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17/08/2020 Ead.br
https://anhembi.blackboard.com/webapps/late-Course_Landing_Page_Course_100-BBLEARN/Controller 1/37
CONTABILIDADECONTABILIDADE
 AVANCADA IIAVANCADA II
Me. Johny Henrique Magalhães Casado
IN IC IAR
17/08/2020 Ead.br
https://anhembi.blackboard.com/webapps/late-Course_Landing_Page_Course_100-BBLEARN/Controller 2/37
introdução
Introdução
Iniciamos esta unidade destacando que a contabilidade vem passando por diversas
mudanças em todo o mundo (e o Brasil não é exceção), seja devido ao processo de
internacionalização das normas contábeis seja devido ao fato de que cada vez mais
as operações de gestão das organizações se so�sticarem e o pro�ssional contábil ter
sido tecnicamente exigido.
Nesse sentido, abordaremos dois importantes processos que foram alterados a
partir da adoção dos pronunciamentos contábeis emitidos pelo Comitê de
Pronunciamentos Contábeis (CPC). O primeiro se refere à compreensão de como
devem ocorrer as operações que envolvem benefícios concedidos a empregados
dentro das organizações; essas operações foram regulamentadas pelo CPC 33. O
segundo processo que apresentaremos visa a compreender como o conceito e a
mensuração de ativos não circulantes mantidos para venda e operação
descontinuada deve ocorrer; neste caso, serão considerados os tópicos trazidos pelo
CPC 31.
Em suma, avançaremos sobre alguns aspectos especí�cos da contabilidade, bem
como contribuiremos para ampliar o conhecimento sobre conteúdos de grande
importância para a formação do pro�ssional contábil.
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A compreensão e o estudo da política de benefícios a empregados se fazem
necessários já que representam um signi�cativo elemento no contexto operacional
das Entidades em geral. É inegável que os custos gerados visando a proporcionar
esses benefícios aos empregados sejam apropriadamente contabilizados, para que,
posteriormente, as demonstrações contábeis da entidade sejam divulgadas.
CPC 33 – BenefíciosCPC 33 – Benefícios
Concedidos aosConcedidos aos
EmpregadosEmpregados
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Com o objetivo de estabelecer um padrão para a contabilização e a divulgação dos
benefícios a empregados, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis, juntamente com
outras entidades nacionais, considerando as normativas internacionais que recaem
sobre a contabilidade, emitiram em 13 de dezembro de 2012 o “CPC 33 (R1) –
Benefícios a Empregados”. Os gastos com empregados:
[...] passaram a ser cada vez mais signi�cativos na estrutura operacional,
pois, além dos gastos tradicionais com empregados, como salários e
encargos, os benefícios aumentaram sua representatividade com o
crescimento da oferta de assistência médica, seguro de vida, planos de
previdência, que passaram a ser oferecidos pelas empresas (SILVA et al.,
2016, p. 139).
A adoção do CPC 33 requer que as entidades reconheçam um passivo quando o
empregado prestou o serviço em troca de benefícios a serem desembolsados
futuramente e considera, também, como uma despesa quando a entidade se utiliza
do benefício econômico proveniente do serviço recebido do empregado em troca de
benefícios pagos a ele.
É importante considerar que o alcance CPC 33 deve ser aplicado a todas as
entidades empregadoras ou patrocinadoras na contabilização de todos os benefícios
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ofertados aos seus empregados (VICECONTI; NEVES, 2013). Há duas ressalvas que
necessitam serem feitas sobre a não aplicação deste CPC, sendo:
1. Não se aplica às entidades que efetuam pagamento baseado em ações;
para essas, aplica-se o CPC 10.
2. Esse pronunciamento não trata das demonstrações contábeis pelos planos
de benefícios a empregados ou pelos fundos de pensão.
No Quadro 1.1 constam os benefícios pagos aos empregados que são abarcados
pelo CPC 33.
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Quadro 1.1 – Benefícios pagos aos empregados que são abarcados pelo CPC 33
Fonte: CPC 33 (2012, p. 3).
Os benefícios pagos aos dependentes dos empregados também estão abrangidos
nas de�nições do CPC 33. Dentre eles estão os benefícios que podem ser feitos por
meio de pagamento ou fornecimento de bens e serviços aos cônjuges, �lhos,
dependentes ou, ainda, terceiros. Em relação ao empregado, este não
necessariamente necessita prestar serviço em período integral na entidade para o
CPC; se ele trabalhar parcial, permanente, casual ou temporariamente também terá
seus benefícios registrados pela norma em questão. Diretores e administradores
também são considerados empregados por esse pronunciamento.
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O CPC 33 (2012) traz algumas de�nições importantes para a compreensão do
processo contabilização dos benefícios a empregados:
1. Planos de benefícios pós-emprego – Nesse tipo de plano, as entidades
manterão benefícios individuais ou a um grupo de empregados, mesmo
após �nalização do vínculo trabalhista. Ressalta-se ainda que esses acordos
podem ser formais ou informais.
2. Planos de contribuição de�nida – Essas contribuições acontecem da
empresa para uma empresa terceira; elas não são, então, responsáveis pela
administração desses recursos e nem por haver ou não saldo para pagar os
benefícios aos empregados. As empresas são encaradas como
patrocinadoras da ação.  
3. Planos de benefício de�nido – Esses planos de benefícios pós-emprego se
diferenciam, pois não possuem em suas características a necessidade de
contribuírem inde�nidamente para essa �nalidade.
4. Planos multiempregadores – Esses planos se caracterizam principalmente
por possuírem a condição de contribuição de�nida. Uma segunda marca
desse tipo de plano é que os ativos podem ser formados por duas ou mais
empresas que não necessariamente possuem relação entre si, bem como os
empregados que recebem esses benefícios também são de empresas
diferentes.
Segundo Silva et al. (2016, p. 151), a evidenciação dos benefícios aos empregados
“tem um papel importante por dar subsídios necessários para que as entidades de
classe e interessados tenham condições de acompanhar as práticas que estão sendo
adotadas por essas empresas para gerir os benefícios aos empregados”. Nota-se que
mesmo após passados mais de sete anos após a divulgação do CPC, ainda há uma
baixa aderência das empresas em realizarem a correta divulgação das informações
descritas no pronunciamento. Dentre as possíveis causas dessa baixa aderência
estão o desconhecimento dos dispostos no pronunciamento por parte das empresas,
bem como a falta de cobrança e �scalização das demais entidades que regulam e
normatizam a contabilidade no Brasil.
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A seguir, vejamos as entidades que já normatizaram a utilização e a obrigatoriedade
do CPC 33:
CVM – Comissão de Valores Mobiliários – Deliberação CVM Nº 695, de 13
de dezembro de 2012. Aprovou e tornou obrigatório o uso do CPC para as
companhias abertas.
CFC – Conselho Federal de Contabilidade – Resolução 2015 / NBCTG33
(R2), de 06 de novembro de 2015. Revogou disposições anteriores que
tratavam do tema de benefícios a empregados.
Banco Central do Brasil – Resolução n° 4.424, de 25 de junho de 2015.
Aprovou que as instituições �nanceiras e as demais instituições
autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem observar, a
partir de 1º de janeiro de 2016, o Pronunciamento Técnico CPC 33 (R1) –
Benefícios a Empregados(CPC 33).
SUSEP – Superintendência de Seguros Privados – Circular n.º 517, de 30 de
julho de 2015. Dispõe sobre a necessidade de adoção do CPC 33 nas
empresas que respondem a SUSEP.
ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica – Resolução Normativa
nº605, de 11 de março de 2014. Aprova o Manual de Contabilidade do
Setor Elétrico – MCSE.
ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar – Resolução normativa RN
nº 322, de 27 de março de 2013. Altera o Anexo da Resolução Normativa
nº290, de 27 de fevereiro de 2012, que dispõe sobre o Plano de Contas
Padrão para as Operadoras de Planos de Assistência à Saúde.
ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres – Resolução ANTT
nº3847, de 20 de junho de 2012. Aprova o Manual de Contabilidade do
Serviço Público de Transporte Ferroviário de Cargas e Passageiros
utilizado como padrão de contabilização por todas as Concessionárias
Ferroviárias reguladas pela ANTT.
Em um mercado globalizado e altamente competitivo que recebe constantemente
investimentos estrangeiros faz-se necessária a publicação de informações que irão
auxiliar os usuários nas tomadas de decisões; portanto, a adoção dos
pronunciamentos se torna condição importante no processo de publicação e
divulgação das informações contábeis.
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praticarVamos Praticar
“Benefícios a empregados são todas as formas de remuneração concedidas por uma
entidade em troca dos serviços prestados pelos empregados e precisam ser contabilizados
por competência tendo como contrapartida, conforme o recebimento, os serviços
prestados pelos empregados” (VICECONTI; NEVES, 2013, p. 573). Considerando o texto
apresentado, de qual tipo de benefício os “ordenados, salários e contribuições para a
seguridade social” fazem parte?
VICECONTI, P.; NEVES, S. Contabilidade avançada e análise das demonstrações
�nanceiras. 17. ed. São Paulo: Saraiva, 2013.
a) Benefícios pós-emprego.
b) Outros benefícios de longo prazo aos empregados.
c) Benefícios rescisórios.
d) Benefícios de curto prazo a empregados.
e) Benefícios e planos de contribuição de�nida.
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A aplicação do CPC 33 ainda é restrita a algumas empresas. Dentre os motivos
apontados para isso está o fato de que muitos pro�ssionais da contabilidade ainda
possuem muitas dúvidas sobre como evidenciar as informações, de acordo com o
que pede o pronunciamento.
Visando explicitar como esse pronunciamento deve ser explicitado, serão expostos
alguns exemplos especí�cos sobre como as informações precisam ser evidenciadas.
Reconhecimento e Mensuração
Em relação aos benefícios de curto prazo, eles são caracterizados quando os
empregados prestam algum tipo de serviço a uma entidade durante o período
contábil. Esta entidade deve reconhecer o valor (montante), não descontado dos
benefícios de curto prazo aos empregados que deveriam ser pagos em troca desses
serviços. Esse valor pode ser reconhecido como passivo (despesa acumulada), após a
dedução de qualquer quantia já paga ou, ainda, como despesa (caso não haja alguma
especi�cidade descrita em outro pronunciamento).
Casos Práticos deCasos Práticos de
Aplicação do CPC 33Aplicação do CPC 33
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Licenças
Em caso de licenças remuneradas de curto prazo, a entidade deve evidenciar o custo
esperado com esses benefícios de curto prazo aos empregados, na forma de licenças
remuneradas da seguinte forma: “(a) no caso de licenças remuneradas cumulativas,
quando o serviço prestado pelos empregados aumentar o seu direito a ausências
remuneradas futuras; (b) no caso de licenças remuneradas não cumulativas, quando
as ausências ocorrerem” (CPC 33, 2012, p. 8).
Ainda em relação às licenças remuneradas, elas podem ser classi�cadas em duas
categorias: cumulativas e não cumulativas. As licenças remuneradas cumulativas são
aquelas que, caso o empregado não usufrua no momento a que tem direito, ele pode
utilizá-la futuramente; portanto, a entidade deve mensurar o custo que essas
licenças remuneradas cumulativas possuem como uma quantia adicional que a
entidade terá de pagar futuramente. No item Re�ita seguinte há um exemplo de
como a entidade deve efetuar o registro da licença remunerada cumulativa, segundo
o CPC 33.
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As licenças remuneradas podem ser não cumulativas, ou seja, esse direito expira, se
não for usufruído. Nesse tipo de licença, o empregado também não tem direito ao
recebimento em dinheiro do valor da licença quando sair da empresa. Vejamos a
seguir, alguns exemplos desse tipo de licença:
doença;
maternidade ou paternidade;
serviços nos tribunais;
serviço militar.
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Pacotes de Bene�ícios
Algumas empresas oferecem em seu pacote de benefícios aos empregados os planos
de participação nos lucros e bônus. Essa é uma prática utilizada para reter talentos e
melhorar o clima organizacional. Esses benefícios também precisam ser
evidenciados nas demonstrações elaboradas por essas empresas segundo o
pronunciamento.
Esses custos devem ser registrados quando:
“(a) a entidade tiver a obrigação legal ou construtiva de fazer tais
pagamentos em consequência de eventos passados; e (b) a obrigação
puder ser estimada de maneira con�ável. Existe uma obrigação presente
quando e somente quando a entidade não tem alternativa realista, a não
ser efetuar os pagamentos” (CPC 33, 2012, p. 9).
Há casos em que quanto mais um empregado �car na empresa, maior será o valor
que ele terá direito a receber pelo pacote de benefícios. Essa obrigação de
permanecer por um longo período é denominada de obrigação construtiva, já que à
medida que ele �car mais na empresa, maior será a quantia a ser paga pela empresa.
Aqui se faz necessário reconhecer na mensuração que alguns empregados não
�carão o tempo mínimo necessário para terem direito a receber o benefício, então
esse valor necessita ser desconsiderado.
Veja um exemplo de reconhecimento do pacote de benefícios:
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Segundo CPC 33 uma entidade pode fazer uma estimativa da sua obrigação legal (ou
construtiva) para seu plano de participação nos lucros somente quando atender aos
três requisitos abaixo:
(a) os termos formais do plano contemplarem uma fórmula para
determinar o valor do benefício; (b) a entidade determinar os montantes a
serem pagos antes da aprovação de emissão das demonstrações
contábeis; ou (c) a prática passada fornecer evidências claras do montante
da obrigação construtiva da entidade (CPC 33, 2012, p. 10).
Caso a entidade não efetue o pagamento da participação nos lucros e dos bônus a
que seus empregados tiverem direito em até doze meses após o período aquisitivo
dos empregados, ela deverá considerar esses benefícios como de longo prazo.
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Divulgação
Em relação à divulgação das informações exigidas pelo CPC 33, nota-se que algumas
informações não necessitam ser evidenciadas de acordo com esse pronunciamento;
porém, há algumas especi�cidades que necessitam ser evidenciadas de acordo com
outros pronunciamentos. As principais estão contidas no Quadro 1.2.
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Quadro 1.2 – Divulgação proposta pelo CPC 33 nas demonstrações
Fonte: Adaptado de CPC 33 (2012).
praticarVamos Praticar
Segundo o CPC 33 (2012, p. 10) “as licenças remuneradas não cumulativas não são
estendidas para o próximo exercício: elas expiram se o direito não for totalmente usufruído
no período corrente, e não dão aos empregados o direito ao pagamento em dinheiro por
direitos não usufruídos no momento em que se desliguem da entidade”. Das opções a
seguir, qual não é considerada uma licença remunerada não cumulativa?
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CPC 33. Benefícios a Empregados. São Paulo: Comitê de Pronunciamentos Contábeis.
2012. Disponível em: <http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-
Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=64>. Acesso em: 20 jun. 2019.
a) Licença remunerada por doença.
b) Licença maternidade.
c) Licença paternidade.
d) Licença prêmio de acordo com a convenção coletiva.
e) Serviço militar.
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=64
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A venda de ativos não circulantes sempre foi motivo de muitas dúvidas para os
pro�ssionais da contabilidade. Visando a dirimir as principais dúvidas, o Comitê de
Pronunciamentos Contábeis divulgou, em 16 de setembro de 2009, o CPC 31
intitulado de “Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação
Descontinuada”.
Esse pronunciamento objetiva estabelecer normas para a contabilização de ativos
não circulantes mantidos para venda (colocados à venda) e a consequente
apresentação e divulgação das operações descontinuadas. Para o CPC 31, os ativos
que são mantidos para venda devem ser:
Mensurados pelo menor entre o valor contábil até então registrado e o
valor justo menos as despesas de venda, e que a depreciação ou a
amortização desses ativos cesse; Apresentados separadamente no balanço
patrimonial; e que os resultados das operações descontinuadas sejam
apresentados separadamente na demonstração do resultado (CPC 31,
2009, p. 1).
Esse CPC visa, também, a esclarecer as dúvidas sobre:
CPC 31 – Ativo NãoCPC 31 – Ativo Não
Circulante Mantido paraCirculante Mantido para
Venda e OperaçãoVenda e Operação
DescontinuadaDescontinuada
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Quando um ativo não circulante, como o imobilizado, passa a ter seu valor
contábil líquido a ser recuperado pela sua venda, e não mais pelo seu uso,
está pronto, ou virtualmente pronto, para essa venda e teve iniciado o
processo dessa alienação de maneira que seja improvável a mudança
dessa decisão, deve ser transferido para o ativo circulante, pelo menor
valor, entre seu valor líquido contábil e seu valor justo, líquido das despesas
com vendas (VICECONTI; NEVES, 2013, p. 572).
O alcance do CPC 31 aplica a todos os ativos não circulantes reconhecidos e a todos
os grupos de ativos mantidos para venda da entidade, com exceção dos itens
constantes a seguir que possuem pronunciamento especí�co que regulamenta sua
evidenciação:
a) imposto de renda diferido ativo (CPC 32 – Tributos sobre o Lucro); b)
ativos provenientes de benefícios a empregados (CPC 33 – Benefícios a
Empregados); c) ativos �nanceiros no alcance do CPC 48 – Instrumentos
Financeiros; d) ativos não circulantes que sejam contabilizados de acordo
com o valor justo nos termos do CPC 28 – Propriedade para Investimento;
e) ativos não circulantes que sejam mensurados pelo valor justo menos as
despesas estimadas no ponto de venda, de acordo com o Pronunciamento
Técnico CPC 29 – Ativo Biológico e Produto Agrícola; f) direitos
contratuais de acordo com contratos de seguro tal como de�nido no CPC
11 – Contratos de Seguro. (CPC 31, 2009, p. 3)  
É necessário considerar que o CPC 31 possui estreita relação com os demais
pronunciamentos, ou seja, sua análise também pede a leitura atenta de outros
pronunciamentos.
Classi�icação de Ativo Não Circulante como
Mantido para Venda
Uma entidade deve classi�car um ativo não circulante como mantido para venda se
o seu valor contábil vai ser recuperado, especi�camente, por meio de transação de
venda em vez do uso contínuo. Esse ativo ou grupo de ativos que a entidade deseja
vender deve estar à disposição para ser vendido imediatamente, restando apenas a
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determinação das condições de venda, ou seja, ele deve possuir uma grande
perspectiva de venda.
Para considerar um ativo com alta perspectiva de venda, faz-se  necessário também
que a alta administração esteja decidida a se desfazer do ativo. No Quadro 3, a
seguir, constam algumas notícias que foram publicadas na imprensa sobre planos de
desinvestimentos de grandes que se des�zeram de ativos.
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Quadro 1.3 – Notícias sobre empresas que realizaram programas de desinvestimentos
Fonte: Elaborado pelo autor.
A partir de uma rápida observação das notícias contidas no Quadro 1.3, nota-se que
quando uma grande empresa implementa um plano de desinvestimentos, ou seja,
quando ela pretende colocar ativos para vendas, esse processo movimenta milhões
de reais (ou até bilhões). Portanto, a existência de um pronunciamento como CPC
31, que regulamenta a evidenciação dessas informações, é de tamanha importância
para geração de informação de qualidade e permite a correta tomada de decisão dos
gestores.
Operação Descontinuada
Uma operação descontinuada trata basicamente de um componente da entidade
que foi baixado, podendo ser por venda ou não, ou que ainda é um componente que
está classi�cado como um ativo não circulante mantido para venda. Outra
característica é que este componente representa uma importante linha de negócios
da entidade (VICECONTI; NEVES, 2013).
O CPC 31 (2009) indica ainda que uma operação descontinuada deve ter as
seguintes características:
● Representa uma importante linha separada de negócios ou área
geográ�ca de operações;
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● É parte integrante de um único plano coordenado para venda de uma
importante linha separada de negócios ou área geográ�ca de operações;
ou
● É uma controlada adquirida exclusivamente com o objetivo da revenda.
(CPC 31, 2009, p. 9)
O principal objetivo da identi�cação da operação descontinuada é realizar a
segregação dos ativos da entidade na demonstração do resultado, separando dos
resultados derivados desse componente durante o período. Incluem-se também o
obtido na baixa, líquidos dos tributos, numa única linha, para segregação dos
resultados das operações que continuam (VICECONTI; NEVES, 2013).
O pronunciamento indica ainda que “qualquer ganho ou perda relativa à
remensuração de ativo não circulante classi�cado como mantido para venda que
não satisfaça à de�nição de operação descontinuada deve ser incluído nos
resultados das operações em continuidade” (CPC 31, 2009, p. 11).
Uma entidade necessita constantemente apresentar suas demonstrações contábeis
de forma �dedigna aos seus usuários. Somente assim ela garantirá que todas as
análises feitas a partir dessas demonstrações possam representar corretamente a
situação econômica, �nanceira e contábil da entidade.
praticarVamos Praticar
“A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, anunciou nesta sexta-feira uma reestruturação
operacional e �nanceira, e espera arrecadar até R$ 5 bilhões, no segundosemestre,
principalmente com a venda de ativos e desinvestimento. O plano da companhia inclui a
venda de unidades operacionais na Europa, Tailândia e Argentina, mas não exclui a
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exportação para estes mercados. Também serão vendidos ativos imobiliários e não
operacionais, como áreas de re�orestamento, além de participações minoritárias em
empresas” (LIMA; SORIMA NETO, 2018). O plano de desinvestimentos anunciado pela
empresa BRF requer que o contador da empresa faça qual operação de acordo com o CPC
31?
LIMA, L.; SORIMA NETO, J. BRF anuncia plano de reestruturação e espera arrecadar R$ 5
bilhões. O Globo. 2018. Rio de Janeiro: Grupo Globo, 2018. Disponível em:
 <https://oglobo.globo.com/economia/brf-anuncia-plano-de-reestruturacao-espera-
arrecadar-5-bilhoes-22837081>. Acesso em: 20 jun. 2019.
a) Registre o imposto de renda diferido ativo no balanço patrimonial.
b) Registre os ativos provenientes de benefícios a empregados que possuem ações
da companhia.
c) Registre os ativos não circulantes que sejam contabilizados de acordo com o
valor justo.
d) Classi�que os ativos não circulantes e mantidos para venda e faça,
posteriormente, o processo de operação descontinuada.
e) Registre os ativos �nanceiros como disponíveis para comercialização.
https://oglobo.globo.com/economia/brf-anuncia-plano-de-reestruturacao-espera-arrecadar-5-bilhoes-22837081
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A entidade que adotar o CPC 31 deverá apresentar o ativo não circulante
classi�cado como mantido para venda de forma separada dos demais ativos em seu
balanço patrimonial. Já os passivos de grupo de ativos classi�cados como mantido
para venda devem ser apresentados em separado dos outros passivos evidenciados
no balanço patrimonial. Tanto esses ativos quanto esses passivos não deverão ser
compensados nem apresentados em um montante único. É importante salientar que
as principais classes de ativos e passivos (que são apresentadas como mantidos para
venda) deverão ser divulgadas separadamente no balanço patrimonial ou ainda em
notas explicativas (CPC 31, 2009).
São necessárias, ainda, divulgações adicionais nas notas explicativas do período em
que o ativo não circulante tenha sido classi�cado como vendido ou mantido para
venda:
(a) descrição do ativo (ou grupo de ativos) não circulante; 
(b) descrição dos fatos e das circunstâncias da venda, ou que conduziram à
alienação esperada, forma e cronograma esperados para essa alienação;
(c) ganho ou perda reconhecido(a) de acordo com os itens 20 a 22 e, se
não for apresentado(a) separadamente na demonstração do resultado, a
Ativo Não CirculanteAtivo Não Circulante
Mantido para Venda eMantido para Venda e
Operação DescontinuadaOperação Descontinuada
CPC 31CPC 31
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linha na demonstração do resultado que inclui esse ganho ou perda; (d) se
aplicável, segmento em que o ativo não circulante ou o grupo de ativos
mantido para venda está apresentado de acordo com o Pronunciamento
Técnico CPC 22 – Informações por Segmento (CPC, 31, 2009, p. 12).
Em se tratando de disposição transitória, o CPC 31 indica que
[...] a entidade pode aplicar retrospectivamente os requisitos do
Pronunciamento Técnico a todos os ativos não circulantes ou a grupos de
ativos que satisfaçam os critérios de classi�cação como mantidos para
venda e a operações que satisfaçam os critérios de classi�cação como
descontinuadas (CPC, 31, 2009, p. 12).
Exempli�icação de Item Disponível para
Venda
O item 7 do CPC 31 (2009, p. 3) indica que “um ativo ou o grupo de ativos mantido
para venda deve estar disponível para venda imediata em suas condições atuais”, ou
seja, a sua venda deve ter probabilidade muito provável de ocorrer. Visando a
exempli�car esse item, segue o exemplo da empresa CCB.
Exemplo 1: A empresa CCB busca realizar a venda do prédio sede onde está
instalada, tendo iniciado imediatamente o plano de vendas em busca de um
comprador. Para isso, ela possui duas opções:
OPÇÃO A:  A empresa CCB, nesta opção, tem como intenção transferir o prédio a
um comprador somente após desocupar o mesmo, ou seja, em tempo usual e
respeitando o critério apresentado no item 7.
OPÇÃO B: A empresa CCB, nesta opção, pretende continuar a utilizar o prédio
mesmo após a venda, por período igual ao tempo da construção da sua nova sede.
Sendo assim, e considerando que atrasos na fase da obra possam ocorrer, demonstra
que a empresa não pretende se desfazer do prédio imediatamente após a venda. O
item 7 somente poderia ser cumprido após a construção da nova sede, mesmo que a
empresa já possuísse um �rme compromisso de venda do ativo.  
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Exempli�icação de Conclusão de Venda
Esperada Dentro de um Ano
Segundo o CPC 31, em seu item 8, a entidade tem o tempo de até um ano a partir da
classi�cação do item como disponível para venda. No exemplo 2,  trazido pelo
pronunciamento, esse item �ca mais evidente.
Exemplo 2: Para ser quali�cado como um ativo mantido para venda, a venda de um
ativo não circulante (ou grupo de ativos) deve ser altamente provável, conforme
apregoa o item 7 no CPC 33, e para a transferência do ativo (ou grupo de ativos)
deve ser esperada a conclusão da venda em até um ano conforme o item 8. Sendo
assim, o item 8 não seria cumprido nas opções seguintes:
OPÇÃO A: Quando a entidade “estiver mantendo para venda ou arrendamento
equipamentos que deixaram de ser recentemente arrendados e a última forma de
transação futura (venda ou arrendamento) ainda não foi determinada” (CPC, 2009,
p. 16).
OPÇÃO B: Quando a entidade “estiver comprometida com o plano de ‘vender’ um
imóvel que esteja em uso e a transferência do imóvel será contabilizada como venda
e retroarrendamento (leaseback) �nanceiro” (CPC, 2009, p. 16).
Ativo Não Circulante a ser Baixado
Segundo o CPC 31 (2009), uma entidade não deverá classi�car como mantido para
venda o ativo não circulante ou o grupo de ativos destinado a ser baixado, pois o
valor contábil poderia ser recuperado por meio do uso contínuo deste. “Os ativos
não circulantes a serem baixados incluem ativos que devem ser usados até o �nal da
sua vida econômica e ativos não circulantes que devem ser fechados em vez de
vendidos” (CPC 31, 2009, p. 4), portanto, a entidade não deve contabilizar o ativo
não circulante que foi retirado (em condição temporária) de serviço como se este
tivesse sido baixado.
No exemplo 3, consta um ativo que não foi considerado abandonado; já no exemplo
4, consta um caso em que o ativo foi abandonado.
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Exemplo 3: A XYZ pretende deixar de utilizar uma unidade fabril, pois o produto ali
fabricado deixará de ser produzido. A empresa optou por deixar a fábrica em
condições operacionais, para caso de a demanda do produto voltar a aumentar;
neste caso, a unidade fabril não pode ser considerada como abandonada.
Exemplo 4: No mês de outubro do ano de 2015, as organizações PBC decidiram
abandonar as unidades fabris que produzem derivados de laranja que possui uma
alta representatividade em seu mix de produtos e alto faturamento. Considerando
que todos os trabalhos nas fábricas �caram parados em 2006, nas demonstrações do
ano de 2005, os resultados e �uxos de caixa oriundos dessas unidades são
considerados em continuidade. Contudo, as demonstrações dessas mesmas
unidades, em 2006, são consideradas como “operações descontinuadas”. O
pronunciamento pede, também, que as organizações PBC façam as divulgações
exigidas pelos itens 33 e 34 do CPC 31.
Ainda sobreos ativos abandonados, nota-se que se eles constituírem uma linha
importante de negócios ou área geográ�ca de operações, deverão ser reportados em
operações descontinuadas na data em que forem abandonados.
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praticarVamos Praticar
Segundo CPC 31 (2009, p. 9) “uma operação descontinuada é um componente da entidade
que foi baixado ou está classi�cado como mantido para venda e representa uma
importante linha separada de negócios ou área geográ�ca de operações”. Além dessa
característica, ainda podemos a�rmar sobre a operação descontinuada:
CPC 31. Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada. São
Paulo: Comitê de Pronunciamentos Contábeis. 2009. Disponível em:
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https://anhembi.blackboard.com/webapps/late-Course_Landing_Page_Course_100-BBLEARN/Controller 33/37
<http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/336_CPC_31_rev%2012.pdf>. Acesso em: 20
jun. 2019.
a) Representa uma linha secundária e sem importância para o negócio principal da
empresa.
b) Não possui relevância geográ�ca com as principais operações da empresa.
c) Não necessita ser mantida para venda e nem informada nas notas explicativas.
d) É uma controlada adquirida exclusivamente com o objetivo da revenda.
e) Faz parte de um plano desintegrado e sem relevância de desinvestimento da
entidade.
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indicações
Material
Complementar
L I V R O
Manual de Contabilidade Societária:
Aplicável a Todas as sociedades de Acordo
com as Normas Internacionais e do CPC
Ernesto Rubens Gelbcke, Ariovaldo dos Santos, Sérgio de
Iudícibus, Eliseu Martins
Editora: Atlas
ISBN: 978-8597016000
Comentário: A leitura desse livro é obrigatória para todo
pro�ssional que trabalha ou pretende trabalhar com
contabilidade. Os autores são verdadeiras referências no
que tange à contabilidade, e as temáticas abordadas contêm
tudo que é de mais atual e necessário para os pro�ssionais
da contabilidade no Brasil.
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F I L M E
O contador
Ano: 2016
Comentário: O �lme retrata a história de Christian Wolff,
um contador com uma síndrome que limita suas habilidades
sociais e que cuida da contabilidade das organizações
criminosas mais perigosas do mundo. Com a chegada de um
novo cliente, uma empresa de robótica "state-of-the-art",
quanto mais perto ele chega da verdade, mais risco ele
corre.
Para conhecer mais sobre o �lme, assista ao trailer.
T R A I L E R
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conclusão
Conclusão
A complexidade de se interpretar CPCs é algo inerente da pro�ssão contábil. Esse
desa�o é apenas um dos muitos que qualquer pro�ssional da contabilidade
enfrentará ao longo da sua carreira.
Ao longo desses estudos, nota-se que ainda existem muitas dúvidas sobre a correta
aplicação do CPCs 31 e 33 nas demonstrações contábeis, porém, é algo que não
pode ser ignorado pelos futuros pro�ssionais. A oportunidade de poder estudar de
forma racionalizada e estruturada ainda no curso superior essa temática já pode ser
considerada uma condição que os coloca à frente dos demais pro�ssionais que se
formaram há muito tempo.
Ainda é necessário reforçar que deve ser característica nata do pro�ssional contábil
a busca cada vez maior e mais constante por novas informações, novas fontes e
também por formas que possam modi�car como a contabilidade é implementada no
dia a dia das entidades.
referências
Referências
Bibliográ�cas
17/08/2020 Ead.br
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CPC 31. Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada.
São Paulo: Comitê de Pronunciamentos Contábeis. 2009. Disponível em:
<http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/336_CPC_31_rev%2012.pdf>. Acesso
em: 20 jun. 2019.
CPC 33. Benefícios a Empregados. São Paulo: Comitê de Pronunciamentos
Contábeis. 2012. Disponível em: <http://www.cpc.org.br/Arquivos/Docum
entos/350_CPC_33_R1_rev%2013.pdf>. Acesso em: 20 jun. 2019.
NBC 01. Norma Técnica de Perícia Contábil: Conselho Federal de Contabilidade.
2019. Disponível em: <https://cfc.org.br/wp-
content/uploads/2016/02/NBC_TP_01.pdf>. Acesso em: 21 de jun. 2019.
SILVA, C. M. et al. Identi�cação dos disclosures do CPC 33 (R1) nas demonstrações
de empresas brasileiras do segmento de telefonia listadas da BM&FBOVESPA.
RAGC, v. 4, n. 17, p. 133-153, 2016. Disponível em:
<http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/336_CPC_31_rev%2012.pdf>. Acesso
em: 15 jun. 2019.
VICECONTI, P.; NEVES, S. Contabilidade avançada e análise das demonstrações
�nanceiras. 17. ed. São Paulo: Saraiva, 2013.
IMPRIMIR
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/336_CPC_31_rev%2012.pdf
http://www.cpc.org.br/Arquivos/Docum%20entos/350_CPC_33_R1_rev%2013.pdf
https://cfc.org.br/wp-content/uploads/2016/02/NBC_TP_01.pdf
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/336_CPC_31_rev%2012.pdf