terra. O Estado se preocupava com sua educação: desde https://www.infoescola.com/historia/sociedade-espartana/ https://www.infoescola.com/historia/sociedade-espartana/ pequenas, elas aprendiam a ler, escrever, tocar música e dançar. Elas também recebiam treinamento físico, praticavam esportes e participavam de competições. A força física era uma das questões de maior relevância em Esparta, e, no caso das mulheres, o treinamento as tornava mais flexíveis e resistentes à dor do parto.Além disso, as espartanas se casavam um pouco mais tarde que as outras mulheres da época (entre os 18 e 20 anos). Antes do matrimônio, elas podiam usar os cabelos longos e soltos e vestir túnicas relativamente curtas, que deixavam seus músculos expostos. Uma vez que se casavam, seus cabelos eram cortados para a noite de núpcias e elas deviam estar, a partir de então, com a cabeça coberta. Também podiam se divorciar sem perder, com isso, sua riqueza nem seus direitos sobre seus filhos. A principal razão que parece estabelecer uma situação tão diferente entre as espartanas e as outras mulheres dessa época é que os homens de Esparta estavam tão ocupados com o exército que eram elas as responsáveis pela agricultura, logística, economia e manutenção do lar. Sua função mais importante (assim como a guerra para o homem) era a procriação. A espartana tinha a tarefa de parir e criar guerreiros fortes e corajosos, capazes de darem suas vidas pelo bem de Esparta. Qualquer mulher que morresse durante o parto era considerada honrosamente uma heroína.