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Aspectos históricos sobre a temática 
“deficiência”
Egito Antigo
A relaA relaçção histão históórica do homem com a rica do homem com a 
deficiênciadeficiência
A deficiência era provocada por “maus 
espíritos”, sendo que a nobreza, os faraós, 
os sacerdotes e os guerreiros tinham 
acesso a tratamentos, enquanto os pobres 
sucumbiam nas mãos de charlatães, 
serviam como atrações em circos ou eram 
usados pelos sacerdotes para estudos e 
treinamentos de cirurgias.
Egito Antigo
A relaA relaçção histão históórica do homem com a rica do homem com a 
deficiênciadeficiência
Civilização 
hebraica
“O Senhor disse a Moisés:
Nenhum dos teus descendentes, de 
geração em geração, se sofrer de alguma 
deformidade poderá oferecer pão do seu 
Deus. Porque quem tiver alguma 
deformidade não poderá ser admitido: um 
cego, um coxo, um aleijado de pé ou de 
mão. Homem algum de raça do sacerdote 
de Aarão, que tiver alguma deformidade, 
se apresentará para oferecer sacrifícios 
ao Senhor. Poderá comer o pão do seu 
Deus proveniente das ofertas santíssimas 
ou das ofertas santas, mas não se 
aproximará do véu ou do altar, pois sofre 
de alguma deformidade e não deve 
profanar os meus santuários” (Levitico
cap.2:21-23).
Egito Antigo
A relaA relaçção histão históórica do homem com a rica do homem com a 
deficiênciadeficiência
Civilização 
hebraica
Grécia 
Antiga
- super valorização do corpo belo e 
forte que pudesse participar das 
guerras.
-aquele que não correspondesse a 
esse ideal era marginalizado e até
mesmo eliminado, entretanto 
guerreiros mutilados em batalhas 
eram protegidos pelo Estado.
- “é dever do legislador garantir às 
crianças uma boa organização física”
Egito Antigo
A relaA relaçção histão históórica do homem com a rica do homem com a 
deficiênciadeficiência
Civilização 
hebraica
Grécia 
Antiga
Roma 
Antiga
Lei das XII Tábuas: 
autorizava os patriarcas 
a matarem seus filhos 
defeituosos. 
“... nós sufocamos os 
pequenos monstros; nós 
afogamos até
mesmo as crianças quando 
nascem defeituosas e 
anormais: não é a cólera e 
sim a razão que nos 
convida a separar os 
elementos
sãos dos indivíduos 
nocivos.” (Sêneca, em 
AMARAL, 1995)
Egito Antigo
A relaA relaçção histão históórica do homem com a rica do homem com a 
deficiênciadeficiência
Civilização 
hebraica
Grécia 
Antiga
Roma 
Antiga
Esparta
Infanticídio: os recém-
nascidos, frágeis ou 
deficientes eram 
lançados do alto do 
Taigeto (abismo de mais 
de 2400 metros de 
profundidade)
•Os índios Masai matavam suas 
crianças deficientes e a tribo Azand as 
amava diferentemente dos outros 
filhos.
• Na Malásia, os Sem Ang 
consideravam as pessoas deficientes 
como sábias e elas tinham o encargo 
de resolução das disputas tribais.
•Idade Média: sob influência do 
cristianismo, os deficientes eram 
considerados, ora como possessão do 
demônio, ora como bruxos, ora como 
desígnios ou advertência divinos. 
D’Antino (2001); Teixeira e Guimarães 
(2006).
Cristianismo
A relaA relaçção histão históórica do homem com a deficiência (cont.)rica do homem com a deficiência (cont.)
“a alma não é manchada por 
deformidades no corpo (...) uma grande 
alma pode ser encontrada num corpo 
pequeno
e disforme”.
Em decorrência do pensamento cristão,
pessoas com más formações 
congênitas ou defeitos passaram a ser 
protegidas pela lei de Constantino em 
315 depois de Cristo.
Cristianismo
A relaA relaçção histão históórica do homem com a deficiência (cont.)rica do homem com a deficiência (cont.)
“a alma não é manchada por deformidades no corpo (...) uma grande 
alma pode ser encontrada num corpo pequeno
e disforme”.
Em decorrência do pensamento cristão,
pessoas com más formações congênitas ou defeitos passaram a ser 
protegidas pela lei de Constantino em 315 depois de Cristo.
•Cristianismo: um dos responsáveis 
pelo assistencialismo. Marco das 
instituições, manicômios  isolamento 
de tudo o que fosse “anormal”.
Cristianismo
A relaA relaçção histão históórica do homem com a deficiência (cont.)rica do homem com a deficiência (cont.)
“a alma não é manchada por deformidades no corpo (...) uma grande 
alma pode ser encontrada num corpo pequeno
e disforme”.
Em decorrência do pensamento cristão,
pessoas com más formações congênitas ou defeitos passaram a ser 
protegidas pela lei de Constantino em 315 depois de Cristo.
•Cristianismo: um dos responsáveis pelo assistencialismo. 
Marco das instituições, manicômios  isolamento de tudo 
o que fosse “anormal”.
A um paralítico, Jesus disse: 
“Filho, tenha confiança. Os seus 
pecados serão perdoados, levanta-te e 
anda, toma o teu catre e vai para tua 
casa. E ele, levantando, foi para sua 
casa” (Mateus 9:2,5,8-10).
Cristianismo
A relaA relaçção histão históórica do homem com a deficiência (cont.)rica do homem com a deficiência (cont.)
“a alma não é manchada por deformidades no corpo (...) uma grande 
alma pode ser encontrada num corpo pequeno
e disforme”.
Em decorrência do pensamento cristão,
pessoas com más formações congênitas ou defeitos passaram a ser 
protegidas pela lei de Constantino em 315 depois de Cristo.
•Cristianismo: um dos responsáveis pelo assistencialismo. 
Marco das instituições, manicômios  isolamento de tudo 
o que fosse “anormal”.
A um paralítico, Jesus disse: 
“Filho, tenha confiança. Os seus pecados serão perdoados, 
levanta-te e anda, toma o teu catre e vai para tua casa. E ele, 
levantando, foi para sua casa” (Mateus 9:2,5,8-10).
•Pecador: comparado a deficiente. 
Deficiência como castigo dos pecados
• Séc. XIII: as Cruzadas (Guerra Santa), 
operações políticas e religiosas ao mesmo 
tempo. Mutilações de membros, cegueiras 
adquiridas. 
• Século XV (Humanismo): modificou-se a 
concepção de valorização do homem, iniciando-
se a diferenciação no tratamento de portadores 
de deficiência e da população pobre em geral.
• Martinho Lutero: teria aconselhado um príncipe 
a afogar num rio um ser que ele, Lutero, vira e 
contra o qual lutara. Tratava-se, segundo a 
descrição de Lutero, de uma criança que 
poderia ser confundida com uma criança 
normal, mas que não fazia outra coisa senão 
comer muito, tanto quanto um trabalhador do 
campo, defecar, babar e gritar muito quando era 
tocada. Como seu conselho não foi seguido, 
Lutero comprometeu-se a orar junto com os 
cristãos para que o demônio fosse expulso 
daquela criança (Pessotti, 1994).
• Séculos XVI e XVII: os serviços de saúde passaram a 
ser também de responsabilidade da comunidade.
– Paracelso e Cardano (séc XVI): primeiros a trazer a deficiência 
para o campo da ciência médica 
• Séculos XVII: criação dos hospitais gerais –
funcionando simultaneamente como lugar de asilos 
(para isolamento social) e como lugar para cura e 
estudos. 
• Séc. XX: pós-guerra. Muitos mutilados 
(controvérsia: como podem ser pecadores se estavam 
defendendo a pátria?)
• Mudanças na assistência a pessoas com deficiência 
programas de reabilitação global
Dois segmentos na educação especial 
(séc. XVIII, XIX)
• Segmento religioso (ambos, educação de 
surdos):
– De l’Épée (1710-1789), na França (sinais manuais)
– Pastor Samuel Heinicke (1723-1790), na Alemanha 
(comunicação oral)
• Segmento científico (medicina): 
– Jean Itard (1775-1838) era médico e filósofo;
– Édouard Claparède (1873-1940) estudou medicina;
– Maria Montessori (1870-1952) era educadora e 
médica; 
– Vygotsky (1896-1934), estudou primeiro medicina e 
depois direito - interesse pelos estudos dos PPS 
(pensamento e linguagem)
No Brasil:
•1854, RJ: Instituto Benjamin Constant  Instituto dos 
Meninos Cegos
•1857: Imperial Instituto de Surdos Mudos
Foco: proteger e reabilitar – em outras palavras, 
“normalizar”. 
Não havia ainda espaço para a Psicologia. 
“Podendo ser chamadas de ‘filhas’ das instituições de 
caridade, aprimoraram o sistema de acolhimento e 
fortaleceram todos os estigmas e preconceitos 
existentes.”
EXTERMÍNIO
EDUCABILIDADE
INTEGRAÇÃO/INCLUSÃO
ANTIGUIDADE
CONTEXTO HISTCONTEXTO HISTÓÓRICORICO
IDADE MÉDIA
IDADEMODERNA
IDADE
CONTEMPORÂNEA
INSTITUCIONALIZAÇÃO
EDUCABILIDADE
Segregada
Antiguidade Clássica (4.000 AC até 476 DC) – busca da 
perfeição: a arte, a ciência, a técnica da retórica.
Deficiente – sub-humano (abandono ou eliminação).
Estigma – identificava pessoas que deviam ser evitadas ou 
afastadas dos lugares públicos.
Idade Média (476 até 1453) – conhecimento religioso 
(dicotomia – Deus/Diabo, céu/inferno.
Deficiente – acolhidos em conventos (castigo/caridade). 
Inquisição – eliminação dos hereges ou endemoniados 
(loucos, adivinhos, deficientes).Idade Moderna (1453 até 1789) – homem animal racional.
Deficiência – patologia/tratamento (modelo médico).
Método experimental – leis da natureza. Método científico iniciam-
se estudos sobre a tipologia e a classificação.
Idade Contemporânea (de 1789 - era atual) – homem em 
sociedade.
Direitos humanos - Movimento de integração.
Deficiente – ser de direito e com possibilidades de 
aprender.
Idade Contemporânea (de 1980 - era atual) –
sujeito de direitos.
Direitos humanos - Movimento de inclusão de 
todos, respeito à diversidade.

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