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Universidade Brasil
Graduação de Psicologia
Letícia Gabriela Marinelo Ferreira
Relatório Individual de Estágio Supervisionado Básico em Infância
Descalvado
2019
Letícia Gabriela Marinelo Ferreira
Relatório Individual de Estágio Supervisionado Básico em Infância
Relatório individual de estágio supervisionado básico em Infância da Universidade Brasil, campus Descalvado, como parte das exigências de estágio.
Orientador: Prof. Me. Renan Soares Mendes Teixeira da Cunha
Descalvado
2019
Resumo
O desenvolvimento infantil é uma parte essencial no desenvolvimento humano, dando grande destaque aos primeiros anos de vida. E o conhecimento dos responsáveis pela criança sobre as necessidades e aspectos desta fase favorece o desenvolvimento integral, pois esses cuidados diários serão uma área para o desenvolvimento infantil. A infância é marcada pelas brincadeiras que fazem parte de práticas culturais, a brincadeira permite que a criança vivencie algo prazeroso e descobrir a si mesma, fazendo assim com que desenvolva seu lado criativo. A pessoa que foi afundo na importância do brincar foi Melanie Klein, uma psicoterapeuta pós-freudiana, que trouxe um novo método: a técnica de brincar, pois a mesma percebeu que o brincar da criança pode significar muitas coisas, representando assim suas ansiedades e fantasias.
Outros pensadores que abordam o desenvolvimento infantil em suas obras são Sigmund Freud e Jean Piaget. Para Piaget, a inteligência se aprimora na medida em que a criança tem contato com o mundo, a experiência de explorar o mundo é fundamental para o desenvolvimento da mesma. Em sua visão, o desenvolvimento é dividido nos seguintes estágios: Sensório Motor (0 a 2 anos), Pré-Operatório (2 a 7 anos), Operatório Concreto (7 a 11 anos) e Operatório Formal (+11 anos). Assim, a criança aparece como principal objeto de estudos psicológicos, mas Piaget gostaria de descobrir a origem de alguns processos psicológicos. O objetivo de Piaget não era avaliar o comportamento das crianças ou outros fatores associados, e sim ver qual era o julgamento delas perante algumas situações criadas. Por outro lado, Freud, pai da psicanálise, acredita que há fases a serem superadas, o que chamamos de Desenvolvimento Psicossexual, que começa com a Fase Oral (0-18 meses), Fase Anal (18 meses – 3 anos), Fase Fálica (3 a 6 anos), Fase de Latência (6 anos até a puberdade) e Fase Genital (puberdade até a idade adulta). A principal característica do estudo da psicanálise em relação à infância baseia-se no interesse de resgatar na fala do paciente, não um fato exatamente reproduzido, mas sim o jeito que este acontecimento ficou gravado na mente do paciente, determinando seu modo de recordar do passado. Assim, pensar no infantil como um conceito da psicanálise ela passa de uma fase cronológica de experiências e fantasias para algo permanente na constituição da psique humana.
Neste trabalho, é mostrado que a instituição de ensino em que foi realizado o estágio prioriza o aprender pelo ato de brincar e atividades fora da sala de aula, inclusive utilizando os espaços do bairro, pois consideram isso muito importante para o desenvolvimento da criança, o que podemos relacionar com o que foi dito inicialmente, que a brincadeira faz parte de práticas culturais, sendo assim importante para o desenvolvimento infantil, tanto que Klein utilizou isso para tratar crianças.
Palavras-chave:
Desenvolvimento; Infância; Brincar
Sumário
Introdução	6
Atividades Práticas	11
Atividades Teóricas	15
Discussão	16
Referências	17
Introdução
De acordo com (PAPALIA,FELDMAN, 2006), a área do desenvolvimento humano se concentra no estudo científico sobre os processos que acontecem com as pessoas. Os desenvolvimentistas são empenhados no estudo sobre o desenvolvimento, eles observam as circunstancias em que as pessoas se transformam desde sua concepção até a maturidade, e também suas características que continuam supostamente estáveis. O trabalho destes cientistas pode ocasionar um impacto muito grande nas pessoas, pois os resultados das pesquisas várias vezes tem finalidades na criação, educação e saúde das crianças.
Os desenvolvimentistas, segundo (PAPALIA,FELDMAN,2006), estudam três pontos sobre o desenvolvimento: físico, cognitivo e psicossocial. O crescimento do cérebro e do corpo, habilidades sensório-motoras e a saúde fazem parte do desenvolvimento físico. Aprendizagem, memória, atenção, linguagem, pensamento e criatividade fazem parte do desenvolvimento cognitivo. Emoções, personalidade e convívio social fazem parte do desenvolvimento psicossocial.
Conforme (PAPALIA, FELDMAN,2006), apesar de que existam diferenças individuais na maneira das pessoas lidarem com os acontecimentos e questões específicos de cada período, os pesquisadores aconselham que certas necessidades básicas precisam ser satisfeitas e algumas tarefas devem ser dominadas para que haja um desenvolvimento normal.
O desenvolvimento infantil, de acordo com (SOUZA, VERÍSSIMO,2015), é uma parte essencial no desenvolvimento humano, dando grande destaque aos primeiros anos de vida. E o conhecimento dos responsáveis pela criança sobre as necessidades e aspectos desta fase favorece o desenvolvimento integral, pois esses cuidados diários serão uma área para o desenvolvimento infantil.
Segundo (QUEIROZ,MACIEL,BRANCO,2006), a infância é marcada pelas brincadeiras que fazem parte de práticas culturais, a brincadeira permite que a criança vivenciar algo prazeroso e descobrir a si mesma, fazendo assim com que desenvolva seu lado criativo. Para alguns grupos sociais, o brincar é algo essencial para o desenvolvimento infantil, assim a brincadeira passa a ser entendida como uma atividade que, além de promover esse desenvolvimento, incentiva a interação social, a formação de um cidadão crítico e reflexivo.
A pessoa que foi afundo na importância do brincar, de acordo com (FEIST, FEIST & ROBERTS, 2015), foi Melanie Klein, uma psicoterapeuta pós-freudiana, sua teoria das relações objetais já era fruto de Freud, porém haviam algumas diferenças, já que Klein colocava mais ênfase nos padrões formados pelas relações interpessoais. Melanie trouxe um novo método: a técnica de brincar, pois a mesma percebeu que o brincar da criança pode significar muitas coisas, representando assim suas ansiedades e fantasias.
Outros pensadores abordaram o desenvolvimento infantil em suas teorias, como Piaget e Freud. Segundo (FELIPE, 2007), na teoria de Jean Piaget, afirma que o conhecer é encaixar objetos de conhecimento em um certo sistema de relações a partir de uma ação realizada sobre o objeto em questão, este processo envolve a capacidade de organizar, estruturar, entender e conseqüentemente, após a fala surgir, expressar sentimentos. Sendo assim, a inteligência se aprimora na medida em que a criança tem contato com o mundo, a experiência de explorar o mundo é fundamental para o desenvolvimento da mesma.
De acordo com (FELIPE, 2007), para Piaget, o desenvolvimento é dividido nos seguintes estágios: Sensório Motor (0 a 2 anos) que é quando a criança desenvolve uma inteligência prática que é feita a partir de movimentos e percepções com suas coordenações sem usar o pensamento. No Pré-Operatório (2 a 7 anos) é o momento em que a criança desenvolve a capacidade de falar, assim se socializando mais, porém ainda é egocêntrico, assim podemos ver que a socialização se encontra pela metade, e quando a fala estiver mais aprimorada, a criança começa a questionar tudo por que para ela, tudo tem que ter uma explicação. No Operatório Concreto (7 a 11 anos) a criança adquire muitos conhecimentos, como conservação de números ou operações infralógicas. E Operatório Formal (+11 anos), de acordo com (CAVICCHIA, 2010), é a fase em que as operações desligam-se gradativamente do plano concreto, desta forma o adolescente chegará a conclusões sem a necessidade de observações e manipulações reais. 
Assim, a criança aparece como principal objeto de estudos psicológicos,mas Piaget gostaria de descobrir a origem de alguns processos psicológicos. Saber a idéia de criança na obra de Piaget significa estudar as características dos estágios citados anteriormente, já que formam algo inexplicável. (MACIEL et.al. 2016)
Em relação ao desenvolvimento cognitivo, de acordo com (MACIEL et.al. 2016), Piaget aponta as diferenças qualitativas entre o intelectual de uma criança e de um adolescente, para ele o pensamento da criança é algo voltado para o egocentrismo, diferente do pensamento desconcentrado típico do adolescente, assim surge uma questão: a criança diferencia o mundo externo do mundo interno? O egocentrismo envolve características como o realismo, animismo e artificialismo, Piaget estudou primeiro o realismo na identificação das palavras com os pensamentos, ou seja, crianças de até 11 anos acham que pensar é falar ou que as palavras são vozes que estão dentro da cabeça. Também há o animismo, que é quando a criança considera vivo tudo aquilo que é inanimado (árvores, sol, etc.), e o artificialismo que é quando a criança considera que coisas como rios, lagos, florestas, foram ‘’construídos’’ por humanos. O objetivo de Piaget não era avaliar o comportamento das crianças ou outros fatores associados, e sim ver qual era o julgamento delas perante algumas situações criadas.
Já do outro lado, temos Sigmund Freud, pai da psicanálise, segundo (MACIEL et.al. 2016), as idéias freudianas são aprendidas em uma referencia de tempo cronológico do desenvolvimento, levantando sua teoria de que há fases a serem superadas (oral, anal, fálica, latência e genital), o que chamamos de Desenvolvimento Psicossexual.
O Desenvolvimento Psicossexual, de acordo com (FEIST, FEIST & ROBERTS, 2015), começa com a fase oral (0 a 18 meses), é quando a libido está concentrada na boca, a finalidade dessa fase é receber dentro do próprio corpo o objeto escolhido, no caso o seio ou a mamadeira. Nesta fase, o bebê não sente ambivalência em relação ao objeto e com um mínimo de frustração e ansiedade, suas necessidades tendem a ser satisfeitas. Essas ansiedades podem gera um sentimento de ambivalência em relação à mãe e pela grande capacidade de seu ego defender-se do ambiente. A fase anal (18 meses a 3 anos) é quando a libido se concentra no ânus, nesta fase o bebê sente prazer pelo comportamento agressivo e em reter e expelir suas fezes. Freud acreditava que o prazer anal nas meninas era transferido para a inveja do pênis durante a fase fálica. Na fase fálica (3 a 6 anos) é quando a libido se encontra nas partes genitais, esta fase é marcada pela divisão do desenvolvimento masculino e feminino, uma separação que Freud acreditava por conta das diferenças anatômicas de ambos os sexos, fase esta em que ocorre o Complexo de Édipo nos meninos (ou Electra nas meninas) que é o desejo inconsciente do menino pela mãe e o anseio de substituir o pai. O período de latência (6 anos até a puberdade), é a fase mais calmas entre todas as outras, é marcada também pela tentativa dos pais de penalizar a atividade sexual de seus filhos pequenos, se isto for bem sucedido, as crianças irão reprimir seus impulsos sexuais e vão conduzir sua energia psíquica para outras áreas, como a escola, amizades,etc. Por fim, o período genital ( puberdade até a idade adulta), os impulsos da fase fálica voltam, é quando o adolescente foca sua energia sexual para outra pessoa, ele deixa seu autoerotismo de lado, assim os meninos vêem o órgão genital feminino como algo desejado, e vice e versa.
De acordo com (ZAVARONI, VIANA e CELES, 2006) em geral, a principal característica do estudo da psicanálise em relação à infância baseia-se no interesse de resgatar na fala do paciente, não um fato exatamente reproduzido, mas sim o jeito que este acontecimento ficou gravado na mente do paciente, determinando seu modo de recordar do passado. É importante lembrar que esse entendimento do infantil tem uma repercussão importante na analise, à medida que esta noção era construída a psicanálise ia tomando forma passando por áreas como a hipnose, associação livre, etc. Assim, Freud valorizava mais a associação livre como técnica fundamental na psicanálise. 
Ainda segundo (ZAVARONI, VIANA e CELES, 2006), Freud não considerava relevante apenas as recordações do paciente para compreender os sintomas, mas sim, a infância esquecida do sujeito. O que mantinha Freud realmente ocupado com a infância era o infantil recalcado, que sempre foi seu maior interesse. Assim, pensar no infantil como um conceito da psicanálise ela passa de uma fase cronológica de experiências e fantasias para algo permanente na constituição da psique humana.
Atividades práticas
O estágio foi realizado na creche da escola municipal, Centro de Atenção Integral à Criança (CAIC), localizado no bairro Morada do Sol, na cidade de Descalvado, no período da manhã das 8:30 as 10 horas, inicialmente, as seis estagiárias, Débora, Juliana, Letícia, Mayara, Naiara e Paola, supervisionadas pelo professor Me. Renan Soares Mendes Teixeira da Cunha tiveram uma conversa com a Daniella dos Santos Ribeiro, diretora da escola. Ela forneceu dados de como é e como funciona o Centro de Educação Infantil (CEI), que ao todo são cinco salas, e cerca de duas monitoras para cada e uma professora, com exceção dos berçários que não possuíam uma, pois segundo ela é uma exigência da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Foi informado que a observação seria realizada no maternal 2B onde a professora Renata é a responsável, pois no maternal 2A eles teriam um aluno autista, que para a diretora, ficaria muito agitado com a presença de muitas pessoas, visto que a escola estava tentando estabelecer uma rotina para ele, ela completou dizendo que a escola observou uma frequência maior do transtorno no sexo masculino e a partir disso ela relatou a busca e as dificuldades que a instituição possui para atender todas as necessidades dos alunos, como a falta de apoio de muitos pais.
Foi questionado qual era a rotina que as crianças tinham durante o período integral, e a diretora explicou que cada sala possui sua própria rotina onde apenas coincidem na hora do descanso, do lanche e do almoço, onde seguem um cardápio feito por uma nutricionista. Além disso, foi dito que as professoras possuem um livro que serve de apoio apenas para orientá-las, e que a escola prioriza o aprender pelo ato de brincar e atividades fora da sala de aula, inclusive utilizando os espaços do bairro. Ao final da conversa, a estagiaria Débora perguntou sobre o número de alunos, Daniela respondeu informando que ao todo são 90 crianças, e completou informando as idades, no berçário 1 as crianças possuem dos quatro meses a um ano, no 2 de um a dois anos, no maternal 1 de dois a três anos e o maternal 2, de três a quatro anos.
Após finalizar a conversa, as estagiárias foram direcionadas até a sala do maternal 2B, localizada no final do corredor do pátio, que no momento realizava uma atividade de dança com a professora e a monitora, na sala havia armários com caixas organizadoras, uma estante com livros, algumas caixas com brinquedos de montar, um espelho, enfeites nas paredes, garrafas PET, bonecas, assim com números feitos de EVA e cartolinas com os dias, formas geométricas e os nomes das crianças e regras estabelecidas, um tapete de EVA no qual as crianças estavam dançando que cobria o centro e a maior parte da sala, uma lousa na parede oposta aos armários, além disso, havia cadeiras para crianças em roda em volta do tapete. Eram ao todo 15 alunos, sendo 7 meninas e 8 meninos, algumas crianças pararam a atividade no momento em que as estagiarias chegaram, mas a maioria continuou dançando, a atividade foi concluída logo após a entrada das estagiárias e houve uma troca de monitora.
A professora Renata então pediu ás crianças que se sentassem no tapete laranja, pois iriam realizar uma atividade de contar, ela inicialmente entregou a cada uma um prato de plástico, e após pegar uma caixa que continha palitos de sorvete coloridos, e distribuiu cercade oito palitos para cada, depois a professora solicitou que elas colocassem um palito no prato, depois três e cinco, a monitora e a professora ajudaram as crianças que não acertaram contando novamente com elas e as perguntando quanto falta ou quantos havia a mais, a maioria consegue acompanhar a professora no contar e fazerem sozinhas. Durante essa atividade as estagiarias ficaram sentadas no chão ao lado do tapete, a estagiaria Débora foi a primeira a interagir com duas meninas ao seu lado, M e J. A professora perguntou para a monitora que estava sentada em uma cadeira ao lado do tapete, quais eram as crianças que haviam feito sozinhas e quais não, em seguida ela pediu que as crianças que colocassem no prato três palitos azuis e a menina J colocou 4 palitos, então a estagiaria Débora ajudou ela a contar com os dedos quantos palitos haviam no prato.
Ao terminar a atividade, a professora deixou que as crianças brincassem com os palitos e permitiu que fizessem o desenho que desejassem, algumas das crianças fizeram desenhos de casas, um menino fez uma figura retangular usando todos os palitos que tinha, outro menino jogou todos os palitos para fora do prato e o colocou em cima de sua cabeça, alguns escrevem sua inicial, o menino V escreveu sozinho as duas primeiras letras de seu nome, a estagiária Mayara que estava sentada perto da ponta do tapete interagiu com ele, que a chamou para mostrar seu desenho. O menino V saiu da sala sozinho para ir ao banheiro, e a monitora foi atrás, a menina J também foi ao banheiro sozinha, porém no banheiro que está localizado na sala ao lado dos armários, ao todo 3 alunos saem.
Após cerca de 30 minutos do início da visita, a professora coloca uma caixa para que eles colocassem os palitos e entregassem os pratos para que pudessem sair para a merenda, todas as crianças colocaram os palitos e se direcionaram até o banheiro da sala para lavar as mãos, e apesar de solicitado, eles não ficaram em fila.
Conforme terminavam, eles saiam da sala para ir até a mesa no qual a monitora os esperava, quando todos já estavam nas mesas redondas já é por volta de 9:25 da manhã, no pátio havia aproximadamente 4 mesas redondas e outras duas que são junções de carteiras escolares, foi observado que o pátio possuía uma parte coberta e a outra não, no meio do pátio havia um círculo com números coloridos e pneus enfeitados. O maternal 2B ocupava 2 mesas, e outras salas saíram para a merenda também, as crianças do maternal 2B conversavam enquanto esperavam o lanche, a fruta do dia era banana e cada criança ganhou uma.
A maioria das crianças comeram em silencio, cerca de dois apenas se distraiam fazendo outra coisa, o menino H demorou a comer, pois estava observando ao seu redor, inclusive as estagiárias. O menino V realizou um gesto com o dedo polegar e o indicador, no qual a monitora o repreendeu dizendo que não se deve realizar gestos que representem uma arma, as auxiliares começaram a colocar blusa de frio nas crianças, devido ao tempo que estava nublado e três alunos cantaram feliz aniversário e a música baby shark na mesa.
Depois que todos comeram, por volta das 9:40 da manhã, as crianças saem da mesa e vão sozinhas até o bebedouro que fica aproximadamente 2 metros das mesas e voltam para sentar com a monitora nas mesas, quando todos voltaram a monitora os liberou para brincar com os brinquedos localizados no pátio ao lado das mesas, há uma casa de plástico com aproximadamente 1,50x1,50, um escorregador e uma piscina de bolinhas, sendo inclusive possível observar os mesmos brinquedos na parte externa do pátio no qual as crianças não tiveram acesso.
As crianças correram até os brinquedos, nove vão para a piscina de bolinhas e pulam e seis vão para a casa de plástico e brincam de abrir e fechar as janelas, as estagiárias, Débora, Juliana, Letícia e Mayara foram até elas para interagir, enquanto as estagiarias Naiara e Paola observavam as crianças na casa de brinquedo, algumas meninas procuraram conversar com as estagiárias, elas ficavam em pé e se jogavam entre as bolas de plástico, a estagiária Débora sentou-se ao lado esquerdo da piscina de bolinhas, a estagiária Mayara a frente e as estagiárias Juliana e Letícia ao lado direito. A menina M.P disse que sua mãe estava grávida de três meses, e quando questionada qual era o nome do bebê ela disse que vai ter uma irmã e que em sua casa há muitas meninas, a mesma disse á estagiária Mayara as cores das bolas de plástico da piscina. E as meninas I, J e E se aproximaram das estagiárias Juliana e Letícia, a menina J apenas mostrava as bolas de plástico que estão torcidas e dava risadas e a menina I apenas observava. A estagiaria Juliana perguntou a idade da menina E que respondeu mostrando quatro dedos nas mãos, e disse ainda que sua mãe tinha 20 anos e que seu tio fez 13 anos.
Neste momento o professor avisou que o horário da visita estava terminando, e as estagiárias se despediram das crianças, da professora e da monitora as 09:55 da manhã.
Ao terminar a visita, as estagiárias foram até a Universidade Brasil, onde o professor iniciou a conversa perguntando a cada uma sobre a experiência no local, onde foi possível observar que cada uma possuía uma visão e havia feito uma observação diferente, e para finalizar o professor orientou e tirou duvidas das estagiárias em relação ao relatório.
Atividades Teóricas
Em sala de aula, inicialmente foi discutido sobre como fazer uma boa observação para o relato, vimos que é necessário nos atentar a objetividade, ou seja, usar uma linguagem científica em sua escrita e a descrição precisa ser objetiva. Devemos ter clareza e precisão na hora de escrever o relato, utilizando a norma culta da língua e sem ambigüidades. Além de informar horários, descrever o local de observação e quem fez parte desta observação.
	Na segunda aula, foram apresentadas algumas informações importantes para o bom desenvolvimento do estágio. Nossa atenção devia ser voltada ás crianças e funcionários da instituição, além de tratar todos com respeito e educação. Também era necessário que estivéssemos atentos ás reações e expressões das crianças e que elas dariam sinais de interesse em interagir. E claro, deveríamos ser éticos, toda a interação deveria ser entendida dentro de seu contexto e não era o nosso papel intervir.
	Foi falado também sobre a apresentação dos estagiários, deve-se vestir com roupas compridas, que fossem confortáveis, usando sapatos fechados e camisetas neutras. Usar pouco perfume, maquiagem leve e cabelo preso e bem arrumado. No dia também foi orientado que o relato da visita deveria ser feito no dia, pois a memória estaria fresca.
	Na terceira aula foi apresentado os dois autores importantes para a introdução do relato, Sigmund Freud e Jean Piaget. Foram abordadas as visões de cada um em relação a infância e desenvolvimento. Freud apresenta uma visão psicanalista, onde podemos ver sua teoria sobre o Desenvolvimento Psicossexual, onde o mesmo defende que há fases a serem superadas e também, cita que a personalidade é um equilíbrio de forças, entre o id, ego e superego. Por outro lado, Piaget apresentou uma visão cognitiva. Para ele, o desenvolvimento ocorria em estágios cognitivos, sendo eles: estágio sensório-motor (0-2 anos), pré-operatório (2-7 anos), operatório concreto (7-11 anos) e operatório formal (11 anos – fase adulta).
 Discussão
	Um dos pontos principais seria a importância do brincar, a instituição em que a visita foi feita prioriza o ato de brincar, pois assim ajuda no desenvolvimento da criança, a diretora diz que eram realizadas atividades fora de sala de aula e também se utilizava do espaço do bairro. Como dito na introdução, a infância é marcada pelas brincadeiras, ela permite que a criança vivencie algo prazeroso e que ela descubra a si mesma, sendo considerado algo essencial para o desenvolvimento infantil. E a psicanalista Melanie Klein, foi afundo na questão do ato do brincar, já que ela trouxe um novo método: a técnica de brincar, pois em sua perspectiva, o brincar da criança poderia representarsuas ansiedades e fantasias
	A experiência do estágio foi muito boa, pois nunca tive um contato muito grande com crianças, no início estava com receio de não haver alguma interação, mas no final ocorreu tudo tranquilo. E não houve dificuldades, as crianças foram bem receptivas por mais que tivesse um estranhamento no começo, a vontade era de voltar lá mais vezes para interagir com elas.
Referências
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CRAIDY C.M; KAERCHER G.E – Educação Infantil: pra que te quero? – Capítulo 3: O Desenvolvimento Infantil na perspectiva Sociointeracionista de Piaget, Vygotsky, Wallon - Art.Med, 2007. Disponível em:
https://books.google.com.br/books?hl=en&lr=lang_pt&id=XB50O9zOZTQC&oi=fnd&pg=PA27&dq=desenvolvimento+cognitivo+infantil+piaget&ots=QAnyXMKwHb&sig=d1tkgYvEKOWBsUKJWGmNLIgeGfc#v=onepage&q=desenvolvimento%20cognitivo%20infantil%20piaget&f=false
FEIST J; FEITS G.J; ROBERTS T. – Teorias da Personalidade – Capítulo 2: Freud: Psicanálise – 8ª Ed. - AMGH, 2015.
FEIST J; FEITS G.J; ROBERTS T. – Teorias da Personalidade – Capítulo 5: Klein: Teoria das Relações Objetais – 8ª Ed. - AMGH, 2015.
MACIEL M.R et.al - A infância em Piaget e o infantil em Freud: temporalidades e moralidades em questão – 2016. Disponível em:
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PAPALIA D.E; OLDS S.W.; FELDMAN R.D – Desenvolvimento Humano – Capítulo 1: O Estudo do Desenvolvimento Humano – 8ª Ed. – ARTMED, 2006.
QUEIROZ N.L.N; MACIEL D.A; BRANCO A.U – Brincadeira e Desenvolvimento Infantil: Um Olhar Sociocultural Construtivista – 2006. Disponível em:
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SOUZA J.M; VERÍSSIMO M.L.R. – Desenvolvimento Infantil: Análise de um Novo Conceito – 2015. Disponível em:
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ZAVARONI D.M.L; VIANA T.C; CELES L.A.M - A constituição do infantil na obra de Freud – 2006. Disponível em:
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