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APOSTILA_SERVIÇO_SOCIAL_DESCOMPLICADO_PARA_CONCURSOS_1 pdf · versão 1

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SUMÁRIO 
MÓDULO I – Fundamentos Histórico e Teórico-Metodológicos..................................................................04 
- Aspectos Iniciais. 
- Ação do Serviço Social durante sua vinculação com a doutrina social da igreja. 
- Conjuntura da época da emergência do Serviço Social: anos 1960, 1970 e 1980. 
- As vertentes de análise que emergiram no movimento de reconceituação: Vertente Modernizadora. Vertente de 
reatualização do conservadorismo inspirada na fenomenologia. Vertente Marxista - intenção de ruptura (características 
do marxismo). 
- As conquistas da categoria avançaram desde o movimento de reconceituação. 
MÓDULO II – Questão Social...........................................................................................................................09 
- Aspectos importantes sobre a Questão Social (mais cobrados pelas bancas organizadoras). 
- Observações sobre o tema. 
MÓDULO III – Estado e Sociedade....................................................................................................................................12 
- Aspectos importantes sobre o tema. 
- Observações importantes para concurseiros. 
- Características de Estados mais pedidas pelas bancas. 
- Política Social e contextos. 
- As três fases da Política Social. 
- A Política Social no Brasil: Pontos importantes da intervenção do Estado na Questão Social; Anos 1980. 
- Seguridade Social: Iniciativas de Seguridade Social. Primeiras iniciativas de benefícios previdenciários. Princípios da 
Seguridade Social brasileira. 
MÓDULO IV – Formação Profissional e Trabalho............................................................................................................20 
- Aspectos Iniciais. 
- Conjuntura profissional. 
- Formação profissional: Revisão Curricular; Princípios que fundamentam a formação profissional; Diretrizes 
curriculares da formação profissional. 
- Serviço Social na contemporaneidade. 
- Serviço Social diante da regressão dos espaços de intervenção. 
MÓDULO V – Instrumentos de Trabalho..........................................................................................................................25 
- Diferença entre: Instrumentalidade e Instrumentos técnicos do serviço Social. 
Parabéns. 
A apostila Serviço Social Descomplicado para Concursos traz em seu conteúdo os 
temas atuais mais cobrados pelas bancas organizadoras, utilizando métodos claros, 
simples e práticos, traz abordagens dinâmicas, aplicadas para o estudo, qualificação, 
capacitação, treinamento e preparação para Assistentes Sociais. 
Trata-se de um excelente material de estudo e preparação para qualquer concurso na 
área de Serviço Social, seja na esfera Federal, Estadual ou Municipal. 
Esta é uma obra que você Assistente Social não pode ficar sem possuir na sua biblio-
teca. 
- Instrumentalidade 
- Competências Ético-Política, Teórico-Metodológica e Técnico-Operativa. 
- Instrumentos de trabalho do Serviço Social: Estudos Socioeconômicos; Entrevista; Visita Domiciliar; Relatório Social e 
Laudo Social. 
MÓDULO VI – Família e Serviço Social............................................................................................................................31 
- Aspectos Iniciais. 
- Aspectos Históricos: Avanços; Requisições para o trabalho com família. 
- Tipos de família; 
- Família e Proteção social: Forma Familista e Forma Protetiva. 
- Trabalho com família. 
MÓDULO VII – Assessoria e Consultoria em Serviço Social.................................................................................... ....35 
- Aspectos Iniciais. 
- Aspectos Históricos. 
- Assessoria e Consultoria: Requisitos para o exercício da Assessoria e Consultoria; Frentes de trabalho do Serviço Soci-
al; Estratégias do Serviço Social; Assessoria/Consultoria requer. 
MÓDULO VIII – Avaliação De Políticas Públicas.............................................................................................................38 
- Aspectos Iniciais. 
- Diferenciação entre: Plano; Programa; Projeto. 
- Planejamento estratégico: Participação; Orçamento público; Execução financeira e orçamentária; Controle social. 
- Avaliação de políticas e programas. 
- Diferenciação entre: Análise e Avaliação de políticas sociais 
- Tipos de avaliação: Quanto ao objetivo; Quanto ao período de realização. 
- Etapas da avaliação de uma política. 
- Aspectos de uma avaliação de política social. 
MÓDULO IX – LOAS/NOB/SUAS.......................................................................................................................................42 
- Política Nacional de Assistência Social – PNAS. 
- Eixos estruturantes do Sistema Único de Assistência Social – SUAS (Esses eixos são muito requisitados em provas. 
 É necessário o candidato decorar todos). 
- Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS: Objetivos; Princípios e Diretrizes (atualização na Lei 12435/11); Lei 
12.435/11. 
- Gestão do SUAS; 
- Tipificação Nacional dos serviços Socioassistenciais: Serviços de proteção social básica e especial (de média e alta 
complexidade). 
MÓDULO X – Legislação Profissional..............................................................................................................................48 
- Política Nacional de Assistência Social – PNAS. 
- Aspectos mais cobrados nos concursos atualmente. 
- Competências dos Conselhos (Federal e Regional) de serviço Social. 
- Código de Ética profissional: Características; Princípios fundamentais (termos chave); Direitos, deveres e vedações. 
- Pontos gerais do Código de Ética. 
MÓDULO XI – Testes Comentados..........................................................................................................................56 a 80 
 - 52 testes comentados. 
- Testes referentes ao conteúdo abordado nesta apostila. 
- Comentários de alto nível. 
4 
ASPECTOS INICIAIS 
- O Serviço Social deve ser entendido no movimento histórico da sociedade, produto de relações sociais, 
de ações recíprocas dos homens entre si, no complexo processo de reprodução social da vida, que en-
volve o aspecto social, político, econômico, cultural, religioso, gênero, idade, etnia. 
- A gênese do Serviço social nasce no período de intervenção do Estado nas expressões da questão soci-
al, ou seja, seu nascimento se dá a partir do momento que a questão social passa a ser objeto de inter-
venção do Estado no período capitalista monopolista, notadamente no período de 1930. 
- Sua vinculação inicial se estabelece com o ideário católico que vai imprimir a profissão um caráter de 
apostolado fundando a abordagem da questão social como um problema moral e religioso. 
AÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL DURANTE SUA VINCULAÇÃO COM A DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA 
- A intervenção priorizava a formação da família e do indivíduo para solução dos problemas e atendi-
mento de suas necessidades materiais, morais e sociais. 
- A ação do Serviço Social incidirá sobre valores e comportamentos de seus "clientes" na perspectiva de 
sua integração à sociedade, ou melhor, nas relações sociais vigentes. 
- Posicionamento de cunho humanista conservador. Os referenciais orientadores do pensamento e da 
ação do emergente Serviço Social tem sua fonte na Doutrina Social da Igreja, no ideário franco‐belga de 
ação social e no pensamento de São Tomás de Aquino (séc. XII): o tomismo e o neotomismo. 
- Com o Serviço Social temos: 
 A noção de dignidade da pessoa humana, sua perfectibilidade, sua capacidade de desenvolver
potencialidades;
 A natural sociabilidade do homem, ser social e político;
 A compreensão da sociedade como união dos homens para realizar o bem comum e a necessida-
de da autoridade para cuidar da justiça geral.
- Prática inicial: desvinculada das relações sociais. 
- Ratificava a submissão da classe proletariada (Posicionamento fatalista da profissão). 
- Ações de cunho caritativo e imediatista. 
ATENÇÃO! Não se pode pensar o Serviço Social fora da sociedade capitalista!!! 
CONJUNTURA DA ÉPOCA DA EMERGÊNCIADO SERVIÇO SOCIAL 
- Os anos 1930 foram favoráveis para ao surgimento do Serviço social tendo em vista a conjuntura nos 
aspectos econômicos e sociais; 
- A economia deixa de ser agroexportadora para industrial. 
MÓDULO I 
FUNDAMENTOS HISTÓRICOS, TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL 
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- A burguesia já detinha os meios de produção e necessitava da mão de obra que vieram do campo. 
- As transformações no modo de produção trouxeram mudanças de ordem econômica e social polarizada 
pela presença das classes antagônicas e contraditórias: burguesia e proletariado. 
- Os movimentos sociais emergem nessa época, manifestando a classe operária na cena política. 
- Havia uma preocupação do Estado com a ordem social, nesse período cresce a intervenção do Estado 
com a questão social implementando políticas sociais através de ações como a criação da CLT, Salário 
mínimo e surgimento de várias profissões entre elas a do Serviço Social. 
ATENÇÃO DOUTORES, DECOREM ISSO... 
- Em 1932 é criado o CEAS, Centro de Estudos e Ação Social com objetivo de divulgar a doutrina social 
da igreja, responsável pela formação das primeiras assistentes sociais. 
- O CEAS desenvolvia cursos sobre filosofia, moral, legislação do trabalho, encíclicas papais, com des-
taque que norteou o Serviço Social foram a Rerum Novarum e a Quadragésimo Anno. 
- Em 1936 é criada a primeira escola de Serviço Social em São Paulo, hoje PUC São Paulo. 
- Nos anos de 1940, o Serviço Social começa a se tecnificar, a partir do contato com as teorias positivis-
tas de cunho conservador. 
- Iamamoto (1992) denomina um “rearranjo teórico doutrinário” essa junção entre o discurso humanista 
cristão da igreja católica e do suporte técnico científico de inspiração positivista, traduzindo o caráter 
conservador da profissão. 
- A profissão vai se distanciando do cunho doutrinário e se tornando mais técnica e racional esse mo-
mento é chamado de período de Laicização do Serviço Social. 
- A atuação passa a ser vista no âmbito do verificável, da experimentação, da fragmentação. Não há uma 
vinculação entre contradição de classes. 
ANOS 1960 
- O Serviço Social nesse período assume as inquietações e insatisfações deste momento histórico e dire-
ciona seus questionamentos ao S.S. tradicional através de um amplo movimento, de um processo de 
revisão global; 
- Essa revisão passa pelos níveis: teórico, metodológico, operativo e político, culminando na construção 
de um novo projeto comprometido com as demandas das classes subalternas; 
- Nesse período o Serviço Social faz Interlocuções com o marxismo Latino-americano inicialmente, ca-
racterizando um processo tortuoso tendo em vista a ausência de suportes teóricos claros. 
ANOS 1970 
- Os anos de 1970 se caracterizam para o Serviço Social anos de muita importância para a profissão, 
pois essa década foi realizada o movimento de reconceituação, movimento que proporcionou a revisão 
do Serviço Social nos aspectos teóricos e metodológicos que demandou repensar suas estratégias na sua 
atuação diante dessas transformações societárias, que afetam principalmente a classe trabalhadora; 
- No código de ética de 1975 sai o neotomismo e entra a base filosófica do Positivismo, este tendo a 
pessoa como centro, objeto e fim da vida social. Há uma individualização, uma exclusão do pluralismo, 
reatualizando o projeto profissional conservador; 
- Em 1979 III CONGRESSO do Serviço Social “DA VIRADA”: que tinha como tema as políticas e os 
movimentos populares que denunciam a miserabilidade da população. Em que a mesa é ocupada não 
mais por ditadores, mas por trabalhadores, por isso, congresso da virada. 
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ANOS 1980 
- Momento histórico importante, aparecimento das lutas pela democratização do Estado e da sociedade; 
- O Serviço Social avança na compreensão do Estado Capitalista, das políticas sociais, dos movimentos 
sociais, do poder local com efetiva interlocução da teoria social de Marx com as Obras de Iamamoto; 
- O Serviço Social visto como componente da organização da sociedade inserida na dinâmica das rela-
ções sociais participando do processo de reprodução dessas relações, buscando a ruptura histórica do 
conservadorismo na profissão, ainda que de forma não hegemônica, avançando nos conhecimentos e na 
pesquisa dentro do debate acadêmico. O serviço Social deixa de ser executor para planejador e participar 
da implementação das políticas públicas. 
AS VERTENTES DE ANÁLISE QUE EMERGIRAM NO MOVIMENTO DE RECONCEITUAÇÃO 
1- VERTENTE MODERNIZADORA (1960) 
- Meados de 1960; 
- Documentos de Araxá (Teorização do SS); 
- Documento de Teresópolis (Metodologia do Serviço Social); 
- Responder as necessidades vigente, não buscavam uma nova organização para a sociedade; 
- Principal representante: José Lucena Dantas. 
Características: 
- Abordagens funcionalistas, estruturalistas e sistêmicas (matriz positivista) - perspectiva de integração 
social; 
- Recursos buscados na modernização tecnológica e em processos de relacionamentos interpessoais. 
2- VERTENTE DE REATUALIZAÇÃO DO CONSERVADORISMO INSPIRADA NA FENOMENOLOGIA (1970) 
Principais Seminários: 
- Seminários de Sumaré e Alto da Boa Vista 
- Os fatos não são explicados e sim compreendidos 
- Não havia intenção de mudança na organização da sociedade 
- Principal representante: Ana Augusta Almeida 
Características: 
- Metodologia dialógica/visão de pessoa e comunidade. 
- Dirige-se ao vivido humano, aos sujeitos em suas vivências. 
- O Serviço Social aparece com a tarefa de auxiliar na abertura desse sujeito existente, singular e trans-
formação social (dos sujeitos). 
3- VERTENTE MARXISTA: INTENÇÃO DE RUPTURA 1980 (1970) 
- Rompimento do conservadorismo 
- Trabalho em favor da classe trabalhadora 
- Aproximação com o Marxismo 
- Método BH 
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- Representantes: Leila Lima, Ana Maria Queroga, Vicente de Paula Faleiros 
 
Características: 
- Serviço Social com consciência de sua inserção na sociedade de classes Posicionamento claro do 
ponto de vista sócio-político. 
- Questionamento da prática institucional e seus objetivos de adaptação social 
- Aproximação aos movimentos sociais. 
- Compromisso com a ruptura do S.S. tradicional 
- Para Netto, houve no Serviço Social no momento de intenção de ruptura do SS com o conservado-
rismo se deu em três direções: 
1. Imersão da intenção Ruptura: período de 1972 a 1975, tendo como principais personagens, Ana 
Maria Queroga, Leila Lima e Vicente de Paula Faleiros com a elaboração do Método de BH; 
2. Consolidação acadêmica: 1970 a 1980, tendo como personagem a figura de Marilda Vilela Ia-
mamoto, onde surgiram e se ampliaram os cursos de graduação e de pós graduação; 
3. Espalhamento da intenção de ruptura através da aprovação do Currículo mínimo e código de éti-
ca profissional. 
 
CARACTERÍSTICAS DO MARXISMO (1980) 
1 - Apreensão do ser social a partir de mediações. 
2 - Ponto de partida: aceitar os fatos, dados como indicadores, como sinais, mas não como fundamen-
tos últimos do horizonte analítico. Conhecimento que apreende dialeticamente a realidade em seu mo-
vimento contraditório. 
3 - Totalidade. 
4 - Dialética. 
 
ATENÇÃO! Algumas bancas se referem ao marxismo, como teoria social crítica. 
 
 
 
 
AS CONQUISTAS DA CATEGORIA AVANÇARAM DESDE O MOVIMENTO DE RECONCEITUAÇÃO 
 
- Participação nos debates das conquistas da Constituição Federal; 
- Implementação do Código de Ética mais próximo da classe trabalhadora; 
- Lei de Regulamentação da lei 8662/93; 
- Reafirmação do projeto ético político. 
 
 
 
RESUMO DO MÓDULO I 
 
- O Serviço Social surge no âmbito do capitalismo monopolista nos anos 30; 
- Intervenção do Estado nas expressões da Questão Social contribui para a legitimação do Serviço Social 
enquanto profissão; 
- Intervenção do Serviço Social inicialmente tinha um caráter apostólico e fatalista; 
- Emersão e espalhamento do Serviço Social junto às políticase ao trabalhador aumentaram a insatisfa-
ção com as práticas até então exercidas pelos profissionais na época; 
 
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- Interlocução com as práticas americanas tecnificou a prática do Assistente Social e se distanciou do 
caráter apostólico mas o conservadorismo ainda perdurava; 
- A interlocução com outras correntes sociológicas heterogenizou a categoria; 
- O Movimento de Reconceituação apontou para o rompimento com o conservadorismo e aproximação 
com a teoria marxista; 
- Ainda temos resquícios conservador na prática profissional; 
- A legitimação da profissão através de lei, códigos, instituição deu caráter e significado social a profis-
são; 
- Importância do profissional na elaboração das políticas sociais; 
- Aumento das produções sobre o serviço social vem se avolumando a cada dia, principalmente sobre 
política social. 
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ASPECTOS IMPORTANTES 
 
- A questão social nos remete a relação contraditória entre capital e trabalho. 
- Sua emergência se dá dentro das relações capitalistas, onde a riqueza produzida socialmente é apropri-
ada por uma parcela da população, gerando as desigualdades sociais, ou seja, para entendimento da 
questão social é imprescindível conhecer a lei geral de acumulação capitalista e sua organização de mer-
cados, pois ai reside o fato da exploração do trabalho pelo capital. 
- No pensamento positivista a questão social é reduzida a um fato social, fenômeno isolado e natural, ou 
seja, desvinculado da forma em que a sociedade produzir e reproduzir as relações sociais e econômicas. 
- “A questão social é o objeto do Serviço Social, é o elemento que dá concretude à profissão” 
(ABEPSS). 
 
 
ATENÇÃO! A Questão Social não é exclusivo objeto de estudo do Serviço Social. 
 
 
 
- Historicamente a Questão Social sempre existiu, porém é nos moldes do capitalismo que a mesma é 
vista como objeto de intervenção notadamente no período monopolista, palco de ações que demandaram 
o aparecimento de várias profissões entre elas o Serviço Social. 
- Nos anos 1930 é possível identificar a questão social como ponto crucial e preocupação por parte do 
Estado em gerenciar os problemas advindos do modo de produção em sua nova fase. 
- Até os anos 1930 a questão social era vista como caso de polícia e eram tratados com políticas repres-
sivas e pontuais, visto que não havia ainda o entendimento por parte do operariado de sua importância 
na cena política e econômica. 
- A questão social surge explicitamente na sociedade como forma de desemprego, e exploração social, 
necessitando intervenções do Estado, diga-se de passagem, cria-se mecanismos de controle através de 
políticas sociais e estratégias como a utilização do Serviço social nessa estratégia de controle. 
 
 
Algumas características desse momento: 
- O capital monopolista obteve o respaldo político econômico capaz desarticular a ação governamental 
com os interesses dos grandes operários; 
- O Estado estava à disposição da iniciativa privada para adequar o espaço político e econômico aos re-
quisitos do capitalismo monopolista; 
- Era necessário neutralizar as manifestações da oposição, despolitizar a organizações trabalhistas com a 
intensificação dos programas assistenciais, o Estado se amplia. 
 
 
Para Netto, o surgimento do Serviço Social enquanto profissão é indissociável da ordem capitalista mo-
nopolista. Para ele a “questão social condensa um conjunto de desigualdades e lutas produzidas e repro-
MÓDULO II 
QUESTÃO SOCIAL 
 
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duzidas no movimento contraditório das relações sociais” (2007, p. 156). Como desemprego, violência, 
miséria, exclusão, falta de moradia, etc. 
 
Segundo Iamamoto (1999, p. 27), a Questão Social pode ser definida como: 
“O conjunto das expressões das desigualdades da sociedade capitalista madura, que têm uma raiz co-
mum: a produção social é cada vez mais coletiva, o trabalho torna-se mais amplamente social, enquanto 
a apropriação dos seus frutos se mantém privada, monopolizada por uma parte da sociedade.” 
 
É importante frisar que a questão social é não é a pobreza, a desigualdade, a fome, a miséria, o desem-
prego, etc. essas são expressões, materializações, realidade expressa na relação entra capital e trabalho, 
mais precisamente na exploração do trabalho pelo capital.
 
 
 
- No contexto do Welfare State, a questão social para Netto é vista não somente peloseu enfrentamento 
via políticas sociais, mas, de internalização da nova ordem política econômica. Uma vez que as políticas 
sociais buscam o consenso entre as classes, por outro lado há nelas um caráter contraditório, pois se ca-
racterizam como lutas empreendidas pela classe trabalhadora. 
- Já no contexto neoliberal temos uma recomposição da questão social, vistas para o neoliberais como 
enfrentamento dispendioso para o Estado direcionando as mesmas para a sociedade civil privada. Há o 
discurso da solidariedade e a aparição de ONGs, reforçando a ideia neoliberal da incapacidade do Esta-
do em gerir as políticas sociais, além de dispendiosas. 
- As políticas de interesse de mercado (saúde e educação), passam a ser mercantilizadas, enquanto as 
outras (assistência), passam a ser transferidas via apelo social, transformando em políticas, focalizadas 
dirigidas a segmentos mais pauperizados, caráter seletista. 
- Com relação ao novo trato social da questão social via neoliberal, Montano, chama atenção aos perigos 
trazidos pelos neoliberais - a destituição dos direitos sociais via intervenção pública - uma vez que trans-
fere a responsabilidade da condução das mesmas para o âmbito privado, o chamado terceiro setor. 
- A questão social no Brasil está relacionada às formas de organização social e política brasileira num 
processo de submissão, lutas e resistência. 
- Para Joseane Soares, a questão social no Brasil sofre influencias de ordem política, econômica, social e 
regional, tendo em vista o processo de formação histórico da sociedade brasileira exploratória e exclu-
dente e do processo de apassivamento do trabalhador brasileiro. 
 
 
CAROS DOUTORES! É IMPORTANTE FRISAR QUE: 
 
- Não há uma nova questão social, mas emergência de novas expressões dela; 
- Os defensores da ideologia de uma nova questão social, perdem de vista que os diferentes estágios 
capitalistas produzem diferentes manifestações da questão social; 
- A esse pensamento de uma nova questão social quer nos remeter a visão da questão social desvincula-
da do processo de acumulação capitalista; visão essa de cunho positivista como algo natural e tratado 
isoladamente através de políticas sociais focalizadas ou compensatórias; 
- Sempre haverá questão social enquanto perdurar o capitalismo; 
- O entendimento da questão social pelos Assistentes Sociais, devem apreender as formas de lutas e re-
sistências da classe trabalhadora, bem como apreender as novas expressões da questão social e formas 
de enfrentamento. 
 
 
 
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ASPECTOS IMPORTANTES 
 
- É primordial o entendimento do papel do Estado na relação com a sociedade, suas mais variadas ex-
pressões configuraram o modo pelo qual o Estado intervém no modo de produzir, ampliar e reproduzir 
em determinadas sociedades. 
- O Estado é permeado pelas lutas de classes, e submetido a conjunturas históricas específicas e vai se 
moldando de tal forma a garantir a manutenção do poder da classe burguesa. Sua relação é mediatizada 
através das políticas sociais. 
 
 
CAROS DOUTORES! ATENÇÃO PARA AS OBSERVAÇÕES ABAIXO: 
 
1 - Não há um único conceito para definir Estado; 
2 - Não é pacifica a existência do Estado, nem de seus elementos que compõe, possui características 
contraditórias; 
3 - O Estado se apresenta como uma realidade histórica e relacional; 
4 - Estado e Governo não são sinônimos; 
5 - O Estado nãoexiste para servir a uma única classe como também para o bem comum de todos; 
6 - A configuração de um Estado em um país não deve ser o mesmo em outro, tendo em vista a conjun-
tura de sua emergência e a forma de organização política e de consciência de classes embutidas no con-
texto do tempo e lugar; 
7 - Há no Estado um incessante jogo de oposições e influências entre os sujeitos com interesses e objeti-
vos distintos. 
 
 
- Estado e Sociedade estão intimamente ligados, é através da sociedade que o Estado abrange as diversas 
dimensões da vida, inclusive atendendo as demandas de um conjunto ou parte dela, seja pelas políticas 
de proteção ou de ações de coerção. 
- Não podemos deixar de frisar que o Estado não pode ser visto como autossuficiente, nem que está a 
favor de uma única classe, porém apesar de manter maior compromisso com a classe burguesa, necessita 
se relacionar com as outras classes para construir sua base de material de sustentação. 
 
Para Ianni (1986) “O Estado é o lugar de encontro e expressão de todas as classes” e isso dá ao Estado 
um caráter de poder público. 
 
 
- Ao mesmo tempo quando há uma exacerbação do poder estatal que debilita e fragmenta propicia o 
aparecimento de contra poderes por parte da sociedade. 
- O Estado é ao mesmo tempo um local de relação de dominação, como também possui um conjunto de 
instituições mediadoras e reguladoras dessa dominação. 
 
 
 
MÓDULO III 
ESTADO E SOCIEDADE 
 
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CARACTERÍSTICAS DE ESTADOS MAIS PEDIDAS PELAS BANCAS 
 
 
ESTADO LIBERAL 
- O capitalismo nessa época vivencia o estágio concorrencial ou industrial, (Século XIX) advindo da 
Revolução Industrial, nesse período a burguesia assume a produção em grande escala, efetiva separação 
entre os meios de produção, agora sob o controle da burguesia, levando o surgimento do proletariado. 
- Não há intervenção na economia, garantindo a liberdade individual para expansão dos seus empreen-
dimentos e obtenção do lucro, autorregulação do mercado, Estado mínimo. As políticas sociais eram 
pontuais e tratadas como caso de polícia. 
 
ESTADO DE BEM-ESTAR SOCIAL/ESTADO SOCIAL/ESTADO PROVIDÊNCIA 
Capitalismo monopolista: 
- Surgimento de monopólios e oligopólios, o capital financeiro se fortalece e passa a influenciar e co-
mandar as relações de produção e de consumo. Assim a preocupação de muitos países passa a ser a con-
vivência entre a necessidade de elevar o padrão de consumo sócio econômico de suas populações mise-
ráveis e o pagamento de suas dívidas externas. 
- Surge então a partir da década de 1930, o Estado interventor, organizador da economia, garantidor dos 
serviços públicos e de proteção à população, ideia de que os indivíduos são dotados de direitos sociais. 
- No Brasil vivenciamos Bem Estar Social nas décadas de 1970 e 1980, para alguns autores não chega-
mos a ter de fato esse modelo de Estado interventor, fragilizado pela onda neoliberal a partir de 1980. 
 
ESTADO NEOLIBERAL 
- Surge como forma de derrubar com o Estado de bem estar social, reafirmando a incapacidade do esta-
do em gerir as políticas sociais, considerando as mesmas como dispendiosas, sem retorno e principal 
fator da “crise fiscal” do Estado. 
- Sua forma de organização econômica social e política é fundada nas ideias liberais de liberdade indivi-
dual e de mercado, surge no momento de crise do capitalismo e do modelo de Bem Estar Social, que 
tem como principais características medidas restritivas de gastos públicos, que imprime às políticas so-
ciais o caráter seletivo e focalizado. 
 
 
 
POLÍTICA SOCIAL E CONTEXTOS 
 
- A Política social nasce da intervenção do estado nas diversas expressões evidenciadas na contradição 
capitalismo e luta de classes. 
- Uma coisa importante devemos destacar é que não existem políticas sociais iguais, elas são derivadas 
do modo do qual é constituído os padrões de proteção social de diferentes países, porém muitos autores 
(Berinhg 2007 e outros) identificam que elas são reconhecidas no fenômeno da constituição burguesa, 
quando entra em cena os trabalhadores assumindo seu papel político exigindo mudanças que favoreçam 
uma grande parcela da população. 
 
Para Sonia Fleury, as políticas sociais tiveram um padrão parecido até a constituição de 1988, vincula-
das às classes trabalhadoras com vínculo formal. 
 
 
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Para o 
Serviço Social a Política Social é matéria fundamental dos Assistentes Social, pois se constituem espaço 
de intervenção profissional. 
 
 
 
 
AS TRÊS FASES DA POLÍTICA SOCIAL 
 
 
1ª – NO CONTEXTO DO LIBERALISMO (até a crise de 1929) 
 
Estado Mínimo: 
- Defesa contra os inimigos externos; 
- Proteção de todo o indivíduo de ofensas dirigidas por outros indivíduos; 
- Provimento de obras públicas, que não possam ser executadas pela iniciativa privada. 
 
A existência do pobre deriva do próprio estado do indivíduo, ou seja, o Estado não deveria prover recur-
sos para os pobres, mas vigiá-los e puni-los (ausência também do Estado na legislação dos salários). 
 
 
NÃO HAVIA POLÍTICA SOCIAL E SIM REPRESSÃO 
 
 
A coesão social se originaria na sociedade civil, com a mão invisível do mercado e o cimento ético dos 
sentimentos morais individuais. Não há para ele, portanto, contradição entre acumulação de riqueza e 
coesão social. 
 
 
Os padrões de proteção social no período liberal eram mínimos, pois não cabia ao Estado intervir na 
questão social. Para o Pensamento Liberal, cabia o indivíduo o desejo de melhorar suas condições de 
existência, ao Estado cabia: 
... apenas três funções: a defesa contra os inimigos externos; a proteção de todo o indivíduo de ofensas 
dirigidas por outros indivíduos; e o provimento de obras públicas, que não possam ser executadas pela 
iniciativa privada (Bobbio, 1988). 
 
 
O enfraquecimento do pensamento liberal teve como processo impulsionador o crescimento da classe 
operária que começou a ganhar espaços significativos na cena política e econômica, principalmente na 
Rússia e Inglaterra, o segundo ponto foi a crescente concentração e monopolização do capital que derru-
bou a tese de que o individuo é orientado por sentimentos morais. 
 
 
2ª – NO CONTEXTO FORDISTA/KEYNESIANO (após a 2ª GM e inicio dos anos 1970) 
 
Ideias de Keynes 
Cabe ao Estado o papel de restabelecer o equilíbrio econômico, por meio de uma política fiscal, credití-
cia e de gastos, realizando investimentos ou inversões reais que atuem nos períodos de depressão como 
estímulo à economia, aumentando o consumo. 
 
 
 
 
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Mudança na produção 
Fordismo, produção e consumo em massa aumentando o poder de compra dos trabalhadores como de 
negociação com o patronato. 
 
Emergência do Welfare State 
A emergência do Welfare State foi uma resposta à crise de 1929, que fez gerar desconfiança dos pressu-
postos liberais até então vigentes. Teve como principal pensador John Maynard Keynes. 
 
Teoria de Keynes (Keynesianismo): 
- A economia política derivada do pensamento liberal não explicava os acontecimentos atuais: de-
semprego generalizado e forte concentração de riqueza e da produção; 
- Considerava a como ciência moral e não natural; 
- Colocou em questão o equilíbrio econômico; 
- Cabe ao Estado a intervenção por meio de medidas para gerar a manutenção da vida do cidadão; 
- Incremento das políticas sociais; 
- Estratégias fordistas kenesianas – produção em massa para consumo de massa, acordos coletivos 
em torno de ganhos da produtividade. 
 
 
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: 
 
1 - Enquanto no Estado Liberal as políticas sociais são pontuais e coercitivas, no Estado de Bem estar 
social ela são vistas como garantidoras e geradoras do equilíbrio econômico. 
2- A Politica Social ganha um estatuto importante: padrão de bem estar social, consolidação dos direitos 
sociais, “Anos de Ouro”. 
 
 
Presença do Welfare State 
Reconhecimento da questão social como um problema a ser enfrentado pelo Estado comimplementação 
de Políticas Sociais. 
_ 
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3ª – NO CONTEXTO NEOLIBERAL 
 
Crise do estado 
- Incorporação de novas tecnologias, crescimento econômico, desemprego exacerbado, as dívidas pú-
blicas com a responsabilidade em incrementar as Políticas Sociais esgotaram o Estado; 
- As elites começaram a questionar o papel do Estado principalmente em setores que não revertiam os 
interesses para eles economicamente, incluíam aí as Politicas Sociais; 
- Reação teórica as ideias de Keynes e a produção fordista. 
 
As mudanças no modo de produção 
- Reestruturação produtiva; 
- Polivalência dos trabalhadores; 
- Enfraquecimento dos sindicatos. 
 
 
 
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Ideias neoliberais 
- Estado mínimo para o Social e máximo para o capital; 
- Cortes sociais públicos; 
- Privatizações; 
- Criação do exército social de reserva. 
- Consenso de Washington: receituário neoliberal 
 
No Brasil, o neoliberalismo chegou tarde, mas seus impactos foram nefastos para a política social. 
 
 
 
 
A POLÍTICA SOCIAL NO BRASIL 
 
- A política social no Brasil deve ser entendida e compreendida no contexto da sua formação social e 
política e econômica. 
- No Brasil não se chegou a ter efetivamente um estado de bem estar social como nos países centrais, 
pois na lógica é nesse período que o Estado passa a ser chamado para responder e dar condições míni-
mas de emprego apoiado a uma rede ampla de serviços sociais básicos para o bem estar da população, o 
que só se observa essa situação a partir de 1930, tendo como pano de fundo a pressão da classe trabalha-
dora na luta pela melhoria de suas condições de vida e pela garantia dos seus direitos, portanto esse “pe-
ríodo de bem estar social” no Brasil surge mais pela pressão e para manutenção do capitalismo e sem 
ameaçar a lógica do capitalismo. 
- Antes de 1930 o enfrentamento da questão social não era reconhecido como obrigação do Estado então 
eram tratadas como caso de polícia. 
 
 
Alguns pontos importantes da intervenção do Estado na questão social no Brasil: 
- Mudança do modelo econômico brasileiro de agroexportador para industrial; 
- Reconfiguração do estado na regulação social; 
- Incremento das políticas sociais; 
- Implantação de algumas leis sociais CLT, 13º salário, IAPS- Instituto de Aposentadorias e Pensões 
(somente para trabalhadores com carteira assinada que tinha expressões no sistema capitalista). 
 
Porém ainda existia nas políticas sociais no Brasil a separação dos beneficiários entre os que podiam 
pagar e os que necessitavam dos benefícios. 
 
 
 
A POLÍTICA SOCIAL NOS ANOS 1980 
- O cenário via democratização da sociedade no Brasil a partir dos anos 1980, vem concretizar em parte 
o discurso da verdadeira consolidação dos direitos sociais a partir da constituição federal de 1988, pois 
nela estão garantidos os direitos como saúde, educação, moradia, trabalho, porém com traços contraditó-
rios uma vez que alguns benefícios são acessados via contribuição prévia. 
 
 
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Portanto as políticas sociais no Brasil via a perspectiva neoliberal que se instalou no Brasil notadamente 
nos anos 1990 vem se estruturando como focalistas, seletistas e refilantropizadas. 
 
 
ATENÇÃO PARA AS OBSERVAÇÕES: 
 
1- Não houve um estado de bem-estar social no Brasil; 
2- Apesar os influxos neoliberais conseguimos incluir um sistema de seguridade misto (contributivo e 
não contributivo); 
3- As ideias neoliberais retiraram os direitos sociais dos trabalhadores e desarticularam seu poder de 
mobilização; 
4- A legitimação e consenso neoliberal se da através de políticas compensatórias (transferência de ren-
da) e de focalização; 
5- As políticas sociais são refilantropizadas e mercantilizadas; 
6- A reconfiguração do Estado para responder as demandas do capital estrangeiro e globalizado; 
7- Apelo à solidariedade e responsabilização social. 
 
 
 
 
SEGURIDADE SOCIAL 
 
As primeiras iniciativas de seguridade social foram baseadas em dois modelos no século XX: 
 
1 - Alemanha em 1883 
- Othn Von Bismarck, modelo baseado na lógica do seguro social, os trabalhadores contribuíam para 
ter acesso aos benefícios; 
- Cada benefício era baseado em Caixas geridas pelo Estado. 
 
2 - Durante a 2ª Guerra (1942) 
- Surge na Inglaterra o modelo Beverigdiano, propõe a instituição do Welfare State; 
- No modelo Beveridgiano, os direitos têm caráter universal, destinados aos cidadãos incondicional-
mente ou submetidos a condições de recursos; 
- Tem como princípios fundamentais a unificação institucional e a uniformização dos benefícios, o 
financiamento é proveniente dos impostos, pleno emprego. 
 
No Brasil os modelos de proteção social vão se organizar entre as décadas de 30 e 40 que configurou os 
modelos assistenciais voltados para a classe mais vulneráveis e o modelo do seguro. 
 
 
 
As primeiras iniciativas de benefícios previdenciários foram: 
- Lei Eloy Chaves em 1923 ao instituir um fundo especial de aposentadorias e pensões – CAPs, esse 
fundo era destinado às classes ferroviárias, não se dirigiu a classe trabalhador em geral. 
 
Foram criados os IAPs (Institutos de Aposentadorias e Pensões) que inseriu outras categorias de traba-
lhadores. 
 
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- Em 1966 é criado o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), que unificou e incorporou todos 
os caixas de aposentadorias, incluindo também os domésticos e autônomos. 
- Em 1977, foi criado o SIMPAS (Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social) composto pelo 
INSS, INAMPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM, E CEME. 
 
Esse modelo de seguridade configura nosso sistema de proteção caracterizado como híbrido, prevale-
cendo o modelo centrado na lógica do Seguro social (bismarkiano) e modelo Bevergdiano (saúde e as-
sistência social). 
 
 
Somente com a constituição de 1988, o padrão de seguridade social vem se configurando com um sis-
tema de proteção social, conjugando com as políticas de Saúde, Previdência e Assistência Social. 
 
 
 
PRINCÍPIOS DA SEGURIDADE SOCIAL BRASILEIRA 
 
Segundo a Constituição Federal são princípios da Seguridade no Brasil: 
- Universalidade na cobertura, uniformidade e equivalência dos Benefícios, seletividade e distributivida-
de dos benefícios, irredutibilidade do valor dos benefícios, equidade do custeio, diversidade do financi-
amento, e caráter democrático e descentralizado da administração. 
 
Para Bering, apesar do avanço da intenção da proteção ampla, a seguridade social não avançou para for-
talecer a lógica social. 
 
 
 
Para Sonia Fleury, a proposta de seguridade no Brasil incorporou três sistemas: 
 - Saúde pela necessidade; 
 - Previdência pela condição do trabalho; 
 - Assistência Social pela necessidade. 
 
Aponta Bering para a direção neoliberal que tomou a Seguridade Social, notadamente a Previdência 
Social, no sentido político da desestruturação da Seguridade Social: 
 - Desconfiguração dos direitos previstos em lei; 
 - A fragilização dos espaços democráticos de participação e controle social; 
 - Destrutiva forma de financiamento das políticas da seguridade social. 
 
 
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ASPECTOS INICIAIS 
 
- As transformações societárias desencadeadas pelo movimento que as classes sociais realizam para en-
frentar a crise contemporânea do capital suscitam novas exigências às práticas profissionais, aos proces-
sos da formação profissional e à organização dos sujeitos da profissão. 
- Há a necessidade constante de avaliação do significado da profissão na divisão sociotécnica do traba-
lho, de seus vínculos com o real e da opção política que os sujeitos da profissão imprimem aos projetos 
profissional e societário. 
- Há uma necessidade constante de atualização da profissão visto as mudanças ocorridas frente às trans-
formações societárias e no modo de produção que alteram significamente o modo de subordinação e de 
domínio da classe burguesa; 
- O enfraquecimento do período Fordista/Keynesiano e o fortalecimento do neoliberalismo; 
- A década de 1980 alteram significamente as relações de subordinação dos Estados Nacionais frente à 
reestruturação dos mercados através das reformas orientadas pelos organismos internacionais BID, BM 
FMI com um único objetivo de remoção de obstáculos à expansão mundializada do capitalismo. 
- Aparecimento /necessidade de criar novos perfis que imprima ao trabalhador o desenvolvimento de 
suas capacidades criativas, intelectuais, adaptativo a novas pressões. 
 
 
Há, portanto uma estratégia de descaracterização do trabalho carregado de sutilezas, opacidade e aliena-
ção, através das novas formas de gestão e controle do trabalho. 
 
O trabalhador polivalente entra em cena e o trabalhador especializado perde sua funcionalidade e desa-
parece, acarretando um inchaço nas filas de desempregados. 
 
 
 
 
 
CONJUNTURA PROFISSIONAL 
 
1 - As mudanças também ocorrem nas instituições educacionais, tendo em vista a reestruturação/contrar-
reforma do Estado, que retiram as políticas sociais da esfera pública para a privada, havendo, portanto, a 
mercantilização do ensino e gerando grande rentabilidade para as empresas. 
2 - Com relação ao serviço social, os cursos de graduação EAD têm crescido assustadoramente, tendo 
como bandeira “democratização e acesso ao ensino superior”. 
 - O decreto de nº 5.622, de 19/12/2005, cria a universidade aberta do Brasil (UAB), instituindo a 
......educação à distancia (EAD); 
 - O decreto de nº 6.096, de 24/04/2007, estabelece o Programa de Reestruturação das Universidades 
......Federais (REUNI). 
 
 
 
 
MÓDULO IV 
FORMAÇÃO PROFISSIONAL E TRABALHO 
 
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OS REBATIMENTOS DA PROFISSÃO SÃO: 
 
1 - Um “boom” de cursos de Serviço Social EAD, desqualificando a formação profissional e inchando o 
mercado de trabalho com profissionais formados nessa modalidade. 
 
Para Iamamoto essa situação vai gerar “exército assistencial de reserva”, reforçando práticas do volunta-
riado e da precarização do exercício profissional, além do achatamento salarial. 
 
 
2 - A educação superior reeditando a lógica fordista do consumo massivo; 
3 - Perdas e derrotas aos trabalhadores, solapando condições de trabalho, demolindo suas estruturas or-
ganizativas, suprimindo direitos sociais e elementares condições de vida. 
 
 
 
FORMAÇÃO PROFISSIONAL 
 
O movimento de reconceituação do Serviço Social trouxe novidades à formação profissional e necessi-
dade de sintonizar a formação do profissional aos novos tempose a conjuntura com apreensão da ques-
tão social, relação de classes e enfrentamento da mesma. Essa nova formação se deu a partir de 1980 
tendo como pano de fundo as mudanças ocorridas no cenário brasileiro frente à organização da socieda-
de e da conexão do serviço social inserido na divisão social e técnica do trabalho. 
 
 
Segundo a ABEPSS, a revisão curricular de 1986 se baseou em: 
1- O Serviço Social se particulariza nas relações sociais de produção e reprodução da vida social como 
uma profissão interventiva no âmbito da questão social, expressa pelas contradições do desenvolvi-
mento do capitalismo monopolista. 
2- A relação do Serviço Social com a questão social – fundamento básico de sua existência – é media-
tizada por um conjunto de processos sócio-históricos e teórico-metodológicos constitutivos de seu pro-
cesso de trabalho. 
3- O agravamento da questão social em face das particularidades do processo de reestruturação produ-
tiva no Brasil, nos marcos da ideologia neoliberal, determina uma inflexão no campo profissional do 
Serviço Social. Esta inflexão é resultante de novas requisições postas pelo reordenamento do capital e 
do trabalho, pela reforma do Estado e pelo movimento de organização das classes trabalhadoras, com 
amplas repercussões no mercado profissional de trabalho. 
4- O processo de trabalho do Serviço Social é determinado pelas configurações estruturais e conjuntu-
rais da questão social e pelas formas históricas de seu enfrentamento, permeadas pela ação dos traba-
lhadores, do capital e do Estado, através das políticas e lutas sociais. 
 
 
São princípios que fundamentam a formação profissional: 
1- Flexibilidade de organização dos currículos plenos, expressa na possibilidade de definição de disci-
plinas e ou outros componentes curriculares – tais como oficinas, seminários temáticos, atividades 
complementares – como forma de favorecer a dinamicidade do currículo; 
2- Rigoroso trato teórico, histórico e metodológico da realidade social e do Serviço Social, que possi-
bilite a compreensão dos problemas e desafios com os quais o profissional se defronta no universo da 
produção e reprodução da vida social. 
 
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3- Adoção de uma teoria social crítica que possibilite a apreensão da totalidade social em suas dimen-
sões de universalidade, particularidade e singularidade; 
4- Superação da fragmentação de conteúdos na organização curricular, evitando-se a dispersão e a pul-
verização de disciplinas e outros componentes curriculares; 
5- Estabelecimento das dimensões investigativa e interventiva como princípios formativos e condição 
central da formação profissional, e da relação teoria e realidade; 
6- Padrões de desempenho e qualidade idênticos para cursos diurnos e noturnos, com máximo de qua-
tro horas/aulas diárias de atividades nestes últimos; 
7- Caráter interdisciplinar nas várias dimensões do projeto de formação profissional; 
8- Indissociabilidade nas dimensões de ensino, pesquisa e extensão; 
9- Exercício do pluralismo como elemento próprio da natureza da vida acadêmica e profissional, im-
pondo-se o necessário debate sobre as várias tendências teóricas, em luta pela direção social da forma-
ção profissional, que compõem a produção das ciências humanas e sociais; 
10- Ética como princípio formativo perpassando a formação curricular; 
11- Indissociabilidade entre estágio e supervisão acadêmica e profissional. 
 
 
Estes princípios definem as diretrizes curriculares da formação profissional, que implicam capacitação 
teórico-metodológica, ético-política e técnico-operativa para a: 
1- Apreensão crítica do processo histórico como totalidade; 
2- Investigação sobre a formação histórica e os processos sociais contemporâneos que conformam a 
sociedade brasileira, no sentido de apreender as particularidades da constituição e desenvolvimento do 
capitalismo e do Serviço Social no país; 
3- Apreensão do significado social da profissão desvelando as possibilidades de ação contidas na reali-
dade; 
4- Apreensão das demandas – consolidadas e emergentes – postas ao Serviço Social via mercado de 
trabalho, visando formular respostas profissionais que potenciem o enfrentamento da questão social, 
considerando as novas articulações entre público e privado; 
5- Exercício profissional cumprindo as competências e atribuições previstas na Legislação Profissional 
em vigor. 
 
 
Desta forma entende-se que: 
 
A efetivação de um projeto de formação profissional remete, diretamente, a um conjunto de conheci-
mentos indissociáveis, que se traduzem em NÚCLEOS DE FUNDAMENTAÇÃO constitutivos da 
Formação Profissional. São eles: 
 1- Núcleo de fundamentos teórico-metodológicos da vida social; 
 2-Núcleo de fundamentos da particularidade da formação sócio histórica da sociedade brasileira. 
 3- Núcleo de fundamentos do trabalho profissional. 
 
FONTES: ABEPSS/CRESS-MG 
 
 
 
Serviço Social na contemporaneidade e alguns desafios importantes: 
1 - Romper com uma visão endógena da profissão, prisioneira em seus muros internos (Iamamoto), ou 
seja, ver a profissão a articulada com as determinações sociais; 
 
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2 - Superar a visão de que teoria é diferente da prática; (Yolanda Guerra); 
3 - Materializar o Projeto Ético Político (PEP); 
4 - Decifrar a realidade com apreensão do movimento da realidade; 
5 - Ser um profissional propositivo e não só executivo; (Iamamoto), capaz de propor e negociar seus 
projetos, rompendo com o perfil de profissional, rotineiro, burocrático e tarefeiro; 
6 - Romper com o lastro conservador da profissão; 
7 - Romper com o fatalismo e messianismo; 
8 - Entender que o profissional mesmo tendo características de profissão liberal (intelectual), ele não 
detém de todos os meios para efetivação de seu trabalho, possui uma relativa autonomia; 
9 - Ir além das rotinas institucionais; 
10 - Exigência da qualificação profissional; 
11 - Entender que não há nova questão social, pois como pode haver nova questão se a antiga não foi 
solucionada? (Neto). Não há "questões sociais", há "questão social" pois ela se remete a uma única gê-
nese, o capitalismo (Iamamoto). 
12 - Entendimento que o PEP do Serviço Social, aponta novos horizontes para a identidade profissio-
nal dos assistentes sociais. 
 
 
Como o Serviço Social se comporta diante da conjuntura atual de regressão dos espaços de intervenção? 
- Capacidade analítica de decifrar novas possibilidades diante dessa nova e explicita conjuntura; 
- Ampliação do Assistente Social nos espaços democráticos de direitos; 
- Inserção do profissional as entidade e categorias organizativas do Serviço Social; 
- Garantir o movimento de caráter universalizante das políticas sociais e da seguridade social; 
- Participação na formulação e avaliação de políticas públicas; 
- Planejamento e gestão de projetos sociais; 
- Elaboração de diagnósticos das realidades municipais e garantia de orçamentos públicos para o traba-
lho a ser realizado; 
- Interlocução com outras profissões em caráter interdisciplinar; 
- Resgatar o trabalho de base com as comunidades; 
- Dar materialidade ao projeto ético político do Serviço Social, reafirmando direitos e autonomia da 
população. 
 
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DIFERENÇA ENTRE: INSTRUMENTALIDADE E INSTRUMENTOS TÉCNICOS DO SERVIÇO SOCIAL 
 
Segundo Yolanda Guerra: 
INSTRUMENTALIZAÇÃO (Instrumentos técnicos do Serviço Social): Diz respeito ao fazer profissio-
nal, a manipulação e habilidades do profissional de permitir realizar alguma intervenção na realidade. 
INSTRUMENTALIDADE: Refere-se às possibilidades sócias históricas da profissão de realizar seus 
objetivos, objetivar sua intencionalidade requer exercício da razão e da escolha. 
 
 
 
INSTRUMENTALIDADE 
 
- A instrumentalidade do Serviço social requer pensarmos não apenas delimitar seu uso em instrumentos 
técnicos e operativos. 
 
 
Para Guerra (2000), a instrumentalidade do Serviço Social é uma determinada capacidade ou proprieda-
de constitutiva da profissão, construída e reconstruída no processo sócio histórico. Portanto, não é ape-
nas o uso de um determinado instrumento e sim um modo ser da profissão em responder as demandas 
que se apresentam a ela. Ela define sua intencionalidade através da resposta profissional, uma vez que é 
por meio dela que o profissional modifica, transforma as condições objetivas e subjetivas e das relações 
interpessoais existentes no cotidiano. 
 
 
- Também é próprio pensar que mesmo na instituição do Serviço Social nos anos 30 o uso dos instru-
mentais era inerente à profissão, visto que em seu caráter empirista e conservador, utilizava-se dos ins-
trumentos sem qualquer análise ou desvendamento da realidade. Seu objetivo era de intervir, produzir 
mudanças na vida social dos usuários atendidos. 
- A instrumentalidade requer a construção de um acervo técnico calcado em um conjunto de saberes 
específicos que o determina e que dirige a ação profissional, em consonância com as dimensões teórico 
metodológica, ético política e técnica operativa, que vai convertendo e dando condições para o alcance 
dos objetivos profissionais. 
 
 
Nesse pensamento Guerra nos indica os marcos normativos da profissão que nos desafia a garantir os 
direitos alcançados até hoje: Código de ética, lei de regulamentação da profissão e diretrizes curricula-
res, são com esses arcabouços que segundo a autora devemos dar continuidade ao debate da instrumen-
talidade do Serviço Social. 
Para ela a formação acadêmica tem o seu ponto de partida para construção da instrumentalidade citando 
como exemplos, a monitoria, iniciação científica, participação em simpósios, militância política, movi-
mentos estudantis, ou seja, traçar seu caminho na perspectiva da competência profissional. 
 
 
- A instrumentalidade é cercada de dimensões que estão tanto na formação acadêmica quanto no seu 
exercício profissional: As dimensões ético-política, teórico-metodológica e técnico-operativa. 
MÓDULO V 
INSTRUMENTOS DE TRABALHO 
 
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Iamamoto (2004) cita e esclarece essas dimensões: 
 Competência ético-política: O Assistente Social não é um profissional “neutro”. Sua prática se 
realiza no marco das relações de poder e de forças sociais da sociedade capitalista – relações es-
sas que são contraditórias. Assim, é fundamental que o profissional tenha um posicionamento 
político frente às questões que aparecem na realidade social, para que possa ter clareza de qual é 
a direção social da sua prática. Isso implica em assumir valores ético-morais que sustentam a sua 
prática – valores esses que estão expressos no Código de Ética Profissional dos Assistentes Soci-
ais (Resolução CFESS nº 273/93) e que assumem claramente uma postura profissional de arti-
cular sua intervenção aos interesses dos setores majoritários da sociedade; 
 
 Competência teórico-metodológica: O profissional deve ser qualificado para conhecer a reali-
dade social, política, econômica e cultural com a qual trabalha. Para isso, faz-se necessário um 
intenso rigor teórico e metodológico, que lhe permita enxergar a dinâmica da sociedade para 
além dos fenômenos aparentes, buscando apreender sua essência, seu movimento e as possibili-
dades de construção de novas possibilidades profissionais; 
 
 Competência técnico-operativa: O profissional deve conhecer, se apropriar e, sobretudo, criar 
um conjunto de habilidades técnicas que permitam ao mesmo desenvolver as ações profissionais 
junto à população usuária e às instituições contratantes (Estado, empresas, Organizações Não 
governamentais, fundações, autarquias etc.), garantindo assim uma inserção qualificada no mer-
cado de trabalho, que responda às demandas colocadas tanto pelos empregadores, quanto pelos 
objetivos estabelecidos pelos profissionais e pela dinâmica da realidade social. 
 
 
Um ponto importante da instrumentalidade é sua vinculação com a pesquisa. Não podemos pensar o 
estudo de uma dada realidade sem atrelar esse conhecimento a uma pesquisa. São os objetivos da pes-
quisa que definem os instrumentais e técnicas a serem utilizados. 
 
A maturidade do Serviço Social durante os anos 1980 com sua introdução no debate acadêmico da pós-
graduação produz um profissional com atitude investigativa inerente ao seu fazer profissional. 
 
 
 
ATENÇÃO DOUTORES! DECOREM ISSO: 
 
Algumas palavras-chave para identificação na questão quando se tratar de instrumentalidade do Serviço 
Social: 
Capacidade da profissão, intencionalidade, teleologia, modo de ser da profissão, postura investigativa 
profissional, dimensões ético política, teórico-metodológica e técnica-operacional, transformação. 
 
 
 
 
INSTRUMENTOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL 
 
 
Vamos estuda-los um a um: 
 
1 – Estudos socioeconômicos 
2 – Entrevista 
3 – Visita domiciliar 
4 – Relatório social 
5 – Laudo social 
 
 
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1. ESTUDOS SOCIOECONOMICOS 
- Conhecimento profundo das condições de vida e trabalho da população trabalhada; 
- Constitui competência profissional (artigo 4º da Lei 8.662/93); 
- Competência reconhecida socialmente no âmbito das Políticas Sociais, lugar de natureza intrínseca do 
Serviço Social; 
- Incluído na profissão na década de 1940 quando o Serviço Social entra em contato com as técnicas 
norte-americanas (Estudo de Caso, Grupo e Comunidade) A assistência ao cliente tinha como premissa 
a busca de recursos tanto na personalidade como no seu ambiente para corrigir a situação (HAMILTON, 
1976; NICHOLDS, 1969). 
- Aprimoramento das técnicas tais como a entrevista, a observação, a visita domiciliar; 
- Nos anos iniciais havia muita burocracia para acesso aos direitos sociais, uma vez que a determinados 
auxílios materiais e a serviços no âmbito das instituições se vinculavam muito mais a julgamentos mo-
rais do assistente social sobre a personalidade e os modos de vida dos indivíduos do que de suas condi-
ções objetivas de vida. A condução da ação era estritamente positivista; 
- A mudança ocorre no âmbito da interlocução com a teoria de Marx, quando os estudos socioeconômi-
cos ganham uma nova configuração pautada em dois pontos fundamentais: à interpretação das deman-
das postas aos assistentes sociais pelos indivíduos e ao redimensionamento que a perspectiva crítico-
dialética exige da ação profissional no que diz respeito ao seu alcance e direcionalidade; 
- “Os direitos são entendidos como caminhos para a concretização da cidadania por meio de políticas 
sociais orientadas para o atendimento das necessidades humanas básicas. O Estado é reconhecido como 
instância responsável por essa garantia e atenção (VIEIRA, 2004; LIMA, 2006).” 
 
 
Estudos socioeconômicos/Estudos sociais tem importância significativa no âmbito das Políticas Sociais, 
notadamente no campo da Seguridade e no campo jurídico: 
 
Na ótica sociojuridica, Fávero (2004, p. 42) afirma que o estudo social tem “por finalidade conhecer 
com profundidade, e de forma crítica uma determinada situação ou expressão da questão social, objeto 
da intervenção profissional especialmente nos seus aspectos socioeconômicos e culturais”. 
 
Os estudos sociais subsidiam pareceres sociais que são instrumentos “de viabilização de direitos, um 
meio de realização do compromisso profissional com os usuários, tendo em vista a equidade, a igualda-
de, a justiça social e a cidadania” (SILVA, 2000, p. 116). 
 
Assim, os Estudos sociais: 
- Podem impactar tanto a gestão e o planejamento de programas e serviços, como a formulação de polí-
ticas sociais. 
- São realizados para servir como subsídio para o arbítrio de situações conflituosas como é típico do 
campo sociojuridico. (destituição de poder familiar, guarda, violência doméstica, adoção, etc.) 
- Os Estudos sociais devem articular os processos familiares com os processos sociais mais amplos e 
definir com maior clareza a situação em pauta. 
 
Nos estudos socioeconômicos: 
São mais comuns as abordagens individuais e grupais, realizadas através de instrumentos tradicional-
mente definidos pela profissão: a entrevista, a observação, a reunião, a visita domiciliar e a análise de 
documentos referentes à situação. 
 
 
- Na Assistência Social, são utilizados tanto para o acesso de usuários ao Benefício de Prestação Conti-
nuada (BPC), como aos programas de transferência de renda. 
 
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- Na Previdência Social, destinam-se, à concessão de benefícios, recursos materiais e para subsidiar a 
decisão médico-pericial. 
- Na Saúde, são realizados para o acesso a determinados serviços, como é o caso da oxigenoterapia. 
- Contêm tanto uma dimensão operativa quanto uma dimensão ética e expressa, no momento em que se 
realiza a apropriação pelos assistentes sociais dos fundamentos teórico-metodológico e ético-políticos da 
profissão em determinado momento histórico. 
- A realização dos estudos sociais implica, em termos gerais, conhecer as formas assumidas pelas famí-
lias, isto é, sua estrutura de relações tanto dentro de seus limites como fora deles. 
 
 
2. ENTREVISTA 
- Um processo de comunicação direta entre o Assistente Social e um usuário (entrevista individual), ou 
mais de um (entrevista grupal). 
- As entrevistas podem ser: entrevistas estruturadas, não estruturadas e semiestruturadas. 
1 – ENTREVISTAS ESTRUTURADAS: São conduzidas com formulários que visam à obtenção de 
determinadas informações e que, na maioria das vezes, são preenchidos de acordo com padrões já 
definidos no âmbito de programas ou de serviços. 
2 – ENTREVISTAS NÃO ESTRUTURADAS: Privilegiam o diálogo aberto, conduzido preferenci-
almente pelos entrevistados. Nesse processo, as informações vão sendo produzidas à medida que os 
temas surgem e se concatenam. 
3 – ENTREVISTAS SEMIESTRUTURADAS: Comportam tanto a utilização de determinados ro-
teiros como também o diálogo aberto com os entrevistados. 
 
 
3. VISITA DOMICILIAR 
- De acordo com Mioto (2001), acontecem na residência dos sujeitos envolvidos na situação e visam 
conhecer as condições de vida (residência,

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