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SUMÁRIO
Microbiologia
Virologia
Bacteriologia
Micologia
Parasitologia
INSTITUTO
EDUCACIONAL
E TECNOLÓGICO
LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996.
Vol. 3
INSTRUMENTADOR
CIRÚRGICO
INSTITUTO EDUCACIONAL E TECNOLÓGICO
EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA.
MICROBIOLOGIA
www.insapiens.com.br
Autor: Marcelo Erik Lopes - Empresário e Professor Universitário.
Biomédico e Especialista em Citologia Esfoliativa Cérvico Vaginal.
Farmacêutico e Mestre em Medicina Veterinária – P&D em novas
fórmulas medicamentosas.
Criador do Instituto Educacional e Tecnológico – SAPIENS.
Desenvolvedor do E-commerce – www.insapiens.com.br.
Sócio Fundador da Farmácia de Manipulação – ALPHINIA.
Criador do Projeto: Na Batida do Coração sem fins Lucrativos.
Executivo e Consultor em Laboratórios Educacionais Universitários.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1. INTRODUÇÃO A MICROBIOLOGIA, MICROSCOPIA E BIOSSEGURANÇA
2. VIROLOGIA (CARACTERÍSTICAS VIRAIS – VIRION, VIRÓIDES, VIRUSÓIDES, PRIONS E
BACTERIÓFAGOS) E REPRODUÇÃO VIRAL.
3. VIROLOGIA (HIV, INFLUENZA, RABIES VÍRUS, FILOVÍRUS)
4. VIROLOGIA (FLAVIVÍRUS, HERPESVIRIDAE, VARICELA-ZOSTER, PARAMYXOVIRIDAE E HPV).
5. REINO MONERA – BACTERIOLOGIA (INTRODUÇÃO AOS PROCARIOTOS E SUAS ORGANELAS)
6. REINO MONERA – BACTERIOLOGIA (PROCARIOTOS E SUAS ORGANELAS E ARRANJOS)
7. MEIOS DE CULTURA PARA PROCARIOTOS
8. PROCARIOTOS DE IMPORTÂNCIA MÉDICA
9. REINO FUNGI – MICOLOGIA (INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS FUNGOS E NOÇÕES FUNDAMENTAIS
DE MORFOLOGIA MACRO E MICROSCOPICA)
10. MICOSES ( FUNGOS OPORTUNISTAS E SUPERFICIAIS)
11. MICOSES (DERMATOFITOSES OU TINHAS) E MEIOS DE CULTURA USADOS EM MICOLOGIA.
12. FUNGOS COMESTÍVEIS, VENENOSOS E ALUCINÓGENOS
INTRODUÇÃO A MICROBIOLOGIA
O nome microbiologia vem do grego: mikros (“pequeno”), bios (“vida”) e logos
(“ciência”) é o estudo dos organismos microscópicos e de suas atividades.
Preocupa-se com a forma, a estrutura, a reprodução, a fisiologia, o metabolismo
e a identificação dos microrganismos.
Assim a microbiologia envolve o estudo de organismos procariotos (bactérias,
archaeas), eucariotos inferiores (algas, protozoários, fungos)
A microbiologia teve início com o polimento de lentes, feitas a partir de peças de
vidro, combinadas até produzir aumentos suficientemente grandes que
possibilitassem a visualização dos microrganismos.
Os relatos de Robert Hooke e Antony van Leeuwenhoek possibilitaram as
primeiras observações de bactérias e outros microrganismos.
Embora não tenha sido, provavelmente, o primeiro a ver as bactérias e os
protozoários, o holandês Antony van Leeuwenhoek (1632-1723) foi o primeiro a
relatar suas observações, com descrições precisas e desenhos.
Embora Van Leeuwenhoek seja considerado o “pai” da microbiologia, os relatos de
Hooke, descrevendo a estrutura de um bolor, foram publicados anteriormente aos
de Leeuwenhoek.
Assim, esses dois pesquisadores são considerados os pioneiros nessa ciência.
Assim sendo, esses microrganismos tiveram destaque no conceito:
SAÚDE X DOENÇA.
Saúde x Doença
Diferentemente da teoria da unicausalidade, muito aceita no início do século XX,
que considera como fator único de surgimento de doenças um agente etiológico -
vírus, bactérias, protozoários, fungos, etc.
O conceito de saúde-doença estuda os fatores biológicos, econômicos, sociais e
culturais e, com eles, pretende obter possíveis motivações para o surgimento de
alguma enfermidade.
Vírus
Acelulares; menores e mais simples,
em estrutura que as bactérias; contém
geralmente apenas um tipo de ácido
nucléico (DNA ou RNA), protegido por
uma capa proteica; podem
multiplicar-se apenas dentro das
células vivas.
Porém, poucos vírus de DNA, como o citomegalovírus e o vírus da hepatite B, podem
iniciar a síntese de moléculas de RNA enquanto ainda estão se formando, de modo que a
partícula viral contém os dois tipos de ácidos nucléicos (DNA e RNA).
Bactérias
São procariontes; não possuem
membrana nuclear (carioteca) e
estruturas membranosas intracelulares
organizadas; são divididas em dois
grupos: Eubactérias e Arqueobactérias.
Protozoários
São eucariontes; unicelulares, não
apresentam parede celular rígida,
não contém clorofila; alimentam-se
por ingestão; alguns movem-se por
meio de flagelos ou cílios e são
amplamente distribuídos na
natureza.
Fungos
São eucariontes; com parede celular
rígida; uni ou pluricelulares;
desprovidos de clorofila; alimentam-se
por absorção.
São conhecidos como bolores,
leveduras e cogumelos.
Algas
São eucariontes; contém clorofila (realizam
fotossíntese); podem ser uni ou
pluricelulares; apresentam parede celular
rígida; crescem em diversos ambientes, mas
a maioria é aquática.
Microscopia
O microscópio é um instrumento indispensável para os trabalhos laboratoriais,
tornando possível a observação de estruturas invisíveis a olho nu.
Os microscópios são classificados dependendo do princípio no qual a ampliação é
baseada.
Eles podem ser: Ópticos – empregam dois sistemas de lentes, ocular e objetiva,
através das quais a imagem ampliada é obtida.
Eletrônicos – empregam um feixe de elétrons para produzir a imagem ampliada.
O microscópio óptico é utilizado para observar células procariotas e eucariotas, e o
eletrônico, detalhes celulares e vírus.
Ocular
Braço
Micrométrico
Macrométrico
Iluminação
Condensador
Platina
Objetiva
Revolver
Microscópio
Plataforma
Base ou pé
Partes mecânicas do microscópio Pé (1) – dá suporte ao microscópio,
garantindo a estabilidade. Braço (3) – haste vertical ou inclinável
fixada à base. Platina (4) – plataforma na qual se colocam as
preparações a serem observadas. Apresenta no centro, uma abertura
por onde passam os raios luminosos. Revólver (6) – suporte das
objetivas, fixado à extremidade inferior do tubo, serve para facilitar a
substituição de uma objetiva por outra, colocando-as por rotação em
posição de observação.
Canhão: suporte cilíndrico da ocular.
Macrométrico: permite movimentos de grande amplitude e rápidos, por
deslocamento vertical da platina. É indispensável para fazer as focagens.
Micrométrico: permite movimentos lentos do deslocamento da platina para
focagens mais precisas.
Partes ópticas do microscópio Sistema de ampliação – consiste na
associação de dois conjuntos de lentes (objetiva e ocular), constituindo um
sistema óptico composto.
A ampliação total resulta do produto da capacidade de ampliação da
objetiva pela capacidade de ampliação da ocular.
Objetiva: aumenta a imagem do objeto.
Objetiva de imersão: é a lente que fornece maior aumento, é muito usada em
laboratório de microbiologia. É necessário óleo de imersão para assegurar um
trajeto do raio luminoso opticamente homogêneo entre a lâmina e a lente
objetiva. Depois do uso, devem-se limpar as superfícies ópticas com papel
absorvente com um pouco de xilol, pois restos de óleo podem danificar o sistema
óptico do microscópio.
Ocular: lente que aumenta a imagem recebida da objetiva.
Sistema de iluminação: Espelho duplo ou fonte de luz – destina-se a refletir para
a platina a luz que recebe da fonte luminosa.
Tendo em vista que a base desta disciplina é trabalhar com microrganismos, é
importante ter uma noção da escala de tamanho e das diferentes unidades de
comprimento.
Unidades métricas usadas em microbiologia são: micrômetro e nanômetro.
Jaleco, guarda-pó ou bata é uma peça de roupa,
normalmente de tecido branco, utilizada como forma de
barreira corporal em hospitais, laboratórios, fábricas,
restaurantes, escolas, entre outros.
Em muitos desses lugares, onde é importante haver boa
higiene e assepsia, o seu uso é obrigatório. Noutros o
seu uso é facultativo, caso não existam problemas reais
de biossegurança.
BIOSSEGURANÇA
Vestimenta obrigatória aos profissionais da área da saúde e devem ser utilizados
sempre dentro do estabelecimento de saúde e nunca fora, pois muitas vezes está
contaminado tornando o profissional um disseminador de microrganismos!Os equipamentos de proteção individual EPIs são todos os dispositivos de uso individual
destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador.
A seguir, são enumerados os EPIs disponíveis hoje no mercado e na maioria dos
laboratórios de pesquisa, clínico e ensino.
BIOSSEGURANÇA
PROTETORES FACIAIS .
Oferecem uma proteção à face do trabalhador
contra risco de impactos (partículas sólidas, quentes
ou frias), de substâncias nocivas (poeiras, líquidos e
vapores), como também das radiações (raios
infravermelho e ultravioleta, etc.).
BIOSSEGURANÇA
PROTETORES OCULARES
Servem para proteger os olhos contra impactos, respingos e aerossóis.
É importante que sejam de qualidade comprovada, a fim de proporcionar ao usuário
visão transparente, sem distorções e opacidade.
BIOSSEGURANÇA
PROTETORES RESPIRATÓRIOS
São utilizados para proteger o aparelho respiratório.
Existem vários tipos de respiradores, que devem ser selecionados conforme o risco
inerente à atividade a ser desenvolvida.
BIOSSEGURANÇA
PROTETORES RESPIRATÓRIOS
Os respiradores com filtros mecânicos, por exemplo,
destinam-se à proteção contra partículas suspensas no ar,
os com filtros químicos protegem contra gases e vapores
orgânicos.
As máscaras, que podem ser semifaciais e de proteção total, são
necessárias no caso de uso de gases irritantes como o cloreto de
hidrogênio.
BIOSSEGURANÇA
LUVAS
Previnem a contaminação das mãos do trabalhador ao manipular, por exemplo, material
biológico potencialmente patogênico e produtos químicos.
Além de reduzir a probabilidade de que os
microrganismos presentes nas mãos dos trabalhadores
possam ser transmitidos aos pacientes durante um
atendimento médico-hospitalar.
BIOSSEGURANÇA
Métodos de Proteção Anti-Infecciosa
Historicamente, no Brasil, o Controle das Infecções Hospitalares teve seu marco
referencial com a Portaria MS nº 196, de 24 de junho de 1993, que instituiu a
implantação de Comissões de Controle de Infecções Hospitalares em todos os hospitais
do país, independente de sua natureza jurídica .
Na ocasião, o Ministério da Saúde optou por treinar os profissionais de saúde
credenciando Centros de Treinamento (CTs) para ministrar o Curso de Introdução ao
Controle de Infecção Hospitalar.
Métodos de Proteção Anti-Infecciosa
Atualmente, as diretrizes gerais para o Controle das Infecções em Serviços de Saúde são
delineadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), na Gerência Geral de
Tecnologia em Serviços de Saúde , através da Unidade de Controle de Infecções em
Serviços de Saúde (UCISA), e novo impulso tem sido dado no sentido de enfrentar a
problemática das infecções relacionadas à assistência .
Com a finalidade de capacitar profissionais de saúde para o controle das infecções em
serviços de saúde, a Anvisa está apresentando o Curso Básico de Controle de Infecção
Hospitalar, elaborado conforme orientações das legislações pertinentes à matéria.
Vírus
Bactérias
Fungos
biologia
Virologia
CARACTERÍSTICAS VIRAIS
1. São acelulares
2. São parasitas intracelulares obrigatórios
3. Apresentam DNA ou RNA
4. Possuem um capsídeo protéico
5. O parasitismo é específico
6. São estruturas SUPRAMOLECULARES
QUANDO ESTÃO PARASITANDO
1. Os vírus apresentam capacidade reprodutiva
2. Têm capacidade mutacional e evolutiva.
3. Utilizam o metabolismo da célula hospedeira.
VIRÍON
• A partícula viral, quando fora da célula hospedeira, é chamada de vírion.
• Cada espécie de vírus apresenta vírions de formatos diferentes.
• O Vírion é uma partícula viral completa, constituída por DNA ou RNA cercado
por uma proteína.
• Constitui a forma capaz de proporcionar o poder de infectar outras células
dos vírus.
O Vírus não possui, ao contrario da célula, sistema enzimático próprio.
Por essas características o vírus é considerado como microrganismo de grande
simplicidade ou molécula de grande complexidade, além do mais, ele pode ser
cristalizado sem perder seu poder infeccioso.
Recentemente foram descobertos três elementos responsáveis por
doenças em plantas, animais e seres humanos, sendo esses elementos
classificados em:
• Viróides
• Virusóides
• Prions
Viróides: Compostos apenas de RNA;
Virusóides: Constituídos de um ácido nucléico de RNA envolto por uma
estrutura protéica;
Prions: São de natureza proteica.
Estes elementos tem sido estudados dentro da virologia, não apenas pela
semelhança, mas também por que a pouco tempo serem agentes de doenças
que eram consideradas de natureza viróides.
VIRUS
Anatomia
CLASSIFICAÇÃO VIRAL• Classe I - DNA de banda (ou fita) dupla.
• Classe II - DNA de banda simples.
• Classe III - RNA de banda dupla.
• Classe IV - banda simples de RNA positivo (isto é, o RNA é imediatamente traduzido
pelos ribossomas, atuando como se fosse RNA mensageiro).
• Classe V - banda simples de RNA negativo (é necessário transcrever a banda em
RNA mensageiro).
• Classe VI - banda simples, positiva, de RNA, com DNA como intermediário na
formação das proteínas (retrovírus).
• Classe VII - banda dupla de DNA com um RNA intermediário na replicação
(Hepadnavírus).
CLASSIFICAÇÃO DOS VÍRUS QUANTO AO TIPO DE ÁCIDO NUCLÉICO
Vírus com DNA.
DNA RNA Proteína
Ex.: Bacteriófago
Poxvírus (Varíola)
Herpesvírus
Hepadnavírus (HepatiteB)
Papovavírus (HPV)
Vírus com RNA.
RNA Proteínas
Ex.: Influenza (Gripe)
Rabdovírus (Raiva)
Filovírus (Ebola)
Reovírus (Encefalite)
Flavivírus (Hepatite C)
Paramixovírus (Sarampo,caxumba)
Vírus com RNA e Transcriptase Reversa
RNA DNA RNA PROTEÍNAS.
Ex.: HIV
REPRODUÇÃO VIRAL
CONSIDERAÇÃO INICIAL
Devido a ausência de um metabolismo próprio os vírus devem parasitar a
célula hospedeira e utilizar toda a sua maquinaria biossintética.
TIPOS DE REPRODUÇÃO NOS BACTERIÓFAGOS
LISOGÊNICO – o metabolismo da bactéria não é interferido podendo mesmo
contaminada se reproduzir normalmente.
LÍTICO – o DNA viral comanda o metabolismo da bactéria e com a formação de novos
vírus a célula hospedeira sofre uma lise, liberando novos vírus
HIV
O VIH é um membro do género Lentivirus, e parte da família Retroviridae.
Os lentivirus têm diversas propriedades morfológicas e biológicas em comum.
Muitas espécies são infectadas por lentivírus, que são caracteristicamente
responsáveis por doenças de longa duração com período de incubação longo.
Os lentivírus são transmitidos como vírus ARN encapsulados, de sentido
positivo e de cadeia única. Ao entrar na célula-alvo, o genoma ARN viral é
convertido em ADN de cadeia dupla pela transcriptase reversa, que é
transportada juntamente com o genoma viral na partícula do vírus.
VIH
O ADN viral resultante é então importado para o núcleo celular e integrado no
ADN celular pela integrase e cofatores. Uma vez integrado, o vírus pode tornar-
se latente, desta forma não são detectados pelo sistema imunológico.
Em alternativa, o vírus pode ser transcrito, produzindo novos genomas ARN e
proteínas virais que são libertadas das células como novas partículas virais que
iniciam novamente o ciclo de reprodução.
Espécie Virulência Infectividade Prevalência Origem deduzida
VIH-1 Elevada Elevada Global Chimpanzé-comum
VIH-2 Muito baixa Baixa África Ocidental Cercocebus atys
HIV NO PLANETA
REPRODUÇÃO DO HIV
SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA
1. Causada pelo HIV
2. Este vírus proporciona a diminuição do teor
de linfócitos t4 no organismo
3. O organismo fica vulnerável a diversas
patologias
SINTOMAS
• Febre
• Inflamação dos linfonodos
• Erupções na pele, na boca e órgãos genitais
• Diarreia e dores abdominais
• Falta de apetite e perda de peso
• Náusea e vômitos
PROGRESSÃO
TRANSMISSÃO DO HIV
• Sangue
• Sêmen
• Secreção vaginal
• Liquido cefalorraquidiano
• Liquido amniótico
• Leite materno
PODE OCORRER POR VÁRIOS FLUIDOS CORPORAIS CONTAMINADOS
TESTES MAIS USADOS
1. ELISA – indica a presença de anticorpos
2. WESTERN – BLOTTING– identifica anticorpos específicos
Obs.: tanto o Elisa quanto o Western-Blotting podem dá resultados falsos
TRATAMENTO
• O tratamento da aids é feito com medicamentos anti-retrovirais, drogas
que inibem a reprodução do HIV no sangue. À associação desses
medicamentos com fins terapêuticos é dado o nome de Terapia Anti-
retroviral (TARV), popularmente conhecida como "coquetel".
• A TARV conta com 17 medicamentos que estão divididos em quatro classes:
• os inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleosídeos.
• os inibidores de transcriptase reversa não análogos de nucleosídeos.
• os inibidores de protease .
• os inibidores de fusão .
TRATAMENTO
INFLUENZA (GRIPE)
INFLUENZA (GRIPE)
O vírus Influenza é uma partícula esférica que tem um diâmetro interno de
aproximadamente 110 nm e um núcleo central de 70 nm.
A superfície é coberta por proteínas de
aproximadamente 10 nm de comprimento
com funções essenciais ao vírus: a
hemaglutinina, responsável pela entrada do
vírus nas nossas células onde este se irá
multiplicar; e a neuraminidase permite a
libertação dos novos vírus que irão à
conquista de novas células.
INFLUENZA (GRIPE)
Apresenta um genoma constituído por segmentos de ácido ribonucleico
(ARN), o qual codifica, entre uma grande variedade de proteínas virais, as
proteínas acima mencionadas.
INFLUENZA (GRIPE)
Existem três tipos de vírus Influenza – A, B e C.
Apenas os vírus A e B causam doença com impacto significativo na saúde
humana, sendo os principais causadores das epidemias anuais.
O Influenza A é essencialmente um vírus das aves que se adapta ocasionalmente
aos humanos podendo causar pandemias (isto é, epidemias que se propagam ao
mundo todo).
Os vírus B e C infetam apenas humanos.
O influenza B é responsável por surtos localizados em pequenas comunidades
(por exemplo, em escolas).
O tipo C causa uma gripe ligeira e está, por isso, menos estudado.
INFLUENZA (GRIPE)
A variabilidade das proteínas virais, Hemaglutinina (H) e Neuraminidase (N), no
vírus da gripe A, está na base da sua classificação em diferentes subtipos (por
exemplo, H5N1 ou H1N1). Atualmente conhecem-se 16 tipos diferentes de
Hemaglutinina (H1-H16) e 9 de Neuraminidade (N1-N9).
É a sua combinação que define o subtipo de vírus da gripe A expresso, o qual
apresentará uma resposta epidemiológica e clínica específica.
INFLUENZA (GRIPE)
• Propaga-se facilmente.
• Pode ser parcialmente evitada por vacina.
• Geralmente tratável pela própria pessoa.
• Geralmente diagnosticável pela própria pessoa.
• Raramente requer exames laboratoriais ou de imagem.
• Curto prazo: resolve-se dentro de dias a semanas.
INFLUENZA (GRIPE)
Como é a propagação?
• Por gotículas respiratórias no ar (tosse ou espirro).
• Por contato com a pele (apertos de mão ou abraços).
• Por saliva (beijos ou bebidas compartilhadas).
• Por toque em uma superfície contaminada (cobertor ou maçaneta).
O H1N1 é um vírus que pode causar
gripe. Crianças, idosos, gestantes e
pessoas com doenças crônicas ou
imunodeficiências são mais
vulneráveis.
Após os sintomas, o
tratamento deve iniciar em
48 horas, com orientação
médica. Além da vacinação,
é importante lavar as
mãos e evitar locais
com aglomeração
de pessoas.
INFLUENZA (GRIPE)
Tem Vacina!
RABIES VÍRUS
RABIES VÍRUS
No Brasil, o morcego é o principal
responsável pela manutenção da cadeia
silvestre, enquanto o cão, em alguns
municípios, continua sendo fonte de
infecção importante.
Outros reservatórios silvestres são: macaco, cachorro-do-mato, raposa, gato-do-
mato, mão-pelada, guaxinim, entre outros.
Outras vias de transmissão (respiratória, sexual, vertical) também são relatadas,
mas têm probabilidades muito remotas de ocorrência em seres humanos. Existe
relato de transmissão por via digestiva somente em animais.
RABIES VÍRUS (RAIVA)
O vírus do gênero Lyssavirus é o causador da raiva, uma das doenças historicamente
mais temidas da humanidade.
Não há tratamento
comprovadamente eficaz
para a raiva. Poucos
pacientes sobrevivem à
doença, a maioria com
sequelas graves.
RABIES VÍRUS
O vírion tem em geral a forma de um
projétil (arredondada numa extremidade e
reta na outra), podendo também ter
formato de bacilo (as duas pontas
arredondadas), medindo cerca de
170 nm de comprimento por 70 nm de
largura.
RABIES VÍRUS
O revestimento lipídico é cercado por uma
camada de espículos de glicoproteína, com
cerca de 5 a 10 nm de comprimento.
O nucleocapsídeo tem formato helicoidal
simétrico e é envolvido por uma camada
lipídica.
RABIES VÍRUS
As pessoas podem ter:
Dor local: músculos
No corpo: fadiga, febre, inquietação, mal-estar, perda de apetite ou tontura
Nos músculos: paralisia com músculos fracos, espasmos musculares ou tremor
muscular
Sintomas psicológicos: alucinação, delírio ou medo
No aparelho gastrointestinal: náusea ou vômito
Nos sentidos: comichão ou sensibilidade à luz
No comportamento: agressão ou irritabilidade
Também comum: ansiedade, ataque epiléptico, coma, dificuldade para engolir,
dilatação da pupila, dor de cabeça, morte cerebral, rigidez da nuca ou sialorreia
RABIES VÍRUS
Tem Vacina!
FILOVÍRUS (EBOLA)
FILOVÍRUS (EBOLA)
O Ebola é um vírus - "Ebolavirus" que pertence à família denominada "Filoviridae",
por serem vírus de forma filamentosa.
Estes filovírus encontram-se entre os patógenos mais virulentos causadores de
infecções de cunho letal em humanos. A doença é conhecida como Febre
Hemorrágica pro Ebola (FHE).
É um vírus constituído de RNA de
fita simples protegido por um capsídeo
e envelopado.
FILOVÍRUS (EBOLA)
As pessoas podem ter:
Dor local: abdome, articulações, músculos ou peito
No aparelho gastrointestinal: diarreia, náusea, sangue nas fezes, vômito ou vômito
com sangue
No corpo: calafrios, fadiga, febre, mal-estar ou tremor
Também comum: confusão mental, dor de cabeça, olho vermelho, petéquia ou
tosse com sangue
FILOVÍRUS (EBOLA)
Como é a propagação
Por produtos com sangue (agulhas sujas ou sangue não testado).
De mãe para bebê durante a gravidez, parto ou amamentação.
Por sexo vaginal, anal ou oral sem proteção.
Por contato com a pele (apertos de mão ou abraços).
Por saliva (beijos ou bebidas compartilhadas).
Por toque em uma superfície contaminada (cobertor ou maçaneta).
FILOVÍRUS (EBOLA)
FILOVÍRUS (EBOLA)
FLAVIVÍRUS (HEPATITE C)
FLAVIVÍRUS (HEPATITE C)
O vírus da hepatite C (VHC) é um Vírus ARN de senso positivo, de reduzida
dimensão, de estirpe única e encapsulado.
É um membro do género hepacivírus da família Flaviviridae.
Existem sete principais genótipos de VHC, ordenados de um a sete.
Nos Estados Unidos, cerca de 70% dos casos têm origem no genótipo 1, 20% no
genótipo 2, sendo atribuído a cada genótipo restante cerca de 1% dos casos.
O genótipo 1 é igualmente o mais comum na América do Sul e na Europa
FLAVIVÍRUS (HEPATITE C)
Não tem cura, mas o tratamento pode ajudar
Propaga-se facilmente
Requer um diagnóstico médico
Sempre requer exames laboratoriais ou de imagem
Esse vírus é transmitido pelo contato com sangue contaminado, por exemplo,
ao compartilhar agulhas ou usar equipamentos de tatuagem não esterilizados
FLAVIVÍRUS (HEPATITE C)
A maioria das pessoas não apresenta sintomas. Aqueles que desenvolvem os
sintomas podem apresentar fadiga, náusea, falta de apetite e amarelamento
dos olhos e da pele.
A hepatite C é tratada com medicamentos antivirais. Em algumas pessoas, os
novos remédios podem erradicar o vírus.
FLAVIVÍRUS (HEPATITE C)
Pode não ter sintomas, mas as pessoas podem ter:
Dor local: abdômen
No aparelho gastrointestinal: inchaço, líquido no abdômen, náusea ou sangramento
No corpo: fadiga, febre, mal-estar ou perda de apetite
Na pele: pele e olhos amarelos ou rede de vasos sanguíneos inchados na pele
Também comum: depressão ou perda de peso
FLAVIVÍRUS (HEPATITE C)
O VHC induz infecçãocrónica em 50% a 80% dos indivíduos infectados. Entre
estes, a taxa de sucesso do tratamento é de 40% a 80%.
Em casos raros, a infecção pode desaparecer sem qualquer tratamento.
Os portadores de hepatite C crónica são aconselhados a evitar bebidas
alcoólicas e medicamentos que apresentem toxicidade para o fígado, para
além de ser recomendada a vacinação contra a hepatite A e hepatite B.
Para aqueles que têm cirrose, recomenda-se também a vigilância
do hepatocarcinoma através de ecografia.
HERPES VIRUS
Herpesviridae
Herpesviridae é uma grande família de vírus DNA
que causam doenças em animais, incluindo seres
humanos.
Os membros desta família, também são
conhecidos como herpesvírus. O nome da família
é derivado da palavra grega herpein ("rastejar"),
referindo-se a latente, infecções recorrentes
típicas deste grupo de vírus. Herpesviridae pode
causar infecções latentes ou líticas.
Herpesviridae
Caracterizam-se pela sua capacidade de infectar ativamente as células alvo ou então
ficar quiescente, como dormente dentro delas sem as destruir e sem ser detectado.
As subfamílias de herpesvirus são:
Alfa-herpes-vírus
Vírus Herpes Simplex 1 e 2 (HSV-1 e HSV-2) - Causadores da doença vulgarmente
conhecida por Herpes.
Vírus da Varicela-zoster (HHV-3, Human Herpesvirus-3), também conhecido por
catapora-zoster no Brasil (ver Herpes-zóster).
Herpesviridae
Beta-herpes-vírus
Citomegalovírus (ou HCMV, Human Cytomegalovirus, ou HHV-5, Human
Herpesvirus-5) - Causa um tipo de mononucleose infecciosa.
Herpesvírus 6 e 7 (HHV-6 e HHV-7, Human Herpesvirus-6 e 7) - Causa da doença
infantil infecciosa roséola.
Herpesviridae
Gama-herpes-vírus
Vírus Epstein-Barr - Causa a doença do beijo ou mononucleose infecciosa.
Envolvido na patogenese de alguns cancros, como o linfoma de Burkitt e o
carcinoma nasofaringeal.
Herpesviridae
Herpesvírus-8 (HHV-8, Human Herpesvirus-8, ou KSHV, Kaposi's Sarcoma-
associated Herpesvirus) - Vírus que pode causar sarcoma de Kaposi
(hemangiossarcoma, ou seja, tumor maligno de vasos sanguíneos)
Alguns destes vírus são neurotrópicos e podem causar encefalites, outros são
linfotrópicos e causam por vezes distúrbios do sistema imunitário raramente
levando a linfomas. Causam infecções graves em imunodeficientes como na
SIDA/AIDS.
Herpesviridae
Herpesviridae
Herpesviridae
Herpesviridae
Herpesviridae
Detecção e Terapias Antivirais
Os métodos utilizados na detecção dos diferentes herpesvírus dependem do
objetivo da mesma: confirmação de um diagnóstico, avaliação do risco de
desenvolver uma doença associada ao vírus em questão ou estudos
seroepidemiológicos sobre densidade de população que apresenta anticorpos
para um vírus específico. A eficácia da detecção é muito variável para as
diferentes técnicas e para os diferentes vírus. Faremos aqui um pequeno resumo
das mais utilizadas.
Herpesviridae
O PCR é um dos métodos mais utilizados para a detecção dos herpesvírus
humanos uma vez que permite amplificação do DNA viral e posterior comparação
com marcadores que permitem, com maior ou menor especificidade, identificar a
presença de um determinado vírus. O DNA viral pode ser recolhido de diversas
formas, por exemplo em lesões de doenças presumivelmente causadas pelo vírus,
células sanguíneas, plasma, etc.
Há várias variações deste método, como o PCR múltiplo, que utiliza iniciadores dos
diferentes herpesvírus ou o PCR quantitativo que permite determinar se a infecção
está na sua fase latente ou ativa.
Herpesviridae
Outra técnica largamente utilizada é a ELISA (enzyme-linked immunosorbent
assays) que usa a espectrofotometria para a detecção de anticorpos específicos
no sangue. Esta técnica tem a desvantagem de não permitir a detecção do vírus
nas fases iniciais da infecção, uma vez que os anticorpos só são produzidos pelo
hospedeiro após esta fase.
Um método que permite uma detecção precoce da presença do vírus é a
imunofluorescência, que é um teste enzimático que permite a detecção dos
antigenes específicos dos vírus.
Herpesviridae
As doenças causadas por herpesvírus são muito diversas e, como tal, a
terapêutica específica para cada uma dessas doenças é muito variável e não
nos alongaremos sobre esta.
Atualmente há diferentes terapias antivirais que atuam especificamente na
replicação do vírus, sendo os mais comuns, o aciclovir, o valaciclovir, o
ganciclovir e o foscarnet. Podem ser tomados como prevenção ou aplicados em
lesões cutâneas de forma a diminuir a intensidade e a duração destas (ex:
herpes labial).
Herpesviridae
Nenhuma destas terapias representa uma cura para a infecção do vírus uma vez
que apenas atuam na fase ativa do vírus, não tendo qualquer ação na fase
latente o que se deve ao facto de todas estas drogas terem por base a inibição da
polimerase viral por introdução no interior da célula de um composto fosforilado
análogo a um nucleosídio, que se liga a DNA viral em replicação, impedindo a
continuação desta.
A aplicação das diferentes drogas antivirais varia com a doença em causa, com o
estado imunitário do paciente e com a tolerância deste ao medicamento, uma
vez que, estes são, geralmente tóxicos.
Varicela-Zoster (CATAPORA)
Varicela (ou Catapora) é uma doença altamente contagiosa causada pela infeção
com o vírus Varicela-Zoster (VVZ).
A doença provoca erupções cutâneas características na pele onde se formam bolhas
pequenas e muito pruriginosas que ganham crosta.
Tem geralmente início no peito, nas costas e na face, espalhando-se depois para o
resto do corpo.
Varicela-Zoster (CATAPORA)
Os restantes sintomas incluem febre, fadiga e dores de cabeça.
Os sintomas começam-se a manifestar entre dez a vinte e um dias após a exposição
ao vírus e geralmente duram entre cinco a dez dias.
As complicações podem incluir pneumonia, inflamação do cérebro ou infeções
bacterianas da pele, entre outras.
A doença é muitas vezes mais grave em adultos do que em crianças
Varicela-Zoster (CATAPORA)
Varicela-Zoster (CATAPORA)
Os sintomas iniciais são:
Febre 37,5°C e 39,5
Mal-estar
Falta de apetite
Dor de cabeça
Cansaço
Lesões avermelhadas na pele
As lesões avermelhadas na pele, seu sintoma mais característico, aparece entre um ou dois
dias depois da infeção quando surgem por todo o corpo e que conforme os dias passam vão
virando pequenas bolhas cheias de líquido.
Eventualmente essas bolhinhas formam crostas que provocam muita coceira, mas que diminui
o risco de transmissão
Infeções causadas por S. aureus ou Streptococcus pyogenes podem levar a quadros:
sepse, com artrite, pneumonia, endocardite, encefalite ou meningite e glomerulonefrite
Varicela-Zoster (CATAPORA)
NÃO HÁ CURA, mas há antivirais (como o aciclovir e o valaciclovir, comercializados no
Brasil) indicados em pacientes imunodeprimidos (como oncológicos, reumatológicos
e outros) ou até mesmo imunocompetentes, a fim de evitar a neuralgia pós herpética
(sequela dolorosa do Herpes Zóster) ou aliviar sintomas de grande expressão (como
impossibilidade de ingestão hídrica pelo acometimento de mucosas).
Varicela-Zoster (CATAPORA)
Paramyxoviridae
Sarampo
O vírus do sarampo é um vírus com genoma de ARN simples de sentido negativo
(a sua cópia é que é ADN e serve para síntese proteica). É um vírus envelopado
(com membrana lipídica externa) pleomórfico com cerca de 150-300
nanômetros.
Induz a fusão de células infectadas formando células gigantes, o que facilita a sua
circulação e multiplicação sem ser reconhecido e inativado
por anticorpos circulantes, e é resistente ao complemento.
Paramyxoviridae
Ele infecta as células fundindo a sua membrana (envelope) com a da célula após
acoplagem da sua proteína envelopar, ocorrendo a fusão a receptor específico.
Reproduz-se no citoplasma da célula.
A sua multiplicação destrói as células
exceto nos neurônios.
Os eritemas cutâneos são causados
mais pela ação do sistema imunitário
contra o vírus que por ele próprio.
A resolução dadoença dá imunidade para toda a vida.
Paramyxoviridae
O diagnóstico é clinico devido às características muito típicas, especialmente as
manchas de Koplik - manchas brancas na mucosa da boca-parte interna da bochecha.
Pode ser feita dosagem de anticorpos em amostra de sangue.
As técnicas utilizadas no diagnóstico laboratorial para a detecção são:
•a) (EIE/ELISA) Ensaio imunoenzimático para dosagem de IgM e IgG;
•b) (HI) Inibição da hemaglutinação para dosagem de Ac totais;
•c) Imunofluorescência para dosagem de IgM e IgG;
•d) Neutralização em placa.
No Brasil o mais usado é o ELISA.
Paramyxoviridae
Paramixovírus (Sarampo)
É espalhada pela tosse, espirros, beijos, pelas gotículas que saem quando se fala
e qualquer outra forma de contato com fluidos do nariz de uma pessoa infectada e
boca, diretamente ou através de objetos (como copos e talheres).
É altamente contagiosa, 90% das pessoas que ainda não possuem imunidade são
contaminadas caso compartilhem o mesmo ambiente com uma pessoa infectada
por algumas horas por dia (casa, creche, escola, trabalho...).
Paramixovírus (Sarampo)
O período contagioso começa 2-4 dias antes do aparecimento das marquinhas
pelo corpo e continua até 2-5 dias após o início delas (Infectividade de quatro a
nove dias no total).
Portanto, crianças com sarampo não devem ir a escola por 5 dias depois do
aparecimento das erupções cutâneas e devem informar a escola quando elas
aparecem para que as outras crianças sejam vacinadas
HPV
Vírus que infecta os queratinócitos da pele ou, mucosas, e possui mais de 200
variações diferentes. A maioria dos subtipos está associada a lesões benignas, tais
como verrugas, mas certos tipos são frequentemente encontrados em
determinadas neoplasias como o cancro do colo do útero, do qual se estima que
sejam responsáveis por mais de 90% de todos os casos verificados.
Vírus do papiloma humano (VPH ou HPV, do inglês human papiloma
virus)
Não está comprovada a possibilidade de contaminação por meio de objetos, do
uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas
íntimas.
Sendo a doença sexualmente transmissível (DST) mais frequente.
Vírus do papiloma humano (VPH ou HPV, do inglês human
papiloma virus)
A principal forma é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital
ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio com o HPV pode ocorrer
mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal.
Também pode haver transmissão durante o parto.
Não está comprovada a possibilidade de contaminação por meio de objetos, do
uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas
íntimas.
Sendo a doença sexualmente transmissível (DST) mais frequente.
Manifestação mais característica e frequente da infecção por HPV é a formação de
verrugas, que são lesões hiperproliferativas benignas também designadas
por papilomas, de onde deriva o nome do vírus.
Contudo, diferentes subtipos de HPV são responsáveis por infecção preferencial
em diferentes zonas, sendo capazes de causar diversas patologias.
•Verrugas: São causadas por subtipos cutâneos
como o HPV-1 e HPV-2, e podem ocorrer em
locais como as mãos, os pés e a face, entre
outros.
A forma de transmissão do vírus inclui o
contato casual com zonas infectadas, podendo
ocorrer autoinoculação para novas áreas.
Este tipo de manifestação está geralmente
associada a indivíduos mais jovens, e não
aparenta estar relacionada com um aumento
do risco de cancro
•Condiloma acuminado:
Estes condilomas verificam-
se sobretudo em populações
sendo mais frequente nas mulheres (dois terços dos
casos). Mais de 30 variantes de HPV infectam a região
genital, embora os tipos 6 e 11 sejam os principais
responsáveis por cerca de 90% dos casos, podendo
causar verrugas na vulva, pénis e ânus.
adultas e sexualmente ativas,
•Papilomatose respiratória: Esta
manifestação rara decorre com a
formação de verrugas ao longo das vias
respiratórias, podendo causar obstrução à
passagem do ar e obrigando
a intervenções cirúrgicas recorrentes para
a sua excisão.
Bem, o HPV, ou vírus do
papiloma humano, infecta
os queratinócitos da pele ou
mucosas, e possui mais de
200 variações.
REINO MONERA E FUNJI
REINO MONERA - PROCARIONTES
Bactéria
Acinomiceto
Algas azuis (Não serão estudados nesta apostila)
REINO FUNGI - EUCARIONTES
Leveduras
Filamentosos
biologia
Bacteriologia
Estas células são desprovidas de mitocôndrias, plastídeos, complexo de Golgi,
retículo endoplasmático e sobretudo cariomembrana o que faz com que o ADN
fique disperso no citoplasma.
Como organela, só possuem ribossomos.
As bactérias são seres unicelulares
aclorofilados, microscópicos, que se
reproduzem por divisão binária.
Elas são células esféricas ou em forma de
bastonetes curtos com tamanhos
variados, alcançando às vezes
micrômetros linearmente.
ORGANELAS ENCONTRADAS NOS PROCARIOTOS
• Na maioria das espécies, a proteção da célula é feita por uma camada
extremamente resistente, a parede celular, havendo imediatamente abaixo uma
membrana citoplasmática que delimita um único compartimento contendo DNA,
RNA, proteínas e pequenas moléculas.
• Através da microscopia eletrônica, o interior celular aparece com uma matriz de
textura variada, sem, no entanto, conter estruturas internas organizadas.
• As bactérias são pequenas e podem multiplicar-se com rapidez,
simplesmente se dividindo por fissão binária.
• Quando o alimento é farto, "a sobrevivência dos mais capazes" em
geral significa a sobrevivência daqueles que se dividem mais
rapidamente.
• Em condições adequadas, uma simples célula procariótica pode
dividir-se a cada 20 minutos, dando origem a 5 bilhões de células (
número aproximadamente igual à população humana da terra) em
pouco menos de 11 horas.
• À habilidade em dividir-se de maneira rápida possibilita populações de
bactérias a se adaptar às mudanças de ambiente.
• Sob condições de laboratório por exemplo, uma população de bactérias
mantida em uma dorna evolui dentro de poucas semanas por mutações de
seleção natural para utilização de novos tipos de açúcares como fonte de
carbono e de energia.
• Na natureza, as bactérias vivem em uma enorme variedade de nichos
ecológicos e mostram uma riqueza correspondente na sua composição
bioquímica básica.
• Dois grupos de bactérias distantemente relacionados são reconhecidos:
• As eubactérias, que são os tipos comuns encontrados na água, solo e
organismos vivos maiores.
• As arquibactérias, que são encontradas em ambientes realmente
inóspitos, como os pântanos, fontes termais, fundo do oceano, salinas,
vulcões, fonte ácidas, etc.
• Existem espécies bacterianas que utilizam virtualmente qualquer tipo de
moléculas orgânicas como alimento, incluindo açúcares, aminoácidos,
gorduras, hidrocarbonetos, polipeptídios e polissacarídeos.
• Algumas podem também obter seus átomos de carbono do gás carbônico e o
seu nitrogênio do N2.
• Apesar de sua relativa simplicidade, as bactérias são os mais antigos seres que
se tem notícias e também são os mais abundantes habitantes da terra.
Cocos: que são células esféricas que quando agrupadas aos pares recebem o
nome de diplococos. Quando o agrupamento constitui uma cadeia de cocos
estes são denominados estreptococos. Cocos em grupos irregulares,
lembrando cachos de uva recebem a designação de estafilococos.
Bacilos: são células cilíndricas, em forma de bastonetes, em geral se
apresentam como células isoladas porém, ocasionalmente, pode-se observar
bacilos aos pares (diplobacilos) ou em cadeias (streptobacilos).
Espirilos: são células espiraladas e geralmente se apresentam como células
isoladas.
FORMAS BACTERIANAS
CÁPSULA BACTERIANA
• É a camada rígida com fronteira definida formada por uma série de polímeros
orgânicos que nas bactérias se deposita no exterior da sua parede celular.
• Geralmente contém glicoproteínas e um grande númerode polissacáridos
diferentes, incluindo poliálcoois e aminoaçúcares.
• A cápsula é uma camada rígida organizada numa matriz impermeável que exclui
corantes como a tinta da china. A camada de material extracelular que se
deforma com facilidade, é incapaz de excluir partículas e não tem um limite
definido, denomina-se glicocálice.
• Ambas podem ser detectadas com diversos métodos de coloração.
CÁPSULA BACTERIANA
CÁPSULA BACTERIANA
• A cápsula permite às bactérias terem uma camada protetora resistente à
fagocitose.
• Também é utilizada como depósito de alimentos e como lugar de eliminação de
substâncias.
• Protege da desidratação, já que contem uma grande quantidade de água
disponível em condições adversas.
• Evita também o ataque dos bacteriófagos e permite a adesão da bactéria às
células animais do hospedeiro.
• Quanto à constituição desta estrutura (parede celular), diz-se que as
bactérias podem ser gram-negativas ou gram-positivas, isto levando em
consideração a coloração delas.
PAREDE CELULAR
MEMBRANA CELULAR
Esta membrana é na verdade uma camada dupla de fosfolipídios, mas também
contem proteínas essenciais auxiliadoras na permeabilidade de nutrientes, na defesa
e na produção de energia.
FIMBRIA
• Também conhecidas como “pili”, estas estruturas são microfibrilas (curtas e
finas) proteicas, características das bactérias gram-negativas e
diferentemente dos flagelos, não servem para locomoção, mas para adesão.
• Existe ainda um tipo específico de fímbria, a sexual.
• Esta serve para auxiliar no processo de conjugação, ligando as bactérias para
que troquem material genético.
FIMBRIA
FLAGELO
Muitas bactérias se movem graças ao batimento de flagelos, filamentos proteicos
ligados à membrana e à parede celular.
Os flagelos bacterianos são movidos por verdadeiros motores moleculares, cujo
princípio básico de funcionamento é semelhante ao dos motores elétricos
convencionais: um rotor móvel que gira dentro de um anel fixo à incrível velocidade
de até 15 mil rotações por minuto.
FLAGELO:
CITOPLASMA
• O citoplasma da célula bacteriana é um líquido viscoso, constituído por proteínas
dissolidas em água e por inúmeros tipos de pequenas moléculas e íons.
• Aí acontecem as milhares de transformações químicas que caracterizam a vida da
bactéria.
CITOPLASMA
• As proteínas, por exemplo, são fabricadas em pequenos grãos espalhados pelo
citoplasma, os ribossomos.
• Uma única célula da bactéria Escherichia coli contém cerca de 15 mil ribossomos,
cada um deles capaz de produzir uma molécula de proteína por minuto.
O MATERIAL GENÉTICO DA BACTÉRIA
NUCLEÓIDE
• O cromossomo bacteriano é constituído por uma molécula circular de DNA, que
fica mergulhada no líquido citoplasmático.
• A região onde se concentra o cromossomo é chamada nucleóide.
• O cromossomo contém genes necessários ao crescimento e à reprodução da
bactéria.
• As informações genéticas são traduzidas em moléculas de proteínas que
constituem as diversas partes da célula e controlam o funcionamento celular,
atuando como enzimas.
PLASMÍDEO
• Além do DNA presente no nucleóide, a célula bacteriana pode ainda conter
moléculas adicionais de DNA, chamadas plasmídeo.
• Estes são bem menores do que a molécula de DNA que constitui o
cromossomo, e sua presença não é essencial à bactéria.
• A presença de plasmídeos pode ser vantajosa para a bactéria.
• Entre outras vantagens, certos plasmídeos contêm informações que permitem
à bactéria degradar as moléculas de antibióticos que poderiam matá-las.
RIBOSSOMAS
Os ribossomos acham-se espalhados no interior da célula e conferem uma
aparência granular ao citoplasma.
Embora o mecanismo geral da síntese proteica das células procarióticas e
eucarióticas seja o mesmo, existem diferenças consideráveis em relação a
biossíntese e estrutura dos ribossomos.
GRÂNULOS DE RESERVA
• As células procarióticas não apresentam vacúolos, porém podem acumular
substâncias de reserva sob a forma de grânulos constituídos de polímeros
insolúveis.
• São comuns polímeros de glicose (amido e glicogênio), ácido beta-hidroxibutírico
e fosfato.
• Estes grânulos podem ser evidenciados pela microscopia óptica, utilizando
colorações específicas.
Cissiparidade ou Fissão binária, em biologia celular, é o nome dado ao processo
de reprodução assexuada dos organismos unicelulares que consiste na divisão
de uma célula em duas por mitose, cada uma com o mesmo genoma da “célula-
mãe” (com o mesmo DNA ou material genético da "célula-mãe")
O processo inicia-se com a replicação do DNA,
em que cada nova cadeia se liga à membrana
celular que, então se invagina e acaba por
dividir a célula em duas, num processo
chamado citocinese.
COLETA, TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO DE AMOSTRAS
COLETA, TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO DE AMOSTRAS.
• É a parte mais importante no isolamento do microrganismo que é responsável
pelo processo infeccioso.
• Uma coleta mal feita resulta no insucesso da pesquisa do real agente etiológico
da doença.
• Quando há contaminação na coleta, por exemplo, com microrganismos da flora
normal, pode gerar uma terapia incorreta tratando-se o germe contaminante e
não o causador da doença.
***Por exemplo, num caso de pneumonia causada por Klebsiella pneumoniae, se
a coleta for feita erroneamente (só na saliva e não no escarro), a terapia
antibiótica estará inadequada.***
• A amostra clínica deve ser material do verdadeiro local da infecção e colhida
com o mínimo de contaminação.
• Deve-se ter cuidado com a contaminação do escarro pela saliva, com a coleta
de exsudatos de feridas para não tocar na pele adjacente, com a contaminação
da amostra de endométrio com secreção vaginal e um cuidado especial com a
limpeza do tecido parauretral e períneo antes da coleta de urina.
• Outro problema é a impossibilidade de atingir abcessos profundos sem agulhas
e cânulas.
• Deve-se estabelecer períodos ótimos para coletar as amostras para
proporcionar um maior acerto no isolamento dos agentes causadores, mas,
para isso é necessário conhecer a fisiopatologia dos processos infecciosos.
• A quantidade de material deve ser suficiente para a boa execução da técnica
usada; observar que nas formas agudas há abundância de exsudatos, porém,
nas crônicas, há escassez.
• Cuidado som os swabs secos, isto é, com pouco material; pode ser desperdício
de material do laboratório e do paciente.
• O melhor procedimento é retirar outra amostra e fazer uma declaração sobre as
condições da amostra que foi enviada.
• No caso de escarro, 0,5 mL é pouco para toda a rotina (pesquisa de BAAR e
cultura), além de poder não conter secreções pulmonares dos locais certos.
• Dispositivos de coleta, recipientes e meios de cultura devem ser
rigorosamente esterilizados para que se chegue a um ótimo isolamento.
• Os frascos para urina e escarro devem ter a boca larga, para não haver
contaminação do frasco, e tampa firme para não haver vazamento do
material no transporte.
Recomendam-se os swabs com pontas de poliéster porque o algodão pode ter ácidos
graxos que impedem certas bactérias sensíveis.
Deve-se respeitar o tempo de contato entre o swab e amostra; os swabs de orofaringe
devem ser colocados em meios de transporte para que não ressequem e provoquem a
morte bacteriana.
swab com pontas de poliéster
Swab e meio de transporte
• Existem no mercado várias opções, uma delas é o Culturette (ampola de
vidro com meio de Stuart para transporte), que assegura a umidade e
conserva a amostra por 24 horas.
• Outro meio de transporte é o de Amies que é semisólido Para a coleta de
anaeróbios não se usa swabs, mas sim agulhas e seringas para aspiração.
• As amostras devem ser protegidas do oxigênio e da dissecação.
• Sempre que possível coletar as amostras antes da administração de
antibióticos, a qual irá reduzir a segurança do resultado da cultura
(possibilidade de falso negativo), porém, existem microrganismos que têm o
seu crescimento normal mesmo em presençade antibióticos.
• Há casos nos quais vários antibióticos da terapia têm ação bacteriostática e
quando colocamos a amostra em meios frescos (líquidos), com CIM
(concentração inibitória mínima) de antibióticos, abaixo da concentração
existente no local da infecção, o isolamento não fica problemático.
• Para um bom desempenho dos exames bacteriológicos existem certas regras de
cadastramento do paciente que devem ser observadas:
• O recipiente deve ser rotulado de maneira legível e contendo todas as
informações completas sobre o paciente, tais como:
Numeração do exame;
Médico;
Data e hora;
Local da coleta do material.
Deve-se ter um bom contato com o
médico, no caso de precisar de alguma
informação antecipada do quadro do
paciente.
TEMPO DE ENTREGA DAS AMOSTRAS:
1) Respiratória: 30 min
2) Gastrointestinal: 1h
3) Hemocultura: 30 min
4) Anaeróbio: 30 min
5) Catéter intravascular: 15 min
6) LCR e líquido pleural
7) Urina: até 1h, se refrigerada
8) Swabs: imediatamente
9) Amostras com anestésicos locais: Imediatamente!!
Meios de Cultura para Bacterianas
Por se tratar de microbiologia básica, somente será demonstrado alguns meios para
conservação, transporte, identificação e isolamento, porém na apostila de microbiologia
clínica você encontrará inúmeros meios de cultura e técnicas de ensaio microbiológico.
CONSISTÊNCIA, PROCEDENCIA, ESPACETOS FÍSICOS E QUÍMICOS
Um meio de cultura deve ser uma mistura dos
nutrientes necessários ao crescimento
microbiano.
A concentração de cada um dos componentes
do meio obedece a limites preciosos: não
deve ser tão baixa e nem tão alta a ponto de
inibir o crescimento bacteriano.
Além de fornecer os compostos imprescindíveis à sobrevivência e reprodução de um
grupo microbiano, o meio deve conter substâncias capazes de neutralizar os produtos
de excreção dos microrganismos que, quando acumulados, limitam o desenvolvimento
da cultura.
Assim, um meio adequadamente tamponado neutraliza os ácidos orgânicos produzidos
pela fermentação.
Os microrganismos, para um crescimento adequado necessitam de nutrientes e
condições favoráveis (pH, pressão osmótica, temperatura, oxigênio, umidade, etc.).
O meio de cultura é a associação quantitativa e qualitativa de substâncias que
permitem o cultivo de microrganismo fora do meio natural.
Os meios de cultura, nos quais os microrganismos crescem, são esterilizados e livres
de outras formas de vida, sendo a autoclave o método mais aplicado para este tipo
de esterilização.
Uma população microbiana em crescimento ativo em um meio nutritivo constitui
uma cultura.
“Cultura pura” vem a ser cultura de uma única espécie.
Todos os trabalhos de laboratórios são baseados em culturas puras, que as únicas
que permitem estudos precisos da morfologia microbiana.
ESTADO FÍSICO DO MEIO DE CULTURA
A consistência do meio de cultura está relacionada com a quantidade de ágar
presente; podendo ser:
Líquidos: não contém ágar, são utilizados para o crescimento rápido de culturas, testes
de fermentação e outros fins.
Semi-sólidos: meios de cultura que apresentam uma pequena quantidade de ágar, esta
estando entra 0,3 a 0,%
Solido: apresentam grande quantidade de ágar, e são usualmente utilizados para
isolamento de culturas puras (métodos de estrias), estudos das características culturais
(morfologia), estocagem de culturas.
PROCEDÊNCIA DOS MEIOS DE CULTURA
Os meios de cultura quanto a origem de seus constituintes pode ser classificados
como:
Naturais: não sofrem alterações na sua composição. Ex.: batata.
Sintéticos (Artificiais): são preparados pela mistura de diversas substâncias
químicas conhecidas. Ex.: Ágar simples, Ágar sangue, Muller Hington.
COMPOSIÇÃO DO MEIO DE CULTURA
De acordo com os componentes do meio de cultura, este pode ser classificado da
seguinte forma:
SIMPLES: são destinados ao cultivo de germes poucos exigentes ou servem de base
para outros meios de cultura: Ex.:caldo simples
ENRIQUECIDOS: meios de composição simples adicionados de e substâncias que
melhoram o seu valor nutritivo: Ex.: ágar sangue, ágar chocolate.
COMPLEXOS: aqueles que não se conhecem a composição química exata de seus
nutrientes: Ex.: Lownstein Jensen
FINALIDADE DOS MEIOS DE CULTURA
Estas finalidades são referentes as aplicações dos diferentes tipos e meios de cultura
e diferentes composições no trabalho microbiológico.
CONSERVADORES E/OU DE TRANSPORTE: são meios de cultura com a finalidade de
manter mais ou menos estável a população microbiana presente neste material,
caso ele não possa ser manuseado no momento da colheita.
Ex.: Salina glicerinada.
ENRIQUECIDOS: Também conhecidos como meios de suporte ou não seletivos,
são de modo geral utilizados na maioria das análises microbiológicas.
Favorece uma noção do numero relativo de bactérias normais e anormais na
cultura servindo tanto para gram positivas quanto para gram negativas.
Ex.: ágar sangue e ágar chocolate.
SELETIVOS: são meios sólidos que contem substâncias inibidoras para determinar
grupos de microrganismos com a finalidade de permitir a dominância e o
crescimento muito mais rápido do germe que se deseja isolar.
Ex.: ágar Salmonella Shigella, (SS); ágar sal manitol.
DIFERENCIAIS: são meios que contém corantes, indicadores e outros componentes
que evidenciam determinados propriedades de diferentes espécies microbianas.
EX.: ágar sangue, que permite a verificação da produção de grau de hemólise, ágar
Mac Conkey.
SELETIVOS-DIFERENCIAIS: são meios que combinam seletividade e diferenciação
microbiana.
Ex.: ágar manitol – seletivo para Stafilococcus, devido o alto teor de sal, diferenciando o
Sta. Aureus (colônias amarelas) do Sta. Epidermidis (colônias brancas).
ESTOQUE: são meios específicos destinados a manutenção adequada da viabilidade e
das características fisiológicas de um determinado microrganismo.
Ex.: ágar nutriente, caldo nutriente)
***Usado para bacterioteca por no máximo 2 meses.***
INDICADOR: meio de cultura utilizado no estudo das propriedades bioquímicas das
bactérias, auxiliando assim sua identificação. O tipo mais simples de meio indicador é
aquele usado no estudo de reações de fermentação, incorporando-se ao meio básico
carboidratos e uma substância indicadora.
Ex.: Citrato
MEIOS UTILIZADOS
BHI (ágar infuso de cérebro e coração): Meio rico em nutrientes adequados para o
cultivo de vários microrganismos, inclusive os mais exigentes.
MEIO DE STUART: Meio de transporte, para o isolamento de bactérias aeróbias e
anaeróbias facultativas.
CALDO TIOGLICOLATO: Caldo do enriquecimento, empregado para a recuperação de
bactérias aeróbias e anaeróbias, favorecendo o desenvolvimento da maioria das
bactérias.
ÁGAR CLED: ágar cistina lactose eletrólitos deficiente.
É um meio de cultura não seletivo.
Mas utilizando para a confecção de uroculturas.
Esse meio permite também a diferenciação de
colônias lactose negativa, bem como a
identificação presuntiva de alguns
microrganismos.
MICRORGANISMO ASPECTO DAS COLÔNIAS
Escherichia coli Colônias de tamanho média, e coloração amarelo –
dourado.
Klebsiella e Enterobacter Colônias grandes mucoides de coloração amarelo –
dourado.
Proteus e Serratia Colônias incolores sobre um fundo azul intenso do meio
de cultura.
Pseudomonas Colônias ligeiramente pardas sofre um fundo azul
esverdeado do meio.
Staphylococcus Colônias pequenas de coloração amarelas.
Strepetococcus Colônias puntiformas de coloração amarelas.
A lactose existente no meio é degradada com a produção de ácido, provocando a
viragem do indicador azul de bromotimol para amarelo (+). As que não fermentam
a lactose desenvolvem colônias de coloração (-).
THAYER MARTIN
Meio seletivo, utilizado para o isolamento de Neisseria gonorrhoeae, Neisseria
meningitidis. Inibe a maioria dos outros microrganismos.
A inibição de microrganismo indesejável poderá ser efetuada através da adição de
antibióticos, como a vancomicina.
ÁGAR CETRIMIDE
Finalidade –Meio seletivo utilizado para isolamento e identificação de Pseudomonas
aeruginosa.
Outras bactérias são inibidas pelo composto cetrimide (brometo de cetilmetilamônio.
Interpretação:
(+) crescimento de cepas com produção de pigmento azul esverdeado amarelo esverdeado,
ou sem pigmento.
(-) não há crescimento e nem produção de pigmentos.
ÁGAR NUTRIENTE (AN)
Meio relativamente simples, de fácil preparo e barato, muito usado nos
procedimentos do laboratório de microbiologia.
Utilidade: análise de água, alimentos e leite como meio para cultivo preliminar
das amostras submetidas à exames bacteriológicos e isolamento de organismos
para culturas puras, conservação e manutenção de culturas em temperatura
ambiente, como método opcional para os laboratórios que não dispõem do
método da criopreservação (congelamento das cepas em freezer à - 70ºC) e
observação da esporulação de espécies de bacilos Gram positivos.
ÁGAR NUTRIENTE (AN)
Interpretação: Cor original do meio: branco opalescente
Positivo: Crescimento na superfície do ágar;
Negativo: Ausência de crescimento.
ÁGAR SANGUE
O meio, usando uma base rica, oferece ótimas condições de crescimento a maioria dos
microrganismos. A conservação dos eritrócitos íntegros favorecem a formação de
halos de hemólise nítidos, úteis para a diferenciação de Streptococcus
spp. e Staphylococcus spp.
Utilidade: isolamento de microrganismos não fastidiosos, verificação de hemólise
dos Streptococcus spp. eStaphylococcus spp. e usado na prova de satelitismo (para
identificação presuntiva de Haemophilus spp.).
ÁGAR SANGUE
Interpretação: Cor original do meio: vermelho.
Beta hemólise: presença de halo transparente ao redor das colônias semeadas (lise
total dos eritrócitos).
Alfa hemólise: presença de halo esverdeado ao redor das colônias semeadas (lise
parcial dos eritrócitos).
Gama hemólise (sem hemólise): ausência de halo ao
redor das colônias (eritrócitos permanecem
íntegros).
AGAR CHOCOLATE
Amplamente utilizado para o cultivo de microrganismos exigentes, embora cresçam
neste meio quase todos os tipos de microrganismos.
À base do meio, é adicionado sangue de cavalo, carneiro ou coelho em temperatura
alta, o que faz com que as hemácias lisem, liberando hemina e hematina, compostos
fundamentais para o crescimento dos microrganismos exigentes.
Utilidade: crescimento de microrganismos exigentesHaemophilus spp., Neisseria
spp., Branhamella catarrhalis eMoraxella spp.
AGAR CHOCOLATE
Interpretação: Cor original do meio: castanho escuro (chocolate).
Colônias de tamanho pequeno a médio, com pigmento amarelo: sugestivo
de Neisseria spp, Branhamella catarrhalis ou Moraxella spp.
Colônias pequenas e delicadas, com pigmento creme
claro: sugestivo de Haemophilus spp.
ÁGAR MACCONKEY (MC)
O cristal violeta inibe o crescimento de microrganismos Gram positivos especialmente
enterococos e estafilococos.
A concentração de sais de bile é relativamente baixa em comparação com outros meios, por
isso não é tão seletivo para Gram negativos como, por exemplo, o ágar SS.
Utilidade: isolar bacilos Gram negativos (enterobactérias e não fermentadores) e verificar a
fermentação ou não da lactose.
ÁGAR MACCONKEY (MC)
Interpretação:
Cor original do meio: rosa avermelhado.
Crescimento de bacilos Gram negativos.
Colônias cor de rosa: fermentadoras de lactose.
Colônias incolores: não fermentadoras de lactose.
Não há crescimento de cocos Gram positivos.
ÁGAR SALMONELLA-SHIGELLA (SS)
Possui componentes (sais de bile, verde brilhante e citrato de sódio) que inibem
microrganismos Gram positivos. A incorporação de lactose ao meio permite diferenciar
se o microrganismo é lactose positiva (bactérias que fermentam a lactose produzem
ácido que na presença do indicador vermelho neutro resultando na formação de colônias
de cor rosa), e bactérias que não fermentam a lactose formam colônias transparentes.
Tissulfato de sódio e o citrato férrico permitem a detecção de H²S evidenciado por
formação de colônias de cor negra no centro.
Utilidade: selecionar e isolar espécies de Salmonella e Shigella, em amostras de fezes,
alimentos e água.
ÁGAR SALMONELLA-SHIGELLA (SS)
Interpretação:
Cor original do meio: vermelho alaranjado.
Colônias com centro negro (H²S) ou colônias incolores: suspeita de Salmonella.
Colônias incolores: suspeita de Shigella spp.
Colônias cor de rosa ou vermelho: suspeita de
Escherichia coli ou Klebsiella spp.
As bactérias não fermentadoras de lactose são
incolores.
As bactérias fermentadoras de lactose aparecem
na cor rosa.
ÁGAR HEKTOEN ENTERIC (HE)
Os sais biliares e os corantes azul de bromotimol e fucsina ácida inibem o
crescimento da maioria dos microrganismos Gram positivos. Lactose, sacarose e
salicina fornecem carboidratos fermentáveis para incentivar o crescimento e
diferenciação de enterobactérias.
Utilidade: isolar e diferenciar os membros da espécieSalmonella e Shigella de
outros Enterobacteriaceae.
ÁGAR HEKTOEN ENTERIC (HE)
Interpretação:
Cor original do meio: azul-esverdeado
Colônias amarelas a salmão: enterobactérias fermentadoras de carboidratos.
Colônias azuis-esverdeadas com ou sem centro preto: suspeita de Salmonella
spp. e Shigella spp.
Ágar Cystine Lactose Electrolyte Deficient (CLED)
Usado para isolamento e quantificação de microrganismos presentes em amostras urina. A
deficiência de eletrólitos inibe o véu de cepas de Proteus.
Utilidade: isolar e quantificar microrganismos Gram positivos, Gram negativos e leveduras.
Interpretação:
Cor original do meio: azul claro.
Colônias lactose positiva: cor amarela.
Colônias lactose negativa: cor azul.
ÁGAR LÖWENSTEIN-JENSEN (LJ)
É um meio rico e superior a outros meios de cultivo destinados para o isolamento
de Neisseria gonorrhoeae e Neisseria meningitidis, pois contém em sua fórmula
antibióticos que inibem o crescimento de Neisserias saprófitas e outras bactérias,
quando em amostras colhidas de sítios contaminados.
Utilidade: usado para o isolamento seletivo de Neisseria gonorrhoeae e Neisseria
meningitidis, a partir do material de investigação.
Meio indicado para o cultivo e diferenciação de espécies de Micobactérias em
amostras clínicas diversas
ÁGAR LÖWENSTEIN-JENSEN (LJ)
Interpretação:
Cor original do meio: marrom-chocolate
Colônias pequenas e opacas: suspeita de Neisseria
gonorrhoeae e Neisseria meningitidis.
ÁGAR REGAN-LOWE (RL)
Consiste em uma base de carvão vegetal acrescida de sangue (carneiro ou
cavalo) e cefalexina. O carvão e o amido atuam como absorventes, removendo
qualquer substância inibitória, o sangue tem função desintoxicante e
enriquecedor e a cefalexina inibe a maioria dos contaminantes da microbiota do
trato respiratório.
Utilidade: isolamento do gênero Bordetella em amostras clínicas que são
geralmente contaminadas com a microbiota do trato respiratório.
ÁGAR REGAN-LOWE (RL)
Interpretação: Cor original do meio: preto
Colônias pequenas acinzentadas e brilhantes: suspeita de Bordetella
pertussis e Bordetella parapertussis.
ÁGAR VERDE BRILHANTE (BG)
O extrato de levedura e duas peptonas fornecem os nutrientes; a lactose e a sacarose,
juntamente com o vermelho de fenol, fornecem um sistema de diferenciação que exclui os
fermentadores da lactose e/ou sacarose (ex: E. coli), enquanto que as salmonelas não
produzem ácido a partir destes açúcares.
Utilidade: isolamento de outras salmonelas que não sejam asS. Typhi, existentes nas fezes e
em outros materiais.
Interpretação: Cor original do meio: castanho
Colônias brancas a vermelhas rodeadas por zonas vermelhas: suspeita de Salmonella spp.
ouProteus spp. Colônias amarelas a esverdeadas rodeadas por zonas amarelo-esverdeadas:
suspeita deEscherichia coli, Klebsiella spp. ou Enterobacter spp.
ÁGAR VERDE BRILHANTE (BG)
Interpretação: Cor original do meio: castanho
Colônias brancas a vermelhas rodeadas por zonas vermelhas: suspeita de Salmonella spp. ou
Proteus spp.
Colônias amarelas a esverdeadasrodeadas por zonas amarelo-esverdeadas: suspeita
deEscherichia coli, Klebsiella spp. ou Enterobacter spp.
ÁGAR MUELLER-HINTON (MH)
Meio padronizado por Kirby e Bauer e pelo CLSI que oferece condições de
crescimento das principais bactérias.
Utilidade: realização do teste de avaliação da resistência aos antimicrobianos
pelos métodos de difusão em disco e E-test para enterobactérias, não
fermentadores, Staphylococcus,Enterococcus sp.
ÁGAR MUELLER-HINTON (MH)
A zona do diâmetro é particular para cada
antibiótico e organismo, sendo comparado com
diâmetros padronizados pelo CLSI (Clinical
Laboratory Standards Institute), que determina
cada microrganismo sendo sensível, intermediário
ou resistente.
Interpretação: Cor original do meio: amarelo palha.
MEIO RUGAI
Enterobactérias
MEIO RUGAI
Enterobactérias
Kit de EPM MILI: Série de 7 testes em 2 tubos para
identificação bioquímica de enterobactérias
Produção de gás, H2S, urease, L-triptofano desaminase
Motilidade, indol, lisina descarboxilase
Alguns Testes de identificação
Coloração de Gram
Procedimentos da coloração de Gram
1. Em uma lâmina, contendo esfregaço seco, cubra-o pingando gotas de violeta-de-metila e deixe agir
por 15 segundos;
2. Adicione água ao esfregaço, em cima do violeta-de-metila, cobrindo toda a lâmina. Deixe agir por
mais 45 segundos;
3. Após o tempo corrido, escorra o corante e lave o esfregaço em um filete de água corrente. Cubra a
lâmina com lugol ou Iodo de Gram e deixe por 60 segundos;
4. Escorra todo o lugol e lave em um filete de água corrente;
5. Aplique álcool etílico a 95%, ou acetona, para descorar a lâmina por 10 a 20 segundos;
6. Lave em um filete de água corrente;
7. Cubra toda a lâmina com safarina e deixe corar por aproximadamente 30 segundos;
8. Lave a lâmina em um filete de água;
9. Seque a lâmina com auxílio de um papel de filtro limpo ou deixe-a secar ao ar livre;
10. Aplique uma gota de óleo de imersão sobre o esfregaço e observe no microscópico com objetiva de
imersão (100 x)
AULA PRÁTICA
Prof. Marcelo Lopes
Biomédico e Farmacêutico
www.marcelo.far.br
As bactérias Gram-positivas, têm a parede celular composta por mureína
(peptídeoglicano - peptídeo de ácido n-acetil murâmico), durante o processo de
descoloração com álcool etílico, retém o corante, permanecendo com a
coloração conferida pelo corante primário (roxo).
As bactérias Gram-negativas com parede celular composta predominantemente
por ácidos graxos (lipopolissacarídeos e lipoproteínas), são incapazes de reter o
violeta de Genciana, assumindo a cor do corante de fundo (vermelha).
São as diferenças da estrutura da parede bacteriana, principalmente com relação
à espessura da camada de peptidoglicano, que é responsável pelo diferente
comportamento das bactérias diante da coloração de Gram.
PAREDE CELULAR
Se gram-negativas, a coloração é
avermelhada ou rosa, com pouca variação
deste tom, com a parede formada por duas
camadas.
Se gram-positivas, a coloração é arroxeada,
também com pouca variação deste tom,
com a parede formada por uma camada
apenas.
Gram Positiva Gram Negativa
A catalase (formalmente denominada
hidroperoxidase é uma enzima intracelular,
encontrada na maioria dos organismos, que
decompõe o peróxido de hidrogénio (H2O2)
segundo a reação química:
2 H2O2 → 2 H2O + O2.
Esta enzima encontra-se nos peroxissomas
em animais e plantas e também
nos glioxissomas (apenas em plantas) e
no citoplasma de procariontes.
O chamado teste da catalase é usado em microbiologia e consiste na detecção de
catalase em bactérias, servindo essencialmente para a distinção
entre estafilococos e estreptococos. Uma gota de peróxido de hidrogénio a 3%(v/v) é
depositada numa lâmina de microscópio; uma amostra (uma gota de cultura líquida do
microorganismo a testar ou uma colónia colhida com uma alça de inoculação ou
um palito) é então esfregada nesta gota.
Se aparecem bolhas, o organismo é catalase-positivo (possui catalase, caso dos
estafilococos), se não é catalase-negativo (estreptococos). As bolhas são formadas
pelo oxigénio molecular libertado na reação da catalase.
biologia
Micologia
FUNGOS
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS FUNGOS
A Micologia compreende um vasto campo de estudo, envolvendo microrganismos
conhecidos por fungos, leveduras e actinomicetos, embora estes últimos estejam
hoje classificados entre as bactérias.
O estudo interessa a vários setores científicos e industriais.
Após uma parte introdutória, em que se observarão aspectos gerais da Micologia,
faremos uma análise sistemática das micoses.
NOÇÕES FUNDAMENTAIS DE MORFOLOGIA
Hifa é o nome que se usa para designar os filamentos dos fungos. Micélio é o conjunto das
hifas. A hifa de um fungo diferencia-se de um filamento bacteriano (bacilos, bastonetes),
porque hifa é, geralmente, ramificada, coisa que ocorre raras vezes entre as bactérias.
Podemos estudar as hifas sob vários aspectos.
QUANTO A ESPESSURA: são delgadas nos Actinomicetos, produtoras de actinomicose,
micetoma actinomicótico e pseudomicoses superficiais (eritrasma e tricomicose axilar).
Delgada, significa em torno de 1 μm, mais ou menos.
Atualmente a hifa delgada é denominada filamento bacteriano.
As hifas mais espessas, de 2 até mais de 10 μm, são próprias dos fungos verdadeiros (12ª
divisão:
Eumycophyta, atualmente Reino Fungi.
Quanto à presença de septos - as hifas podem ser asseptadas ou contínuas ou cenocítica,
sendo próprias da classe zigomicetos (ficomicetos), agentes das zigomicoses.
Hifa continua ou cenocítica.
Zigomiceto (microcultura, 400x).
Hifa septada (microcultura, 400x).
As hifas podem ser encaradas ainda como verdadeiras e falsas - As hifas verdadeiras são as
que crescem sem interrupção, a partir de germinação de um esporo.
As falsas hifas ou hifas gemulantes ou pseudo-hifas são as que crescem por gemulação ou
por brotamento sucessivo.
Pseudohifa, blastoconídios e clamidoconídios.
Candida albicans (microcultura, 400x).
Estas últimas são características das leveduras ou fungos que se reproduzem por
gemulação (brotamento) e produzem as leveduroses (sapinho) bucal, sapinho
vaginal, unheiro das donas de casa etc.
Uma quarta maneira de estudar as hifas é pela coloração:
As hifas hialinas de cores claras são
chamadas mucedíneas.
As hifas de tonalidade escura ou negra
são hifas demácias; neste caso, as
micoses por elas produzidassão chamadas
Demaciomicoses.
ESPOROS
a) Artroconídios - São esporos que se
formam pelo simples desmembramento das
hifas septadas. Juntamente com estas
últimas, servem para diagnosticar, num
raspado cutâneo, as Dermatofitoses
(impingens, ácido úrico, “frieira”,
onicomicoses).
Hifa septada fragmentada em artroconídios
(micromorfologia, 400x).
É o único tipo de esporo encontrado no gênero
Geotrichum sp. é um esporo importante na
disseminação da COCCIDIOIDOMICOSE.
b) Blastoconídio - É o esporo que se forma
por gemulação (brotamento). Encontrado
normalmente nas leveduras.
No Brasil, podemos citar como mais importante desse
grupo a Paracoccidioidomicose (antigamente
Blastomicose Sul Americana ou Micose de Lutz), mas
há outras.
O micélio gemulante ou pseudomicélio das
leveduras também produz blastoconídio.
Importante: Alguns fungos que apresentam
normalmente micélio septado na fase saprofítica,
na natureza ou nas culturas de laboratório, ao
passarem para a fase parasitária no organismo
humano ou animal, transformam-se em simples
elementos arredondados, reproduzindo-se por
gemulação, são as micoses blastomicoides.
NOÇÕES FUNDAMENTAIS DE BIOLOGIA DOS FUNGOS
Temperatura
Também são muito liberais quanto à temperatura, mas a maioria desenvolve-se
melhor entre 25º a 30º C. Alguns fungos isolados do estado parasitário preferem
temperaturas próximas de 37º C, para seu isolamento inicial.
Umidade
Ambiente saturado de umidade é melhor para os fungos.
Haja vista o bolor que aparece nos lugares mais úmidosde nossas casas.
Leveduras, pode haver um aumento da
temperatura do meio em que se
desenvolvem; estas fermentações são reações
exotérmicas.
A oxidação total de 180g de glicose pela
levedura Saccharomyces cerevisiae, segundo
Lacaz, produz cerca de 700.000 calorias.
As fermentações são devido a enzimas
diversas: Glicidases (sacarases, maltases etc.),
Enzimas Proteolíticas (proteases, peptidases)
e ainda fosfatases, asparaginase,
oxirredutase, dehidrogenase etc.
Os fungos são cromóforos, quando os pigmentos permanecem no micélio e nos
esporos.
As culturas apresentam-se com variadas colorações: negra, vermelha, amarela,
branca, acastanhada, verde etc.
O metabolismo dos fungos tanto produzem uma vitamina como uma toxina, tanto
um antibiótico como um outro produto industrial qualquer (leucina, serina, arginina,
metionina, ácido oleico, ácido esteárico, prolina, histidina e muitos outros).
Exemplos de alguns antibióticos e respectivos fungos produtores:
GRISEOFULVINA .................. Penicillium griseofulvi
PENICILINA ............................ P. notadum
TERRAMICINA ....................... Streptomyces rimosus
NEOMICINA ........................... S. fradii
AUREOMICINA ...................... S. aureofaciens
ESTREPTOMICINA ................ S. griseus
ANFOTERICINA B. ................ S. nodosus
Griseofulvina e Anfotericina B têm lugar destacado na terapêutica micológica.
O primeiro, para as micoses superficiais e o segundo, para as micoses profundas.
ECOLOGIA
A maioria dos fungos vivem nos mais diversos substratos da natureza e são isolados
do: solo seco, pântanos, troncos apodrecidos ou nas frutas, leite, água, poeira.
São denominados geofílicos (preferência para o solo), zoofílicos (animais) e
antropofílicos - os que só têm sido isolados do homem até agora, como alguns
agentes de micoses superficiais: Trichophyton rubrum, Epidermophyton floccosum
etc.
Trichophyton rubrum
Epidermophyton floccosum
MICOSES OCASIONAIS OU MICOSES POR FUNGOS OPORTUNISTAS
São micoses produzidas por fungos habitualmente saprófitos, que se tornam
parasitas quando se defrontam com organismos em que o sistema de defesa está
completamente abalado por doenças graves, crônicas, ou submetidos a medicação
intensiva por antibióticos, corticosteroides e citostáticos, resultando em
desequilíbrios sérios do aparelho imunológico.
Mícides ou Alérgides Micósicas
São manifestações cutâneas provocadas por reação de sensibilidade aos fungos, sem a
presença destes nos mícides, porém, presentes num foco à distância.
Alergia Provocada por Fungos:
Trata-se, em geral, de manifestações do aparelho respiratório:
Rinites, asma brônquica.
São produzidas por fungos, especialmente quando as pessoas sensíveis vivem em ambiente
quente e úmido, que favorece o emboloramento das paredes e dos objetos. Aspergillus,
Alternaria, Penicillium, Cladosporium (Hormodendrum), Curvularia e outros estão
geralmente em causa.
DIAGNÓSTICO DE LABORATÓRIO
DAS MICOSES
Para o diagnóstico das micoses, no laboratório, deve ser feito:
1º - Exame direto
2º - Cultura
3º - Biópsia - Histopatologia
4º - Provas Imunológicas
5º - Exame Radiológico
6º - Inoculação Animal
MICOSES SUPERFICIAIS
CLASSIFICAÇÃO:
Podemos dividir as micoses superficiais em 3 grupos, a saber:
1 - Ceratofitoses (Miscelânea)
2 - Dermatofitoses
3 - Leveduroses
As ceratofitoses constituem um grupo heterogêneo de micoses superficiais,
porquanto se incluem micoses produzidas por parasitos de diversas
classificações e com tipos de lesões dermatológicas, as mais diversas.
Entretanto, há um traço comum ligando as micoses deste grupo, é que não se
conhece neste grupo reações do tipo IDE, isto é, reações de hipersensibilidade
cutânea, que ocorrem nas dermatofitoses e nas leveduroses (dermatomícides
e levedúrides).
Incluem-se neste grupo:
a) As Piedras – branca e preta
b) A Pitiríase versicolor
c) A Ceratomicose nigra ou Tinea nigra
d) A Tricomicose palmelina ou Leptotrix
e) O Eritrasma
Deve-se destacar também que o eritrasma e a tricomicose palmelina,
causados por bactérias, não são micoses, mas tradicionalmente são estudados
na micologia.
As Dermatofitoses apresentam, como principal característica clínica, o fato de
mostrarem lesões com contornos mais ou menos arredondados, bordas
vesiculosas, pruriginosas; como característica micológica mais importante, a de
serem produzidas por fungos conhecidos por dermatófitos, agrupados numa
família: closterosporacea,
cujo elemento morfológico típico é um esporo grande, multicelular – o
closterosporo, presente só em cultura, no laboratório, não no tecido parasitado.
As Leveduroses constituem um grupo bem definido micologicamente, visto
serem produzidas por levedos ou leveduras; clinicamente podemos caracterizá-
las por lesões geralmente exsudativas, com preferência de localização nas
regiões intertriginosas do organismo, recobrindo-se de induto esbranquiçado;
deve ressaltar-se, porém, a relevância dos fatores adjuvantes, para nós muito
mais importantes que a presença do próprio parasito nas lesões, conforme será
estudado no capítulo Candidíase, a
mais importante das leveduroses.
Nesta classificação foi adotado o conceito histopatológico para separação de micoses
superficiais e profundas.
Assim, consideramos micose superficial aquela que, na pele, não atinge o derma; na
mucosa, não atinge a submucosa, de modo que não produzem reações tissulares do tipo
granulomatoso.
Embora superficial, epidérmica ou mucosa, do ponto de vista da presença do
parasito, o mesmo não se pode dizer de seus metabólitos, que são capazes de
filtrar no derma (dermatofitoses e leveduroses) ou na submucosa (leveduroses)
e produzir lesões à distância (dermatofítides e levedúrides).
Somente nos agentes das ceratofitoses ainda não foram descritos IDES.
MISCELÂNEA (Ceratofitose) PITIRÍASE VERSICOLOR
I – DEFINIÇÃO
A pitiríase versicolor é uma ceratofitose que se caracteriza por manchas
cutâneas de tonalidades que variam da hipo a hiperpigmentação, com
distribuição mais frequente no tronco, membros superiores e face, mas
distribuindo-se, às vezes atipicamente, pela região crural, membros
Inferiores e couro cabeludo.
PATOGENIA
Entre nós é comum relacionar a pitiríase versicolor com praia: micose de
praia. Nada tem uma coisa com a outra.
Na verdade, a patogenia é obscura.
Parece certo, porém, que é de origem endógena, o homem convivendo
normalmente com seu agente causal, no estado saprofitário.
As condições que produzem a mudança para o estágio parasitário ainda não são
evidentes, sabe-se, porém, que os climas quentes e úmidos, o meio sócio
econômico, falta de asseio, fatores carênciais, desequilíbrios orgânicos
provocados por doenças agravadas por tratamentos mal orientados,
(antibioticoterapia, corticoterapia) e, sobretudo, a seborreia de constitue o
substrato a que melhor se adapta o parasito da pitiríase versicolor.
TRICOMICOSES NODULARES
DEFINIÇÃO
Denominamos Pedras ou Piedras, micoses que se manifestam sob a forma de
nódulos duros, consistência pétrea nos pelos e cabelos, coloração escura ou
preta, e branco ou branco-amarelado.
PATOGENIA
Para a pedra preta, alguns autores atribuem o seu aparecimento ao uso de
certos óleos cosméticos por parte
das mulheres destas regiões endêmicas da Bolívia e do Paraguai.
Simons relaciona o aparecimento das piedras pretas com banho nos rios das
regiões endêmicas, particularmente no Suriname, onde melhor observou e ele
mesmo se infectou.
Sabe-se, também, que a pedra preta é transmissível, pelo menos entre crianças,
segundo observação de AARS, citado por Simons. Para a pedra branca de localização
gênito-crural, que nos parece merecer melhor interpretação, achamos que, dada a
frequência com que se isola o Trichosporon sp. dessa região, mesmo quando não há
lesão alguma, o mesmo é um habitante normal da pele humana e, sob certas
condições, produz pedra nos pelos e lesões dermatológicas no tegumentocutâneo.
Essas condições não são conhecidas.
No caso da pedra genito-crural, pode ser por certa falta de higiene, sudorese e
fricção.
É possível, porém, que os mesmos fatores condicionantes da candidíase possam
servir de substrato de certas formas clínicas mais graves produzidas pelo
Trichosporon, se levarmos em consideração que este parasito foi descrito sob
diversas denominações (T. balzeri, T. infestans, T. proteolyticum), principalmente
Oidium pulmoneum ou Neogeotrichum pulmoneum, hoje todas na sinonímia de
Trichosporon, das lesões mais diversas, gomosas, supurativas, abscessos
pulmonares de diversas gravidades.
CLÍNICA
As pedras localizam-se nos cabelos e nos pelos de diversas regiões da barba,
bigode, da axila, e já agora, com nossas observações, dos pelos genito-crurais.
O tamanho dos nódulos vai desde dimensões submicroscópicas até mais de 1 mm
de comprimento, a espessura podendo atingir mais de 100 μm.
Os nódulos brancos de localização genital são muito pequenos, submicroscópicos,
razão por que têm passado despercebidos aos
dermatologistas.
TRICOMICOSE PALMELINA OU LEPTOTRIX (Tricomicose nodular,
Tricomicose axilar, Tricomicose cromático)
I – DEFINIÇÃO
Tricomicose palmelina é uma ceratofitose de localização mais frequente axilar,
às vezes pubiana, rarissimamente mentoniana.
Sua associação com outros microrganismos pode tornar os nódulos de
coloração vermelha ou preta, nesses casos também a sudorese apresenta-se
vermelha ou preta.
PATOGENIA
Pouco se sabe como o indivíduo adquire a tricomicose nodular. Apenas sabemos
que a sudorese excessiva, falta de asseio, climas quentes e úmidos facilitam a
infecção dos pelos.
O C. tenuis parece não causar nenhum dano ao pelo; uma simples lavagem com
água e sabão pode remover, pelo menos, a variedade mais comum: a branco-
amarelada. Já a variedade vermelha, da qual tivemos oportunidade de ver um
caso recentemente, é mais aderente ao pelo, por isso, mais difícil de ser removida
ERITRASMA - DEFINIÇÃO
Eritrasma é uma infecção do grupo das ceratofitoses que se manifesta por
placas eritematosas finamente descamativas, de localização preferencial na
região genito crural, depois na região axilar, espaços interdigitais e, umas
poucas vezes, em várias regiões do corpo.
O prurido não é sintoma habitual.
PATOGENIA
Não se sabe grande coisa sobre a causa do eritrasma.
Em criança, praticamente não existe.
A incidência vai aumentando com a idade.
A higiene pessoal parece não exercer muita influência, embora se saiba que nas
comunidades (internatos, hospitais, sanatórios) o número de casos aumenta.
Kooistra assinalou 100% de incidência numa instalação.
Encontra-se, muitas vezes, associado ao diabetes. A localização interdigital só foi
assinalada pelos autores modernos.
Um aspecto interessante desta infecção é a propriedade das lesões apresentarem
fluorescência vermelha à luz de Wood, considerada de grande auxílio no
diagnóstico. Infelizmente, essa propriedade é partilhada por outras condições:
1) estados seborréicos, principalmente em torno dos folículos pilosos do tórax,
costas, nariz, faces (habitat do Corynebacterium acnes);
2) nas vesículas, rotas de Tinea pedis provocadas por Trichophyton
mentagrophytes;
3) papilas linguais (a fluorescência vermelha é atribuída à avitaminose B);
4) certos tumores necróticos;
5) partilham também dessa propriedade certas bactérias como Pasteurella,
Staphylococcus pyogenes e E. coli. O fator comum seria a presença de uma
substância precursora da porfirna: o delta aminoácido levulínico, porque é à
porfirina que se atribui a propriedade da fluorescência vermelha no eritrasma.
CLÍNICA
A descrição clínica de Burchardt, feita há mais de um século, é ainda atual:
“O exantema estende-se das dobras escrotais para as coxas como que imprimindo os
escrotos sobre a região crural. Pode haver pequenas áreas eritematosas, além do
contorno da lesão principal; a pele dá impressão de que é mais delgada do que o é
habitualmente, e apresenta-se finamente enrugada. Normalmente não há prurido, o
que pode ocorrer após longas caminhadas ou quando a pele é irritada por estímulos
mecânicos ou químicos”.
Ainda assim, essa propriedade não pode ser considerada em caráter absoluto: nas
pesquisas de Somarville, os difteróides do eritrasma foram cultivados em 35% dos
casos de peles fluorescentes, mas também foram isolados em 25% de casos de
peles não fluorescentes.
Outras regiões atingidas: axilar, pubiana, dobras mamárias.
As lesões eritematosas são secas, de formas irregulares, finamente
descamativas.
As lesões são róseo ou avermelhadas, no princípio, tornando-se, depois,
de tonalidade mais escura, acastanhada.
DERMATOFITOSES OU TINHAS
DEFINIÇÃO
Dermatofitoses ou tinhas (tineas) são micoses superficiais (atualmente cutâneas) que, na
sua expressão clínica mais característica, apresentam lesões cutâneas de contornos
arredondados em qualquer parte do tegumento cutâneo, mas preferindo certas regiões que
emprestam à doença denominações próprias, como, por exemplo, “pé-de-atleta”, para a
localização interdigital dos pés.
No couro cabeludo também são características as lesões arredondadas
chamadas tinhas tonsurantes.
Uma definição que abranja todas as manifestações da dermatofitose é
impossível. Basta lembrar a onicomicose dermatofítica, a tinha crostosa ou
fávica, a tinha inflamatória ou Querion, tão diferentes nos seus aspectos
clínicos.
Do ponto de vista micológico, podemos dizer que a característica mais
constante, mais típica, é a presença, nas culturas, do closterosporo ou
macroconídio pluricelular.
PATOGENIA
Conhecido, como foi, o habitat dos dermatófitos, podemos deduzir
imediatamente que a dermatofitose pode ter uma origem endógena (agentes
antropofílicos) e uma origem exógena (agentes zoofílicos e geofílicos).
As primeiras são facilitadas pelo atrito continuado de zonas intertriginosas,
principalmente pés e região genital, transformando-se, às vezes, em infecções
sérias pela associação bacteriana secundária, como acontece, por exemplo, com
os soldados em exercícios prolongados e marchas demoradas.
Os montadores de cavalos estão muito sujeitos às dermatofitoses rurais.
Os frequentadores de associações esportivas, talvez por deixarem os pés mal enxutos,
e trazendo provavelmente uma sobrecarga infectante de esporos dos estrados e
tapetes de borracha das salas de banho, fornecem um grande contigente de
dermatofitoses dos pés, conhecido por “pé-de-atleta”.
Outro fator importante das dermatofitoses endógenas pode ser constituído pelos
hormônios sexuais, pelo menos no que se refere às tinhas tonsurantes do couro
cabeludo.
É sabido dos dermatologistas que a tinea capitis tonsurante é própria da infância,
raramente ultrapassando a puberdade, quando entram em ação os hormônios que vão
determinar os caracteres sexuais secundários.
Isto não é verdadeiro para a Tinha fávica.
Tinha fávica.
Os animais são atingidos em um número de vezes infinitamente maior do que o homem.
Meios de Cultura usados em Micologia
sabouraud, Mycosel e Ágar Fubá.
As técnicas como identificação
(macro e micro), microcultivo e
antibiograma fúngico serão
estudados em Microbiologia Clínica.
FUNGOS COMESTÍVEIS - VALOR ALIMENTAR DOS FUNGOS
Desde os tempos mais antigos que o homem utiliza os fungos como alimentos: os chamados
fungos carnosos (mushrooms, champignons), quase todos da classe basidiomicetos e alguns
ascomicetos.
Muitos autores consideram os fungos como de pouco valor calórico. Todavia, outros acham
que seu valor nutritivo pode equivaler ao dos vegetais frescos.
Admitem que os fungos Psalliota campestris (também chamado Agaricus campestris) e o
Boletus edulis têm apreciável valor proteico - cerca de 32% da substância seca.
Boletus edulis
Algumas espécies comestíveis são
mencionados a seguir: Psalliota
campestris, Boletus edulis, Lepiota
procera, Lactarius deliciosus, Pleurotus
ostreatus, Coprimus cometus, Armillariasp.
São mais apreciados os conhecidos
por Mórula (Morchella esculenta) e
Trufas (Tuber aestivum).
Morchella esculenta
Coprimus cometus
PATOLOGIA DOS FUNGOS
1- Quadros provocados por alimentos contaminados por fungos:
A maior parte dos fungos toxicogênicos ocorre nas forragens e nos cereais
estocados em silos, celeiros e depósitos.
Os animais são atingidos em um número de vezes infinitamente maior do que o
homem.
QUADROS PROVOCADOS POR INGESTÃO DE FUNGOS VENENOSOS
Estes quadros patológicos resultam do engano cometido pela vítima ao ingerir
fungos supostamente comestíveis.
Realmente, os fungos venenosos são muito semelhantes aos comestíveis.
Somente pessoas acostumadas com o trato de ambos são capazes de diferenciá-los.
As substâncias tóxicas neles contidas atuam por suas propriedades hemolíticas,
gastrotóxicas, hepatotóxicas, nefrotóxicas, neurotóxicas e psicotrópicas, algumas
podendo englobar duas ou mais destas propriedades.
A tais quadros, denominamos MICETISMOS, a saber:
MICETISMO GASTRINTESTINAL
Provocado por fungos dos gêneros Russula, Boletus, Lactarius, Lepiota, Enteloma
(R. emetica, Boletus satanas, L. torminosus,
L. morgani).
Sintomas: náuseas, vômitos, diarréia.
Em geral, cura em 48 horas.
MICETISMO COLERIFORME
Produzido pela ingestão da Amanita phalloides que contém 3 substâncias
tóxicas a saber:
Amanitina :(nome também empregado para designar o pigmento vermelho da
Amanita muscaria) inibidora de RNApolimerase II e III.
Falina: tem propriedades hemolíticas, correspondendo à hemolisina de Ford,
e a mais importante, que é a
Faloidina: a mais importante que é considerada tóxica para o sistema nervoso
central.
Sintomas semelhantes podem ser provocados por outros fungos como o Psaliota
autumnalis, Higrophorus conicus e outras espécies de Amanita.
A alta mortalidade deve-se ao tardio aparecimento dos sintomas - 6 a 15 horas.
São eles: dor abdominal, vômitos, diarreia, fezes sanguinolentas e mucosas, cilindrúria,
enfraquecimento progressivo, cianose; A MORTE PODENDO OCORRER DE 2 A 3 DIAS, APÓS
O INÍCIO DOS SINTOMAS onde a necropsia revela lesões renais, necrose externa e
degeneração gordurosa do fígado, edema cerebral.
MICETISMO NERVOSO
Provocado por ingestão de diversos fungos: Amanita muscaria, A. pantherina,
Inocybe infelix, I. infida, Clitocybe illudens.
Ao contrário do micetismo coleriforme, a taxa de mortalidade é baixa.
Os sintomas aparecem um hora após a ingestão, com ação depressiva sobre o
coração, salivação profusa, lacrimejamento, cólicas abdominais, vômitos, diarréia,
excitação nervosa, delírio, coma.
A muscarina estimula as terminações nervosas, mas este efeito é anulado pelo
emprego da atropina, motivo pelo qual o tratamento consiste em lavagem
gástrica e emprego deste alcaloide.
Em pequenas doses, a muscarina tem ação semelhante à da Cannabis indica
(hachiche), por isso, na Sibéria e na mitologia sueca (Viking), a Amanita muscaria
era usada para provocar sonhos e alucinações.
MICETISMO SANGUÍNEO
Provocado por hemolisinas da Helvella
esculenta. Vários fungos têm hemolisinas,
que são destruídas pelo calor e pela
digestão.
A da Helvella esculenta é resistente ao
calor. Produz hemoglobinúria transitória,
desconforto abdominal, icterícia.
É de bom prognóstico, mas ocorrem
óbitos.
Transfusão sanguínea é útil no
tratamento.
MICETISMO CEREBRAL
Substâncias com propriedades alucinogênicas são encontradas em diversos fungos
“comestíveis”, tais como Psilocybe mexicanus (Psilocibina), Stropharia cubensis
(Psilocina), Paneolus. Seu uso eleva nossa percepção ao nível de percepção extra-
sensorial, por isso são largamente utilizados em certas comunidades mexicanas, em
ritos religiosos ou não.
É certo que os antigos Astecas os empregavam para fins religiosos.
Psilocybe mexicanus Stropharia cubensis Paneolus
Um outro fungo – Claviceps purpurea,
causador do ergotismo, também contém
substâncias desta natureza, aliás a mais
famosa, atualmente o LSD 25.
Psilocibina é um enteógeno que ganhou popularidade na década de 1960,
estando seu consumo culturalmente associado ao movimento hippie, junto
com o LSD. Não foi tão popular quanto o mesmo apesar de produzir efeitos
similares, porém, distintos.
- Distorções visuais, tais como o efeito de paredes respirando e o movimento
de padrões (especialmente geométricos, complexos ou listrados)
- Sensação de vertigem
Pupilas dilatadas
Visuais com olhos fechados
Sensação de "wah, wah" no corpo,
como estivesse sendo bombardeado
por algum tipo de força cinética.
Aumento da sensibilidade ao toque (principalmente tocando objetos com texturas
interessantes)
Perda de apetite
Distinções auditivas muito mais sensíveis
Vontade de urinar constante, com a urina tendo um cheiro ruim
Sensibilidade aos sabores, texturas e temperaturas na boca
PARASITOLOGIA
BÁSICA E CLÍNICA
INSTITUTO EDUCACIONAL E TECNOLÓGICO
EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA.
www.insapiens.com.br
Autor: Marcelo Erik Lopes - Empresário e Professor Universitário.
Biomédico e Especialista em Citologia Esfoliativa Cérvico Vaginal.
Farmacêutico e Mestre em Medicina Veterinária – P&D em novas
fórmulas medicamentosas.
Criador do Instituto Educacional e Tecnológico – SAPIENS.
Desenvolvedor do E-commerce – www.insapiens.com.br.
Sócio Fundador da Farmácia de Manipulação – ALPHINIA.
Criador do Projeto: Na Batida do Coração sem fins Lucrativos.
Executivo e Consultor em Laboratórios Educacionais
Universitários.
PLANO DE ENSINO
EMENTA
Conceito de parasitismo. Noções de taxonomia. Estudo dos agentes parasitários de importância na saúde
humana (morfologia, patologia, diagnóstico, profilaxia), com ênfase nos de maior prevalência na região
norte. Conhecimento técnico do diagnóstico dos parasitas intestinais, sangüíneos e teciduais
(protozoários, helmintos e artrópodos).
OBJETIVOS
3.1 GERAL:
Conhecer os parasitas intestinais, sangüíneos e teciduais de todos os grupos relevantes ao ser
humano com enfase em parasitas de clima quente.
3.2 ESPECÍFICO(S):
Caracterizar as principais parasitoses e os agentes etiológicos. Identificar a interação entre
hospedeiro, parasita e meio ambiente. Caracterizar as principais caracteristicas de malaria e
leishmaniose. Relatar, com base no ciclo biológico dos parasitas, as patogenias causadas por
eles. Relacionar medidas profiláticas correspondentes a cada parasitose.
295
Parasitologia é a ciência que estuda os parasitas, os
seus hospedeiros e relações entre eles.
Como disciplina biológica, o campo da parasitologia não é
determinado pelo organismo ou ambiente em questão, mas pelo
seu modo de vida.
296
Ao observamos os seres vivos - animais e vegetais - vemos que o seu inter-
relacionamento é enorme e fundamental para a manutenção da "vida".
Podemos, mesmo, afirmar que nenhum ser vivo é capaz de sobreviver e
reproduzir-se independentemente de outro.
Entretanto, esse relacionamento varia muito entre os diversos reinos, filos,
ordens, gêneros e espécies.
297
A ecologia é a ciência que estuda a interdependência funcional entre bactérias,
protozoários, vegetais, animais e meio ambiente, ou seja, "é o estudo da estrutura e função
da Natureza".
Convém salientar que as relações entre os seres vivos não são estáticas, ou seja, na natureza
a característica maior é a interdependência dinâmica de seus componentes.
Há uma adaptação de cada um, tendendo ao equilíbrio, cuja estabilidade jamais é
alcançada, salvo como etapas sucessivas em demandas de novos e contínuos equilíbrios: é a
"evolução".
P A R A S I T O L O G I A
Helmintos são
pluricelulares
(atropoda)
2 filos
Nematoda
Espécie
Enterobius vermiculares
Trichuris trichura
Ascaris lumbricóides
Ancylostoma duodenale
Platyhelminthes
Classes
Cestoda
Trematoda
Taenia solium
Taenia saginata
Schistossoma mansoni
Protozoários são
unicelulares
Entamoeba histolytica
Giardia lamblia
Toxoplasma gondii
Plasmodium sp
Exemplos dos parasitos mais comuns na população.BAIXA PRODUÇÃO
(bens e serviços)
DOENÇA
ENERGIA HUMANA
DEFICIENTE.
SALÁRIOS APENAS
SUFICIENTES PARA SUBSISTIR.
NUTRIÇÃO DEFICIENTE.
EDUCAÇÃO INSUFICIENTE.
VIVENDA INADEQUADA.
GRANDES INVERSÕES DE
TRATAMENTOS MÉDICOS.
INVERSÕES REDUZIDAS EM
SAÚDE E MEDICINA PREVENTIVA.
MAIS DOENÇA
CICLO DOENÇA x POBREZA, SEGUNDO OMS.
AGENTE ETIOLÓGICO
É o agente causador ou responsável pela origem da doença. Pode ser um vírus, bactéria, fungo,
protozoário, helminto.
AGENTE INFECCIOSO
Parasito, sobretudo, microparasitos (bactérias, fungos, protozoários, vírus etc.), inclusive
helmintos, capazes de produzir infecção ou doença infecciosa (OMS, 1973).
301
ANFIXENOSE
Doença que circula indiferentemente entre humanos e animais, isto é, tanto os humanos quanto
os animais funcionam como hospedeiros do agente.
Exemplo: doença de Chagas, na qual o Trypanosoma cruzi pode circular nos seguintes tipos de
ciclo:
ciclo silvestre: gambá-triatomíneo-gambá;
ciclo peridoméstico: ratos, cão-triatomíneo-ratos, cão;
ciclo doméstico: humano-triatomíneo-humano; cão, gato-triatomíneo-cão, gato.
302
ANTROPONOS
Doença exclusivamente humana. Por exemplo, a filariose e gripe etc.
Filariose
303
ANTROPOZOONOSE
Doença primária de animais, que pode ser transmitida aos humanos.
Exemplo: brucelose, na qual o homem é um hospedeiro acidental.
304
CEPA
Grupo ou linhagem de um agente infeccioso, de ascendência conhecida, compreendida dentro
de uma espécie e que se caracteriza por alguma propriedade biológica e/ou fisiológica.
Ex.: a cepa "Laredo" da E. histolytica se cultiva bem a temperatura ambiente, com média
patogenicidade.
305
CONTAMINAÇÃO
É a presença de um agente infeccioso
na superfície do corpo, roupas,
brinquedos, água, leite, alimentos etc.
306
DOENÇA METAXÊNICA
Quando parte do ciclo vital de um parasito
se realiza no vetor; isto é, o vetor não só
transporta o agente, mas é um elemento
obrigatório para maturação e/ou
multiplicação do agente.
Ex.: malária, esquistossomose.
Esquistossomose.
307
ENZOOSE
Doença exclusivamente de animais.
Por exemplo, a peste suína, o Dioctophime
renale, parasitando rim de cão e lobo etc.
308
ENDEMIA
É a prevalência usual de determinada
doença com relação a área.
Normalmente, considera-se como
endêmica a doença cuja incidência
permanece constante por vários anos,
dando uma idéia de equilíbrio entre a
doença e a população, ou seja, é o número
esperado de casos de um evento em
determinada época.
Exemplo: no início do inverno espera-se
que, de cada 100 habitantes, 25 estejam
gripados.
309
EPIDEMIA OU SURTO EPIDÊMICO
É a ocorrência, numa coletividade ou região, de casos que ultrapassam nitidamente a incidência
normalmente esperada de uma doença e derivada de uma fonte comum de infecção ou
propagação.
Quando do aparecimento de um único caso em área indene de uma doença transmissível
(por ex.: esquistossomose em Curitiba), podemos considerar como uma epidemia em potencial,
da mesma forma que o aparecimento de um único caso onde havia muito tempo determinada
doença não se registrava (ex.: varíola, em Belo Horizonte).
310
EPIDEMIOLOGIA
É o estudo da distribuição e dos fatores determinantes da frequência de uma doença (ou outro
evento).
Isto é, a epidemiologia trata de dois aspectos fundamentais:
Distribuição (idade, sexo, raça, geografia etc.)
Fatores determinantes da frequência (tipo de patógeno, meios de transmissão etc.) de uma
doença.
Exemplo: na epidemiologia da esquistossomose mansoni, no Brasil, devem ser estudados: idade,
sexo, raça, distribuição geográfica, criadouros peridomiciliares, suscetibilidade do molusco,
hábitos da população etc.
311
Os helmintos são responsáveis pelas helmintoses, e dividem-se em dois filos de interesse:
platelmintos (trematoda e cestoda) e nematelmintos.
As helmintoses ou verminoses intestinais são responsáveis por desnutrição, avitaminoses,
distúrbios gástricos e intestinais, estados convulsivos, prejuízos ao desenvolvimento físico e
mental das crianças e outros
312
Os protozoários são organismos,
regra geral unicelulares, que nos seus
grupos mais primitivos constituem o
nexo de união entre os reinos animal
e vegetal.
Há algumas espécies pluricelulares,
mas que mais não são que
aglomerados de células, sem
chegarem ao nível da formação de
tecidos.
Paramecium
313
A forma destes animais pode ser
constante ou variável; dispõem de
prolongamentos citoplasmáticos
(pseudópodes - ex.: ameba) ou
estruturas mais ou menos rígidas
(cílios ou flagelos) que servem para a
deslocação e também para a
obtenção de alimentos. No interior
do corpo, dispõem de diversos
orgânulos que desempenham
distintas funções.
314
Em muitos deles existe uma abertura na membrana celular que serve para a entrada dos
alimentos (citostoma) e que por vezes se prolonga numa espécie de faringe (citofaringe).
315
ANTES DE CONHECER AS PRINCIPAIS PARASITOSES, SE FAZ
NECESSÁRIO O CONHECIMENTO PRÉVIO DE ALGUNS
MEDICAMENTOS RELACIONADOS COM AS PARASITOSES A
SEREM ABORDADAS NO DECORRER DESTE ESTUDO EM
PARASITOLOGIA BÁSICA.
316
O albendazol é usado para tratar uma grande variedade de condições
causadas por vermes ou parasitas.
Estudos mostram que o albendazol é eficaz no tratamento de
infecções por Ascaris lumbricoides, Enterobius vermicularis, Necator
americanus, Ancylostoma duodenale, Trichuris trichiura,
Strongyloides stercoralis, Taenia spp. e Hymenolepis nana; de
opistorquíase (Opisthorchis viverrini) e Larva migrans cutânea; e de
giardíase (Giardia lamblia, G. duodenalis, G. intestinalis) em crianças.
A dose é em geral única, porém podem chegar à 1
comprimido por dia durante 5 dias em casos como
Giardíase.
317
O mebendazol serve para tratar infestações simples ou
mistas por Enterobius vermicularis, Trichuris trichiura,
Ascaris lumbricoides, Ancylostoma duodenale e Necator
americanus.
Em pacientes que vivem em áreas altamente endêmicas,
o tratamento com mebendazol (3 a 4 vezes ao ano) irá
reduzir substancialmente a carga de vermes e mantê-la
bem abaixo dos níveis de significância clínica.
O efeito terapêutico de mebendazol inicia no primeiro dia
de tratamento.
318
Helmintíases – Annita® é um anti-helmíntico efetivo contra
nematódeos, cestódeos e trematódeos, indicado no
tratamento de Enterobius vermiculares, Ascaris lumbricoides,
Strongyloides stercolaris, Ancilostomíase, Trichuris trichiura,
Taenia sp, Hymenolepis nana.
Amebíases – Annita® é indicado no tratamento da diarreia
causada por amebíases intestinais agudas ou disenteria
amebiana causada pelo complexo Entamoeba
histolytica/dispar.
Giardíases - Annita® é indicado no tratamento da diarreia
causada por Giardia lamblia ou Giardia intestinalis.
Criptosporidíase – Annita® é indicado no tratamento da
diarreia causada por Crysptosporidium parvum Annita® é
também indicado no tratamento do Blastocistis hominis,
Balantidium coli e Isospora belli.
319
NEMATELMINTOS INTESTINAIS
Ascaris lumbricoides
Enterobius vermicularis
Trichuris trichiura
320
Ascaris lumbricoides
321
Ovos de A. lumbricoides: ovo fértil (A) e ovo infértil (B).
322
Agentes biológicos: Ascaris lumbricoides
Mecanismo de transmissão: Ingestão de ovos com L3 junto com alimentos contaminados e
também por poeira e insetos (moscas e baratas) são capazes veicular ovos infectantes
Localização ou habitat: Intestino delgado do homem principalmente jejuno e ílio
Formas do parasita: Ovos: cores castanhas, ovais de aspecto de abacaxi. Larvas, Macho: 20 a 30
cm de comprimento, cor leitosa boca com três fortes lábios que segue pelo esôfago musculoso e
depois o intestino retilíneo. Fêmea: 30 a 40 cm e é mais grossa que o macho apresenta dois
ovários filiformes e enovelados
Forma responsável pelo parasitismo: Larvas e adultos
Diagnostico: clínico difícil de ser feito; exame de fezes e encontro de ovos característicos -
Principais métodos: Hoffmann e Mifc
Forma responsável pelodiagnostico: Ovos (férteis e inférteis)
Porque: Desenvolve-se no solo
323
PATOGENIA
A intensidade esta relacionada diretamente com o numero de formas presentes no
hospedeiro. As larvas em infecções pequenas normalmente não se observa nenhuma
alteração em infecções maciças encontraremos lesões hepáticas e pulmonares no fígado
podemos ter pequenos focos hemorrágicos e de necrose.
Vermes adultos em infecções pequenas 3 a 4 vermes o hospedeiro não apresenta
alteração alguma Já nas infecções médias 30 a 40 vermes ou maciças 100 ou mais
vermes podemos ter alterações graves como ação espoliadora vermes consomem
grandes quantidades de proteínas, carboidratos, lipídios e vitaminas A e C, ação tóxica
causando edema, urticária e convulsões; ações mecânicas causam irritação na parede
intestinal e podem se enovelar na luz intestinal levando a sua obstrução.
324
Verme adulto fêmea de Ascaris lumbricoides
325
ENTEROBIUS VERMICULARIS
Larva Verme adultoOvo
E. vermicularis (Limeu, 1758) Leach, 1853.
O gênero Enterobius apresenta sete espécies que, são parasitos de vários macacos em
diferentes regiões(Ásia, África, América), mas que não atingem o ser humano.
A espécie que realmente nos interessa é o E. vermicularis, que possui distribuição
geográfica mundial, mas tem incidência maior nas regiões de clima temperado. E muito
comum em nosso meio, atingindo principalmente a faixa etária de 5 a 15 anos, apesar de
ser encontrado em adultos também.
326
ENTEROBIUS VERMICULARIS
Foi descrito pela primeira vez por Linneu, em 1758, como Ascaris vennicularis . Rudolphi, em
1803, criou o gênero Oxyuris e Larnarck, em 18 16, passou a denominá-lo Oxyuris
vermicularis. Leach, em 1853,reestudando esse helminto verificou que ele pertencia a um
gênero distinto, denominando-o Enterobius.
Dessa forma, segundo as regras internacionais de nomenclatura zoológica, o nome correto
desse verme é:
E. vermicularis (Limeu, 1758) Leach, 1853.
327
ENTEROBIUS VERMICULARIS
O gênero Enterobius apresenta sete espécies que, são parasitos de vários macacos em
diferentes regiões(Ásia, África, América), mas que não atingem o ser humano.
A espécie que realmente nos interessa é o E. vermicularis, que possui distribuição geográfica
mundial, mas tem incidência maior nas regiões de clima temperado. E muito comum em
nosso meio, atingindo principalmente a faixa etária de 5 a 15 anos, apesar de ser encontrado
em adultos também
328
MORFOLOGIA
O E. vermicularis apresenta nítido dimorfismo sexual, entretanto, alguns caracteres são comuns aos
dois sexos: cor branca, filiformes.
Na extremidade anterior, lateralmente à boca, notam-se expansões vesiculosas muito típicas,
chamadas "asas cefálicas".
A boca é pequena, seguida de um esôfago também típico: é claviforme, terminando em um bulbo
cardíaco.
Os caracteres específicos de cada forma são os que se seguem
329
MACHO – A: Mede cerca de 5mm de
comprimento, por 0,2mmde diâmetro.
Cauda fortemente recurvada em sentido ventral,
com um espículo presente; apresenta um único
testículo.
330
FÊMEA – B: Mede cerca de 1 cm de
comprimento, por 0,4mm de diâmetro.
Cauda pontiaguda e longa. A vulva abre-
se na porção média anterior, a qual é
seguida por uma curta vagina que se
comunica com dois úteros; cada ramo
uterino se continua com o oviduto e
ovário.
331
OVO – C: Mede cerca de 50 µm de comprimento
por 20 µm de largura.
Apresenta o aspecto grosseiro de um D, pois um
dos lados é sensivelmente achatado e o outro é
convexo.
Possui membrana dupla, lisa e transparente. No
momento em que sai da fêmea, já apresenta no
seu interior uma larva.
332
HÁBITAT
Machos e Fêmeas vivem no ceco e apêndice.
As Fêmeas, repletas de ovos (5 a 16 mil ovos), são encontradas na região perianal.
Em mulheres, às vezes pode-se encontrar esse parasito na vagina, útero e bexiga.
333
TRANSMISSÃO
Heteroinfecção: quando ovos presentes na poeira ou alimentos atingem novo hospedeiro
(é também conhecida como primoinfecção);
Indireta: quando ovos presentes na poeira ou alimentos atingem o mesmo hospedeiro que os
eliminou;
Auto-infecção externa ou direta: a criança (frequentemente) ou o adulto (raramente) levam
os ovos da região perianal a boca. E o principal mecanismo responsável pela cronicidade dessa
verminose;
334
TRANSMISSÃO
Auto-infecção interna: parece ser um processo raro no qual as larvas eclodiam ainda dentro do
reto edepois migrariam até o ceco, transformando-se em vermes adultos;
Retroinfecção: as larvas eclodem na região perianal (externamente), penetram pelo ânus e
migram pelo intestino grosso chegando até o ceco, onde se transformam em vermes adultos.
335
Ciclo Biológico
336
PATOGENIA
Na maioria dos casos, o parasitismo passa despercebido pelo paciente.
Este só nota que alberga o verme quando sente ligeiro prurido anal (à noite, principalmente)
ou quando vê o verme (chamado popularmente de "lagartinha") nas fezes.
Em infecções maiores, pode provocar enterite catarral por ação mecânica e irritativa.
O ceco apresenta-se inflamado e, às vezes, o apêndice também é atingido.
A alteração mais intensa e mais frequente é o prurido anal.
A mucosa local mostra-se congesta, recoberta de muco contendo ovo e às vezes, fêmeas
inteiras.
337
PATOGENIA
O ato de coçar a região anal pode lesar ainda mais o local, possibilitando infecção bacteriana
secundária.
O prurido ainda provoca perda de sono, nervosismo e devido à proximidade dos órgãos
genitais, pode levar à masturbação e erotismo, principalmente em meninas.
A presença de vermes nos órgãos genitais femininos pode levar a vaginite, metrite, salpingite e
ovarite.
338
DIAGNOSTICO CLÍNICO
O prurido anal noturno e continuado pode levar a uma suspeita clínica de enterobiose.
LABORATORIAL
O exame de fezes não funciona para essa verminose intestinal. O melhor método é o da fita
adesiva (transparente) ou método de Graham, que é descrito a seguir:
339
Método de escolha utilizado para o diagnóstico da enterobíase difere em relação às outras
verminoses em geral.
As técnicas habituais de demonstração de ovos de helmintos não apresentam
positividade superior a 5% dos casos, uma vez que as fêmeas não fazem oviposição no
intestino.
Pode-se usar uma fita de celofane adesiva e transparente, ou fita gomada, para detectar
ovos na região anal. A outra técnica não habitual descrita na literatura é chamada de
vaselina-parafina (VASPAR). Adota-se como padrão da colheita do material pela manhã,
antes de o paciente defecar ou tomar um banho. Caso não seja possível tal
procedimento, pode-se optar pela coleta após o paciente ter se deitado. Este material é
então analisado em microscópio para confirmar a presença do parasita.
Com estas técnicas, aumenta-se sensivelmente a positividade do achado dos ovos de E.
vermicularis e, se realizado em dias consecutivos, com no mínimo três coletas, segundo
consenso de expertos da Federação Latino-Americana de Parasitologia (FLAP).
340
Corta-se um pedaço de 8 a 10cm de fita adesiva
transparente;
Coloca-se a mesma com a parte adesiva para fora,
sobre um tubo de ensaio ou dedo indicador
(nesse último caso, é perigoso pela possível
contaminação do executor do método);
Apõe-se várias vezes a fita na região perianal;
Coloca-se a fita (como se fosse uma lamínula)
sobre uma lâmina de vidro;
341
Leva-se ao microscópio e examina-se com
aumento de 10 e 40x.
Essa técnica deve ser feita ao amanhecer, antes
de a pessoa banhar-se, e repetida em dias
sucessivos, caso dê negativo.
Caso a lâmina não possa ser examinada no
mesmo dia, a mesma deverá ser conservada em
geladeira, devidamente embalada em papel-
alumínio.
342
TRATAMENTO
O tratamento de primeira escolha é o pamoato de pirantel na dose de 10 mg/kg em dose
única, não ultrapassando 1g, por via oral, preferencialmente em jejum. Apresenta uma
eficácia em torno de 80 a 100% de cura, com poucos efeitos adversos, podem ocorrer efeitos
colateraiscomo: dor de cabeça, tonturas e distúrbios gastrointestinais leves.
Sugere-se na maioria dos casos a repetição do tratamento, para prevenir a resistência ao
medicamento e diminuir as chances de contaminação.
343
TRATAMENTO
Como terapia alternativa à participação dos benzimidazólicos, mebendazol e albendazol em
dose única e repetição em 2 semanas. O mebendazol é administrado por via oral, 100 mg,
independente da idade do paciente, apresentando eficácia de 90 a 100% de cura, com raros
efeitos colaterais.
O albendazol é receitado na dose de 400 mg, também independente da idade, e
proporcionando taxa de cura também perto dos 100%. Náuseas, vômitos, diarréia, secura na
boca e prurido cutâneo podem surgir após a ingestão, porém é raro o seu acometimento.
344
TRICHURIS TRICHIURA
345
A Tricuríase é mais prevalente em regiões de clima quente e úmido e condições sanitárias precária, que
favorecem a contaminação ambiental e a sobrevivência dos ovos do parasita.
346
347
Forma infectante para o homem: ovo.
Forma de infecção: ingestão.
Infectividade: os ovos são infectantes por longos períodos. O número de parasitos numa
infecção normalmente é pequeno.
Diagnóstico: o método de escolha é o Exame Parasitológico de Fezes (EPF), com pesquisa de
ovos. Stoll e Kato-Katz se prestam para estimativa da carga parasitária.
348
Sintomatologia característica: não há manifestações claras. O mais comum é a apresentação
de dor abdominal, flatulência exagerada, febre moderada, diarreia com perda de peso,
constipação e tenesmo, e, em casos graves, prolapso retal.
Patologia: ocorre inflamação da mucosa intestinal, aumento da motilidade intestinal devido à
liberação de toxinas parasitárias, eosinofilia e alteração da permeabilidade da membrana
plasmática.
349
HABITATE
Os adultos Vivem na região do ceco, podendo aparecer no apêndice, cólon e íleo.
Alguns autores demonstram a presença de sangue no esôfago de vermes adultos, sugerindo
a utilização de sangue do hospedeiro como fonte alimentar.
A porção posterior de T. Trichiura permanece exposta no lúmen intestinal, facilitando a
reprodução e a eliminação dos ovos.
350
TRANSMISSÃO
Os ovos de T. trichiura eliminados com
as fezes do hospedeiro infectado
contaminam o ambiente, em locais sem
saneamento básico.
351
TRANSMISSÃO
Como os ovos são extremamente
resistentes ás condições ambientais,
podem ser disseminados pelo vento ou
pela água e contaminar os alimentos
sólidos ou líquidos, sendo, então, ingerido
pelo hospedeiro.
352
CICLO
BIOLÓGICO
É do tipo monoxênico; fêmeas e machos que habitam o intestino grosso se reproduzem
sexuadamente e os ovos são eliminados para o meio externo com as fezes.
A sobrevivência dos vermes adultos no homem é estimada em cerca de três a quatro anos,
cm base no período de eliminação da infecção de populações que migram de uma área
endêmica para outra área sem transmissão.
353
CICLO
BIOLÓGICO
A fêmea fecundada elimina de 3.000a 20.000 ovos por dia, sugerindo uma reposição diária
de 5% a 30% dos cerca de 60.000 ovos encontrados no útero.
O embrião contido no ovo recém-eliminado se desenvolve no ambiente para se tornar
infectante.
354
CICLO
BIOLÓGICO
O período de desenvolvimento do ovo depende das condições ambientais; a temperatura
de 25ºC, o processo de embriogênese ocorre em cerca de 21 dias, enquanto a 34°C a
embriogênese ocorre em 13 dias.
Os ovos infectantes podem contaminar alimentos sólidos e líquidos, podendo, assim, serem
ingeridos pelo homem.
355
CICLO
BIOLÓGICO
As larvas de T. trichiura eclodem através de um dos poros presentes nas extremidades do
ovo, no intestino delgado do hospedeiro.
Estudos in vitro indicam que o processo de eclosão das larvas do parasito é estimulado pela
exposição sequencial dos ovos aos componentes do suco gástrico e do suco pancreático.
356
PATOGENIA
Geralmente esse verme causa parasitismo baixo, e através de sua ação tóxico-alérgica,
acabem gerando alterações pequenas e restritas aos locais de infecção (ceco e
apêndice).
Por causa de sua penetração na mucosa intestinal, geram pequenas hemorragias,
sendo que, o sangue liberado serve de alimento para o parasita.
Os sintomas característicos são a diarreia e a enterorragia.
357
PATOGENIA
Em infecções mais severas, podem ser notados sintomas como anemia, queda de
hemoglobina, anorexia e prolapso retal. Em infecções intensas e crônicas, o parasito se
distribui por todo o intestino grosso, atingindo também a porção distal do íleo ereto.
Desta maneira, os sintomas relatados estão associados a distúrbios locais, como dor
abdominal, disenteria, sangramento e prolapso retal, bem como alterações sistêmicas,
como perda do apetite, vômito, eosinofilia, anemia, desnutrição, retardamento no
desenvolvimento físico.
358
DIAGNOSTICO
Clínico: O quadro clínico associado à tricuríase não é especifico, portanto deve ser confirmado
com o diagnóstico laboratorial.
Laboratorial: O diagnóstico específico da Tricuríase é geralmente realizado pela demonstração
dos ovos do parasito nas fezes.
Ovos de T. trichiura são produzidos e eliminados nas fezes do hospedeiro em quantidades
relativamente elevadas, facilitando o diagnóstico parasitológico pelos métodos de exame de
fezes de rotina.
Para estudos epidemiológicos em áreas endêmicas, o método mais utilizado para o diagnóstico.
359
TRATAMENTO
Dados epidemiológicos indicam que estes medicamentos são igualmente eficientes na
expulsão do parasito.
Para o tratamento de pacientes sintomáticos, em geral recomenda-se o uso de
mebendazol 100mg, duas vezes ao dia por três dias consecutivos ou albendazol, 400mg
em dose única.
360
TRATAMENTO
A maioria dos efeitos colaterais relatados, como tonturas, dores abdominais, vômitos,
náuseas, também são frequentes na população infectada. Por outro lado, a eficácia do
albendazol na cura dos pacientes com tricuríase foi muito baixa, comparada com outros
helmintos.
361
TRATAMENTO
Estudos epidemiológicos em área de alta prevalência de tricuríase têm indicado que esta
redução na intensidade da infecção produz uma significante melhoria na sintomatologia
associada as infecções intensas, justificando o uso de quimioterapia em massa para
tratamento de crianças que vivem em áreas de alta prevalência.
Ancylostoma duodenali
363
Agentes biológicos: Ancylostoma duodenali
Mecanismo de transmissão: Oral/transcutanea por L3
Localização ou habitat: Intestino delgado
Formas do parasita: Ovos, larvas e adultos.
Forma responsável pelo diagnostico: Ovos
Como ocorre: São eliminados nas fezes
364
Patogenia: sensação de picada, hiperemia, prurido e edema resultante do processo
inflamatório as lesões são mais exacerbadas nas reinfecções. Pode causar dermatites,
alterações pulmonares. Além disso as reservas de Ferro e a dieta alimentar de Ferro são
insuficientes para suprir as perdas desse microelemento, causada pelo hematofagismo.
Diagnostico: clinico é observação de alterações cutâneas, pulmonares e intestinais seguidos ou
não de anemia em ambos os casos a certeza será alcançado com o exame de fezes indica a
presença de ovos.
Principais métodos: Hoffmann e Mifc
366
Ovo de ancilostomídeo
367
Strongyloides stercoralis
368
Strongyloides stercoralis
369
Larva rabditoide de Strongyloides stercoralis Verme adulto macho de vida livre de S.
stercoralis em amostra fecal corada pelo
lugol. Notar a presença de um ovo deA.
lumbricóides (seta).
370
371
Agentes biológicos: Strongyloides stercoralis
Mecanismo de transmissão: hetero ou primoinfecção penetração de larvas filarióides
infectantes nas áreas de pele mais fina dos com alimentos são capazes de penetrar pela
mucosa bucal ou esofagiana mas parece que não resistem ao suco gástrico.
Auto infecção interna larvas rabditóides ainda na luz intestinal transformam-se em
larvas filarióides que penetram na mucosa intestinal alcançando os vasos sanguíneos
indodireto par ventrículo direito e pulmões sobem a arvore brônquica e são deglutidas.
(fase crônica da doença).
Disseminada frequentemente é fatal ocorre em pacientes geralmente com
imunodepressão.
372
Auto infecção externa larvas rabditóides presentes na região perianal transformam-se
em larvas filarioides e ai penetram alcançando vasos sanguíneos de via pulmões
novamente chegam ao intestino delgado.
Localização ou habitat: Duodeno e porção superior do jejuno.
Forma responsável pelo parasitismo: Fêmeas parterogenicas
Forma responsável pelo diagnostico: Larvas rabdicóides
373
Patogenia: varia de carga parasitaria, adquirida, estado nutricional e a resposta nutricional do
individuo. Nas infecções maciças ou crônicas as alterações pulmonares e intestinais são graves
podendo ocorrer à morte do paciente. Obs: frequentemente as alterações pequenas não
causam nenhuma sintomatologia que indique parasitismo.
Diagnostico: laboratorial pesquisa de larvas nas secreções bronco pulmonar e/ou duodenal,
coprocultura, intradermoreação antígeno feito de larvas filarióides liofilizadas e testes
imunológicos imunofluorescencia indireta, ELISA.
Principais método: Moraes e rugai.
374
Taenia ssp
375
Ovo de Taenia
Grãos de pólen, esporos e células vegetais,
os quais podem ser confundidos com ovos
de helmintos.
Verme adulto de Taenia spp: parte do estróbilo
que é formado por proglotes.
376
Agentes biológicos: Taenia ssp
Mecanismo de transmissão: Ingestão de carne de suíno crua ou mal cozida contendo
cisticercos.
A cisticercose humana é adquirida pela ingestão acidental de ovos viáveis da t. solium podendo
citar auto infecção externa o homem elimina proglotes e os ovos de sua própria tênia são
levados até a boca pelas mãos contaminadas ou pela coprofagia.
Auto infecção interna durante vômitos e/ou movimentos retroperistálticos do intestino
delgado.
Heteroinfecção o homem ingere juntamente com os alimentos contaminados ovos de Tênia
solium de outro paciente
377
Agentes biológicos: Taenia ssp
Localização ou habitat: Intestino delgado
Formas do parasita: Ovos, larvas e adultos proglote e proglote grávida.
Forma responsável pelo diagnostico: Ovos
Diagnostico: parasitológico é feito à pesquisa de proglotes e mais raramente ovos de tênias
nas fezes. Imunológicos reação de fixação do complemento, hemaglutinação indireta e reação
imunoenzimatica.
Principais métodos: Moraes e rugai
378
Patogenia: pode causar fenômenos tóxicos alérgicos, através de substancias excretadas,
provocar hemorragia através da fixação na mucosa, destruir o epitélio e produzir
inflamação com infiltrado celular com hipo e hiper secreção de muco.
Com o crescimento do mesmo leva a uma competição com o hospedeiro provocando
consequência maléficas para o mesmo com tonturas, astenia, apetite excessivo, náuseas
vômitos, alargamento do abdômen perda de peso essas são algumas patogenias
observadas no decorrer da infecção.
379
Taenia Solium - Ciclo
380
Taenia Sarginata - Ciclo
381
Hymenolépis nana e diminuta
382
Ovo de Hymenolepis nana Ovo de Hymenolepis diminuta
383
384
Agentes biológicos: Hymenolépis nana e a diminuta
Mecanismo de transmissão: Ingestão de ovos presentes nas mãos ou em alimentos
contaminados e geralmente o parasito é mais frequente em crianças do que em adultos que
possivelmente já alguma vez no passado ter adquirido o parasito e ocorrendo a formação da
resposta imunológica
Localização ou habitat: Intestino delgado principalmente íleo e jejuno
Formas do parasita: Ovos, larvas e adultos.
Forma responsável pelo diagnostico: Ovos
Porque: Eliminados nas fezes
Patogenia: leva a agitação, insônia, irritabilidade, diarréia, dor abdominal e raramente
sintomas nervosos podendo levar a ataques epiléticos em varias formas incluindo cianose
perda de consciência e convulsões.
Diagnostico: exame de fezes encontrando ovos característicos
Principais métodos: Roffman, Tamização e Mifc.
385
Schistosoma mansoni
386
Ovo de Schistosoma mansoni
387
Ciclo - Schistosoma mansoni
388
Agentes biológicos: Schistosoma mansoni
Mecanismo de transmissão: Penetração ativa de cercarias na pele ou mucosa
Localização ou habitat: Sistema porta hepático
Formas do parasita: Ovos, miracídeos, cercaria , esporocisto
Forma responsável pelo parasitismo: Adultos
Forma responsável pelo diagnostico: Ovos
Porque: São cercarias na água que penetram na pele
389
Patogenia: esta ligada a vários fatores como cepa do parasito, carga parasitaria adquirida,
idade, estado nutricional.
As alterações podem levar a um quadro de forma hepatoesplenica e as formas pulmonares.
As cercarias causam dermatite cercariana ou dermatite do nadador penetram na pele do
homem levando a erupção urticariforme e é seguida dentro de 24 horas por eritema, edema,
e pequenas pápulas de dor.
390
Os esquistossômulos 1 a 2 dias após a penetração que são levados aos pulmões a partir
da 2º semana após a infecção podem ser encontradas no sistema porta intra-hepatico
nessa fase pode haver linfademia generalizada, febre.
Ovos causam em grande numero hemorragias, edemas da submucosa e fenômenos
degenerativos com formações ulcerativas.
391
Diagnostico: clinico deve-se levar em conta o estagio da doença além disso é fundamental
importância a anamnese do paciente. Laboratorial: exame de fezes métodos esse que são
baseados na alta densidade dos ovos ou por método de concentração por tamização; Biopsia
ou raspagem da mucosa retal e imunológicos com reação intradérmica, fixação do
complemento, reação de hemaglutinação indireta, radioimunoensaio, ELISA e demais testes.
Principais métodos: Hoffman e Mifc.
392
Fasciola hepática
393
Ovo de Fasciola hepatica Ovo de Fasciola hepatica liberando o miracídio
394
Fasciola hepática
395
Agentes biológicos: Fasciola hepática
Mecanismo de transmissão: Ingestão de metacercarias
Localização ou habitat: Vesícula e canais biliares
Formas do parasita: Ovos, miracideos, cercarios, metacercarias,vermes adultos
Forma responsável pelo diagnostico: Ovos
Principais métodos: Hoffman
Diagnostico: pode ser feito a pesquisa de ovos nas fezes ou na bile; imunológicos oferecem
maior segurança porem pode cruzar com esquistossomose e hidatidose esses métodos são
intradermorreação, imunofluorescencia, reação fixação do complemento e ELISA.
396
Agentes biológicos: Fasciola hepática
Patogenia: a presença do verme jovem dentro
parênquima parece que ocorre com ajuda de
ação enzimática assim a liquefação dos tecidos
hepáticos através da enzima produzida pelo
verme esse parasito jovem lesa também vasos
sanguíneos intra-hepáticos, causando necrose
total ou parcial de lóbulos hepáticos.
397
Agentes biológicos: Fasciola hepática
Formas adultas dentro dos ductos biliares provocam
ulcerações e irritações do endotélio dos ductos
levando a hiperplasia epitelial. Essas alterações levam
a uma diminuição do fluxo biliar, provocando cirrose e
insuficiência hepática.
398
Giárdia lamblia
399
Agente biológico: Giárdia lamblia
Mecanismo de transmissão: Ingestão de cistos maduros
através de ingestão de águas superficiais sem tratamento ou
deficientes de tratamento alimentos contaminados por
baratas e moscas também pessoa a pessoa.
Localização ou habitat: Intestino delgado
Formas do parasita: Cistos: oval, tetranucleado quando
corado pode mostrar uma delicada membrana destacada no
citoplasma no seu interior pode-se encontrar de dois a quatro
núcleos e um numero variável de fibrilias e corpos escuros em
forma de meia lua.
400
Trofozoitos: forma de pera com simetria bilateral,
a face dorsal é lisa e convexa enquanto que a fase
ventral é côncava apresentando uma estrutura
semelhante a uma ventosa ele também
apresenta quatro pares de flagelos.
401
Forma responsável pelo parasitismo: trofozoitos
Forma responsável pelo diagnostico: Cistos, trofozoitos em fezes.
Forma infectante Sim/Não: sim
Como ocorrre: Pela ingestão de cisto eliminadosnas fezes
Patogenia: causa diarréia e má absorção intestinal pode causar também mudanças na
arquitetura da mucosa levando a uma atrofia parcial ou total das vilosidades o mecanismo no
qual a mucosa é lesada não é bem conhecido
Diagnostico; para confirmar a suspeita clínica, deve-se fazer exame de fezes nos pacientes para
identificação de cistos ou trofozoitos nas fezes. Imunológico devido a possível dificuldade de
encontrar cistos nas fezes utiliza-se de Imunofluorescencia indireta e método de ELISA.
Principais métodos: Hoffmann, Mifc / direto (fezes diarréicas).
402
BALANTIDIUM
ENDOLIMAX
ENTAMOEBA
‘
403
Ciclo - Balantidium Coli
404
Ciclo – Endolimax ssp
Ciclo – Entamoeba ssp
405
406
Balantidium - Endolimax - Entamoeba
CISTOS
407
Malária
408
409
410
MALARIA
Agentes biológicos: Plasmodium sendo: P. falciparum, P. vivax e P. malariae.
Mecanismo de transmissão: ocorre pela inoculação de esporozoitos durante a picada de
mosquitos fêmea do gênero anopheles. Esses mosquitos alimentam-se de pouca quantidade
de sangue dessa forma necessitam de repetir os repastos sanguíneos com mais frequências.
A transmissão congênita apesar de muito rara pode ocorrer outro mecanismo de transmissão
que também pode ocorrer é através de transfusão sanguínea de sangue de doadores na fase
crônica sem sintomatologia aparente e contaminação através de seringas contaminadas.
411
MALARIA
Localização ou habitat: varia conforme a fase do ciclo evolutivo do parasito no homem temos
formas parasitando os hepatócitos durante a fase pré – eritrocítica e formas parasitando
hemácias durante a fase eritrocítica.
No mosquito encontramos formas
parasitarias principalmente no estomago e
glândulas salivares do mosquito.
412
Formas do parasita: esporozoito; trofozoito jovem; trofozoito maduro; esquizonte; rosácea;
merozoito; macrogametócito; microgametócito; ovo ou zigotoe oocisto
Forma responsável pelo parasitismo no mosquito: esporozoitos
Forma responsável pelo parasitismo no homem: esporozoitos, merozoitos, trofozoito
jovem; trofozoito maduro; esquizonte; rosácea; merozoito.
Forma responsável pelo diagnostico: trofozoitos e gametocitos
Porque: pois os esporozoitos são inoculados pelo mosquito depois de fazer ao fazer repasto
sanguíneo.
413
Patogenia: P. falciparum, causador da terçã
maligna, é capaz de levar o paciente a morte além
disso essa espécie possui cepas resistentes aos
medicamentos usuais, de letalidade mais elevada.
Antes de o paciente apresentar o 1º acesso
malárico ele relata sintomas gerais de mal-estar,
dor de cabeça e indisposição. Em seguida, a febre
acentua-se e alguns dias depois o doente
apresenta o acesso malárico que é caracterizado
por calafrio, suor e calor.
414
Este apesar da febre começa a tremer de frio e procura –se cobrir com cobertores cerca de 30
minutos após cessa a sensação de frio e o paciente começa a sentir um calor intenso quando
então a febre se eleva para 39 a 41ºC permanece assim por cerca de 2 horas quando se sente
aliviado e muitas vezes é capaz de ir até trabalhar.
Nas infecções crônicas pelo P. malária e há um
envolvimento renal, especialmente em crianças,
determinando uma síndrome nefrótica.
Na malária o fígado e o baço juntamente com outros
órgãos linfoides apresentam –se tipicamente
aumentados de volume.
415
Alguns conceitos importantes em Malária: período pré-patente que vai desde a inoculação
do esporozoito até o aparecimento das primeiras formas sanguíneas. Período de incubação
desde a inoculação do esporozoito até o aparecimento dos primeiros sintomas.
Períodos: premunição presença de anticorpos circulantes juntamente com a presença de
parasitas em níveis mais baixos. Recrudescência é quando terminado os sintomas o paciente
mostra cura clinica aparente e um ou dois meses depois volta a apresentar os acessos
maláricos é mais frequente no P. falciparum. Recaída após a fase aguda o doente cura-se
clinicamente, mas alguns anos depois apresentam novos acessos maláricos acredita-se que
seja uma reativação do ciclo eritrocitario.
416
Diagnostico: parasitológico exame de sangue em esfregaços para evidenciação do parasito,
imunológico ELISA, hemaglutinação, imunofluorescencia indireta e fixação do complemento.
Principais métodos: teste da gota espessa corado pelo Gimsa e esfregaço sanguíneo em
camada delgada. ELISA, hemaglutinação, imunofluorescencia indireta e fixação do
complemento.
417
CHAGAS
418
CHAGAS
419
CHAGAS
420
CHAGAS
422
CHAGAS
Agentes biológicos: trypanosoma cruzi
Mecanismo de transmissão: transmissão pelo vetor mecanismo de maior importância
epidemiológica a infecção ocorre pela penetração de tripomastigotas metacíclicos eliminados
nas fezes de triatomineos durante hematofagismo em solução de continuidade da pele ou
mucosa integra. Outras formas de transmissão: transfusão sanguínea, transmissão congênita,
acidentes de laboratório, transmissão oral, coito e transplante.
Localização ou habitat: coração, esôfago, colon dentre outros.
423
CHAGAS
Formas do parasita: formas tripomastigotas largas, encontradas no sangue circulante, formas
epimastigotas, e tripomastigotas encontradas em dejetos de triatomineos e meios de cultura.
Forma responsável pelo parasitismo no triatomineo: tripomastigotas que no estomago do
inseto eles se transformam em formas arredondadas e epimastigotas. No intestino médio os
epimastigotas se multiplicam por divisão binária simples sendo responsáveis pela manutenção
da infecção no vetor.No reto, porção terminal do tubo digestivo, os epimastigotas se
diferenciam em tripomastigotas sendo eliminados nas fezes ou urina do triatomineo.
424
Forma responsável pelo parasitismo no homem: No hospedeiro vertebrado e na cultura de
tecidos são encontradas intracelularmente as formas amastigotas, as formas epimastigotas e
as formas extracelulares presentes no sangue circulante.
Forma responsável pelo diagnostico: nos hospedeiros vertebrados são encontradas
intracelularmente as formas amastigotas, as formas epimastigotas e as formas extracelulares
presentes no sangue circulante.
Forma infectante Sim/Não: tripomastigota metacíclico é a forma mais natural da infecção no
hospedeiro vertebrado
Porque: é a forma mais natural da infecção no hospedeiro vertebrado
425
Patogenia: os fatores dependem do
parasito polimorfismo, tropismo,
virulência, constituição genética e
antigênica, numero de parasitos
inoculados, cepas ou raça dentre outros.
Fase aguda inicia-se através das
manifestações locais as lesões aparecem
em 50% dos casos dentro de 4 – 10 dias
após a picada do barbeiro regredindo de 1
ou 2 meses as manifestações gerais são
representadas pós febre.
426
Edema localizado e generalizado,
hepatomegalia, esplenomegalia e às vezes
insuficiência cardíaca e perturbações
neurológicas o óbito quando acontece é
devido à meningoencefalíte aguda ou à
insuficiência cardíaca crônica após
permanecerem por vários anos com o
passar do tempo apresentam
sintomatologia relacionada com o sistema
cardiocirculatório, digestivo ou ambos ao
mesmo tempo. Ocorre alteração de
inervação colinérgicos e adrenérgicos.
427
Diagnostico: os métodos laboratoriais apresentam diferentes resultados se aplicados na fase
aguda ou crônica da infecção. Na fase aguda observa-se alta parasitemia, presença de
anticorpos inespecíficos e inicio de formação de anticorpos específicos IgM e IgG que podem
atingir níveis elevados nesta fase recomenda-se pesquisa direta e se necessário pesquisa
indireta do parasito.
Usa – se na fase aguda sangue a fresco com gota de sangue colocada entre lâmina e lamínula,
exame de sangue em gota espessa, esfregaço sanguíneo corado pelo Giemsa Imunológico
imunofluorescencia indireta e ELISA. Fase crônica xenodiagnostico, hemocultura, sorológico
imunofluorescencia indireta, ELISA e fixação de complemento.
428
Principais métodos: Usa-se na fase aguda sangue a fresco com gota de sangue colocadaentre
lâmina e lamínula, exame de sangue em gota espessa, esfregaço sanguíneo corado pelo
Giemsa Imunológico imunofluorescencia indireta e ELISA.
Fase crônica xenodiagnostico, hemocultura, sorológico imunofluorescencia indireta ELISA e
fixação de complemento.
429
TOXOPLASMOSE
430
Congênita
Toxoplasmose
Ocular
431
Toxoplasmose oocisto
432
LEISHIMANIOSE
433
TOXOPLASMOSE
Agentes biológicos: toxoplasma gondii
Mecanismo de transmissão: ingestão de oocistos presentes por três vias principais, ingestão
de oocistos presentes em jardins, caixas de areia, latas de lixo ou disseminados
mecanicamente por moscas, baratas e minhocas. Ingestão de cistos encontrados em carne
crua ou mal cozida especialmente de porco e de carneiro. Congênita ou transplacentaria cerca
de 40% dos fetos podem adquirir. Ingestão de taquizoitos em leite contaminado ou de saliva
434
Localização ou habitat: pode ser encontrado em vários tecidos e células exceto hemácias e
líquidos orgânicos como saliva, leite, esperma, liquido peritoneal dentre outros.
Formas do parasita: taquizoitos, bradizoitos, esporozoitos que são as formas infectantes
porem as principais formas do ciclo evolutivo são taquizoitos, bradizoitos oocisto.
Forma responsável pelo parasitismo nofelino: esporozoitos, bradizoitos ou taquizoitos ao
penetrarem no epitélio do intestino do gato se multiplicou por endodiogenia e merogenia
dando origem a vários merozoitos.
435
Forma responsável pelo parasitismo no homem: bradizoitos é a forma encontrada em vários
tecidos (muscular esquelético, cardíaco, nervoso e retina) geralmente durante a fase crônica da
doença.Taquizoito é a forma encontrada na fase aguda da infecção sendo também denominada
de forma proliferativa, forma livre ou trofozoito.
Hospedeiro intermediário: homem
Hospedeiro definitivo: gato
436
Forma responsável pelo diagnostico: presentes em exsudatos, liquor, leite, sangue
encontramos os taquizoitos melhor evidenciado por centrifugação, biopsia de tecidos
encontrara cistos.
Forma infectante Sim/Não: sim taquizoitos, cistos e oocistos.
Porque: oocisto forma de resistência, pois possui uma parede dupla e resistente às condições
do meio ambiente.
437
Patogenia: alguns fatores importantes tais como a cepa do parasito, resistência da pessoa e o
modo pelo qual ela se infectou. Toxoplasmose congênita, as consequências para o feto, da
toxoplasmose materna dependeram do grau de exposição do feto aos toxoplasmas, da
virulência da cepa, da capacidade dos anticorpos maternos protegeram o feto e do período da
gestação.
No 1º trimestre pode ocorrer aborto no 2º trimestre aborto ou nascimento prematuro,
podendo apresentar-se normal ou já com anomalias graves e no 3º trimestre a criança pode
nascer normal e apresentar evidencias da doença tais como miocardite,
hepatoesplenomegalia, edemas, miocardite, anemia, trombocitopenia e lesões oculares.
438
Toxoplasmose pós-natal dependendo da localização pode provocar comprometimento
ganglionar ou febril aguda é a forma mais frequente encontrada tanto em crianças e adultos,
mas é mais comum em mulher jovem podendo levar a outras complicações como nos olhos
uveite e coriorretinite, cutânea formando lesões generalizadas na pele geralmente é de
evolução rápida e fatal.
439
Diagnostico: presentes em exsudatos, liquor, leite, sangue encontramos os taquizoitos melhor
evidenciado por centrifugação, biopsia de tecidos encontrara cistos.
Principais métodos: é obtido durante a fase aguda em exsudatos, líquor, leite, sangue etc,
encontrando-se forma de taquizoitos melhor evidenciados por centrifugação. Imunológicos
anticorpos circulantes correspondem à fase da doença. Teste do corante (RSF), reação de
fixação do complemento, imunofluorescecia indireta, hemaglutinação e ELISA.
440
LEISHIMANIOSE
441
LEISHIMANIOSE
442
LEISHIMANIOSE TEGUMENTAR
443
LEISHIMANIOSE
444
LEISHIMANIA TEGUMENTAR AMERICANA
Agentes biológicos: leishmania braziliensis, leishmania guyanensis, leishmania amazonensis.
Mecanismo de transmissão: ocorre pela picada de insetos hematófagos pertencentes ao gênero
lutzomyia ao exercer o hematofagismo, a fêmea do flebotomineo corta com suas mandíbulas o tecido
subcutâneo logo abaixo da epiderme, formando sob esta um afluxo de sangue, onde são inoculadas as
formas promastigotas infectantes provenientes das regiões anteriores do trato digestivo.
445
LEISHIMANIA TEGUMENTAR AMERICANA
Localização ou habitat: amastigotas são encontradas nas células do sistema mononuclear
fagocitário no hospedeiro vertebrado, principalmente macrófagos residentes na pele.
Promastigotas e Paramastigotas são encontradas no tubo digestivo dos flebotomineos livres ou
aderidos ao epitélio intestinal respectivamente.
446
LEISHIMANIA TEGUMENTAR AMERICANA
Formas do parasita: amastigotas ovovides, o citoplasma se cora de azul pálido corados pelo
Gimsa ou Leishman e não há flagelo livre.
Promastigotas formas alongadas em cuja região anterior emerge um flagelo livre no qual
frequentemente é maior que o corpo.
Paramastigotas ovais com cinetoplasto margeando o núcleo ou posterior a este e um pequeno
flagelo livre, são encontradas aderidas ao epitélio do trato digestivo do vetor pelo flagelo
através de hemidesmossamas.
Forma responsável pelo parasitismo: amastigotas, Promastigota, Paramastigotas.
447
Forma responsável pelo diagnostico: em exame histopatológico encontra-se formas
amastigotas em lesões recentes é facilmente encontradas as formas amastigotas já em lesões
crônicas as formas amastigotas são praticamente escassas e precisa de muita paciência do
microscopista.
Forma infectante: promastigotas
Porque: ela é inoculada pelo inseto ao exercer o hematofagismo
448
Patogenia: leishmaniose cutânea: caracteriza-se
pela formação de ulceras evoluem para formas
vegetantes verrugosas ou framboesiformes a
densidade de parasitos nos bordos da ulcera
formada é grande nas fases iniciais da infecção
com tendência a escassez nas úlceras crônicas.
Leishmaniose cutâneomucosa as regiões mais
afetadas são nariz, faringe, boca, laringe o 1º
sinal de comprometimento mucoso manifesta-se
por eritema e discreto infiltrado inflamatório no
septo nasal resultando em coriza e
posteriormente em um processo ulcerativo.
Leishmaniose cutânea difusa formação de lesões
ulcerativas por toda pele, contendo grande
numero de amastigotas provocada por parasitos
do complexo mexicana a doença caracteriza-se
por curso crônico e progressivo por toda vida do
paciente.
449
Diagnostico: em exame histopatologico encontra-se formas amastigotas em lesões recentes é
facilmente encontradas as formas amastigotas já em lesões crônicas as formas amastigotas são
praticamente escassas e precisa de muita paciência do microscopista.
Principais métodos: exame direto de esfregaços corados feitos de biopsia corados por
Leishman ou Gimsa. Testes imunológicos teste de Montenegro, reação de imunofluorescencia
ou hemaglutinação indireta.
450
LEISHIMANIA VISCERAL AMERICANA
Agentes biológicos: leishmania donovani, leishmania infantum, leishmania chagasi.
Mecanismo de transmissão: a transmissão da L. chagai é feita através da picada da fêmea L.
longipalpis as formas promastigotas infectantes nadando livremente na proboscida do vetor
são inoculadas durante o repasto sanguíneo
Localização ou habitat: são encontradas nas células do sistema mononuclear fagocitário no
hospedeiro vertebrado, principalmente macrófagos no homem localiza-se em órgão como
linfóides como medula óssea, baço e linfonodos. No invertebrado as formas promastigotas e
paramastigotas são encontradas ocupando o lúmen do trato digestivo.
451
Formas do parasita: amastigotas ovóides, o citoplasma se cora de azul pálido corados pelo
Gimsa ou Leishman e não há flagelo livre. Promastigotas formas alongadas em cuja região
anterior emerge um flagelo livre no qual frequentemente é maior que o corpo.
Paramastigotas ovais com cinetoplasto margeando o núcleoou posterior a este e um
pequeno flagelo livre, são encontradas aderidas ao epitélio do trato digestivo do vetor pelo
flagelo através de hemidesmossamas.
452
Forma responsável pelo parasitismo: amastigotas, Promastigota, Paramastigotas.
Forma responsável pelo diagnostico: amastigotas
Forma infectante: promastigotas
Porque: ela é inoculada pelo inseto ao exercer o hematofagismo
453
Patogenia: ocorre a visceralização das amastigotas, ou seja, migração para as vísceras
principalmente órgãos linfóides uma vez ocorrida a visceralização, as formas amastigotas são
encontradas dentro de macrófagos residentes nos órgãos, ou, raramente, livres, nos espaços
teciduais os órgãos ricos em células do SMF são os mais densamente parasitados, tais como a
medula óssea, baço, fígado e linfonodos embora macrófagos infectados ocasionais possam ser
encontrados em todos os tecidos incluindo sangue, pele, pulmões, rins, testículos, meninges e
outros. Pode causar alterações esplênicas (aumento do baço inclusive ruptura do órgão),
hepáticas (hepaomegalia), alterações no tecido hemocitopoético (medula óssea parasitada),
alterações renais, alterações pulmonares (pneumonite intersticial) dentre outras.
454
Diagnostico: o parasito pode ser demonstrado em punção de medula óssea, fígado e baço, através de
esfregaços corados pelo Gimsa, semeadura em meios de cultura NNN ou inoculação em hamster.
Principais métodos: cortes histopatológicos, métodos imunológicos fixação do complemento,
imunofluorescência indireta, ELISA
Pulga Carrapato
PiolhoÁcaro
EC
TO
PA
R
A
SI
TO
S
METODOLOGIAS
Bônus
461
METODO PARA CONSERVAÇÃPO DE FEZES
FRIO: coloca-se o recipiente na geladeira ou em caixas contendo gelo e serragem. Enquanto a
temperatura permanecer de 5 a 10º não haverá putrefação e as fezes podem ser examinadas 2 ou 3 dias
após a emissão das mesmas.
FORMOL 5% : as fezes devem ser bem homogeneizadas nessa solução colocar as fezes num vidro de boca
larga que comporte o material, mais o dobro do volume de formol 5% homogeneizar bem as estruturas
permanecem conservados por mais de um mês.
MIF: é a sigla de um conservador muito difundido, cujas iniciais significam Mertiolato (ou
mercuriocromo), Iodo e Formol. No momento da microscopia adicionar gotas de lugol para corar os cistos
porventura existentes.
MÉTODOS PARASITOLOGICOS
Qualitativos: são aqueles que acusam a presença de parasitos intestinais, mas não o seu numero
provável.
Quantitativos: são os que permitem a contagem dos ovos nas fezes e indicam a quantidade provável de
vermes no paciente.
462
HOFFMAN (sedimentação espontânea): usado para diagnosticar ovos de helmintos. Empregado também
para evidenciar larvas de helmintos e cistos de protozoários.
Frasco de borrel com fezes, água e bastão. Cálice com a gaze e modo de transferir as fezes dissolvidas na
água. Cálice com o sedimento pronto para exame e o liquido sobrenadante
• Aproximadamente 2g de fezes são colocados em um frasco de Borrel com cerca de 5 ml de água,
triturar bem com bastão de vidro.
• Acrescentar mais 20ml de água
• Filtrar a suspensão para um cálice cônico de 200ml de capacidade, por intermédio de tela metálica ou
tecido de náilon com cerca de 80 a 100 malha por cm², ou gaze cirúrgica dobrada em quatro.
• Os detritos contidos na tela, no náilon ou gaze são lavados com mais 20ml de água, agitando-se
constantemente com bastão de vidro, devendo o líquido da lavagem ser recolhido no mesmo cálice.
• Essa suspensão de fezes é deixada em repouso durante 24 horas
• Completar o volume do cálice com água
• Findo esse tempo, observar o aspecto do líquido sobrenadante para tomar uma das duas alternativas:
• O liquido está turvo descartá-lo cuidadosamente sem levantar ou perder o sedimento e colocar mais
água até o volume anterior e deixar por mais 60 minutos em repouso.
• O liquido está limpo e o sedimento bom: proceder à colheita do sedimento para o exame.
HOFFMAN
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QUALITATIVOS
FAUST (centrifugo-flutuação): usado para pesquisa de cistos de protozoários;
Diluir 10g de fezes em 20 ml de água filtrada
Homogeneizar bem
Filtrar através de gaze, dobrada em quatro, num tubo de Wassermann.
Centrifugar por 2500rpm
Desprezar o liquido sobrenadante e a matéria depositada é ressuspensa em água e centrifugada mais
duas ou três vezes, até que o liquido sobrenadante fique claro.
Depois da ultima lavagem, a água sobrenadante é desprezada e o tubo é cheio com 2ml de uma solução
de sulfato de zinco a 33% com densidade 1180.
Centrifugar novamente por 2500rpm
Os cistos (e ovos) presentes estarão numa película flutuante; a mesma é recolhida com alça da platina,
colocada numa lâmina junto com uma gota de lugol e coberta com lamínula.
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Método de sedimentação por centrifugação (MIFC)
Usado para diagnostico de ovos de helmintos e cistos de protozoários
• Colher as fezes recém emitidas em liquido conservador mif
• Homogeneizar bem
• Filtrar um a dois ml da suspensão num tubo cônico para centrifugação
• Acrescentar quatro a 5ml de éter sulfúrico e agitar vigorosamente
• Centrifugar por um minuto a 1500rpm
• Com auxilio de bastão, retirar a camada de detritos.
• Desprezar o liquido
• Com algodão, se limpa as paredes do tubo.
• Acrescentar ao sedimento gotas de salina e/ou lugol
• Com pipeta colher uma gota, colocar na lâmina, cobrir com lamínula, levar ao microscópio examinar
com aumento de 10x e 40x.
METODO QUANTITATIVO
Método de Kato e cols
Método de stoll-hausheer
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8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
8.1 BÁSICAS:
NEVES, D.P. Parasitologia Humana. 11 ed. São Paulo: Atheneu, 2005
FERREIRA, W., ÁVILA, S.L.M. Avaliação de métodos diagnóstico. 2 ed. Rio de Janeiro:
Guanabara-Koogan, 2001
PESSOA, S.B., MARTINS, A.V. Parasitologia Medica. 11 ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 1988.
8.2 COMPLEMENTARES:
CIMERMAN, B. Parasitologia humana e seus fundamentos gerais. 2 ed. São Paulo:
Atheneu, 2005.
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2002.
Ferreira, Marcelo Urbano. Fundamentos biológicos da parasitologia humana, 2003, Barueri:
Manole, 2003
Coelho, Carlos. Manual de Parasitologia humana, 2ª. Edição, editora ulbra 2005.
NEVES, D.P. Parasitologia Dinâmica. 2 ed. São Paulo: Atheneu, 2006
PARASITOLOGIA
BÁSICA E CLÍNICA
INSTITUTO EDUCACIONAL E TECNOLÓGICO
EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA.
www.insapiens.com.br
Autor: Marcelo Erik Lopes - Empresário e Professor Universitário.
Biomédico e Especialista em Citologia Esfoliativa Cérvico Vaginal.
Farmacêutico e Mestre em Medicina Veterinária – P&D em novas
fórmulas medicamentosas.
Criador do Instituto Educacional e Tecnológico – SAPIENS.
Desenvolvedor do E-commerce – www.insapiens.com.br.
Sócio Fundador da Farmácia de Manipulação – ALPHINIA.
Criador do Projeto: Na Batida do Coração sem fins Lucrativos.
Executivo e Consultor em Laboratórios Educacionais
Universitários.