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Acessibilidade em MuseusAcessibilidade em Museus Sumário Apresentação ..........................................................................................................3 Expografia Acessível ...............................................................................................5 Curadoria de acessibilidade ....................................................................................6 Acesso à informação ...............................................................................................6 Mediação e Comunicação Acessível ........................................................................6 Atendimento ao Público/ Acessibilidade Atitudinal ..................................................7 Barreiras físicas ......................................................................................................7 Barreiras sensoriais .................................................................................................7 Barreiras atitudinais ................................................................................................8 Encerramento ..........................................................................................................9 Módulo 3 – (In)acessibilidade em Museus 3 Apresentação Que bom ter você aqui novamente! Neste terceiro módulo, vamos tratar das dificuldades e dos fatores limitantes no que diz respeito ao acesso de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida aos museus e equipamentos culturais. Vamos fazer parte dessa reflexão? Os museus e equipamentos culturais trabalham com preservação e difusão do patri- mônio cultural. Contudo, muitos apresentam em seus espaços, em suas estratégias e em suas formas de atenção ao público algumas barreiras. Estas são provenientes de suas origens ligadas ao domínio do poder das elites e da tendência preserva- cionista, que considera a conservação do patrimônio material prioritária em relação ao acesso dos indivíduos. Essas barreiras precisam ser eliminadas a partir da com- preensão de que nossa sociedade é diversa e composta por pessoas com diferentes formas de acessar os espaços e conhecimentos. As adequações de acessibilidade universal, incluindo a eliminação de barreiras físi- cas, são obrigatórias para todos os museus e espaços culturais brasileiros, inclusive para aqueles situados em edifícios e monumentos históricos tombados por diferentes órgãos de proteção ao patrimônio (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – Unesco, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, Conselhos Estaduais, Municipais, Universitários). A legislação atual LBI – Lei Brasileira de Inclusão (2015) – corrobora com a recomendação da Convenção Inter- nacional da ONU pelos Direitos das Pessoas com Deficiência, com protocolo facul- tativo assinado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2008. Segundo o decreto, o direito de acessibilidade ao patrimônio é soberano às leis que apresentam restrições às adequações de acessibilidade em edifícios tombados. Cabe esclarecer que, para um edifício tombado realizar as adequações de acessibili- dade física, é necessário que seja proposto um projeto arquitetônico e que este seja submetido à avaliação dos técnicos responsáveis do órgão de defesa do patrimônio ao qual a instituição responde (Unesco, Iphan, Conselhos Estaduais, Municipais, Uni- versitários). Em alguns casos, o projeto originalmente proposto precisa sofrer algu- mas adequações para que as reformas físicas tenham uma solução que não desca- racterize os aspectos construtivos e decorativos que fazem parte de seu tombamento. Módulo 3 – (In)acessibilidade em Museus 4 A acessibilidade é uma forma de concepção de ambientes que considera o uso de todos os indivíduos independentemente de suas limitações físicas, intelectuais e sensoriais, desenvolvida a partir dos conceitos do movimento de Inclusão Social das Pessoas com Deficiência. Os benefícios da acessibilidade possibilitam a melhoria da qualidade de vida da população com e sem deficiência, proporcionando liberdade de escolhas e abertura de horizontes pessoais, profissionais e acadêmicos. De acordo com a Norma Brasileira de Acessibilidade ABNT-NBR 9050 – da Associação Brasileira de Normas Técnicas, acessibilidade significa “Possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para a utilização com segurança e autonomia de edificações, espaços, mobiliário, equipamento urbano e elementos”. Já a Acessibilidade Cultural pode ser entendida como um conjunto de adequações, medidas e atitudes que visam proporcionar bem-estar, acolhimento e acesso à frui- ção cultural para pessoas com deficiência, beneficiando públicos diversos. A acessibilidade em museus pressupõe que as exposições, os espaços de convivência, os serviços de informação, os programas de formação, as publicações, os audiovisuais e demais produtos oferecidos devem estar ao alcance de todos os indivíduos, percep- tíveis a todas as formas de comunicação e com sua utilização de forma clara, permi- tindo a autonomia dos usuários. Para serem acessíveis, os projetos culturais precisam ter serviços adequados para serem alcançados, acionados, utilizados e vivenciados por qualquer pessoa, independentemente de sua condição física ou comunicacional. Projeto Cultural Visto y No Visto do Museo Reina Sofia (disponível em: https://www. museoreinasofia.es/sites/default/files/educacion/programa_educativo_2015-2016_2-9-15_m.pdf) https://www.museoreinasofia.es/sites/default/files/educacion/programa_educativo_2015-2016_2-9-15_m.pdf https://www.museoreinasofia.es/sites/default/files/educacion/programa_educativo_2015-2016_2-9-15_m.pdf Módulo 3 – (In)acessibilidade em Museus 5 Para que os princípios da acessibilidade e da inclusão social das pessoas com de- ficiência sejam viabilizados nos museus, além do cumprimento dos parâmetros ex- pressos na legislação e nas normas nacionais e internacionais, é necessário desen- volver estratégias para renovação de parâmetros em: Expografia Acessível Elaboração de projetos expositivos que considerem a acessibilidade física, os recur- sos de comunicação acessíveis, os recursos sensoriais e as áreas de interação e descanso dos visitantes desde sua concepção. Exposição com recursos interativos e mobiliário acessível no Teatro Romano de Málaga – Málaga, Espanha Módulo 3 – (In)acessibilidade em Museus 6 Curadoria de acessibilidade Formas de representação de temas e assuntos inclusivas e com recursos sensoriais. Maquete tátil do sítio arqueológico de L’Almoina. Museu de La Almoina, – Valência, Espanha. Acesso à informação Redação de textos, legendas, folhetos e guias de visitação com parâmetros de escrita simples, evitando terminologia técnica/científica e com limite de tamanho baseado na capacidade leitora dos públicos em geral. Oferta de versões acessíveis em braille, áudio, e Libras para pessoas com deficiência visual e auditiva. Mediação e Comunicação Acessível Inclusão de recursos de comunicação e mediação multissensoriais dentro do projeto expositivo, e não como um material de uso exclusivo das pessoas com deficiência. Uso de estratégias e materiais sensoriais em ações educativas destinadas a públi- cos diversos. Módulo 3 – (In)acessibilidade em Museus 7 Atendimento ao Público/ Acessibilidade Atitudinal Eliminação de preconceitos e barreiras atitudinais para proporcionar o acolhimento dos visitantes com deficiências e diferenças. As principais barreiras existentes nos museus e em suas exposições são encontra- das na edificação e no seu entorno. Para identificá-las, você pode realizar uma avalia- ção considerando o percurso de chegada à instituição e a circulação interna de uma pessoa em cadeira de rodas, com mobilidade reduzida, com deficiência visual, surdez, deficiência intelectual e deficiência múltipla. Nesse percurso, é importante observar se há barreiras físicas, sensoriais e atitudinais. Barreiras físicas Observese há escadas, degraus, desníveis, rampas sem corrimão, corredores estrei- tos, pisos escorregadios, obstáculos não sinalizados (extintores de incêndio, janelas abertas para dentro, mobiliário expositivo e de serviços ao longo do percurso, placas, lixeiras), sanitário acessível para pessoas em cadeira de rodas e mobilidade reduzida. Acesso Principal do Museu do Diamante – Diamantina-MG Barreiras sensoriais Observe as formas de comunicação das exposições, ações educativas e eventos. Deve-se evitar o uso somente de recursos visuais. Módulo 3 – (In)acessibilidade em Museus 8 Verifique: § Se existe apresentação de informações em formato auditivo; § Se existem audiodescrição, legendas em português e janela de Libras nos ví- deos; § Se existem recursos táteis, olfativos e ambientações sonoras; § Se existem legendas e textos em braille e com caracteres ampliados; § Se são fornecidos guias de visitação acessíveis em Libras e áudio com au- diodescrição, folhetos e publicações em braille e/ou caracteres ampliados e escrita simples. Barreiras atitudinais Observe a recepção do visitante com deficiência, com mobilidade reduzida, com transtorno do espectro autista ou com outro tipo de neurodiversidade,1 desde a sua entrada na instituição. Disponibilize orientações básicas e acolhimento em ações educativas e eventos. Verifique se os colaboradores de recepção, segurança, atendimento e ação educativa sabem como guiar um visitante cego ou com baixa visão; como costumam se comu- nicar com um visitante surdo; como agem ao falar com uma pessoa com deficiência intelectual ou transtorno do espectro autista; como prestam assistência a um idoso ou a uma família com bebê; se compreendem o atendimento prioritário e a atenção necessária a esses públicos. Todas essas barreiras resultam na falta de acessibilidade nos espaços museológicos e de preservação do patrimônio. A partir da identificação de tais barreiras, é necessário elaborar estratégias para sua eliminação, seja por meio da inclusão dessa necessidade no plano museológico da instituição, seja por meio de projetos, de novo regimento interno ou de capacitação de suas equipes. Existem alterações que a equipe do museu não poderá realizar sem a assessoria e a contratação de profissionais e empresas especializadas, mas, mesmo para realizar essas contratações e supervisionar os serviços e produtos solicitados, é necessário conhecer os parâmetros e as práticas de acessibilidade vigentes. 1 Termo atualmente usado para representar pessoas com transtorno do espectro autista, síndrome de Asperger, TDAH, dislexia, síndrome de Tourette e outras. O conceito de neurodiversidade também é considerado na base de um movimen- to social que defende as variações da conectividade cerebral ao invés de considerar os transtornos como doença. Módulo 3 – (In)acessibilidade em Museus 9 Encerramento Finalizamos o terceiro módulo deste curso. Nos próximos módulos, iremos apresentar em detalhes os Recursos e adaptações Físicas e os Recursos sensoriais e educacionais que irão ajudá-los a elaborar planos e projetos de acessibilidade com base em diretrizes atuais. Siga com seus estudos e avance para o Módulo 4: Recursos e adaptações físicas. _GoBack Apresentação Expografia Acessível Curadoria de acessibilidade Acesso à informação Mediação e Comunicação Acessível Atendimento ao Público/ Acessibilidade Atitudinal Barreiras físicas Barreiras sensoriais Barreiras atitudinais Encerramento