A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
9 pág.
ESTUDO DIRIGIDO DE BIOLOGIA CELULAR I PARA A AP2

Pré-visualização | Página 2 de 3

celulares 
podem, a princípio, fagocitar. 
32. Como podemos distinguir pinocitose de fagocitose? 
Na pinocitose são englobadas pequenas porções de fluido extracelular, formando vesículas 
menores que 150 nm. Na fagocitose são internalizadas partículas maiores e o vacúolo 
endocítico mede 250 nm ou mais. 
33. Na endocitose mediada por receptor, que tipos de molécula atuam como ligante na 
célula-alvo? 
Moléculas de superfície, como açúcares ou anticorpos aderidos à superfície da célula-alvo. 
34. O que é macropinocitose? Qual sua utilidade para a célula? 
São vacúolos que englobam grande quantidade de fluido extracelular pela projeção de um 
pseudópodeo para a face dorsal da célula. Além de aquisição de nutrientes, células do sistema 
imune fazem um patrulhamento por amostragem, detectando possíveis moléculas estranhas. 
 
AULA 15 – COMPARTIMENTOS ENDOCÍTICOS 
35. Qual a principal vantagem da endocitose mediada por receptor em relação à 
endocitose de fase fluida? 
Em ambas, a vesícula endocítica possui o mesmo tamanho, mas na endocitose mediada por 
receptor há muito mais partículas endocitadas em cada vesícula. Em outras palavras, a 
eficiência é maior, pois as partículas são concentradas na área de membrana que dará origem 
à vesícula endocítica. 
36. Como os complexos receptor-ligantes são reunidos em uma área da membrana? 
Sob o lado citoplasmático da membrana organiza-se uma rede de moléculas de clatrina. Essas 
moléculas de clatrina se ligam a proteínas adaptadoras, as adaptinas, que por sua vez se ligam 
aos complexos receptor-ligante. 
37. Como é a molécula de clatrina? Como é o polímero formado por ela? 
A molécula de clatrina se parece com uma estrela de 3 pernas e o polímero forma hexágonos e 
pentágonos, se fechando numa esfera, como uma bola de futebol. 
38. Como a vesícula revestida por clatrina se solta da membrana plasmática? 
Ela é estrangulada pela proteína dinamina. 
39. O que é um endossoma inicial? 
O endossoma inicial é formado pela fusão de várias vesículas endocíticas, já sem o 
revestimento de clatrina, com um compartimento com pH levemente ácido (6,5). 
40. O que acontece nesse compartimento? 
Os ligantes se desligam de seus receptores. Estes últimos se destacarão e formarão vesículas 
de reciclagem, voltando à membrana, onde poderão capturar mais ligantes. Os ligantes 
prosseguirão para outro compartimento. 
41. O que torna o endossoma ácido? 
A presença de uma proteína transmembrana que importa prótons do citoplasma para esse 
compartimento por transporte ativo. 
42. O que é o endossoma tardio? 
É um compartimento um pouco mais ácido que o endossoma inicial (pH 6,0) para onde são 
conduzidos os ligantes do endossoma inicial e que recebe enzimas lisossomais recém-
sintetizadas. 
43. De onde vêm as enzimas lisossomais? Como são endereçadas aos compartimentos 
endocíticos? 
Elas são sintetizadas no retículo e no Golgi, como todas as proteínas de secreção, e contêm 
um sinal característico: a manose 6-fosfato. 
44. Por que as enzimas lisossomais não digerem as proteínas do próprio lisossoma? 
Porque a membrana interna dos lisossomas é muito glicosilada, e os lisossomas não possuem 
a enzima que digere o último açúcar da árvore glicídica, o ácido siálico, impedindo, assim, as 
outras enzimas de alcançar a membrana do lisossoma. 
45. O que são doenças de armazenamento? 
Quando uma mutação faz com que enzimas lisossomais sejam defeituosas (podem não 
funcionar, podem não ter seqüência de endereçamento correta), os substratos que elas 
deveriam digerir acabam se acumulando no citoplasma ou no meio extracelular. 
46. O que é autofagia? Como se forma o vacúolo autofágico? 
É quando a célula digere alguns de suas próprias componentes, como mitocôndrias, que 
estejam “sobrando”. O vacúolo autofágico se forma a partir de membranas do retículo, que 
envolvem a organela que vai ser degradada, criando um ambiente apropriado à ação das 
enzimas lisossomais. 
 
AULA 16 – ORGANIZAÇÃO GERAL DO CITOESQUELETO 
47. Por que as células eucariontes não podem prescindir de um citoesqueleto? 
Pelo seu tamanho. São muito grandes, quando comparadas às bactérias e outros procariontes 
e “desabariam” sob seu próprio volume. 
48. Por que os procariontes não precisam de um citoesqueleto? Que estrutura é 
responsável pela manutenção da forma das bactérias? 
Porque, além de pequenos, possuem uma parede celular, que lhes confere forma e a distância 
entre seus espaços internos e a superfície nunca é grande. 
49. Quais as funções do citoesqueleto? 
Forma, sustentação, movimento: da célula como um todo e das estruturas intracelulares. 
50. Quais os componentes do citoesqueleto? 
Microfilamentos, microtúbulos e filamentos intermediários 
51. Caracterize cada um dos tipos de filamento do citoesqueleto quanto ao diâmetro, 
proteína característica, estabilidade, resistência e localização na célula. 
 
 
AULA 17 – OS FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS 
52. Diferencie uma proteína fibrilar de uma globular, fazendo um esquema da cada tipo. 
A proteína fibrilar é alongada, e a globular é enovelada 
 
53. Que tipo de proteína forma os filamentos intermediários: fibrilar ou globular? 
Os filamentos intermediários são formados por proteínas fibrilares. 
54. O que é um tetrâmero? Por que os tetrâmeros que formam os filamentos 
intermediários não são polarizados? Como as proteínas poderiam se organizar para 
formar tetrâmeros polarizados? 
São estruturas formadas pela combinação de quatro moléculas. Porque ambos possuem NH2 
(amina) e COOH (carboxila) nas duas extremidades. Se numa ponta do tetrâmero estivessem 
todas as extremidades NH2 e na outra todas as COOH. 
55. Em que tipos celulares são encontrados filamentos de queratina? Que outras 
estruturas são formadas por queratina? 
Tipicamente nos epitélios. A queratina também forma cabelos, pelos, unhas, cascos e garras. 
As penas das aves também são formadas por um tipo diferente de queratina. 
56. Quais os tipos de filamentos intermediários encontrados nas células do sistema 
nervoso (neurônios, células gliais e neurônios periféricos)? 
Nos neurônios, os neurofilamentos; nas células da glia, a proteína acídica glial; e nos neurônios 
periféricos, a periferina. 
57. Como os filamentos intermediários podem ser úteis no diagnóstico do câncer? 
Identificando-se os filamentos intermediários presentes nas células tumorais é possível 
descobrir a origem primária do câncer e optar por um melhor tratamento. 
58. De que tipos celulares são característicos os filamentos de vimentina e desmina, 
respectivamente? 
Vimentina, das células de origem mesenquimal: tecidos conjuntivos de modo geral e endotélio 
dos vasos. Desmina, nas células musculares. 
59. Qual a doença associada ao aumento excessivo de neurofilamentos? 
A esclerose amiotrófica lateral, onde o acúmulo de neurofilamentos no axônio dificulta o 
transporte do estímulo nervoso. 
60. Por que as lâminas nucleares devem se despolimerizar durante a divisão mitótica? O 
que ocorre durante a divisão nas células que não possuem lâminas? 
Para que o envoltório nuclear se desagregue. Nas células sem lâmina nuclear a mitose é dita 
fechada, isto é, ocorre sem que o envoltório se desfaça. 
61. Com os conhecimentos adquiridos nesta aula, comente a frase: “do pó vieste e ao pó 
retornarás”. 
Grande parte da poeira que se acumula numa casa resulta da descamação de células 
epiteliais, das quais resta principalmente a queratina. Também nas sepulturas, os restos 
mortais se resumem a ossos, dentes e estruturas formadas por queratina. Quer dizer, podemos 
não vir do pó, mas certamente ao pó retornaremos... 
 
AULA 18 – MICROTÚBULOS 
62. O que é um protofilamento? Quantos protofilamentos formam um microtúbulos? 
São filamentos formados pela ligação linear de dímeros de α e β- tubulina. Treze 
protofilamentos dispostos em paralelo se fecham, formando um túbulo oco: o microtúbulo. 
63. Qual a