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E.E Dr. Prof. Geraldo Campos Moreira Gabrielli Camilly Almeida Silva Queen Biografia São Paulo 2019 I like people to go away from a Queen show feeling fully entertained, having had a good time. I think Queen songs are pure escapism, like going to see a good film - after that, they can go away and say that was great, and go back to their problems. I don't want to change the world with our music. There are no hidden messages in our songs, except for some of Brian's. "The Man Who Would Be Queen" in Melody Maker (2 May 1981) RESUMO O presente trabalho teve o objetivo de relatar como foi a trajetória e influência da banda Queen. Traz o levantamento da história da Banda Queen, explicando quais foram suas origens, identificando qual influencia seu trabalho deixou na sociedade, descrevendo e analisando suas conquistas, objetivos e trajetória. Palavras Chave: Banda, Queen, Música, Freddie Mercury, Rock. SUMÁRIO Introdução............................................................................................................... 05 1. Os Membros………………………………………………………………..…………. 06 2. A Formação…………………………………………………………………..………... 08 3. Os Recordes……………………………………………………………….………….. 11 4. Os Projetos Solo……………………………………………………………………... 14 5. A Morte de Freddie Mercury………………………………………………………... 15 6. O Legado………………………………………………………………………….….. 16 Considerações Finais……………………………………………………………….…... 18 Referências Bibliográficas………………………………………………………….…… 19 5 INTRODUÇÃO Este trabalho de conclusão de curso surgiu do interesse em pesquisar a história da Banda Queen. O Queen foi uma das maiores bandas da história do rock, conhecer sua história e analisar seu legado foi essencial para a realização deste trabalho. O objetivo central da pesquisa foi de mostrar a importância que a banda possui na sociedade desde a década de 70, além de relatar as mudanças musicais que ditou dos anos 1970 à 1990. Os objetivos específicos foram os seguintes: relatar a história da formação da banda; identificar sua influência no mundo da música e na sociedade, além de descrever e analisar suas conquistas, conflitos e interesses. O primeiro capítulo trata da essência individual de cada integrante da banda, onde é possível observar a diferença das origens de cada um, além de ter o entendimento da personalidade e genialidade de cada indivíduo. Já o segundo capítulo relata o que foi preciso para a banda atingir tamanho sucesso, trazendo informações que vão desde sua formação ao início de seu estrelato, como também alguns conflitos pessoais. Já no terceiro e quarto capítulo, é possível conhecer os recordes e conquistas, além de ver um pouco mais do individualismo com os projetos solos de cada membro. Foram abordados ainda temas como as críticas pelo ecletismo musical da banda e conflitos musicais enfrentados pelos membros. No quinto capítulo é retratado a triste morte de uma das maiores vozes do mundo musical, e eterno rosto do Queen. E no sexto e último capítulo, é abordado o legado e a influência deixada pela banda, a dificuldade enfrentada com a sexualidade de Mercury também é retratada. Toda a pesquisa aqui realizada foi processada e analisada, proporcionando assim maior entendimento e interpretação do tema. 6 OS MEMBROS Freddie Mercury Nascido como Farrokh Pluto Bulsara no continente africano, em uma colônia chamada Zanzibar, no país da Tanzânia, em 05 de setembro de 1946. Farrokh foi um genial cantor, pianista e compositor, que teve seu auge a frente da banda Queen, na qual foi vocalista por 21 anos. Apesar do seu estilo chamativo, aqueles que o conheciam consideravam ele uma pessoa reservada e insegura, muitos até diriam que ele era capaz de cometer crueldades pelo estrelato. Freddie possuía uma personalidade avassaladora, que poderia ser muito difícil de conviver, para ele o estrelato era seu por direito, e depois que finalmente o conquistou, ficou conhecido por sua voz marcante, roupas extravagantes e inabalável confiança, o que na realidade não era bem assim, pois ele possuía uma grande necessidade de aceitação. Bulsara era dono de uma imaginação inigualável o que o levou a criar alguns dos maiores sucessos da banda, ele era também assumidamente bixessual e formado em artes gráficas, sendo também ele o criador do Queen Crest, o símbolo da banda. Farrokh Pluto Bulsara nos deixou aos 45 anos, no dia 24 de novembro de 1991, por causa de uma broncopneumonia, acarretada pela AIDS. Brian May Brian Harold May nasceu em 19 de julho de 1947, em Hampton, Middlesex, na Inglaterra. Brian é um grande guitarrista, compositor e astrofísico, que ficou conhecido por sua banda Queen, na qual foi o co-fundador. May era um adolescente muito criativo, e com com a ajuda de seu pai ele criou a guitarra que seria o destaque em sua carreira, chamada “the special red”, a guitarra consistia em materiais improvisados, como lenha, e uma moeda que era usada como palheta. Formado em astrofísica pelo London Imperial College, May desistiu de seu doutorado para sair em turnê com a banda. Apesar de seguir a carreira de músico, Brian nunca deixou de usar seus talentos como físico, ele aplicava seu conhecimento em estúdio, como quando criou ecos que amplificaram os efeitos de palmas e pisoteados nas músicas, criando uma ilusão de que os sons vinham de uma grande multidão. Depois da morte de Freddie, May e a banda criaram o Mercury Phoenix Trust, uma instituição beneficente para portadores do vírus HIV. Casado com Chrissie Mullen desde 1974, o casal tem duas filhas, Louisa e Emily, e um filho chamado Jimmy. Brian mantém seu interesse em astrofísica, em 2008 ele voltou a estudar para concluir seu doutorado. Aos 71 anos de idade Brian Harold 7 May é um grande colecionador de fotografia estereoscópica, além de continuar tocando com o Queen, agora com Adam Lambert nos vocais. John Deacon John Richard Deacon nasceu em Leicester, Inglaterra, no dia 19 de agosto de 1951, John é o enigmático baixista, compositor e mestre em eletrônica do Queen, foi o quarto e último membro da formação original a se juntar a banda. John era o tranquilo do grupo, o que era nítido devido a personalidade explosiva dos outros membros. Conhecido por ser um homem de família, John foi o primeiro a se casar da banda, e é casado até hoje com Veronica Tetzlaff, teve seis filhos, e vive uma vida calma em Londres. Segundo o próprio Deacon, a fama era difícil de administrar, mas mesmo assim não deixou de aproveitar a vida de astro do rock, como todos do grupo, teve problemas com álcool. Como compositor, John escreveu alguns dos maiores hits da banda, além de ser o criador do inesquecível baixo inicial de Under Pressure. Deacon também usou seu conhecimento em eletrônica na banda, tendo ele construído o amplificador deacy amp, um amplificador de guitarra que daria ao grupo de um som único e reconhecível. Ele também lançou um álbum solo em 1986, e criou outra banda chamada The Immortals, que teve apenas um single gravado. John era muito próximo de Freddie, e talvez tenha sido o membro da banda que mais sofreu com sua morte. Faz exatos 20 anos que John vive longe dos holofotes, nem mesmo o filme Bohemian Rhapsody o fez voltar à mídia, após a morte de Freddie ele sofreu de depressão e resolveu se afastar da mídia, e dos outros membros Roger Taylor e Brian May, que não mantém nenhum contato, nem mesmo para falar sobre o Queen, John deu total liberdade para eles fazerem o que quiser com a marca e apenas trata de interesses financeiros através de intermediários. Roger Taylor Roger Meddows Taylor, nascido em King 's Lynn, Norfolk, no dia 26 de julho de 1949. Roger possui uma forte identidade musical, é multi-instrumentista, compositor, biólogo e cantor, foi baterista e um dos fundadores da banda Queen. É considerado um dos melhores e mais influentes bateristas de rock da década de 1970 e 80. Roger tem cinco filhos e é casado com Sarina Potgieter desde2010, foi o primeiro da banda a se aventurar em projetos solos, lançando Fun In Space no ano de 1981. Roger lançou quatro álbuns solo, e continua no mundo da música até hoje seja tocando com o Queen ou lançando mais projetos solos. Com personalidade também explosiva, é um homem com senso de ironia, seus projetos não são confinados apenas à música, e tem ampla perspectiva musical. 8 A FORMAÇÃO Em 1968 foi formada a banda que seria um dos maiores sucessos da década de 70, a princípio foi criada como uma simples banda universitária chamada Smile, que contava como integrantes Brian May e Tim Staffell, que na época eram estudantes do Imperial College, localizado em Londres. A banda foi formada por um anúncio no mural da escola, que procurava um baterista do tipo “ginger baker”, o que os levou a conhecer Roger Taylor. O então atual vocalista da Smile, Tim tornou-se amigo de Farrokh Bulsara, mais conhecido como Freddie. Bulsara tornou- se um grande fã da banda, além de ter uma crescente vontade de se tornar o vocalista. Freddie já havia saído de outros grupos, como o Ibex, que depois foi nomeado Wreckage, mas que não durou muito. Bulsara foi então apresentado por Tim a Brian e Roger, que logo consideraram seu estilo muito peculiar e afeminado, porém dono de uma personalidade cativante. E precisamente nos anos 1970, após Tim Staffell ter deixado a banda para se juntar à Humpy Bong, Freddie foi efetivado como vocalista titular da Smile, e logo incentivou seus atuais membros a mudarem o nome do grupo para Queen, Freddie justificava o nome como: "É um nome muito forte, universal e imediato", e logo foi aceito definitivamente por Brian e Roger e se tornando assim a marca consagrada da banda. Estavam à procura de um baixista, e após de experimentar uma série deles Brian e Roger conheceram John Deacon, que na época era um estudante de eletrônica no Imperial College, em uma boate. A performance dele surpreendeu a todos, ele era muito introvertido e quieto, o que de certa forma o tornou o neutralizador da banda, sempre acalmando os demais membros. Por questões financeiras a banda começou a desanimar, e seus membros foram em busca de outros caminhos, mas graças a um amigo chamado Terry Yeadon, que trabalhava em um estúdio de nome De Lane Lea, que a banda se reanimou e encontrou uma oportunidade para gravar, naquele estúdio gravou uma demo com cinco canções: "Liar", "Keep Yourself Alive", "The Night Comes Down", "Great King Rat" e "Jesus", que foram enviadas para várias gravadoras, que acabaram não se interessaram. E nessa época Freddie resolveu mudar seu sobrenome para Mercury, inspirado pelo verso "Mother Mercury, look what they've done to me", de sua música "My Fairy King", também tendo na mesma época, desenhado o logotipo do Queen, que combina os signos do zodíaco dos quatro membros. 9 Mais tarde no mesmo ano a banda conheceu Norman Sheffield, co-proprietário do Trident Studios, que ouviu uma demo deles, e apesar de inicialmente não ter demonstrado nenhum interesse, contratou o grupo após ter assistido a uma apresentação. O álbum de estreia foi gravado durante madrugadas caóticas por falta de horários livres no estúdio, sendo assim o álbum ficou pronto muito “tarde”, para eles as faixas já soavam ultrapassadas. A banda decidiu então voltar ao estúdio com objetivo de gravar um segundo álbum, desta vez, insistiram para que fosse de dia e trabalharam com Roy Thomas Baker. O álbum foi gravado numa mesa de dezesseis canais e o produtor acabou satisfeito com o resultado da obra. Em fevereiro do ano 1974, o Queen foi convidado a participar no Top of the Pops, a banda gravou uma versão de "Seven Seas of Rhye", que foi performada no programa. A divulgação deu certo e foi a primeira música do grupo que teve reconhecimento. Assim então a banda iniciou a sua primeira turnê nos Estados Unidos, mas sua rotina extremamente corrida estava afetando a saúde de um de seus membros, Brian sofreu de hepatite, encerrando assim a primeira turnê da banda por razões médicas. May precisou passar algumas semanas internado e enquanto isso , John, Freddie e Roger discutiam ideias para o próximo álbum. Porém o guitarrista tinha sido diagnosticado com uma úlcera duodenal, que existia desde sua adolescência, e por isso ficou hospitalizado por mais tempo, mas mesmo assim escrevia algumas músicas, porém tinha medo de ser substituído por estar temporariamente incapacitado. Para substituí-lo, Deacon assumiu as guitarras, enquanto os outros membros produziam harmonias vocais e overdubs. Assim que teve alta, May passou a trabalhar no material, que tinha como objetivo ser musicalmente mais acessível do que Queen II. Assim, com a produção de Thomas Baker, com colaboração de Mike Stone, foi produzido Sheer Heart Attack, lançado no final de 1974. Entre os meses finais de 1974 e o início de 1975, a vida pessoal de todos os membros não ia bem. John, estava prestes a se casar e precisava de dinheiro; Freddie morava num pequeno apartamento com a sua namorada Mary Austin. E a situação de Brian May era pior pois dividia com sua namorada um quarto mofado. Por causa de tantos problemas, foi contratado o advogado Jim Beach para revisar o contrato da banda com a Trident. Nesta época, havia sido lançado o single "Now I'm Here", e no dia seguinte Deacon casou-se com Veronica Tetzlaff, que namorava há anos e estava grávida do seu primeiro filho, Robert. Após a lua de mel de Deacon, foi feita uma turnê de divulgação de Sheer Heart Attack em território norte-americano, com o Kansas abrindo os shows. Porém, foi um fracasso, e uma das causa foi por causa de problemas vocais que Freddie sofreu durante a divulgação. 10 Os membros da banda estavam muito insatisfeitos com seu contrato com a Trident, pois, para Norman Sheffield, o lucro que deram não era suficiente para cobrir o valor que foi investido na banda, então decidiram escolher John Reid, como novo gerente da carreira do Queen. Agora sob o comando da EMI, a banda passou a se preparar para seu próximo álbum e gravar as primeiras canções individualmente em sete estúdios diferentes. Bohemian Rhapsody foi a escolhida como primeiro single do novo trabalho, porém a canção possuia uma duração muito longa, o que deixou a gravadora e até mesmo John temerosos com a escolha dela como single, temiam ser um fracasso nas rádios, e se de fato fosse, seria então o fim da banda pois estavam atolados em dívidas das gravações. O álbum, single e a turnê foram um sucesso, e A Night at the Opera é considerado até hoje o melhor trabalho da carreira do Queen. Durante esta época, Freddie enfrentava uma grande crise em seu relacionamento, estavam cada vez mais distantes devido ao sucesso da banda. Freddie então começou a se envolver com David Minns, e sentiu a necessidade de ser franco com sua noiva Mary e se assumiu bisexual. Apesar do término do relacionamento eles continuaram sendo amigos próximos, Depois do bom reconhecimento de News of the World, a banda queria manter a essência do mesmo, mas sem repetir o erro de soar como uma continuação do anterior, como aconteceu em ``A Day at the Races''. Queen então volta a trabalhar com Roy Thomas Baker e então começa as gravações de Jazz, que teve muita influência na vida pessoal dos membros. Enquanto isso o estilo de vida de Mercury começava a preocupar os demais membros, a diferença entre os integrantes estavam cada vez mais claras, o que causava muitas discussões e intolerância, o que atrapalhou no resultado final do álbum deixando John e Roger insatisfeitos, pois para eles estava evidente que o trabalho da banda estava muito individualizado. Além de não ter agradado a gravadora, já pelo título, que para ela poderia causar confusão no público e a capa monocromática. Mas a maior polêmica foi o clipe de "Bicycle Race", em que a banda contratou sessenta e cinco modelos para andarem de bicicleta seminuas no Wimbledon Stadium, o que causou inúmeras críticas de alguns grupos feministas, além de uma conhecida resenha da Rolling Stone sobre o álbum que classificou o Queencomo uma banda fascista, machista e arrogante, enquanto a NME recomendou a compra do disco apenas se você tivesse "um parente surdo". 11 OS RECORDES O auge da banda começou em meados dos anos 70, e desde então ficaram conhecidos por quebrar barreiras, estabelecer recordes e aqui vamos conhecer alguns deles. Conquistas Em termos de vendas sempre foram muito bem, e ficam apenas atrás de lendas como os Beatles. Madonna, Elvis Presley e Michael Jackson. Somente com seu álbum auto-intitulado lançado em 1973 venderam mais de 200 milhões de álbuns. Sua coleção de Greatest Hits vendeu cerca de 25 milhões de cópias, tornando-se o álbum mais vendido do Reino Unido e um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos. Além de ter colocado 18 álbuns e singles, no topo dos mais vendidos, também tiveram dez coleções de DVD no topo de vendas. A banda foi indicada quatro vezes ao Grammy, porém nunca ganharam, o que é considerado pelos críticos uma das maiores injustiças da premiação. Foram também a primeira banda a ser introduzida nos compositores do Hall Of Fame. Suas músicas, “We Will Rock You”, “We Are the Champions” e “Bohemian Rhapsody”, foram consagradas no Grammy Hall of Fame. E no ano de 1990, a banda recebeu destaque pela contribuição no British Phonographic Industry para o British Music Award. 12 Os Shows O Queen sempre foi conhecido por ser explosivo, em todos os sentidos da palavra, e o lugar em que mais demonstravam toda essa explosão era no palco. Todos os membros possuíam uma incrível presença de palco, o que levava a plateia a ter a mesma energia que eles nas performances, e foi pensando nisso que a banda escreveu We Will Rock You, e We Are The Champions, para que a interação da plateia fosse uma parte de todo show. Durante sua trajetória, o Queen realizou cerca de 700 performances ao vivo – a maioria na década de 1970 com mais de duas horas de duração. Em 12 de Julho de 1986 levavam aos palcos de Wembley, Inglaterra, um dos maiores shows da história. Foi a última grande apresentação da banda com sua formação original, o show originalmente seria somente no dia 12, mas os ingressos esgotaram-se em poucas horas e os fãs que não conseguiram um ingresso se recusaram a sair do local, foi assim que resolveram criar um show extra. Os ingressos custavam cerca de quinze libras (em torno de 63 reais), e o resultado foi a quebra de recorde de público na Europa, com estimativa de 200 mil pessoas, que foram atingidas por um sistema de som com mais de 500 mil watts de potência, o show entrou pra lista de melhores espetáculos de todos os tempos. 13 Bohemian Rhapsody - O Filme E mais uma vez o Queen quebra recordes e conquista gerações, dessa vez com o seu filme biográfico, que uniu gerações de fãs na frente das telonas, além de ter atraído milhares de novos fãs. Com sua cinebiografia lançada em novembro de 2018, a banda arrecadou mais de U$600 milhões ao redor do mundo, se tornando a maior bilheteria de uma cinebiografia musical. Apesar de alguns críticos dizerem que foi um total conto de fadas e que fantasiaram tanto que se tornou um drama e não uma biografia, até mesmo Roger Taylor baterista do Queen apontou alguns erros na biografia; Segundo ele alguns fatos o incomodam, como por exemplo a recriação do sotaque do baixista John Deacon feita pelo ator Joe Mazzello, "Ficou um pouco chique demais. Ele era de Leicester, e tinha um sotaque do norte" afirmou o próprio. Já sobre sua representação feita pelo ator Ben Hardy ele comentou; "Ben fez um trabalho incrível. Se eu fosse criticar alguma coisa, seria que eu nunca usaria algumas daquelas roupas que colocaram nele", e acrescentou também que "também não acertaram muito no meu cabelo". Mas no final o filme foi aclamado pelos fãs e já na sua estreia arrecadou mais de U$175 milhões nos EUA e mais de U$430 milhões nos países restantes. 14 OS PROJETOS SOLO Após o fim de sua turnê ``A Kind Of Magic (1988 - 1991), os membros do Queen começaram a se dedicar em seus próprios projetos. Brian May por exemplo começou a produzir seu primeiro álbum solo e Freddie lançou como single a música “The Great Pretender”, o que o levou a começar a trabalhar em seu primeiro álbum intitulado Barcelona, em parceria com a cantora de ópera Montserrat Caballé. Inclusive foi planejada uma apresentação dos dois na abertura dos jogos olímpicos, porém por causa do diagnóstico de AIDS de Freddie, os planos precisaram mudar. Roger e John também tinham seus próprios projetos em andamento, Roger tinha acabado de criar sua mais nova banda chamada The Cross, que rendeu três álbuns e sua música mais famosa; Heaven for Everyone em parceria com Freddie Mercury, que também foi usada mais tarde no álbum Made In Heaven do Queen, no seu último álbum. Enquanto isso John trabalhava com Elton John e Cozy Powell, além de também ter formado um novo grupo, intitulado The Immortals, que teve apenas uma música lançada. Após essa pausa, o grupo decidiu se reunir em janeiro de 1988 em Londres, com a finalidade de voltarem a trabalhar juntos, porém dessa vez com uma condição que colocaria fim em um dos maiores motivos de intrigas na banda. Dessa vez tudo que produzissem juntos seria da banda, e não apenas de quem compôs, os todos os membros deveriam ser creditados. Assim então, o Queen voltou ao estúdio mais unido do que nunca. Porém enquanto a banda voltava a gravar, e Freddie se desdobrava para também gravar seu álbum Barcelona, ele também se desdobrava para lidar com a AIDS recém diagnosticada que seus colegas de banda não tinham conhecimento. 15 A MORTE DE FREDDIE MERCURY Farrokh Pluto Bulsara morreu na noite de 24 de novembro de 1991, em Kensington, Londres, Reino Unido. Freddie faleceu devido a uma doença pulmonar que foi agravada devido a AIDS, que vinha enfrentando desde 1988, da qual seus colegas de banda só foram ter conhecimento em 1990 e somente chegou ao conhecimento público no dia 23 de novembro de 1991, um dia antes de sua morte. Nem mesmo seus familiares sabiam de sua doença, Freddie decidiu se manter ativo até seus últimos dias, sua última aparição foi em maio de 1991, o seu último trabalho em frente das câmeras. Foi preciso usar muita maquiagem para esconder as manchas na pele causadas pela doença, além do vídeo ter sido lançado em preto e branco. Quando Mercury percebeu que chegava seu fim, ele decidiu parar definitivamente seu tratamento, continuando apenas com os remédios para diminuir a dor. Sobre o fato de não se pronunciar sobre sua doença Freddie explicou-se em uma curta mensagem a mídia como uma forma de se proteger, já seu assistente pessoal Peter Freestone disse à BBC, após a sua morte, que ele queria que as pessoas ouvissem sua música sem pensar que ele estava sofrendo de uma doença incurável. Após sua morte sua ex-namorada Mary Austin herdou sua mansão de Garden Lodge, avaliada em 22,5 milhões de euros na época (94,5 milhões de reais pelo câmbio atual), e a metade de sua fortuna (e futuros dividendos por direitos autorais). Já para seu companheiro, Jim Hutton, Freddie deixou 560.000 euros (1,3 milhão de reais). E mesma quantia para seu assistente pessoal, Peter Freestone, e para seu cozinheiro, Joe Fanelli. Para sua irmã, deixou os 25% restantes de seu patrimônio. E aos pais, hoje falecidos, outros 25%. Mary também é a única pessoa que sabe o paradeiro das cinzas do corpo de Freddie, “Freddie não queria que ninguém tentasse desenterrá-lo, como aconteceu com algumas pessoas famosas. Isso porque os fãs podem ser profundamente obsessivos”, disse Mary em entrevista à David Wigg. Sendo assim Freddie teria pedido a ela antes de sua morte, que levasse suas cinzas e as despejassem e em um lugar que nem mesmo sua família soubesse. E foi assim que ela fez, logo após seu funeral ela as levou para sua casa e lá eles permaneceram por cerca de dois anos, para despistar a mídia, e então num dia qualquer Mary fingiu que tinha uma consulta médica e finalmente as despejou. Existem muitas especulações de onde possivelmente elas estariam, porém Mary não confirma nenhumadelas e se depender dela o paradeiro de suas cinzas vão morrer com ela. 16 O LEGADO Ninguém pode negar que o Queen foi um marco na história da música, e me arrisco a dizer que até mesmo no da sociedade. O quarteto britânico surgiu na época da crise do petróleo, com a União Soviética em seu auge e com um Estados Unidos frustrado. Numa época do surgimento da discoteca, com fim da corrida espacial e armamentista e no nascimento do que seria chamado o rock progressista. Todos esses fatos são importantes para compreender o marco que o Queen teve, e tem até hoje. Para falar de Queen é importante falar de Ecletismo, que é a palavra chave do sucesso da banda. O grupo possui músicas que vão de pop ao metal, baladas românticas que atraem os apaixonados, e até mesmo material para competir com o rock progressista da época. A banda nunca se deixava cair no rotineiro, no previsível, a cada álbum atraia um público diferente. Por causa da ecleticidade de seus próprios membros, podemos ver que foi algo natural nascido da combinação do talento de cada indivíduo, o que definitivamente fez a diferença em sua ascensão ao topo. Na época a sociedade estava em evolução, ainda refletindo alguns ideiás da década de 60, dava pra se observar a mudança no jeito de se vestir e principalmente em como fazer música, e o Queen estava presente em todos eles, seja pelas roupas extravagantes usadas em shows e clipes, ou pelo natural estilo marcante de se vestir de seu vocalista. O Queen ditava mudança não só na moda, mas no padrão das bandas de rock, foi uma das primeiras bandas de rock de grande sucesso a não ter influência do blues e a carregar fortes marcas eruditas em sua música. Apesar do início da mudança na sociedade, o público principal da banda não era muito progressista, e em geral não aceitavam muito bem a sexualidade de Freddie. Em meados de 1980 a banda passa a ser considerada uma pária, até mesmo em sua terra natal, a Inglaterra, o que foi mudado somente depois de sua apresentação no Live AID, onde o Queen voltou aos braços do público. Mas ter uma banda de rock com um vocalista bisexual não era uma coisa comum, e a dificuldade de aceitação do público se tornou ainda mais clara quando Mercury decidiu mudar seu visual, adotando um corte de cabelo mais curto, abusando do gel de cabelo, roupas de couro coladas e seu marcante bigode. O que era um visual bastante comum na comunidade LGBT+ da época de 70, mas que causou desconforto em parte de seu público. E apesar de não ter se assumido abertamente como Bisexual, Freddie Mercury é considerado um dos maiores ícones LGBT+ e suas letras servem de inspiração para muitos jovens, como I Want To Break Free que é considerado um dos hinos da comunidade. 17 Outro marco do Queen para sociedade foi a fundação da The Mercury Phoenix Trust, que foi fundada logo após da morte do vocalista, com o propósito de ajudar os portadores de AIDS/HIV em todo o mundo. Em 21 anos a instituição doou mais de 15 milhões de dólares (cerca de 58 milhões de reais), além de ter fundado cerca de 700 projetos em pró do combate global à doença. Hoje em dia vemos claramente que nenhuma banda se iguala musicalmente ao Queen, pois até mesmo nas mais simples notas podíamos ver a originalidade e reconhecer que era o Queen, porém notamos várias influências. Olhando para os artistas que estão a surgir no mercado musical podemos identificar vários elementos que ligam a sonoridade do Queen, e tendências que foram influenciadas pelos mesmos. O Queen não mudou a sociedade, mas serviu como espelho de mudanças e tendências, abrindo as portas para inúmeros artistas 18 CONSIDERAÇÕES FINAIS Para entender o Queen é preciso entender cada integrante individualmente, sendo assim você irá identificar a personalidade de cada membro em todo o seu trabalho. Esse Trabalho de Conclusão de Curso procurou contribuir para com um maior entendimento da trajetória da banda, abordando aqui toda influência que ainda vemos deles nos dias atuais. Foi realizada uma vasta pesquisa digital, com o auxílio de biografias e sites especializados em música. O primeiro capítulo procurou mostrar que o Queen é mais que só Freddie Mercury, como muitos veem. Freddie sempre vai ser o maior astro e rosto da banda, porém o Queen não seria o que é hoje sem a genialidade de seus membros, Brian May, Roger Taylor e John Deacon. O ecletismo de cada membro tornou a banda única e incomparável. Considerando isso, especificamos seus atributos como indivíduos e não só como uma banda. No segundo capítulo foi apresentado a história da sua formação, a fim de compreender o que os tornou uma das maiores bandas do cenário do rock. Onde podemos compreender de forma mais ampla as dificuldades de alcançar o estrelato. Com o terceiro capítulo abordamos suas conquistas, mostrando ali o porque do título de uma das maiores bandas de rock do mundo. No quarto capítulo abordamos mais uma vez a individualidade dos membros, mas dessa vez abordando os conflitos e projetos que foram geradas dela. O quinto capítulo retratou a triste e trágica morte da Rainha do Rock, Freddie Mercury. Por último, o sexto capítulo buscou compreender o legado que foi deixado pela banda, tanto musicalmente, como socialmente, abordando ali a influência que Freddie Mercury teve para a comunidade LGBT e a importância que tem a The Phoenix Mercury Trust, criada por Roger Taylor e Brian May. Concluímos que a pesquisa realizada neste trabalho foi de extrema importância, não somente para o trabalho, mas também para nós como fãs, que com este trabalho adquirimos ainda mais conhecimento e carinho pela banda. 19 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Canal Nostalgia - Freddie Mercury (QUEEN) - Nostalgia Disponível em: www.youtube.com/watch?v=J6o12jvEljw Manual do Homem Moderno - 7 razões pelas quais o Queen fez história e ainda faz Disponivel em: manualdohomemmoderno.com.br/comportamento/25-razoes-pelas-quais-o-queen-fez-historia El País - A enigmática vida de John Deacon, baixista do Queen, que há 20 anos não quer saber nada do grupo Disponivel em: brasil.elpais.com/brasil/2018/11/08/cultura/1541671935_509035.html Ellegancy Costuras - A História do Queen e de Freddie Mercury Disponivel em: elcosturas.com.br/a-historia-do-queen-de-freddie-mercury GQ - Entenda a Linha do tempo do Queen antes de assistir Bohemian Rhapsody Disponivel em: gq.globo.com/Cultura/Cinema/noticia/2018/11/entenda-linha-do-tempo-do-queen-antes-de-assistir-bohemian-rhapsody.html Estudo Prático - Biografia de Freddie Mercury Disponivel em: www.estudopratico.com.br/biografia-de-freddie-mercury UAI - Biografia revela um Freddie Mercury reservado, inseguro e Cruel Disponivel em: www.uai.com.br/app/noticia/musica/2015/05/25/noticias-musica,168041/biografia-revela-um-freddie-mercury-reservado-inseguro-e-cruel.shtml BBC - Bohemian Rhapsody - Quem é Mary Austin, grande amor de Freddie Mercury Que aparece em filme sobre o Queen Disponivel em: www.bbc.com/portuguese/geral-46187480 Omelete - Freddie Mercury - 8 coisas que você não sabia sobre o vocalista do Queen 20 Disponivel em: www.omelete.com.br/musica/freddie-mercury-ha-70-anos-nascia-um-dos-principais-artistas-do-rock-contemporaneo History - Brian May Disponivel em: br.historyplay.tv/biografias/brian-may Rolling Stone - Roger Taylor aponta detalhes errados em Bohemian Rhapsody Disponivel em: rollingstone.uol.com.br/noticia/roger-taylor-aponta-detalhes-errados-em-bohemian-rhapsody Last.fm - Idade, cidade natal e biografia de Roger Taylor Disponivel em: www.last.fm/pt/music/Roger+Taylor/+wiki Queen Net - Nova Biografia de Roger Taylor Disponivel em: www.queennet.com.br/2010/02/11/nova-biografia-de-roger-taylor Grammy - Queen Disponivel em: www.grammy.com/grammys/artists/queen OUL - Há 30 anos, Queen se despedia com um dos maiores shows da história Disponivel em: musica.uol.com.br/noticias/redacao/2016/07/12/ha-30-anos-queen-se-despedia-com-um-dos-maiores-shows-da-historia.html ObservatórioG - Bohemian Rhapsody quebra record e se torna a maior biografia da história Disponível em: observatoriog.bol.uol.com.br/noticias/2018/12/bohemian-rhapsody-quebra-recorde-e-se-torna-a-maior-biografia-musical-da-historiaBBC - Freddie Mercury: os últimos anos do vocalista do Queen nas palavras de seu assistente pessoal Disponivel em: www.bbc.com/portuguese/geral-45971586 Jornal do Commercio - Há 27 anos, morria Freddie Mercury 21 Disponivel em: jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/noticia/2018/11/24/ha-27-anos-morria-freddie-mercury-363150.php Aventuras na História - Que fim levou o corpo de Freddie Mercury? Só uma pessoa sabe a resposta Disponivel em: aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/que-fim-levou-o-corpo-de-freddie-mercury.phtml El País - Quem é e onde está a misteriosa mulher que herdou a mansão e fortuna de Freddie Mercury? Disponivel em: brasil.elpais.com/brasil/2018/10/25/cultura/1540464310_348359.html Plano Aberto - O Legado Musical do Queen Disponivel em: www.planoaberto.com.br/o-legado-musical-do-queen Rolling Stone - Queen - A eterna majestade Disponivel em: rollingstone.uol.com.br/edicao/edicao-95/queen-eterna-majestade Maldita Insônia - A importância do Queen para o mundo Disponivel em: malditainsonia.blog.br/a-importancia-do-queen-para-o-mundo-ao-som-de-3 The Mercury Phoenix Trust - About Us Disponivel em: www.mercuryphoenixtrust.com/site/aboutus …..and God save the QUEEN