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PRESSUPOSTOS (ELEMENTOS) DE EXISTÊNCIA DO ESTADO

Resumo sobre os pressupostos (elementos) de existência do Estado: analisa território, povo e soberania/governo como elementos essenciais, discute divergências doutrinárias (incluindo a finalidade como quarto elemento) e diferencia população de povo, com referências bibliográficas.

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RESUMO DO ARTIGO DO DR. ROY REIS FRIEDE, JUIZ FEDERAL – SP 
 PRESSUPOSTOS (ELEMENTOS) DE EXISTÊNCIA DO ESTADO: 
 
Douglas Oliveira dos Santos 
E-mail: douglasosantos@hotmail.com 
 
Os elementos essenciais para a existência do Estado são elencados de forma tríade, 
compreendidos como o território sendo o elemento físico, o povo como elemento humano e a 
soberania com um terceiro elemento subjetivo. Alguns autores elencam no lugar da soberania, 
o governo como elemento caracterizador fundamental para a noção de Estado. Existe uma 
grande diversidade de opiniões entre os autores sobre a quantidade desses elementos. De 
maneira geral, costuma-se mencionar a existência de dois elementos materiais, o povo e o 
território, havendo grande variedade de opiniões sobre o terceiro elemento. Para Del Vecchio, 
além do povo e do território o que existe é o vinculo jurídico. 
A soberania constrói o próprio Estado, bem leciona Michel Temer, que os elementos 
constitutivos do Estado também podem ser entendidos da seguinte maneira: o território como 
a dimensão geográfica, o povo como dimensão humana e o governo como dimensão política. 
“O governo – terceiro elemento do Estado – é uma delegação da 
soberania nacional, no conceito metafísico da escola francesa. É a 
própria soberania posta em ação, no dizer de Esmein. 
A conceituação de governo depende dos pontos de vista doutrinários, mas exprime 
sempre o exercício do poder soberano. Os elementos constitutivos do Estado: população, 
território e soberania, já que, nesta última, está implícita a organização governamental. a 
soberania é exatamente, a força geradora e justificadora do elemento governo. Este pressupõe 
a soberania. É seu requisito essencial a independência, tanto na ordem interna como na ordem 
externa. 
“Os três elementos – população, território e governo –, o que se 
tem é um semi-estado. E assim, na noção do Estado perfeito está 
implícita a idéia de soberania” (Sahid Maluf, ob. cit., pág. 27).) 
mailto:douglasosantos@hotmail.com
Alguns autores admitem o quarto elemento, a finalidade, resguardando, nesse sentido, 
o Estado como uma autêntica entidade de fins precisos e determinados. 
“A doutrina distingue três elementos constitutivos do Estado: território, 
população e governo. Certos autores, como Alexandre Groppali, 
admitem outro elemento – a finalidade (cf. “Doutrina do Estado”, págs. 
123 e segs., trad. de Paulo Edmar de Souza Queiroz, São Paulo, 
Saraiva, 1953). 
Parece-nos cabível a consideração da finalidade, concebido o Estado como uma 
entidade de fins precisos e determinados: regular globalmente, em todos os seus aspectos, a 
vida social de dada comunidade (cf. Giorgio Balladore Pallieri, “Diritto Costituzionale”, 4ª 
ed., Milão, Dott. A. Giuffre Editore, 1955, pág. 10), visando à realização do bem comum. 
O Estado é, assim, uma ordenação, que tem por fim específico e essencial a 
regulamentação global das relações sociais entre os membros de uma dada população sobre 
um dado território (cf. Balladore Pallieri, ob. cit., pág. 14) 
O povo é, pois, o conjunto dos indivíduos que, para a realização de interesses comuns, 
se constitui em comunidade” (Marcello Caetano, ob.cit., págs. 122-123). 
O Oxford English Dictionary (Oxford, Clarendon Press, 1961 - o termo população: é 
“a condição de um país quanto ao número de habitantes, o grau de ocupação do lugar e, 
conseqüentemente, o número total de pessoas que habitam um país, uma cidade ou outra área; 
o conjunto de habitantes”. Difere do povo, que, no sentido jurídico, é a parte da população 
capaz de participar, através de eleições, do processo democrático dentro de um sistema 
variável de limitações, que depende de cada país e de cada época. 
O direito de criar o governo, as instituições e a própria Constituição (por intermédio 
do Poder Constituinte que, em essência, se traduz como a expressão máxima da soberania). 
 
Referência bibliográfica: 
1. Constituição Federal da República Federativa do Brasil. s/d. Disponível em: < 
http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/documentacao_e_divulgacao/doc_publicacao_divu
lgacao/doc_gra_doutrina_civel/civel%2065.pdf 
http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/documentacao_e_divulgacao/doc_publicacao_divulgacao/doc_gra_doutrina_civel/civel%2065.pdf
http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/documentacao_e_divulgacao/doc_publicacao_divulgacao/doc_gra_doutrina_civel/civel%2065.pdf

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