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Eletricidade – Prof. Eder Minhoto Álgebra Complexa e Fasores Circuitos de Corrente Contínua Fontes contínuas Resistências Circuitos de Corrente Alternada . Senóides transformadas em fasores . Resistências Transformadas . Indutâncias em . Capacitâncias Impedâncias 2 NÚMEROS IMAGINÁRIOS: . Números Reais => mais comumente usados . Números Imaginários => foram criados quando se tornou necessário ampliar o universo dos números, operando expressões que envolviam raízes quadradas de números negativos (nenhum número real o é). . Este número, denominado unidade imaginária é definido por: 𝑖 = −1 . . Na área elétrica a norma é usar a letra j , onde : j = −1 . Portanto: j = −1 𝑗2 = −1 2 = - 1 𝑗3 = 𝑗 . 𝑗2 = 𝑗 . −1 = −𝑗 𝑗4 = 𝑗2 . 𝑗2 = −1 . −1 = 1 𝑗5 = 𝑗 . 𝑗4 = 𝑗 . 1 = 𝑗 ... => 𝑗𝑛 = 𝑗𝑟 , onde r é o resto da divisão de n por 4. 3 Números Complexos e a Forma Retangular (Algébrica) NÚMERO COMPLEXO Z = a + jb , onde: a = parte real jb = parte imaginária . Igualdade entre números complexos => a + jb = c + jd => a = c e b = d . Conjugado de Z => Z = a + jb => 𝑍 = a – jb ( troca-se o sinal da parte imaginária) Ex: Z = 3 + j5 => 𝑍 = 3 – j5 Z = 4 – j6 => 𝑍 = 4 + j6 Z = - 5 + j9 => 𝑍 = - 5 – j9 Z = j8 => 𝑍 = - j8 . 4 Prof. Eder Minhoto ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO: DADOS: Z 1 = a1 + jb1 e Z2 = a2 + jb2 Z1 + Z2 = a1 + jb1 + a2 + jb2 = (a1 + a2) + j (b1 + b2) Z1 – Z2 = (a1 + jb1) – (a2 + jb2) = (a1 – a2) + j (b1 – b2) Exemplos: Ex1: Dados Z1 = 2 + j3 e Z2 = 6 + j4 Ache: Z1 + Z2 = 2 + j3 + 6 + j4 = (2 + 6) + j (3 + 4) = 8 + j7 Z1 – Z2 = (2 + j3) – ( 6 + j4) = (2 – 6) + j(3 - 4) = - 4 – j1 = -4 – j Ex2 : Dados Z1 = 6 + j5 e Z2 = 3 – j4 Ache: Z1 + Z2 = (6 + j5 ) + (3 – j4) = (6 + 3) + j(5 – 4 ) = 9 + j1 Z1 – Z2 = (6 - 3) + j (5 + 4) = 3 + j9 5 Ex3: Dados Z1 = 6 + j10 e Z2 = 6 – j10, Ache: Z1 + Z2 = .... = 12 Z1 – Z2 = .... = j20 Ex4: Dados Z1 = 5 – j , Z2 = 3 + j e Z3 = 4 – j , encontre: Z1 + Z2 + Z3 = ... = 12 – j Z1 + Z2 - Z3 = ... = 4 + j Z1 - Z2 - Z3 = .... = - 2 – j Ex5 : Dados Z1 = 8 + j6, Z2 = - 4 + j2, Z3 = 9 + j e Z4 = - j3 , Calcule: a) Z1 + Z2 ... = 4 + j8 f) 𝑍 2 + 𝑍 4 ... = - 4 + j b) Z1 + Z2 + 𝑍 3 ... = 13 + j7 g) 𝑍1 − 𝑍2 - (Z3 + Z4) ... = 3 – j2 c) Z1 – Z2 ... = 12 + j4 h) 𝑍1 − 𝑍2 + Z3 – 𝑍 4 ... = 21- j6 d) Z1 + 𝑍 1 ... = 16 e) Z1 - 𝑍 1 ... = j12 6 7 MULTIPLICAÇÃO Dados: Z1 = (a1 + jb1) Z2 = (a2 + jb2) Z1 . Z2 = (a1 + jb1) . (a2 + jb2) = a1a2 + a1. jb2 + jb1. a2 + jb1. jb2 = = a1a2 + j (a1 . b2 + b1.a2 ) + j 2 b1.b2 , mas j 2 = - 1 = (a1a2 - b1.b2) + j (a1 . b2 + b1.a2 ) PROPRIEDADES: (Z1 . Z2) . Z3 = Z1. (Z2.Z3) = (Z1.Z3).Z2 Z1 . Z2 = Z2.Z1 Z1(Z2 + Z3) = Z1.Z2 + Z1.Z3 EXERCÍCIOS EX 1: Calcule: (a) ( 4 + j2) . ( 3 + j4) = 4. 3 + 4.j4 + j2. 3 + j2 . j4 = 12 + j16 + j6 + j28, mas j2 = -1 = 12 + j22 – 8 = 4 + j22 (b) (2 + j4) . (1 + j3) = .... = - 10 + j10 (c) (3 + j2)2 = .... = 5 + j12 (d) (1 + j).(2 – j).(3 + j2) = ... = 7 + j9 8 EX 2: Dados Z1 = 1 + j , Z2 = 2 + j3 e Z3 = 4 – j , calcule (Z1.Z2 – Z3) 2 ... = - 11 – j60 DIVISÃO DADOS: Z 1 = a1 + jb1 e Z2 = a2 + jb2 Z 1 Z 2 = Z 1 Z 2 . 𝑍 2 𝑍 2 ( Multiplica-se o numerador e o denominador pelo conjugado do denominador) Ex 1: Calcule: a) 14+𝑗5 4 −𝑗1 = 14+𝑗5 4 −𝑗1 . 4+𝑗1 4+𝑗1 = ... = 3 + j2 b) 3 −j2 6+j4 = … = 5 26 − 𝑗 6 13 Ex2: Determine a e b se a +jb = 4+𝑗3 5 −𝑗2 . ... a = 14 29 𝑏 = 23 29 9 PLANO DE ARGAND – GAUSS Z1 = 3 + j4 Z2 = j3 Z3 = - 6 Z4 = 2 Z5 = - j1 = - j Z6 = - 2 – j3 Z7 = 1 – j5 Forma Polar (Trigonométrica) 10 Geralmente esta é a melhor forma para multiplicar ou dividir, mas não é útil para soma e subtração, a menos se feita graficamente. FORMA POLAR => Z = A ∠𝜃 onde A = 𝑍 = módulo 𝜃 = argumento do número complexo Prof. Eder Minhoto 11 MULTIPLICAÇÃO E DIVISÃO Dados: 𝑍1 = A1 ∠ 𝜃1 𝑒 𝑍2 = A2 ∠ 𝜃2 𝑍1 . 𝑍2 = A1 ∠ 𝜃1 . A2 ∠ 𝜃2 = A1 . A2 ∠ 𝜃1+ 𝜃2 𝑍 1 𝑍 2 = A1 ∠ 𝜃1 A2 ∠ 𝜃2 = A1 A2 ∠ 𝜃1 − 𝜃2 Exercícios: Ex 1- Efetuar: a) (3 ∠ 250) . (4 ∠ - 450) = 3 . 4 ∠ 250 – 450 = 12 ∠ - 200 b) ( 2 ∠ 100) . ( 5 ∠ 600) = 10 ∠ 700 c) (5 ∠ 300) . (10 ∠ 600) . (2 ∠ - 150) = ... = 100 ∠ 750 d) (10 ∠ 900) . (10 ∠ - 900) = ... = 100 ∠ 00 = 100 e) ( 3 ∠ 250) . (4 ∠ - 600) . (5 ∠ 1200) . (6 ∠ - 2100) = ... = 360 ∠ -1250 f) (5 ∠ 1800) . (3 ∠ 600) . (1 ∠ 00) = ... = 15 ∠ 2400 g) (25 ∠ 300) . (10 ∠ - 150) . (2 ∠ 100) = ... = 500 ∠ 250 12 h) 81∠450 3∠150 = 81 3 ∠450 – 150 = 27 ∠ 300 i) 4∠500 . 6∠250 2∠600 . 4∠−900 = .... = 3 ∠ 550 j) 100∠900 . 50∠−450 2∠00 . 10∠−300 = .... = 250 ∠ 750 k) 2∠1500 . 10∠−1250 2∠1600 . 5∠−900 = .... = 2 ∠- 450 l) ) 27∠450 3∠−450 = m) ) 12∠900 3∠900 = CONVERSÕES POLAR PARA RETANGULAR E VICE-VERSA 13 Obs: r = A (módulo) Prof. Eder Minhoto 14 CONVERSÃO POLAR ⟶ RETANGULAR Z = A ∠ ϴ => Z = x + j y cos ϴ = 𝑥 𝐴 ⟶ 𝑥 = 𝐴 cosϴ sen ϴ = 𝑦 𝐴 ⟶ 𝑦 = 𝐴 senϴ Z = x + j y => Z = A cos ϴ + j A sen ϴ = A (cos ϴ + j sen ϴ) => Z = A ∠ ϴ CONVERSÃO RETANGULAR ⟶ 𝐏𝐎𝐋𝐀𝐑 Z = x + j y ⟶ Z = A ∠ ϴ A = 𝑥2 + 𝑦2 => Módulo ϴ => cos ϴ = 𝑥 𝐴 e sen ϴ = 𝑦 𝐴 ou ϴ = arc tg 𝑦 𝑥 = tan-1 𝑦 𝑥 15 Ex 1- Converter os seguintes números complexos para a forma retangular: a) Z = 2 ∠600 => Z = x + jy 𝑥 = 𝐴 cosϴ = 2 cos 600 = 2 . 0,5 = 1 𝑦 = 𝐴 senϴ = 2 sen 600 = 2 . 3 2 = 3 Z = 2 ∠600 = 1 + j 3 b) Z = 8 ∠300 = 8 cos 300 + j 8 sen 300 = 4 3 + j4 c) Z = 1 ∠2700 ... = - j d) Z = 2 ∠900 ... = j2 e) Z = 5 ∠00 ... = 5f) Z = 5 ∠1800 .... = - 5 Obs: Agora faça essas conversões utilizando sua calculadora. 16 Ex 2- Converter os seguintes números complexos para a forma polar: a) Z = 1 + j => Z = A ∠ ϴ A = 12 + 12 = 2 cos ϴ = 𝑥 𝐴 = 1 2 ϴ = 450 ∴ Z = 1 + j => Z = 2 ∠ 450 sen ϴ = 𝑦 𝐴 = 1 2 b) Z = - j4 .... Z = 4 ∠ -900 c) Z = 3 + j .... Z = 2 ∠ 300 d) Z = j3 .... Z = 3 ∠900 e) Z = - 2 .... Z = 2 ∠ − 1800 f) Z = 5 – j5 ... Z = 5 2 ∠ − 450 = 5 2 ∠3150 Obs: Agora faça essas conversões utilizando sua calculadora. 17 Ex 3 – Dados Z1 = 4 ∠180 0 e Z2 = j3 , obtenha Z1. Z2 na forma polar e retangular. Z1. Z2 = 4 ∠180 0 . 3 ∠900 = 12 ∠2700 = - j12 Ex 4 – Dados Z1 = 12 ∠40 0 e Z2 = 2 ∠10 0 , ache 𝑍 1 𝑍 2 , na forma polar e retangular: 𝑍 1 𝑍 2 = 12 ∠400 2 ∠100 = 6∠300 = 6 cos 300 + 6 sen 300 = 3 3 + j3 Obs: Os exercícios 5 e 6 deverão ser resolvidos sem o uso de calculadoras. Ex 5- (Petrobrás) Sejam Z1 = 1 + j e Z2 = j 2 2 . Defina Z = Z1 Z2 , que pode ser escrito na forma Z = A ∠ϴ. Nesse caso, o valor de ϴ, em graus é: a) 450 b) 900 c)1350 d) 2700 e)3150 Ex 6 – (Petrobrás) Se Z1 = 2 + j3 e Z2 = - 2 + j3 são números complexos, defina Z = Z1 . 𝑍2. Nesse caso 𝑍 é igual a: a) 10 b) 13 c) 10 d) 13 e) 313 18 Exe 7 - Efetuar as seguintes operações e expressar os resultados na forma polar: a) 3 + j4 + 9,1 ∠630 ... 14 ∠59,50 b) 20 ∠1350 – 46,7 ∠ − 1420 + 35,2 ∠64,10 = ... 83,7 ∠630 c) (0,3 + j0,4) . (-5 + j6) . (7 ∠350 ). (-8 –j9) = ... 329 ∠86,30 d) (3 ∠250).(2 + j3).(6 + j5) = ... = 84,3 ∠1210 e) −9,1∠200 −4+j7 ... = 1,13 ∠ − 1000 f) 4+j6 .(5∠200). (−8 + j9) 9,1∠−300 . 7,6∠720 .(−3+j5) = ... = 1,08 ∠450 g) 6 + j7 – 4 + j6 – 7 ∠200 20+j17 −8∠600 + 14∠200 = ... = 0,288 ∠68,90 Exe 8 – Para Z1 = 20 ∠30 0 e Z2 = 16 ∠45 0 , achar Zeq = 𝑍 1 .𝑍 2 𝑍 1 +𝑍 2 ... 9 ∠380 FASORES 19 Por definição, um fasor é um número complexo associado a uma onda senoidal defasada, de modo que, se o fasor estiver na forma polar, seu módulo será o valor eficaz (RMS) da tensão ou corrente e seu ângulo será o ângulo de fase da onda senoidal defasada. Ex: V = 3 ∠450 V é o fasor para v = 3 2 sen (377t + 450) V I = 0,439 ∠ − 270 A é o fasor para i = 0,621 sen (754t – 27 0) A - É errado expressar algo como: 3 ∠450 = 3 2 sen (377t + 450) pois, 3 ∠450 é constante complexa e 3 2 sen (377t + 450) é função real do tempo 3 ∠450 => 3 2 sen (377t + 450) (corresponde) - Uma das aplicações dos fasores é para somar as senóides de mesma frequência. Ex: v = 3 sen (2t + 300) + 2 sen (2t – 150) V = 3 2 ∠300 + 2 2 ∠ − 150 => V = 1,84 + j 1,06 + 1,37 – j 0,37 = 3,21 + j 0,69 V = 3,28 ∠120 => v = 3,28 2 sen (2t + 120) Prof. Eder Minhoto 20 - Os fasores são as vezes, apresentados num plano complexo chamado diagrama de fasores. Os fasores são apresentados como setas dirigidas para fora da origem com comprimentos que correspondem aos módulos dos fasores e dispostos em ângulos que são ângulos dos fasores correspondentes. Tais diagramas são convenientes para mostrar as relações angulares entre as tensões e as correntes de mesma frequência. Eixo imaginário I = 10 ∠600 V = 15 ∠200 600 200 Eixo real - Os diagramas de composição fasorial são usados para a adição e subtração gráfica. Para a soma, as setas dos fasores são colocadas extremidade com extremidade e o fasor soma é encontrado traçando-se uma seta do final da primeira à ponta da última seta. Se um fasor tiver que ser subtraído, sua seta será girada 1800 (invertida) e depois somado. Ex: 5 ∠00 + 10 ∠300 => 5 + 8,7 + j5 = 13,7 + j5 => 14,6 ∠200 14,6∠200 10 ∠300 5 ∠00