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Penas restritivas de direitos - Características e espécies

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DIREITO
PENAL
P R O F . T A S S I O D U D A
2020
Direito Penal 
Tema: Penas restritivas de direitos I 
Prof. Tassio Duda 
 
 
 
 
Fala pessoal, tudo bem? 
No presente resumo, iremos abordar as espécies e características das penas 
restritivas de direitos. 
 
 
De acordo com a doutrina, as penas restritivas de direitos foram introduzidas, 
efetivamente, pela reforma do Código Penal ocorrida em 1984. Também conhecidas 
como “penas alternativas”, buscam evitar a imposição da pena privativa de liberdade em 
situações expressamente indicadas pela Lei. 
Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As espécies de penas restritivas de direitos estão consagradas no art. 43 do 
Código Penal (CP). De acordo com o dispositivo, as penas restritivas são: 
a) prestação pecuniária; 
 
b) perda de bens e valores; 
 
c) prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas; 
 
d) interdição temporária de direitos; 
 
e) limitação de fim de semana. 
 
A doutrina alerta que apesar das sanções acimas receberem o nome de penas 
restritivas de direitos, não são todas que possuem o objetivo de limitar o exercício de 
 
1. INTRODUÇÃO 
2. PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS 
3. ESPÉCIES 
As penas restritivas de direitos são, em essência, uma alternativa aos efeitos certamente traumáticos, 
estigmatizantes e onerosos do cárcere. Não é à toa que todas elas são comumente chamadas de penas 
alternativas, pois essa é mesmo a sua natureza: constituir-se num substitutivo ao encarceramento e 
suas sequelas. E o fato é que a pena privativa de liberdade corporal não é a única a cumprir a função 
retributivo-ressocializadora ou restritivo-preventiva da sanção penal. As demais penas também são 
vocacionadas para esse geminado papel da retribuição prevenção-ressocialização, e ninguém melhor 
do que o juiz natural da causa para saber, no caso concreto, qual o tipo alternativo de reprimenda é 
suficiente para castigar e, ao mesmo tempo, recuperar socialmente o apenado, prevenindo 
comportamentos do gênero. (Rcl 33380, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, julgado em 09/05/2019, 
publicado em PROCESSO ELETRÔNICO DJe-102 DIVULG 15/05/2019 PUBLIC 16/05/2019) 
Direito Penal 
Tema: Penas restritivas de direitos I 
Prof. Tassio Duda 
 
 
certo direito individual. As penas de perda de bens e valores e prestação pecuniária 
possuem um cunho patrimonial. 
 
Conforme a doutrina, o art. 43 apresenta um rol exaustivo, não sendo possível ao 
magistrado criar outras espécie de penas restritivas. 
 
 
Tais penas possuem duas grandes características: a autonomia e a 
substitutividade. 
Nas palavras de Cléber Masson (2020, pg. 618): 
 
 
 
 
Tais penas restritivas são consideradas substitutivas porque são fixadas, em 
regra, após a aplicação de uma pena privativa de liberdade quando presentes os 
requisitos legais. 
Ademais, o mencionado autor também explica que as penas são dotadas de 
autonomia porque: 
 
 
 
Nesse sentido, vale citar o seguinte julgado do STJ: 
 
 
 
 
 
 
 
4. CARACTERÍSTICAS 
As penas restritivas de direitos são substitutivas porque resultam do procedimento judicial que, 
despois de aplicar uma pena privativa de liberdade, efetua sua substituição por uma ou mais penas 
restritivas de direitos, desde que presentes os requisitos legais. Isso ocorre em razão de os tipos penais 
não possuírem, no preceito secundário, a previsão direta de penas restritivas de direitos, as quais estão 
definidas pela Parte Geral do Código Penal. 
O rol do art. 43 do CP é taxativo? 
(...) uma vez substituídas, não podem ser cumuladas com a pena privativa de liberdade. Em suma, o 
magistrado deve aplicar isoladamente uma pena privativa de liberdade para, em seguida, substituí-la 
por uma ou mais restritivas de direitos. É vedado, contudo, somá-las. 
O art. 44 do Código Penal é claro ao afirmar a natureza autônoma das penas restritivas de direitos 
que, por sua vez, visam substituir a sanção corporal imposta àqueles condenados por infrações penais 
mais leves. 2. Diante do caráter substitutivo das sanções restritivas, vedada está sua cumulatividade 
com a pena privativa de liberdade, salvo expressa previsão legal, o que não é o caso dos autos. (AgRg 
no REsp 1102543 PR, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEXTA TURMA, julgado em 15/03/2011, DJe 
04/04/2011) 
Mas quanto tempo duram as penas restritivas de 
direitos? 
Direito Penal 
Tema: Penas restritivas de direitos I 
Prof. Tassio Duda 
 
 
Estabelece art. 55 do CP que as penas consistentes na prestação de serviços à 
comunidade ou a entidades públicas, interdição temporária de direitos e limitação de fim 
de semana terão a mesma duração da pena privativa de liberdade substituída. Veja: 
 
 
 
A regra não é aplicada, contudo, em relação às penas de prestação pecuniária e 
perda de bens e valores, pois são penas que não estão ligadas a um limite temporal da 
pena privativa de liberdade substituída, eis que possuem cunho patrimonial e não de 
restrição de direitos por prazo certo. 
Art. 55. As penas restritivas de direitos referidas nos incisos III, IV, V e VI do art. 43 terão a mesma 
duração da pena privativa de liberdade substituída, ressalvado o disposto no § 4o do art. 46. (Redação 
dada pela Lei nº 9.714, de 1998). 
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