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1 Agora vamos colocar em prática os nossos conhecimentos. Leia o texto abaixo e depois responda as questões propostas: Administração Científica e o Modelo T Na virada do século, os automóveis eram um luxo que somente os ricos podiam pagar. Eram montados por artesãos que construíam o carro completamente e de uma só vez no chão da fábrica. Esses trabalhadores não eram especializados e Henry Ford acreditava que eles perdiam tempo e energia colocando as partes necessárias nos carros. Ford adotou uma abordagem revolucionária na fabricação de automóveis, utilizando os princípios da administração científica. Após muito estudo, máquinas e trabalhadores foram colocados em seqüência na fábrica de Ford de modo que um tudo móvel pudesse ser montado sem interrupções ao longo de uma linha de produção móvel. Utilizava-se energia mecânica e uma esteira para extrair o trabalho dos trabalhadores. Do mesmo modo, a fabricação das partes também foi radicalmente modificada. Por exemplo, antes eram necessários 20 minutos de um trabalhador para montar um magneto volante. Dividindo esse trabalho em 29 operações diferentes, colocando o produto numa esteira mecânica e modificando a altura dessa esteira, Ford diminuiu o tempo de produção para cinco minutos. Por volta de 1914, o tempo de montagem de um chassi caíra de quase 13 horas para 1 hora e meia. Os novos métodos de produção requeriam padronização completa, novas máquinas e uma força de trabalho adaptável. Os custos caíram significativamente, o Modelo T tornou-se o primeiro carro acessível à maioria dos americanos e Ford dominou o setor por muitos anos. KROOS, H. GILBERT C. The principles of scientiic manageent. New York: Haper & Row 1911 Um Pioneira das Relações Humanas Em 1837, Willian Procter, um varejista inglês falido e James Gamble, filho de um ministro metodista, formaram uma sociedade em Cincinati para fazer sabão e velas. Ambos eram conhecidos por serem íntegros e logo o negócio prosperava. Em 1883, o negócio havia crescido substancialmente. Quando Willian Cooper Procter, neto do fundador deixou a Princeton University para trabalhar na empresa, ele quis conhecer o negócio a partir do mais baixo escalão. Começou a trabalhar no chão da fábrica manipulando resina e sabão até despejar misturas de gordura no recipiente. “Ele trazia seu almoço num saco de papel e sentava no chão (com os outros trabalhadores) e almoçava com eles, conhecendo assim seus sentimentos a respeito do trabalho”. Em 1884, Cooper Procter acreditava, com base na própria experiência, que aumentar o comprometimento psicológico com a empresa conduziria à maior produtividade. Sua paixão por aumentar o comprometimento dos empregados com a empresa o levou a propor um plano escandaloso: dividir os lucros com 2 os trabalhadores para aumentar seu senso de responsabilidade e sua satisfação pelo trabalho. A surpresa foi enorme no “Dia dos Dividendos”, quando os trabalhadores receberam cheques equivalentes ao pagamento de sete semanas. Ainda assim, o plano não estava completo. Os trabalhadores viram a divisão dos lucros mais como um pagamento extra do que um incentivo para melhorar. Além disso. Cooper Procter reconheceu que uma questão fundamental para os trabalhadores, alguns deles continuavam a ser seus bons amigos, era a falta de segurança na velhice. As incorporações públicas, em 1890, deram a Procter uma nova idéia. Após tentar diversas versões, por volta de 1903 descobriu um modo de atingir tosos os seus objetivos em relação ao trabalho: um plano de compra de ações. Para cada dólar que um trabalhador investisse nas ações da P&G, a empresa contribuiria com quatro dólares em valor de ações. Finalmente, Cooper Procter resolveu algumas questões-chaves de trabalho cujo retorno foi em forma de lealdade dos trabalhadores, produtividade aumentada e uma reputação corporativa crescente de cuidado e integridade. Ele foi adiante, até tornar-se o CEO da empresa P&G e hoje permanece como uma das maiores corporações do mundo. SCHISGALL.O. Eyes on Tormorrow. Chicago. 1981. Best and worst corporate reputations Fortune. 1994 1. Analisando o cenário organizacional proposto por Ford de que forma se dava a relação entre funcionário e alta administração? 2. O que se pode entender de “comprometimento” descrito no texto 2 e que relação existe com a escala motivacional de Maslow? 3. Por que a simples divisão de lucros proposta por Procter não causou o efeito esperado na produtividade e no entendimento da ação por parte dos funcionários? 3 4. Que importância o reconhecimento integral do processo da organização realizado por Cooper Procter teve relevância no sucesso e na construção da vantagem competitiva da corporação? 5. Em que situação pode-se ver claramente o processo interacional vivenciado por Cooper Procter junto de seus funcionários?