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História dos Direitos 
Humanos: Das Revoluções às 
Primeiras Constituições
Aula 3 História dos Direitos Humanos 
Professora Ísis de Jesus Garcia
Contexto Histórico da Revolução Francesa
1
Crise Econômica
Grave crise financeira na 
França do século XVIII, 
com aumento de impostos 
e fome generalizada
2
Iluminismo
Difusão dos ideais de 
liberdade, igualdade e 
fraternidade por 
pensadores como 
Rousseau e Voltaire
3
Desigualdade Social
Sistema dos três estados 
que privilegiava nobreza e 
clero em detrimento do 
terceiro estado (burguesia 
e camponeses)
4
Queda da Bastilha
14 de julho de 1789, 
marco inicial da Revolução 
Francesa
A França do século XVIII enfrentava uma profunda crise econômica e social. O sistema feudal ainda persistia, com a sociedade 
dividida em três estados, onde o clero e a nobreza detinham privilégios enquanto o terceiro estado arcava com a maior parte dos 
impostos. As ideias iluministas circulavam amplamente, questionando o poder absoluto do rei e defendendo direitos naturais 
inalienáveis.
A Revolução Francesa (1789-
1799)
Em 1789, o absolutismo monárquico francês entrou em colapso. 
O Rei Luís XVI, herdeiro do pensamento absolutista de Luís XIV ("O Estado 
sou eu"), foi incapaz de conter a crise.
Pirâmide Social na França Pré-Revolucionária
A sociedade francesa do Antigo Regime era rigidamente dividida em três estados (ordens), com desigualdades jurídicas, fiscais e 
sociais profundas:
Primeiro Estado: Clero
1% da população, isentos de impostos.
Segundo Estado: Nobreza
2% da população, privilégios fiscais, monopólio de altos cargos militares e civis
Terceiro Estado: Burguesia
Comerciantes, profissionais liberais e artesãos urbanos com crescente 
poder econômico, mas sem representação política
Terceiro Estado: Camponeses e Trabalhadores
97% da população, suportavam a maior carga fiscal, sofriam 
com fome e miséria
Esta estrutura rígida, onde os privilégios eram hereditários, tornou-se insustentável 
diante da crise econômica e das novas ideias iluministas, alimentando o 
descontentamento que levaria à Revolução.
Contrastes na França Pré-Revolucionária
Condição do Terceiro Estado
A vasta maioria da população francesa vivia em extrema 
precariedade.
Secas devastadoras arruinavam plantações
Fome generalizada nos campos e cidades
Miséria crescente entre trabalhadores urbanos
Impostos esmagadores para financiar os gastos da Coroa
Privilégios do Primeiro e Segundo Estados
Clero e nobreza desfrutavam de uma vida de opulência e 
regalias.
Isenção total ou parcial de impostos
Acesso exclusivo a cargos públicos importantes
Fartura alimentar mesmo em períodos de escassez
Ostentação de riqueza em palácios e festas luxuosas
Este abismo social tornou-se insustentável diante da grave crise econômica francesa.
A Opulência de Versalhes: Símbolo do Absolutismo
O Palácio de Versalhes simbolizava o poder absoluto da monarquia francesa.
Enquanto o povo faminto lutava pela sobrevivência, a Corte vivia em esplendor inimaginável.
Esta ostentação de riqueza alimentou o ressentimento popular que culminaria na Revolução.
Maria Antonieta: Mito e 
Realidade
O Petit Trianon, um palácio menor nos jardins de Versalhes, foi oferecido por 
Luís XVI à rainha Maria Antonieta como refúgio privado.
Ali, a rainha buscava escapar das rígidas etiquetas da corte, alimentando 
rumores sobre sua vida frívola.
Símbolo de Extravagância
Seu estilo de vida isolado intensificou o 
desprezo popular.
Espaço de Privilégio
Decoração luxuosa e festas exclusivas 
enquanto o povo passava fome.
Maria Antonieta: Mito 
e Realidade
A frase "Não têm pão? Que comam brioches!" tornou-se símbolo da 
insensibilidade aristocrática.
Rainha 
Impopular
Austríaca de 
nascimento, Maria 
Antonieta era vista 
como estrangeira e 
esbanjadora.
Frase Lendária
A célebre frase 
nunca foi 
comprovadamente 
dita por ela.
Fim Trágico
Guilhotinada em 
1793, tornou-se 
símbolo do 
desmoronamento 
do Antigo Regime.
Em 5 de maio de 1789, na sessão de abertura da 
Assembleia dos Estados Gerais, o rei, com o apoio 
do clero e da nobreza, declarou que a reunião 
deveria ser restrita ao exame dos problemas 
financeiros, omitindo, assim, o debate se o voto 
seria “por cabeça” ou “por estado”. Assim, a votação 
continuaria sendo por estado.
A Assembleia dos Estados Gerais (1789)
O Terceiro Estado, representando o povo, ficou posicionado à esquerda do rei nas sessões.
Clero e nobreza, privilégios intactos, ocupavam o lado direito da assembleia.
Esta disposição simbolizava a divisão social que a revolução buscaria eliminar.
O rei esperava apenas resolver a crise financeira, sem mudanças estruturais.
A tensão crescente nesta assembleia foi o estopim para os eventos revolucionários.
A Revolução Francesa (1789-
1799)
Queda da Bastilha
14 de julho de 1789 - Símbolo do poder absolutista é tomado 
pelo povo
Abolição do Feudalismo
4 de agosto de 1789 - Fim dos privilégios feudais e da servidão
Fim do Absolutismo
Transição da monarquia absoluta para a monarquia 
constitucional
Período do Terror
1793-1794 - Radicalização da revolução sob Robespierre
A Revolução Francesa representou uma ruptura radical com o Antigo Regime. 
A revolução aboliu o sistema feudal e pôs fim ao absolutismo monárquico. 
Este processo revolucionário passou por diferentes fases, desde a monarquia 
constitucional até a república, incluindo o período do Terror sob Robespierre.
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão 
(1789)
Princípios Fundamentais
Igualdade, liberdade, propriedade, 
segurança e resistência à opressão 
como direitos naturais e 
imprescritíveis
Influências Filosóficas
Forte presença do iluminismo e da 
filosofia jusnaturalista de Rousseau, 
Voltaire e Montesquieu
Universalismo e 
Contradições
Proclamava direitos universais, mas 
mantinha a escravidão e não 
reconhecia direitos às mulheres
A Declaração dos Direitos do Homem e do 
Cidadão, aprovada em 26 de agosto de 1789, é um 
dos documentos fundamentais da Revolução 
Francesa. 
Inspirada no iluminismo, estabeleceu princípios 
como a igualdade perante a lei, a liberdade de 
expressão e religião, e o direito à propriedade 
como direitos naturais de todos os homens.
Apesar de seu caráter universalista, o documento 
apresentava contradições significativas: não aboliu 
a escravidão nas colônias francesas e não 
estendeu os direitos às mulheres, como criticou 
Olympe de Gouges em sua "Declaração dos 
Direitos da Mulher e da Cidadã" (1791).
Olympe de Gouges exerceu 
papel protagonista nos anos 
da Revolução Francesa, 
fazendo inclusive fortíssimas 
críticas ao movimento, por 
este não buscar também 
espaço e igualdade às 
mulheres.
A Participação das Mulheres na Revolução 
Francesa
As mulheres exerceram papel fundamental durante a década revolucionária francesa. Suas ações transcenderam os limites impostos 
pela sociedade da época.
Marcha a Versalhes
Em outubro de 1789, 
mulheres parisienses 
marcharam até Versalhes 
exigindo pão e forçando o 
retorno da família real a 
Paris.
Círculos de Leitura
Organizaram grupos de 
leitura e discussão política, 
difundindo ideais 
revolucionários entre as 
classes populares.
Produção Intelectual
Além de Olympe de Gouges, 
outras escritoras publicaram 
panfletos e manifestos 
exigindo igualdade de 
direitos.
Clubes Políticos
Formaram sociedades 
políticas femininas como a 
"Sociedade das Cidadãs 
Republicanas 
Revolucionárias" em 1793.
Apesar de sua participação ativa, as mulheres foram sistematicamente excluídas dos direitos políticos conquistados pela 
revolução.
Uma das maiores manifestações da Revolução 
Francesa foi feita por mulheres.
No dia 5 de outubro de 1789, diante da falta de pão, milhares de mulheres armadas decidiram ir ao palácio de Versalhes trazer o rei 
para Paris e garantir com isso o abastecimento da cidade.
A Marcha das Mulheres a 
Versalhes
Em 5 de outubro de 1789, cerca de 7.000 mulheres marcharam de Paris até 
Versalhes em protesto pela escassez de pão.Armadas com facas e canhões, elas enfrentaram a chuva por 20 km exigindo 
alimentos para suas famílias.
Esta manifestação popular forçou Luís XVI a retornar a Paris com sua família 
e transferir a sede do poder real.
O evento simboliza o poder da mobilização feminina e marca um ponto de 
virada decisivo na Revolução Francesa.
O texto da Declaração do Cidadão é uma 
declaração de direitos de todos os seres humanos, 
com foco na liberdade, igualdade e fraternidade. 
A abstração presente em suas linhas busca uma 
afirmação de direitos de todos os cidadãos, nações 
e povos, por isso difere do tom aristocrático 
presente na declaração americana, esta que 
parece focar na declaração de sua independência 
e proteção ao seu próprio povo (COMPARATO, 
2003).
Constituição Francesa de 1791
A Constituição Francesa de 1791 foi a primeira constituição escrita da França, marcando a transição do absolutismo para uma 
monarquia constitucional. O documento incorporou os princípios da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e estabeleceu a 
separação de poderes, inspirada nas ideias de Montesquieu.
Apesar de seus avanços, a constituição mantinha limitações significativas: o sufrágio era censitário, restringindo o direito de voto aos 
cidadãos mais ricos, e não contemplava direitos sociais. O rei mantinha o poder de veto, embora limitado, sobre as decisões da 
Assembleia Nacional.
Monarquia Constitucional
Limitação do poder real e estabelecimento 
de uma monarquia constitucional
Separação de Poderes
Divisão entre poderes legislativo, executivo 
e judiciário
Sistema Representativo
Estabelecimento de um sistema eleitoral 
com sufrágio censitário
Direitos Constitucionais
Incorporação dos direitos civis e políticos 
no texto constitucional
DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO 
CIDADÃO (1789)
OS REPRESENTANTES DO POVO FRANCÊS, 
CONSTITUÍDOS EM ASSEMBLÉIA NACIONAL, 
CONSIDERANDO QUE A IGNORÂNCIA, O 
ESQUECIMENTO OU O MENOSPREZO DOS 
DIREITOS DO HOMEM SÃO AS ÚNICAS CAUSAS 
DAS DESGRAÇAS PÚBLICAS E DA CORRUPÇÃO 
DOS GOVERNOS, RESOLVEM EXPOR, EM UMA 
DECLARAÇÃO SOLENE, OS DIREITOS NATURAIS, 
INALIENÁVEIS, IMPRESCRITÍVEIS E SAGRADOS DO 
HOMEM, (...):
•ARTIGO 1º- OS HOMENS NASCEM E VIVEM 
LIVRES E IGUAIS EM DIREITOS.
ARTIGO 2º - O FIM DE TODA ASSOCIAÇÃO 
POLÍTICA É A CONSERVAÇÃO DOS DIREITOS 
NATURAIS E IMPRESCRITÍVEIS DO HOMEM. ESTES 
DIREITOS SÃO: A LIBERDADE, A PROPRIEDADE, A 
SEGURANÇA E A RESISTÊNCIA À OPRESSÃO.
Art. 3º. O princípio de toda a soberania reside, 
essencialmente, na nação. Nenhuma operação, 
nenhum indivíduo pode exercer autoridade que 
dela não emane expressamente.
Colônias da Virgínia
A Virgínia foi estabelecida em 1607 como a primeira colônia britânica 
permanente na América do Norte.
Inicialmente um empreendimento comercial da Companhia de Londres, 
rapidamente se tornou um centro de poder político e econômico nas Treze 
Colônias.
Economia
Prosperou com o cultivo de tabaco, dependendo fortemente da mão 
de obra escravizada africana.
Política
A Casa dos Burgueses (1619) foi a primeira assembleia legislativa nas 
colônias americanas.
As colônias americanas desenvolveram-se sob o 
domínio britânico, mas com crescente autonomia 
administrativa. 
A ausência de representação colonial no 
Parlamento britânico gerou o lema "Nenhuma 
tributação sem representação", alimentando o 
sentimento de insatisfação que culminaria na 
revolução. 
A Festa do Chá de Boston, em 1773, quando 
colonos jogaram carregamentos de chá ao mar em 
protesto contra os impostos, foi um dos 
catalisadores do movimento revolucionário.
A Revolução Americana (1775-1783)
Primeiro Congresso 
Continental (1774)
Reunião de representantes 
das colônias para discutir 
respostas às ações 
britânicas
Início da Guerra de 
Independência 
(1775)
Batalhas de Lexington e 
Concord marcam o início 
do conflito armado
Declaração de 
Independência 
(1776)
Documento redigido 
principalmente por 
Thomas Jefferson 
proclamando a separação 
da Grã-Bretanha
Tratado de Paris 
(1783)
Reconhecimento formal da 
independência das 
colônias pela Grã-Bretanha
A Revolução Americana começou como um movimento de resistência contra as políticas britânicas e evoluiu para uma luta pela 
independência. O Primeiro Congresso Continental (1774) reuniu representantes das colônias para coordenar a resposta às ações 
britânicas, enquanto o Segundo Congresso Continental (1775) assumiu funções de governo durante a guerra.
A Guerra de Independência (1775-1783) foi fortemente influenciada pelo pensamento iluminista, especialmente pelas ideias de John 
Locke sobre o direito natural e o contrato social. 
O conflito terminou com a vitória dos colonos e o reconhecimento da independência pelo Tratado de Paris em 1783.
Documentos Fundamentais da Revolução 
Americana
Declaração da Virgínia (12 de junho de 1776)
Primeiro documento a estabelecer direitos naturais inalienáveis 
como base para um governo
Igualdade natural e independência de todos os homens
Direito à vida, liberdade, propriedade e felicidade
Soberania popular e direito de resistência
Declaração de Independência (4 de julho de 
1776)
Redigida principalmente por Thomas Jefferson, proclamou a 
separação das Treze Colônias
"Verdades evidentes por si mesmas": igualdade, direito à 
vida, liberdade e busca da felicidade
Afirmação do direito à insurreição contra governos 
opressivos
A Declaração da Virgínia, redigida por George Mason, foi o primeiro documento oficial 
americano a estabelecer direitos naturais como fundamento de um governo. 
Suas ideias influenciaram diretamente a Declaração de Independência, redigida 
menos de um mês depois.
Constituição dos Estados Unidos (1787)
Preâmbulo e Valores
"Nós, o Povo" - Soberania popular como base da legitimidade
Separação de Poderes
Sistema de freios e contrapesos entre Executivo, Legislativo e Judiciário
Federalismo
Divisão de poderes entre governo federal e estados
Bill of Rights (1791)
Dez primeiras emendas garantindo liberdades civis e políticas
A Constituição dos Estados Unidos, redigida na Convenção de Filadélfia em 1787, estabeleceu um sistema de governo baseado na 
separação de poderes e no federalismo. O documento começa com o célebre "Nós, o Povo", afirmando a soberania popular como 
fonte de legitimidade do governo.
Inicialmente, a Constituição não incluía uma declaração de direitos, o que gerou intensos debates. Como resultado, em 1791, foram 
aprovadas as dez primeiras emendas, conhecidas como Bill of Rights, que garantiam liberdades fundamentais como liberdade de 
expressão, religião, imprensa, direito a julgamento justo e proteção contra buscas arbitrárias.
Semelhanças entre as Revoluções e Constituições
Influência 
Iluminista
Ambas as revoluções 
foram profundamente 
influenciadas pelos 
ideais iluministas de 
liberdade, igualdade e 
direitos naturais, 
especialmente pelas 
obras de Locke, 
Rousseau e 
Montesquieu.
Ruptura com 
Sistemas 
Anteriores
Tanto a revolução 
francesa quanto a 
americana 
representaram 
rupturas com 
sistemas políticos 
anteriores: o 
absolutismo 
monárquico na França 
e o colonialismo 
britânico na América.
Ênfase em 
Direitos 
Individuais
Os documentos 
produzidos por ambas 
as revoluções 
enfatizavam a 
proteção dos direitos 
individuais contra o 
poder estatal, 
estabelecendo limites 
à autoridade 
governamental.
Proteção da 
Propriedade
Ambas as tradições 
constitucionais 
consideravam o direito 
à propriedade como 
fundamental, 
refletindo a influência 
do pensamento liberal 
e dos interesses da 
burguesia emergente.
As revoluções francesa e americana compartilharam diversas características fundamentais, refletindo o espírito da época e a 
influência comum do Iluminismo. Ambas buscaram estabelecer novos sistemas políticos baseados na soberania popular e na 
proteção de direitos considerados naturais e inalienáveis.
Diferenças na Abordagem dos Direitos Humanos
Aspecto Abordagem Francesa Abordagem Americana
Concepção de Direitos Universalismo abstrato - direitosaplicáveis a toda humanidade
Pragmatismo - direitos dos cidadãos 
americanos
Direitos Políticos Ênfase na igualdade formal, mas 
sufrágio limitado
Direitos políticos restritos a homens 
brancos proprietários
Implementação Ruptura radical com o passado Evolução gradual dentro da tradição 
jurídica britânica
Apesar das semelhanças, as revoluções francesa e 
americana apresentaram diferenças significativas 
em sua abordagem dos direitos humanos. 
A tradição francesa caracterizou-se por um 
universalismo mais abstrato, proclamando direitos 
para toda a humanidade, enquanto a americana 
adotou uma postura mais pragmática, focada nos 
direitos dos cidadãos da nova nação.
A revolução francesa representou uma ruptura mais radical com o passado, enquanto a americana manteve elementos da tradição 
jurídica britânica, como o common law. O papel da religião também diferiu: na França, o movimento teve caráter mais secular e até 
anticlerical, enquanto nos EUA a liberdade religiosa era central, mas dentro de uma sociedade profundamente influenciada pelo 
protestantismo.
Limitações e Legado para os Direitos Humanos 
Contemporâneos
0%
Participação Feminina
Percentual de mulheres com direitos políticos plenos após 
ambas as revoluções
20%
População Escravizada
Aproximadamente 20% da população dos EUA permaneceu 
escravizada após a revolução
10%
Eleitores
Percentual aproximado da população com direito a voto nas 
primeiras eleições
200+
Constituições Influenciadas
Número de constituições mundiais inspiradas nestes 
documentos pioneiros
Apesar de suas contribuições revolucionárias, os 
primeiros documentos de direitos humanos 
apresentavam limitações significativas: excluíam as 
mulheres da vida política, mantinham a escravidão 
e restringiam o sufrágio a homens proprietários. 
Olympe de Gouges na França e Abigail Adams nos 
EUA foram vozes pioneiras que questionaram essas 
exclusões.
O legado dessas revoluções para os direitos 
humanos contemporâneos é inegável. 
Seus princípios fundamentais influenciaram 
constituições em todo o mundo e estabeleceram 
as bases para a evolução dos direitos humanos: das 
liberdades negativas (proteção contra interferência 
estatal) aos direitos positivos (garantias sociais, 
econômicas e culturais), culminando na Declaração 
Universal dos Direitos Humanos de 1948.