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PORTUGUÊS INSTRUMENTAL - CCJ0129
Título
Caso Concreto - Semana 1
Descrição
Caso Concreto
Desenvolvimento
1 - Leia o poema abaixo e acentue corretamente todas as palavras proparoxítonas.
A rosa de Hiroxima
(Vinicius de Moraes)
Pensem nas crianças
Mudas telepaticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas calidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditaria
A rosa radioativa
Estupida e invalida
A rosa com cirrose
A antirrosa atomica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
2 ? Explique por que a palavra ?creem? não está acentuada na imagem abaixo.
3 - Todas as placas abaixo reproduzidas possuem palavras que não foram acentuadas de forma correta. Identifique-as e reescreva as placas, indicando a regra de acentuação que não foi observada.
4 - Forme as palavras, aplicando as regras de utilização do hífen.
pseudo + herói
auto + aprovação
ultra + radical
super + atleta
anti + caspa
ante + sala
ex + aluno
anti + hemorrágico
multi + idiomas
anti + inflamatório
neo + socialista
super + mercado
mega + computador
auto + retrato
multi + colorido
contra + regra
circum + mediterrâneo
auto + observação
co + autor
semi + integral
mini + hotel
micro + ondas
auto + análise
pré + natal
extra + oficial
pós + data
contra + cheque
extra + classe
inter + regional
5 - Complete o texto abaixo, utilizando corretamente por que / porque / por quê / porquê.
OS PORQUÊS DO PORQUINHO
Aconteceu na Grécia!
Era uma vez um jovem porquinho, belo e bom, muito pequenino, cuja vida foi dedicada à procura dos ____________________ da floresta. Tal porquinho, incansável em sua busca, passava o dia percorrendo matas, cavernas e savanas perguntando aos bichos e aos insetos que encontrava pelo caminho todos os tipos de ____________________ que lhes viessem à cabeça.
_ ____________________ você tem listras pretas se os cavalos não as têm ? - perguntava gentilmente o porquinho às zebras.
_ Pernas compridas ____________________, se outros pássaros não as têm? - indagava às siriemas, de forma perspicaz.
_ ____________________ isso? ____________________ aquilo?
Era um festival de ____________________, dia após dia, ano após ano, sem que ele encontrasse respostas adequadas aos seus questionamentos de porquinho.
Por exemplo, sempre que se deparava com uma abelha trabalhando arduamente, ele perguntava ____________________. E a pergunta era sempre a mesma:
_ Saberias, por acaso, ____________________ fazes o mel, oh querida abelhinha?
E a abelha, com seus conhecimentos de abelha, sempre respondia assim ao ____________________:
_ Fabrico o mel porque tenho que alimentar a colmeia.
Mas a resposta das abelhas não o satisfazia, ____________________ eram os ursos os maiores beneficiados com aquela atividade.
_ Alguma coisa deve estar muito errada, ____________________ eram os ursões que ficavam com quase todo o mel, sem ter produzido um pingo.- pensava o porquinho.
Então, valente como os porquinhos de sua época, seguia pela floresta à procura de ursões, fortes e poderosos, ansioso por que eles soubessem a resposta. Quando encontrava um, perguntava:
_ Senhor, grande e esperto ursão, poderias me dizer a razão e solucionar o ____________________ da questão?
E alguns ursos, mais exibidos, até tentavam responder, ____________________ de mel eles entendiam muito, mas sobre trabalho... as respostas eram sempre do senso comum de ursão e não resolviam a questão.
Elas fabricam o mel _____________________ ele é muito gostoso. - diziam uns.
_ Elas o fabricam ____________________ o mel é delicioso. - diziam outros.
Havia aqueles que se limitavam a olhar feio e, ainda, aqueles que até ameaçavam o pobre porquinho e iam embora, sem dizer ____________________. Apesar disso, o porquinho seguia em frente.
Um dia - porque toda história têm um dia especial - o porquinho encontrou um oráculo em seu caminho e resolveu elaborar o seu mais profundo ____________________. Afinal, oráculo é para essas coisas. Então, ele perguntou com sua voz fininha, mas de modo firme e sonoro
_ ____________________ existo?
Houve um profundo silêncio na floresta e o porquinho pensou que aquele ____________________ nunca seria respondido, afinal.
Mas de repente, o oráculo falou, estrondosamente, ____________________ era oráculo.
_ Procure o Sr. Leão, rei da floresta, e pergunte a ele ____________________ você existe. Só ele lhe dará uma resposta adequada.
Então, feliz, animado e saltitante, lá se foi o porquinho à casa do grande e sábio rei da floresta, carregando o seu também grande e sábio ____________________.
Ao chegar à casa do leão, o porquinho bateu à porta e, quando foi atendido por sua realeza, tratou logo de lascar o seu _____________________ mais precioso:
_ Sr. Leão, rei dos reis, sábio dos sábios, poderia Vossa Alteza me dizer ____________________ existo?
E o leão, ____________________ era leão, respondeu mais que depressa.
Nhac.
____________________ é o da história!
Fim
(http://www.gentequeeduca.org.br/planos-de-aula/introducao-gramatica-com-o-texto-os-porques-do-porquinho)
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PORTUGUÊS INSTRUMENTAL - CCJ0129
Título
Caso Concreto - Semana 1
Descrição
Caso Concreto
Desenvolvimento
1. As regras ortográficas da Língua Portuguesa.
Segundo o gramático Evanildo Bechara, a pontuação constitui, hoje? peça fundamental da comunicação? (BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. Rio de Janeiro: Lucerna. 2009, p. 604.) Assim, é preciso conhecer as orientações da NGB para o uso de sinais de pontuação, a fim de tornar o texto escrito mais claro para os receptores da mensagem.
1.1- Os tipos de sinais de pontuação
A pontuação é constituída pelos seguintes sinais gráficos:
1. os sinais separadores: vírgula [,]; ponto e vírgula [;]; ponto final [.]; ponto de exclamação[!]; reticências [...]
2. os sinais de comunicação: dois pontos [:]; aspas simples [? ?]; aspas duplas [? ?]; travessão simples [ - ]; travessão duplo [ ? ]; parênteses [( )]; chave aberta [ } ] e chave fechada [ { } ]
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PORTUGUÊS INSTRUMENTAL - CCJ0129
Título
Caso Concreto - Semana 3
Descrição
CASO CONCRETO
Desenvolvimento
APLICAÇÃO: ARTICULAÇÃO TEORIA E PRÁTICA
QUESTÃO 1:
O que são alimentos orgânicos? Na agricultura orgânica, não é permitido o uso de substâncias que coloquem em risco a saúde humana e o meio ambiente. Não são utilizados fertilizantes sintéticos solúveis, agrotóxicos e transgênicos. O Brasil, em função de possuir diferentes tipos de solo e clima, uma biodiversidade incrível aliada a uma grande diversidade cultural, é sem dúvida um dos países com maior potencial para o crescimento da produção orgânica.
Disponível em: < http://www.agricultura.gov.br/desenvolvimento-sustentavel/organicos/o-que-e-agricultura-organica>. Acesso em: 6 jul. 2015.
Leia o trecho acima e responda às questões:
a. Na oração 'não é permitido o uso de substâncias...', reescreva esse trecho substituindo 'o uso de substâncias' por 'utilização de substâncias', fazendo as adaptações necessárias.
b. Qual é o sujeito que concorda com a oração "Não são utilizados fertilizantes sintéticos solúveis, agrotóxicos e transgênicos."
QUESTÃO 2
"Um casal de mãos dadas na rua. Uma discussão animada de bar. Ou, no máximo, à distância, por telefone, no fim do dia, para contar as últimas, falar mal dos outros ou se indignar com os preços do chuchu e o resultado do futebol. Por cartas não se batia papo: no máximo, trocavam-se correspondências, impressões, declarações, notícias da vida. As respostas demoravam dias, semanas, meses. Poesia agônica. Extravios. Grandes verdades e mentiras."
(BLOCH, Arnaldo. Bate-papo é telepatia. O Globo, Rio de Janeiro, 2o Caderno. 09 jun.2012, p.10. Disponível em:
< http://oglobo.globo.com/blogs/arnaldo/posts/2012/06/09/a-telepatia-existe-cronica-de-hoje-no-globo-449665.asp>. Acesso em: 6 jul. 2015.)
Leia o trecho acima e responda às questões:
a. Na oração "trocavam-se correspondências, impressões, declarações, notícias da vida", explique a concordância verbal presente.
b. Reescreva essa oração, transformando-a em voz passiva analítica.
QUESTÃO 3
Sem rugas, Mafalda faz 50 anos
Há dois anos, quando o mundo comemorava o cinquentenário da personagem contestadora por causa da criação para a campanha publicitária, em 15 de março de 1962, o próprio criador se manifestou sobre a idade de sua obra e decretou: Mafalda só se tornaria cinquentona nesta segunda-feira.
- Mafalda completa 50 anos em 2014. O dia de sua primeira publicação foi 29 de setembro de 1964, na revista Primeira Plana. Para Quino é o dia do nascimento de Mafalda como personagem de tirinhas. Qualquer outro cálculo de aniversário é incorreto -, afirmou em comunicado.
Mafalda era uma mordaz menina de uma típica família de classe média argentina que, com suas ácidas críticas e seu olhar sobre o mundo, fez leitores de todo o planeta sorrirem e pensarem. A personagem viveu por 10 anos nas páginas de jornais e semanários argentinos. Em 1973, Quino decidiu encerrar a personagem, por "esgotamento de ideias", segundo ele próprio. Desde então, já se passaram mais de 40 anos, mas a menininha inconformada com os rumos da humanidade continua bem viva na memória dos milhares de fãs mundo afora.
Disponível em: <http://m.zerohora.com.br/noticia/4607755/mafalda-faz-50-anos-veja-5-momentos-da-menina-pop>. Acesso em: 6 jul. 2015.
Leia o trecho acima e responda às questões:
a. Explique o uso do verbo haver no singular no trecho "Há dois anos [...]".
b. Na oração "Desde então, já se passaram mais de 40 anos", reescreva a oração substituindo o verbo "passar" pelo "fazer".
QUESTÃO 4
COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (2014)
De acordo com a norma-padrão, assinale a alternativa que apresenta outra redação possível para? Na agricultura orgânica, não é permitido o uso de substâncias que coloquem em risco a saúde humana e o meio ambiente. (Linhas de 1 a 3).
(A) Não é permitido, na agricultura orgânica, a utilização de substâncias que coloquem em risco a saúde humana e o meio ambiente.
(B) Na agricultura orgânica, não é permitido o uso de substâncias os quais coloquem em risco a saúde humana e o meio ambiente.
(C) Não é permitido, na agricultura orgânica, o uso de substâncias que oferecem risco à saúde humana e ao meio ambiente.
(D) Na agricultura orgânica, não é permitido usar substâncias as quais exponham ao risco à saúde humana e o meio ambiente.
(E) Na agricultura orgânica, a utilização de substâncias que trazem risco à saúde humana e ao meio ambiente não é permitido.
QUESTÃO 5
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ? 2013 (Cargo administrador)
Dado o período: "E as áreas privadas da cidade, que formam cerca de 75% da superfície total, não ficam nem um pouco atrás, cobertas por telhados em cima de edifícios ou pelo cimento que os rodeia" (linhas 17 e 18), assinale a alternativa em que a alteração da ordem dos elementos e da pontuação NÃO gera prejuízo gramatical e do sentido básico.
a) E as áreas privados da cidade, que formam cerca de 75% da superfície total, cobertas por telhados em cima de edifícios ou pelo cimento que os rodeia, não ficam nem um pouco atrás.
b) E as áreas privadas que formam cerca de 75% da superfície total da cidade, não ficam nem um pouco atrás cobertas por telhados em cima de edifícios ou pelo cimento que os rodeia.
c) E as áreas privadas, que formam cerca de 75% da superfície total, não ficam nem um pouco atrás da cidade, cobertas por telhados em cima de edifícios ou pelo cimento que os rodeia.
d) E as áreas privadas da cidade, que formam cerca de 75% da superfície total não ficam nem um pouco atrás, cobertas por telhados em cima de edifícios ou pelo cimento que os rodeia.
QUESTÃO 6
Tribunal Regional Federal da 3ª Região? 2014 Cargo ou opção 01 - ANALISTA JUDICIÁRIO
13. O verbo flexionado no plural que também estaria corretamente flexionado no singular, sem que nenhuma outra alteração fosse feita, encontra-se em:
(A) Não é à toa que partiram daqui várias manifestações culturais...
(B) Sempre me pareceram sem sentido as guerras...
(C) São Paulo são muitas cidades em uma.
(D) São Paulo não tem símbolos que deem conta de...
(E) ... onde as informações diversas se misturam...
QUESTÃO 7
Tribunal Regional Federal da 3ª Região? 2014 Cargo ou opção 01 - ANALISTA JUDICIÁRIO
14. As regras de concordância estão plenamente respeitadas em:
(A) O crescimento indiscriminado que se observa na cidade de São Paulo fazem com que alguns de seus bairros sejam modificados em poucos anos.
(B) Devem-se às múltiplas ofertas de lazer e cultura a atração que São Paulo exerce sobre alguns turistas.
(C) Apesar de a cidade de São Paulo exibir belas alamedas arborizadas, deveriam haver mais áreas verdes na cidade.
(D) O ruído dos carros, que entram pelas janelas dos apartamentos, perturbam boa parte dos paulistanos.
(E) Na maioria dos bairros de São Paulo, encontram-se referências culinárias provenientes de diversas partes do planeta.
QUESTÃO 8
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 16 REGIÃO - 2014 Analista Judiciário Área Administrativa
5. Está inteiramente clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:
(A) Ao contrário dos que consideram os prefácios tão inúteis quanto inconvenientes, o autor julga que muitas dessas apresentações são mais atraentes e substanciosas do que o texto principal.
(B) Embora haja apresentações bem realizadas de livros, é indiscutível que boa parte delas primem pela inutilidade, inconveniência ou mesmo assumam o caráter de um estraga-prazeres.
(C) Há discordâncias quanto ao valor ou não dos prefácios, uma vez que alguns concordam com seu intento esclarecedor, ao passo que outros o negam, em razão de argumentos não valorativos.
(D) O autor acredita de que a maioria dos prefácios pode mesmo carecer de valor, ainda que em muitos casos, ao contrário, se estabelece uma utilidade insuspeita que chega a valorizá-lo mais que à obra.
(E) Não seria bom para um escritor, que viesse a ter como autor de seu prefácio um colega mais talentoso, tanto que isso poderia acarretar, nas bibliografias, uma importância exclusiva para o texto introdutório.
QUESTÃO 9
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 16 REGIÃO - Analista Judiciário Área Administrativa Cargo Analista Judiciário Área Administrativa
14. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no plural para preencher corretamente a lacuna da seguinte frase:
(A) ...... (ganhar) proeminência, entre as convicções de Montesquieu, a de que Deus nunca se afasta em definitivo de suas criaturas, ainda quando estas o esqueçam.
(B) Às leis imutáveis do mundo físico não se ...... (ater) a legislação dos homens, caracterizada muitas vezes pela inconstância e pela dificuldade de cumprimento.
(C) Dado que não ...... (competir) aos homens governar o mundo natural, deveriam eles buscar governar a si mesmos do modo mais justo e mais eficiente possível.
(D) Montesquieu lembra que ...... (dever) caber aos filó- sofos alertar os homens para não se esquecerem das leis morais que devem ser cumpridas.
(E) ...... (atuar) claramente nesse texto, onde tão bem se representa o pensamento de Montesquieu, os conceitos fundamentais de mundo físico e mundo inteligente.
QUESTÃO 10
Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região São Paulo? 2014 ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA
5. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se concordando com o elemento sublinhado na frase:
(A) Há trabalhos que a gente (executar) sem imaginar o sentido que ganharão no futuro.
(B) Os minutos de que se (necessitar) viver plenamente devem trazer consigo uma expectativa de futuro.
(C) As privações que me (competir) enfrentar não devem desestimularmeus empreendimento.
(D) As incertezas quanto ao meu próprio futuro não (dever) eximir-me de ser responsável por minhas decisões.
(E) Os desafios que cada um de nós hoje se (obrigar) a enfrentar fortalecem-nos diante do futuro.
QUESTÃO 11
MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL - DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS? DNOCS - COORDENAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS (2010) - Agente Administrativo
A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:
(A) Chegou ao fim as campanhas voltadas para a reciclagem de materiais nas cidades escolhidas no projeto-piloto.
(B) A conscientização dos moradores daquela área contaminada pelos resíduos tóxicos acabaram surtindo bons resultados.
(C) Muitos consumidores se mostram engajados na luta pela sustentabilidade e traduzem seu compromisso em tudo aquilo que compram.
(D) Atitudes firmes e claras voltadas para a sustentabilidade na exploração dos recursos da natureza deve trazer lucros promissores para as empresas.
(E) Deveria ser divulgado claramente os princípios que norteiam as atividades empresariais, como diretriz para orientar os consumidores.
QUESTÃO 12
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS (2013)
35. O manejo florestal, ...... os ambientalistas, gera mais dinheiro que o boi ou a agricultura: ? Nos lotes de 100 hectares, ...... madeiras ...... para os caras viverem sem fazer mais nada?. Preenchem corretamente as lacunas do segmento acima, na ordem dada:
(A) garante - produzem - suficiente
(B) garantem - produzem-se - suficientes
(C) garante-se - produz - suficientemente
(D) garante - produzem - suficientes
(E) garantem - produz-se - suficiente
QUESTÃO 13
COMPANHIA DO METROPOLITANO DE SÃO PAULO? METRÔ (2014)
As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
(A) Os textos memoráveis que, com a arte desse jornalista, apresentava sempre uma perspectiva especial, encantavam a todos os seus fiéis leitores.
(B) Com a maioria dos jornalistas acontecem, frequentemente, que se submetam às fáceis acomodações dessa desafiadora profissão.
(C) Aos leitores dos grandes jornalistas cabem não apenas ler com prazer suas matérias, mas encantarse com o ângulo criativo pelo qual trata suas matérias.
(D) Quem, entre os muitos jornalistas de hoje, habilita-se a desafiar os rígidos paradigmas que lhes impinge a direção de um jornal?
(E) Ainda haveriam, numa época de tanta pressa e tanta precipitação, jornalistas capazes de surpreender o leitor com uma linguagem de fato criativa?
QUESTÃO 14
COMPANHIA DO METROPOLITANO DE SÃO PAULO? METRÔ (2014)
Na frase Caso os leitores ...... (vir) a ler o jornal com maior rigor, certamente ...... (poder) perceber os estereótipos que ...... (predominam) nas reportagens de hoje, as lacunas serão corretamente preenchidas, na ordem dada, por:
(A) vierem - poderiam - predominariam
(B) virem - poderão - predominam
(C) viessem - poderão - predominassem
(D) vierem - podem - predominem
(E) viessem - poderiam? predominam
QUESTÃO 15
EMATER/ RS (2014)
QUESTÃO 08? Considerando o emprego dos pronomes relativos, assinale a alternativa na qual o vocábulo? que? não esteja sendo empregado como tal.
A) Mulheres que usam roupas...? (l.01).
B) roupas que mostram o corpo...? (l.01).
C) Homens que atacam mulheres...? (l.02).
D) Pais e mães que se orgulham...? (l.31).
E) Dizia que era para meu bem? (l.37).
QUESTÃO 16
BNDES (2012)
11 De acordo com a norma-padrão, o verbo haver não pode assumir a forma de plural quando é usado como verbo impessoal. A forma verbal destacada NÃO é impessoal em:
(A) Em muitos casos, não há alternativa senão defender uma visão conservadora da sociedade.
(B) Embora muitas pessoas insistam em não aceitar a mudança, para mim não há verdade indiscutível.
(C) Houve época em que os valores religiosos se impunham à quase totalidade das pessoas.
(D) Não haverá convívio social equilibrado e produtivo sem princípios e valores estabelecidos.
(E) Uma comunidade que não respeitasse certos princípios e normas haveria de fracassar.
QUESTÃO 17
PETROBRÁS (2014)
9 A concordância verbal NÃO está em consonância com a norma-padrão em:
(A) A maior parte dos alunos admiram seus professores.
(B) Fazem anos que a educação brasileira tem buscado novos métodos.
(C) Não sou dos que acreditam em uma educação tradicional.
(D) Foi dona Clotilde quem despertou o desejo dos alunos por aprender.
(E) Prezar e amar é fundamental para o processo de ensino-aprendizagem.
QUESTÃO 18
Companhia do Metropolitano de São Paulo? METRÔ (2014)
6. As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
(A) Os textos memoráveis que, com a arte desse jornalista, apresentava sempre uma perspectiva especial, encantavam a todos os seus fiéis leitores.
(B) Com a maioria dos jornalistas acontecem, frequentemente, que se submetam às fáceis acomodações dessa desafiadora profissão.
(C) Aos leitores dos grandes jornalistas cabem não apenas ler com prazer suas matérias, mas encantar-se com o ângulo criativo pelo qual trata suas matérias.
(D) Quem, entre os muitos jornalistas de hoje, habilita-se a desafiar os rígidos paradigmas que lhes impinge a direção de um jornal?
(E) Ainda haveriam, numa época de tanta pressa e tanta precipitação, jornalistas capazes de surpreender o leitor com uma linguagem de fato criativa?
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PORTUGUÊS INSTRUMENTAL - CCJ0129
Título
Caso Concreto - Semana 4
Descrição
CASO CONCRETO
Desenvolvimento
O ato de ler e escrever exige que compreendamos as relações que se estabelecem entre palavras, frases, parágrafos, o modo como as sequências estão organizadas e os sentidos que resultam das relações entre todos os elementos do texto. Por esse motivo, antes de começarmos a explorar o tema ?Regência Verbal?, vamos ler e compreender o texto que segue.
TEXTO 1
O DIREITO À VIDA É UMA CONQUISTA ÁRDUA
Rita de Cássia Vieira Gomes
O ato sexual tem consequências. E tem responsáveis. A banalização das relações sexuais, como mera fonte de prazer sexual, gera o pensamento pró-aborto. De fato, a descriminalização (ou legalização: dá na mesma) do aborto é a solução mais rápida, mais fácil e menos dispendiosa, assim como a instituição da pena de morte para qualquer crime. Ainda assim, a morte aqui teria a função de pena, de retribuição por algo feito contra o Estado e a sociedade civil, de garantia da segurança pública.
''No caso do feto, é diferente. E qual a diferença?
[...]
Os direitos fundamentais foram uma conquista árdua. O primeiro deles é o direito à vida. Equivale a direito de nascer, uma vez sendo concebido. Nem emenda constitucional pode modificar isso, pois é cláusula pétrea. Não há direito de escolha além de si mesmo. O feto não é corpo da mãe. Ele se abriga nela, mas não é ela mesma. Uma vez gerada a criança, existe responsabilidade. Norberto Bobbio, agnóstico que era (para não se falar em religião católica), foi veementemente contrário ao aborto. Isso porque ele entendia haver um embate entre três direitos fundamentais: a) o direito à vida do feto; b) o da mãe ao próprio corpo e c) o da sociedade, de não ser superpovoada. Como existe a possibilidade de se atingirem os direitos b e c mediante os métodos contraceptivos, não haveria qualquer justificativa para se matar a criança.
(Jornal O Globo, de 26/10/2007)
1. A autora se posiciona contra a prática do aborto. Destaque do texto um argumento por ela utilizado para sustentar a tese defendida.
2. Produza um parágrafo sobre o tema, sustentando uma tese contrária à defendida no texto.
3. Destaque do trecho "Norberto Bobbio, agnóstico que era (para não se falar em religião católica), foi veementemente contrário ao aborto":
a) a sequência em que a relação entre os termos se dá pelo mecanismo da regência nominal;
b) a classe gramatical do termo regente e do termo regido.
c) Se substituirmos o vocábulo aborto pela expressão prática de aborto, que outra alteração terá que ser feita nasequência? Reescreva a frase.
TEXTO 2
Canção do vento e da minha vida
Manuel Bandeira
O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.
O vento varria as luzes,,
O vento varria as músicas,
O vento varria os aromas...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De aromas, de estrelas, de cânticos.
O vento varria os sonhos
O vento varria as amizades...
O vento varria as mulheres.
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.
O vento varria os meses
O vento varria os teus sorrisos...
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.
(Estrela da vida inteira. 5.ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1974, p.165-166)
1. O poema se estrutura por meio de paralelismos, ou seja, pela repetição total ou parcial dos versos. Essas estruturas de repetição constroem efeitos de sentido. O que essas repetições sugerem?
2. O verbo "varrer" e o adjetivo "cheia", presentes em todas as estrofes, marcam uma relação de oposição entre a ação do vento e a condição do eu lírico.
a) Que sentidos podem ser atribuídos ao verbo "varrer" e ao adjetivo "cheia"?
b) Do ponto de vista semântico, o que a repetição "o vento varria" representa?
3. Em relação à regência, como o verbo "varrer" é classificado? Justifique sua resposta.
4. A relação entre o adjetivo "cheia" (termo regente) e seus complementos (termo regido) é estabelecida pela preposição de.
Em vista disso, que função sintática é exercida pelos complementos desse adjetivo?
TEXTO 3
1. No Texto 3 o humor se constrói por meio da ambiguidade. Justifique a afirmativa.
2. Comente num parágrafo a crítica feita na charge ao ensino público.
3. Identifique, na frase escrita no quadro pelo professor, a regência nominal. Determine, a seguir, o termo regente e o termo regido.
TEXTO 4
1. Observe a fala de Mafalda no terceiro quadro da tirinha. O período por ela produzido está de acordo com a variedade padrão da língua portuguesa? Justifique sua resposta.
1. Há possibilidade de a frase ser estruturada, sem a preposição de? Por quê?
2. Observe a frase seguinte, típica do padrão culto da língua, e explique a particularidade de regência que apresenta.
O que me faz crer no futuro é o fato de ela ter aceitado candidatar-se.
- Vamos abordar a seguir outros casos de regência nominal e emprego das preposições.
4. É preciso acrescentar uma preposição a cada uma das frases seguintes para que se tornem adequadas à norma padrão da língua portuguesa. Faça esse acréscimo.
a) Era um pequeno cão, cuja presença estávamos habituados.
b) Não há oposição que ele entre no grupo.
c) O povo está desejoso que se encontre uma saída para a crise.
d) Estou ansioso que esse problema seja resolvido logo.
e) São crianças cujo futuro muita gente é insensível.
5. Complete adequadamente as frases que seguem, observando a regência nominal e o uso das preposições:
a) Tente ser mais afável ____ seus companheiros.
b) A aprovação dessa lei é fundamental ____ a proteção dos mananciais.
c) A ditadura é um verdadeiro atentado ____ dignidade humana.
d) Seu medo ____ opressão é maior que sua obediência ____ velhos dogmas.
e) Este problema é análogo ____ que foi apresentado ontem.
QUESTÕES OBJETIVAS
1. Assinale o item que completa corretamente a frase que segue:
"É sempre preferível ações..."
(a) ... do que palavras.
(b) ... à palavras.
(c) ... antes do que palavras.
(d) ... a palavras.
(e) ... mais do que palavras.
2. Leia as frases abaixo.
A conclusão do inquérito foi prejudicial _____ toda categoria.
Mostrou-se insensível _____ qualquer argumentação.
Este prêmio foi atribuído ____ melhor aluna do curso.
Faço restrições ____ ter mais elementos no grupo.
Indique a alternativa que, na sequência, preenche as lacunas acima corretamente:
(a) a, a, à, a
(b) à, à, à, à
(c) à, à, a, a
(d) à, à, a, à
(e) a, a. à, à
3. Assinale o item que completa adequadamente a seguinte frase:
As críticas _______ está sujeito o trabalho do jornalista o auxiliam e fortificam a sua crença ______ ainda pode melhorar muito.
a) que - que
b) de que - em que
c) a que - em que
d) que - de que
e) em que - que
4. O item que indica a regência nominal correta para completar as lacunas na frase "Tinha aptidão _________; era, porém, inclinado _________ farras" é:
a) para o - à
b) com o - as
c) ao - as
d) pelo - em
e) para o - a
TEXTO 5
Saudoso e-mail
Martha Medeiros*
Quando o e-mail surgiu, foi considerado um meio prático, porém frio de se corresponder. Mas agora que o e-mail foi reduzido a pó pelo Face, WhatsApp & Cia., agora que ele sobrevive apenas para a troca de mensagens profissionais (e olhe lá), agora que ele respira por aparelhos, já podemos lembrar, nostálgicos, de como ele era refinado.
O e-mail entrava discretamente na sua caixa de mensagens e ficava ali, quietinho, aguardando pacientemente o momento em que o destinatário pudesse lê-lo e respondê-lo. Havia todo o tempo do mundo para isso. A resposta podia ser bem articulada, revisada e enviada sem nenhuma aflição. Claro que não era agradável deixar alguém aguardando uma semana, mas na maioria das vezes não levava tanto tempo assim, o retorno geralmente era dado no mesmo dia ou no dia seguinte, e isso era suficiente para comemorar esta vibrante conexão virtual.
Isso foi ontem. Anteontem. Um século atrás. Dá no mesmo.
Agora você troca mensagens instantâneas, um toma-lá-dá-cá que faz todo mundo parecer meio esquizofrênico. A questão do corretor de texto é uma insanidade? Oi, Patrícia!? se transforma em? Ouviu, patife!? e o que era para ser um gentil cumprimento vira um insulto. Não preciso dar outros exemplos, você passa por isso todos os dias: corrigir com avidez as bananices que o corretor comete à revelia.
Mas o mais grave nem é isso.
É ter que responder de bate-pronto. Eu às vezes não sei exatamente como reagir a algo que me escreveram, gostaria de ter ao menos cinco minutos para processar a informação e entender o que estou sentindo antes de mandar uma resposta, cinco minutos não é tanto tempo assim, é? Ora, em cinco minutos o interlocutor já se atirou do oitavo andar, sentindo-se rejeitado pelo meu silêncio. Não senhora, você não pode pensar nem cinco minutos, nem dois, nem meio segundo, precisa escrever feito um raio, num flash, sem pestanejar, porque o outro está digitando ao mesmo tempo e isso configura um duelo, ganha quem disparar primeiro. Portanto, seja ligeira e tenha presença de espírito - ia esquecendo: é imperativo mostrar que é engraçadinha.
Só que não sou engraçadinha. Sou cautelosa. Ponderada. Gosto de construir frases. Criar raciocínios. Sou escritora, dê um desconto. Não consigo me contentar com frase de telegrama, que é uma coisa bem antiga, se não me falha a memória.
Bom mesmo seria se a gente continuasse a se comunicar frente a frente, transmitindo nosso estado de espírito com o próprio rosto, sem precisar do auxílio de algum emoji. Se a gente pudesse falar com calma e o outro responder com calma. Mas isso parece que também é coisa muito antiga.
Nasci atrasada, estou sempre correndo atrás do tempo: aquele tempo que o e-mail me dava pra pensar.
(Revista O Globo, 24 de maio de 2015, p. 10)
Martha Medeiros, jornalista, escritora, cronista e poetisa brasileira, é colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro. Tem diversos livros publicados, entre eles Divã e Doidas e Santas. Se quiser ler alguns de seus textos, acesse: pensador.uol.com.br/textos_de_martha_medeiros/Questões
1 - Considerando a temática do texto 1, justifique o uso dos adjetivos "saudoso" (título) e "nostálgicos" (1º parágrafo). Estabeleça também relações de sentido entre esses adjetivos e as frases: "Isso foi ontem. Anteontem. Um século atrás. Dá no mesmo" (3º parágrafo).
2 - A escritora Martha Medeiros, ao comparar a comunicação via e-mail com as realizadas principalmente pelo Facebook e WhatsApp, faz uma crítica às interações virtuais da contemporaneidade, que se traduzem na troca de mensagens instantâneas e no baixo processamento da informação. Retire do sexto parágrafo os períodos que melhor expressam o imediatismo das interações síncronas da internet.
3 - A sintaxe de um texto é muito mais do que palavras organizadas em frases e parágrafos. Ela traduz as pretensões comunicativas do autor que devem ser percebidas pelo leitor no processamento textual.
Observe a estrutura sintática das frases que compõem o 7º parágrafo: "Só que não sou engraçadinha. Sou cautelosa. Ponderada. Gosto de construir frases. Criar raciocínios. Sou escritora, dê um desconto." (7º parágrafo).
Que efeitos de sentido foram criados com a opção da autora pela frase breve, curta?
Agora nosso objetivo é discutir a regência verbal em algumas construções do texto de Martha Medeiros. Vejamos:
O verbo "lembrar" admite as seguintes construções: (1) como verbo transitivo direto tem complemento sem preposição (Ex.: Lembro um caso antigo); (2) como verbo transitivo indireto (quando for verbo pronominal) (Ex.: Lembro-me de um caso antigo); (c) como verbo transitivo direto e indireto (na acepção de? fazer recordar?) (Ex.: Lembro-lhe a promessa). Há ainda uma construção, corrente entre os portugueses, mas menos conhecida no Brasil, onde a usaram escritores como, por exemplo, Machado de Assis: "Lembra-me que não chorei."
4 - Com base nessas informações, explique a regência do verbo "lembrar" em: "[...] agora que ele respira por aparelhos, já podemos lembrar, nostálgicos, de como ele era refinado."
5 - O que comentamos a respeito do verbo "lembrar" vale também para o verbo "esquecer".
Com base nessa afirmativa, justifique a regência do verbo destacado em: "Portanto, seja ligeira e tenha presença de espírito -ia esquecendo: é imperativo mostrar que é engraçadinha".
6 - Em "Oi, Patrícia!" se transforma em "Ouviu, patife!" e o que era para ser um gentil cumprimento vira um insulto", o verbo "virar" é classificado como verbo de ligação. Justifique a afirmativa.
7- A seguir, construa uma frase em que o verbo "virar" seja transitivo direto.
8 - Podemos observar, comparando as duas sequências, que a mudança sintática gerou mudança semântica.
Termine os sentidos do verbo "virar" no fragmento extraído do texto (1) e na frase que você construiu (2).
9 - Agora produza um texto dissertativo-argumentativo tendo como base o que diz Martha Medeiros no último parágrafo: 'Bom mesmo seria se a gente continuasse a se comunicar frente a frente, transmitindo nosso estado de espírito com o próprio rosto, sem precisar do auxílio de algum emoji. Se a gente pudesse falar com calma e o outro responder com calma. Mas isso parece que também é coisa muito antiga".
TEXTO 6
No Meio do Caminho
Carlos Drummond de Andrade
No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra.
(Alguma Poesia)
A publicação, em 1928, do poema No Meio do Caminho deflagrou inúmeras críticas na imprensa ao poeta Carlos Drummond de Andrade. Diziam os críticos conservadores que "aquilo não era poesia", principalmente por conta da repetição "tinha uma pedra, quando o "correto" seria "havia uma pedra".
1 Qual terá sido a intenção do poeta ao utilizar o verbo "ter" no lugar de "haver"?
2 - Na segunda estrofe o poeta utiliza o verbo "esquecer" duas vezes; uma com preposição de ("Nunca me esquecerei desse acontecimento") e outra sem preposição ("Nunca me esquecerei que no meio do caminho / tinha uma pedra").
Por que a segunda construção, embora sem preposição, não constitui erro em relação à norma padrão do português?
3 - Substitua o verbo "esquecer" pelo verbo "lembrar “nos versos 5 e 7 / 8.
Essa substituição exigiu uma mudança na colocação do pronome? Por quê?
TEXTO 7
O verbo chamar apresenta diferentes regências.
Na tirinha, Mafalda diz: "Fiquei com tanta raiva que chamei a mim mesma todos os nomes: Idiota! Cabeçuda! Paspalhona!
1 - Qual o sentido do verbo chamar no segundo e terceiro quadros da tirinha?
A construção está correta? Justifique sua resposta.
2- Elabore uma frase em que o verbo "Chamar" apresente regência diversa da utilizada na tirinha.
Agora vamos trabalhar com a regência de outros verbos.
3 - Reescreva as frases abaixo, fazendo as alterações indicadas nos parênteses; Observe o sentido dos verbos e sua regência na variedade padrão da língua.
a) Ontem à tarde, vi dois filmes no Telecine Premium. (Troque Ver por Assistir)
b) Nós amamos esse menino como se ama um filho. (Troque Amar por Querer)
c) O secretário municipal gostou da proposta, pois desejava mudanças radicais no atendimento ao turista na cidade do Rio de Janeiro. (Troque Gostar por Simpatizar e Desejar por Aspirar).
d) Dispenso sua ajuda. (Troque Dispensar por Prescindir)
e) É preciso seguir as leis para que a democracia se mantenha. (Troque Seguir por Obedecer)
4 - Reescreva a frase, substituindo o verbo gostar pelo verbo preferir, atendendo a regência adequada:
Eles gostam mais de assistir a um jogo do que visitar um museu.
5 - O verbo? pagar? admite várias regências. Relacione as colunas, considerando o emprego desse verbo nas frases e a respectiva regência:
1. Pagar alguma coisa
2. Pagar a alguém
3. Pagar alguma coisa a alguém
4. Pagar por alguma coisa
5. Pagar (sem complemento)
( ) Sabe que tem débitos, mas não os paga.
( ) Muitos torcedores assistem aos jogos sem pagar.
( ) Paguei-lhe a consulta com um cheque.
( ) Corria o risco de falir e não pagar aos credores.
( ) Ele pagou a conta e saiu.
( ) Pagou caro pelos seus crimes.
( ) Paguei o salário diretamente ao funcionário.
( ) Quanto pagou pela hospedagem?
6 - Complete as frases que seguem, considerando a regência adequada:
a. Informei_____________ que o aluno não comparecera. (O diretor / ao diretor)
b. Assegurei- _________ que tudo estava bem (o / lhe)
c. Avisei ____________ de que havia perigo (o rapaz / ao rapaz)
d. Previno - _______ de que está exagerando. (O / lhe)
e. Ensinei ______________ a patinar no gelo (a Marcelo / Marcelo)
QUESTÕES OBJETIVAS
1. (Exame Nacional de Cursos) Considerando, da perspectiva da regência, as sequências:
I - A música que ele gosta é a que toca no rádio todos os dias e faz o maior sucesso.
II- Não deixa de ser surpreendente o fato de que o Brasil sobreviva à crise.
III- Antônio afirmou várias vezes de que seria inútil vender o casarão.
É correto afirmar que:
a. Nenhuma das sequências segue a regência padrão, suprimida pela linguagem oral.
b. II segue a regência padrão.
c. II e III seguem a regência padrão.
d. I e II são formadas a partir da regência padrão.
e. I, II e III são construídas a partir da regência padrão.
2 - Substitua os asteriscos pela única alternativa que preenche corretamente o período:
1. O médico *** informou *** o paciente não resistiu *** operação *** fora submetido.
a. a? que ? à - a que
b. a?de que ? à ? a que
c. lhe? de que ? a ? que
d. lhe? que ? a - que
3 - Assinale a alternativa em que o verbo assistir foi empregado com a mesma relação semântica do trecho acima.
(a) Assisti o aluno atentamente.
(b) Não lhe assiste esse direito.
(c) Quem assistirá o presidente?
(d) Assistimos ao jogo impacientemente.
4 - (FGV-SP) Assinale a alternativa que não obedece à norma padrão em relação à regência:
a. Constava que o maestro, nos momentos em que mais dependia dos violinos, tinha um tique nervoso que denunciava sua preocupação.
b. As normas a que todos obedeciam chamavam-se Gerais. As Especiais eram aquelas a que poucos obedeciam.
c. Na história da cantora, desde criança, várias vezes apareciam referências a ela ser a menina que ninguém na escola gostava.
d. O salário que eles recebiam num mês mal dava para cobrir as despesas básicas da família. Costumava-se dizer que sobrava mês no final do salário.
e. Tinha esperanças de que o mensageiro trouxesse brevemente as notícias de que mais precisava.
((U5 - (UFMG) Em todas as alternativas, a regência verbal está correta, exceto em:
a. Preferia-me às outras sobrinhas, pelo menos nessa época.
b. Você chama isso de molecagem, Zé Lins.
c. Eu lhe acordo antes que meu marido se levante.
d. De Barbacena, lembro-me do frio e da praça.
e. Um implica o outro que, por sua vez, implica um terceiro.
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Título
Caso Concreto - Semana 5
Descrição
CASO CONCRETO
Desenvolvimento
QUESTÃO 1
Aponte uma inferência para cada um dos tópicos abaixo.
a. O comércio pretende vender mais neste Natal.
b. As aulas começaram tarde esse ano.
c. No século vinte várias vacinas salvaram vidas.
d. Não me diga mais uma de suas mentiras.
e. João não fuma mais.
f. Nunca houve uma tsunami como a de 2001.
QUESTÃO 2
Analise as propagandas abaixo explicitando a intenção subjacente.
a. Bebeu e está dirigindo? Vai ficar lindo com uma coroa de flores.
b. Compre batom/ Compre batom / Compre batom / Seu filho merece batom.
c. Sexo sem proteção? Passe uma borracha nisso.
QUESTÃO3
Todos os enunciados abaixo apresentam intertextualidade. Identifique a que outro texto estão associados.
a. Minha terra tem palmares / Onde gorjeia o mar / Os passarinhos daqui/ Não cantam como os de lá. (Oswald de Andrade)
b. O aipo da compadecida. (Propaganda do Hortifruti)
c. E o coentro levou. (Propaganda do Hortifruti)
d. No meio do caminho tinha um ladrão. (Jornal de grande circulação)
e. Está provado, quem espera nunca alcança (Música de Chico B de Holanda)
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Título
Caso Concreto - Semana 6
Descrição
CASO CONCRETO
Desenvolvimento
QUESTÃO 1
Identifique os elementos responsáveis pela coesão nas frases abaixo:
a. Márcio comprou um livro de matemática. Ele foi publicado recentemente.
b. Para o responsável pelo aluno, o livro apresenta estes problemas: poucos exercícios e linguagem de difícil compreensão. O professor disse que isso pode ser solucionado por meio de exercícios complementares.
c. Eduardo comprou uma revista, mas pediu a minha emprestada.
d. Vanessa e Maria estiveram no escritório, nenhuma falou sobre o documento.
e. Maíra e a irmã prestaram depoimentos, qual disse a verdade?
f. O caderno que trouxe não é o de matemática.
g. Foi à escola e lá se acidentou.
h. Gabriel estuda todos os dias. Maria não faz o mesmo.
i. Ana e João são namorados: os dois se amam.
j. Ganhei uma blusa nova, mas a blusa rasgou.
k. Precisamos comprar também uma bebida sem álcool para servir no almoço com os acionistas. Um refrescante suco de laranja seria o ideal neste calor.
l. A secretária viria de táxi, porém o veículo quebrou.
m. Ana é muito ocupada. Faz limpeza na casa e cozinha, simultaneamente.
QUESTÃO 2
Identifique no enunciado abaixo o elemento que faz referência na forma de catáfora. Indique a ideia nele contida.
Vivemos momentos de elevada instabilidade econômica. Os políticos que nos representam precisam urgentemente garantir as seguintes mudanças: ajustes fiscais e estruturais, além de reforma política.
QUESTÃO 3
Dê continuidade aos enunciados abaixo, tendo em vista a formação do sentido indicado entre parênteses.
a. Embora não seja uma simples bebida.................................................... (oposição concessiva)
b. O amor une duas pessoas................................................................................................
(Oposição adversativa )
QUESTÃO 4
Os elementos coesivos são responsáveis pela construção do sentido nos enunciados abaixo. Numere a coluna A de acordo com a coluna B
Coluna A
a. ( ) Todos saíram, porque o edifício pegou fogo.
b. ( ) Podemos passear, logo que o tempo melhorar.
c. ( ) Ficava rico à medida que trabalhava sério.
d. ( ) Fez o trabalho conforme o professor orientou.
e. ( ) A conta de luz está cara. Portanto vamos economizar energia.
f. ( ) João não só é competente como também é interessado.
Coluna B
1. Exprime uma noção de conformidade;
2. Exprime noção de proporcionalidade
3. Exprimem noção de adição;
4. Exprime uma noção de causalidade;
5. Exprime noção temporal;
6. Exprime uma conclusão.
QUESTÃO 5
Reescreva o parágrafo abaixo, empregando os recursos de coesão estudados, de modo a evitar a repetição do termo destacado.
As lojas de eletrodomésticos não estão mais oferecendo entrega imediata. Para vender os eletrodomésticos mais caro, quando o cliente adquire o eletrodoméstico, a loja de eletrodoméstico oferece um seguro que inclui a entrega e uma garantia estendida do eletrodoméstico.
Questão 6
Complete as lacunas com o pronome demonstrativo adequado.
a. Onde você comprou ...........blusa que está usando?
b. ..........dia de hoje será inesquecível.
c. João tem 35 anos e Maria 40. .........parece bem mais velha que .........
d. Olhe para o céu. ............... é a Estrela Dalva?
e. Onze de setembro, jamais esqueceremos...............dia.
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Título
Caso Concreto - Semana 7
Descrição
CASO CONCRETO
Desenvolvimento
QUESTÃO 1
Uma empresa quer informar aos seus clientes que as promoções serão sempre enviadas por e-mail. Que entendimento o cliente vai fazer do texto, se ele for escrito em cada uma das formas abaixo?
a) Os clientes, que já são cadastrados, receberão por e-mail informações sobre os processos.
b) Os clientes que já são cadastrados receberão por e-mail informações sobre os processos.
QUESTÃO 2
Reescreva as frases abaixo, reunindo-as em um só período. Elimine a repetição de palavras, empregando um pronome relativo.
a. Este técnico foi expulso do jogo. O técnico ofendeu o juiz.
b. O empresário foi preso. Eu me refiro ao empresário.
c. Aprecio aquele autor. As peças daquele autor são críticas.
d. O livro é uma narrativa fantástica. Estou impressionado com sua repercussão entre adolescentes.
e. Mandaram a correspondência para o arquivo. O arquivo fica no primeiro andar.
f. Vi o candidato na assembleia. Indignei-me com suas palavras.
QUESTÃO 3
Complete com o pronome relativo adequado
a. Joana é a pessoa ____________ admiro.
b. Joana é a pessoa ____________ tenho admiração.
c. Nas situações ______________ tudo parece perdido devemos manter a serenidade.
d. Eis o ponto ______________ chegamos.
e. Os episódios diante ______________estamos são compreensíveis.
f. O homem, ___________ contratação incentivei, viajou ontem para a Europa.
g. Não conheci o autor_____________te referiste.
h. Trabalho numa empresa_____________todos os funcionários são valorizados.
i. Foi surpreendente a conferência_______________assistimos.
j. Moro num edifício ______________moradores são educados.
k. Moro num edifício ______________ os moradores são educados.
l. Ele é o senador __________________mandato foi cassado.
m. Ele é o professor_________________ideias pela primeira vez discordo.
n. Ele é o professor_________________ ideias nunca concordei.
o. Há um cão perigosono prédio _____________ resido.
p. Eis alguns fatos ____________ todos nós devemos recordar.
q. Eis alguns fatos ____________ todos nós nos devemos lembrar.
r. É justa a ideia ______________ vem lutando aquele velho político.
s. Devemos respeitar as pessoas _______________convivemos.
Questão 4: A frase abaixo apresenta ambiguidade. Reescreva-a, empregando apenas um sinal de pontuação, de modo que passe a ter apenas um sentido.
Trata-se de um homem digno conforme o parlamentar que assessora.
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Título
Caso Concreto - Semana 8
Descrição
CASO CONCRETO
Desenvolvimento
Certamente, você se lembra dos conceitos destas duas tipologias textuais: descrição e narração. Entretanto, é sempre bom reforçá-los. Isso porque, no dia a dia, somos levados a ler e produzir textos pertencentes a essas tipologias. Quem nunca precisou ler um anúncio de venda de alguma coisa, ou não teve que escrever um e-mail, contando um fato ocorrido em sua vida? Também devemos nos lembrar de que, no mundo profissional, talvez tenham que produzir relatórios, narrando atividades desenvolvidas no ambiente de trabalho, ou apresentar tabelas, descrevendo resultados dessas atividades.
Assim, aquele que pretende ler e produzir textos narrativos e descritivos de diferentes gêneros textuais, precisa ter pleno domínio da característica, do objetivo e da estrutura de cada uma dessas tipologias.
Considere o conteúdo de um jornal impresso. Nele, podem-se encontrar, por exemplo, estes gêneros de textos:
TEXTO 1 E 2
Classificados de jornal:
TEXTO 3
Esta tabela poderia estar contida no Caderno Saúde de um jornal. Observe o seu conteúdo e a sua forma:
Tabela de perda de caloria
http://www.guiasaude.org/tabela-de-perda-de-calorias.html < Acesso em 18/05/2015
TEXTO 4
Notícia de jornal:
Hospital no RJ opera perna errada de mulher
Uma mulher teve o joelho operado em um hospital em Bangu, subúrbio do Rio de Janeiro. Mas foi o joelho errado. A ajudante geral Fabiana Firmino foi para o hospital com todos os exames, inclusive uma tomografia, acreditando que tudo daria certo. Quando acordou, levou um enorme susto.
Em março de 2010, Fabiana caiu e machucou o joelho direito. Ela fez vários exames que indicaram a necessidade de cirurgia para aliviar as dores.
"Levei a tomografia, ele analisou, viu que realmente tinha os problemas e que eu tinha que ser operada para colocação de um pino no joelho direto." - conta Fabiana.
Na segunda-feira (dia 11), foi operada no hospital Santo Teodoro, em Bangu. Quando acordou, mal acreditou. O médico tinha operado o lado errado.
-Na hora entrei em desespero. Ainda sob efeito de anestesia, com a perna errada operada. Sem conseguir me defender de forma alguma?, lembra.
Ela agora tem um pino na perna esquerda e a direita continua doendo.
"Além de ter deixado a perna direita com o problema, ainda danificou a esquerda. Colocou parafuso onde não tinha que colocar", lamenta Fabiana.
A direção do hospital Santo Teodoro, que é particular, disse que está apurando o caso e vai se manifestar até o final da semana. (notícia adaptada para esse Plano de Aula)
Texto 5
NOITE DE LUAR
Publicado na Folha da Manhã, domingo, 1º de junho de 1947.
RUBEM BRAGA
O táxi ia rodando devagar pela rua mal iluminada, para que eu pudesse ir vendo os números das casas. Quando vi o 118, mandei parar. Tinha de ir ao 227 e perguntar por dona Maria de Sousa. Era quase certo que não me seguiam; de qualquer modo não convinha parar o táxi diante da casa para não chamar a atenção. Tive, além disso, o cuidado de deixar o carro se afastar sem que o chofer pudesse ver a casa em que eu entrava. Naquele tempo vivíamos cercados de precauções, porque o perigo estava em toda a parte. O menor descuido era a prisão, e as notícias que vinham "lá de dentro" eram de fazer tremer.
Andei pela calçada. Era uma rua sossegada, em um bairro onde antigamente viviam famílias ricas. Agora os ricos viviam em outras partes da cidade e aqueles casarões envelhecidos, com seus parques de grandes arvores, pareciam dormir. Uma vez ou outra passava um auto; depois o luar aumentava o sossego da rua.
Apertei a campainha. Uma mulher gorda me disse que fosse pelo jardim, ao lado da casa; era uma porta que tinha uma escadinha nos fundos.
Ao bater, ouvi um rumor lá dentro. Depois senti alguém me espiava pela veneziana, sem dizer nada. Bati outra vez. Ouvi ainda uns rumores dentro do quarto, e, por fim, uma voz nervosa perguntou:
- Quem é?
Marina não me havia reconhecido e, com certeza, estava inquieta. Tranquilizei-a:
- Sou eu, Domingos.
A porta abriu-se.
Tinha visto Marina poucas vezes, sempre em companhia do marido, na rua. Nunca havíamos trocado mais de duas ou três palavras ocasionais. Não se podia dizer que fosse bonita, mas era agradável, com seu ar um pouco seco, um pouco nervoso, e seu jeito de vestir-se com certa severidade. Agora estava diante de mim e não pude deixar de sorrir quando a vi metida em um macacão.
- O macacão do Alberto? Trago notícias dele.
Dei o recado que um político solto no dia anterior havia trazido. Alberto mandava dizer que estava bem, que há muito tempo já não o interrogavam, e que não tinha nenhuma esperança de sair tão cedo. Era melhor que ela tentasse sair da capital, onde podia ser presa a qualquer momento, e fosse para um pequeno Estado do Nordeste onde morava sua família. A viagem por mar seria impossível. O melhor era ir até Belo Horizonte e seguir para Alagoas pelo São Francisco. Havia uma pessoa que podia arranjar uma parte do dinheiro e um endereço em Belo Horizonte onde talvez conseguisse mais. Era preciso abrir o caixote de livros e queimar um papel que estava dentro das "Poesias" de Olavo Bilac. Dei-lhe um número para onde devia telefonar.
- Acha que eles vão deixar o Alberto preso muito tempo?
Dei-lhe minha opinião com sinceridade. Alberto estava comprometido. Quando o pegou, a polícia não sabia grande coisa dele, mas lá dentro sua situação tinha piorado muito. Parece que tinham aparecido umas historias velhas, de São Paulo...
- E você como vai?
Ela fez um gesto desanimado. Podia continuar naquele quarto com direito a comida, mais oito dias. Não tinha mais dinheiro, nem para cigarros. Ofereci-lhe dos meus:
- Não sabia que você fumava.
Não fumava antes. Mas ali, obrigada a ficar dentro do quarto dias e dias, semanas e semanas, começara a fumar. Há mais três meses não saia à rua. Andava apenas pelo velho e pequeno parque, nos fundos da casa, quando não chovia. Havia lido todos os livros que tinha, e estava cansada de ler.
- Isso aqui é pior do que estar presa. Às vezes tenho vontade de sair, tomar um ônibus, andar por aí, ir a um banho de mar...
Arriscara-se certa vez a ir a um cinema do bairro e quase morreu de medo. Na volta, um homem a seguiu. Teve a certeza de que ia ser presa. Quando estava perto de casa, o homem, mal encarado, apertou o passo e a deteve, tocando-lhe o braço com a mão. Parou trêmula e logo saiu correndo e entrou em casa; jogou-se na cama chorando, em um desabafo nervoso. O homem lhe havia feito uma proposta amorosa...
Contava essas coisas, sentada na cama, um pouco excitada e estava engraçada assim metida no macacão do marido, com uma régua na mão, contando o seu susto. Rimos, mas logo ela se pôs a andar no quarto para um lado e outro, batendo com a régua na coxa.
- Que é que você acha que devo fazer?
Acendi um cigarro. Fazia calor. Na parede havia um quadro sem interesse, de um pintor amigo do casal. Ela pensava em procurar alguém que fosse amigo do Governo. Talvez o doutor Antunes conseguisse...
- Também está preso.
- O Dr. Antunes? Não é possível!
Vi que estava mal informada do que acontecia e lhe dei várias notícias. Nenhuma era alegre. Sentou-se novamente na cama, batendo com a régua no joelho. Ficamos em silêncio. Achei que devia despedir-me, mas ela me deteve:
- Espere, quero saber de umacoisa...
Perguntou-me pelos Amaral, era verdade que a mulher se tinha suicidado. Era boato, ou pelo menos parecia. Havia quem dissesse que o casal estava no Paraguai; outros diziam que ele estava preso no Norte do Paraná, em Londrina...
Surgiram outros nomes. Eu quase não podia dar informações sobre ninguém, e muitos eu não conhecia nem de nome nem de vista. Voltamos a falar de Alberto. Ela havia perdido o nervosismo; falava agora em seu tom habitual, um pouco seco, um pouco distante. Falava do marido e de si mesma como se estivesse examinando um problema alheio, com frieza e lógica. Tinha na gaveta um velho guia Levi, e consultou preços de passagens e horários. Certamente deveria tomar o trem em alguma estação do Estado do Rio, se resolvesse ir para o Norte.
- Vai?
- Isso é que estou pensando. Em Alagoas posso ficar na fazenda de minha tia, perto de São Miguel. Ali não haveria nenhum perigo, mas... Voltou a perguntar se não havia mesmo nenhum jeito de fazer alguma coisa pela libertação de Alberto. Talvez aquele ex-deputado amigo dos Amaral, pudesse...
Balancei a cabeça. A polícia não estava soltando ninguém. Prendera gente demais, inocentes e culpados, e enquanto não interrogava todo mundo, não apurava as coisas, não queria soltar ninguém. Uma ou outra pessoa conseguia sair quando tinha proteção muito forte e estava completamente inocente. Alberto já fora preso antes, era um elemento "marcado"... A única esperança estava numa mudança que diziam que ia haver no Ministério. Mas estavam sempre dizendo essas coisas, e ninguém saia do Governo. Dava a impressão de que ia ser assim eternamente...
- Que coisa!
Voltou a falar de Alberto, contou detalhes de sua prisão. Ela havia escapado por milagre. Mas estava ali, sozinha, sem poder sair de casa... Começou quase a lamentar-se e, subitamente, pareceu de novo tranquila. Os cabelos despenteados e o macacão lhe davam um ar ao mesmo tempo gracioso e cordial de rapazola. Devia ter uns trinta anos. Agora sua voz parecia ter cinquenta.
- A situação é esta: se não fosse por causa do Alberto eu poderia ter fugido para o Sul. Mas perdi a oportunidade. Mais tarde, na hora de alugar este quarto, estive quase me resolvendo outra vez a fugir. Mas queria esperar Alberto... Está visto que posso ficar esperando a vida inteira. O senhor acha que há possibilidade...
Era engraçado que me chamasse de "senhor", quando começara me tratando de "você". Mas logo na frase seguinte, com uma pequena hesitação na voz, voltou a me chamar de "você".
Levantei-me e procurei com a vista um cinzeiro para pôr o cigarro. Não havia. Abri uma banda da janela para jogá-lo no jardim.
- Posso deixar a janela aberta? Está quente... Sentada na cama ela ficou em silêncio. Resolvi ir-me embora e fiquei pensando se devia lhe dar dez mil reis que tinha no bolso. Eu voltaria de bonde. Tirei a nota do bolso. Ela aceitou secamente, e me deu um aperto de mão rápido. Sua voz era tranquila, quase fria:
- Obrigada. Se tiver alguma novidade estes dias, apareça outra vez. Meu nome aqui é Maria de Sousa.
- Sei. Tem telefone?
- Não. Ah, um momento! Pode pôr uma carta no correio para mim? Tirou uma carta da gaveta, envelope e começou a escrever o endereço. Junto à janela lá fora eu via as grandes árvores gordas, beijadas pelo luar enquanto ouvia o ranger da pena no papel.
Comentei ao acaso:
- Bonito luar...
Ela acabara de escrever o endereço e respondeu dando um olhar rápido a janela:
- É
Foi um "é" tão seco que me arrependi do que havia dito, como se tivesse dito alguma coisa inconveniente. Depois de fechar o envelope ela veio para junto da janela, onde eu estava. Para ver melhor lá de fora abri o outro lado da janela e a lua apareceu, redonda, branca, entre as copas das árvores. Foi apenas um instante. Ela fechou os dois lados da janela com brutalidade:
- Não faça isso! Estúpido! Não vê que eu não posso com isso? Que estou sozinha há quase um ano desde que Alberto foi preso? Ficou um momento diante de mim pálida, os lábios trêmulos; eu não sabia o que dizer.
- Vá-se embora! Lançou-se na cama, escondeu a cabeça nas mãos e começou a chorar. Os soluços agitavam seu corpo magro e nervoso sob o macacão azul. http://almanaque.folha.uol.com.br/rubembraga3.htm < Acesso em 18/05/2015
Observe que cada gênero apresenta uma estrutura que o identifica como tal.
Qual o objetivo dos primeiro e segundo textos?
Qual o objetivo do segundo texto?
Qual o objetivo do terceiro texto?
Qual o objetivo do quarto texto?
Pois é, dependendo do objetivo do texto, ele cumprirá uma função comunicativa distinta de outro texto que tenha um objetivo diferente. Na verdade, o objetivo do texto irá determinar sua estrutura e também a tipologia que predominará.
Então, continuando a observar os textos, você deve ter notado que, também a forma de redigir cada um é muito diferente.
Sugerimos que faça uma lista das características que observou:
Pelas características que registrou, talvez tenha notado que os dois primeiros possuem a mesma tipologia: predomina a descrição. Já nos dois últimos, predomina a narração.
Será que um único gênero textual pode apresentar tipologias distintas de texto? Por exemplo, o gênero romance pode ter trechos descritivos e trechos narrativos? Como você distingue um do outro?
Um autor brasileiro que produz romances editados em mais de 150 países é Paulo Coelho. Seria interessante conhecer sua biografia (bio- = vida; gafia = escrita) no seguinte endereço eletrônico: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=322&sid=233
Depois de conhecer sua biografia, faça uma síntese do que lhe chamou mais atenção e traga para a sala de aula. Se conseguir outras informações sobre o autor ou sobre alguma de suas obras, ofereça-as para seus colegas.
Sintetize as principais características desse gênero textual:
Um autor brasileiro que produz romances editados em mais de 150 países é Paulo Coelho. Seria interessante conhecer sua biografia (bio- = vida; gafia = escrita) no seguinte endereço eletrônico: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=322&sid=233
Depois de conhecer sua biografia, faça uma síntese do que lhe chamou mais atenção e traga para a sala de aula. Se conseguir outras informações sobre o autor ou sobre alguma de suas obras, ofereça-as para seus colegas.
Sintetize as principais características desse gênero textual.
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PORTUGUÊS INSTRUMENTAL - CCJ0129
Título
Caso Concreto - Semana 9
Descrição
CASO CONCRETO
Desenvolvimento
1. O texto injuntivo
Os tipos textuais foram definidos por Marcuschi, da seguinte forma: uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas). Em geral, os tipos textuais abrangem cerca de meia dúzia de categorias conhecidas como: narração, argumentação, exposição, descrição e injunção.? (2007, p.22).
Como vimos até aqui os tipos textuais têm estruturas e características muito bem definidas que nos permitem identificá-los. Assim também ocorre com o texto de tipo injuntivo.
1.1 Definição do texto injuntivo
Vamos definir o tipo injuntivo:
· caracteriza-se por guiar os indivíduos para a execução de uma atividade específica e/ou estabelecer normas para direcionar as práticas sociais.?(Koche, Marinello, Boff)
· constitui sequência textual específica que assinala imposição, ordem, indicação, sugestão ou conselho?(idem)
· busca induzir atos e trata explicitamente de um fazer prático, de um agir-saber sobre o mundo.? ( Adam, in Koche, Marinello, BoffOS GÊNEROS TEXTUAIS E A TIPOLOGIA INJUNTIVA VanildaSalton KÖCHE AdianeFogali MARINELLO Odete Maria Benetti BOFF.Caderno Seminal Digital, Ano 15, Nº 11, V 11, ( Jan / Jun 2009) - ISSN 1806-9142)
Sintetizando:
O tipo injuntivo pode ser definido como aquele que procura instruir o leitor para a prática de uma ação futura.
Veja os exemplos abaixo:
TEXTO 1
Bolo simples
2 xícarasde açúcar;
3 xícaras de farinha de trigo;
4 colheres de margarina bem cheias;
3 ovos;
1 e 1/2 xícara de leite aproximadamente;
1 colher (sopa) bem cheia de fermento em pó
MODO DE PREPARO
1. Bata as claras em neve.
2. Reserve.
3. Bata bem as gemas com a margarina e o açúcar.
4. Acrescente o leite e farinha aos poucos sem parar de bater.
5. Por último agregue as claras em neve e o fermento.
6. Coloque em forma grande de furo central untada e enfarinhada.
7. Asse em forno médio, preaquecido, por aproximadamente 40 minutos
8. Quando espetar um palito e sair limpo estará assado
(http://www.tudogostoso.com.br/receita/29124-bolo-simples.html)
TEXTO 2
tp://legalzinho.files.wordpress.com/2007/04/f11.jpg
TEXTO 3
Como reduzir o consumo de Água
[...]
Antes de regar suas plantas dê uma conferida no serviço de meteorologia.
Regue as plantas de manhã. Se regar ao meio dia haverá uma evaporação mais rápida da água e à noite poderá provocar o aparecimento de fungos nas plantas.
Se forem poucas plantas use um balde. Se forem muitas, use um controlador de fluxo na mangueira. Jamais use água para varrer as calçadas. Esta é uma questão de educação e cidadania. Se você souber de alguém fazendo isso, alerte a pessoa. Caso ela insista, denuncie.
Plante árvores, caso tenha uma propriedade ou jardim. A vegetação serve de barreira contra o vento, regula o sistema hídrico no solo, controla a erosão, sendo um local de abrigo e de vida de diversas plantas e animais.
Acesse o conteúdo completo em: http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=6533&onde=1
TEXTO 4
LEI Nº 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990
Art. 9° O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto.
Art. 10. O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança.
§ 1° O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários.
§ 2° Os anúncios publicitários a que se refere o parágrafo anterior serão veiculados na imprensa, rádio e televisão, às expensas do fornecedor do produto ou serviço.(.http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078.htm)
1.2-Estrutura do texto injuntivo.
O texto injuntivo geralmente é constituído por verbo no imperativo. Além disso, observa-se uma sucessão lógica de fases ou de etapas de comportamento ou processo a executar.
Também podem constituir o texto injuntivo:
· formas verbais que indicam ordem, orientação, pedido, como dever + infinitivo, ter que/de + infinitivo, gerúndio, infinitivo, etc.;
· advérbios de modo (suavemente, rapidamente, devagar);
· advérbios de negação ( nunca, não, jamais etc);
· presençade expressões como (é) proibido, não é permitido, (é) obrigatório, etc
Observe:
Nos textos 1, 2 e 3 encontramos o uso dos verbos no imperativo: ?bata", "reserve?, ?coma?, ?regue?.
No texto 4, embora os verbos não estejam no modo imperativo, observa-se claramente uma ordem, uma prescrição de natureza obrigatória: ?deverá informar, não poderá colocar?.
observa-se claramente uma ordem, uma prescrição de natureza obrigatória: ?deverá informar, não poderá colocar?
1.3 Classificação do texto injuntivo, segundo as finalidades comunicacionais.
Segundo Rosa, os textos injuntivos podem ser agrupados segundo categorias:
· textos instrucionais-programadores: tem por finalidade instruir/ensinar alguém a realizar algo (exemplos: receitas, guias e manuais de um modo geral);
· textos de conselho: objetivam aconselhar alguém a fazer algo (exemplos: horóscopo e conselhos de saúde, beleza, comportamento etc.);
· textos reguladores-prescritivos: visam a obrigar alguém a efetuar algo (exemplos: ordens, leis, regimentos, regras de jogos).
(ROSA, A. L. T. No comando, a sequência injuntiva! In: DIONÍSIO, Â. P. e BE- ZERRA, N. S. Tecendo textos, construindo experiências. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003.)
Os textos apresentados poderiam ser classificados de acordo com a sua finalidade:
· O primeiro deles é uma receita culinária, ou seja, teria o objetivo de instruir alguém a preparar algo, por isso pode ser classificado como instrucional-programador.
· O texto 2 é uma propaganda e tem por finalidade aconselhar o leitor a fazer ou deixar de fazer algo, no caso, comer carne.
· O texto 3 continua na mesma linha do texto 2, pois procura aconselhar a uma mudança de comportamento, com relação ao uso da água. Também é um texto de conselho.
· O texto 4 é um texto injuntivo que tem o objetivo de prescrever, regido por condições inquestionáveis de atuação, trata-se de uma lei.
Exercícios
1.ANALISE OS TEXTOS ABAIXO E IDENTIFIQUE A FINALIDADE DE CADA UM DELES
Texto 1
Texto 2
?Para construir a sua autoestima, você deve estabelecer-se como o mestre da sua própria vida. Cada minuto da sua vida é um momento que pode utilizar para fazer coisas para se melhorar. Se você andou a adiar alguma tarefa ou ação durante grande parte do seu dia, não se martirize ou penalize por isso, mude o seu foco para omomento presentee o que você pode fazer. Comece com a menor coisa que acha que consegue fazer face à tarefa mais importante.?
(http://www.escolapsicologia.com/como-melhorar-a-auto-estima/)
Texto 3
Texto 4
LEI No10.741, DE 1º DE OUTUBRO DE 2003.
Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade
Art. 10.É obrigação do Estado e da sociedade, assegurar à pessoa idosa a liberdade, o respeito e a dignidade, como pessoa humana e sujeito de direitos civis, políticos, individuais e sociais, garantidos na Constituição e nas leis.
§ 1oO direito à liberdade compreende, entre outros, os seguintes aspectos:
I . faculdade de ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais; II. opinião e expressão;
III. crença e culto religioso;
IV. prática de esportes e de diversões;
V. participação na vida familiar e comunitária;
VI. participação na vida política, na forma da lei;
VII. faculdade de buscar refúgio, auxílio e orientação.
§ 2oO direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, de valores, ideias e crenças, dos espaços e dos objetos pessoais.
§ 3oÉ dever de todos zelar pela dignidade do idoso, colocando-o a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.
2- Elabore um texto injuntivo instrucional
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Título
Caso Concreto - Semana 10
Descrição
Caso Concreto
Desenvolvimento
Observe que os textos abaixo tratam de mobilidade urbana e sustentabilidade. (Um dos temas do exame do ENADE 2014).
TEXTO 1
Especialistas discutem mobilidade urbana e desenvolvimento sustentável em Florianópolis Seminário de Meio Ambiente, apoiado pelo Grupo RIC
25 de maio de 2015
Um sistema de mobilidade urbano eficaz e sustentável deve estar inserido em uma cidade que também seja pensada de forma sustentável. Os fatores que circundam esta questão foram discutidos ontem, em Florianópolis, durante o ?Seminário de Meio Ambiente ? Os Desafios de Santa Catarina no Brasil de 2020?, que também será realizado em Joinville e Chapecó, nos dias 16 e 24 deste mês, com apoio do GrupoRIC.
Priorizar pedestres, ciclistas e veículos não motorizados é essencial para melhorar a mobilidade, mas deve-se buscar um meio-termo entre todas as formas de locomoção. ?As cidades estão em grande expansão e é necessária uma perspectiva de equilíbrio, com políticas e ações de transporte público eficazes a longo prazo?, comenta Valério Medeiros, pesquisador, arquiteto e professor do Centro Universitário Unieuro.
Segundo ele, as relações urbanas são importantes para compreender a necessidade em traçar um conjunto de estratégias das ocupações espaciais. Pensar em mobilidade implica diretamente em pensar em como é a forma física da cidade. ?Em Florianópolis, o crescimento urbano foi tão avassalador quanto em outras capitais. A inação pública causou uma fragmentação, produzindo espaços que são cada vez mais labirínticos?.
Somente o setor de transportes é responsável por 25% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo Rafael Sindelar Barczak, arquiteto e urbanista, mestre pela PUC/PR (Pontifícia Universidade Católica). Nos países desenvolvidos, o transporte público individual é prioridade, mas há um equilíbrio com as outras formas de locomoção. Por isso, segundo ele, é necessário aproximar a população do poder público, a fim de tomar medidas integradas que gerem impactos a longo prazo.?
[...]
http://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/111070-especialistas-discutem-mobilidade-urbana-e-desenvolvimento-sustentavel-em-florianopolis.html
1 - Complete o quadro, conforme as características observadas nesse tipo de texto:
2 - Observando como completou o quadro, produza um parágrafo em que fiquem registradas as principais características do texto expositivo.
3 - Em que gênero textual o texto 1 se insere?
A função expositiva pode se apresentar por meio de outro gênero textual, por exemplo um diagrama:
TEXTO 2
https://mobilidadehumana.wordpress.com/2012/10/24/afinal-o-que-e-mobilidade-urbana/
1 - Você compreendeu esse diagrama? Expresse, com as suas palavras, a sua compreensão.
Observe agora outra forma de dissertar, aquela em que você deseja influenciar alguém a aderir à sua opinião sobre algo: a dissertação argumentativa.
Texto 3
Mobilidade urbana e sustentabilidade
Alda Valverde
Ao longo do século XX, o incentivo aos meios de transporte motorizados e o desprezo a outras formas de mobilidade urbana, têm negligenciado o crescimento sustentável e, consequentemente, produzido danos irreparáveis à vida do planeta. Tais danos se revelam na qualidade do ar das metrópoles. Trabalho em sentido diverso deve ser posto em ação.
Não há como negar que a população tem recebido apoio do governo para investir em um meio de transporte motorizado individual, haja vista os incentivos fiscais adotados até bem pouco tempo, como redução do IPI na compra de carros novos. O resultado dessa prática se expressa nos seguintes dados estatísticos: em uma cidade com mais de 500 mil habitantes, 27,5 % preferem o automóvel. Com isso, aumenta o fluxo de veículos nas ruas, os engarrafamentos e o consequente lançamento, na atmosfera, de substâncias químicas, como monóxido e o dióxido de carbono, o dióxido de enxofre, etc.
Falta, efetivamente, interesse do governo em promover medidas educativas que convençam as pessoas de que o crescimento econômico deva estar em harmonia com os recursos naturais. Dessa forma, é fundamental persuadi-las a adotar um meio de transporte não motorizado, como a bicicleta, que convive de modo harmonioso com o meio ambiente e promove o bem-estar daqueles que dela se utilizam. Conforme o professor de educação física Bernardo Tillman, ?Quando a pessoa melhora sua qualidade de vida, o humor também melhora, a incidência de faltas no trabalho é menor, criatividade aumenta e o funcionário trabalha melhor.?
Convém ressaltar que, para se alcançar essa mudança de hábito, é necessário não se considerar a bicicleta apenas como um meio de lazer, mas ainda como um meio de transporte. Ademais, que se ofereça aos ciclistas infraestrutura que lhes permita mobilidade, segurança e estacionamentos exclusivos. Certamente, não só a existência humana, a diversidade biológica, mas também o próprio crescimento econômico será preservado.
1 - Complete o quadro com as características desse tipo de texto:
2 - Agora, produza um parágrafo, resumindo essas características que listou.
Observe esse tipo de texto. Verifique que ele segue uma estrutura bem definida. Eis o esquema:
Introdução: Primeiro parágrafo (Apresentação da tese e de duas hipóteses)
Desenvolvimento: Segundo e terceiro parágrafos (Ampliação da primeira hipótese e da segunda hipótese)
Conclusão: Formulação de sugestão para a solução do problema
TEXTO 4
http://viatrolebus.com.br/wp-content/uploads/2013/06/charge_carro_terra_poluicao.jpg
Esse texto emprega a linguagem não verbal, mas também deseja comunicar algo.
1 - O que essa charge deseja comunicar?
2 - Há somente o objetivo de comunicar ou outra intenção nessa charge?
3 - Produza uma charge com o mesmo tema e objetivo:
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Título
Caso Concreto - Semana 11
Descrição
Caso Concreto
Desenvolvimento
Produção textual a partir da discussão estabelecida durante a aula.
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Título
Caso Concreto - Semana 12
Descrição
Caso Concreto
Desenvolvimento
Quando estudamos a produção e a interpretação textual, logo nos deparamos com a questão da conceituação do parágrafo. O professor Othon Moacyr Garcia assim o definiu:
O parágrafo é uma unidade de composição, constituída por um ou mais de um período, em que se desenvolve ou explana determinada ideia central, a que geralmente se agregam outras, secundárias, mas intimamente relacionadas pelo sentido. (p. 185)
O parágrafo é considerado como uma unidade intermediária entre a sentença e o discurso (o todo). Como fragmento do tema tratado no texto, ele comporta uma ideia que será desenvolvida ao longo daquele bloco do assunto e que se ligará aos demais blocos.
1 - Estrutura do parágrafo
É bom lembrar que nem todos os parágrafos possuem uma estrutura facilmente percebida pelo leitor, nem mesmo todos possuem a mesma extensão. Até porque há ideias que necessitam de maior extensão, devido a sua complexidade; outras nem tanto, basta uma única frase para compor o parágrafo.
1.1 Tópicos frasais: classificação
De modo geral, percebe-se que existe uma ideia principal que inicia o parágrafo, que se denomina Tópico Frasal.
Vejamos dois artigos publicados na mídia impressa:.
Texto 1.
?Os jovens de hoje são bem mais informados que os jovens de 1940, quando da edição do Código Penal. A mídia, a internet, as redes sociais, o cinema contribuem para isto. Aos 16 anos, podem votar, isto é, escolher os nossos representantes nas câmaras e assembleias e nos cargos executivos. Emancipados, podem realizar todos os atos da vida civil, inclusive contrair matrimônio. A verdade é que os jovens de 16 anos de idade têm, de regra, capacidade de entender a conduta criminosa?.
(Carlos Velloso. Capacidade de entender a conduta criminosa. 22/05,2015, p.09)
Texto 2.
Dois fatos trágicos chocaram nossa cidade recentemente, embora de modo diferente. O primeiro foi a morte de dois jovens no Morro do Dendê, depois de uma operação policial. O segundo, a morte de um ciclista na Lagoa, após o roubo de sua bicicleta e outros pertences, sendo um rapaz apontado como um dos responsáveis. Ambos têm uma causa semelhante, que é a incapacidade do poder público de lidar com os jovens pobres, mas a repercussão deles é bastante diversa, sem que se faça a necessária reflexão sobre isso.(Menos presídios e mais escolas. André Luís Machado de Castro)
Os dois parágrafos iniciam textos argumentativos que debatem um tema polêmico: a redução da maioridade penal.
Observe atentamente como se iniciam os dois textos:
No primeiro podemos notar que há uma frase forte, uma declaração que abre o parágrafo: "Os jovens de hoje são bem mais informados que os jovens de 1940, quando da edição do Código Penal."
Trata-se de uma Declaração Inicial, uma afirmação, cujo esclarecimento será apresentado ao longo do parágrafo, ou seja, em seu desenvolvimento.
No segundo texto, temos: "Dois fatos trágicos chocaram nossa cidade recentemente, embora de modo diferente."
Nesse parágrafo, o autor escolheu dividir o assunto em duas partes, que serão apresentadas e comentadas ao longo do parágrafo. Provavelmente com a intenção de comparar esses dois aspectos.
Assim, os Tópicos Frasais podem ser classificados em tipos diferentes:
a) Declaração Inicial - apresenta uma declaração, que pode ser uma afirmação ou negação sobre um assunto, devidamente esclarecida ao longo do parágrafo.
Como vimos, o Texto 1 é um bom exemplo de Tópico por Declaração Inicial.
b) Divisão - divide-se o tema em partes para dedicar a cada uma atenção, ou para dividir o tema em dois aspectos para compará-los ao longo do parágrafo.
O Texto 2 nos forneceu o exemplo de tópico por divisão.
c) Definição - trata-se de um tópico que apresenta o conceito de um determinado assunto ou tema. É muito usado como um recurso didático.
Exemplo:
Família o conjunto de pessoas que possuem grau de parentesco entre si e vivem na mesma casa formando um lar. Hoje há muitos tipos de famílias constituídas e que buscam a harmonia para construir o lar.
d) Alusão histórica - o parágrafo se inicia com uma referência a um fato passado, uma lenda ou episódio histórico.
Exemplo:
Conta um conhecido palestrante que um dia foi convidado para falar em uma universidade americana, que ficava dentro de uma reserva indígena. Calculou que sua palestra seria sobre o direito dos índios, sem verificar antecipadamente o tema de sua exposição. No entanto, quando lá chegou, percebeu que cometera um equívoco, pois deveria falar sobre patentes de remédios produzidos a partir de plantas. Esse é um bom exemplo de como não devemos julgar precipitadamente, apenas pelas aparências.
e) Interrogação - o tópico é uma pergunta que deve ser respondida ao longo do parágrafo
Exemplo:
Os homens devem pagar por seus crimes? Parece óbvio que o cometimento de uma ação danosa à sociedade deve ser punida com sanções severas para que não se repitam.
Vamos exercitar?
Texto 1
Interações por texto na internet provocam prazer semelhante ao sexo
Você já reparou em como é sutil e cheia de complexidade a arte de conversar por texto? Escolher palavras, pontuação, emoticons ou emojis para passar a mensagem correta é um esforço meticuloso para ser bem compreendido e reconhecido.
Se você busca sucesso e notoriedade em uma rede social ou interações com amigos e interesses amorosos saber dominar uma escrita que se expresse bem é indispensável para alcançar seus objetivos. Saber escrever bem e na linha editorial da internet pode gerar popularidade. E essa popularidade pode, definitivamente, trazer prazer ao autor.
Pesquisas sugerem que o vício ou rotina de muitos de nós nos textos produz dopamina em nosso cérebro. E a dopamina faz com que você sinta prazer e aumente a procura por coisas que estimulem sua produção, é a motivação do ser humano através do prazer enquanto ele busca por suas necessidades básicas, como comida e sexo.
Bom, isso é o que as pessoas costumam dizer por aí há algum tempo. Mas a verdade, de acordo com um artigo publicado por especialistas do Departamento de Psicologia da Universidade de Michigan, é que em vez de fazer você experimentar prazer diretamente, a dopamina faz com que você simplesmente queira, deseje, busque e pesquise.
http://www.tecmundo.com.br/ciencia/72342-interacoes-texto-internet-provocam-prazer-semelhante-sexo.htm
Texto 2
A instituição família e seu processo no educar
A sociedade contemporânea vive uma crise de valores éticos e morais sem precedentes. Essa é uma certificação que todos percebem e vivenciam de alguma forma. O fato de ser uma educadora e participar do processo educativo por várias décadas, não me causa surpresa, pois é no ambiente escolar onde se manifestam as tensões e os impactos das transformações da vida em sociedade.
Atualmente, o sistema educacional brasileiro promove reflexões e discussões entre os educadores sobre questões como falta de "limites", desrespeito em sala de aula, desmotivação dos alunos, entre outros. Observam-se professores cansados, e, muitas vezes, doentes física e mentalmente. Outros convivem com o sentimento de frustração, por planejarem projetos educacionais carregados de intencionalidade, mas não vivenciarem seus bons resultados.
Não há como desconsiderar que os acontecimentos atuais estão relacionados com a acelerada mudança no contexto social. O sistema educacional brasileiro, mergulhado numa avalanche de exigências, ainda caminha de forma incipiente para atender às novas demandas sociais, que não são poucas, e que não dependem apenas da instituição escola, mas também de outras instituições responsáveis pela formação integral das novas gerações.
[...]
A escola e família devem conviver em completa sintonia em suas atitudes, já que seus propósitos caminham juntos na formação e educação dos alunos. Não há como negar que a família e a escola são as instituições fundamentais da sociedade, com papéis diferenciados, porém não contraditórios, e sim complementares.
Um assunto de tal complexidade não se esgota em apenas algumas linhas, mas é um bom começo para que a tarefa de educar não seja inviabilizada numa sociedade que vive momentos de mudanças extremamente significativas, quando se constatam conflitos de diferentes naturezas entre as crianças e os jovens. Isso conclama visões mais criteriosas e profundas sobre essa situação, sem contar que nenhuma revolução de ordem econômica, social, política e cultural poderá alcançar excelentes resultados se não tiver a contribuição da educação.
Ana Maria da Silva Fortes Aguiar
Mestrado em Educação
Diretora Pedagógica do Colégio Antares
http://antaresamericana.com.br/artigos/a-instituic%C3%A3o-familia-e-sua-importancia-no-processo-de-educar/43
Exercícios:
1.Identifique e classifique o tópico frasal do primeiro parágrafo dos dois textos.
2. Elabore parágrafos com tópicos frasais variados a partir de temas como: a felicidade, a tecnologia, a importância da educação e significado do sucesso.
2. Desenvolvimento do parágrafo.
Como vimos, o parágrafo é um bloco em que se desenvolve uma ideia principal, em torno da qual outras se agregam. A ideia principal geralmente é lançada no primeiro período, chamado Tópico Frasal. Os demais períodos que se constroem a partir dessa primeira ideia constituem o que chamamos de desenvolvimento.
Como há diferentes tipos de tópico, também há tipos de desenvolvimento que servirão aos objetivos do enunciador ao produzir o seu texto. Vamos conhecer?
2.1 Tipos de desenvolvimento de parágrafo
a) Explanação da declaração inicial.
Esse tipo de desenvolvimento vem esclarecer a afirmação, ou seja, a declaração feita no Tópico Frasal. Se tomarmos como exemplo o nosso parágrafo que exemplifica o tópico por declaração inicial, veremos como isso acontece.
"Os jovens de hoje são bem mais informados que os jovens de 1940, quando da edição do Código Penal. A mídia, a internet, as redes sociais, o cinema contribuem para isto. Aos 16 anos, podem votar, isto é, escolher os nossos representantes nas câmaras e assembleias e nos cargos executivos. Emancipados, podem realizar todos os atos da vidacivil, inclusive contrair matrimônio. A verdade é que os jovens de 16 anos de idade têm, de regra, capacidade de entender a conduta criminosa."
(Carlos Velloso. Capacidade de entender a conduta criminosa. 22/05,2015, p.09)
Observe que o autor do texto explica a sua declaração no desenvolvimento do parágrafo.
b) Enumeração de detalhes
Nesse tipo de desenvolvimento, observamos que há a apresentação de uma série de detalhes. Um bom exemplo acontece em texto de tipo descritivo.
"Era um dia abafadiço e aborrecido. A pobre cidade de São Luís do Maranhão parecia entorpecida pelo calor. Quase que se não podia sair à rua: as pedras escaldavam; as vidraças e os lampiões falseavam ao sol como enormes diamantes; as paredes tinham reverberações de prata polida; as folhas das árvores nem se mexiam; as carroças d'água passavam ruidosamente a todo o instante, abalando os prédios; e os aguadeiros, em mangas de camisa e pernas [calças] arregaçadas, invadiam sem cerimônia as casas para encher as banheiras e os potes. Em certos pontos não se encontrava viva alma na rua; tudo estava concentrado, adormecido; só os pretos faziam as compras para o jantar, ou andavam no ganho."
(Aluísio Azevedo, O mulato)
c) Comparação
A comparação é um procedimento por meio do qual apresentamos as diferenças (confronto) ou as semelhanças (analogia) entre dois termos. Preferimos não fazer a distinção entre os dois tipos de desenvolvimento e denominar ambos de Comparação.
"Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente. A política é a arte de gerir o Estado segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas ou tradições respeitáveis. A politicalha é indústria de explorar o benefício de interesses pessoais."
(Rui Barbosa)
(Trecho do discurso "Aos Atiradores Baianos". Obras Completas de Rui Barbosa. V. 44, t. 2, 1917.)
d) Causa e consequência
Esse desenvolvimento procura evidenciar a relação de causa/consequência para a declaração feita no tópico frasal ou dela decorrentes.
A poluição ainda é o maior destruidor de recursos naturais. Por séculos o homem utilizou rios e mares para despejar seus esgotos e efluentes das indústrias, que contém metais pesados e resíduos tóxicos. Agora toda essa sujeira retorna às cidades, atingindo as novas gerações de poluidores. Essa prática resultou na morte de enormes e importantes rios - no estado de São Paulo o maior exemplo é rio Tietê que corta o estado de leste a oeste, com 1.100 quilômetros de extensão, seguido dos rios Jundiaí, Piracicaba, Pinheiros e outros bastante degradados e castigados pela poluição.
(http://www.consultorsocial.org.br/noticias/135-economia-de-agua-e-vital-para-o-futuro-do-planeta.html)
Então, vamos produzir parágrafos?
Elabore dois parágrafos e procure evidenciar o tipo de tópico e de desenvolvimento em cada um. Você pode retomar, por exemplo, os tópicos já feitos no exercício anterior.
Questões objetivas
Leia atentamente o parágrafo que se segue:
"Nós somos muito parecidos com computadores [...]; também temos um hardware e um software. O hardware são os nervos, o cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso. O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória. Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo espirituais, sendo que o programa mais importante é linguagem."
(Rubem Alves-adaptado: http://rubemalves.com.br/site/10mais_10.php)
1 - Classifique o tópico frasal do parágrafo "Nós somos muito parecidos com computadores [...]; também temos um hardware e um software.":
Declaração inicial
Definição
Interrogação
Alusão histórica
Divisão
2 - Classifique o desenvolvimento do parágrafo:
Explanação da Declaração inicial
Comparação
Causa/consequência
Enumeração de detalhes
Nenhuma das alternativas
Produto / Resultado
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL - CCJ0129
Título
Caso Concreto - Semana 13
Descrição
Caso Concreto
Desenvolvimento
A intertextualidade - pluralidade de leituras e sentidos, como já estudado, é o processo de incorporação de um texto em outro, seja para produzir o sentido incorporado, seja para transformá-lo.
Intertextualidade é, pois, a propriedade de os textos se relacionarem.
Questão 1
Analise os três textos a seguir, identifique e comente sobre o tema abordado e a organização intertextual de cada um deles, traçando semelhanças e diferenças entre eles. Não se esqueça de que o leitor competente deve compreender o que lê; como também saber ler o que não está escrito, identificando elementos implícitos; estabelecer relações entre o texto que lê e outros textos já lidos; saber que vários sentidos podem ser atribuídos a um texto; conseguir justificar e validar a sua leitura a partir da localização de elementos discursivos.
Texto 1
Sou compulsiva, eu sei. Limpeza e arrumação. Todos os dias boto a mesa, tiro a mesa. Café, almoço, jantar. E pilhas de louça na pia, e espumas redentoras. Todos os dias entro nos quartos, desfaço camas, desarrumo berços, lençóis ao alto como velas. Para tudo arrumar depois, alisando colchas de crochê.
Sou caprichosa, eu sei. Desce o pó sobre os móveis. Que eu colho na flanela. Escurecem-se as pratas. Que eu esfrego com a camurça. A aranha tece. Que eu enxoto. A traça rói. Que eu esmago. O cupim voa. Que eu afogo na água da tigela sob a luz.
E de vassoura em punho gasto tapetes persas.
Sou perseverante, eu sei. À mesa que ponho ninguém senta. Nas camas que arrumo ninguém dorme. Não há ninguém nesta casa, vazia há tanto tempo.
Mas, sem tarefas domésticas, como preencher de feminina honradez a minha vida??
(COLASANTI. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco, 2006.)
Texto 2
Somente uma mulher, e dona de casa, sabe e reconhece a grande tarefa que é bem dirigir uma casa. A dona de casa tem de ser, antes de tudo, uma economista, uma? equilibrista? das finanças, principalmente com as dificuldades da vida atual. O lar é o lugar onde devemos encontrar a nossa paz de espírito num ambiente limpo, sadio e agradável e cabe à mulher providenciar isso.
Muitas erram ao fazer de sua casa uma vitrina permanente onde não há liberdade para o marido fumar o seu cachimbo, para o filhinho brincar. [...]
A boa dona de casa é a que sabe dar ordens e acompanha de perto a sua execução. É a que mantém a limpeza, a ordem, o capricho em sua casa, sem fazer desta um eterno local de cerimônias, de deveres, onde tudo é proibido. É a que faz de sua casa o lugar de descanso, da felicidade do marido e dos filhos, onde eles se sentem realmente bem, à vontade, e são bem tratados. O melhor lugar do mundo.?
LISPECTOR, Clarice. Correio feminino. Org. Aparecida Maria Nunes. Rio de Janeiro: Rocco, 2006, p.45
Texto 3
Sou eu que começo? Não sei bem o que dizer sobre mim. Não me sinto uma mulher como as outras. Por exemplo, odeio falar sobre crianças, empregadas e liquidações. Tenho vontade de cometer haraquiri quando me convidam para um chá de fraldas e me sinto esquisita à beça usando um lencinho amarrado no pescoço. Mas segui todos os mandamentos de uma boa menina: brinquei de boneca, tive medo do escuro e fiquei nervosa com o primeiro beijo.
Quem me vê caminhando na rua, de salto alto e delineador, jura que sou tão feminina quanto as outras: ninguém desconfia do meu hermafroditismo cerebral.Adoro massas cinzentas, detesto cor-de-rosa. Penso como um homem, mas sinto como mulher.
Não me considero vítima de nada. Sou autoritária, teimosa e um verdadeiro desastre na cozinha.
Peça para eu arrumar uma cama e estrague meu dia. Vida doméstica é para os gatos.
[...] Sou tantas que mal consigo me distinguir. Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada. Acho que sou promíscua, doutor Lopes. São muitas mulheres numa só, e alguns homens também. Prepare-se para uma terapia de grupo.
MEDEIROS, Martha. Divã. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. p. 9-11.
Questão 2
Texto I: Os Retirantes (Portinari)
http://www.portinari.org.br/#/acervo/obra/1709
Texto II:
Asa Branca
Quando "oiei" a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de "prantação"
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
"Intonce" eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
"Intonce" eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe, muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão
Quando o verde dos teus "óio"
Se "espaiar" na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração
(Luíz Gonzaga)
Fonte:http://letras.mus.br/luiz-gonzaga/47081/
Entendendo os textos:
O que as obras retratam?
Em qual região do país essa situação ocorre? Por quê?
Qual a relação entre a obra de Portinari e a música de Luís Gonzaga?
Quais as semelhanças entre as obras?
Quais as diferenças?
Em sua opinião qual obra foi criada primeiro? Justifique a sua resposta.
Quais trechos ou estrofes da canção estão relacionados ao quadro de Portinari?
Explique o processo de migração explícito no 7º verso?
Questão 3:
Escolha um dos temas abordados (questões 1 ou 2) e, fazendo uso da intertextualidade, produza um texto
dissertativo.
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PORTUGUÊS INSTRUMENTAL - CCJ0129
Título
Caso Concreto - Semana 14
Descrição
Caso Concreto
Desenvolvimento
A Língua coloca à disposição dos falantes uma série de recursos que precisam os limites dos sentidos da fala e de sua utilização. O emissor pode deixar marcas no discurso que caracterizem assunção ou isenção de responsabilidade, obrigatoriedade, necessidade, certeza, hipótese, probabilidade ou possibilidade.
Esses recursos recebem o nome de modalização, e podem se referir tanto ao conteúdo dos enunciados (o dito), quanto à forma peculiar como o enunciador se coloca frente ao discurso (o modo). Assim, a análise dos processos de modalização propicia verificar o posicionamento do enunciador frente à construção do enunciado, bem como também sua intervenção avaliativa no conteúdo da mensagem.
Muitas são as formas que denunciam marcas da subjetividade do autor no discurso.
Um dos processos gerais de modalização é o emprego dos reformulativos, que, como o de tantas outras expressões modalizadoras, denuncia a presença do enunciador e serve para descrever o grau de adesão ao conteúdo de sua mensagem, ou ao próprio modo de enunciá-la.
Tais expressões exprimem não só o quanto o enunciador acredita no que está proferindo, como denotam o grau de adesão às teses defendidas.
Os reformulativos podem ser:
a) Retificadores totais- os que retificam radicalmente uma porção anterior do texto: ou melhor, isto é, aliás, digo, minto...
O encontro é no sábado, ou melhor, no domingo.
b) Retificadores parciais- em que só a parte retificada é vista como inverdade, o que não inviabiliza parte da asserção.
Na verdade, na realidade, para ser mais exato, são expressões que servem para indicar graus de adesão de quem fala ou escreve, em relação ao conteúdo proposto.
c) Ratificadores- os que enfatizam o que veio expresso antes, por meio de: de fato, com efeito, realmente.
A ratificação visa convencer a outrem da veracidade do dito.
d) Explicadores- cujo objetivo é esclarecer o próprio pensamento, numa atitude bastante ?didática? de explanação: Ou seja, isto é, ou expressões que se equivalham a elas.
e) Exemplificadores- há os que se referem a todo o conjunto anterior: a saber; e os que se aplicam a apenas a alguns elementos: por exemplo; tais como.
Exemplos:.
1- ?A melhor época de comer ?catado?, isto é, carne de caranguejo, é entre maio e agosto quando o ?playboy? do mangue está mais gordo.?
(O Globo. Caderno Boa viagem, 19/06/2003.
A expressão ?catado? por ser regional, necessitou ser traduzida, em nome da clareza, como atesta a continuidade do texto, com a expressão isto é. O marcador explicativo denota a preocupação do enunciador com o entendimento do leitor de seu texto.
2 - Para falar a verdade, nem chega a haver uma crise específica na vida nacional. [...] Tampouco o problema de violência é novo, é endêmico, nada tem de epidêmico.
Nos exemplos citados fica evidente que o uso dos modalizadores como estratégias utilizadas pelo emissor na intenção de adequar-se às situações comunicativas com que se depara. Ele modaliza seu discurso para a produção de um dado texto que está quase sempre subordinado à sua recepção.
Como mais um exemplo, trazemos à cena, fragmento do caso concreto de Augusto Carlos Eduardo da Rocha Monteiro Gallo e Margot Proença Gallo (ELUF, Luiza Nagib. A Paixão no banco dos réus. Casos passionais célebres: de Pontes Visgueiro a Lindemberg Alves. 4 ed. São Paulo Saraiva , 2014, p.53):
?No dia em que foi assassinada, Margot trajava blusa de algodão branca e saia xadrez nas cores verde e vermelho. Sapatinho de salto baixo, parecia uma colegial. Tinha 37 anos de idade.
No fragmento dado, notamos que a própria descrição da roupa usada por Margot, no dia do crime, é ambígua, pois na implicatura textual ou por meio do não dito, podemos ler que Margot procurava aparentar ser bem mais jovem, devido ao modo como se vestia, pois há toda uma seleção vocabular direcionada para esse efeito de sentido, como ?sapatinho de salto baixo?; ?colegial? etc., que marca o posicionamento do sujeito enunciador.
A última frase desse fragmento, inclusive, reforça bem esse posicionamento, porque de forma intencional é omitido um conector ligando as orações para priorizar a construção intencional de um período simples, bem curto, destacando apenas a idade da vítima - ?37 anos?.
A análise dos modalizadores evidencia como um falante considera seu próprio enunciado, indicando linguisticamente que o que diz está inteiramente assumido ou que está limitado a uma relação entre o sujeito e seu discurso.
A modalidade/modalização no discurso pode se manifestar sob diversas formas. Mais tradicionalmente, é correlacionada ao tempo/modo verbal. Assim, os modos verbais têm seu emprego ligado aos tipos de atos ilocutórios, ou seja, às ações intentadas quer pelo emissor quer pelo receptor do discurso:
a) o presente do indicativo reflete estados de coisas reconhecidos pelo locutor como necessário, obrigatório ou com alto grau de probabilidade e certeza.
Nas assertivas, encontramos expressões como eu afirmo que...; nas interrogações, eu pergunto se...
Esse uso implica dizer que o enunciado é assumido;
b) o futuro do pretérito do indicativo reflete baixo grau de certeza.
Frases como eu afirmaria que... ou eu perguntaria se ... revelam que o enunciado não é assumido;
c) o imperativo revela que osestados de coisas são reconhecidos pelo locutor como contingente (eventual).
Divide-se em imperativo (eu ordeno que...) e optativo (eu desejo que...);
d) o modo subjuntivo enuncia que os estados de coisas são reconhecidos pelo locutor como permitido, facultativo ou contingente.
É o modo da ordem (presente: que eu ordene, que tu ordenes, que ele ordene)...
ou do desejo (se eu ordenar, se tu ordenares, se ele ordenar; quando eu ordenar, quando tu ordenares, quando ele ordenar).
Observamos, ainda, a modalização nos verbos modais. Algumas formas estão lexicalizadas, ou seja, constroem-se com outros para modalizar os enunciados. Estes adquirem estatuto de modalidades ligadas ao conhecimento ou ligadas ao dever. Revelam a apreciação do enunciador:
a) necessidade ligada ao conhecimento:
Entendo que a indenização deve/deveria ter um caráter de reparação do dano causado.
b) possibilidade ligada ao conhecimento:
Quando reina a anomia social, qualquer ação criminosa pode se transformar em discurso pró-ditadura.
Os assassinos deveriam ter, no máximo, quinze anos.
c) necessidade (ligada ao dever): indica obrigatoriedade.
Como juiz, tenho que julgar imparcialmente.
Precisamos atuar junto às comunidades carentes.
d) possibilidade (ligada ao dever):: indica permissão.
O Estado não pode/deve permitir o descontrole social.
Outras formas de modalização denotam a apreciação do enunciador:
a) os advérbios ou locuções adverbiais: naturalmente, visivelmente, com certeza, obviamente;
b) certas expressões seguidas de que + oração ou justapostos ao enunciado: é claro (que), é óbvio (que), é evidente (que);
c) os marcadores de foco: até, inclusive, mesmo, também
d) os marcadores de inclusão; só, só mesmo, somente, apenas
e) Marcadores que exprimem restrição ou seleção; é que
f) Expressão que permite um contraste entre uma informação explícita e outra(s) implícita(s): eis que permite enunciar um fato como algo repentino ou inesperado
g) indica incerteza probabilidade: talvez
h) as conjunções: se, ainda que, já que;
i) os verbos que explicitam o ato praticado pelo falante: estranhar, negar, gostar;
j) a entoação: frase exclamativa, frase interrogativa retórica.
As modalizações denotam, também, os meios de manifestação das intenções e interesses do interlocutor:
a) os predicados seguidos de infinitivo ou que + oração: é proibido o fumo em ambientes fechados; é necessário que se faça a revisão dos crimes considerados hediondos;
b) os auxiliares modais: precisar, ter que/de, dever, no sentido de obrigação;
c) os verbos que explicitam o ato praticado pelo locutor: ordenar, afirmar, perguntar, solicitar;
Por fim, a modalização pode ser observada em diferentes recursos utilizados pelo emissor/receptor, envolvendo inclusive a mudança de registro para alcançar um determinado objetivo na interação verbal. Percebemos, com isso, que o texto é construído com maior ou menor grau de intenção de vetar certas ações e atitudes e impor outras, e que o estudo da modalização importa diretamente no entendimento dos implícitos do discurso.
Exercício:
Texto-base :
USUÁRIOS DE DROGAS À SOLTA REALIMENTAM O BANDITISMO. TRATAMENTO COMPULSÓRIO
OU PRISÃO JÁ?
Como é que os que frequentam as cracolândias conseguem dinheiro para comprar drogas? Roubando e assaltando, não é? Então, por que deixá-los à solta? A polícia deveria patrulhar os locais frequentados por drogados e promover arrastões até diários, levando todos os drogados para a prisão, nem que fosse por alguns dias e para fichá-los a fim de que não pudessem se organizar para cometer roubos e assaltos.
O drogado deveria ser intimado a se tratar em clínicas de desintoxicação e se fosse encontrado no mesmo local deveria ser preso por pelo menos um ano inteiro, para lhe tirar o vício. Só assim é que o banditismo poderia começar a diminuir.
(O texto postado no ano de 2010, em ?Yahoo! Respostas?, um site específico em que os membros da comunidade fazem perguntas sobre qualquer tema e recebem respostas de outras pessoas que compartilham fatos, opiniões e experiências pessoais)
Questões:
1. O texto é iniciado com três interrogações. Qual a contribuição do uso desse recurso para a construção da argumentação?
2. Por que o emprego do termo ?cracolândia??
3. ?Tratamento compulsório ou prisão já?? Com que intenção o autor utiliza o advérbio já?
4. ?A polícia deveria patrulhar os locais frequentados por drogados e promover arrastões até diários.? Que noção de sentido as palavras em destaque imprimem ao texto?
5. Explique o uso do gerúndio na expressão ?roubando e assaltando?
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PORTUGUÊS INSTRUMENTAL - CCJ0129
Título
Caso Concreto - Semana 15
Descrição
Caso Concreto
Desenvolvimento
Elaboração de um resumo e de uma resenha a partir das características estudadas em aula e do material que serviu de motivação à aula.
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PORTUGUÊS INSTRUMENTAL - CCJ0129
Título
Caso Concreto - Semana 16
Descrição
Caso Concreto
Desenvolvimento
Texto 1
Ensinar exige rigorosidade metódica
O educador democrático não pode negar-se o dever de, na sua prática docente, reforçar a capacidade crítica do educando, sua curiosidade, sua insubmissão. Uma de suas tarefas primordiais é trabalhar com os educandos a rigorosidade metódica com que devem se ?aproximar? dos objetos cognoscíveis. E esta rigorosidade metódica não tem nada que ver com o discurso ?bancário? meramente transferidor do perfil do objeto ou do conteúdo. É exatamente neste sentido que ensinar não se esgota no ?tratamento? do objeto ou do conteúdo superficialmente feito, mas se alonga à produção das condições em que aprender criticamente é possível. E essas condições implicam ou exigem a presença de educadores e de educandos criadores, instigadores, inquietos, rigorosamente curiosos, humildes e persistentes. Faz parte das condições em que aprender criticamente é possível a pressuposição por parte dos educandos de que o educador já teve ou continua tendo experiência da produção de certos saberes e que estes não podem a eles, os educandos, ser simplesmente transferidos.
Pelo contrário, nas condições de verdadeira aprendizagem, os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador, igualmente sujeito do processo. Só assim podemos falar realmente de saber ensinado, em que o objeto ensinado é apreendido na sua razão de ser e, portanto, aprendido pelos educandos.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2004, p. 26.
Questão 1
a) Explique, com suas próprias palavras, o que distingue os conceitos de ?rigorosidade metódica? e de ?discurso bancário?, apresentados por Paulo Freire.
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b) Identifique o referente do pronome demonstrativo estes em ?que estes não podem a eles, os educandos, ser simplesmente transferidos? (linhas 10 -11 ? texto 1).
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Texto 2
A tarefa de desenvolver as capacidades intelectuais e morais do sujeito universal, como condição de aprimoramento da personalidade do indivíduo, juntamente com a inserção social e a reprodução dos conteúdos culturais da tradição,formam o esteio da intencionalidade educativa moderna. A escola deve assumir o compromisso com o desenvolvimento das estruturas mentais do sujeito para que ele seja capaz de operar em níveis de abstração elevada. Essa é uma condição necessária para que os processos de tomada de consciência superem a racionalidade instrumental e habilitem o sujeito frente às possibilidades da competência comunicativa.
Cabe à escola favorecer uma aprendizagem crítica do conhecimento científico, promover a discursividade dos alunos e a discussão pública das formas de racionalidade subjacentes aos processos escolares. [...] A construção de uma razão que se descentra é condição necessária para que o sujeito reconheça outras razões e seja capaz de agir com competência no discurso argumentativo, fundamental para a racionalidade comunicativa que opera nas bases de um pensamento refletido, tornando conscientes os seus esquemas de ação.
Texto adaptado de LIMA, João Francisco Lopes de. A reconstrução da tarefa educativa: uma alternativa para a crise e a desesperança. Porto Alegre: Editora Mediação, 2003, p. 103.
Questão 2
a) Reescreva o trecho a seguir sem a palavra que. Faça as modificações necessárias.
?Essa é uma condição necessária para que os processos de tomada de consciência superem a racionalidade instrumental e habilitem o sujeito em frente às possibilidades da competência comunicativa? (texto 2)
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b) Com relação à frase abaixo, faça o que é pedido a seguir.
?A escola deve assumir o compromisso com o desenvolvimento das estruturas mentais do sujeito para que ele seja capaz deoperar em níveis de abstração elevada.?
Determine o valor semântico do verbo auxiliar dever na locução ?deve assumir?.
____________________________________________________________________________________
c) Indique um outro verbo auxiliar que mantenha o mesmo sentido da expressão sublinhada e que forme uma locução verbal com o verbo operar:
?__________________ operar?.
Questão 3
a) Reescreva a frase abaixo, empregando em outra posição o advérbio sublinhado. Mantenha o sentido da frase original.
?Só assim podemos falar realmente de saber ensinado? (texto 1)
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b) Explique a concepção de educação que está embutida nos textos 1 e 2. Sua resposta não deve ultrapassar três linhas.
Texto 3
As concepções da verdade
Nossa ideia da verdade foi construída ao longo dos séculos, a partir de três concepções diferentes, vindas da língua grega, da latina e da hebraica.
Em grego, verdade se diz aletheia, significando não-oculto, não-escondido, não dissimulado. O verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do corpo e do espírito; a verdade é a manifestação daquilo que é ou existe tal como é. O verdadeiro é o evidente ou plenamente visível para a razão.
Assim, a verdade é uma qualidade das próprias coisas e o verdadeiro está nas próprias coisas. Conhecer é ver e dizer a verdade que está na própria realidade e, portanto, a verdade depende de que a realidade se manifeste, enquanto a falsidade depende de que ela se esconda ou se dissimule em aparências.
Em latim, a verdade se diz veritas e se refere à precisão, ao rigor e à exatidão de um relato, no qual se diz, com detalhes, pormenores e fidelidade, o que aconteceu. Verdadeiro se refere, portanto, à linguagem enquanto narrativa de fatos acontecidos, refere-se a enunciados que dizem fielmente as coisas tais como foram ou aconteceram. Um relato é veraz ou dotado de veracidade quando a linguagem enuncia os fatos reais.
A verdade depende, por um lado, da veracidade, da memória e da acuidade mental de quem fala e, por outro, de que o enunciado corresponda aos fatos acontecidos. A verdade não se refere às próprias coisas e aos próprios fatos (como acontece com a aletheia), mas ao relato e ao enunciado, à linguagem. Seu oposto, portanto, é a mentira ou a falsificação. As coisas e os fatos ou são reais ou imaginários; os relatos e enunciados sobre eles é que são verdadeiros ou falsos.
Em hebraico, verdade se diz emunah e significa confiança. Agora são as pessoas e é Deus quem são verdadeiros. Um Deus verdadeiro ou um amigo verdadeiro são aqueles que cumprem o que prometem, são fiéis à palavra dada ou a um pacto feito; enfim, não traem a confiança.
A verdade se relaciona com a presença, com a espera de que aquilo que foi prometido ou pactuado irá cumprir-se ou acontecer.
[...] A verdade é uma crença fundada na esperança e na confiança, referidas ao futuro, ao que será ou virá. Sua forma mais elevada é a revelação divina e sua expressão mais perfeita é a profecia.
Adaptado de CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ed. Ática, 1999. p. 99
Questão 4
a) Sem copiar trechos do texto de Marilena Chaui, organize um parágrafo que o resuma.
b) Efetuando as modificações necessárias, reescreva o trecho abaixo, sem o emprego da palavra que.
Portanto, a verdade depende de que a realidade se manifeste, enquanto a falsidade depende de que ela se esconda ou se dissimule em aparências.?
c) Reescreva a seguinte frase, substituindo quando por caso.
Um relato é veraz ou dotado de veracidade quando a linguagem enuncia os fatos reais.?
Questão 5
a) Retire do Texto 1 dois trechos em que verdadeiro ilustra a ideia de que uma mesma forma pode pertencer a classes gramaticais distintas. A seguir, determine a classe da palavra em cada exemplo.
b) A conjunção enquanto foi usada duas vezes no Texto 1? no terceiro e quarto parágrafos ? com valor distinto. Determine o valor semântico que ela assume em cada um desses empregos.
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