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Noções de Direito Administrativo para TJ RJ

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NOÇÕES DE 
DIREITO 
ADMINISTRATIVO 
COLEÇÃO TJ RJ 
ATUALIZADO EM 26/05/2019 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 2 
 
 
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APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 3 
 
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO - TJ RJ 
 
 
1 Breves considerações sobre a prova.................................................................................. 4 
 
2 Administração pública direta e indireta – Centralização, Descentralização, Concentração e 
Desconcentração........................................................................................................................ 5 
 
3 Princípios....................................................................................................................................... 8 
 
4 Poderes Administrativos........................................................................................................ 10 
 
5 Atos Administrativos.............................................................................................................. 16 
 
6 Processo administrativo........................................................................................................ 18 
 
7 Servidores públicos................................................................................................................. 31 
 
 
 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 4 
 
Breves considerações sobre a prova 
 
A disciplina de Direito Administrativo é reconhecida como uma matéria de maior aprofundamento 
quanto a pontos doutrinários. 
 
E, no caso do último concurso do TJ RJ, para o cargo de técnico, a realidade não foi diferente. 
Houve a cobrança de um raciocínio doutrinário em boa parte das questões, como você pode verificar 
na planilha sobre o perfil da prova, enviada conjuntamente com esse material de estudo. 
 
O material de estudos resumido neste PDF está totalmente voltado para o perfil da prova. Porém, 
para evitar surpresas com questões mais profundas e complexas, recomendo muito que o estudante 
também aprofunde seus estudos com uma boa doutrina nesta disciplina, principalmente em 
momento anterior à publicação do edital. 
 
Recomendo a leitura, ao menos uma vez, do Curso de Direito Administrativo, de Maria Sylvia Zanella 
di Pietro, talvez a maior referência atual nesta disciplina, apenas em relação aos tópicos exigidos 
no edital. 
 
É extremamente recomendável fazer muitas questões da mesma banca nesta disciplina, para 
entender plenamente o que eles mais cobram dos candidatos. 
 
Assim, com certeza você terá um maior embasamento para a prova em Direito Administrativo, e 
terá ainda mais facilidade em compreender e memorizar plenamente o conteúdo deste resumo. 
 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 5 
 
Administração pública direta e indireta – Centralização, Descentralização, 
Concentração e Desconcentração 
 
A Administração Pública pode ser conceituada como o conjunto de órgãos, entidades e agentes 
estatais que praticam atos administrativos (e não atos próprios do governo), com vistas à satisfação 
das necessidades coletivas, e podem pertencer a qualquer um dos poderes ou funções estatais. 
 
Conforme leciona Hely Lopes Mirelles: "A Administração é o instrumento de que dispõe o Estado 
para pôr em prática as opções políticas do Governo." 
 
A natureza da administração pública é de um dever para a pessoa que detém o exercício de suas 
atividades. Este agente tem a obrigação de defender, conservar e aprimorar os bens, serviços e 
interesses públicos, sempre visando ao principal objetivo da Administração Pública: alcançar o bem 
comum da coletividade. 
 
Para cumprir esse objetivo, a Administração Pública age por meio de entidades, que se classificam 
em: 
 
1) Entidades Estatais - Pessoas jurídicas de direito público integrantes da estrutura do Estado, 
conforme previsto na Constituição Federal e possuem seus poderes e deveres políticos e 
administrativos (são exemplos a União, Estados, Distrito Federal, Municípios e etc.) 
 
2) Entidades autárquicas - pessoas jurídicas de direito público, que possuem natureza 
meramente administrativa (a seguir serão melhores descritas nesse material de estudo). 
 
3) Entidades fundacionais - Entidade dotada de personalidade jurídica própria de direito privado, 
sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa para o desenvolvimento de 
atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público. Possui autonomia 
administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento 
custeado por recursos do Estado e de outras fontes. 
 
Atenção! Entidades Paraestatais - Parte da doutrina insere "entidades paraestatais" como 
gênero do qual são espécies as empresas públicas, sociedades de economia mista e os serviços 
sociais autônomos (todas entidades de natureza privada, mas que realizam atividades de interesse 
público). 
 
 
 
Organização da Administração Pública 
 
A Administração Direta é aquela que compreende os órgãos das pessoas federativas: União, 
Estados, Distrito Federal e Municípios. 
 
A Administração Indireta é representada por entidades de personalidade jurídica própria, criadas 
pelo Estado para a realização de serviços de interesse público ou para agirem em atividade 
econômica, quando necessário. 
 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 6 
 
 
São integrantes da Administração Indireta: 
 
I - Autarquia – Trata-se de pessoa jurídica de direito público, criada para realizar determinado 
serviço de interesse público. Criada por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita 
próprios. Tem como fim a execução de atividades típicas da Administração Pública que requeiram, 
para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada. 
 
II - Fundação Pública - Entidade dotada de personalidade jurídica própria de direito privado, sem 
fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa para o desenvolvimento de atividades 
que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público. Possui autonomia 
administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento 
custeado por recursos do Estado e de outras fontes. 
 
III - Sociedade de Economia Mista - Entidade dotada de personalidade jurídica de direito 
privado, com a devida autorização para sua criação por lei específica, conforme inciso XIX do art. 
37da Constituição Federal, para a exploração de atividade econômica, sob a forma de sociedade 
anônima. As ações com direito a voto necessitam pertencer em sua maioria ao Estado ou a outra 
entidade da Administração Indireta. 
 
IV - Empresa Pública - Trata-se de pessoa jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e 
capital exclusivo, com a devida autorização para sua criação por lei específica, conforme inciso XIX 
do art. 37 da Constituição Federal, para a exploração de atividade econômica que o Governo seja 
levado a exercer por força de contingência ou de conveniência administrativa, podendo revestir-se 
de qualquer das formas admitidas em direito. Sujeita-se ao regime das empresas privadas. 
 
V - Agências - Foram importadas do sistema norte-americano e possuem função regulatória. 
Agencias executivas são autarquias ou fundações que celebram contrato de gestão com entes da 
Administração Direta, com os quais ficam vinculados. Agências reguladoras são autarquias em 
regime especial, com competência regulatória, com a finalidade de regular concessões, permissões 
e autorizações de serviços públicos. 
 
Fundação Pública VS Autarquia - A principal diferença entre Fundação e Autarquia é que na 
primeira a lei autoriza sua criação. No caso da Autarquia, a própria lei a cria. 
 
VI - Consórcios Públicos - Entidades criadas pela Lei nº 11.107/05, que integram a Administração 
Pública indireta, e se constituem como associações formadas por pessoas jurídicas políticas, e que 
podem adotar a natureza de pessoa jurídica de direito público ou privado, com criação mediante 
autorização legislativa. Recomendamos a leitura dessa lei para aprofundamento no tema. 
 
Atenção! Fique atento(a) ainda às diferenças conceituais entre desconcentração e descentralização 
administrativa, pois o tema é recorrente em provas de concursos: 
 
A desconcentração trata-se da distribuição dos serviços públicos dentro da mesma pessoa jurídica 
componente da Administração Pública, por meio de uma transferência com hierarquia, dividida entre 
seus órgãos. 
 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 7 
 
A descentralização consiste no deslocamento pela Administração Direta, com a distribuição, 
deslocamento ou tranferência da prestação de serviços para entes da Administração a Indireta 
(Autarquia, Fundações, Sociedades de Economia mista e etc.) ou para particulares. Nesta situação 
não há subordinação destas à Administração Direta, pois não existe hierarquia, porém há 
fiscalização e controle destes serviços descentralizados. 
 
Órgãos públicos 
Orgãos podem ser conceituados como centros de competência instituídos para o desempenho de 
funções estatais por meio de seus agentes, cuja atuação é imputada à pessoa jurídica a que 
pertencem. 
Celso Antônio Bandeira de Mello apresenta a seguinte conceituação: “os órgãos nada mais 
significam que círculos de atribuições, os feixes individuais de poderes funcionais repartidos no 
interior da personalidade estatal e expressados através dos agentes neles providos.“ 
São, portanto, unidades de atuação integrante da estrutura da administração direta ou indireta. 
Nenhum órgão possui personalidade jurídica própria, pois pertencem/integram uma Pessoa Jurídica 
de Direito Público. São resultado da desconcentração administrativa, e podem estar presentes na 
Administração Direta ou indireta. 
Alguns órgãos possuem autonomia gerencial, orçamentária e financeira, e podem firmar contrato 
de gestão. É possível, inclusive, que alguns órgãos possuam capacidade processual, para defesa de 
seus interesses em juízo. 
 
 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 8 
 
Princípios 
 
O caput do artigo 37 da Constituição Federal dispõe expressamente acerca dos princípios que a 
Administração Pública deve seguir na condução de suas atividades. São eles: 
 
1- Princípio da Legalidade: Toda atividade administrativa deve ser autorizada por lei. De acordo 
com Hely Lopes Meirelles, enquanto os indivíduos no campo privado podem fazer tudo o que a lei 
não veda, o administrador público só pode atuar naquilo a lei autoriza. 
 
2- Princípio da Impessoalidade: Também conhecido como Princípio da Finalidade, fixa que o 
administrador deve sempre agir em busca do interesse público e não em favor de interesses próprios 
ou de terceiros. 
 
3- Princípio da Moralidade: Não basta a conduta administrativa obedecer a lei, deve também 
respeitar os padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé. 
 
4- Princípio da Publicidade: Todos os atos administrativos, ressalvados algumas exceções em 
razão da segurança da sociedade e do Estado, devem receber a mais ampla divulgação possível 
entre os administrados. Trata-se de um verdadeiro requisito de eficácia dos atos administrativos 
contra terceiros. 
 
5- Princípio da Eficiência: Toda atividade administrativa deve ser prestada com perfeição e 
rapidez. Deve-se procurar produzir mais e em menos tempo. Sobre o tema, dispõe o artigo 5º, 
inciso LXXVIII, da Constituição Federal: “a todos, no âmbito judicial e administrativo, são 
assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua 
tramitação”. 
 
Nota: Uma maneira fácil de lembrar dos princípios administrativos que estão expressos na 
Constituição Federal, que são extremamente cobrados em concurso, é lembrar da palavra LIMPE: 
 
L egalidade, I mpessoalidade, M oralidade, P ublicidade e E ficiência 
 
 
Há também os princípios que não estão expressos na Constituição, mas sim no artigo 2º da Lei nº 
9.784/99, a qual regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal: 
 
Art. 2º - A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, 
motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança 
jurídica, interesse público e eficiência. 
 
Atenção: É muito importante o candidato saber quais são os princípios que a Administração deve 
seguir, tanto os previstos na Constituição Federal como na Lei nº 9.784/99, além de princípio 
implícitos e muito difundidos na doutrina, a seguir elencados: 
 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 9 
 
- Princípio da isonomia (ou igualdade) - impede a adoção de privilégios de tratamento entre 
os cidadãos. 
 
- Princípio da supremacia do interesse público - o interesse da coletividade deve prevalecer 
em relação aos interesses individuais (privados) em caso de conflitos entre esses. 
 
- Princípio da presunção de legitimidade (ou de presunção de veracidade) - presumem-
se legais e verdadeiros os atos administrativos praticados por agentes públicos. 
 
- Princípio da autoexecutoriedade - permissão à Administração Pública para realizar suas 
pretensões jurídicas e administrativas no plano material, sem a necessidade de pedir a chancela do 
Poder Judiciário. 
 
- Princípio da autotutela - é permitida à Administração Pública a revogação ou anulação de seus 
atos. Súmula nº 473 do STF: 
 
A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que 
os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por 
motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e 
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. 
 
- Princípio da hierarquia - há uma estrutura entre os órgãos públicos, de maneira que permite a 
existência de subordinação ou corrdenação entre eles. Esse princípio é a origem do poder disciplinar, 
entre outros poderes. 
 
- Princípio da indisponibilidade do interesse público - Os entes que compõem a 
Administração Pública não podem dispor dos interesses públicos, eles têm a obrigação de agir para 
realizá-los e protegê-los. 
 
- Princípio da razoabilidade - exige-se que os atos administrativos não respeitem apenas à 
legislação, mas também que todas decisões sejam tomadas com a utilização de critérios racionais, 
adequados e proporcionais aos fatos e interesses envolvidos. 
 
- Princípio da motivação - obrigação dos agentes públicosde demonstração dos fundamentos 
fáticos e de direito de suas decisões, com a finalidade de possibilitar o controle dos atos 
administrativos. 
 
 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 10 
 
Atos Administrativos 
 
Conceito do ato administrativo 
 
O ato administrativo pode ser conceituado como toda manifestação de vontade da Administração 
Pública, sob o regime de direito público, ordenada para a produção de efeitos jurídicos de interesse 
público. 
 
Na clássica definição de. Hely Lopes Meirelles, ato administrativo é: 
 
toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública que, agindo nessa 
qualidade, tenha por fim imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir 
e declarar direitos, ou impor obrigações aos administrados ou a si própria. 
 
Muito embora não haja previsão em lei ou consenso entre os doutrinadores sobre o conceito de ato 
administrativo, é importante saber que qualquer definição abrangerá sempre 3 pressupostos: 
 
1- Manifestação do Estado ou quem lhe esteja representando; 
 
2- Incidência das regras de direito público. 
 
3- Produção de efeitos jurídicos visando ao interesse público. 
 
 
Requisitos ou elementos de validade e eficácia ato administrativo 
 
Todo ato administrativo para ser válido e eficaz deve obedecer a cinco requisitos: competência, 
finalidade, forma, objeto e motivo. Para decorar os requisitos lembre-se da frase: 
 
Como Ficar Feliz? Ouvindo Música 
 
ou da outra frase: 
 
Como Ficar Fortão? Óbvio: Musculação! 
 
As iniciais de referidas frases são as mesmas dos requisitos do ato administrativo: 
 
C ompetência, F inalidade, F orma, O bjeto e M otivo 
 
Atenção! Fique atento que as bancas costumam confundir Objeto, um dos requisitos do ato 
administrativo, com Objetivo, pela proximidade entre a grafia e sonoridade das palavras. Não caia 
nesta pegadinha! 
 
1- Competência: Para que o ato seja válido é necessário que seja proferido por alguém autorizado 
por lei a praticar tal conduta. A competência administrativa tem como características: 
 
a) Natureza de ordem pública, pois sua atribuição é feita somente por lei. 
 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 11 
 
b) Intransferível pela vontade dos interessados. No entanto, em caso de avocação ou delegação 
prevista em lei, a competência para determinado ato pode ser transferida temporariamente. 
 
c) Irrenunciável, porque a competência deriva do cargo e não da pessoa. 
 
e) Incaducável ou imprescritível, posto que a competência não se extingue pela falta de uso ou 
pelo decurso do tempo, somente por determinação legal. 
 
2- Finalidade: Todo ato administrativo sempre deve visar ao interesse público. Se o agente 
praticar algum ato visando a interesse próprio ou alheio ao interesse público, o ato será nulo por 
desvio de finalidade, o que, inclusive, caracteriza o abuso de poder. 
 
3- Forma: É o modo e procedimentos previstos em lei que são necessários para a exteriorização 
dos atos administrativos. Em regra todo ato administrativo deverá ser por escrito. Somente se 
admitirá atos não escritos em casos de urgência e transitoriedade da manifestação. Ex: O assobio 
do guarda de trânsito para desviar os carros de um acidente na rodovia. 
 
4- Objeto: É o conteúdo do ato a fim de criar, modificar ou comprovar situações jurídicas, as quais 
sempre deverão ser lícitas e moralmente aceitas. 
 
5- Motivo: É a situação fática ou o fundamento jurídico que autoriza a realização do ato 
administrativo. Ex: Ultrapassar o sinal vermelho é o motivo de uma multa de trânsito. 
 
 
Atributos ou características do ato administrativo: 
 
1- Presunção de Legitimidade: Todo ato administrativo presume-se legal e verdadeiro até que 
alguém prove o contrário. Há a inversão do ônus da prova. 
 
2- Autoexecutoriedade: Ao ato administrativo assim que emanado pode ser executado 
imediatamente pela Administração, independentemente de ordem judicial. Exceto as 
desapropriações e multas. 
 
3- Imperatividade: O ato administrativo proferido em conformidade com a lei obriga todos 
aqueles que se encontrarem em seu círculo de incidência. Não pode o administrado se opor ao 
cumprimento. 
 
Para decorar os atributos ou características lembre-se da palavra: 
 
P A I 
 
P resunção de legitimidade, A utoexecutoriedade e I mperatividade. 
 
Atenção! Maria Silvia Di Pietro, renomada autora desta disciplina do Direito, afirma existir um 
quarto atributo: tipicidade. E algumas bancas costumam exigir esse conhecimento 
 
A tipicidade trata-se de uma consequência direta do princípio da legalidade. Maria Silvia Di Pietro 
define a tipicidade da seguinte forma: “Tipicidade é o atributo pelo qual o ato administrativo deve 
corresponder a figuras definidas previamente pela lei como aptas a produzir determinados 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 12 
 
resultados”. E podemos destacar que tal característica trata-se de uma garantia para que a 
Administração não aja de forma arbitrária. 
 
Para decorar os atributos ou características, com a inclusão da tipicidade, lembre-se da palavra: 
 
P A T I 
 
P resunção de legitimidade, A utoexecutoriedade, T ipicidade e I mperatividade. 
 
 
Classificação: 
 
A doutrina, em regra, classifica os atos administrativos em 05 grandes grupos: 
 
1- Quanto aos seus destinatários: 
 
a) Atos gerais ou regulamentares ou normativos: São comandos abstratos expedidos sem um 
destinatário determinado, alcançando a todos que se encontrem em uma determinada situação. 
Não podem ser impugnados enquanto seus efeitos não atingirem um caso em concreto. Exemplo: 
editais de concursos e instruções normativas. 
 
b) Atos individuais: São aqueles com um destinatário previamente determinado. Exemplo: Demissão 
e nomeação. 
 
2- Quanto ao alcance de seus efeitos: 
 
a) Atos internos: São aqueles que produzem efeitos somente dentro da Administração Pública, 
vinculando órgãos e agentes públicos. Não precisam ser publicados na imprensa oficial porque não 
atingirão terceiros. Exemplo: Portaria. 
 
b) Atos externos: Atingem a todos: órgãos, agentes públicos e particulares. Precisam ser publicados 
na imprensa oficial para que todos saibam o teor do ato. Exemplo: Decreto. 
 
3- Quanto ao seu objeto: 
 
a) Atos de império: A Administração utiliza-se de sua supremacia para impor o seu cumprimento 
obrigatório ao administrado. Exemplo: Multa e interdição de estabelecimento. 
 
b) Atos de gestão: A Administração põe-se em posição de igualdade com o administrado. Não há o 
poder de coerção. Exemplo: Contrato de locação de imóveis. 
 
c) Atos de expediente: São atos proferidos na rotina administrativa, sem poder decisório, para 
andamento de processos administrativos. Exemplo: Juntada de documentos. 
 
4- Quanto à liberdade de atuação ou regramento: 
 
a) Atos vinculados: A sua elaboração fica vinculada ao que a lei estabelece. Caso cumpridos os 
requisitos legais, o ato deve ser expedido. Não há margem alguma de liberdade para o 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 13 
 
administrador. Exemplo: Licença para prática de determinada atividade, quando cumpridos os 
requisitos legais. 
 
b) Atos discricionários: São aqueles praticados conforme a conveniência e oportunidade do 
administrador quanto ao objeto e o motivo do ato. Os outros requisitos: competência, finalidade e 
forma não comportam liberdade na escolha, serão sempre vinculados ao que a lei determinar. 
Exemplo: Autorização. 
 
É importante ressaltar que atos discricionários não se confundem com atos arbitrários. Os atos 
discricionários são praticados dentro dos limites que a lei estabelece, já os arbitrários são praticados 
sem qualquer respaldo em lei. 
 
Atenção! A diferença entre atos vinculados e discricionários, bem como os seus exemplos 
costumam cair com frequência nos concursos. 
 
 
5- Quanto à formação do ato: 
 
a) Atos simples: São aqueles derivados de um único órgão, seja singular ou colegiado. Não 
importa o número de pessoas envolvidas,mas sim que a vontade seja manifestada de forma única. 
Exemplo: Multa lavrada pelo Policial de Trânsito ou decisão de um conselho disciplinar. 
 
b) Atos compostos: De acordo com a lição de Maria Sylvia Zanella Di Pietro: 
 
Ato composto é o que resulta da manifestação de dois ou mais órgãos, em 
que a vontade de um é instrumental em relação a de outro, que edita o ato 
principal. Enquanto no ato complexo fundem-se vontades para praticar um ato 
só, no ato composto, praticam-se dois atos, um principal e outro acessório; 
este último pode ser pressuposto ou complementar daquele. Exemplo: a 
nomeação do Procurador-Geral da República depende da prévia aprovação pelo 
Senado (art. 128, § 1o, da Constituição); a nomeação é o ato principal, sendo 
a aprovação prévia o ato acessório, pressuposto do principal... (Di Pietro, Maria 
Sylvia Zanella. Direito Administrativo (p. 282). Atlas. Edição do Kindle.) 
 
c) Atos complexos: Surgem da conjugação da vontade de órgãos administrativos diferentes. São 
vontades autônomas que juntas formam um ato único. Exemplo: Decreto que é assinado pelo Chefe 
do Executivo e referendado por Ministro de Estado; 
 
 
Espécies de atos administrativos: 
Segundo Hely Lopes Meirelles, podemos agrupar os atos administrativos em 5 cinco tipos: 
Atos normativos: possuem comando geral do Executivo com vistas ao cumprimento regular de 
uma lei. Podem ser exeteriorizados de forma geral e abstrata (decreto que regulamenta uma 
determinada lei, por exemplo), ou individual e concreta (decreto de nomeação de um servidor em 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 14 
 
decorrência de aprovação em concurso público). São exemplos o regulamento, decreto, regimento, 
resolução e etc. 
Atos ordinatórios: tem a finalidade de disciplinar o funcionamento da Administração e a conduta 
de seus agentes no exercício de suas funções. Tem origem no poder hierárquico, ou seja, podem 
ser expedidos por chefes de serviços aos servidores subordinados, em hierarquia inferior. Logo, não 
obrigam aos particulares. São exemplos: instruções, avisos, portarias, ordens de serviço e 
memorandos. 
Atos negociais: possuem uma manifestação de vontade da Administração, com a finalidade de 
concretizar negócio jurídico ou a deferir certa faculdade ao particular, nas condições impostas ou 
consentidas pelo Poder Público. São exemplos as licenças, autorizações e permissões. 
Atos enunciativos: Nestas atos a Administração Pública certifica ou a atesta a ocorrência um fato 
(são exemplos certidões e atestados), ou emite uma opinião sobre determinado assunto (é exemplo 
o parecer), e tais atos fazem parte de registros, processos e arquivos públicos, e por essa razão 
ficam vinculados quanto ao motivo e ao conteúdo. 
Atos punitivos: são sanções impostas pela legislação e aplicadas pela Administração Pública, para 
punição de infrações administrativas e condutas irregulares de servidores ou de particulares em 
face da Administração. São exemplos a multa administrativa, interdição administrativa, destruição 
de coisas e todas penalidades previstas em lei para punição administrativa de servidores. 
 
Extinção dos atos administrativos 
 
José dos Santos Carvalho Filho ensina que existem 5 formas de extinção dos atos administrativos: 
 
1- Extinção natural: É aquela que decorre do cumprimento normal dos efeitos do ato. Exemplo: 
Autorização para a realização de uma festa em espaço público. A autorização será extinta assim 
que a festa acabar. 
 
2- Extinção subjetiva: Ocorre com o desaparecimento do sujeito que se beneficiou do ato. A 
palavra "subjetiva" refere-se sempre ao "sujeito" (à pessoa). 
 
3- Extinção objetiva: O objeto do ato administrativo desaparece. Ex: Um estabelecimento que 
está interditado, desmorona. A palavra "objetiva" refere-se ao "objeto" (à coisa). 
 
4- Caducidade: O ato administrativo perde seus efeitos em virtude de uma lei ou ato posterior 
que não mais permite a sua prática. 
 
5- Desfazimento volitivo: Enquanto as outras formas de extinções dos atos administrativos 
ocorrem independentemente de manifestação, o desfazimento volitivo ocorre por força de vontade. 
O termo "voltivo" significa "algo que provém da vontade". Pode ser dividido em: 
 
a) Invalidação ou Anulação: É a extinção do ato que é ilegal, operando efeitos retroativos (ex 
tunc). Pode ser decretado tanto pelo administrador como pelo Poder Judiciário. 
 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 15 
 
b) Revogação: É a extinção que pode ser realizada apenas pela Administração, de um ato que 
tenha se tornado inconveniente ou inoportuno. Seus efeitos permanecem válidos até o momento 
da revogação, ou seja, não retroagem (ex nunc). 
 
c) Cassação: Trata-se de uma sanção aplicada àquele que se beneficiava com determinado ato, 
mas deixou de cumprir as condições que permitiam o benefício. 
 
d) Sanatória ou Convalidação: É o aproveitamento de atos administrativos com vícios sanáveis, 
com o fim de aproveitá-los no todo ou em parte. O ato que o convalida tem efeitos ex tunc, ou seja, 
seus efeitos retroagem até o momento em que o ato originário foi praticado. 
 
 
Vinculação e Discricionaridade 
 
a) Atos vinculados: A sua elaboração fica vinculada ao que a lei estabelece. Caso cumpridos os 
requisitos legais, o ato deve ser expedido. Não há margem alguma de liberdade para o 
administrador no caso de atos administrativo vinculados. Exemplo: Licença para prática de 
determinada atividade, quando cumpridos os requisitos legais. 
 
b) Atos discricionários: São aqueles praticados conforme a conveniência e oportunidade do 
administrador quanto ao objeto e o motivo do ato. Os outros requisitos: competência, finalidade e 
forma não comportam liberdade na escolha, serão sempre vinculados ao que a lei determinar. 
Exemplo: Autorização. 
 
É importante ressaltar que atos discricionários não se confundem com atos arbitrários. Os atos 
discricionários são praticados dentro dos limites que a lei estabelece, já os arbitrários são praticados 
sem qualquer respaldo em lei. 
 
Atenção! A diferença entre atos vinculados e discricionários costumam cair com frequência nos 
concursos. 
 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 16 
 
Poderes administrativos 
 
Entre os poderes que são inerentes à Administração Pública na condução de suas atividades em 
busca do interesse público, Hely Lopes Meirelles destaca: 
 
Atenção! Este tema é extremamente cobrado em concursos. É preciso saber o que cada poder 
administrativo representa e diferenciá-los uns dos outros 
 
1- Poder hierárquico: É o poder que a Administração dispõe para distribuir e escalonar as 
funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a relação de 
subordinação entre os seus servidores. 
 
2- Poder Disciplinar: É a faculdade de punir internamente as infrações funcionais cometidas por 
servidores e demais pessoas sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços da Administração Pública. 
 
3- Poder Regulamentar (também conhecido como Poder Normativo): É a faculdade que 
os Chefes do Poder Executivo (Presidente, Governador e Prefeito) dispõem para complementar ou 
explicar a lei com o fim de garantir a sua fiel execução. 
 
4- Poder de Polícia: É a faculdade que a Administração possui para condicionar e restringir o uso 
e gozo de bens, atividades individuais em benefício da coletividade ou do próprio Estado. 
 
Veja a definição legal contida no Código Tributário Nacional (texto original, sem modificações): 
 
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, 
limitando ou disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou 
abstenção de fato, em razão de intêresse público concernente à segurança, à higiene, 
à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de 
atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, 
à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuaisou 
coletivos. 
 
Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando 
desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância 
do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem 
abuso ou desvio de poder. 
 
 
Uso e abuso de poder: 
 
Os poderes administrativos são atribuições especiais conferidas aos agentes públicos, com a 
finalidade de imposição de cumprimento das obrigações necessárias à defesa e manutenção do 
interesse público. 
 
Poder-dever de agir: O agente público tem o dever de praticar os atos que são de sua 
competência, sob pena de responsabilização nas esferas administrativa, civil e penal, conforme o 
caso. Sobre o tema Hely Lopes Meirelles ensina que: “Se para o particular o poder de agir é uma 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 17 
 
faculdade, para o administrador público é uma obrigação de atuar, desde que se apresente o ensejo 
de exercitá-lo em benefício da comunidade” . Por isso mesmo não se fala apenas em poder de agir, 
mas sim poder-dever de agir em defesa do interesse público. 
 
A ação do agente público deve sempre estar fundamentado em lei, pois se agir fora de sua 
competência ficará configurado o excesso ou abuso de poder. 
O abuso de poder é um desvio na conduta do agente público, uma inobservência de seu poder-
dever de agir de acordo com a lei, com vistas ao alcance do interesse público. 
Existem 3 formas de manifestação do abuso de poder: 
1) Excesso de poder: ocorre caso o agente público competente age além do permitido na 
legislação, ou seja, atua ultra legem. 
2) Desvio de finalidade ou desvio de poder: neste caso o ato é praticado por motivos ou 
finalidade diversa daquela prevista na lei (atuação contra legem). O poder é atributo do cargo ou 
função, e não um privilégio concedido pessoalmente ao agente. 
 
3) Omissão: é a hipótese de inércia da Administração em praticar ato que seja de competência, 
sem justificativa, em inquívoca violação ao seu dever de ação. 
 
 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 18 
 
Processo administrativo 
 
O processo administrativo pode ser conceituado uma sequência de atos ou atividades da 
Administração, que estão conectados entre si, com a finalidade de realizar um efeito previsto na lei. 
É a forma adotada pela Administração Pública para a realização dos atos administrativos. 
 
Segundo José dos Santos Carvalho Filho " “o processo administrativo se consubstancia numa 
sucessão encadeada de fatos, juridicamente ordenados, destinados à obtenção de um resultado 
final, no caso, a prática de um ato administrativo final” (CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual 
de Direito Administrativo, p. 806) 
 
A Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999 regula o processo administrativo no âmbito da 
Administração pública Federal: 
 
CAPÍTULO I 
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 1o Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da 
Administração Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos 
administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração. 
§ 1o Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da 
União, quando no desempenho de função administrativa. 
§ 2o Para os fins desta Lei, consideram-se: 
I - órgão - a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da 
Administração indireta; 
II - entidade - a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica; 
III - autoridade - o servidor ou agente público dotado de poder de decisão. 
Art. 2o A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, 
motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança 
jurídica, interesse público e eficiência. 
Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: 
I - atuação conforme a lei e o Direito; 
II - atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou 
competências, salvo autorização em lei; 
III - objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou 
autoridades; 
IV - atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé; 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 19 
 
V - divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na 
Constituição; 
VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em 
medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público; 
VII - indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão; 
VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados; 
IX - adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e 
respeito aos direitos dos administrados; 
X - garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas 
e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de 
litígio; 
XI - proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei; 
XII - impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados; 
XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim 
público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação. 
 
CAPÍTULO II 
DOS DIREITOS DOS ADMINISTRADOS 
 
Art. 3o O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros 
que lhe sejam assegurados: 
I - ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício de seus 
direitos e o cumprimento de suas obrigações; 
II - ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, 
ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas; 
III - formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de 
consideração pelo órgão competente; 
IV - fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, 
por força de lei. 
 
CAPÍTULO III 
DOS DEVERES DO ADMINISTRADO 
 
Art. 4o São deveres do administrado perante a Administração, sem prejuízo de outros previstos em 
ato normativo: 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 20 
 
I - expor os fatos conforme a verdade; 
II - proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé; 
III - não agir de modo temerário; 
IV - prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. 
 
CAPÍTULO IV 
DO INÍCIO DO PROCESSO 
 
Art. 5o O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. 
Art. 6o O requerimento inicial do interessado, salvo casos em que for admitida solicitação oral, deve 
ser formulado por escrito e conter os seguintes dados: 
I - órgão ou autoridade administrativa a que se dirige; 
II - identificação do interessado ou de quem o represente; 
III - domicílio do requerente ou local para recebimento de comunicações; 
IV - formulação do pedido, com exposição dos fatos e de seus fundamentos; 
V - data e assinatura do requerente ou de seu representante. 
Parágrafo único. É vedada à Administração a recusa imotivada de recebimento de documentos, 
devendo o servidor orientar o interessado quanto ao suprimento de eventuais falhas. 
Art. 7o Os órgãos e entidades administrativas deverão elaborar modelos ou formulários 
padronizados para assuntos que importem pretensões equivalentes. 
Art. 8o Quando os pedidos de uma pluralidade de interessados tiverem conteúdo e fundamentos 
idênticos, poderão ser formulados em um único requerimento, salvo preceito legal em contrário. 
 
CAPÍTULO V 
DOS INTERESSADOS 
 
Art. 9o São legitimadoscomo interessados no processo administrativo: 
I - pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de direitos ou interesses individuais ou 
no exercício do direito de representação; 
II - aqueles que, sem terem iniciado o processo, têm direitos ou interesses que possam ser afetados 
pela decisão a ser adotada; 
III - as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos; 
IV - as pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto a direitos ou interesses difusos. 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 21 
 
Art. 10. São capazes, para fins de processo administrativo, os maiores de dezoito anos, ressalvada 
previsão especial em ato normativo próprio. 
 
CAPÍTULO VI 
DA COMPETÊNCIA 
 
Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída 
como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos. 
Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar 
parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam 
hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole 
técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. 
Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos 
colegiados aos respectivos presidentes. 
Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: 
 I - a edição de atos de caráter normativo; 
II - a decisão de recursos administrativos; 
III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. 
Art. 14. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial. 
§ 1o O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, os limites da atuação do 
delegado, a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível, podendo conter ressalva de 
exercício da atribuição delegada. 
§ 2o O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante. 
§ 3o As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e 
considerar-se-ão editadas pelo delegado. 
Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, 
a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. 
Art. 16. Os órgãos e entidades administrativas divulgarão publicamente os locais das respectivas 
sedes e, quando conveniente, a unidade fundacional competente em matéria de interesse especial. 
Art. 17. Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado 
perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir. 
 
 
 
 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 22 
 
CAPÍTULO VII 
DOS IMPEDIMENTOS E DA SUSPEIÇÃO 
 
Art. 18. É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que: 
I - tenha interesse direto ou indireto na matéria; 
II - tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se tais 
situações ocorrem quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e afins até o terceiro grau; 
III - esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo cônjuge ou 
companheiro. 
Art. 19. A autoridade ou servidor que incorrer em impedimento deve comunicar o fato à autoridade 
competente, abstendo-se de atuar. 
Parágrafo único. A omissão do dever de comunicar o impedimento constitui falta grave, para efeitos 
disciplinares. 
Art. 20. Pode ser argüida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou 
inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, 
parentes e afins até o terceiro grau. 
Art. 21. O indeferimento de alegação de suspeição poderá ser objeto de recurso, sem efeito 
suspensivo. 
 
CAPÍTULO VIII 
DA FORMA, TEMPO E LUGAR DOS ATOS DO PROCESSO 
 
Art. 22. Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a 
lei expressamente a exigir. 
§ 1o Os atos do processo devem ser produzidos por escrito, em vernáculo, com a data e o local de 
sua realização e a assinatura da autoridade responsável. 
§ 2o Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida 
de autenticidade. 
§ 3o A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo órgão administrativo. 
§ 4o O processo deverá ter suas páginas numeradas seqüencialmente e rubricadas. 
Art. 23. Os atos do processo devem realizar-se em dias úteis, no horário normal de funcionamento 
da repartição na qual tramitar o processo. 
Parágrafo único. Serão concluídos depois do horário normal os atos já iniciados, cujo adiamento 
prejudique o curso regular do procedimento ou cause dano ao interessado ou à Administração. 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 23 
 
Art. 24. Inexistindo disposição específica, os atos do órgão ou autoridade responsável pelo processo 
e dos administrados que dele participem devem ser praticados no prazo de cinco dias, salvo motivo 
de força maior. 
Parágrafo único. O prazo previsto neste artigo pode ser dilatado até o dobro, mediante comprovada 
justificação. 
Art. 25. Os atos do processo devem realizar-se preferencialmente na sede do órgão, cientificando-
se o interessado se outro for o local de realização. 
 
CAPÍTULO IX 
DA COMUNICAÇÃO DOS ATOS 
 
Art. 26. O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo determinará a 
intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências. 
§ 1o A intimação deverá conter: 
I - identificação do intimado e nome do órgão ou entidade administrativa; 
II - finalidade da intimação; 
III - data, hora e local em que deve comparecer; 
IV - se o intimado deve comparecer pessoalmente, ou fazer-se representar; 
V - informação da continuidade do processo independentemente do seu comparecimento; 
VI - indicação dos fatos e fundamentos legais pertinentes. 
§ 2o A intimação observará a antecedência mínima de três dias úteis quanto à data de 
comparecimento. 
§ 3o A intimação pode ser efetuada por ciência no processo, por via postal com aviso de 
recebimento, por telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado. 
§ 4o No caso de interessados indeterminados, desconhecidos ou com domicílio indefinido, a 
intimação deve ser efetuada por meio de publicação oficial. 
§ 5o As intimações serão nulas quando feitas sem observância das prescrições legais, mas o 
comparecimento do administrado supre sua falta ou irregularidade. 
Art. 27. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem 
a renúncia a direito pelo administrado. 
Parágrafo único. No prosseguimento do processo, será garantido direito de ampla defesa ao 
interessado. 
Art. 28. Devem ser objeto de intimação os atos do processo que resultem para o interessado em 
imposição de deveres, ônus, sanções ou restrição ao exercício de direitos e atividades e os atos de 
outra natureza, de seu interesse. 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 24 
 
CAPÍTULO X 
DA INSTRUÇÃO 
 
Art. 29. As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à 
tomada de decisão realizam-se de ofício ou mediante impulsão do órgão responsável pelo processo, 
sem prejuízo do direito dos interessados de propor atuações probatórias. 
§ 1o O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão 
do processo. 
§ 2o Os atos de instrução que exijam a atuação dos interessados devem realizar-se do modo menos 
oneroso para estes. 
 Art. 30. São inadmissíveis no processo administrativo as provas obtidas por meios ilícitos. 
 Art. 31. Quando a matéria do processo envolver assunto de interesse geral, o órgão competente 
poderá, mediante despacho motivado, abrir período de consulta pública para manifestação de 
terceiros, antes da decisão do pedido, se não houver prejuízopara a parte interessada. 
§ 1o A abertura da consulta pública será objeto de divulgação pelos meios oficiais, a fim de que 
pessoas físicas ou jurídicas possam examinar os autos, fixando-se prazo para oferecimento de 
alegações escritas. 
§ 2o O comparecimento à consulta pública não confere, por si, a condição de interessado do 
processo, mas confere o direito de obter da Administração resposta fundamentada, que poderá ser 
comum a todas as alegações substancialmente iguais. 
 Art. 32. Antes da tomada de decisão, a juízo da autoridade, diante da relevância da questão, poderá 
ser realizada audiência pública para debates sobre a matéria do processo. 
 Art. 33. Os órgãos e entidades administrativas, em matéria relevante, poderão estabelecer outros 
meios de participação de administrados, diretamente ou por meio de organizações e associações 
legalmente reconhecidas. 
 Art. 34. Os resultados da consulta e audiência pública e de outros meios de participação de 
administrados deverão ser apresentados com a indicação do procedimento adotado. 
Art. 35. Quando necessária à instrução do processo, a audiência de outros órgãos ou entidades 
administrativas poderá ser realizada em reunião conjunta, com a participação de titulares ou 
representantes dos órgãos competentes, lavrando-se a respectiva ata, a ser juntada aos autos. 
 Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído 
ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei. 
Art. 37. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos 
existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, 
o órgão competente para a instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das 
respectivas cópias. 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 25 
 
Art. 38. O interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão, juntar documentos 
e pareceres, requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto 
do processo. 
§ 1o Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão. 
§ 2o Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as provas propostas pelos 
interessados quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias. 
Art. 39. Quando for necessária a prestação de informações ou a apresentação de provas pelos 
interessados ou terceiros, serão expedidas intimações para esse fim, mencionando-se data, prazo, 
forma e condições de atendimento. 
Parágrafo único. Não sendo atendida a intimação, poderá o órgão competente, se entender 
relevante a matéria, suprir de ofício a omissão, não se eximindo de proferir a decisão. 
Art. 40. Quando dados, atuações ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à 
apreciação de pedido formulado, o não atendimento no prazo fixado pela Administração para a 
respectiva apresentação implicará arquivamento do processo. 
Art. 41. Os interessados serão intimados de prova ou diligência ordenada, com antecedência mínima 
de três dias úteis, mencionando-se data, hora e local de realização. 
Art. 42. Quando deva ser obrigatoriamente ouvido um órgão consultivo, o parecer deverá ser 
emitido no prazo máximo de quinze dias, salvo norma especial ou comprovada necessidade de 
maior prazo. 
§ 1o Se um parecer obrigatório e vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo não 
terá seguimento até a respectiva apresentação, responsabilizando-se quem der causa ao atraso. 
§ 2o Se um parecer obrigatório e não vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo 
poderá ter prosseguimento e ser decidido com sua dispensa, sem prejuízo da responsabilidade de 
quem se omitiu no atendimento. 
Art. 43. Quando por disposição de ato normativo devam ser previamente obtidos laudos técnicos 
de órgãos administrativos e estes não cumprirem o encargo no prazo assinalado, o órgão 
responsável pela instrução deverá solicitar laudo técnico de outro órgão dotado de qualificação e 
capacidade técnica equivalentes. 
Art. 44. Encerrada a instrução, o interessado terá o direito de manifestar-se no prazo máximo de 
dez dias, salvo se outro prazo for legalmente fixado. 
Art. 45. Em caso de risco iminente, a Administração Pública poderá motivadamente adotar 
providências acauteladoras sem a prévia manifestação do interessado. 
Art. 46. Os interessados têm direito à vista do processo e a obter certidões ou cópias reprográficas 
dos dados e documentos que o integram, ressalvados os dados e documentos de terceiros 
protegidos por sigilo ou pelo direito à privacidade, à honra e à imagem. 
Art. 47. O órgão de instrução que não for competente para emitir a decisão final elaborará relatório 
indicando o pedido inicial, o conteúdo das fases do procedimento e formulará proposta de decisão, 
objetivamente justificada, encaminhando o processo à autoridade competente. 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 26 
 
CAPÍTULO XI 
DO DEVER DE DECIDIR 
 
Art. 48. A Administração tem o dever de explicitamente emitir decisão nos processos administrativos 
e sobre solicitações ou reclamações, em matéria de sua competência. 
Art. 49. Concluída a instrução de processo administrativo, a Administração tem o prazo de até trinta 
dias para decidir, salvo prorrogação por igual período expressamente motivada. 
 
CAPÍTULO XII 
DA MOTIVAÇÃO 
 
Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos 
jurídicos, quando: 
I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; 
II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; 
III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública; 
IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório; 
V - decidam recursos administrativos; 
VI - decorram de reexame de ofício; 
VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres, laudos, 
propostas e relatórios oficiais; 
VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo. 
§ 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de 
concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, 
neste caso, serão parte integrante do ato. 
§ 2o Na solução de vários assuntos da mesma natureza, pode ser utilizado meio mecânico que 
reproduza os fundamentos das decisões, desde que não prejudique direito ou garantia dos 
interessados. 
§ 3o A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará da 
respectiva ata ou de termo escrito. 
 
 
 
 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 27 
 
CAPÍTULO XIII 
DA DESISTÊNCIA E OUTROS CASOS DE EXTINÇÃO DO PROCESSO 
 
Art. 51. O interessado poderá, mediante manifestação escrita, desistir total ou parcialmente do 
pedido formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis. 
§ 1o Havendo vários interessados, a desistência ou renúncia atinge somente quem a tenha 
formulado. 
§ 2o A desistência ou renúncia do interessado, conforme o caso, não prejudica o prosseguimento 
do processo, se a Administração considerar que o interesse público assim o exige. 
Art. 52. O órgão competente poderá declarar extinto o processo quando exaurida sua finalidade ou 
o objeto da decisão se tornar impossível, inútil ou prejudicado por fato superveniente. 
 
CAPÍTULO XIV 
DA ANULAÇÃO, REVOGAÇÃO E CONVALIDAÇÃO 
 
Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e 
pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. 
Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos 
favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, 
salvo comprovada má-fé. 
§ 1o No caso de efeitos patrimoniais contínuos, oprazo de decadência contar-se-á da percepção do 
primeiro pagamento. 
§ 2o Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que 
importe impugnação à validade do ato. 
Art. 55. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo 
a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria 
Administração. 
 
CAPÍTULO XV 
DO RECURSO ADMINISTRATIVO E DA REVISÃO 
 
Art. 56. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito. 
§ 1o O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não a reconsiderar no 
prazo de cinco dias, o encaminhará à autoridade superior. 
§ 2o Salvo exigência legal, a interposição de recurso administrativo independe de caução. 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 28 
 
§ 3o Se o recorrente alegar que a decisão administrativa contraria enunciado da súmula vinculante, 
caberá à autoridade prolatora da decisão impugnada, se não a reconsiderar, explicitar, antes de 
encaminhar o recurso à autoridade superior, as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da 
súmula, conforme o caso. (Incluído pela Lei nº 11.417, de 2006). Vigência 
Art. 57. O recurso administrativo tramitará no máximo por três instâncias administrativas, salvo 
disposição legal diversa. 
Art. 58. Têm legitimidade para interpor recurso administrativo: 
I - os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo; 
II - aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente afetados pela decisão recorrida; 
III - as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos; 
IV - os cidadãos ou associações, quanto a direitos ou interesses difusos. 
Art. 59. Salvo disposição legal específica, é de dez dias o prazo para interposição de recurso 
administrativo, contado a partir da ciência ou divulgação oficial da decisão recorrida. 
§ 1o Quando a lei não fixar prazo diferente, o recurso administrativo deverá ser decidido no prazo 
máximo de trinta dias, a partir do recebimento dos autos pelo órgão competente. 
§ 2o O prazo mencionado no parágrafo anterior poderá ser prorrogado por igual período, ante 
justificativa explícita. 
Art. 60. O recurso interpõe-se por meio de requerimento no qual o recorrente deverá expor os 
fundamentos do pedido de reexame, podendo juntar os documentos que julgar convenientes. 
Art. 61. Salvo disposição legal em contrário, o recurso não tem efeito suspensivo. 
Parágrafo único. Havendo justo receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente da 
execução, a autoridade recorrida ou a imediatamente superior poderá, de ofício ou a pedido, dar 
efeito suspensivo ao recurso. 
Art. 62. Interposto o recurso, o órgão competente para dele conhecer deverá intimar os demais 
interessados para que, no prazo de cinco dias úteis, apresentem alegações. 
Art. 63. O recurso não será conhecido quando interposto: 
I - fora do prazo; 
II - perante órgão incompetente; 
III - por quem não seja legitimado; 
IV - após exaurida a esfera administrativa. 
§ 1o Na hipótese do inciso II, será indicada ao recorrente a autoridade competente, sendo-lhe 
devolvido o prazo para recurso. 
§ 2o O não conhecimento do recurso não impede a Administração de rever de ofício o ato ilegal, 
desde que não ocorrida preclusão administrativa. 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 29 
 
Art. 64. O órgão competente para decidir o recurso poderá confirmar, modificar, anular ou revogar, 
total ou parcialmente, a decisão recorrida, se a matéria for de sua competência. 
Parágrafo único. Se da aplicação do disposto neste artigo puder decorrer gravame à situação do 
recorrente, este deverá ser cientificado para que formule suas alegações antes da decisão. 
Art. 64-A. Se o recorrente alegar violação de enunciado da súmula vinculante, o órgão competente 
para decidir o recurso explicitará as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula, conforme 
o caso. (Incluído pela Lei nº 11.417, de 2006). Vigência 
Art. 64-B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado 
da súmula vinculante, dar-se-á ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o 
julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos 
semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e 
penal. (Incluído pela Lei nº 11.417, de 2006). Vigência 
Art. 65. Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos, a qualquer 
tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis 
de justificar a inadequação da sanção aplicada. 
Parágrafo único. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da sanção. 
 
CAPÍTULO XVI 
DOS PRAZOS 
 
Art. 66. Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial, excluindo-se da 
contagem o dia do começo e incluindo-se o do vencimento. 
§ 1o Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil seguinte se o vencimento cair em dia 
em que não houver expediente ou este for encerrado antes da hora normal. 
§ 2o Os prazos expressos em dias contam-se de modo contínuo. 
§ 3o Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data. Se no mês do vencimento não 
houver o dia equivalente àquele do início do prazo, tem-se como termo o último dia do mês. 
Art. 67. Salvo motivo de força maior devidamente comprovado, os prazos processuais não se 
suspendem. 
 
CAPÍTULO XVII 
DAS SANÇÕES 
 
Art. 68. As sanções, a serem aplicadas por autoridade competente, terão natureza pecuniária ou 
consistirão em obrigação de fazer ou de não fazer, assegurado sempre o direito de defesa. 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 30 
 
 
CAPÍTULO XVIII 
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS 
 
Art. 69. Os processos administrativos específicos continuarão a reger-se por lei própria, aplicando-
se-lhes apenas subsidiariamente os preceitos desta Lei. 
Art. 69-A. Terão prioridade na tramitação, em qualquer órgão ou instância, os procedimentos 
administrativos em que figure como parte ou interessado: 
I - pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos; 
II - pessoa portadora de deficiência, física ou mental; 
III – (VETADO) 
IV - pessoa portadora de tuberculose ativa, esclerose múltipla, neoplasia maligna, hanseníase, 
paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose 
anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget 
(osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, ou 
outra doença grave, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença 
tenha sido contraída após o início do processo. 
§ 1o A pessoa interessada na obtenção do benefício, juntando prova de sua condição, deverá 
requerê-lo à autoridade administrativa competente, que determinará as providências a serem 
cumpridas. 
§ 2o Deferida a prioridade, os autos receberão identificação própria que evidencie o regime de 
tramitação prioritária. 
§ 3o (VETADO) 
§ 4o (VETADO) 
Art. 70. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
 
 
 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 31 
 
Servidores públicos 
 
Agentes públicos: espécies e classificação 
 
Agente público pode ser definido como qualquer pessoa física incumbida, de forma definitiva ou 
transitória, pelo exercício de alguma função estatal. 
 
Sua classificação não é ponto pacífico na doutrina de Direito Administrativo, assim iremos apontar 
as principais espécies cobradas em concursos públicos: 
 
a) Agentes políticos: São aqueles investidos em cargos, funções ou mandatos para o exercício 
de funções expressamente previstas na Constituição Federal. Exemplos: Magistrados,Senadores, 
Vereadores. 
 
b) Agentes Particulares Colaboradores: São particulares que executam determinadas funções 
tidas como públicas sem remuneração do Estado: Exemplos: Jurados, Mesários e Titulares de Notas 
e Registros. 
 
c) Servidores Públicos: São pessoas que possuem um vínculo permanente com o Estado, e dele 
recebem habitualmente remuneração correspondente ao seu trabalho. 
 
 
Agentes públicos: Poderes, deveres e prerrogativas 
 
Os poderes administrativos são atribuições especiais conferidas aos agentes públicos, com a 
finalidade de imposição de cumprimento das obrigações necessárias à defesa e manutenção do 
interesse público. 
 
Poder-dever de agir (uso do poder): O agente público tem o dever de praticar os atos que são 
de sua competência, sob pena de responsabilização nas esferas administrativa, civil e penal, 
conforme o caso. Sobre o tema Hely Lopes Meirelles ensina que: “Se para o particular o poder de 
agir é uma faculdade, para o administrador público é uma obrigação de atuar, desde que se 
apresente o ensejo de exercitá-lo em benefício da comunidade” . Por isso mesmo não se fala apenas 
em poder de agir, mas sim poder-dever de agir em defesa do interesse público. 
 
A ação do agente público deve sempre estar fundamentado em lei, pois se agir fora de sua 
competência ficará configurado o excesso ou abuso de poder. 
 
O abuso de poder é um desvio na conduta do agente público, uma inobservência de seu poder-
dever de agir de acordo com a lei, com vistas ao alcance do interesse público. 
Existem 3 formas de manifestação do abuso de poder: 
1) Excesso de poder: ocorre caso o agente público competente age além do permitido na 
legislação, ou seja, atua ultra legem. 
2) Desvio de finalidade ou desvio de poder: neste caso o ato é praticado por motivos ou 
finalidade diversa daquela prevista na lei (atuação contra legem). O poder é atributo do cargo ou 
função, e não um privilégio concedido pessoalmente ao agente. 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 32 
 
 
3) Omissão: é a hipótese de inércia da Administração em praticar ato que seja de competência, 
sem justificativa, em inquívoca violação ao seu dever de ação. 
 
São deveres do agente público: 
 
1- Dever de probidade: A atuação do agente sempre deve estar fundamentada na honestidade 
e moralidade no trato com os administrados e com a própria Administração. 
 
2- Dever de prestar contas: É uma obrigação natural de quem tem a incumbência de gerenciar 
os bens e interesses alheios. Se a coisa administrada é pública, deve-se prestar contas ao público. 
Este dever está intimamente conectado com o princípio da publicidade. 
 
3- Dever de eficiência: É o “dever da boa administração”, que é aquela na qual se produz mais 
e sempre com qualidade. 
 
As prerrogativas são os privilégios que são atribuídos aos agentes públicos pelo cargo em que ocupa. 
Exemplo: Férias, licenças, remuneração, gratificações, que estão expressamente previstas na Lei 
Federal nº 8.112/90, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União. Em 
caso de servidores de outras esferas, como dos Tribunais Estaduais, há legislação própria aplicável. 
 
 
Agentes públicos: Cargo, emprego e função pública 
 
Na definição legal dada pela Lei nº 8.112/90, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores 
públicos civis da União, cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na 
estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor: 
 
Art. 3o Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na 
estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor. 
 
Hely Lopes Meirelles define cargo público como: “o lugar instituído na organização do serviço 
público, com denominação própria, atribuições e responsabilidades específicas e estipendia 
correspondente para ser provido e exercido por um titular, na forma estabelecida em lei.”. 
 
Os cargos podem ser organizados por: 
 
a) Classe: É o conjunto de cargos da mesma natureza com idênticas atribuições, responsabilidades 
e remuneração. 
 
b) Carreira: É a organização dos cargos conforme as hierarquias fixadas em lei. 
 
Os cargos classificam-se em: 
 
a) Cargos Vitalícios: São previstos na Constituição Federal para que os seus ocupantes possam 
atuar com independência. Seus titulares não podem perder o cargo através de processo 
administrativo. É necessário, neste caso, que a extinção do vínculo ocorra por meio de processo 
judicial. Exemplos: Magistrados e membros do Ministério Público. 
 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 33 
 
Art. 95 da Constituição Federal: 
Os juízes gozam das seguintes garantias: 
I - vitaliciedade, que, no primeiro grau, só será adquirida após dois anos de exercício, 
dependendo a perda do cargo, nesse período, de deliberação do tribunal a que o juiz 
estiver vinculado, e, nos demais casos, de sentença judicial transitada em julgado; 
 
§5º do art. 128 da Constituição Federal: 
§ 5º Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos 
respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o 
estatuto de cada Ministério Público, observadas, relativamente a seus membros: 
I - as seguintes garantias: 
a) vitaliciedade, após dois anos de exercício, não podendo perder o cargo senão por 
sentença judicial transitada em julgado; 
 
b) Cargos Efetivos: São aqueles ocupados por servidores que foram aprovados, exclusivamente 
por meio de concurso público de provas e títulos. Se o cargo não for vitalício ou em comissão será 
necessariamente efetivo. Após 3 anos de permanência no cargo efetivo, o servidor adquire 
estabilidade no cargo se for considerado apto na avaliação especial de desempenho. Com a 
estabilidade, o servidor somente perderá o cargo nos casos previstos no artigo 41, §1º da 
Constituição Federal, ou seja, através de: 
 
I- sentença em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 
 
II - processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa ou 
 
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei 
complementar, assegurada ampla defesa. 
 
c) Cargos em Comissão: São cargos de ocupação transitória e somente podem ser destinados as 
funções de chefia, direção e assessoramento. Seus titulares não adquirem estabilidade e sua 
nomeação dispensa a aprovação prévia em concurso público, bem como para que ocorra a sua 
exoneração não é necessária qualquer formalidade, ficando a critério exclusivo da autoridade que 
o nomeou. Por essa razão, são considerados como cargos de livre nomeação e exoneração (Art. 37, 
II, CF). 
 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de 
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao 
seguinte: 
... 
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em 
concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a 
complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as 
nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e 
exoneração; 
 
Emprego público: É o exercício das funções públicas firmadas através de um contrato de trabalho 
derivado do regime celetista (regido pela CLT). Veja a redação da súmula nº 390 sobre o tema: 
 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 34 
 
390 - Estabilidade. Art. 41 da CF/1988. Celetista. Administração direta, 
autárquica ou fundacional. Aplicabilidade. Empregado de empresa pública 
e sociedade de economia mista. Inaplicável. 
I - O servidor público celetista da administração direta, autárquica ou fundacional é 
beneficiário da estabilidade prevista no art. 41 da CF/1988. (ex-OJ nº 265 da SDI-1 
- Inserida em 27.09.2002 e ex-OJ nº 22 da SDI-2 - Inserida em 20.09.00) 
II - Ao empregado de empresa pública ou de sociedade de economia mista, aindaque admitido mediante aprovação em concurso público, não é garantida a 
estabilidade prevista no art. 41 da CF/1988. (ex-Oj nº 229 - Inserida em 20.06.2001) 
Função pública: é a atribuição ou conjunto de atribuições que são desempenhadas no exercício 
da atividade administrativa. 
 
Atenção! Os servidores podem estabilizar-se nos cargos, mas não nas funções. 
 
Atenção! Todo o cargo tem função, mas pode haver função sem cargo. 
 
 
Importante! Veja que o material contido no pdf referente à LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR possui 
extrema conexão com o presente tópico, pois contém as normas estaduais que regem os servidores 
públicos estaduais do Rio de Janeiro. Portanto, recomendamos que o presente tópico seja estudado 
em conjunto com tal legislação complementar. 
Para evitar a repetição de conteúdo, remetemos o estudante ao pdf referente à LEGISLAÇÃO 
COMPLEMENTAR. 
 
 
 
APROVAÇÃO ÁGIL - NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (TJ RJ) 35 
 
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