Prévia do material em texto
1 BC0307 TRANSFORMAÇÕES QUÍMICAS APOSTILA DO CURSO LABORATÓRIO Santo André 2014 2 ÍNDICE CALENDÁRIO ACADÊMICO 2014_1 ......................................................................... 3 ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO CADERNO DE LABORATÓRIO ..................... 4 SEGURANÇA E NORMAS DE TRABALHO NO LABORATÓRIO ............................. 5 BIBLIOGRAFIA – Para as atividades teóricas e práticas da disciplina ....................... 6 PRÁTICA 1 – Semelhante dissolve semelhante? ....................................................... 7 PRÁTICA 2 – Produzindo um air-bag ......................................................................... 9 PRÁTICA 3 – Aquecendo a água em um camping ................................................... 11 PRÁTICA 4 – Velocidade das reações ..................................................................... 15 3 CALENDÁRIO ACADÊMICO 2014_1 CRONOGRAMA - 1º. QUADRIMESTRE DE 2014 * O Professor de Laboratório poderá alterar as datas para Avaliação do Caderno, portanto, mantenha o Caderno sempre organizado. VÍDEOS EXPLICATIVOS DAS AULAS PRÁTICAS: https://drive.google.com/folderview?id=0B0ju-TYWu-HPb3g5dXhHRDdEUzg&usp=sharing SEMANA ATIVIDADES 1 (14/03) Apresentação do Laboratório. Preparação da Prática 1. 2 (21/03) PRÁTICA 1: Semelhante Dissolve Semelhante? 3 (28/03) Preparação da Prática 2. 4 (04/04) PRÁTICA 2: Produzindo um air-bag 5 (11/04) Preparação da Prática 3. Avaliação do CADERNO – Práticas 1 e 2* 6 (18/04) Feriado 7 (25/04) PRÁTICA 3: Aquecendo água em um camping 8 (02/05) Feriado 9 (09/05) Preparação da Prática 4 10 (16/05) PRÁTICA 4: Velocidade das reações Avaliação do CADERNO – Práticas 3 e 4* 11 (23/05) Divulgação do Conceito de Laboratório. 4 AVALIAÇÃO A avaliação do laboratório consistirá na análise do CADERNO DE LABORATÓRIO. O caderno será elaborado por cada aluno, de acordo com as discussões e procedimentos realizados em grupo, e deverá conter as anotações para a preparação de cada experimento, os procedimentos realizados durante a prática e as respostas para as questões apresentadas ao final de cada roteiro. A avaliação do caderno será realizada individualmente ou por amostragem, a critério do professor responsável. Na análise por amostragem, o professor avaliará apenas um ou dois cadernos de cada grupo, escolhendo ao acaso o aluno que terá seu caderno avaliado. O conceito atribuído ao(s) caderno(s) analisado(s) será aplicado a todos os alunos do mesmo grupo, independentemente da (maior ou menor) qualidade e do esforço do aluno escolhido para representar o grupo. Em qualquer dos casos, todos os alunos do grupo devem, portanto, trabalhar em equipe para manter todas as informações atualizadas em todos os cadernos. Ao final do quadrimestre, será atribuído a cada aluno um Conceito de Laboratório, que comporá o Conceito Final da disciplina juntamente com os conceitos obtidos pelo aluno na parte teórica. IMPORTANTE! É expressamente proibido tirar cópia de cadernos de outros alunos. Em casos como este será atribuído conceito “F”. ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO CADERNO DE LABORATÓRIO O caderno de laboratório deverá conter: 1. Descrição dos objetivos dos experimentos e dos fenômenos a serem observados. 3. Fluxograma indicando todos os procedimentos a serem realizados. 4. Levantamento das propriedades físico-químicas (como pontos de ebulição e de fusão, densidade, massa molar, etc.) de todos os reagentes, toxicidade e periculosidade e o que fazer em caso de acidente. 5. Resposta à todas as questões apresentadas em cada roteiro. 5 SEGURANÇA E NORMAS DE TRABALHO NO LABORATÓRIO Leia integralmente o Guia de Segurança, Experimentos e Atividades (3ªed.) da disciplina de Base Experimental das Ciências Naturais. Destacamos: Segurança Conheça a localização dos chuveiros de emergência, extintores e lavadores de olhos. Use sempre avental, mantenha os cabelos presos e use calçados fechados, mesmo na aula reservada para o preparo da prática seguinte; Os óculos são obrigatórios! Usar a capela sempre que possível; Nunca pipete com a boca, não cheire, nem experimente os produtos químicos; Comes e bebes, só fora do laboratório; Consulte o professor cada vez que notar algo anormal ou imprevisto; Comunique qualquer acidente, por menor que seja ao professor; Se utilizar chama, mantenha longe de qualquer reagente! Nunca brinque no laboratório; Evite o contato de qualquer substância com a pele; Nunca aqueça o tubo de ensaio, apontando a extremidade aberta para um colega ou para si mesmo. Cuidado ao aquecer vidro em chama: o vidro quente tem exatamente a mesma aparência do frio. Procedimentos gerais Siga rigorosamente as instruções fornecidas pelo professor. Pesquise sempre a toxicidade dos reagentes antes das práticas. Nunca abra um recipiente de reagente antes de ler o rótulo. Evite contaminar reagentes, nunca retorne o excedente aos frascos de origem. Adicione sempre ácidos à água, nunca água a ácidos. Não coloque nenhum material sólido dentro da pia ou nos ralos. Não coloque resíduos de solventes na pia ou ralo; há recipientes apropriados para isso. Não atire vidro quebrado no lixo comum. Deve haver um recipiente específico para fragmentos de vidro. Verifique se as conexões e ligações estão seguras antes de iniciar uma reação/destilação Ao terminar a prática, lave o material utilizado e deixe-o em ordem 6 BIBLIOGRAFIA – Para as atividades teóricas e práticas da disciplina Fundamentos teóricos e detalhes experimentais 1. Peter Atkins e Loretta Jones, Princípios de Química, Questionando a vida e o meio ambiente, Bookman, Porto Alegre, 5ª Ed, 2011. 2. John Kotz, Paul Treichel e Gabriela Weaver Química Geral e Reações Químicas, Vol. 1 e 2, Cengage Learning, São Paulo, 2010. 3. James E. Brady, Joel W. Russell e John R. Holum, Química - a Matéria e Suas Transformações, 5ª ed, Volume 1 e 2, LTC Editora, Rio de Janeiro, 2012. 4. Steve Murov and Brian Stedjee, Experiments and exercises in basic chemistry, 7th ed, John Wiley & Sons Inc., New York, 2008. 5. Alda M. Pawlowsky, Eduardo L. Sá, Iara Messerschmidt, Jaísa S. Souza, Maria A. Oliveira, Maria R. Sierakowski, Rumiko Suga, Experimentos de Química Geral, 2ª Ed, UFPR, disponível em: http://www.quimica.ufpr.br/nunesgg/CQ092- 2013/Experimentos%20de%20Quimica%20Geral.pdf Informações técnicas (propriedades físicas, toxicidade, preço, nomenclatura) 1. CRC Handbook of Chemistry and Physics 2. Aldrich Handbook of Fine Chemicals and Laboratory Equipment 3. IUPAC Gold Book - http://goldbook.iupac.org/ Bases de Dados/Referências 1. The Web os Science (www.isiknowledge.com) 2. SciELO - Scientific Electronic Library Online (www.scielo.org 3. Sciencedirect (www.sciencedirect.com) 4. American Chemical Society (www.pubs.acs.org) 5. Royal Society of Chemistry (www.rsc.org) Outras referências - SYMYX-DRAW (software para edição de estruturas orgânicas) pode ser obtido gratuitamente mediante registro no site www.symyx.com/micro/getdraw/ http://www.quimica.ufpr.br/nunesgg/CQ092-2013/Experimentos%20de%20Quimica%20Geral.pdf http://www.quimica.ufpr.br/nunesgg/CQ092-2013/Experimentos%20de%20Quimica%20Geral.pdf http://goldbook.iupac.org/ http://www.isiknowledge.com/ http://www.scielo.org/ http://www.sciencedirect.com/ http://www.pubs.acs.org/ http://www.rsc.org/ http://www.symyx.com/micro/getdraw/ 7 PRÁTICA 1 – Semelhante dissolve semelhante? Tópicos relativos à aula: Ligações Químicas, Interações Moleculares, Reações Químicas. Atividade pré-aula: Preparação da prática a constar no CADERNO. Atividade pós-aula: Responder a questão no caderno de laboratório. Introdução Geralmente, ao se analisar a solubilidade de sais, uma interpretaçãobastante simples é empregada: “semelhante dissolve semelhante”. Colocando em termos um pouco mais apurados, esta frase significa: “Solvente polar dissolve composto polar. Solvente apolar dissolve composto apolar”. Esta simplificação “sobrevive”, em grande parte, pelo fato de que alguns compostos empregados em nosso cotidiano satisfazem tal condição, como por exemplo, quando se dissolve o sal de cozinha e o açúcar em água ou quando se usa uma mistura de hidrocarbonetos como a “aguarráz” para limpar a mão com graxa. Entretanto, esta interpretação não encontra suporte na teoria atual sobre a estrutura atômica e sobre o modelo de ligação química, e é isto que verificaremos na aula de hoje. TAREFA 1: Empregando os solventes e compostos disponibilizados para esta prática, realize uma série de testes de solubilidade que demonstrem que, apesar da interpretação “semelhante dissolve semelhante” ser válida para alguns casos, ela não explica todos os resultados observáveis e, ainda, pode se mostrar contraditória. Considerações: Para os testes de solubilidade, use aproximadamente 2 mL do solvente que desejar analisar. Não precisa ser um volume exato. Coloque o solvente em um tubo de ensaio. Adicione ao tubo uma pequena quantidade do composto que desejar analisar (somente uma “ponta de espátula” para os sólidos finos e apenas “bolinha” no caso do iodo (I2)). Se desejar aquecer a mistura, utilize um banho quente disponível durante a aula. 8 Materiais: Solventes e reagentes disponíveis para esta atividade: Água Hexano I2 CaCO3 Na2CO3 CaCl2 CaSO4 Sacarose Parafina Ácido Salicílico TAREFA 2: Realize uma série de testes para verificar se a presença de um ácido ou de uma base tem influência no resultado observado para a solubilidade (ou não) dos compostos em água. Utilize para isso, ao invés da água, as soluções de ácido clorídrico – 1,0 mol L-1 e hidróxido de sódio – 1,0 mol L-1. Considerações: Verifique, nos casos em que houve uma mudança no comportamento do composto, se ocorreu ou não uma reação química. Você pode confirmar a ocorrência de uma reação química analisando aspectos como mudança de cor, temperatura, liberação de gás, ou, quando não ocorrem tais mudanças, pode tentar compreender o que ocorreu empregando alguns testes com os solventes e compostos disponíveis para a aula. Atividade pós-aula: - Descreva em seu caderno a sequência de testes definida por seu grupo e as conclusões realizadas ao longo da aula. - Apresente, quando for o caso, as equações de dissociação dos compostos em água e/ou as reações químicas observadas nos testes realizados. - Interprete os resultados da solubilidade dos compostos nos solventes e soluções estudadas com base em conceitos teóricos. Referências 1. Rocha, W. R., Interações Moleculares, Quimica Nova na Escola, 2001, 4, 31-36. 9 PRÁTICA 2 – Produzindo um air-bag Tópicos relativos à aula: Reações Químicas. Estequiometria. Atividade pré-aula: Preparação da prática a constar no CADERNO. Definição das quantidades a serem empregadas nas reações. Atividade pós-aula: Equacionar as reações químicas observadas e responder o questionário no caderno de laboratório Introdução A compreensão do balanço de massa envolvido em uma transformação química é fundamental para a determinação da quantidade de reagentes a serem empregados e de produtos a serem obtidos. Em escala industrial, estes cálculos são fundamentais para definir o custo da operação e os valores a serem atribuídos na comercialização. A representação do processo por meio da equação química é o primeiro passo na realização dos cálculos, já que por meio desta podemos definir as relações estequiométricas (em mol) entre as unidades reagentes e os produtos formados. TAREFA 1: Seu grupo deverá promover uma reação química com balanço de massa adequado para gerar exatamente 200 mL de um gás. Considerações: Seu grupo dispõe de um sistema como o apresentado no vídeo da aula. Vocês deverão adicionar ao erlenmeyer um composto, no estado sólido, capaz de reagir com o ácido clorídrico do interior do frasco e gerar um gás que será coletado na proveta. O volume final de gás produzido deverá ser igual a 200 mL. O composto a ser empregado, bem como a quantidade necessária deste para gerar gás na quantidade estipulada (200 mL), será definido por seu próprio grupo. Para isso, vocês poderão empregar qualquer solução disponível na lista apresentada neste roteiro. A mistura de duas ou mais soluções deverá produzir um precipitado que, depois de filtrado, será utilizado integralmente para a geração do gás a ser coletado na proveta. Ao final do experimento, seu grupo deverá tirar uma foto e demonstrar que o volume final obtido é de 200 mL. 10 TAREFA 2: Seu grupo deverá empregar o gás gerado em uma reação química para encher um air bag e amortecer o impacto de uma colisão. Considerações: Seu grupo dispõe de um sistema como o apresentado no vídeo da aula. Vocês deverão adicionar ao erlenmeyer um composto, no estado sólido, capaz de reagir com o ácido clorídrico do interior do frasco e gerar um gás a ser coletado no saco preso na lateral do frasco. O volume final de ar dentro do saco deverá ser estipulado pelo seu grupo antes de realizar a reação. A mistura de duas ou mais soluções deverá produzir um precipitado que, depois de filtrado, será utilizado integralmente para a geração do gás a ser coletado no saco. O saco deverá ser capaz de absorver o impacto do objeto de modo similar ao demonstrado no vídeo da aula. Materiais: Lista de materiais disponíveis por grupo: - 02 béqueres - proveta e béquer de plástico - 01 baqueta vidro - 01 vidro de relógio - 01 funil de vidro - filtro de papel - suporte universal - argola de metal - rolha, mangueira, barbante, saco plástico Lista de Soluções (concentração 1,0 mol L-1) disponíveis para a aula e que podem ser usadas por qualquer grupo: - CaCl2 - NaSO4 - Na2CO3 - NaOH - CuSO4 - KI - FeCl3 - HCl - MgCl2 Atividade pós-aula: - Apresente as principais características do composto sólido obtido por seu grupo. - Apresente os cálculos realizados pelo grupo. - Descreva os procedimentos realizados pelo grupo. - Cole uma foto dos resultados finais em seu caderno. 11 PRÁTICA 3 – Aquecendo a água em um camping Tópicos relativos à aula: Calor envolvido em transformações químicas (Entalpia). Transferência de calor. Atividade pré-aula: Preparação da prática a constar no CADERNO. Definição das quantidades a serem empregadas nas reações. Atividade pós-aula: Equacionar as reações químicas e a energia envolvida nos processos e responder o questionário no caderno de laboratório. Introdução Nesta aula temos como objetivo verificar a Lei de Hess para a entalpia de uma reação química. Ainda, seu grupo deverá aquecer, por transferência de calor, certa quantidade de água da temperatura ambiente para uma temperatura de 40 oC empregando a reação estudada. TAREFA 1: O óxido de cálcio (CaO, “cal virgem” reage com água formando hidróxido de sódio (Ca(OH)2, “cal velha” ou “cal extinta” . Esta reação é exotérmica, com uma entalpia aproximada de 64 KJ.mol-1. O hidróxido de cálcio formado é bastante empregado para corrigir a acidez de solos, pois reage com ácidos formando sal e água, aumentando o pH do meio. Esta reação de neutralização também é exotérmica (aproximadamente 95 KJ.mol-1). Seu grupo deverá estudar a reação entre o óxido de cálcio e água, e entre o hidróxido de cálcio e o ácido clorídrico para comprovar a Lei de Hess com relação a entalpia envolvida nas reações (H3 = H1 +H2) CaO(s) + H2O(l) → Ca(OH 2 (s) H1 Ca(OH)2(s) + 2 HCl(aq) → CaCl2(aq) + 2 H2O(l) H2 CaO(s) + 2 HCl(aq) → CaCl2(aq) + H2O(l) H3Lista de reagentes disponíveis no laboratório: - Solução HCl – 4 mol-1 - CaO 12 Lista de materiais disponíveis por grupo: - 03 béqueres de 25 mL - 01 béquer de 50 mL - 01 baqueta vidro - 01 vidro de relógio - 01 tubo de ensaio - suporte universal, garra - termômetro Considerações: Para demonstrar a Lei de Hess, seu grupo deverá determinar a entalpia de cada uma das reações apresentadas (H). Para isso, consideremos o seguinte: A quantidade de calor (Q) necessária para elevar a temperatura de uma porção de água é determinada por: Q = m . c . ΔT, onde m é a massa em gramas, c é o calor específico da água (1,0 cal/g°C e ΔT é a variação de temperatura verificada no sistema. Assim, se consideramos que o calor gerado na reação do óxido de cálcio (CaO) com água é a fonte de calor que aquece o excesso de água do sistema (Δt= tf - ti), podemos considerar que Q = ΔH e determinar a entalpia da reação. Para determinar a entalpia da primeira reação (H1), meça uma determinada quantidade de água em uma proveta (faça testes empregando entre 5 e 15 mL de água). Verifique a temperatura da água com um termômetro. Essa será a temperatura inicial (ti). Em seguida, pese uma determinada massa de CaO, definida por seu grupo, em um béquer (utilize nos testes entre 0,56 e 1,7 gramas de CaO). Adicione a água da proveta sobre o CaO no béquer. Depois de agitar o sistema por alguns segundos, coloque o termômetro dentro do béquer e verifique a temperatura final (tf . Calcule Δt (Δt= tf - ti) e realize os cálculos da entalpia de reação, lembrando que estes valores devem ser transformados em KJ.mol-1. Para determinar o (H2), espere até a temperatura do béquer em que acabou de realizar a reação entre CaO e a água volte a temperatura ambiente (ti). Meça uma determinada quantidade de solução de ácido clorídrico em uma proveta (a solução também estará na temperatura ambiente, ou seja, ti) [faça testes empregando entre 5 e 15 mL de água. Lembre-se de adicionar HCl em excesso para que a reação 13 ocorra completamente]. Adicione o ácido da proveta sobre o béquer da reação, agite o sistema por alguns segundos e coloque o termômetro para verificar a temperatura final (tf . Calcule Δt (Δt= tf - ti) e realize os cálculos. Para a reação entre o óxido de cálcio puro com o ácido clorídrico (H3), realize o mesmo procedimento que para o H1, só que com usando a solução do ácido clorídrico dentro da proveta no lugar da água. TAREFA 2: Imagine-se em uma situação em que não dispõe de fogo para aquecer a água. Entretanto, você observa um saco de cal (óxido de cálcio, CaO) abandonado em um galpão e lembra que é possível promover uma reação deste óxido com a água e gerar uma reação exotérmica, e que pode usar o calor desta reação para aquecer a quantidade de água que necessita. Diante da possibilidade de usar o calor da reação do óxido de cálcio com a água para aquecer um líquido indiretamente, determine qual a quantidade necessária de CaO que, ao reagir com água, transfere energia suficiente para aquecer indiretamente 5 mL de um líquido (água) da temperatura ambiente para 35 oC. Empregue o sistema apresentado no Esquema 1. Água CaO 05 mL de água Esquema 1: Ao realizar a reação de CaO com água dentro do béquer, o grupo deverá aumentar a temperatura dos 5 (cinco) mL de água dentro do tubo de ensaio para 35 oC. O grupo deverá se atentar para qual a quantidade de calor que é transferida entre os sistemas. Este processo já é empregado comercialmente para aquecer mamadeiras e cafés!: http://www.aestech.nl. http://www.aestech.nl/ 14 Realize este procedimento quantas vezes for preciso, com as quantidades de CaO e água (no béquer) que o grupo considerar necessário, e estabeleça os parâmetros que respondam com a maior certeza possível o desafio proposto. “Empregando um sistema similar ao do Esquema 1, qual é a quantidade necessária de óxido de cálcio que, ao reagir com água, transfere energia suficiente para aquecer 05 mL de água da temperatura ambiente para 35 oC”. Atividade pós-aula: - Apresente as equações químicas e os cálculos realizados pelo grupo. - Descreva os procedimentos realizados pelo grupo. - Discussão sobre o calor envolvido em uma reação química e sobre os processos de transferência de energia. Um processo que gera energia é similar a um processo de transferência de energia? - Descrição do roteiro final definido pelo grupo que satisfaça o desafio apresentado na Tarefa 2. Referências 1. Per Christian Braathen, Alexandre Alves Lustosa, Alzira Clemente Fontes e Karlaine Guimarães Severino, Entalpia de Decomposição do Peróxido de Hidrogênio: uma Experiência Simples de Calorimetria com Material de Baixo Custo e Fácil Aquisição, Química Nova na Escola, 2008, 29, 42-45. 15 PRÁTICA 4 – Velocidade das reações Tópicos relativos à aula: Cinética Química. Leis da velocidade de reações. Atividade pré-aula: Preparação da prática a constar no CADERNO. Trazer para a aula um frasco de água oxigenada 10 volumes adquirida em qualquer farmácia. Atividade pós-aula: Responder o questionário no caderno de laboratório. Introdução O conhecimento sobre a velocidade das reações químicas, além ser muito importante para a indústria, também está relacionado ao nosso cotidiano, como, por exemplo, quando guardamos alimentos na geladeira para retardar as reações que levam às suas decomposições ou usamos uma panela de pressão para aumentar a velocidade de cozimento dos alimentos. Para que ocorra uma reação química é necessário que haja colisões entre as moléculas dos reagentes com energia suficiente para quebrar suas ligações e se formarem novas ligações (rearranjo dos átomos dos reagentes para formação dos produtos). Alguns fatores externos alteram a frequência de colisões entre os reagentes de uma reação química, aumentando ou diminuindo assim a velocidade com que ela ocorre. Tais fatores podem ser, por exemplo, a temperatura, a pressão, a concentração de reagentes, a superfície de contato e a presença de catalisadores ou inibidores. TAREFA 1: Considerando que a reação entre o tiossulfato e um ácido é de primeira ordem com relação ao tiossulfato, elabore um gráfico da variação do logaritmo da concentração deste reagente versus o tempo de reação para demonstrar sua linearidade Considerações: A reação entre o tiossulfato e um ácido é representada por: S2O3 -2 (aq) + 2H + (aq) S(s) +SO2 (g) + H2O(l) 16 Como esta reação é de primeira ordem em relação ao S2O3 -2, a equação que representa sua velocidade de consumo é descrita por: ln [S2O3 -2] t = ln [S2O3 -2] i - k.t Assim, se partirmos de uma concentração conhecida de S2O3 -2 ([S2O3 -2]i), e considerarmos o tempo (t) necessário para seu consumo total (concentração final igual a zero; [S2O3 -2]f = 0), teremos a seguinte situação: ln [S2O3 -2] f = ln [S2O3 -2] i - k.t ln [0] f = ln [S2O3 -2] i - k.t - = ln [S2O3 -2] i - k.t - + k.t = ln [S2O3 -2] i Assim, ao determinarmos o tempo necessário para que a reação se complete, empregando-se várias amostras com concentração inicial conhecida de S2O3 -2 (no mínimo cinco), e mantendo a concentração do ácido constante, podemos elaborar um gráfico linear da variação do logaritmo da concentração deste reagente versus o tempo (t) de reação. O tempo (t) necessário para que a reação se complete será o período necessário para que se forme uma mesma quantidade de enxofre em uma das soluções (consumo total de S2O3 -2; formação completa de enxofre (S(s))). Materiais Lista de materiais disponíveis por grupo: - cronômetro - Tubos de ensaio - Fita preta - béquer - pipeta - balão volumétrico – 10 mL - proveta Lista de soluções disponíveis que podem ser usadas por qualquer grupo: - NaS2O3– 0,06 mol L-1; 0,1 mol L-1 - HCl – 2,0 mol L-1 17 TAREFA 2: Verificar a influencia de catalisadores homogêneos e heterogêneos na reação de decomposição da água oxigenada. Considerações: A água oxigenada (H2O2) se decompõe lentamente a temperatura ambiente e na ausência de catalisadores. Entretanto, na presença de catalisadores heterogêneos ou homogênios, esta decomposição acontece em velocidade relativamente alta, promovendo a formação e liberação de oxigênio que pode ser observada facilmente. O óxido de manganês, o fermento biológico e os íons iodeto, por exemplo, atuam como catalisadores desta reação. H2O2(aq) → H2O(l) + O2(g) Nesta parte do experimento, o grupo deverá analisar a decomposição da água oxigenada na presença de alguns compostos ou soluções (catalisadores), como MnO2, NaOH, I2, KI, FeCl3. Para isso, adicione uns 5 mL de água oxigenada 10 volumes em um tubo de ensaio e coloque uma ponte de espátula do composto sólido (ou 1 mL da solução) a ser testada como catalisador. Oberve. Faça um teste adicionando a água oxigenada, por exemplo, umas duas “bolinhas” de I2 e, depois, no mesmo tudo, do NaOH. Observe. Correlacione o observado neste teste com o observado no teste da solução de KI como catalisador da decomposição da água oxigenada. Misture, ao longo dos testes, um ou mais dos compostos ou soluções para melhor compreender o processo de decomposição da água oxigenada ou de sua reação química com as espécies envolvidas. Materiais Lista de materiais disponíveis por grupo: - Tubos de ensaio - pipeta de plástico Lista de soluções e sólidos que podem ser usadas por qualquer grupo: - NaOH – 1,0 mol L-1 - MnO2 - I2 - KI – 0,5 mol L-1 - FeCl3 – 1,0 mol L -1 - HCl – 2,0 mol L-1 18 Atividade pós-aula: - Descrição dos procedimentos realizados pelo grupo. - Apresentação das equações e dos cálculos realizados pelo grupo. Apresentação do gráfico obtido pelo grupo na Tarefa 1. - Discussão sobre os aspectos relacionados à velocidade de decomposição da água oxigenada. Qual é o catalisador que atua na decomposição da água oxigenada quando se misturam o I2 e o NaOH em solução? É uma catálise homogênea ou heterogênea? - Comente sobre os fatores que podem alterar a velocidade de uma reação química. Referências 1. Peter Atkins e Loretta Jones, Princípios de Química, Questionando a vida e o meio ambiente, Bookman, Porto Alegre, 5ª Ed, 2011. 2. John Kotz, Paul Treichel e Gabriela Weaver Química Geral e Reações Químicas, Vol. 1 e 2, Cengage Learning, São Paulo, 2010.