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VIGOREXIA Alunas: Bárbara Rosa de Freitas Ribeiro Débora Cristina Morais Lopes Gabriela Ribeiro Santos Lara Zeli Sousa Silva Susana Carolina Silva Maia Vitória Caroline Fonseca Soares Professora: Paula Fernandes Disciplina: Projeto Interdisciplinar Vigorexia Vigorexia, ou transtorno dismórfico muscular, é um distúrbio já classificado como uma das manifestações do espectro do transtorno obsessivo-compulsivo. Em certos aspectos, vigorexia e anorexia nervosa são desordens semelhantes. Diante do espelho, anoréxicos esquálidos e desnutridos se enxergam obesos, e os vigoréxicos se veem fracos, magrinhos, franzinos, enquanto estão fortes e muito musculosos. Vigorexia ou Síndrome de Adônis Também chamada de “overtraining”, ou síndrome de Adônis, em referência ao deus grego da beleza, a vigorexia acomete mais os homens entre 18 e 35 anos (isso não quer dizer que as mulheres não desenvolvam esse tipo de transtorno). Personalidade da Vigorexia A preocupação excessiva com a massa muscular compreende inúmeras alterações comportamentais significativas na rotina. Dificilmente se pode falar em causas para problemas como a vigorexia, uma vez que são inúmeras influencias atuando na configuração do quadro. Personalidade da Vigorexia A dependência com relação aos exercícios físicos pode ser entendida como vicio, á medida que a pratica de exercícios eleva o nível de endorfinas. Alguns tipos de atividade física parecem ter relação com o desenvolvimento da vigorexia, entre eles, o fisiculturismo, e é muito comum que as pessoas confundam esse esporte com o transtorno. Sintomas O sintoma mais associado á vigorexia é a insatisfação com o própria corpo. Outros sintomas da vigorexia são: Dor muscular persistente por todo o corpo; Cansaço ao extremo; Irritabilidade; Depressão; Sintomas Dieta muito restritiva; Insônia; Aumento de frequência cardíaca ao repouso; Menor desempenho durante o contato íntimo; Sentimento de interioridade. Sintomas Alguns comportamentos podem ser sinais de que existe um processo de vigorexia em curso. Por isso, a pessoa deve procurar assistência médica se: Demonstra sentimentos de inferioridade e de insatisfação com a aparência; Tem vergonha do corpo e procura escondê-lo debaixo de roupas excessivamente largas; Acha que está magra demais, apesar de os colegas elogiarem sua forma física; Não aceita convites para uma festa, por exemplo, porque não troca nenhum programa pela oportunidade de fazer exercícios na academia. Tratamento A suspeita do quadro normalmente surge em consultas devido às lesões adquiridas pelo excesso de treino e sobrecarga dos músculos. Já o diagnóstico é baseado em avaliação psicológica que analisa os fatores de risco, pensamentos, comportamentos e sentimentos relatados à dismorfia, além do histórico familiar e pessoal do paciente. Tratamento O tratamento da vigorexia é multidisciplinar, podendo incluir nutricionista, psicólogo, psiquiatra e endocrinologista. Se a pessoa estiver usando anabolizantes, o médico endocrinologista deve acompanhar o tratamento e sugerir a suspensão imediata dos esteroides. O tratamento psicológico da vigorexia pode ser realizado através da terapia cognitivo-corporal. Os medicamentos antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina podem ser úteis para minimizar a obsessão e a compulsão observada na vigorexia. Acompanhamento: Nutricionista Ajudar o paciente a melhorar a relação com a comida e com o corpo; Ajudar o paciente em qualquer questão clínica; Discutir crenças alimentares; Minimizar a angústia do peso; Ajudar o paciente a reconstruir a confiança em si e nos seus sinais de fome e saciedade; Parceria na redescoberta do prazer em comer, sem culpa; Ajuda no resgate do comer social; Discutir padrões de beleza e qualidade de vida. Acompanhamento: Psicólogo O psicólogo Leonardo Amorim conta que essa imagem deturpada do corpo é comumente causada por uma, baixa autoestima, preocupação exagerada com o próprio corpo, personalidade introvertida ou tendência à automedicação. Apesar da prática de exercícios estarem sempre relacionada à saúde e ao bem-estar, seu excesso pode trazer sérios danos aos praticantes. Leonardo Amorim conta que o transtorno pode ser resolvido com o resgate da ressignificação corporal através do acompanhamento terapêutico psicológico ou psiquiátrico. Referências UTIYAMA, A. H. B. Vigorexia: Conceitos e Problematização. Trabalho de conclusão de curso. (Licenciatura – Educação Física) – Universidade Estadual Paulista – unesp, Rio Claro, 2011. VASCONCELAS, J. E. L. Vigorexia: Quando a busca por um corpo musculoso se torna patológica. Revista Educação Física UNIFABIBE, São Paulo, SP, n.2, p. 91,97, dezembro 2013. CAMARGO, P. P. T. et al. Vigorexia: revisão dos aspectos atuais deste distúrbio de imagem corporal. Revista Brasileira de Psicologia do Esporte, São Paulo, v. 2, n. 1, junho de 2008. BADILLA, V. P.et al. Prevalência de vigorexia em alunos universitários de Temuco. Revista de Ciências da Atividade Física, Chile, n.14 (2), 7-13. AZEVEDO, A. P. et al. Dismorfia muscular: A busca pelo corpo hiper musculoso. Motricidade, Brasília, DF, v.8, n.1, p53-66.2012. VALDÉS, P. et al. Prevalência de Vigorexia em estudantes Universidades de Temuco. Revista de Ciências da Atividade Física UCM. No. 14 (2), 7-13.2013.