A nova rotina que se impôs para muitos profissionais durante a pandemia de covid-19 se manteve depois de sua fase mais crítica. E a comunicação à distância foi apenas uma das diversas transformações na forma de trabalhar que ocorreram nos últimos dois anos e que continuam. Natural que, diante desse cenário corporativo, sejam cobradas novas habilidades dos profissionais que atuam nele. Entre elas, a capacidade de se comunicar tem sido considerada essencial por empresas brasileiras e estrangeiras. É o que mostram dois levantamentos recentes, um realizado pelo site de recrutamento norte-americano ZipRecruiter e outro pela empresa de recrutamento brasileira Robert Half em parceria com a escola de educação corporativa The School Of Life Brasil. “Na pandemia e na pós-pandemia, a comunicação se fortaleceu demais. Isso aparece em quase 100% das posições que a gente busca”, afirma Maria Sartori, diretora associada da Robert Half. Segundo ela, antes de 2020, apenas 5% das vagas disponibilizadas pela empresa eram remotas; agora, essa porcentagem passou dos 50%. “No ambiente virtual, a questão mais preponderante é a comunicação, independentemente de a posição ser para um profissional iniciante ou sênior”, ressalta. “Comunicação” também está entre os workshops corporativos mais procurados na The School of Life Brasil. “Esse novo modelo de trabalho exige uma comunicação muito mais certeira”, afirma Diana Gabanyi, CEO e responsável pelos projetos corporativos da escola. A capacidade de se comunicar está incluída no rol das chamadas habilidades emocionais, competências interpessoais ou soft skills. O conceito, que se popularizou como sendo qualquer habilidade humana não relativa ao aprendizado técnico ou hard skills, não é novidade para empresas e recrutadores. As soft skills vêm ganhando força nos processos seletivos há alguns anos. O estudo Tendências Globais de Talento, realizado pelo LinkedIn em 2019 com mais de 5 mil profissionais em 35 países, mostrou que 80% dos entrevistados já consideravam as competências interpessoais essenciais para o sucesso das empresas; e que, para 92%, tais habilidades importavam tanto ou mais do que as competências técnicas. Esse processo foi potencializado e consolidado durante os dois últimos anos, sendo que a pandemia também mudou a priorização de algumas dessas competências. Segundo Maria Sartori, as soft skills que, assim como a capacidade de se comunicar, se relacionam ao trabalho online ganharam protagonismo junto com o controle emocional, calma e organização.
Fonte: COLAVITTI, Fernanda; As competências mais valorizadas nas empresas para 2023. VoceRH 2023. Disponível em: https://vocerh.abril.com.br/futurodotrabalho/as-competencias-mais-valorizadas-nas-empresas-para-2023 Acesso em: 22 mai. 2023.
Baseando-se no enunciado, avalie as alternativas e assinale a correta:
Ed
mês passado
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