Prévia do material em texto
ESCOLA _________________________________________________DATA:_____/_____/_____ PROF:______________________________________________________TURMA:____________ NOME:________________________________________________________________________ www.acessaber.com.br Os conectivos e os seus efeitos de sentido O que é conjunção? Segundo o gramático Rocha Lima, as conjunções são palavras que ligam elementos da mesma natureza, como por exemplo substantivo + substantivo, oração + oração ou ainda de natureza diversa. Dão uma direção argumentativa ao texto: Era bonita eambiciosa Era bonita, masambiciosa Na primeira oração, a conjunção ‘e’ apenas acrescenta uma qualidade. Já na segunda oração, os adjetivos ‘bonita’ e ‘ambiciosa’ são colocados em oposição, como se a segunda qualidade fosse negativa e a primeira, positiva. As conjunções estão classificadas em coordenativas e subordinativas; as primeiras ligam oração não dependentes, sintaticamente equivalentes; as segundas ligam orações que se subordinam hierarquicamente, ou seja, unem uma principal a seus desdobramentos (as subordinadas). As conjunções serão retomadas no estudo do período composto (sintaxe). Conjunções coordenativas Aditivas – expressam soma, adição: e, nem, não só, mas também. Exemplo: Saio feliz evolto cansada. O rapaz não fica nem sai. Adversativas – expressam contraste ou oposição de pensamento: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto. Exemplo: Estarei em casa, contudo estarei ocupada. Alternativas – expressam exclusão ou alternância de pensamentos: ou, ou, ou…, ora, ora, ora…, quer…quer, seja…seja. Exemplo: Oraestá alegre, ora está triste. Conclusivas – expressam conclusão de pensamento: portanto, logo, por isso, por consequência, pois (após o verbo), assim. Exemplo: Ela é muito nova, portanto está proibida de sair. Explicativas – expressam razão, motivo: porque, que, pois (antes do verbo). Exemplo: Não brinque com isso, porque será fatal. Comam bastante, que comer faz crescer. Conjunções subordinativas Integrantes – servem para introduzir orações subordinadas cuja função seja substantiva: que, se. Exemplo: Ela me disse que voltaria amanhã. Não sei se devo fazer o exame. Causais – introduzem orações subordinadas que exprimem causa: porque, que, pois, visto que, já que, uma vez que, como (sempre em início da oração). Exemplo: Comoestava cansada, preferiu dormir. Não falei nada porque ela gritou. Comparativas – introduzem orações subordinadas que exprimem uma ideia de comparação: que ou do que (após mais, menos, maior, menor, melhor, pior). Exemplo: João teimou como um burro. Concessivas – introduzem orações subordinadas que exprimem fato contrário ao que se encontra na oração principal, ainda que não suficiente para anulá-lo: embora, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que, por mais que, por menor que, por maior que, por pior que, por melhor que, por pouco que. Exemplo: Vou viajar em abril, mesmo que não tenha dinheiro. Condicionais – introduzem orações subordinadas que exprimem condição, hipótese ou suposição para que o fato anunciado da principal seja realizado: se, caso, contanto, que, salvo se, desde que, a menos que, a não ser que. Exemplo: Se mamãe vier, viajo. Desde que comesse, eu cozinharia. Conformativas – introduzem orações subordinadas que, em relação à principal, exprimem ideia de concordância, conformidades: conforme, consoantes, segundo. Exemplo: Conforme disse, espero esta vaga. Consecutivas – introduzem orações subordinadas que expressam consequências, efeitos do que é enunciado na oração dita como principal: que (depois dos reforçativos tão, tanto, tamanho, tal), de sorte que, de modo que, de maneira que, de forma que. Exemplo: Foi tamanha a emoção, que desatou a rir. Ela falou tanto, que perdeu a voz. Temporais – introduzem orações subordinadas que expressam a ideia de tempo: quando, logo que, depois que, antes que, sempre que, desde que, até que, assim que, enquanto, mal. Exemplo: A luz apagou, mal o filme começara. Enlouquecemos de tristeza, assim que soubemos da tragédia. Finais – introduzem orações subordinadas que indicam uma finalidade: para que, a fim de que. Exemplo: Estudamos bastante a fim de que passássemos no vestibular. Proporcionais – introduzem orações subordinadas que revelam simultaneidade: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto mais, quanto menos, quanto menor, quanto maior, quanto melhor, quanto pior. Exemplo: Quanto mais preciso de dinheiro, menos ganho. À medida que economizava, sentia mais prazer. Há diversificados elementos que são utilizados no encadeamento das ideias em um texto, formando um todo articulado e harmônico. Com o intuito de se perceber a importância dos conectivos, propõe-se a leitura de pensamentos de Rubem Alves. No espaço indicado, complete com o conectivo adequado e, em seguida, explicite o sentido expresso por ele no contexto de cada pensamento: para mas porque se como 1. “Antigamente’ é um tempo que se foi, _____________ que se recusa a ir de vez e fica dentro da gente, atormentando o coração com saudade.”. Efeito de sentido: ______________________ 2. “Não se podem prometer sentimentos. Eles não dependem da nossa vontade. Sua existência é efêmera ____________ o voo dos pássaros.”. Efeito de sentido: ______________________ 3. “Os olhos são a lâmpada do corpo. _____________ os olhos forem bons, o mundo será belo. ______________ os olhos forem maus, o mundo será sinistro. O paraíso mora dentro dos olhos.”. Efeito de sentido: ______________________ 4. “Somos belos ________________ dentro de nós há um jardim que, vez por outra, se deixa ver através de nossos gestos.”. Efeito de sentido: ______________________ 5. “As palavras só tem sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras ________________ melhorar os olhos.”. Efeito de sentido: ______________________