Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 2 ∀# 123 
1- INTRODUÇÃO – ASPECTOS COMUNS AOS REGIMES ADUANEIROS 
ESPECIAIS: 
Quando uma mercadoria é importada ou exportada, a regra geral é 
que deverá ocorrer a incidência tributária e serem cobrados os tributos 
devidos. No entanto, em algumas situações especiais, por razões de ordem 
econômica, logística ou mesmo facilitação de comércio, as mercadorias 
importadas ou exportadas podem fugir à regra geral. 
Nesses casos, quando não se aplica às mercadorias importadas ou 
exportadas o regime comum de importação, dizemos que as mercadorias são 
submetidas a regimes aduaneiros especiais. 
Com efeito, quando uma mercadoria entra no país, ela pode se 
submeter a três tipos de regimes aduaneiros: o regime comum, regimes 
aduaneiros especiais ou regimes aduaneiros aplicados em áreas 
especiais. 
As mercadorias submetidas ao regime comum de importação são 
aquelas que entram a título definitivo no país, ou seja, são nacionalizadas. 
Seria o caso, por exemplo, de automóveis importados por uma empresa que 
irá revendê-los no país. Nesse tipo de importação, haverá recolhimento 
tributário integral, sendo as mercadorias despachadas para consumo. Os 
bens beneficiados com isenção e imunidade, por entrarem a título definitivo no 
país, também sofrem despacho para consumo e, portanto, estão sujeitos ao 
regime comum de importação. 
As mercadorias submetidas a regimes aduaneiros especiais na 
importação, por sua vez, entram no país com a exigibilidade do crédito 
tributário suspensa. Há, ainda, uma situação em que a mercadoria entra com 
isenção tributária: o regime aduaneiro de drawback, na modalidade isenção. 
Os regimes aduaneiros especiais representam, portanto, uma exceção à regra 
geral do recolhimento tributário. Destaque-se que a suspensão ou isenção do 
crédito tributário ocorrerá devido a características especiais da operação que 
está sendo realizada. 
São inúmeros os Regimes Aduaneiros Especiais previstos na legislação 
brasileira, sendo estes discriminados no Decreto nº 6759/2009. Neste tipo de 
regime, as mercadorias sofrem despacho para admissão, com exceção 
das mercadorias importadas ao amparo do drawback, que sofrem 
despacho para consumo. Assim, embora o drawback seja um regime aduaneiro 
especial, as mercadorias nele admitidas não sofrerão despacho para admissão, 
mas sim despacho para consumo. 
“Ricardo, você pode dar um exemplo da aplicação de um regime 
aduaneiro especial a uma situação em concreto?” 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 4 ∀# 123 
Claro, meu amigo! Vamos lá! 
Suponha que será realizada uma exposição de obras de arte no Brasil 
e que, para isso, serão importadas esculturas e quadros de artistas 
estrangeiros. Essas obras de arte permanecerão no país durante o período de 
realização da exposição e depois retornarão ao exterior. Será que os tributos 
serão exigidos pela Receita Federal do Brasil nesta operação? Não, a 
importação dessas obras de artes será feita ao amparo do regime aduaneiro 
especial de admissão temporária. Dessa forma, a entrada desses bens no 
país será realizada com suspensão dos tributos incidentes. Percebam, no 
entanto, que a entrada desses bens com suspensão de tributos está 
condicionada ao regresso para o exterior. Moral da história: esses bens 
permanecerão no país apenas por um período de tempo determinado. 
Conseguiu entender esse exemplo, meu amigo? 
“Entendi, Ricardo! Agora falta você explicar o que são regimes 
aduaneiros aplicados em áreas especiais.” 
Os regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais são aqueles 
que existem em áreas específicas do território nacional com o objetivo de 
promover o desenvolvimento regional. Como exemplos de regimes aduaneiros 
aplicados em áreas especiais, citamos a Zona Franca de Manaus, as Zonas de 
Processamento de Exportações (ZPE’s) e as Áreas de Livre Comércio. 
A Zona Franca de Manaus é uma área de livre comércio de 
importação e exportação cuja criação teve por objetivo o estabelecimento de 
um pólo regional em Manaus, promovendo seu desenvolvimento. Assim, em 
face de condições especiais daquela região (grande distância dos principais 
centros consumidores), esta recebe incentivos governamentais. 
 
Para que vocês não fiquem com dúvidas com relação aos tipos de 
despacho aduaneiro, vale a pena recordamos mais uma vez! 
Há três tipos de modalidades de despacho aduaneiro: i) despacho 
para consumo; ii) despacho para admissão e; iii) despacho para 
internação. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 5 ∀# 123 
Os bens submetidos ao regime de importação comum sofrem 
despacho para consumo. Nesse caso, em regra, há recolhimento tributário 
integral. No caso de bens importados com isenção ou imunidade, também se 
aplica o despacho para consumo. Com efeito, o despacho para consumo está 
ligado ao ânimo de definitividade da importação. 
Por sua vez, os bens submetidos a regimes aduaneiros 
especiais sofrem despacho para admissão. Há, todavia, uma exceção 
importante: o drawback. Em que pese o drawback ser um regime aduaneiro 
especial, os bens a ele submetidos sofrem despacho para consumo. Os bens 
que ingressam na ZFM com isenção tributária também sofrem despacho para 
admissão; os bens que entram na ZFM sem isenção tributária sofrem despacho 
para consumo. 
Já o despacho de internação é o que ocorre quando bens que 
tenham ingressado na Zona Franca de Manaus com o benefício de isenção são 
internalizados no território brasileiro. Considerando-se que a entrada de bens 
na ZFM recebe isenção tributária, o ingresso desses bens na ZFM sofrerá 
despacho para admissão. Caso esses bens sejam vendidos a empresa situada 
em outro lugar do Brasil, sofrerão despacho para internação, havendo 
recolhimento tributário. 
 
a) Mercadorias submetidas ao regime comum de 
importação: despacho para consumo 
b) Mercadorias submetidas a regime aduaneiro 
especial: despacho para admissão, à exceção do 
drawback, que sofre despacho para consumo. 
c) Mercadorias ingressadas na ZFM: despacho para 
admissão (quando receberem isenção tributária) ou 
despacho para consumo (quando não receberem 
isenção tributária). 
d) Mercadorias vendidas da ZFM para qualquer 
outra parte do território brasileiro: despacho para 
internação. 
Mais adiante em nosso curso, trataremos individualmente de cada um 
dos regimes aduaneiros especiais e, ainda, da Zona Franca de Manaus e das 
Zonas de Processamento de Exportações. 
Antes disso, porém, vamos falar sobre algumas regras gerais 
aplicáveis a todos os regimes aduaneiros especiais, as quais estão 
definidas pelos art.307 a 314 do Decreto nº 6759/2009 (Regulamento 
Aduaneiro). 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 6 ∀# 123 
Os art. 307 e 308 definem como funciona a suspensão de tributos em 
razão da aplicação de regimes aduaneiros especiais: 
Art. 307. O prazo de suspensão do pagamento das obrigações fiscais 
pela aplicação dos regimes aduaneiros especiais, na importação, será 
de até um ano, prorrogável, a juízo da autoridade aduaneira, por 
período não superior, no total, a cinco anos. 
§ 1o A título excepcional, em casos devidamente justificados, o prazo 
de que trata este artigo poderá ser prorrogado por período superior a 
cinco anos, observada a regulamentação editada pelo Ministério da 
Fazenda. 
§ 2o Quando o regime aduaneiro especial for aplicado a mercadoria 
vinculada a contrato de prestação de serviço por prazo certo, de 
relevante interesse nacional, o prazo de que trata este artigo será o 
previsto no contrato, prorrogável na mesma medida deste. 
§ 3o Nas hipóteses de que trata o § 2o, o prazocontratual prevalece 
sobre aqueles referidos no caput, no § 1o, e em dispositivos específicos 
deste Título. 
 
Art. 308. Ressalvado o disposto no Capítulo VII, as obrigações fiscais 
suspensas pela aplicação dos regimes aduaneiros especiais serão 
constituídas em termo de responsabilidade firmado pelo beneficiário do 
regime, conforme disposto nos arts. 758 e 760. 
Conforme é possível perceber a partir da leitura dos dispositivos 
supratranscritos, a suspensão de tributos não ocorre por prazo 
indeterminado. Ao contrário, no momento em que concede o regime 
aduaneiro especial, a autoridade aduaneira define o prazo pelo qual o crédito 
tributário ficará suspenso. 
Cada um dos regimes aduaneiros especiais possui regras específicas 
quanto ao prazo de concessão. No entanto, a regra geral é que as 
obrigações fiscais poderão ficar suspensas por até 1 (um) ano. Cabe à 
autoridade aduaneira, a seu juízo (ato discricionário), decidir se é cabível 
prorrogação, que não poderá ultrapassar 5 (cinco) anos. 
“Mas, Ricardo, é possível prorrogar a concessão de um regime 
aduaneiro especial por mais de 5 (cinco) anos?” 
Sim, meu amigo! Mas isso só poderá ocorrer em casos excepcionais 
devidamente justificados, conforme regulamentação do Ministério da Fazenda. 
A Portaria MF nº 320/2006 estabelece que o prazo de suspensão do 
pagamento das obrigações fiscais pela aplicação dos regimes aduaneiros 
especiais, na importação, poderá ser prorrogado por período superior a 
cinco anos, em caráter excepcional e desde que devidamente justificado 
quando se tratar de: i) protótipos ou unidades pré-séries, adaptados em 
decorrência dos ensaios e testes para o desenvolvimento de outros produtos, 
conforme exigido no programa de certificação e que não farão parte dos 
produtos seriados; e ii) motivo alheio à vontade do beneficiário do 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 7 ∀# 123 
regime, que venha a impedir o adimplemento do compromisso assumido, 
dentro do prazo estabelecido. 
Ainda quanto a prazos de concessão de regimes aduaneiros especiais, 
vale destacar que quando uma mercadoria importada estiver vinculada a 
contrato de prestação de serviço por prazo certo, de relevante 
interesse nacional, nenhuma das regras acima expostas será aplicável. O 
prazo de concessão do regime aduaneiro especial, nesse caso, será o mesmo 
prazo do contrato, prorrogável na mesma medida deste. 
Como exemplo, imagine que sejam importadas ao amparo de um 
contrato de aluguel, várias máquinas para serem utilizadas em uma obra de 
construção civil. Tais máquinas são, então, submetidas ao regime de admissão 
temporária. E aí, qual será o prazo de concessão do regime? Considerando 
queque as mercadorias estão vinculadas a um contrato de prestação de serviço 
por prazo certo (digamos que sejam 3 anos!), o prazo de concessão será o 
mesmo prazo do contrato. Cabe destacar que se o contrato puder ser 
prorrogado por mais 3 anos, também poderá ser prorrogado por igual período 
o prazo de concessão do regime. 
Questão controversa é a que permeia a ocorrência ou não do fato 
gerador do imposto de importação na entrada de bens no território nacional ao 
amparo de regimes aduaneiros especiais. Afinal, ocorre fato gerador do 
imposto de importação quando um bem é admitido em um regime aduaneiro 
especial? 
O posicionamento dominante, embora não-unânime, é o de que 
ocorre o fato gerador no momento em que o bem é admitido em um 
regime aduaneiro especial. Isso é o que se depreende da leitura do art. 
311 do Regulamento Aduaneiro, que dispõe o seguinte: 
Art. 311. No caso de descumprimento dos regimes aduaneiros 
especiais de que trata este Título, o beneficiário ficará sujeito ao 
pagamento dos tributos incidentes, com acréscimo de juros de 
mora e de multa, de mora ou de ofício, calculados da data do 
registro da declaração de admissão no regime ou do registro de 
exportação, sem prejuízo da aplicação de penalidades específicas. 
Vamos entender esse dispositivo! 
Interpretando o art. 311 do R/A, parte da doutrina afirma que, 
quando um bem é admitido em um regime aduaneiro especial, ocorre o fato 
gerador dos tributos e há incidência tributária. No entanto, a exigibilidade do 
crédito tributário fica suspensa. Com efeito, a suspensão do pagamento 
dos tributos de mercadorias admitidas em regimes aduaneiros 
especiais está sujeita a uma condição resolutória, que é o 
descumprimento dos requisitos para concessão do regime. Nesse 
sentido, caso ocorra a condição resolutória (descumprimento do regime), os 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 8 ∀# 123 
tributos se tornarão exigíveis. Destaque-se que condição resolutória é aquela 
cujo implemento tem por efeito resolver (desfazer) uma situação jurídica. 
Vejamos um exemplo! 
Uma máquina entra no país ao amparo do regime aduaneiro especial 
de admissão temporária. No momento em que ela é admitida nesse regime, 
ocorre o fato gerador do imposto de importação. No entanto, o crédito 
tributário fica suspenso, condicionado ao cumprimento do regime (retorno da 
mercadoria ao exterior dentro do prazo legal). Temos aí uma condição 
resolutória (descumprimento do regime), que, caso ocorra, tem por efeito 
desfazer a suspensão tributária. 1 
Assim, caso o beneficiário do regime descumpra um regime 
aduaneiro especial, ele ficará sujeito, nos termos do art. 311 do 
Regulamento Aduaneiro, ao pagamento dos tributos incidentes, 
acrescidos de juros de mora e de multa (de mora ou de ofício) 
calculados da data do registro da declaração de admissão no regime ou 
do registro de exportação. Percebe-se, nesse sentido, que o Regulamento 
Aduaneiro definiu, como momento da ocorrência do fato gerador, o registro da 
declaração de admissão no regime (no caso de importação) ou do registro de 
exportação (no caso de exportação). 
Mas como eu havia dito, nem tudo são flores... 
Parcela da doutrina considera que a entrada de bens no país ao 
amparo de regimes aduaneiros especiais não é fato gerador do imposto de 
importação. No concurso de Auditor Fiscal RFB (2009), a ESAF adotou esse 
entendimento na prova de Direito Tributário, ao considerar correta questão 
que afirmava o seguinte 2: 
 
 
1 Por oportuno, cabe recordar o que dispõe o art. 117, inciso II, do CTN, segundo o 
qual os atos ou negócios jurídicos condicionais reputam-se perfeitos e acabados, 
sendo resolutória a condição, desde o momento da prática do ato ou da 
celebração do negócio. 
2 Apesar desse entendimento da ESAF na prova de AFRFB 2009, historicamente, há 
certas questões de Comércio Internacional e Legislação Aduaneira em que essa 
mesma banca, apesar de não deixar explícita sua posição, nos faz crer que seu 
entendimento é diverso. Assim, a recomendação que faço é que vocês saibam os dois 
entendimentos e, diante de uma questão de múltipla escolha, decidam qual posição 
adotar. Ao longo da aula, utilizaremos o entendimento de que a entrada de bens no 
território nacional ao amparo de regimes aduaneiros especiais é fato gerador do 
imposto de importação. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 9 ∀# 123 
 
“A simples entrada em território nacional de um quadro 
para exposição temporária num museu ou de uma 
máquina para exposição em feira, destinados a retornar 
ao país de origem, não configuram importação, e, por 
conseguinte não constituem fato gerador.” 
(Perceba, caro amigo, que a ESAF entendeu que a 
entrada de um bem no território nacional ao amparo do 
regime aduaneiro especial de admissão temporária não 
constitui fato gerador do imposto de importação). 
O mais problemático desse enunciado, no entanto, foi dizer que a 
admissão temporária não configura importação,o que consideramos um 
verdadeiro absurdo... Entendimentos “esafianos”!☺ 
Para que seja concedido um regime aduaneiro especial, é necessário 
que seja informado, pelo Ministério dos Transportes, a suspensão ou 
isenção do pagamento do AFRFMM (Adicional ao Frete para Renovação da 
Marinha Mercante). A informação sobre a suspensão ou isenção de AFRMM 
poderá ser feita eletronicamente; sem essa informação, a autoridade 
aduaneira não irá liberar a declaração para admissão no regime. É esse o 
entendimento que se deve ter a partir da leitura do art. 309, do Regulamento 
Aduaneiro: 
Art. 309. A aplicação dos regimes aduaneiros especiais fica 
condicionada à informação da suspensão ou isenção do pagamento do 
adicional ao frete para renovação da marinha mercante, pelo Ministério 
dos Transportes. 
§ 1o A informação a que se refere o caput poderá ser prestada 
eletronicamente. 
Os tributos, como pudemos verificar, ficam suspensos durante o prazo 
de concessão dos regimes aduaneiros especiais. Mas será que existe algum 
documento que serve de garantia para que o governo possa exigir tais 
tributos? 
Sim, existe! As obrigações fiscais suspensas ficam constituídas em um 
Termo de Responsabilidade. Segundo o art. 760 do R.A, o Termo de 
Responsabilidade é título representativo de direito líquido e certo da 
Fazenda Nacional em relação às obrigações fiscais nele constituídas. 
“Mas, Ricardo, o que significa dizer que o Termo de Responsabilidade 
é título representativo de direito líquido e certo da Fazenda Nacional” 
Excelente pergunta! Dizer que o Termo de Responsabilidade é título 
representativo de direito líquido e certo da Fazenda Nacional significa afirmar 
que não é necessário um processo administrativo para determinar o montante 
do crédito tributário que ficou suspenso. Nesse sentido, o Termo de 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& : ∀# 123 
Responsabilidade possui presunção de certeza (há pleno conhecimento 
dos sujeitos da relação, natureza do direito e do objeto devido) e liquidez 
(sabe-se o quantum debeatur dos tributos suspensos). Vale a pena ressaltar 
que o Termo de Responsabilidade somente não será exigido em dois 
regimes aduaneiros especiais: o entreposto aduaneiro e o RECOF 
(estudaremos mais à frente sobre isso!) 
A autoridade aduaneira poderá exigir, além da constituição do Termo 
de Responsabilidade, que o beneficiário do regime aduaneiro especial preste 
uma garantia real ou pessoal. Tal garantia poderá ser prestada na forma de 
depósito, fiança idônea ou seguro aduaneiro em favor da União. 
Percebam que, como regra geral, a exigência de prestação de garantia é ato 
discricionário da autoridade aduaneira. 
Quando é concedido um regime aduaneiro especial, é como se o 
beneficiário assumisse um compromisso. Assim, os tributos ficam suspensos, 
mas isto fica condicionado ao cumprimento do compromisso assumido. Caso as 
condições da concessão do regime aduaneiro especial não sejam cumpridas, o 
beneficiário vai ter que se “virar” com a RFB. O crédito consignado no Termo 
de Responsabilidade se tornará objeto de exigência, juntamente com os 
acréscimos legais cabíveis. Vejamos como funciona: 
1) Caso o beneficiário do regime aduaneiro especial descumpra as 
condições do regime, a RFB intima o responsável para, no prazo de 10 
dias, manifestar-se sobre o descumprimento total ou parcial do 
regime. Se o interessado não apresentar suas alegações dentro dos 10 (dez) 
dias, o crédito tributário se torna automaticamente exigível. A concessão de 
oportunidade para se manifestar ao beneficiário do regime aduaneiro especial 
tem como objetivo assegurar-lhe o direito à ampla defesa e ao contraditório, 
cláusula pétrea prevista no texto constitucional. 
2) A RFB procede à revisão do processo vinculado ao Termo de 
Responsabilidade para decidir se o beneficiário tem ou não razão, para 
fins de ratificação ou liquidação do crédito. Essa revisão ocorrerá na hipótese 
de o beneficiário do regime aduaneiro especial ter apresentado suas alegações 
dentro do prazo de 10 dias que lhe foi concedido. 
3) Decidindo a RFB que o beneficiário não tem razões, o crédito 
tributário se torna exigível. A exigência do crédito tributário poderá, então, ser 
efetuada de duas formas diferentes: 
- Conversão do depósito em renda da União, na hipótese de 
prestação de garantia sob a forma de depósito em dinheiro: Se o 
beneficiário do regime aduaneiro especial tiver prestado garantia na forma de 
depósito, este será convertido em renda. A conversão do depósito em renda é 
uma das hipóteses de extinção do crédito tributário previstas no Código 
Tributário Nacional (CTN). 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 13 ∀# 123 
- Intimação do responsável para efetuar o pagamento, no 
prazo de 30 (trinta) dias, na hipótese de dispensa de garantia, ou da 
prestação de garantia sob a forma de fiança idônea ou de seguro 
aduaneiro: Quando não for prestada garantia, o beneficiário do regime será 
chamado a pagar o crédito tributário suspenso em um prazo de 30 dias. Pode 
ocorrer, todavia, que a garantia seja prestada na forma de fiança idônea ou 
seguro aduaneiro. No primeiro caso, serão intimados o beneficiário e o fiador 
para honrar o pagamento; no segundo caso serão intimados o beneficiário e a 
seguradora. 
4) Caso não seja efetuado o pagamento do crédito tributário, este é 
encaminhado à Procuradoria da Fazenda Nacional, para inscrição em 
Dívida Ativa. A cobrança do crédito tributário tornar-se-á, a partir daí, uma 
cobrança judicial. 
De acordo com o art.311 do R.A, na hipótese de descumprimento dos 
regimes aduaneiros especiais, o beneficiário ficará sujeito ao pagamento dos 
tributos incidentes, de juros e multa, os quais são calculados a contar da data 
do registro da declaração para admissão no regime ou do registro de 
exportação. 
Destaque-se que os juros e a multa não ficam consubstanciados no 
Termo de Responsabilidade, sendo exigíveis mediante auto de infração 
lavrado por Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil. Esse é o entendimento 
que devemos ter da leitura do § 2o do art.758 do R/A, segundo o qual “as 
multas por eventual descumprimento do compromisso assumido no 
termo de responsabilidade não integram o crédito tributário nele 
constituído.” 
Da mesma forma, o crédito tributário apurado em procedimento 
posterior à formalização do Termo de Responsabilidade, em decorrência de 
ajuste no cálculo do tributo devido, será constituído mediante auto de infração. 
O art. 766 do R/A é bem explícito quanto a isso, estabelecendo que a exigência 
de crédito tributário decorrente de aplicação de penalidade ou de ajuste no 
cálculo de tributo será feita por meio de auto de infração. 
Esquematizando: 
 
 
 
 
 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 11 ∀# 123 
 
Quando uma mercadoria é importada ao amparo de regimes 
aduaneiros especiais, os tributos exigíveis ficam, portanto, suspensos e 
constituídos no Termo de Responsabilidade. Acho que quanto a isso ninguém 
mais tem dúvidas, não é mesmo? 
Todavia, não é porque uma mercadoria foi admitida ao amparo de 
um regime aduaneiro especial que ela não pode ser transferida para outro 
regime. Isso é sim uma prática possível! A IN/SRF nº 121/2002 regula o 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 12 ∀# 123 
assunto, dispondo sobre a transferência de mercadoria importada e admitida 
em um regime aduaneiro especial para outro. 
Dessa forma, a RFB poderá autorizar a transferência de 
mercadoria admitida em um regime aduaneiro especial ou aplicado em 
área especial para outro. Todavia, as condições de admissão no novo 
regime deverão sercumpridas. 
Art. 310. Poderá ser autorizada a transferência de mercadoria 
admitida em um regime aduaneiro especial ou aplicado em área 
especial para outro, observadas as condições e os requisitos próprios 
do novo regime e as restrições estabelecidas em ato normativo da 
Secretaria da Receita Federal do Brasil. 
Art. 314. A Secretaria da Receita Federal do Brasil fica autorizada a 
estabelecer hipóteses em que, na substituição de beneficiário de 
regime aduaneiro suspensivo, o termo inicial para o cálculo de juros e 
multa de mora relativos aos tributos suspensos passe a ser a data da 
transferência da mercadoria. 
Para visualizarmos a hipótese prevista no art.310, nada melhor do 
que um exemplo! 
Imagine que uma máquina para construção civil foi admitida no 
regime de entreposto aduaneiro. O entreposto aduaneiro é um regime 
aduaneiro especial que permite a armazenagem de um bem em recinto 
alfandegado com suspensão dos tributos incidentes. Pois bem, passado um 
tempo, uma empresa de construção civil decide, ao invés de comprar, alugar 
essa máquina entrepostada. A empresa solicita, então, à RFB, a concessão do 
regime de admissão temporária para a máquina. Assim, ocorre a transferência 
do regime de entreposto aduaneiro para admissão temporária. As condições do 
novo regime foram cumpridas, uma vez que, para a admissão em entreposto 
aduaneiro, o bem deve ter sido importado sem cobertura cambial, o que 
também se aplica à admissão temporária. 
De acordo com a IN/SRF nº 121/2002, a transferência de 
mercadoria de um regime para outro ocorrerá em relação à totalidade 
ou parte da mercadoria e com ou sem mudança de beneficiário. Assim, 
existem várias hipóteses possíveis de transferência de regime: 
1) São admitidas em entreposto aduaneiro 10 (dez) prensas em 
nome da empresa “X”. Todas as 10 prensas poderão ser transferidas para o 
regime de admissão temporária em nome da empresa “X”. Ou então, as 10 
prensas poderão ser transferidas para o regime de admissão temporária em 
nome da empresa “Y”. 
2) São admitidas em entreposto aduaneiro 10 (dez) prensas em 
nome da empresa “X”. Podem ser transferidas 8 (oito) prensas para o regime 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 14 ∀# 123 
de admissão temporária em nome da empresa “X”, enquanto outras duas são 
nacionalizadas (despachadas para consumo). Ou então, 8 (oito) prensas 
podem ser transferidas para o regime de admissão temporária em nome da 
empresa “Y”, enquanto as outras são nacionalizadas. 
3) São importadas ao amparo do regime de admissão temporária 10 
(dez) prensas em nome da empresa “X”. As 10 (prensas) poderão continuar 
admitidas temporariamente, com transferência de titularidade do regime para 
a empresa “Y”. Ou então, 8 (oito) prensas podem continuar admitidas 
temporariamente (com transferência de titularidade do regime para a empresa 
“Y”), enquanto 2(duas) são nacionalizadas. 
Quando um regime aduaneiro é descumprido, os tributos suspensos 
serão cobrados, juntamente com os juros e multas, os quais serão calculadas a 
partir da data do registro da declaração de admissão no regime ou do registro 
de exportação. Em outras palavras, a cobrança retroage à data da admissão 
dos bens no regime aduaneiro especial. Isso nós já vimos! 
Todavia, quando há transferência de um regime aduaneiro 
especial para outro, seria mais justo que o termo inicial para o cálculo 
de juros e multa, no caso de descumprimento, fosse a data de 
transferência. A RFB foi autorizada pela Lei nº 10.833/2003 a estabelecer, 
por ato próprio, hipóteses em que o termo inicial passará a ser a data de 
transferência. 
Vejamos como esses assuntos podem ser cobrados em prova! 
 
1. (AFRFB-2012) Os regimes aduaneiros especiais se distinguem do 
regime comum pela suspensão ou isenção de tributos incidentes nas operações 
de comércio exterior. 
Comentários: 
A suspensão ou isenção de tributos incidentes nas operações de 
comércio exterior é característica dos regimes aduaneiros especiais, que os 
distingue do regime comum. Questão correta. 
2. (Exame Despachante Aduaneiro – 2012) A aplicação dos regimes 
aduaneiros especiais está condicionada à informação do pagamento do 
adicional ao frete para renovação da marinha mercante - AFRMM, pelo 
Ministério dos Transportes e a apresentação de certidões negativas quanto ao 
pagamento de tributos federais. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 15 ∀# 123 
Comentários: 
Segundo o art. 309, do R/A, a aplicação dos regimes aduaneiros 
especiais fica condicionada à informação da suspensão ou isenção (e não ao 
pagamento!) do pagamento do adicional ao frete para renovação da marinha 
mercante, pelo Ministério dos Transportes. Questão errada. 
3. (Exame Despachante Aduaneiro – 2012) Os regimes aduaneiros 
especiais constituem exceção à regra geral do regime aduaneiro comum. 
Comentários: 
A regra geral é que, na importação de mercadorias estrangeiras, 
ocorra o recolhimento tributária. Tal regra, entretanto, não se aplica a 
mercadorias importadas ao amparo de regimes aduaneiros especiais. Os 
regimes aduaneiros especiais são, portanto, exceção à regra geral. As 
mercadorias a eles submetidas entram no País com suspensão tributária. 
Questão correta. 
4. (Questão Inédita) No caso de descumprimento dos regimes aduaneiros 
especiais, o beneficiário ficará sujeito ao pagamento dos tributos incidentes, 
com acréscimo de juros de mora e de multa, de mora ou de ofício, calculados 
da data do descumprimento do regime, sem prejuízo da aplicação de 
penalidades específicas. 
Comentários: 
Os tributos serão calculados da data do registro da declaração de 
admissão no regime ou do registro de exportação. Questão errada. 
5. (Questão Inédita) O termo de responsabilidade é o documento no qual 
são constituídas obrigações fiscais cujo adimplemento fica suspenso sob 
condição suspensiva. Trata-se de título representativo de direito líquido e certo 
da Fazenda Nacional. 
Comentários: 
A aplicação dos regimes aduaneiros especiais faz com que os tributos 
fiquem suspensos sob condição resolutiva. Questão errada. 
6. (Questão Inédita) A exigência do crédito tributário constituído em 
Termo de Responsabilidade é precedida de intimação ao responsável para que, 
no prazo de 10 dias, efetue o recolhimento dos tributos suspensos e das 
penalidades cabíveis. 
Comentários: 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 16 ∀# 123 
Os 10 (dez) dias são para que o beneficiário apresente suas 
alegações quanto aos fatos que o levaram o descumprir o regime aduaneiro 
especial. Questão errada. 
7. (Questão Inédita) A exigência de crédito tributário apurado em 
procedimento posterior à apresentação do termo de responsabilidade, em 
decorrência de aplicação de penalidade ou de ajuste no cálculo de tributo 
devido, será formalizada em auto de infração, lavrado por Auditor-Fiscal da 
Receita Federal do Brasil. 
Comentários: 
As penalidades ou ajustes no cálculo de tributo devido são exigidos 
mediante auto de infração. Questão correta. 
8. (Questão Inédita) Quando ocorre o descumprimento de regime 
aduaneiro especial e não é efetuado o pagamento do crédito tributário dentro 
do prazo de 30 dias, o beneficiário será objeto de execução administrativa, 
sem prejuízo de sua responsabilidade penal. 
Comentários: 
Não há execução administrativa. Caso não seja feito o pagamento 
dos tributos, o processo é encaminhado à Procuradoria da Fazenda Nacional 
para inscrição em dívida ativa. Questão errada. 
9. (Questão Inédita) O prazo de suspensão do pagamento das obrigações 
fiscais pela aplicação dos regimes aduaneiros especiais, na importação, será de 
até um ano, prorrogável, a juízo da autoridade aduaneira, por período nãosuperior, no total, a cinco anos 
Comentários: 
Esse é o prazo de suspensão dos tributos incidentes sobre bens 
admitidos em regimes aduaneiros especiais: 1 ano, prorrogável por período 
não superior, no total a 5 anos. Questão correta. 
10. (Questão Inédita) A Secretaria da Receita Federal do Brasil fica 
autorizada a estabelecer hipóteses em que, na substituição de beneficiário de 
regime aduaneiro suspensivo, o termo inicial para o cálculo de juros e multa de 
mora relativos aos tributos suspensos passe a ser a data da transferência da 
mercadoria. 
Comentários: 
É o que dispõe o art. 314, do R/A: 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 17 ∀# 123 
Art. 314. A Secretaria da Receita Federal do Brasil fica autorizada a 
estabelecer hipóteses em que, na substituição de beneficiário de 
regime aduaneiro suspensivo, o termo inicial para o cálculo de juros e 
multa de mora relativos aos tributos suspensos passe a ser a data da 
transferência da mercadoria 
Em razão disso, a questão está correta. 
 
2- Trânsito Aduaneiro: 
2.1- Conceito e Modalidades de Trânsito Aduaneiro: 
Imaginemos que você é dono de uma distribuidora de 
eletrodomésticos situada em Campinas e que seus produtos (geladeiras, 
fogões, microondas) sejam importados. Esses equipamentos entram no Brasil 
pelo Porto de Santos, que é o porto mais próximo de Campinas. Para proceder 
ao despacho aduaneiro desses bens, você terá duas opções: i) fazer o 
despacho aduaneiro no próprio Porto de Santos ou; ii) fazer o despacho 
aduaneiro em um porto seco3 ( que pode ser em Campinas). 
Por razões logísticas, pode ser mais interessante que você realize o 
despacho aduaneiro em um porto seco localizado em Campinas. De fato, levar 
as mercadorias para Campinas permitirá maior agilidade no desembaraço 
aduaneiro, uma vez que este será realizado em local próximo ao 
estabelecimento do importador. Além disso, os custos de armazenagem de 
mercadorias em portos e aeroportos (enquanto se espera o desembaraço 
aduaneiro) são mais elevados do que os custos de armazenagem em um porto 
seco. 
Dessa forma, vale a pena levar os bens importados para sofrerem 
despacho aduaneiro em Campinas. Para isso, é necessário, então, submetê-
los ao regime aduaneiro especial de trânsito aduaneiro. Assim, os bens 
serão transportados desde o Porto de Santos até o porto seco de 
Campinas, com suspensão dos tributos incidentes sobre a operação. Os 
tributos somente serão recolhidos por ocasião do despacho para consumo, que 
será realizado no porto seco em Campinas. 
A definição de trânsito aduaneiro está prevista no art. 315 do R/A, 
que estabelece que este regime aduaneiro especial é o que permite o 
transporte de mercadoria, sob controle aduaneiro, de um ponto a outro 
do território nacional, com suspensão do pagamento de tributos. 
 
3 Porto Seco é um recinto alfandegado de uso público situado, em regra, na zona secundária. 
Recorde-se que existem os portos secos de fronteira, os quais estão situados em zona 
primária. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 18 ∀# 123 
Para entender o regime de trânsito aduaneiro, é importante ter 
conhecimento de uma nomenclatura específica: i) local de origem; ii) local de 
destino; iii) unidade de origem e; iv) unidade de destino. 
Voltando ao exemplo anterior, os bens (eletrodomésticos) chegaram 
ao Porto de Santos e lá foram descarregados. Eles serão, então, transportados 
até o porto seco de Campinas. Nessa situação, o local de origem do 
trânsito, isto é, o ponto inicial do itinerário, será o Porto de Santos. O local 
de destino (ponto final do itinerário) será o porto seco de Campinas. A 
unidade de origem será a URF que possui jurisdição sobre o local de origem 
do trânsito. A unidade de destino será a URF que jurisdiciona o local de 
destino do trânsito. 
Segundo o art. 316, do R/A o regime de trânsito aduaneiro 
subsiste do local de origem ao local de destino e desde o momento do 
desembaraço para trânsito aduaneiro pela unidade de origem até o momento 
em que a unidade de destino conclui o trânsito aduaneiro. Em outras palavras, 
quando a mercadoria é desembaraçada para trânsito pela unidade de 
origem, tem início o trânsito aduaneiro; a unidade de destino, por sua vez, 
será responsável pela conclusão do trânsito aduaneiro. 
O art. 318 do R/A prevê sete modalidades para o regime de trânsito 
aduaneiro, quais sejam: 
1) O transporte de mercadoria procedente do exterior, do 
ponto de descarga no território aduaneiro até o ponto onde deva 
ocorrer outro despacho. Essa modalidade é o chamado “trânsito de 
importação”. A mercadoria estrangeira é descarregada no Porto de Santos, 
sendo transportada de lá até um porto seco em Campinas (onde ocorrerá o 
despacho) 
2) O transporte de mercadoria nacional ou nacionalizada, 
verificada ou despachada para exportação, do local de origem ao local 
de destino, para embarque ou para armazenamento em área 
alfandegada para posterior embarque. Essa modalidade é o chamado 
“trânsito de exportação”. A mercadoria nacional ou nacionalizada é 
transportada a partir de um porto seco em Campinas (onde sofreu despacho 
para exportação) até o Porto de Santos (onde embarcará para o exterior). O 
trânsito de exportação poderá também ter início no próprio estabelecimento da 
empresa exportadora, o que seria, logisticamente, a melhor situação. 
3) O transporte de mercadoria estrangeira despachada para 
reexportação, do local de origem ao local de destino, para embarque 
ou armazenamento em área alfandegada para posterior embarque. 
Aqui também temos um caso de “trânsito de exportação”. A única diferença 
é que, nessa hipótese, a mercadoria é estrangeira (ela está no Brasil, mas não 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 19 ∀# 123 
foi nacionalizada). Logo, não cabe falar em “exportação”, mas sim em 
“reexportação”. 
4) O transporte de mercadoria estrangeira de um recinto 
alfandegado situado na zona secundária a outro. Essa modalidade é 
conhecida como “trânsito interno”. A mercadoria estrangeira é transportada 
de um porto seco (recinto alfandegado de zona secundária) para outro porto 
seco. 
5) A passagem, pelo território aduaneiro, de mercadoria 
procedente do exterior e a ele destinada. Esse é o “trânsito 
internacional”. Seria o caso, por exemplo, em que uma mercadoria 
procedente da Alemanha chega ao Porto de Santos, tendo como destino a 
Argentina. O trânsito na modalidade de passagem só poderá ser aplicado à 
mercadoria declarada para trânsito no conhecimento de carga correspondente, 
ou no manifesto ou declaração de efeito equivalente do veículo que a 
transportou até o local de origem. Em outras palavras, só se aplica o 
trânsito internacional quando no conhecimento de carga (documento 
que materializa o contrato de frete) já estava previsto que a 
mercadoria se destinaria a outro país, isto é, que só passaria pelo 
Brasil. 
6) O transporte, pelo território aduaneiro, de mercadoria 
procedente do exterior, conduzida em veículo em viagem internacional 
até o ponto em que se verificar a descarga. Aqui também temos um caso 
de “trânsito de importação”. Nessa situação, um veículo procedente do 
Uruguai leva mercadorias até um porto seco situado em Uberlândia, onde será 
feita a descarga e o despacho aduaneiro. 
7) O transporte, pelo território aduaneiro, de mercadoria 
estrangeira, nacional ou nacionalizada, verificada ou despachada para 
reexportação ou para exportação e conduzida em veículo com destino 
ao exterior. Aqui temos um “trânsito de exportação”. Nessa situação, um 
veículo parte de Uberlândia com destino ao Uruguai levando mercadorias já 
despachadas para exportação (mercadorias nacionais ounacionalizadas) ou 
para reexportação (mercadorias estrangeiras). 
 
2.2 – Beneficiários do Regime: 
O art. 321 do R/A lista os beneficiários do regime aduaneiro especial 
de trânsito aduaneiro. São eles: 
a) no trânsito de importação: o importador 
b) no trânsito de exportação: o exportador 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 1: ∀# 123 
c) no trânsito interno: o depositante 
d) no trânsito internacional: o representante, no País, de 
exportador estrangeiro ou importador estrangeiro domiciliado no exterior. 
e) em qualquer caso: i) o permissionário ou concessionário de 
recinto alfandegado (exceto no trânsito internacional); ii) o operador de 
transporte multimodal (OTM), iii) o transportador e ; iv) o agente credenciado 
a efetuar operações de unitização ou desunitização de cargas em recintos 
alfandegados. 
Segundo o Prof. Rodrigo Luz4, é mais adequado dizer que as pessoas 
listadas no art.321 do R/A são aquelas que podem solicitar o regime especial 
de trânsito aduaneiro, isto é, podem registrar a Declaração de Trânsito 
Aduaneiro (DTA). 
 
2.3- Autorização para o transporte: 
Para que uma empresa possa transportar mercadorias em trânsito 
aduaneiro, é necessário sua prévia habilitação perante a Receita Federal do 
Brasil. Assim, em regra, somente empresas credenciadas pela RFB poderão 
operar no regime de trânsito aduaneiro. Esse é o exato teor do art. 322 do 
R/A, que estabelece que “a habilitação das empresas transportadoras 
será feita previamente ao transporte de mercadorias em regime de 
trânsito aduaneiro e será outorgada, em caráter precário, pela 
Secretaria da Receita Federal do Brasil.” Assim, não é qualquer um que 
poderá operar o regime de trânsito aduaneiro. 
As empresas interessadas em transportar mercadorias sob o regime 
de trânsito aduaneiro precisarão se habilitar na unidade de fiscalização 
aduaneira, solicitando o cadastramento no sistema e apresentando o Termo de 
Responsabilidade para Trânsito Aduaneiro (TRTA). A concessão da habilitação 
pela RFB é feita a título precário, isto é, em caráter temporário (por tempo 
determinado). 
Para a concessão ou renovação da habilitação para operar o 
regime de trânsito aduaneiro, serão levados em conta fatores direta ou 
indiretamente relacionados com os aspectos fiscais, a conveniência 
administrativa, a situação econômico-financeira e a tradição da empresa 
transportadora. 
 
4 LUZ, Rodrigo Teixeira. Comércio Internacional e Legislação Aduaneira, 3ª 
edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. 
 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 23 ∀# 123 
Cabe destacar que algumas pessoas jurídicas não necessitam de 
habilitação prévia para operar o regime de trânsito aduaneiro, por 
serem consideradas idôneas por natureza. São elas: i) empresas públicas e 
sociedades de economia mista que explorem serviços de transporte e; ii) os 
outros beneficiários do regime (habilitados no SISCOMEX), quando não sendo 
empresas transportadoras, utilizarem veículos próprios. A RFB possui 
competência, ainda, para estabelecer outras hipóteses de dispensa de 
habilitação prévia. 
 
2.4- Despacho para Trânsito: 
Quando uma carga chega no Porto de Paranaguá e o importador quer 
levá-la a um porto seco localizado em Curitiba (onde será feito o desembaraço 
aduaneiro), ele deverá solicitar o regime de trânsito aduaneiro. Mas como é 
feita a solicitação do regime de trânsito aduaneiro? 
A solicitação da aplicação do regime de trânsito aduaneiro é feita 
mediante requerimento à autoridade aduaneira competente da unidade de 
origem. Tal requerimento é realizado por meio do SISCOMEX-Trânsito. 
O despacho para trânsito aduaneiro é, assim, processado por meio de 
uma declaração para trânsito aduaneiro (que poderá ser a DTA, MIC-DTA, TIF-
DTA, DTT ou a DTC, dependendo da situação).5 Pela especificidade do assunto, 
considero que não há necessidade (para a prova) de se saber em que 
situações é utilizada cada uma dessas declarações. 
O registro da declaração para trânsito aduaneiro no SISCOMEX 
caracteriza o início do despacho de trânsito aduaneiro e, ao mesmo 
tempo, o fim da espontaneidade do beneficiário relativamente às informações 
prestadas. A declaração de trânsito aduaneiro é a forma pela qual o 
interessado requer a concessão e a aplicação do regime de trânsito aduaneiro 
à autoridade aduaneira. 
Segundo o art. 325, sem prejuízo de controles especiais determinados 
pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, independe de despacho para 
trânsito a remoção de mercadorias de uma área ou recinto para outro, 
situado na mesma zona primária. Assim, se a mercadoria for deslocada de 
um recinto alfandegado situado no Porto de Santos para outro recinto 
alfandegado também localizado no Porto de Santos, não haverá necessidade 
 
5 DTA- Declaração de Trânsito Aduaneiro 
MIC-DTA - Manifesto Internacional de Carga - Declaração de Trânsito Aduaneiro 
TIF-DTA- Conhecimento-Carta de Porte Internacional - Declaração de Trânsito 
Aduaneiro 
DTT- Declaração de Trânsito de Transferência 
DTC- Declaração de Trânsito de Contêiner 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 21 ∀# 123 
de que se proceda ao despacho para trânsito. Isso não quer dizer, todavia, que 
não podem existir controles especiais determinados pela RFB em relação a 
essa carga. 
Uma vez registrada a declaração para trânsito aduaneiro, ela 
será direcionada para o canal verde (desembaraço automático) ou 
para o canal vermelho (exame documental e conferência física). O 
direcionamento de uma declaração para trânsito para o canal verde ou 
vermelho será feito com base em critérios de seleção e amostragem definidos 
pela RFB. 
Quando a declaração for selecionada para conferência (direcionada 
para o canal vermelho), a concessão do regime de trânsito aduaneiro caberá a 
Auditor Fiscal da Receita Federal (AFRFB) designado pelo titular da unidade de 
origem (URF que jurisdiciona o local de origem do trânsito). 
A conferência para trânsito tem por finalidade i) identificar o 
beneficiário; ii) verificar a mercadoria; iii) verificar a correção das informações 
relativas à sua natureza e quantificação e; iv) em caso de mercadorias sujeitas 
a controle prévio, verificar se houve a liberação por outros órgãos da 
administração pública. 
A verificação para trânsito será realizada na presença do 
beneficiário do regime e do transportador. Nela, o AFRFB ou ATRFB (sob 
supervisão de um AFRFB) irá observar se o peso, a quantidade e as 
características dos volumes estão condizentes com os documentos que 
instruem a declaração para trânsito. Além disso, deverá ser observado se o 
veículo transportador oferece condições adequadas de segurança fiscal. 
Ao conceder o regime de trânsito aduaneiro, a autoridade 
aduaneira sob cuja jurisdição se encontrar a mercadoria a ser transportada 
estabelecerá a rota a ser cumprida, fixará os prazos para execução da 
operação e para comprovação da chegada da mercadoria ao destino e 
adotará as cautelas julgadas necessárias à segurança fiscal. 
Quanto ao estabelecimento de rota e prazo para conclusão do 
trânsito aduaneiro, estes poderão ser objeto de proposta do 
transportador ou do beneficiário. Se essa proposta não for aceita pela 
unidade de origem dentro de 15 dias, ela será automaticamente cancelada. 
Destaque-se que, mesmo havendo rota legal preestabelecida, poderá ser 
aceita rota alternativa proposta por beneficiário. O trânsito por via 
rodoviária será feito preferencialmente pelas vias principais, onde houver 
melhores condições de segurança e policiamento, utilizando-se, sempre que 
possível, o percurso mais direto. 
Todos esses procedimentos,por sinal bastante rígidos, têm como 
objetivo promover a segurança fiscal , já que, durante todo o trajeto do 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 22 ∀# 123 
trânsito aduaneiro, os tributos estarão com a exigibilidade suspensa. A RFB, 
portanto, informa ao beneficiário do regime qual o caminho ele deverá 
percorrer e em quanto tempo. Além disso, poderá adotar cautelas fiscais, 
cujo objetivo é impedir a violação do veículo, da unidade de carga e dos 
volumes que estiverem em trânsito. 
De acordo com a IN SRF nº 248/2002, as cautelas fiscais que podem 
ser adotadas são a lacração (colocação de lacres), a sinetagem (colocação 
de símbolos nos lacres), a cintagem (colocação de cintas nos volumes), a 
marcação (colocação de marcas nos volumes) e o acompanhamento fiscal 
(designação de um veículo para acompanhar o trânsito aduaneiro). Ressalte-se 
que o acompanhamento fiscal somente será realizado em casos 
excepcionais, em que, por exemplo, o transportador seja reincidente em 
infrações à legislação aduaneira. Ainda sobre as cautelas fiscais, cabe destacar 
que os dispositivos de segurança somente poderão ser rompidos ou 
suprimidos na presença da fiscalização, salvo disposição normativa em 
contrário. 
Agora me respondam o seguinte: será que o regime de trânsito 
aduaneiro poderá ser indeferido pela RFB? 
Sim. O AFRFB designado para proceder à conferência para trânsito 
poderá indeferir a solicitação, desde que o faça com base em decisão 
fundamentada. Todavia, uma vez indeferido o trânsito aduaneiro, o 
beneficiário poderá interpor recurso ao titular da unidade de origem no prazo 
de 10 (dez) dias, a contar da ciência do indeferimento. 
O ato final do despacho para trânsito é o desembaraço, que é 
quando a unidade da RFB de origem efetivamente concede o regime de 
trânsito aduaneiro ao beneficiário. Nesse momento, em que se encerra o 
despacho para trânsito, tem início o regime de trânsito aduaneiro. Após 
o AFRFB registrar no Sistema a aplicação dos dispositivos de segurança, 
ocorrerá automaticamente o desembaraço. Quando os dispositivos de 
segurança tiverem sido dispensados, o desembaraço ocorrerá após o 
carregamento do veículo pelo transportador. 
No caso de transporte multimodal de carga, na importação ou na 
exportação, quando o desembaraço não for realizado nos pontos de 
entrada ou de saída do País, a concessão do regime de trânsito aduaneiro 
será considerada válida para todos os percursos no território aduaneiro, 
independentemente de novas concessões. Isso significa que, em se tratando 
de transporte multimodal, se for concedido o regime de trânsito aduaneiro em 
um porto seco em Campinas, o regime será válido para qualquer tipo de 
percurso no território aduaneiro. 
 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 24 ∀# 123 
2.5- Garantias e Responsabilidades: 
Segundo o art. 337 do R/A, as obrigações fiscais suspensas em 
virtude da aplicação do regime de trânsito aduaneiro ficarão 
constituídas em Termo de Responsabilidade, firmado na data do registro 
da declaração de admissão no regime, que assegure sua eventual liquidação e 
cobrança. 
Por sua vez, o art. 20 da IN SRF Nº 248/2002, com o fito de 
operacionalizar a constituição do Termo de Responsabilidade, dispôs que a 
responsabilidade pelo cumprimento das obrigações fiscais suspensas em 
decorrência da aplicação do regime de trânsito aduaneiro será formalizada em 
Termo de Responsabilidade para Trânsito Aduaneiro (TRTA), com validade de 
três anos, firmado pelo transportador. 
Juntamente com a constituição de Termo de Responsabilidade, é 
necessária a prestação de garantia das obrigações fiscais suspensas. A 
garantia poderá ser prestada na forma de depósito em dinheiro, fiança idônea 
ou seguro aduaneiro, a critério do transportador. Há alguns casos especiais em 
que não se exige a prestação de garantia como, por exemplo, quando o 
transportador possui patrimônio líquido superior a R$ 2.000.000,00 (dois 
milhões de reais). 
Ok! O trânsito aduaneiro foi concedido pela RFB, os tributos 
suspensos ficaram consignados no Termo de Responsabilidade e, ainda, foi 
apresentada uma garantia. Mas e se acontecer alguma coisa no trajeto? De 
quem é a responsabilidade pelas mercadorias em trânsito aduaneiro? 
De acordo com o art. 338 do R/A, “o transportador de mercadoria 
submetida ao regime de trânsito aduaneiro responde pelo conteúdo 
dos volumes, nos casos previstos no art. 661”. Por sua vez, o art. 661 
dispõe que: 
Art. 661. Para efeitos fiscais, é responsável o transportador 
quando: 
I - constatado que houve, após o embarque, substituição de 
mercadoria; 
II - houver extravio de mercadoria em volume descarregado com 
indícios de violação; ou 
III - o volume for descarregado com peso ou dimensão inferior ao 
constante no conhecimento de carga, no manifesto ou em documento 
de efeito equivalente. 
 
Interpretando os dois dispositivos em conjunto, podemos verificar que 
o transportador possui responsabilidade exclusiva pelas mercadorias 
em trânsito aduaneiro. Assim, caso ocorra avaria, extravio ou alteração de 
mercadoria, a RFB exigirá dele os tributos e multas cabíveis. Percebam, meus 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 25 ∀# 123 
amigos, que todas as situações relacionadas no art. 661 do R/A representam 
casos em que o transportador recebeu uma mercadoria intacta e, ao chegar no 
destino, apresentou-a modificada (seja na quantidade ou qualidade). 
Durante o trajeto referente ao trânsito aduaneiro, há outras 
ocorrências possíveis, como, por exemplo: i) chegada do veículo fora do 
prazo fixado pela RFB; ii) violação de dispositivo de segurança; iii) desvio da 
rota autorizada; iv) substituição do veículo transportador sem autorização da 
RFB. Cada uma das infrações possíveis possui uma pontuação (como se fosse 
carteira de motorista!). Ao atingir 20 pontos, o transportador sofrerá 
advertência; ao somar ou ultrapassar 40 pontos, o transportador terá sua 
habilitação suspensa. 
Nos termos do art. 339, § 1o, do R/A, quando o transportador não 
apresentar a mercadoria no local de destino, na forma e no prazo 
previsto, ele ficará sujeito ao cumprimento das obrigações assumidas 
no Termo de Responsabilidade, sem prejuízo das penalidades cabíveis. 
Os tributos serão os vigentes na data da assinatura do Termo de 
Responsabilidade com acréscimos legais. 
 
2.6- Interrupção e Conclusão do Trânsito: 
Vamos imaginar que a autoridade aduaneira tenha concedido o 
regime de trânsito aduaneiro para o transporte de uma carga desde o Porto de 
Suape até um porto seco localizado em Caruaru. No entanto, no meio do 
trajeto, o veículo que transportava a carga se envolve em um acidente de 
trânsito. E aí, o que acontece? 
Nesse caso, meus amigos, ocorrerá a interrupção do trânsito 
aduaneiro, em razão da ocorrência de um evento que impede o 
prosseguimento do trânsito e, ainda, que, muito provavelmente, provocou 
avarias nas mercadorias transportadas. 
O art. 340 do R/A lista as hipóteses em que poderá haver interrupção 
do trânsito aduaneiro: 
“Art. 340. O trânsito poderá ser interrompido pelos seguintes 
motivos: 
I - ocorrência de eventos extraordinários que comprometam ou 
possam comprometer a segurança do veículo ou equipamento de 
transporte; 
II - ocorrência de eventos que resultem ou possam resultar em avaria 
ou extravio da mercadoria; 
III - ocorrência de eventos que impeçam ou possam impedir o 
prosseguimento do trânsito; 
IV - embargo ou impedimento oferecido por autoridade competente; 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 26 ∀# 123 
V - rompimento ou supressão de dispositivo de segurança; e 
VI- outras circunstâncias alheias à vontade do transportador, que 
justifiquem a medida. “ 
Mas o que deve fazer o transportador se houver a interrupção do 
trânsito aduaneiro? 
Nesse caso, o transportador deverá imediatamente comunicar o 
fato à unidade aduaneira que jurisdiciona o local onde se encontrar o 
veículo, a fim de que esta possa adotar as providências cabíveis. 
A autoridade aduaneira também poderá determinar a interrupção do 
trânsito aduaneiro, ainda que não tenha ocorrido nenhuma das hipóteses 
previstas no art. 340 do R/A. Isso ocorrerá em razão de denúncia, suspeita ou 
mesmo em função da conveniência da fiscalização. 
Caso não haja qualquer tipo de problema no trânsito aduaneiro, o 
transportador irá apresentar a carga à unidade da RFB que jurisdiciona o local 
de destino. Para fins de conclusão do trânsito aduaneiro, a unidade da RFB de 
destino procederá ao exame dos documentos e à verificação do veículo, dos 
dispositivos de segurança e da integridade da carga. 
Se estiver tudo certo, o trânsito aduaneiro será concluído e será 
dada baixa no Termo de Responsabilidade junto à unidade de origem. 
 
2.7- Avaria e Extravio no Trânsito Aduaneiro: 
Antes da publicação do Decreto nº 8.010/2013, existia a possibilidade 
de que fosse realizado o processo de vistoria aduaneira no trânsito. Com o 
novo decreto, a vistoria aduaneira deixou de existir. A vistoria aduaneira era o 
processo administrativo tendente a apurar a responsabilidade pelo extravio ou 
avaria de mercadoria. 
Atualmente, na hipótese de extravio de mercadoria, a autoridade 
aduaneira deverá proceder a lançamento de ofício, exigindo do responsável 
os tributos e direitos (inclusive multas). Não há um processo administrativo 
prévio; caberá à autoridade aduaneira lavrar o auto de infração, que terá o 
condão de exigir do responsável pelo extravio os valores devidos. No caso de 
avaria, haverá uma redução do valor aduaneiro, proporcionalmente ao 
prejuízo. 
No caso do trânsito aduaneiro, a constatação de extravio ou 
avaria poderá ocorrer no local de origem, durante o percurso ou mesmo 
após a conclusão do trânsito aduaneiro. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 27 ∀# 123 
Segundo o art. 345, do R/A, quando a constatação de extravio ou 
avaria ocorrer no local de origem, a autoridade aduaneira poderá, não 
havendo inconveniente, permitir o trânsito aduaneiro da mercadoria 
avariada ou da partida com extravio, após a determinação da quantidade 
extraviada. Da mesma maneira, caso o extravio ou avaria ocorram no percurso 
do trânsito, a autoridade aduaneira, após comunicada, poderá autorizar o 
prosseguimento do trânsito até o local de destino, adotadas as cautelas 
cabíveis. 
O lançamento de ofício poderá ser dispensado, em qualquer 
caso, sendo autorizado o início ou prosseguimento do trânsito, na hipótese de 
o beneficiário do regime assumir espontaneamente o pagamento dos 
créditos decorrentes do extravio. 
Vejamos como esses assuntos podem ser cobrados em prova! 
 
11. (AFRFB – 2014) No Regime de Trânsito Aduaneiro, objetivando garantir 
o pagamento dos créditos tributários correspondentes, quando a constatação 
de extravio ou avaria ocorrer no local de origem, a autoridade aduaneira não 
poderá permitir o trânsito aduaneiro da mercadoria avariada ou da partida com 
extravio. 
Comentários: 
Segundo o art. 345, R/A, “quando a constatação de extravio ou avaria 
ocorrer no local de origem, a autoridade aduaneira poderá, não havendo 
inconveniente, permitir o trânsito aduaneiro da mercadoria avariada ou da 
partida com extravio, após a determinação da quantidade extraviada.” Questão 
incorreta. 
12. (AFRFB – 2012) O regime de trânsito aduaneiro permite o transporte 
de mercadorias, sob controle aduaneiro, de um ponto a outro do território 
aduaneiro, com suspensão de tributos. 
Comentários: 
Essa é a exata definição do regime de trânsito aduaneiro! Trata-se de 
regime aduaneiro especial que permite o transporte de mercadorias, sob 
controle aduaneiro, de um ponto a outro do território aduaneiro. Nesse trajeto, 
as mercadorias serão transportadas com suspensão de tributos. Questão 
correta. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 28 ∀# 123 
13. (ATRFB – 2012) Sem prejuízo de controles especiais determinados pela 
Secretaria da Receita Federal do Brasil, depende de despacho para trânsito a 
remoção de mercadorias de uma área ou recinto para outro, situado na mesma 
zona primária. 
Comentários: 
Independe de despacho para trânsito a remoção de mercadorias de 
uma área ou recinto para outro, situado na mesma zona primária (art. 325, 
§ 2º, do R/A). Questão errada. 
14. (ATRFB – 2012) No caso de transporte multimodal de carga 
internacional, na importação ou na exportação, quando o desembaraço não for 
realizado nos pontos de entrada ou de saída do País, a concessão do Regime 
Especial de Trânsito Aduaneiro será considerada válida para todos os percursos 
no território nacional, independentemente de novas concessões. 
Comentários: 
Exatamente o que dispõe o art. 325, § 3º, do R/A. No caso de 
transporte multimodal de carga, na importação ou na exportação, quando o 
desembaraço não for realizado nos pontos de entrada ou de saída do País, a 
concessão do regime de trânsito aduaneiro será considerada válida para todos 
os percursos no território aduaneiro, independentemente de novas concessões. 
Questão correta. 
15. (ATRFB – 2012) A concessão e a aplicação do Regime Especial de 
Trânsito Aduaneiro serão requeridas à autoridade aduaneira competente da 
unidade de destino. 
Comentários: 
A concessão do trânsito aduaneiro compete à unidade de origem. À 
unidade de destino compete a conclusão do trânsito aduaneiro. Questão 
errada. 
16. (ATRFB – 2012) O Regime Especial de Trânsito Aduaneiro é o que 
permite o transporte de mercadoria, sob controle aduaneiro, de um ponto a 
outro do território aduaneiro, com suspensão do pagamento de tributos. 
Comentários: 
A ESAF repetiu a mesma assertiva na prova de Auditor e de Analista! 
Essa é a definição do regime de trânsito aduaneiro. Trata-se de regime 
aduaneiro especial que permite o transporte de mercadoria, sob controle 
aduaneiro, de um ponto a outro do território aduaneiro, com suspensão do 
pagamento de tributos. Questão correta. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 29 ∀# 123 
17. (Exame Despachante Aduaneiro – 2012) Em uma Declaração de 
Trânsito Aduaneiro (DTA) de entrada, o Operador de Transporte Multimodal 
(OTM) poderá ser beneficiário do regime. 
Comentários: 
O OTM poderá ser beneficiário do regime de trânsito aduaneiro em 
qualquer uma de suas modalidades. Questão correta. 
18. (Exame Despachante Aduaneiro – 2012) O registro de Declaração de 
Trânsito Aduaneiro (DTA) caracteriza o fim da espontaneidade do beneficiário, 
relativamente às informações por ele prestadas na declaração. 
Comentários: 
O registro da DTA caracteriza o fim da espontaneidade do beneficiário 
do regime de trânsito aduaneiro em relação às informações por ele prestadas. 
Questão correta. 
19. (Exame Despachante Aduaneiro – 2012) A concessão do regime de 
especial trânsito aduaneiro é automático para as Declarações de Trânsito 
Aduaneiro (DTA) cujo canal de conferência sejam verde, no Siscomex Trânsito, 
porém, ainda assim, a carga poderá ser submetida à conferência, pela Aduana 
no destino. 
Comentários: 
As Declarações de Trânsito Aduaneiro (DTA) direcionadas para o 
canal verde são automaticamente desembaraçadas, sem qualquer exame 
documental ou verificação física. Mesmo assim, por ocasião da conclusão do 
trânsito aduaneiro, a URF de destino poderá proceder à conferência da 
mercadoria. Questão correta. 
20. (Exame Despachante Aduaneiro– 2012) Um trânsito aduaneiro, 
seguindo em um caminhão lacrado pela RFB, pode ser interrompido pela Policia 
Rodoviária Federal, com o subsequente rompimento dos lacres para 
averiguação da carga, sem a presença de prepostos da Receita Federal do 
Brasil, no caso de indícios de tráfico de drogas. 
Comentários: 
Os dispositivos de segurança somente poderão ser rompidos ou 
suprimidos na presença da fiscalização, salvo disposição normativa em 
contrário. Questão errada. 
21. (Questão Inédita) O agente credenciado a efetuar operações de 
unitização ou desunitização da carga em recinto alfandegado poderá ser 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 2: ∀# 123 
beneficiário do regime de trânsito aduaneiro em qualquer de suas 
modalidades, ressalvado o trânsito de passagem. 
Comentários: 
O agente de unitização e desunitização poderá ser beneficiário do 
regime de trânsito aduaneiro em todas as suas modalidades, inclusive no 
trânsito internacional (trânsito aduaneiro de passagem). Questão errada. 
22. (Questão Inédita) Ao conceder o regime, a autoridade aduaneira sob 
cuja jurisdição se encontrar a mercadoria a ser transportada estabelecerá a 
rota a ser cumprida; fixará os prazos para execução da operação e para 
comprovação da chegada da mercadoria ao destino; e adotará as cautelas 
julgadas necessárias à segurança fiscal. 
Comentários: 
A autoridade aduaneira, ao conceder o regime de trânsito, fixará rota, 
determinará prazo e adotará cautelas fiscais que julgar necessárias. Questão 
correta. 
23. (Questão Inédita) A autoridade aduaneira não poderá aceitar rota 
proposta pelo beneficiário do regime de trânsito aduaneiro quando houver rota 
legal preestabelecida. 
Comentários: 
Mesmo havendo rota legal preestabelecida, poderá ser aceita rota 
alternativa proposta por beneficiário (art. 329, § 1o, do R/A). Questão errada. 
24. (Questão Inédita) O despacho para trânsito completa-se com o 
desembaraço aduaneiro 
Comentários: 
O ato final do despacho para trânsito é o desembaraço aduaneiro. 
Tendo sido desembaraçadas as mercadorias, terá início o trânsito aduaneiro. 
Questão correta. 
 
3- Admissão Temporária: 
3.1- Conceito e Generalidades: 
Vocês se lembram das Olimpíadas do Rio em 2016? Naquela 
oportunidade, várias delegações de diversos países se instalaram no Brasil 
durante o período de realização dos jogos, não foi? Pois bem, essas delegações 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 43 ∀# 123 
trouxeram uma enorme parafernália, envolvendo materiais esportivos e 
bagagem de atletas e técnicos. 
Lembram-se também da última vez que Paul McCartney veio ao Brasil 
fazer um show? Para realizar o show, o cantor trouxe grande quantidade de 
material ao país, como equipamentos de som e iluminação, estrutura e 
equipamentos de efeitos especiais. 
Agora eu lhes pergunto: será que houve recolhimento tributário sobre 
os bens trazidos pelas delegações estrangeiras por ocasião dos Jogos Pan-
Americanos em 2016? E em relação ao material destinado ao show do Paul 
McCartney? 
Não, meus amigos! Nos dois casos, os bens foram submetidos ao 
regime de admissão temporária. Eles permaneceram no Brasil durante um 
prazo determinado, com suspensão de tributos, regressando posteriormente 
ao exterior. 
O art. 353 do R/A define o regime de admissão temporária como 
sendo o regime aduaneiro especial que permite a importação de bens 
que devam permanecer no País durante prazo fixado, com suspensão 
total do pagamento de tributos, ou com suspensão parcial, no caso de 
utilização econômica. 
Um detalhe importante que precisamos perceber a partir da leitura da 
definição de admissão temporária é que a suspensão de tributos poderá 
ser total ou parcial. No caso de bens importados temporariamente para 
participar de uma competição esportiva, de uma exposição ou de um show, a 
suspensão de tributos será total. Entretanto, quando os bens admitidos 
temporariamente forem destinados à utilização econômica, a 
suspensão será parcial. Seria o caso, por exemplo, da admissão temporária 
de máquinas que ingressam no País para serem utilizadas na prestação de um 
serviço de construção civil. 
 
O Decreto nº 8.010/2013 alterou a definição de 
“utilização econômica”. Antes, considerava-se utilização 
econômica o emprego dos bens na prestação de 
serviços ou na produção de outros bens. 
Com a nova redação, considera-se utilização econômica 
o emprego dos bens na prestação de serviços a 
terceiros ou na produção de outros bens 
destinados a venda. 
Resta claro, com a nova redação, que os bens 
importados ao amparo do regime de admissão 
temporária para utilização econômica não poderão ser 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 41 ∀# 123 
utilizados em proveito próprio pelo beneficiário do 
regime. 
Quando um bem é admitido temporariamente no País, não podemos 
dizer que ocorreu sua nacionalização, pois sua entrada não possui ânimo de 
definitividade. Ao contrário, ele ficará no país durante um tempo, retornando 
ao exterior. Os tributos ficam suspensos durante a estadia desses bens 
no País justamente porque eles regressarão ao exterior 
Na hipótese de admissão temporária para utilização econômica, o 
pagamento dos tributos federais será proporcional ao tempo de permanência 
do bem no território nacional. Mais especificamente, será aplicado o 
percentual de 1% (um por cento) relativamente a cada mês 
compreendido no prazo de concessão do regime, sobre o montante dos 
tributos originalmente devidos. Essa parcela dos tributos será recolhida, 
permanecendo o restante suspenso no Termo de Responsabilidade. Se, 
futuramente, o beneficiário decidir ficar em caráter definitivo com a 
mercadoria, ele poderá proceder ao despacho para consumo, efetuando a 
nacionalização. Nesse caso, os tributos originalmente devidos deverão ser 
recolhidos deduzido o montante já pago. 
Vamos imaginar um guindaste cujo valor aduaneiro seja R$ 
500.000,00 e que esteja sujeito a uma alíquota de 30% do Imposto de 
Importação (II). Caso ele fosse importado a título definitivo e houvesse 
recolhimento integral, o valor a ser pago a título de II seria de R$ 150.000,00. 
No entanto, caso ele entrasse no Brasil ao amparo do regime aduaneiro de 
admissão temporária e fosse ser utilizado economicamente durante 10 meses, 
o valor a ser recolhido a título de imposto de importação seria de R$15.000,00 
(10% de R$150.000,00). 
Nesse caso, seriam recolhidos R$ 15.000,00 e os outros 
R$135.000,00 ficariam suspensos no Termo de Responsabilidade. Se, 
posteriormente, a empresa decidir nacionalizar os guindastes, ela deverá 
proceder ao despacho para consumo, recolhendo os tributos originalmente 
devidos (R$ 150.000,00) deduzidos os montantes já pagos (R$ 15.000,00). 
Assim, em caso de nacionalização, a empresa deverá recolher R$ 135.000,00. 
 
3.2- Requisitos para a concessão do regime de admissão temporária: 
A concessão do regime aduaneiro especial é de competência da 
Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB). De acordo com o art.358 do 
R/A, a autoridade aduaneira observará, para a concessão do regime, o 
cumprimento cumulativo das seguintes condições: 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 42 ∀# 123 
1) Importação em caráter temporário, comprovada esta 
condição por qualquer meio julgado idôneo. Quando um bem é admitido 
temporariamente no País, não podemos dizer que ocorreu sua nacionalização, 
pois sua entrada não possui ânimo de definitividade. Ao contrário, ele ficará no 
país durante um tempo, retornando ao exterior. Os tributos ficam suspensos 
durante a estadia desses bens no País justamente porque eles regressarãoao 
exterior. 
Nesse sentido, a Receita Federal do Brasil (RFB) somente concede o 
regime de admissão temporária a bens que permanecerão no Brasil em caráter 
temporário. O art. 355 do R/A estabelece que o regime de admissão 
temporária poderá ser aplicado aos bens relacionados em ato normativo 
da Secretaria da Receita Federal do Brasil e aos admitidos temporariamente ao 
amparo de acordos internacionais. 
A IN SRFB nº 1.600/2015, por sua vez, disciplinando a aplicação do 
regime aduaneiro especial de admissão temporária, estabeleceu um rol de 
situações em que os bens poderão ser submetidos ao regime aduaneiro 
especial de admissão temporária. Como exemplo, cito os bens destinados a 
eventos esportivos e os animais para exposições. 
Alguém já me perguntou em sala de aula: “Ricardo, e as aeronaves e 
embarcações que entram no país? Elas também se submetem ao regime 
aduaneiro especial de admissão temporária?” 
Essa é uma boa pergunta! De acordo com a IN RFB nº 1.600/2015, 
os veículos terrestres, aeronaves e embarcações utilizados no 
transporte internacional de cargas ou passageiros serão 
automaticamente submetidos ao regime de admissão temporária. 
Questão importante é saber se o regime de admissão temporária se 
aplica aos bens amparados por contrato de leasing! 
De início, cumpre-nos esclarecer que há diversas modalidades de 
leasing, entre elas o leasing financeiro e o leasing operacional. O leasing 
financeiro se caracteriza pela presença de uma instituição financeira que 
realiza o financiamento da operação. De acordo com os costumes comerciais 
brasileiros, quando se faz a opção pelo leasing financeiro, o que se quer é a 
compra do bem. Assim, um bem que entra no país ao amparo de um contrato 
de leasing financeiro, está ingressando com ânimo de definitividade, sendo 
tratado, portanto, como uma importação comum. 
Por sua vez, no leasing operacional, o bem é arrendado por certo 
período, sem que ainda tenha sido feita a opção de compra no final, não 
havendo a intermediação de uma instituição financeira. Dessa forma, o bem 
que entra no país ao amparo de um contrato de leasing operacional, está 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 44 ∀# 123 
ingressando com ânimo de temporariedade, sendo, portanto, aplicável o 
regime de admissão temporária. 
2) Importação sem cobertura cambial: Dizer que um bem 
ingressou no País sem cobertura cambial significa que ele foi importado sem 
uma contrapartida em divisas. Em outras palavras, o bem admitido 
temporariamente no País não foi objeto de compra. A compra de um bem 
caracteriza o ânimo de definitividade da permanência deste no território 
nacional, o que é inadequado ao regime de admissão temporária. Logo, uma 
condição sine qua non para a admissão de um bem em admissão 
temporária é a inexistência de cobertura cambial. Apesar de as doações 
serem operações sem cobertura cambial, elas não poderão ser admissões 
temporárias. Isso porque existe ânimo de definitividade na importação de bens 
que ingressam no país ao amparo de doações. E, conforme já sabemos, a 
admissão temporária pressupõe a temporariedade da permanência dos bens 
no País. 
3) Adequação dos bens à finalidade para a qual foram 
importados: Quando um bem ingressa no País a título de admissão 
temporária, existe alguma motivação para isso (realização de uma exposição, 
show, feira, etc), a qual deverá estar prevista nos arts. 3º, 4º e 5º, da IN RFB 
nº 1.600/2015. Caso o bem seja utilizado em finalidade diversa daquela 
para a qual foi importado, fica caracterizado o descumprimento do 
regime aduaneiro especial de admissão temporária, o que dá ensejo à 
execução do Termo de Responsabilidade (art. 369, inciso IV do R/A). 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 45 ∀# 123 
 
Antes da edição do Decreto nº 8.010/2013, o art. 358, do 
Regulamento Aduaneiro mencionava outros dois requisitos 
para a concessão do regime aduaneiro especial de admissão 
temporária: i) constituição das obrigações fiscais em Termo 
de Responsabilidade e; ii) identificação dos bens. 
Com o novo decreto, esses dois requisitos passaram para o 
art. 363, do Regulamento Aduaneiro: 
Art. 363. A aplicação do regime de admissão 
temporária ficará condicionada à: 
I - utilização dos bens dentro do prazo fixado e 
exclusivamente nos fins previstos; 
II - constituição das obrigações fiscais em termo 
de responsabilidade; e 
III - identificação dos bens. 
Mas qual foi, afinal, o objetivo dessa mudança? 
O art. 358 tem como objetivo relacionar requisitos a 
serem observados pela autoridade aduaneira antes de 
conceder o regime de admissão temporária (são obrigações 
de verificação pela autoridade aduaneira). 
Já o art. 363 lista obrigações do beneficiário do regime 
aduaneiro especial de admissão temporária. Assim, 
nada mais natural que as duas condições acima 
mencionadas (“constituição das obrigações fiscais em Termo 
de Responsabilidade” e “identificação dos bens”) passem a 
integrar o art. 363. 
Quando uma mercadoria entra no país ao amparo do regime 
aduaneiro especial de admissão temporária, os tributos suspensos ficarão 
consignados em Termo de Responsabilidade. Cabe destacar que, quando 
a suspensão de tributos for parcial, o crédito tributário referente à parcela de 
tributos suspensos deverá também ser constituído em Termo de 
Responsabilidade. 
Junto com o Termo de Responsabilidade, o beneficiário do regime de 
admissão temporária deverá apresentar uma garantia das obrigações 
fiscais. Quando os bens admitidos no regime forem danificados, em virtude de 
sinistro, poderá haver redução da garantia (proporcional ao prejuízo), desde 
que seja solicitado pelo beneficiário do regime. A Secretaria da Receita Federal 
disporá sobre os casos em que poderá ser dispensada a garantia. 
O bem admitido temporariamente no País deve ser o mesmo bem a 
retornar ao exterior. Logo, é fundamental que seja possível fazer sua 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 46 ∀# 123 
identificação, através, por exemplo, do número de série. Se for admitida 
temporariamente no País uma empilhadeira com número de série 3323, é essa 
mesma empilhadeira 3323 que deverá regressar ao exterior. 
Para a concessão do regime de admissão temporária para 
utilização econômica, deverá ser observado, ainda, que o tratamento 
administrativo será o mesmo aplicado a uma importação definitiva, 
ressalvados os casos estabelecidos em ato normativo da SECEX. Essa é uma 
novidade criada pelo Decreto nº 8.010/2013 (até então, essa regra não 
existia). 
 
3.3- Prazo de concessão do regime: 
Quando a autoridade aduaneira concede o regime de admissão 
temporária, ela deverá fixar o prazo de vigência do regime, isto é, o prazo pelo 
qual os tributos permanecerão com a exigibilidade suspensa. O prazo de 
vigência do regime começa a contar a partir do desembaraço aduaneiro. 
Mas como a autoridade aduaneira fixa o prazo de vigência do regime? 
Quais são os critérios para a fixação de prazo? 
No ato da concessão do regime, a autoridade aduaneira irá fixar o 
prazo de vigência do regime, que será contado do desembaraço 
aduaneiro. Na fixação do prazo de vigência do regime, a autoridade 
aduaneira deverá levar em consideração o provável período de 
permanência dos bens no País. Se uma determinada exposição terá 
duração de 1 mês, seria um total contrassenso que a autoridade aduaneira 
concedesse a admissão temporária por apenas 15 dias! 
 As normas gerais para a concessão do regime de admissão 
temporária são as mesmas aplicáveis a todos os regimes aduaneiros especiais, 
as quais deverão ser observadas pela autoridade aduaneira na fixação do 
prazo de vigência (art.361 R/A). 
Segundo a IN RFB nº 1.600/2015, o prazo do regime de admissãotemporária será de 6 meses, prorrogáveis automaticamente por mais 6 
meses. É possível, todavia, que o prazo de vigência do regime seja o 
previsto no contrato de importação entre o beneficiário e a pessoa 
residente ou domiciliada no exterior, prorrogável na mesma medida deste. É o 
caso, por exemplo, de um bem que ingressa no país ao amparo de um 
contrato de leasing operacional. Supondo que o contrato dessa operação seja 
de 2 anos, a admissão temporária será concedida por esse mesmo período. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 47 ∀# 123 
O pedido de prorrogação do prazo de vigência do regime de admissão 
temporária deverá ser realizado antes do final do prazo fixado para 
permanência dos bens no País. 
 
O Decreto nº 8.010/2013 estabeleceu que o prazo máximo 
para a concessão do regime de admissão temporária para 
utilização econômica será de 100 meses. Vejamos: 
Art. 374. O regime será concedido pelo prazo previsto no 
contrato de arrendamento operacional, de aluguel ou de 
empréstimo, celebrado entre o importador e a pessoa 
estrangeira, prorrogável na medida da extensão do prazo 
estabelecido no contrato, observado o disposto no art. 373. 
§ 1º O prazo máximo de vigência do regime de que trata o 
art. 373 será de cem meses. 
§ 2º Antes do término do prazo estipulado no § 1º, o 
beneficiário deverá providenciar a extinção do regime, 
conforme previsto no art. 367, sendo facultada a 
transferência para outro regime aduaneiro especial, 
inclusive a concessão de nova admissão temporária, que 
poderá ocorrer sem a necessidade de saída física dos bens 
do território nacional. 
§ 3º O prazo estipulado no § 1º não se aplica ao regime 
aduaneiro de que trata o art. 458. 
Antes do término dos 100 meses, o beneficiário deverá 
extinguir o regime de admissão temporária (devolvendo 
o bem ao exterior, nacionalizando, etc). Para isso, ele 
poderá também transferir o bem para outro regime 
aduaneiro especial ou mesmo solicitar uma nova 
admissão temporária. 
 
3.4- Extinção do regime: 
Antes do término do prazo de vigência do regime de admissão 
temporária, o beneficiário do regime deverá adotar uma das providências 
relacionadas no art. 367 do R/A para extinguir o regime, dando baixa no 
Termo de Responsabilidade: 
Art. 367. Na vigência do regime, deverá ser adotada, com relação 
aos bens, uma das seguintes providências, para liberação da garantia 
e baixa do termo de responsabilidade: 
I - reexportação; 
II - entrega à Fazenda Nacional, livres de quaisquer despesas, desde 
que a autoridade aduaneira concorde em recebê-los; 
III - destruição, às expensas do interessado; 
IV - transferência para outro regime especial; ou 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 48 ∀# 123 
V - despacho para consumo, se nacionalizados. 
A hipótese do inciso I do art. 367 do R/A é a forma mais natural de 
extinção do regime aduaneiro especial de admissão temporária. O bem que 
ingressou no País a título temporário deverá retornar ao exterior, isto é, ser 
reexportado. 
A hipótese do inciso II do art. 367 do R/A ocorre quando não 
compensa para o beneficiário do regime de admissão temporária devolver a 
mercadoria ao exterior. Isso poderá acontecer quando o valor do frete for mais 
caro do que a próprio custo do bem. Cabe destacar que, quando a mercadoria 
é entregue à Fazenda Nacional, os tributos suspensos não serão recolhidos. 
A hipótese do inciso III do art. 367 do R/A ocorre quando a Receita 
Federal não aceita receber o bem que tiver sido importado temporariamente. 
Ou seja, não compensa para o beneficiário devolver o bem ao exterior (frete 
muito alto), não compensa nacionalizar (tributos muito altos) e a RFB não 
aceita receber o bem. A alternativa é destruir o bem sob controle aduaneiro. 
Acerca da destruição sob controle aduaneiro, cabe destacar o que 
dispõe o art. 312 do R/A, segundo o qual, “nos regimes aduaneiros especiais 
em que a destruição do bem configurar extinção da aplicação do 
regime, o resíduo da destruição, se economicamente utilizável, deverá 
ser despachado para consumo, como se tivesse sido importado no estado 
em que se encontra, sujeitando-se ao pagamento dos tributos 
correspondentes, ou reexportado.” 
O dispositivo supratranscrito obriga a que se dê uma destinação ao 
resíduo resultante da destruição (quando este for economicamente viável). A 
destinação poderá ser o despacho para consumo (tributos serão recolhidos 
sobre o valor do resíduo) ou a reexportação. 
A hipótese do inciso IV do art. 367 do R/A ocorrerá, por exemplo, 
quando o bem admitido temporariamente for transferido para o regime de 
entreposto aduaneiro. Cabe destacar, todavia, que a admissão em outro 
regime aduaneiro especial está condicionada ao cumprimento dos requisitos de 
admissibilidade no novo regime. 
O inciso V do art. 367 do R/A, por sua vez, ocorrerá, por exemplo, 
quando um guindaste entrou no país sob o regime de admissão temporária ao 
amparo de um contrato de aluguel, permanecendo no País durante 3 anos 
(prazo de vigência do regime). No entanto, ao final do contrato de aluguel, o 
beneficiário não quer mais devolver o bem ao exterior. Ao contrário, deseja 
ficar com o bem a título definitivo, isto é, deseja nacionalizá-lo, despachando-o 
para consumo. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 49 ∀# 123 
Na nacionalização de bens admitidos no regime de admissão 
temporária haverá recolhimento dos tributos que estavam suspensos. 
Cabe destacar que a nacionalização dos bens e o seu despacho para consumo 
serão realizados com observância das exigências legais e regulamentares, 
inclusive as relativas ao controle administrativo das importações. Com efeito, a 
nacionalização e o despacho para consumo não serão permitidos quando a 
licença de importação, para os bens admitidos no regime, estiver vedada ou 
suspensa. Destaque-se que a nacionalização poderá ser realizada pelo próprio 
beneficiário do regime ou por terceiro por ele autorizado. 
O art. 368 do R/A estabelece outra hipótese de extinção do 
regime aduaneiro especial de admissão temporária, reproduzindo norma 
explícita no art.60, § 1o, da Lei nº 10.833/2003. Segundo esse dispositivo, 
extingue o regime de admissão temporária aplicado a produto, parte, 
peça ou componente recebido do exterior, para substituição em decorrência de 
garantia ou para reparo, revisão, manutenção, renovação ou 
recondicionamento, a exportação de produto equivalente àquele 
submetido ao regime. Em palavras mais simples, a exportação de produto 
equivalente é causa de extinção do regime de admissão temporária aplicado a 
bens recebidos do exterior em decorrência de garantia ou para reparo, revisão, 
manutenção, renovação ou recondicionamento. 
Para entender melhor o que quer dizer esse dispositivo, é importante 
exemplificarmos! 
Imagine que uma empresa brasileira venda a um comprador italiano 
uma máquina para construção civil. Todavia, passado um tempo, a máquina 
exportada acaba dando defeito em virtude do mau funcionamento de uma 
peça. Tendo em vista a existência de um contrato de garantia entre a empresa 
brasileira e a italiana, a peça é remetida ao Brasil para ser consertada. Ela é, 
então, importada sob o regime de admissão temporária, tendo como 
beneficiário a empresa brasileira. Ocorre que a empresa brasileira verifica que 
não é possível consertar a peça, tendo que enviar uma peça nova ao 
comprador italiano. A exportação dessa peça equivalente irá extinguir o regime 
de admissão temporária aplicado à peça que entrou no País para ser 
consertada. 
 
3.5- Descumprimento do regime de admissão temporária: 
Se uma mercadoria entra no País ao amparo do regime de admissão 
temporária para participar de uma exposição, pressupõe-se que,ao fim do 
prazo de vigência do regime, ela deverá regressar ao exterior. Mas o que 
aconteceria se essa mercadoria não fosse reexportada? Quais seriam as 
consequências? 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 4: ∀# 123 
Em um caso como esse, dizemos que houve o descumprimento do 
regime de admissão temporária, já que o compromisso de reexportação não foi 
cumprido. A consequência direta será que o crédito tributário consignado no 
Termo de Responsabilidade irá tornar-se exigível. 
O descumprimento do regime de admissão temporária poderá ocorrer 
por diversos motivos, os quais estão relacionados no art. 369 do R/A: 
Art. 369. O crédito tributário constituído em termo de 
responsabilidade será exigido com observância do disposto nos arts. 
761 a 766, nas seguintes hipóteses: 
I - vencimento do prazo de permanência dos bens no País, sem que 
haja sido requerida a sua prorrogação ou uma das providências 
previstas no art. 367; 
II - vencimento de prazo, na situação a que se refere o § 9o do art. 
367, sem que seja iniciado o despacho de reexportação do bem; 
III - apresentação para as providências a que se refere o art. 367, de 
bens que não correspondam aos ingressados no País; 
IV - utilização dos bens em finalidade diversa da que justificou a 
concessão do regime; ou 
V - destruição dos bens, por culpa ou dolo do beneficiário. 
Na hipótese do inciso I, a RFB concedeu o regime de admissão 
temporária por um período determinado. Entretanto, findo o prazo de 
permanência dos bens no país, o beneficiário não procedeu à extinção do 
regime (reexportação, despacho p/ consumo, entrega à Fazenda Nacional, 
destruição sob controle aduaneiro, transferência p/ outro regime aduaneiro 
especial), tampouco solicitou sua prorrogação. 
Na hipótese do inciso II, a RFB indeferiu o pedido de prorrogação 
do prazo de vigência do regime de admissão temporária. Caso isso ocorra, o 
beneficiário tem 30 (trinta) dias para dar início ao despacho de reexportação 
do bem, a não ser que o prazo restante fixado para a permanência do bem no 
País seja superior a esses 30 dias. Se o despacho de reexportação não for 
iniciado dentro do prazo, considera-se que houve o descumprimento do regime 
de admissão temporária. 
Na hipótese do inciso III, as mercadorias que o beneficiário do 
regime de admissão temporário deseja reexportar são diferentes daquelas que 
entraram temporariamente no País. E, conforme você já sabe, na admissão 
temporária o bem que entra deve ser o mesmo bem que sai. 
Na hipótese do inciso IV, os bens são importados para serem 
utilizados, por exemplo, em uma exposição e, ao invés disso, são utilizados 
economicamente em uma indústria. O emprego de bens admitidos 
temporariamente em finalidade diversa daquela que motivou a concessão do 
regime é hipótese de descumprimento da admissão temporária. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 53 ∀# 123 
Na hipótese do inciso V, os bens são destruídos por culpa ou dolo 
do beneficiário. Logo, não será possível reexportá-los e o regime de admissão 
temporária será descumprido. 
Por fim, cabe destacar que o descumprimento do regime de admissão 
temporária tem como consequência a imposição de multa de 10% do valor 
aduaneiro. 
 
4- Admissão Temporária para Aperfeiçoamento Ativo: 
Nos termos do art. 380 do R/A, o regime aduaneiro especial de 
admissão temporária para aperfeiçoamento ativo é o que permite o 
ingresso, para permanência temporária no País, com suspensão do pagamento 
de tributos, de mercadorias estrangeiras ou desnacionalizadas, destinadas a 
operações de aperfeiçoamento ativo e posterior reexportação. 
Mas o que são operações de aperfeiçoamento ativo? 
Segundo o art. 380, § 1º, do R/A, operações de aperfeiçoamento 
ativo são: i) operações de industrialização relativas ao beneficiamento, à 
montagem, à renovação, ao recondicionamento, ao acondicionamento 
ou ao reacondicionamento aplicadas ao próprio bem e; ii) o conserto, o 
reparo, ou a restauração de bens estrangeiros, que devam retornar, 
modificados, ao país de origem. 
O Regulamento do IPI conceitua as operações de industrialização a 
que pode se submeter um bem ao qual foi concedido o regime de admissão 
temporária para aperfeiçoamento ativo: 
- Beneficiamento: operação que importe em modificar, aperfeiçoar 
ou, de qualquer forma, alterar o funcionamento, a utilização, o acabamento ou 
a aparência do bem. Ex: a colocação de blindagem em um automóvel. 
- Montagem: operação que consiste na reunião de produtos, peças 
ou partes e de que resulte um novo produto ou unidade autônoma, ainda que 
sob a mesma classificação fiscal. 
- Renovação ou recondicionamento: operação que, exercida sobre 
produto usado ou parte remanescente de produto deteriorado ou inutilizado, 
renove ou restaure o produto para utilização. 
- Acondicionamento ou Reacondicionamento: operação que 
altere a apresentação do produto pela colocação de embalagem, ainda que em 
substituição da original, salvo quando destinada apenas ao transporte. Cabe 
destacar que a colocação de embalagens de transporte (como sacos e sacolas) 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 51 ∀# 123 
não é considerada operação de industrialização, não agregando valor a um 
produto. 
Conforme se pode verificar, o regime de admissão temporária 
para aperfeiçoamento ativo engloba todos os tipos de operação de 
industrialização, exceto a transformação. Trata-se de uma exceção bem 
importante, que nós precisamos entender bem! 
Transformação é uma operação de industrialização que promove 
uma alteração substancial na natureza do produto, mudando, inclusive, sua 
classificação fiscal (alterando os quatro primeiros dígitos de sua classificação 
fiscal6). Assim, após submeter um produto a uma transformação, obtém-
se um novo produto. 
A partir desse entendimento, pode-se verificar que as operações 
de transformação são incompatíveis com a natureza da admissão 
temporária. Na admissão temporária, o bem que entra no País deve ser 
idêntico ao bem que retorna ao exterior. E se o bem entra no País e sofre uma 
operação de transformação, ele já não será mais o mesmo bem. 
A concessão do regime de admissão temporária para aperfeiçoamento 
ativo está sujeita aos seguintes requisitos de admissibilidade: 
1) As mercadorias devem ser de propriedade de pessoa sediada 
no exterior e admitidas sem cobertura cambial. 
2) O beneficiário do regime deve ser pessoa jurídica sediada no País. 
3) A operação deve estar prevista em contrato de prestação de 
serviço. 
Exemplificando, o regime de admissão temporária para 
aperfeiçoamento ativo será aplicável a uma máquina estrangeira que entra no 
país a título temporário com o objetivo de ser consertada, retornando 
posteriormente ao exterior. 
Por fim, cabe destacar que o regime de admissão temporária para 
aperfeiçoamento ativo é regulado pelas normas gerais aplicáveis à 
admissão temporária, naquilo que couber. 
Vejamos como esses assuntos podem ser cobrados em prova! 
 
6 A classificação de mercadorias no Brasil é feita com base na Nomenclatura Comum 
do MERCOSUL (NCM), que associa todos os produtos a códigos de oito dígitos. Os 
quatro primeiros dígitos, considerados em conjunto, são denominados posição 
tarifária. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 52 ∀# 123 
 
25. (AFRFB – 2014) Na Admissão Temporária de máquinas e equipamentos 
para utilização econômica, sob a forma de arrendamento operacional, aluguel 
ou empréstimo, ocorre suspensão parcial de tributos e pagamento proporcional 
ao tempo de permanência no País. 
Comentários: 
Naadmissão temporária para utilização econômica, haverá suspensão 
parcial dos tributos, com pagamento proporcional ao tempo de permanência no 
País. A proporcionalidade será obtida pela aplicação do percentual de um por 
cento, relativamente a cada mês compreendido no prazo de concessão do 
regime, sobre o montante dos tributos originalmente devidos. Questão correta. 
26. (AFRFB – 2014) A extinção do regime de admissão temporária pode 
ocorrer com a destruição do bem, às expensas do interessado. 
Comentários: 
Uma das hipóteses de extinção da admissão temporária é a 
destruição, sob controle aduaneiro. Questão correta. 
27. (AFRFB – 2014) O regime aduaneiro especial de admissão temporária 
com suspensão total do pagamento de tributos permite a importação de bens 
que devam permanecer no País durante prazo fixado. A legislação prevê, como 
uma das condições para a concessão do mencionado regime, que os bens 
sejam importados com cobertura cambial. 
Comentários: 
Um dos requisitos para a concessão da admissão temporária é a 
inexistência de cobertura cambial. Questão incorreta. 
28. (AFRFB – 2014) Os bens admitidos temporariamente no País para 
utilização econômica ficam sujeitos ao pagamento dos impostos federais, da 
contribuição para o PIS/ PASEP-Importação e da COFINS-Importação, 
proporcionalmente ao seu tempo de permanência no território aduaneiro. A 
referida proporcionalidade será obtida pela aplicação do percentual de um por 
cento, relativamente a cada mês compreendido no prazo de concessão do 
regime, sobre o montante dos tributos originalmente devidos. 
Comentários: 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 54 ∀# 123 
No regime de admissão temporária para utilização econômica, há 
suspensão parcial dos tributos. O recolhimento será proporcional ao período de 
permanência do bem no país. Questão correta. 
29. (AFRFB – 2012) O regime de admissão temporária permite a entrada 
no País de certas mercadorias, com uma finalidade e por período de tempo 
determinados, com a suspensão total ou parcial do pagamento de tributos 
aduaneiros incidentes na sua importação, com o compromisso de serem 
reexportadas. 
Comentários: 
Na admissão temporária, os bens ingressam no País para aqui 
permanecer por um período de tempo determinado, regressando, a posteriori, 
ao exterior. Durante o período de permanência no território nacional, os bens 
gozarão de suspensão total ou parcial de tributos. Questão correta. 
30. (ATRFB – 2012) O Regime Aduaneiro Especial de Admissão Temporária 
é o que permite a importação de bens que devam permanecer no País durante 
prazo fixado, com suspensão total do pagamento de tributos, ou com 
suspensão parcial, no caso de utilização econômica, na forma e nas condições 
estabelecidas na legislação. 
Comentários: 
Essa é a definição de admissão temporária, constante no art. 353, do 
R/A. Destaque-se que a admissão temporária poderá ser com suspensão total 
ou suspensão parcial de tributos, no caso de utilização econômica. Questão 
correta. 
31. (ATRFB – 2012) No caso de extinção da aplicação do Regime Aduaneiro 
Especial de Admissão Temporária para Utilização Econômica mediante 
despacho para consumo, os tributos originalmente devidos deverão ser 
recolhidos deduzido o montante já pago. 
Comentários: 
Segundo o art. 375, do R/A, no caso de extinção da aplicação do 
regime mediante despacho para consumo, os tributos originalmente devidos 
deverão ser recolhidos deduzido o montante já pago. Questão correta. 
32. (Exame Despachante Aduaneiro - 2012) Na admissão temporária 
para aperfeiçoamento ativo os bens ingressam com suspensão do pagamento 
de tributos e são destinados a operações de industrialização, conserto, reparo 
ou restauração. Posteriormente serão reexportados. 
Comentários: 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 55 ∀# 123 
Os bens submetidos ao regime de admissão temporária para 
aperfeiçoamento ativo ingressam no País com suspensão tributária com o 
objetivo de serem destinados a operações de industrialização, conserto, reparo 
ou restauração. Após se submeterem a essas operações, eles regressam ao 
exterior (são reexportados). Questão correta. 
33. (Exame Despachante Aduaneiro - 2012) Nos regimes aduaneiros 
especiais em que a destruição de um bem configurar a extinção da aplicação 
do regime, o resíduo da destruição, se inservível ou sem valor econômico, 
deverá ser despachado para consumo, como se estivesse no estado em que foi 
importado, sujeitando-se ao pagamento dos tributos correspondentes ou, 
alternativamente, ser reexportado. 
Comentários: 
Pegadinha! Quando a destruição de um bem for hipótese de extinção 
do regime aduaneiro especial, será necessário dar uma destinação ao resíduo 
(caso este seja economicamente viável). O resíduo poderá ser reexportado ou, 
então, despachado para consumo (nessa situação, caberá recolhimento 
tributário). Entretanto, caso o resíduo da destruição seja inservível ou não 
tenha valor econômico (hipótese do enunciado da questão), não há 
necessidade de se proceder ao despacho para consumo. Questão errada. 
34. (Questão Inédita) O descumprimento do regime aduaneiro especial de 
admissão temporária gera multa de 5% do valor aduaneiro, sem prejuízo da 
exigência dos tributos suspensos no Termo de Responsabilidade. 
Comentários: 
A multa por descumprimento do regime de admissão temporária será 
de 10% do valor aduaneiro. Questão errada. 
35. (Questão Inédita) A autoridade aduaneira poderá indeferir pedido de 
concessão do regime de admissão temporária, em decisão fundamentada, da 
qual caberá recurso, na forma estabelecida pela Secretaria da Receita Federal 
do Brasil. 
Comentários: 
É plenamente possível o indeferimento do pleito de concessão do 
regime de admissão temporária. Questão correta. 
36. (Questão Inédita) Bens que ingressem no País ao amparo de 
operações de arrendamento mercantil de caráter financeiro não podem se 
submeter ao regime de admissão temporária. 
Comentários: 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 56 ∀# 123 
Somente é autorizada a admissão temporária no caso de leasing 
operacional. No caso de leasing financeiro, não se aplica admissão temporária. 
Questão correta. 
37. (Questão Inédita) O regime de admissão temporária será extinto, 
dentre outras hipóteses, pela reexportação, despacho para consumo ou 
destruição, às expensas do interessado. 
Comentários: 
Essas são três formas de extinção do regime de admissão temporária. 
Questão correta. 
38. (Questão Inédita) No caso de admissão temporária para utilização 
econômica, o recolhimento tributário será proporcional ao tempo de 
permanência da mercadoria no território aduaneiro. A proporcionalidade será 
obtida pela aplicação do percentual de um por cento, relativamente a cada 
mês compreendido no prazo de concessão do regime, sobre o montante dos 
tributos originalmente devidos. 
Comentários: 
De fato, o regime de admissão temporária para utilização econômica 
caracteriza-se pelo recolhimento tributário proporcional ao tempo de 
permanência do bem no território aduaneiro. O recolhimento será feito pela 
aplicação da alíquota de 1% por mês sobre o montante dos tributos 
originalmente devido. Questão correta. 
 
5- Drawback: 
5.1- Conceitos Iniciais: 
Um dos maiores objetivos das políticas comerciais dos países é a 
obtenção de superávits comerciais, o que é conquistado por meio de diversos 
mecanismos de incentivo à exportação. Um dos mecanismos mais difundidos 
em nível mundial é o drawback. A lógica do drawback está centrada na 
desoneração tributária aos insumos que compõem o processo 
produtivo de produtos exportados. 
Segundo o art. 383 do R/A, o drawback é considerado incentivoà 
exportação. Assim, sua natureza não pode ser associada à de um benefício 
fiscal. Em razão disso, as importações efetuadas ao amparo de drawback 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 57 ∀# 123 
estão dispensadas do exame de similaridade e da obrigatoriedade de 
transporte em navio de bandeira brasileira. 
Mas, afinal de contas, como é que funciona o regime de drawback? 
Segundo o art. 383 do R/A, o drawback se aplica em três modalidades 
diferentes: suspensão, isenção e restituição. A competência para conceder 
o drawback nas modalidades de suspensão e isenção é da Secretaria de 
Comércio Exterior (SECEX). Já a competência para conceder o drawback na 
modalidade restituição é da Secretaria da Receita Federal do Brasil 
(SRFB). 
Vejamos a seguir, pela sua importância, a literalidade do art. 383 do 
Regulamento Aduaneiro: 
Art. 383. O regime de drawback é considerado incentivo à 
exportação, e pode ser aplicado nas seguintes modalidades: 
I - suspensão - permite a suspensão do pagamento do Imposto de 
Importação, do Imposto sobre Produtos Industrializados, da 
Contribuição para o PIS/PASEP, da COFINS, da Contribuição para o 
PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação, na importação, de 
forma combinada ou não com a aquisição no mercado interno, de 
mercadoria para emprego ou consumo na industrialização de produto a 
ser exportado 
II - isenção - permite a isenção do Imposto de Importação e a 
redução a zero do Imposto sobre Produtos Industrializados, da 
Contribuição para o PIS/PASEP, da COFINS, da Contribuição para o 
PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação, na importação, de 
forma combinada ou não com a aquisição no mercado interno, de 
mercadoria equivalente à empregada ou consumida na industrialização 
de produto exportado 
III - restituição - permite a restituição, total ou parcial, dos tributos 
pagos na importação de mercadoria exportada após beneficiamento, 
ou utilizada na fabricação, complementação ou acondicionamento de 
outra exportada 
§ 1º Para os efeitos do disposto no inciso II do caput, considera-se 
como equivalente a mercadoria nacional ou estrangeira da mesma 
espécie, qualidade e quantidade, daquela anteriormente adquirida no 
mercado interno ou importada sem fruição dos benefícios referidos 
no caput. 
§ 2º Os tratamentos referidos nos incisos I e II do caput não 
alcançam as hipóteses previstas nos incisos IV a IX do caput do art. 
3º da Lei nº 10.637, de 2002, nos incisos III a IX do caput do art. 
3º da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e nos incisos III a V 
do caput do art. 15 da Lei nº 10.865, de 2004. 
§ 3º Apenas a pessoa jurídica habilitada pela Secretaria de Comércio 
Exterior poderá efetuar operações com os tratamentos indicados nos 
incisos I e II do caput. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 58 ∀# 123 
§ 4º A Secretaria da Receita Federal do Brasil e a Secretaria de 
Comércio Exterior disciplinarão em ato conjunto o disposto nos incisos 
I e II do caput. 
Vamos, em primeiro lugar, entender a lógica do funcionamento do 
mecanismo de drawback... 
Imaginemos que uma indústria tenha o plano de exportar 
automóveis. Para fabricar esses veículos, a indústria necessitará de diversos 
insumos, tais como peças automotivas, rodas, pneus... Por meio do drawback 
suspensão, é possível que a indústria importe todos esses insumos com 
suspensão dos tributos exigíveis. Todavia, ao importar esses insumos com 
suspensão tributária, a indústria deve utilizá-los no processo produtivo 
de um bem a ser exportado. 
Agora vamos imaginar que essa mesma indústria tenha importado 
todos esses insumos, recolhendo integralmente os tributos sobre eles 
incidentes. Então, a indústria utiliza tais insumos na produção de um veículo, o 
qual é por ela exportado. Percebam que ela poderia ter solicitado a suspensão 
de tributos na importação dos insumos, mas não o fez. Logo, por meio do 
drawback isenção, a sua próxima compra de insumos (em quantidade e 
qualidade equivalente aos utilizados na produção do bem exportado) poderá 
ser isenta dos tributos exigíveis na importação. Trata-se, portanto, de uma 
verdadeira “reposição de estoque”. 
Segundo o art. 383, § 1º, do R/A, são consideradas equivalentes a 
mercadoria nacional ou estrangeira da mesma espécie, qualidade e 
quantidade, daquela anteriormente adquirida no mercado interno ou 
importada sem fruição dos benefícios típicos do drawback. 
É importante ressaltar que, nos termos da Portaria SECEX nº 
23/2011, também são consideradas equivalentes as mercadorias cujos 
modelos ou versões sejam de tecnologia similar, observada a evolução 
tecnológica. Imagine, por exemplo, que uma empresa importe com 
recolhimento integral uma peça “X”, utilize-a no processo produtivo de um 
bem, o qual é por ela exportado. Agora ele deseja importar, ao amparo do 
drawback isenção, uma peça “Y”, que na verdade é uma evolução tecnológica 
da peça “X” (talvez a peça “X” nem seja mais fabricada!). Isso será possível 
em virtude do conceito amplo de equivalência. 
Pode ser, ainda, que a indústria automotiva não queira comprar mais 
insumos. Nesse caso, como ela importou insumos pagando tributos e os 
utilizou no processo produtivo de um produto que foi exportado, ela poderá 
pleitear o drawback restituição junto à RFB. Por meio do drawback 
restituição, a empresa irá obter restituição total ou parcial dos tributos pagos 
na importação dos insumos utilizados na produção de bens já exportados. A 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 5: ∀# 123 
importados quanto os insumos adquiridos no mercado interno serão 
desonerados dos tributos federais incidentes, desde que sejam utilizados 
no processo produtivo de um produto exportado ou a exportar. Esse é o 
entendimento que se pode ter a partir da leitura do art. 67 da Portaria SECEX 
nº 23/2011: 
“Art. 67. O regime aduaneiro especial de drawback pode ser aplicado 
nas seguintes modalidades, no âmbito da SECEX: 
I – drawback integrado suspensão - a aquisição no mercado 
interno ou a importação, de forma combinada ou não, de mercadoria 
para emprego ou consumo na industrialização de produto a ser 
exportado, com suspensão dos tributos exigíveis na importação e na 
aquisição no mercado interno na forma do artigo 12 da Lei nº 11.945, 
de 4 de junho de 2009 e do artigo 17 da Lei nº 12.058, de 13 de 
outubro de 2009, e da Portaria Conjunta RFB/SECEX nº 467, de 25 de 
março de 2010; 
II – drawback integrado isenção – a aquisição no mercado interno 
ou a importação, de forma combinada ou não, de mercadoria 
equivalente à empregada ou consumida na industrialização de produto 
exportado, com isenção do Imposto de Importação - II, e com redução 
a zero do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, da 
Contribuição para o PIS/PASEP, da Contribuição para o Financiamento 
da Seguridade Social (COFINS), da Contribuição para o PIS/PASEP-
Importação e da COFINS-Importação, na forma do art. 31 da Lei nº 
12.350, de 20 de dezembro de 2010 e da Portaria Conjunta 
RFB/SECEX nº3, de 17 de dezembro de 2010.” 
Analisando o dispositivo supracitado, verificamos que, pelo 
drawback integrado, são desoneradas dos tributos federais (II, IPI, 
PIS/PASEP, COFINS), as aquisições no mercado interno e as importações de 
mercadoria para emprego ou consumo na industrialização de produto a ser 
exportado. Ressalte-se três pontos quanto a isso: 
1) As aquisições no mercado interno e as importações poderão ser 
realizadas de forma combinada ou não. Isso significa que um ato 
concessório de drawback integrado poderá prever exclusivamente importações, 
exclusivamente aquisições no mercado interno ou, ainda, importações e 
compras internas combinadas. 
2) Os bens adquiridos com desoneração tributária podemser 
destinados para emprego ou consumo na industrialização de produto a ser 
exportado. Assim, no drawback integrado não há obrigatoriedade de que 
os bens sejam incorporados ao produto a ser exportado. Torna-se, 
possível, portanto, a compra no mercado interno ou a importação (ao amparo 
 
exportado. Não era possível, por exemplo, adquirir carvão para produzir aço a ser exportado, 
já que o carvão é consumido no processo produtivo do aço (e não incorporado!). 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 63 ∀# 123 
do drawback integrado) de carvão utilizado na produção de aço a ser 
exportado (o carvão é consumido no processo produtivo do carvão). 
3) O drawback integrado se aplica tanto na modalidade suspensão 
quanto na modalidade isenção. O drawback integrado isenção é bem mais 
recente, tendo sido instituído pela Lei nº 12. 350, de 20 de dezembro de 2010. 
Ainda sobre o drawback integrado, é importante ressaltar que ele 
admite a existência do drawback integrado agrícola e do drawback 
integrado intermediário. Essas duas variações do drawback integrado 
também se aplicam na modalidade isenção. 
 O drawback integrado agrícola é o que se aplica “à aquisição no 
mercado interno ou à importação de mercadorias para emprego em reparo, 
criação, cultivo ou atividade extrativista de produto a ser exportado”. (art.12, 
§ 1o , inciso I da Lei nº 11.945/2009). 
O drawback integrado intermediário, por sua vez, é o que se 
aplica “às aquisições no mercado interno ou importações de empresas 
denominadas fabricantes-intermediários, para industrialização de produto 
intermediário a ser diretamente fornecido a empresas industriais-exportadoras, 
para emprego ou consumo na industrialização de produto final destinado à 
exportação.” (art.12, § 1o , inciso III, da Lei nº 11.945/2009). Falaremos mais 
à frente sobre o drawback intermediário. 
 
5.2- Aplicação do regime aduaneiro especial de drawback: 
Segundo o art. 71 da Portaria SECEX nº 23/2011, o regime de 
drawback poderá ser concedido a quaisquer operações de 
industrialização (transformação, beneficiamento, montagem, 
recondicionamento, acondicionamento e reacondicionamento). Não se 
consideram operações de industrialização e, portanto, não podem ser objeto 
de drawback, a colocação de embalagens de transporte. 
O art. 72 da Portaria SECEX, também tratando das operações a que 
se pode aplicar o regime especial de drawback, dispôs da seguinte forma: 
Art. 72. O regime de drawback poderá ser, ainda, concedido a: 
I - mercadoria para beneficiamento no País e posterior exportação; 
II - matéria-prima, produto semi-elaborado ou acabado, utilizados na 
fabricação de mercadoria exportada, ou a exportar; 
III - peça, parte, aparelho e máquina complementar de aparelho, de 
máquina, de veículo ou de equipamento exportado ou a exportar; 
IV - mercadoria destinada à embalagem, acondicionamento ou 
apresentação de produto exportado ou a exportar, desde que propicie, 
comprovadamente, uma agregação de valor ao produto final; 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 61 ∀# 123 
V - animais destinados ao abate e posterior exportação; 
VI - matéria-prima e outros produtos que, embora não integrando o 
produto a exportar ou exportado, sejam utilizados em sua 
industrialização, em condições que justifiquem a concessão. 
Se observarmos com atenção, o que o art. 72 faz é listar situações 
que se identificam (em sua maioria!) com as operações de industrialização 
previstas no Regulamento do IPI. Chamo sua atenção, todavia, para os incisos 
V e VI, que podem gerar dúvidas: 
1) O drawback pode ser concedido a animais destinados ao abate 
e posterior exportação, embora o abate não seja uma operação de 
industrialização. Vale destacar que esse tipo de drawback somente se aplica 
na modalidade suspensão. Chegamos a essa conclusão ao observar a 
expressão “posterior exportação”. Caso o legislador tivesse por intenção 
concedê-lo também na modalidade isenção, ele utilizaria algo como “animais 
equivalentes a animais abatidos e exportados”. 
2) O drawback pode ser concedido a matéria-prima e outros produtos 
que, embora não integrando o produto a exportar ou exportado, sejam 
utilizados em sua industrialização, em condições que justifiquem a 
concessão. A título de exemplo, é possível importar, ao amparo do drawback, 
serras diamantadas para que estas sejam utilizadas na fabricação de placas de 
granito. Embora essas serras não integrem as placas de granito, elas são 
utilizadas durante o processo de industrialização. 
Segundo o art. 383, § 2º, o regime aduaneiro especial de drawback 
não se aplica às “hipóteses previstas nos incisos IV a IX do caput do art. 3º da 
Lei nº 10.637, de 2002, nos incisos III a IX do caput do art. 3º da Lei 
nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e nos incisos III a V do caput do art. 
15 da Lei nº 10.865, de 2004.” São tantos os casos que não vale a pena 
elencá-los aqui. Destacamos somente os dois principais: i) não se aplica o 
drawback à energia elétrica e energia térmica; ii) não se aplica o 
drawback a máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo 
imobilizado que sejam utilizados na produção de bens exportados ou a 
exportar. 
A Portaria SECEX nº 23/2011 também estabelece algumas situações 
às quais não poderá ser concedido o regime de drawback. São elas: 
a) Importação de mercadoria utilizada na industrialização de 
produto destinado ao consumo na Zona Franca de Manaus e em áreas 
de livre comércio localizadas em território nacional: O drawback é 
concedido mediante a assunção do compromisso de exportar pelo beneficiário. 
Apesar das vendas à Zona Franca de Manaus e Áreas de Livre Comércio serem 
equiparadas a exportações, isso não se aplica para fins de comprovação do 
compromisso de exportar. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 62 ∀# 123 
b) Exportação ou importação de mercadoria suspensa ou 
proibida: Se uma Resolução do Conselho de Segurança da ONU estabeleceu 
proibições à venda de materiais que possam contribuir para atividades 
relacionadas ao enriquecimento do urânio, não poderá ser concedido o 
drawback para esses produtos. 
c) Exportações conduzidas em moedas não conversíveis 
(exceto em reais), inclusive moeda-convênio, contra importações 
cursadas em moeda de livre conversibilidade. 
Os atos concessórios de drawback serão analisados no prazo 
máximo de 30 dias, contados a partir da data de registro no SISCOMEX. 
Tal regra vale tanto para a modalidade de suspensão quanto para a 
modalidade de isenção. 
Os atos concessórios de drawback poderão ser deferidos, a critério da 
Secretaria de Comércio Exterior, levando-se em conta a agregação de valor 
e o resultado da operação. A concessão do regime de drawback poderá ser 
condicionada à prestação de garantia, limitada ao valor dos tributos 
suspensos de pagamento, a qual será reduzida à medida que forem 
comprovadas as exportações. O regime aduaneiro especial de drawback pode 
ser concedido à empresa industrial ou comercial. 
 
5.3- Operações Especiais: 
Segundo o art. 69 da Portaria SECEX nº 23/2011, existem duas 
operações especiais de drawback: i) o drawback para embarcação e; ii) o 
drawback para fornecimento ao mercado interno. 
O drawback para embarcação possui previsão na Lei nº 8402/92, 
podendo ser concedido na modalidade suspensão e isenção. Nesse tipo de 
operação, admite-se a importação (com desoneração de tributos) de 
mercadoria utilizada na fabricação de embarcação a ser fornecida no 
mercado interno. Consideramos que não é apropriado denominar essaoperação de drawback, já que não há vinculação alguma a um compromisso de 
exportação. Trata-se, na verdade, de um grande incentivo à indústria naval 
brasileira. 
O drawback para fornecimento ao mercado interno, por sua vez, 
possui previsão na Lei nº 8032/90 (com alterações posteriores), podendo ser 
concedido unicamente na modalidade suspensão. Esse tipo de operação 
caracteriza-se pela importação de matérias-primas, produtos intermediários e 
componentes destinados à fabricação, no País, de máquinas e 
equipamentos a serem fornecidos, no mercado interno, em decorrência 
de licitação internacional, contra pagamento em moeda conversível 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 64 ∀# 123 
proveniente de financiamento concedido por instituição financeira 
internacional, da qual o Brasil participe, ou por entidade governamental 
estrangeira, ou ainda, pelo BNDES, com recursos captados no exterior. 
Complicada essa definição, não é mesmo? Vamos então entendê-la 
por partes: 
1) O drawback para fornecimento ao mercado interno se aplica à 
importação de matérias-primas, produtos intermediários e 
componentes destinados à fabricação, no País, de máquinas e 
equipamentos. (Até aqui nada muito diferente do drawback tradicional!) 
2) As máquinas e equipamentos produzidos com os insumos 
importados devem ser destinados ao mercado interno. Nesse tipo de 
operação, não há compromisso de exportação. 
3) O fornecimento das máquinas e equipamentos no mercado interno 
necessita advir de uma licitação internacional. 
4) O pagamento efetuado deve ser realizado em moeda conversível 
proveniente de: i) financiamento concedido por instituição financeira 
internacional da qual o Brasil faça parte ou; ii) financiamento concedido por 
entidade governamental estrangeira ou; iii) financiamento concedido pelo 
BNDES com recursos captados no exterior. Percebam, caros amigos, que em 
todas essas hipóteses os recursos são oriundos do exterior. Isso deriva da 
situação econômica do país na época em que foi instituído o drawback para 
fornecimento ao mercado interno (início da década de 90). 
A Portaria SECEX nº 23/2011 faz menção a outras três operações 
peculiares no que tange à concessão do regime aduaneiro especial de 
drawback. São elas: o drawback genérico, o drawback sem expectativa 
de pagamento e o drawback intermediário. Cabe destacar que a legislação 
não denomina essas operações como “especiais”, apesar de, em razão das 
peculiaridades de cada uma, podermos assim denominá-las. 
O drawback genérico é uma operação em que se permite que o 
beneficiário do regime discrimine genericamente a mercadoria e seu respectivo 
valor no ato concessório. Assim, ele fica dispensado de informar à SECEX 
exatamente qual a NCM e a quantidade de mercadorias que irá importar ou 
adquirir no mercado interno. O drawback genérico aplica-se unicamente 
na modalidade suspensão. 
O drawback sem expectativa de pagamento (anteriormente 
denominado drawback sem cobertura cambial!), por sua vez, se caracteriza 
pela não expectativa de pagamento, parcial ou total, da importação. 
Considerando-se que o drawback sem expectativa de pagamento é uma 
operação especial, pode-se afirmar que a regra geral é que a admissão de 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 65 ∀# 123 
mercadorias no regime de drawback depende da existência de expectativa de 
pagamento (cobertura cambial). Cabe destacar que o drawback sem 
expectativa de pagamento somente se aplica na modalidade suspensão. 
Por fim, o drawback intermediário é uma operação especial em que 
existem dois tipos diferentes de empresas: as fabricantes-intermediárias e as 
industriais-exportadoras. Mas como isso funciona? 
Simples! As empresas fabricantes-intermediárias importam e/ou 
adquirem no mercado interno mercadorias destinadas à industrialização de 
produto intermediário a ser fornecido a uma empresa industrial-exportadora. A 
empresa industrial-exportadora, por sua vez, irá empregar o produto 
intermediário na industrialização de produto final destinado à exportação. 
Exemplificando, uma empresa fabricante-intermediária poderá 
importar ou adquirir no mercado interno (com suspensão de tributos) 
borracha a fim de fabricar pneus a serem fornecidos a uma empresa industrial-
exportadora que, usando esses pneus, irá fabricar um automóvel a ser 
exportado. Cabe destacar que o drawback intermediário se aplica tanto na 
modalidade suspensão quanto na modalidade isenção. 
 
5.4- Extinção do Regime: 
Quando a SECEX concede o regime aduaneiro especial de drawback 
na modalidade suspensão, o beneficiário assume, como contrapartida, um 
compromisso de exportação. Esse compromisso de exportação deve ser 
cumprido durante o período de vigência do regime, isto é, durante a validade 
do ato concessório. 
Segundo o art. 388, do Regulamento Aduaneiro, o prazo de 
vigência do regime será de um ano, admitida uma única prorrogação, por 
igual período. No caso de mercadorias destinadas à produção de bens de 
longo ciclo de fabricação, a suspensão dos tributos poderá ser estendida até 
no máximo 5 (cinco) anos. Essa extensão de prazo coaduna-se com a noção 
de que o prazo de validade do ato concessório deverá ser compatível com o 
ciclo produtivo do bem a exportar. 
A comprovação do compromisso de exportação é o que se chama de 
“baixa do ato concessório”. A regra geral é a dispensa de documentos 
impressos na habilitação e na comprovação das operações amparadas 
pelo regime de drawback. No entanto, a empresa deverá manter sob sua 
posse, pelo prazo de 5 (cinco) anos, as DI, os RE averbados e as Notas Fiscais, 
tanto de venda no mercado interno quanto de aquisição. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 66 ∀# 123 
A extinção do regime de drawback é feita com a liquidação do 
compromisso de exportação, que ocorrerá mediante a efetiva exportação do 
produto previsto no Ato Concessório, na quantidade, valor e prazo 
fixados. 
Uma questão controversa acerca do regime aduaneiro especial de 
drawback, que causou inúmeras polêmicas na seara administrativa e judicial, 
era a obrigatoriedade de vinculação física entre os insumos importados ou 
adquiridos no mercado interno e o bem a ser exportado. Em outras palavras, 
exatamente os mesmos insumos importados ou adquiridos no mercado 
interno ao amparo do drawback deveriam ser empregados ou consumidos no 
bem a ser exportado. O beneficiário do regime não poderia substituí-los por 
outros, da mesma espécie, qualidade e quantidade. 
O argumento dos usuários do drawback era o de que, no caso de 
bens fungíveis (bens que possuem capacidade de ser substituíveis), seria 
inexigível a vinculação física entre os insumos e os bens a serem 
exportados. Diante de tal controvérsia, a Lei nº 12.350/2010 criou aquele que 
ficou conhecido como “drawback fungibilidade”. Com a edição do Decreto 
nº 8.010/2013, essa regra foi incorporada no Regulamento Aduaneiro. 
Vejamos o que dispõe o art. 402-A, do Regulamento Aduaneiro, sobre 
o tema: 
Art. 402-A. Para efeitos de adimplemento do compromisso de 
exportação no regime de drawback, na modalidade de suspensão, as 
mercadorias importadas ou adquiridas no mercado interno com 
suspensão do pagamento dos tributos incidentes podem ser 
substituídas por outras mercadorias equivalentes, conforme definição 
constante do § 1º do art. 383, importadas ou adquiridas sem 
suspensão do pagamento dos tributos incidentes. 
§ 1º O disposto no caput aplica-se também ao regime 
de drawback na modalidade de isenção 
§ 2º A aplicação do disposto neste artigo fica condicionada à edição 
de ato normativo específico conjunto da Secretaria da Receita Federal do 
Brasil e da Secretaria de Comércio Exterior 
Por meio do art. 402-A,o Regulamento Aduaneiro passou a 
reconhecer a existência do “drawback fungibilidade”. Segundo esse 
dispositivo, as mercadorias importados ou adquiridas no mercado 
interno ao amparo do drawback suspensão poderão ser substituídas por 
outras equivalentes, para efeitos de adimplemento do compromisso de 
exportação. Tal regra também se aplica ao regime de drawback isenção. 
Suponha, por exemplo, que a empresa XYZ importou, ao amparo do 
drawback suspensão, peças automotivas para a fabricação de um automóvel a 
ser exportado. Ela poderá utilizar, na fabricação desse automóvel, peças 
equivalentes àquelas importadas ao amparo do drawback suspensão. Não 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 67 ∀# 123 
haverá necessidade, com a nova regra, de usar exatamente as mesmas peças 
que foram importadas ao amparo do drawback suspensão, em razão de estas 
serem bens fungíveis (a vinculação física não será obrigatória). 
A efetiva aplicação do drawback fungibilidade estava condicionada à 
regulamentação conjunta da Receita Federal e da SECEX. Em setembro de 
2014, foi editada a Portaria Conjunta RFB/SECEX nº 1.618/2014 para tratar do 
tema. O grande objetivo da Portaria foi definir exatamente o que são 
mercadorias equivalentes. 
Segundo essa Portaria, poderão ser reconhecidas como 
equivalentes, em espécie e qualidade, as mercadorias que, 
cumulativamente: i) sejam classificáveis no mesmo código da NCM; ii) 
realizem as mesmas funções; iii) sejam obtidas a partir dos mesmos 
materiais; iv) sejam comercializadas a preços equivalentes; e v) possuam as 
mesmas especificações (dimensões, características e propriedades físicas, 
entre outras especificações), que as tornem aptas ao emprego ou consumo na 
industrialização de produto final exportado informado. 
Apenas uma observação: para que uma mercadoria seja reconhecida 
como equivalente à outra, ela deverá cumprir todos os requisitos 
elencados na norma, cumulativamente. Assim, o fato de uma mercadoria ser 
classificada no mesmo código da NCM não será suficiente, por exemplo, para 
que ela seja considerada equivalente. 
 
... 
Como nós já sabemos, a forma de extinção “por excelência” do 
regime de drawback é a liquidação do compromisso de exportação. Mas aí é 
que entra uma pergunta importante: e se a empresa não conseguir exportar? 
O art. 390, do Regulamento Aduaneiro define as hipóteses de 
extinção do regime: 
Art. 390. As mercadorias admitidas no regime que, no todo ou em 
parte, deixarem de ser empregadas no processo produtivo de bens, 
conforme estabelecido no ato concessório, ou que sejam empregadas 
em desacordo com este, ficam sujeitas aos seguintes procedimentos: 
I - no caso de inadimplemento do compromisso de exportar, em até 
trinta dias do prazo fixado para exportação: 
a) devolução ao exterior; 
b) destruição, sob controle aduaneiro, às expensas do interessado; 
c) destinação para consumo das mercadorias remanescentes, com o 
pagamento dos tributos suspensos e dos acréscimos legais devidos; 
ou 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 68 ∀# 123 
d) entrega à Fazenda Nacional, livres de quaisquer despesas e ônus, 
desde que a autoridade aduaneira concorde em recebê-las; 
II - no caso de renúncia à aplicação do regime, adoção, no momento 
da renúncia, de um dos procedimentos previstos no inciso I; e 
III - no caso de descumprimento de outras condições previstas no ato 
concessório, requerimento de regularização junto ao órgão 
concedente, a critério deste. 
Analisando-se o dispositivo supracitado, pode-se verificar que, caso a 
empresa não consiga exportar o produto previsto no Ato Concessório dentro de 
30 dias do prazo fixado para exportação, ela terá quatro alternativas possíveis. 
A primeira alternativa é a devolução ao exterior. Seria o caso, por 
exemplo, de terem sido importadas peças automotivas diversas para a 
fabricação de automóveis. No entanto, os automóveis não foram fabricados e 
logo, não foram exportados. A empresa, como forma de liquidar o 
compromisso de exportar, poderá devolver as peças automotivas ao exterior. 
Pode-se perceber que, nesse caso, não haverá qualquer recolhimento tributário 
sobre essas peças. 
 
O Decreto nº 8.010/2013 corrigiu uma imprecisão 
existente no texto do Regulamento Aduaneiro. Em sua 
redação antiga, o Regulamento Aduaneiro estabelecia 
como hipótese de extinção do drawback a “devolução ao 
exterior ou reexportação”. 
O termo “reexportação” era empregado 
incorretamente. Reexportação é o retorno para o 
exterior de um bem que ingressou no país com caráter 
de temporariedade (sem ânimo de definitividade). No 
entanto, os bens que entram no País ao amparo do 
drawback entram a título definitivo (para serem 
empregados no processo produtivo de um bem a ser 
exportado). Assim, não cabe falar em reexportação, 
mas apenas em devolução ao exterior. 
A segunda alternativa é a destruição sob controle aduaneiro. Isso 
ocorrerá nas situações em que não compensa para a empresa devolver as 
mercadorias ao exterior e, além disso, ela não consegue vendê-las no mercado 
doméstico. A comprovação da destruição sob controle aduaneiro será feita 
mediante apresentação à SECEX de termo de verificação e destruição da 
mercadoria, emitido pela RFB. 
A terceira alternativa é a destinação para consumo das mercadorias 
remanescentes. Caso a empresa não consiga exportar o bem previsto no ato 
concessório, ela pode tentar achar um comprador no mercado doméstico. Cabe 
destacar que, ao nacionalizar a mercadoria, a empresa deverá efetuar o 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 69 ∀# 123 
recolhimento dos tributos suspensos e dos acréscimos legais devidos. Dentre 
as hipóteses de extinção do drawback, essa é a única em que há recolhimento 
tributário. 
A quarta alternativa é a entrega dos bens à Fazenda Nacional, livre 
de quaisquer despesas e ônus, desde que a autoridade aduaneira concorde em 
recebê-los. 
Caso o regime de drawback não seja extinto por meio da aplicação de 
um dos procedimentos relacionados acima, será declarado o inadimplemento 
do regime. Quando não houver nenhuma exportação que comprove a 
utilização da mercadoria importada ou adquirida no mercado interno será 
declarado o inadimplemento total. Já se existir exportação efetiva que 
comprove a utilização de parte da mercadoria importada ou adquirida no 
mercado interno, será declarado o inadimplemento parcial. 
 
5.5- ICMS e drawback: 
O ICMS (Imposto sobre operações relativas à circulação de 
mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e 
intermunicipal e de comunicação) é tributo de competência dos Estados e 
do Distrito Federal, conforme prevê o art. 155, inciso II, da CF/88. A 
regulamentação do ICMS (definição do fato gerador, contribuintes, base de 
cálculo) foi realizada pela Lei Complementar nº 87/96, também conhecida 
como Lei Kandir. Para o nosso estudo, nos interessa saber apenas como esse 
imposto interfere nas operações de comércio exterior. 
Segundo o art. 2º, § 1º, inciso I, da LC nº 87/96, o ICMS Incide 
sobre a entrada de mercadoria ou bem importados do exterior, por 
pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, 
qualquer que seja a sua finalidade. Nessa situação, considera-se ocorrido o 
fato gerador no momento do desembaraço aduaneiro de mercadorias ou 
bens importados do exterior. Destaque-se que o contribuinte do ICMS na 
importação será, naturalmente, o importador. 
A base de cálculo do ICMS, em uma operação de importação, é 
extremamente complexa de ser determinada. Ela consiste na soma das 
seguintes parcelas: valor aduaneiro; imposto de importação; imposto sobre 
produtos industrializados; imposto sobre operações de câmbioe; quaisquer 
outros impostos, taxas, contribuições e despesas aduaneiras (aqui se inclui o 
próprio ICMS, o PIS/PASEP e a COFINS). 
Feitas essas considerações básicas sobre o ICMS, nos interessa saber 
como o ICMS interage com o regime aduaneiro especial de drawback. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 6: ∀# 123 
Segundo o Convênio ICMS nº 27/90, são isentas do ICMS as 
operações de importação realizadas sob o regime de drawback, em que a 
mercadoria seja empregada ou consumida no processo de industrialização de 
produto a ser exportado. Ao utilizar a expressão “produto a ser exportado”, 
o Convênio ICMS nº 27/90 nos deixa bastante claro que a isenção de ICMS 
abrange apenas as mercadorias importadas ao amparo do drawback 
suspensão. Os bens importados ao amparo do regime de drawback isenção 
não estão abrangidos pela isenção de ICMS. 
No que diz respeito às compras no mercado interno realizadas 
ao amparo do drawback integrado suspensão, estas ainda não foram 
desoneradas do ICMS, o que é uma grande oportunidade de melhoria para 
esse regime aduaneiro especial. Da mesma forma, as compras no mercado 
interno efetuadas ao amparo do drawback integrado isenção não estão 
foram desoneradas do ICMS. 
Vejamos como esses assuntos podem ser cobrados em prova! 
 
39. (AFRFB – 2012) O regime aduaneiro especial de drawback objetiva 
desonerar de tributos os insumos utilizados na produção de bens destinados à 
exportação. 
Comentários: 
O objetivo do drawback é a desoneração tributária de insumos 
utilizados no processo produtivo de bens destinados à exportação. Questão 
correta. 
40. (ATRFB – 2012) O regime de Drawback não é considerado um 
incentivo à exportação. 
Comentários: 
O drawback é, sim, considerado um incentivo à exportação. Ele não é 
considerado um benefício fiscal. Questão errada. 
41. (ATRFB – 2012) A concessão do Regime de Drawback na modalidade 
suspensão é de competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil. 
Comentários: 
O drawback suspensão é concedido pela SECEX. Questão errada. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 73 ∀# 123 
42. (ATRFB – 2012) A concessão do Regime de Drawback, na modalidade 
de restituição, é de competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil, e 
poderá abranger, total ou parcialmente, os tributos pagos na importação de 
mercadoria exportada após beneficiamento, ou utilizada na fabricação, 
complementação ou acondicionamento de outra exportada. 
Comentários: 
De fato, a competência para conceder o drawback, na modalidade 
restituição, é da RFB. Questão correta. 
43. (Exame Despachante Aduaneiro – 2012) No drawback, os bens 
ficam sujeitos ao pagamento de imposto de importação, IPI, PIS-PASEP e 
COFINS pagos proporcionalmente ao prazo de sua permanência no País em 
relação a sua vida útil. As diferenças entre os tributos recolhidos através desta 
proporcionalidade e o total que seria devido no regime comum de importação 
ficam com o pagamento suspenso e estes valores suspensos ficam consignados 
em um Termo de Responsabilidade. 
Comentários: 
O pagamento dos tributos proporcionalmente ao prazo de 
permanência no País é característica da admissão temporária para utilização 
econômica, em que haverá suspensão parcial dos tributos. Questão errada. 
44. (Exame Despachante Aduaneiro – 2012) Assinale a opção abaixo 
que corresponde à aplicação de numa modalidade do regime especial 
de drawback: 
a) transporte de mercadoria do Porto de Santos até Foz do Iguaçu, destinada 
ao Paraguai, com suspensão de tributos, sob controle fiscal. 
b) importação de matéria-prima com isenção para compensar matéria-prima 
importada anteriormente com tributos pagos e utilizada em produto que foi 
exportado, na mesma quantidade e qualidade. 
c) chegada do material de uma banda de rock, que ficará no País somente pelo 
prazo dos seus shows em São Paulo e no Rio de Janeiro. 
d) envio de uma cadeira de dentista para ser exibida em uma feira de 
equipamentos odontológicos na Alemanha, devendo retornar ao País, 
terminada a feira. 
e) armazenamento de uma mercadoria importada em consignação, em recinto 
alfandegado, pelo prazo de um ano, com suspensão de tributos. 
Comentários: 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 71 ∀# 123 
Letra A: errada. A assertiva descreveu o regime de trânsito 
aduaneiro. 
Letra B: correta. A assertiva descreveu o drawback isenção, que é 
comparado a uma “reposição de estoque”. 
Letra C: errada. Esse é um exemplo de aplicação do regime de 
admissão temporária. 
Letra D: errada. O regime descrito é a exportação temporária, sobre 
o qual estudaremos na próxima aula. 
Letra E: errada. Esse regime também será estudado na próxima aula. 
É o entreposto aduaneiro na importação. 
45. (Questão Inédita) O regime de drawback poderá ser concedido para 
matéria-prima e outros produtos que, embora não integrando o produto 
exportado, sejam utilizados na sua fabricação em condições que justifiquem a 
concessão. 
Comentários: 
De fato, o drawback pode ser concedido a produtos empregados ou 
consumidos no processo produtivo de um bem a ser exportado. Questão 
correta. 
46. (Questão Inédita) O prazo de vigência do regime será de 2 (dois) 
anos, admitida uma única prorrogação, por igual período. 
Comentários: 
O prazo de vigência do drawback é de apenas 1 (um) ano, admitida 
uma única prorrogação, por igual período. Questão errada. 
47. (Questão Inédita) Os atos concessórios de drawback poderão ser 
deferidos, a critério da Secretaria de Comércio Exterior, levando-se em conta a 
agregação de valor e o resultado da operação. 
Comentários: 
Na análise dos atos concessórios de drawback, a SECEX verifica a 
agregação de valor e o resultado da operação. Questão correta. 
48. (Questão Inédita) No drawback restituição, a restituição do valor 
correspondente aos tributos poderá ser feita mediante crédito fiscal, a ser 
utilizado em qualquer importação posterior. 
Comentários: 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 72 ∀# 123 
A restituição poderá ser feita na forma de crédito fiscal. Em uma 
futura importação, esse crédito fiscal é utilizado, sendo deduzindo do montante 
de tributos a ser pago. Questão correta. 
 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 74 ∀# 123 
QUESTÕES COMENTADAS 
1. (ACE-2008)-Os regimes aduaneiros são classificados como 
comum e especiais. Os regimes aduaneiros especiais distinguem-se do 
regime aduaneiro comum por contemplarem, sob formas diversas, a 
entrada e a saída de mercadorias do território nacional com isenção ou 
suspensão dos direitos aduaneiros aplicáveis. 
Comentários: 
A questão apenas faz menção ao regime aduaneiro comum e aos 
regimes aduaneiros especiais, omitindo os regimes aduaneiros aplicados em 
áreas especiais. Além disso, só há um caso de regime aduaneiro especial em 
que há isenção tributária: o drawback isenção. Portanto, a questão está 
errada. 
2. (AFRF-2002.2-adaptada) No regime aduaneiro especial de 
admissão temporária: 
a) os impostos e penalidades pecuniárias previstos para a hipótese de 
descumprimento das normas que disciplinam o regime serão consubstanciados 
em Termo de Responsabilidade. 
b) a parcela dos impostos devida na importação, suspensa em decorrência da 
aplicação do regime, será garantida em Termo de Responsabilidade e apurada 
mediante procedimento fiscal administrativo em que se assegure o 
contraditório e ampla defesa, no caso de inadimplência do beneficiário do 
regime. 
c) a parcela das penalidades pecuniárias e de outros acréscimoslegais devida 
pelo descumprimento das condições do regime será, após quantificada, objeto 
de execução administrativa juntamente com os impostos devidos constantes 
do Termo de Responsabilidade, se não houver recolhimento nos 30 (trinta) 
dias subseqüentes à ciência da notificação fiscal. 
d) a parcela dos impostos devida na importação, suspensa em decorrência da 
aplicação do regime, será consubstanciada em Termo de Responsabilidade, 
garantido por fiança ou seguro aduaneiro, que, no caso de descumprimento 
das condições do regime concedido, será encaminhado à Procuradoria da 
Fazenda Nacional para inscrição na Dívida Ativa se não comprovado o 
pagamento no prazo estabelecido e a parcela relativa às penalidades 
pecuniárias e ajuste de cálculo de tributos devidos será exigida através da 
lavratura do auto de infração regularmente notificado ao contribuinte. 
e) a parcela relativa às penalidades pecuniárias decorrentes do 
descumprimento da obrigação tributária principal cuja alíquota prevista para o 
bem objeto do regime figurar na Tarifa Externa Comum igual a “zero” será 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 75 ∀# 123 
calculada aplicando-se o percentual correspondente ao produto de maior 
alíquota da posição respectiva na TEC e encaminhada à Procuradoria da 
Fazenda Nacional para o fim de cobrança judicial do título, no caso de 
inadimplemento do regime. 
Comentários: 
Letra A: errada. As penalidades pecuniárias não ficam 
consubstanciadas no Termo de Responsabilidade. Elas são exigidas mediante 
auto de infração lavrado por Auditor da RFB. 
Letra B: errada. O Termo de Responsabilidade é título representativo 
de direito líquido e certo da Fazenda Nacional, o que torna desnecessário 
procedimento fiscal administrativo tendente a apurar o montante do crédito 
tributário. Destaque-se, todavia, que a exigência dos tributos suspensos no 
Termo de Responsabilidade é feita com observância dos princípios 
constitucionais do contraditório e ampla defesa. 
Letra C: errada. Caso o beneficiário do regime de admissão 
temporária não tenha cumprido as condições do regime, ele será intimado pela 
RFB para justificar o porquê do descumprimento. Decidindo a RFB que o 
beneficiário não possui razões legítimas para descumprir as condições do 
regime, este deverá recolher os tributos suspensos no prazo de 30 dias. Se 
isto não for feito, o Termo de Responsabilidade será encaminhado à 
Procuradoria da Fazenda Nacional para que se proceda à inscrição em dívida 
ativa e cobrança judicial. Em suma, após os 30 dias, a execução não será 
administrativa, mas sim judicial. 
Letra D: correta. Várias informações importantes nessa questão: 
- A parcela dos impostos suspensa fica consubstanciada no Termo de 
Responsabilidade. 
- O Termo de Responsabilidade poderá ser assegurado por meio de 
garantia na forma de fiança ou seguro aduaneiro. 
- Ao fim do prazo de 30 dias para recolhimento dos tributos 
suspensos, o Termo de Responsabilidade é encaminhado à Procuradoria da 
Fazenda Nacional para inscrição em dívida ativa. 
- A parcela das penalidades pecuniárias e ajuste de tributos devidos 
será exigida mediante auto de infração regularmente notificado ao 
contribuinte. 
Letra E: errada. No caso de descumprimento das condições do regime 
de admissão temporária caberá multa de 10% do valor aduaneiro. 
Estudaremos sobre as penalidades em aula futura. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 76 ∀# 123 
3. (AFRF-2000) É válida a afirmação de que os regimes aduaneiros 
especiais: 
a) caracterizam-se pela não-incidência dos tributos no período de sua vigência, 
considerando-se ocorrido o fato gerador dos tributos somente a partir do 
inadimplemento das condições que embasaram a sua concessão 
b) são destinados precipuamente a incrementar a arrecadação tributária 
federal e estadual decorrente das atividades incentivadas pela sua aplicação, 
sendo exigidos os tributos se houver o descumprimento dos prazos e condições 
para sua vigência e a partir da ocorrência desse descumprimento. 
c) caracterizam-se como um ato ou negócio jurídico sob condição resolutiva, 
em que o fato gerador dos tributos considera-se ocorrido e existentes os seus 
efeitos desde o momento da prática do ato concessivo, sendo exigíveis os 
tributos retroativamente na hipótese de inadimplemento. 
d) tendo em vista que os tributos têm sua exigibilidade suspensa no momento 
de sua concessão, caracterizam-se como um ato ou negócio jurídico sob 
condição suspensiva, em que o fato gerador considera-se ocorrido e existentes 
os seus efeitos a partir de seu implemento. 
e) são marcadamente econômicos e impedem a ocorrência do fato gerador dos 
tributos incidentes sobre as mercadorias a eles submetidas, que somente 
ocorrerá na hipótese de inadimplemento das condições impostas à concessão, 
a partir do qual incidirão os tributos. 8 
Comentários: 
Letra A: errada. O fato gerador do imposto de importação ocorre no 
momento da admissão do bem no regime aduaneiro especial (e não com o 
inadimplemento das condições que embasaram a concessão do regime!). 
Adicionalmente, cabe destacar que, quando um bem é admitido em regime 
aduaneiro especial, ocorre a incidência tributária, mas a exigibilidade dos 
tributos é suspensa. 
Letra B: errada. Dois são os erros: 
1) O objetivo dos regimes aduaneiros especiais não é incrementar a 
arrecadação tributária federal. Aliás, seria ilógico fazer-se uma afirmação 
 
8 Caro (a) amigo (a), perceba que essa questão foi elaborada pela ESAF partindo do 
pressuposto de que ocorre o fato gerador dos tributos incidentes sobre a importação na 
admissão de bens em regimes aduaneiros especiais. Esse entendimento não é consenso entre 
autores, de forma que é necessário que o candidato analise esse tipo de questão com cautela, 
com o intuito de desvendar o posicionamento adotado pela banca examinadora. Nesse sentido, 
lembro que, no concurso de Auditor Fiscal RFB 2009, a ESAF adotou posicionamento diverso, 
afirmando que o ingresso de bens em regime de admissão temporária não era fato gerador do 
I.I. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 77 ∀# 123 
destas, tendo em vista que quando uma mercadoria é submetida a um regime 
aduaneiro especial, os tributos ficam suspensos, ou seja, eles não vão para os 
cofres públicos. 
2) O descumprimento das condições de um regime aduaneiro especial 
faz com que os tributos sejam exigíveis desde a ocorrência do fato gerador 
(data do registro da declaração de admissão no regime ou do registro de 
exportação). 
Letra C: correta. Os regimes aduaneiros especiais são atos ou 
negócios jurídicos sujeitos a condição resolutiva. Disso decorre, segundo o art. 
117, inciso II, do CTN, que o fato gerador considera-se ocorrido desde o 
momento da prática do ato (admissão no regime aduaneiro especial). 
Com efeito, o descumprimento das condições do regime torna 
os tributos exigíveis desde a data do registro da declaração de 
admissão no regime ou do registro de exportação. Pode-se afirmar, 
portanto, que o descumprimento de um regime aduaneiro especial possui 
efeitos “ex tunc” (retroativos) quanto à exigibilidade do crédito tributário. 
Letra D: errada. Os regimes aduaneiros especiais são atos ou 
negócios jurídicos sujeitos a condição resolutória (e não suspensiva!). 
Letra E: errada. Há ocorrência do fato gerador do imposto de 
importação no momento em que a mercadoria é admitida em regime 
aduaneiro especial. Assim, caso haja o inadimplemento das condições do 
regime, os tributos irão incidir retroativamente à data da declaração de 
admissão no regime. 
4. (AFTN-1994) – Os regimes aduaneiros especiais em relação ao 
regime aduaneirogeral caracterizam-se pela: 
a) sujeição da mercadoria a eles submetidas a procedimentos especiais no 
despacho aduaneiro relativamente às obrigações tributárias acessórias. 
b) suspensão do pagamento do crédito decorrente das obrigações fiscais até o 
implemento de condição imposta pelo interesse da economia nacional. 
c) não constituição do crédito tributário relativo às mercadorias a eles 
submetidas no momento do despacho aduaneiro. 
d) postergação do cumprimento das obrigações acessórias tendo em vista a 
relevância econômica para o país das mercadorias a eles submetidas. 
e) não-incidência ou exoneração do imposto de importação relativamente às 
mercadorias a eles submetidas. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 78 ∀# 123 
Comentários: 
Letra A: errada. A IN SRF nº 680/2006 e o Regulamento Aduaneiro 
não estabelecem distinções quanto aos documentos que instruem a 
Declaração de Importação, seja ela uma DI para consumo (nacionalização) ou 
uma DI para admissão em regime aduaneiro especial. Da mesma forma, não 
há distinção estabelecida entre os documentos que instruem o despacho de 
exportação de bens em caráter definitivo e os que instruem o despacho de 
exportação de bens submetidos a regimes aduaneiros especiais. 
Letra B: correta. De fato, os regimes aduaneiros especiais 
caracterizam-se pela suspensão do pagamento do crédito tributário. Tal 
suspensão subsistirá até o momento em que for implementada a condição 
imposta pelo interesse da economia nacional, que, em virtude do princípio da 
legalidade, deverá, necessariamente, vir expressa em uma norma. Cabe 
destacar que, por “interesse da economia nacional”, entende-se o incentivo às 
exportações, facilidades logísticas, estímulo à industrialização, dentre outros. 
Letra C: errada. Quando uma mercadoria é submetida a um regime 
aduaneiro especial, há constituição do crédito tributário, mas este fica com a 
exigibilidade suspensa. 
Letra D: errada. Não há postergação do cumprimento de obrigações 
acessórias de bens admitidos em regimes aduaneiros especiais. 
Letra E: errada. Na admissão de bens em regimes aduaneiros 
especiais, há incidência tributária, mas a exigibilidade dos tributos fica 
suspensa. 
5. (TTN-1997) A passagem pelo território aduaneiro, de mercadoria 
procedente do exterior e a ele destinada, constitui modalidade de 
operação de trânsito aduaneiro: 
a) cujo local de origem deverá ser um depósito especial alfandegado 
b) dispensada das demais cautelas fiscais além da garantia por termo de 
responsabilidade. 
c) conduzida sob controle aduaneiro, admitida, no entanto, a simplificação do 
despacho de trânsito. 
d) só poderá ser aplicada à mercadoria declarada para trânsito no 
conhecimento de carga correspondente ou no manifesto ou documento 
equivalente do veículo que a transportou até o local de origem do trânsito 
e) somente será permitida em veículo munido de compartimento fechado ou 
em contêiner, lacrados e declaração expressa do representante no País, do 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 79 ∀# 123 
importador ou exportador domiciliado no exterior que se responsabiliza pelos 
tributos suspensos. 
Comentários: 
A questão versa sobre o trânsito internacional, também conhecido 
como trânsito aduaneiro de passagem. 
Letra A: errada. Não há um dispositivo que determine onde deverá 
ser o local de origem do trânsito aduaneiro. O local de origem vai depender da 
modalidade de trânsito utilizada. No caso do trânsito internacional (mercadoria 
procedente do exterior e a ele destinado), o local de origem do trânsito será, 
pela lógica, algum ponto da zona primária. Destaque-se que não existe mais 
um regime denominado “Depósito Especial Alfandegado”. 
Letra B: errada. Em regra, a garantia será exigida para a 
concessão do regime aduaneiro especial de trânsito aduaneiro. As cautelas 
fiscais poderão ser adotadas pela autoridade aduaneira que concede o 
trânsito. 
Letra C: foi considerada errada. Entretanto, todas as modalidades de 
trânsito aduaneiro (inclusive o trânsito internacional!) são conduzidas sob 
controle aduaneiro. Além disso, as hipóteses do art. 319 do R/A deverão ser 
objeto de simplificação do despacho para trânsito internacional. Assim, 
consideramos que a assertiva está correta. 
Letra D: correta. Segundo o art. 326 do R/A, o trânsito na 
modalidade de passagem só poderá ser aplicado à mercadoria declarada para 
trânsito no conhecimento de carga correspondente, ou no manifesto ou 
declaração de efeito equivalente do veículo que a transportou até o local de 
origem do trânsito. 
Letra E: errada. Os requisitos relacionados na assertiva não são 
obrigatórios para a concessão do trânsito internacional. 
6. (AFRF-2002.1) Ultimada a conferência (para o trânsito 
aduaneiro), serão adotadas cautelas fiscais visando impedir a violação 
dos volumes, recipientes e, se for o caso, do veículo transportador. 
(art.268 do Regulamento Aduaneiro). Em face do enunciado, assinale a 
opção correta. 
a) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, a colocação de placas 
luminosas no veículo; a designação de condutor credenciado pela Receita 
Federal. 
b) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, a cintagem e a estufagem de 
volumes. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 7: ∀# 123 
c) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, a sinetagem e a etiquetagem 
dos volumes. 
d) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, o cintamento e o 
acondicionamento nos pallets. 
e) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, a designação de condutor 
credenciado pela Receita Federal e a condição do veículo ser de bandeira 
brasileira. 
Comentários: 
No regime de trânsito aduaneiro, as mercadorias podem ser 
transportadas com suspensão de tributos de um ponto a outro do território 
nacional, mas, durante esse percurso, deverão estar sob controle aduaneiro. 
Isso quer dizer que poderão ser adotadas cautelas fiscais: lacração, 
sinetagem, cintagem, marcação (etiquetagem) ou acompanhamento fiscal. 
A resposta é a letra C. 
7. (AFRF-2002.2) Determinada mercadoria, acondicionada em um 
contêiner estrangeiro, chega ao Porto de Santos procedente da Zona 
Franca de Colônia (Uruguai), para ser destinada a uma Estação 
Aduaneira Interior (EADI) em Campinas (SP) em regime de entreposto 
aduaneiro, em consignação. O regime aduaneiro aplicável à 
mercadoria e ao contêiner pela autoridade aduaneira no Porto de 
Santos será o de: 
a) trânsito aduaneiro para a mercadoria e para o contêiner. 
b) trânsito aduaneiro para o contêiner e admissão temporária para a 
mercadoria até a chegada na EADI. 
c) admissão temporária para o contêiner e trânsito aduaneiro para a 
mercadoria. 
d) entreposto aduaneiro para a mercadoria e trânsito aduaneiro para o 
contêiner. 
e) entreposto aduaneiro para a mercadoria e admissão temporária para o 
contêiner. 
Comentários: 
A questão é bastante interessante, pois envolve três regimes 
aduaneiros especiais diferentes: admissão temporária, trânsito 
aduaneiro e entreposto aduaneiro. Vejamos! 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 83 ∀# 123 
O contêiner estrangeiro não irá permanecer indefinidamente no Brasil. 
Sua função é exclusivamente a de servir como um receptáculo de transporte 
para a mercadoria estrangeira, a qual irá permanecer no País. Devido a esse 
caráter temporário da presença do contêiner no Brasil, ele se submeterá 
ao regime aduaneiro especial de admissão temporária. 
Já no que diz respeito à mercadoria, esta será transportada do Porto 
de Santos até um porto seco em Campinas, onde ficará entrepostada. Nessa 
situação, a mercadoriaentra pela zona primária com destino à zona 
secundária, sendo que esse percurso será realizado com suspensão tributária. 
De acordo com o art.315 do R/A, o regime especial de trânsito aduaneiro é o 
que permite o transporte de mercadoria, sob controle aduaneiro, de um ponto 
a outro do território nacional, com suspensão do pagamento de tributos. ] 
Em seguida, chegando ao porto seco de Campinas, a mercadoria é 
submetida ao regime de entreposto aduaneiro, o qual existe tanto na 
importação quanto na exportação. Na importação, o regime de entreposto 
aduaneiro se aplica às mercadorias que entraram no país em consignação. As 
mercadorias permanecerão, dessa forma, armazenadas em recintos 
alfandegados, com a exigibilidade do crédito tributário suspensa. Os tributos 
somente serão recolhidos quando elas forem efetivamente vendidas, ou seja, 
quando forem submetidas a despacho para consumo. 
Por tudo o que comentamos, a resposta é a letra C. 
8. (AFRF-2003) A admissão temporária é o regime aduaneiro no 
qual uma mercadoria: 
a) ingressa no território aduaneiro de um país, com suspensão dos direitos 
aduaneiros, desde que torne a sair deste mesmo território dentro de um prazo 
determinado. 
b) usufrui de isenção de quaisquer impostos enquanto permanecer no território 
aduaneiro até ser reexportada. 
c) tendo sido importada, é, em seguida, reexportada, com isenção dos 
impostos incidentes sobre essa operação, desde que a mesma ocorra em prazo 
igual ou inferior a noventa dias. 
d) ingressa no território aduaneiro para efeitos de agregação de valor, devendo 
necessariamente ser incorporada a terceiros produtos destinados 
exclusivamente à exportação. 
e) ingressa no território aduaneiro de um país, com amparo em um contrato 
internacional de compra e venda, com suspensão dos tributos incidentes sobre 
a importação. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 81 ∀# 123 
Comentários: 
Letra A: correta. No regime de admissão temporária, uma mercadoria 
ingressa no território aduaneiro sem o ânimo de permanecer em definitivo no 
país. Em virtude disso, os tributos ficam com a exigibilidade suspensa. A 
suspensão de tributos, todavia, está condicionada ao retorno da mercadoria ao 
exterior. 
Letra B: errada. Não há que se falar em isenção para bens 
submetidos ao regime aduaneiro especial de admissão temporária. Os bens 
admitidos temporariamente no país recebem suspensão tributária. 
Letra C: errada. Antes de qualquer coisa, é preciso sabermos o que 
vem a ser reexportação. A reexportação nada mais é do que o retorno ao 
exterior de mercadoria admitida temporariamente no país. Entretanto, 
não há que se falar em isenção de tributos na reexportação. Embora na 
reexportação os tributos não sejam cobrados, isso não ocorre em virtude de 
isenção, mas porque as mercadorias admitidas temporariamente não foram 
nacionalizadas, isto é, não foram importadas a título definitivo. 
Letra D: errada. A mercadoria que entra no território aduaneiro ao 
amparo do regime de admissão temporária não deverá ser incorporada a 
produto destinado à exportação. Isso é uma possibilidade existente no regime 
aduaneiro especial de drawback. 
Letra E: errada. Uma mercadoria admitida no regime de 
admissão temporária não poderá ser objeto de um contrato de compra 
e venda, pois nesse tipo de operação comercial há cobertura cambial. Além 
disso, a admissão temporária pressupõe o caráter de temporariedade da 
presença das mercadorias no país, característica que não é peculiar aos 
contratos de compra e venda. 
9. (TTN-1997) São condições cumulativas para a concessão do 
regime de admissão temporária: 
a) o caráter de temporariedade, a inexistência de cobertura cambial e a 
adequação à finalidade da importação. 
b) a temporariedade de sua permanência no País, o despacho aduaneiro de 
importação para consumo e a identificação dos bens. 
c) a permanência temporária dos bens no País, a utilização dos bens dentro do 
prazo fixado e nos fins previstos e a garantia dos tributos através de termo de 
responsabilidade. 
d) o caráter de temporariedade, a conferência prévia e o desembaraço 
aduaneiro. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 82 ∀# 123 
e) o caráter de temporariedade, o despacho para consumo e a existência de 
cobertura cambial. 
Comentários: 
Letra A: correta. O caráter de temporariedade, a inexistência de 
cobertura cambial e a identificação dos bens são requisitos do regime de 
admissibilidade no regime de admissão temporária. 
Letra B: errada. As mercadorias submetidas ao regime de admissão 
temporária se submetem ao despacho para admissão. 
Letra C: errada. À primeira vista, ela parece estar certa, mas na 
verdade está errada, porque a questão quer saber o que deve ser verificado 
para a concessão da admissão temporária. No momento da concessão do 
regime, a autoridade aduaneira não tem como verificar se o bem será 
efetivamente utilizado dentro do prazo fixado e nos fins previstos. A autoridade 
aduaneira somente tem como verificar se os bens importados são adequados à 
finalidade prevista. 
Letra D: errada. Não existe essa conferência prévia ao despacho no 
regime de admissão temporária. Além do mais, não se pode apontar o 
desembaraço aduaneiro como um requisito para a concessão do regime de 
admissão temporária. 
Letra E: errada. As mercadorias admitidas ao amparo do regime de 
admissão temporária devem ser importadas sem cobertura cambial. 
10. (AFTN-1996) No Brasil, o regime de admissão temporária permite 
a(o): 
a) Introdução de bens no país com suspensão da exigibilidade dos tributos e 
prazo de permanência pré-fixado, após o qual os mesmos deverão ser 
reexportados. 
b) Transporte de mercadoria, sob controle aduaneiro, de um ponto a outro do 
território aduaneiro, com isenção tributária. 
c) Depósito de bens em local determinado, com suspensão dos tributos. 
d) Exportação de mercadorias destinadas a feiras, competições esportivas ou 
exposições no exterior com suspensão dos tributos. 
e) Importação, com a suspensão dos tributos, de matérias-primas e insumos a 
serem empregados na produção de bens exportáveis. 
Comentários: 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 84 ∀# 123 
Letra A: correta. Segundo o art. 353, do R/A, o regime aduaneiro 
especial de admissão temporária é o que permite a importação de bens que 
devam permanecer no País durante prazo fixado, com suspensão total do 
pagamento de tributos, ou com suspensão parcial, no caso de utilização 
econômica. Ao final do prazo fixado, os bens deverão regressar ao exterior, 
isto é, serem reexportados. 
Letra B: errada. O regime aduaneiro especial que ampara o 
transporte de mercadoria, sob controle aduaneiro, de um ponto a outro do 
território aduaneiro, é o trânsito aduaneiro. Ressalte-se que, no trânsito 
aduaneiro, não cabe falar em isenção tributária, mas sim em suspensão. 
Letra C: errada. O depósito de bens em locais determinados, com 
suspensão de tributos, não é característica da admissão temporária. 
Letra D: errada. Na admissão temporária, mercadorias destinadas a 
feiras, competições esportivas e exposições são importadas com suspensão 
tributária. 
Letra E: errada. A admissão temporária dá amparo à entrada de bens 
no território aduaneiro com suspensão dos tributos incidentes na importação. 
Entretanto, esses bens devem regressar ao exterior após expirado o prazo de 
concessão do regime (e não serem empregados na produção de bens 
exportáveis!) 
11. (TTN-1998-adaptada) No regime aduaneiro especial de admissão 
temporária concedido a pessoa jurídica de direito privado, com sede no 
País, de reconhecida capacidade econômica e notória idoneidade, o 
prazo de vigência do regime será contado da data:a) de registro da declaração de importação no SISCOMEX e as obrigações 
fiscais serão constituídas por termo de responsabilidade garantido por caução 
de títulos da dívida pública federal 
b) do desembaraço aduaneiro, devendo ser exigida garantia das obrigações 
fiscais constituídas em termo de responsabilidade, ressalvados os casos de 
expressa dispensa, estabelecidos em ato normativo da SRFB. 
c) do desembaraço aduaneiro, devendo exigir-se para garantia do 
cumprimento das obrigações constituídas em termo de responsabilidade, 
depósito em dinheiro, caução de títulos da dívida pública federal, estadual ou 
municipal, ou fiança idônea. 
d) da conferência aduaneira para admissão ao regime, podendo ser dispensada 
a garantia para cumprimento das obrigações constituídas em termo de 
responsabilidade. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 85 ∀# 123 
e) do registro da declaração de importação, podendo, porém, ser dispensada a 
garantia do cumprimento das obrigações constituídas em termo de 
responsabilidade. 
Comentários: 
O prazo de concessão da admissão temporária será contado a partir 
do desembaraço aduaneiro. De acordo com o art. 364, do R/A, será exigida 
garantia das obrigações fiscais constituídas no termo de responsabilidade. A 
Receita Federal poderá dispor sobre os casos em que a garantia será 
dispensada. A resposta é a letra B. 
12. (TTN-1998) Uma empresa no País necessitava importar aparelhos 
novos para teste ou controle a serem utilizados em seus equipamentos 
e válvulas produzidos, visando cumprir um contrato de fornecimento 
por um período de um ano. Sua coligada no exterior se propõe a doar 
tais aparelhos, o que reduziria os custos da operação, pois ela seria 
conduzida sem cobertura cambial. A importação acima: 
a) poderá ser em regime aduaneiro especial de admissão temporária, porque 
os aparelhos para teste ou controle deverão ser usados apenas no período de 
um ano, prazo esse da vigência do contrato de fornecimento da produção 
objeto de testes ou controle de qualidade. 
b) poderá ser em regime aduaneiro especial de admissão temporária, desde 
que os aparelhos para teste ou controle sejam adequados à finalidade para a 
qual foram importados. 
c) deverá ser em regime comum de importação, porque não pode ser 
concedido o regime de admissão temporária à importação de bens doados. 
d) poderá ser em regime de admissão temporária, desde que atendidas as 
seguintes condições básicas: constituição das obrigações fiscais em termo de 
responsabilidade, utilização dos bens dentro do prazo fixado e exclusivamente 
nos fins previstos e identificação dos bens. 
e) poderá ser em regime aduaneiro especial de admissão temporária, porque 
tal regime se aplica aos aparelhos para teste ou controle e a importação é sem 
cobertura cambial. 
Comentários: 
O enunciado da questão descreve uma situação em que será feita 
uma doação de certos produtos por uma empresa à sua coligada no Brasil. 
Pergunta-se: essa operação comercial pode estar amparada no regime 
aduaneiro especial de admissão temporária? 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 86 ∀# 123 
A resposta é negativa. Apesar de a doação ser uma operação sem 
cobertura cambial (o que é um requisito para a concessão da admissão 
temporária), esta é dotada do ânimo de definitividade. Assim, não está 
presente na operação a característica essencial do regime de admissão 
temporária: o caráter de temporariedade. 
Moral da história: “será aplicado o regime comum de importação, 
porque não pode ser concedido o regime de admissão temporária à importação 
de bens doados”. (Letra C) 
13. (AFRF-2002.1) A entrada no território aduaneiro de bens objeto 
de arrendamento mercantil de caráter financeiro contratado com 
entidades arrendadoras domiciliadas no exterior, não se confunde com 
o regime de admissão temporária e se sujeitará a todas as normas 
legais que regem a importação. Em face do enunciado, assinale a 
opção correta. 
a) É proibida importação de bens objeto de arrendamento mercantil de caráter 
financeiro. 
b) Importações de arrendamento mercantil de caráter financeiro não são 
admissões temporárias e devem ser tratadas como importações comuns. 
c) A regra não se aplica aos arrendamentos mercantis de caráter financeiro e 
sim a operações de factoring. 
d) O arrendamento mercantil de caráter financeiro não se enquadra na regra 
por não estar, ali, expressamente citado. 
e) O leasing não se confunde com o arrendamento mercantil de caráter 
financeiro e, portanto, não se enquadra na regra. 
Comentários: 
Letra A: errada. A importação de bens objeto de leasing financeiro 
não é proibida. O que é vedado é o ingresso, no País, de bens admitidos 
temporariamente ao amparo de contrato de leasing financeiro. 
Letra B: correta. O regime de admissão temporária não se aplica a 
bens que entrem no país ao amparo de leasing financeiro, uma vez que estes 
ingressam com ânimo de definitividade. A admissão temporária aplica-se 
apenas aos bens amparados por contratos de leasing operacional. 
Letra C e D erradas. Não podem ser admitidos temporariamente bens 
amparados em contrato de leasing financeiro. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 87 ∀# 123 
Letra E: errada. Existem diversas modalidades de leasing, dentre as 
quais o leasing financeiro e o leasing operacional. 
14. (AFRF-2002.1) O regime de admissão temporária implica 
a) a reexportação da mercadoria com isenção dos impostos que incidem sobre 
as exportações. 
b) a internalização da mercadoria no território aduaneiro para consumo 
interno, sem o recolhimento dos tributos que incidem sobre as importações. 
c) a suspensão dos tributos que incidem sobre a importação, desde que o bem 
importado permaneça no território aduaneiro por tempo determinado e seja, 
ao final do mesmo, remetido ao exterior sem sofrer modificações que lhe 
confiram nova individualidade. 
d) o transporte de um bem importado, sob controle aduaneiro, de um ponto a 
outro do território aduaneiro para internalização em caráter definitivo. 
e) a importação de mercadoria com isenção de impostos objetivando a 
reposição de estoques. 
Comentários: 
Letra A: errada. Não há que se falar em isenção de tributos 
incidentes sobre a reexportação. Na reexportação, os tributos não serão 
cobrados, mas em razão de a mercadoria admitida temporariamente não ter se 
nacionalizado. E, como já se sabe, o imposto de exportação incide sobre 
mercadoria nacional ou nacionalizada destinada ao exterior. 
Letra B: errada. Se uma mercadoria está sendo admitida 
temporariamente, ela não está sendo nacionalizada e, portanto, não haverá 
recolhimento tributário, ficando os tributos suspensos. 
Letra C: correta. Uma mercadoria submetida ao regime aduaneiro 
especial de admissão temporária entra no território nacional com os tributos 
suspensos, mas com a condição de que vá permanecer no país somente por 
um prazo fixado, retornando posteriormente ao exterior. 
 Importante ressaltar que a mercadoria admitida temporariamente 
não poderá sofrer modificações que lhe confiram nova individualidade. Existe 
sim a possibilidade de que uma mercadoria admitida temporariamente seja 
submetida a uma operação de industrialização. Nesse caso, dizemos que a 
mercadoria é submetida ao regime aduaneiro especial de admissão 
temporária para aperfeiçoamento ativo. Esse regime aduaneiro especial 
permite que sejam efetuadas as operações industriais de montagem, 
beneficiamento, acondicionamento e recondicionamento, mas jamais uma 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 88 ∀# 123 
operação de transformação, que é a que confere umanova individualidade ao 
produto. 
Letra D: errada. O regime aduaneiro especial que permite o 
transporte de um bem importado, sob controle aduaneiro, de um ponto a outro 
do território nacional, com suspensão de tributos, é o trânsito aduaneiro. 
Destaque-se que o bem transportado ao amparo do trânsito aduaneiro não é, 
necessariamente, destinado à internalização em caráter definitivo. Ele pode, 
por exemplo, ter o exterior como destino e estar apenas passando pelo 
território nacional. 
Letra E: errada. Na admissão temporária, o que ocorre é a suspensão 
dos tributos exigíveis na importação e não isenção. A importação de 
mercadorias com isenção para “reposição de estoques” é feita ao amparo do 
drawback isenção. 
15. (AFTN-1994)-Determinada empresa adquiriu mediante 
financiamento do exportador estrangeiro diversos moldes usados, a 
serem utilizados, durante um período determinado, na fabricação de 
um equipamento a ser exportado em razão de ter vencido uma 
concorrência internacional. Requereu a concessão do regime 
aduaneiro especial de admissão temporária para os moldes. A 
autoridade aduaneira indeferiu o pedido porque: 
a) a fiscalização constatou que os moldes não eram novos e a legislação proíbe 
a importação de material usado. 
b) o regime não contempla a importação de moldes especificamente para a 
produção industrial. 
c) os bens foram importados com cobertura cambial. 
d) ela, dentro de seu poder discricionário, pode deferir ou indeferir a concessão 
do regime, sem necessidade de motivar a decisão. 
e) o pagamento dos bens não foi feito à vista. 
Comentários: 
A autoridade aduaneira irá indeferir o pedido de admissão de uma 
mercadoria no regime aduaneiro especial de admissão temporária quando 
verificar que não estão presentes os requisitos de admissibilidade no regime. 
Um desses requisitos é o de que a operação seja efetuada sem cobertura 
cambial. 
Na situação apresentada, percebe-se que a operação está sendo 
realizada com cobertura cambial, pois está havendo uma compra do 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 89 ∀# 123 
exterior. Sendo assim, a concessão do regime deverá ser indeferida pela 
autoridade aduaneira. Ressalte-se que, em qualquer caso, a decisão de 
indeferimento deverá ser motivada. A resposta é, portanto, a letra C. 
16. (AFRF-2002.2) Considerando que o regime especial de drawback 
em uma de suas modalidades é suspensivo de tributação, identifique 
nas opções abaixo aquela que corresponde ao despacho aduaneiro a 
ele aplicável na importação: 
a) Despacho de admissão ao regime (DA). 
b) Despacho de trânsito aduaneiro conjugado com despacho de admissão 
(DTA/DA). 
c) Despacho antecipado de importação em drawback (DAI-DRAWBACK). 
d) Ato concessório do drawback (AC). 
e) Despacho de importação para consumo (DI). 
Comentários: 
As mercadorias importadas ao amparo do regime aduaneiro especial 
de drawback são submetidas a despacho para consumo. A resposta é a letra E. 
17. (AFRF-2002.2) Os regimes aduaneiros especiais típicos se 
diferenciam do regime aduaneiro geral ou comum, caracterizam- se 
por serem em regra regimes econômicos ou suspensivos, enfatizam a 
geração de divisas e de empregos, são aplicados em regra às 
mercadorias não nacionalizadas, e sua admissão ao regime não se 
processa através de um despacho aduaneiro de importação para 
consumo, exceto, neste caso, o regime de: 
a) drawback. 
b) entreposto industrial. 
c) entreposto aduaneiro. 
d) admissão temporária com pagamento proporcional dos tributos. 
e) admissão temporária para aperfeiçoamento ativo. 
Comentários: 
As mercadorias que ingressam no país ao amparo de regimes 
aduaneiros especiais se submetem a despacho para admissão. A exceção fica 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 8: ∀# 123 
por conta das mercadorias admitidas ao amparo do drawback, que se 
submetem a despacho para consumo. Logo, a resposta é a letra A. 
18. (AFRF-2003) O financiamento concedido por instituição 
financeira internacional do qual o Brasil participe ou pelo Banco 
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, com recursos 
captados no exterior destinados à fabricação, no País, de máquinas e 
equipamentos a serem fornecidos no mercado interno, em decorrência 
de licitação internacional, tem por objetivo prover recursos financeiros 
para: 
a) importação em regime de admissão temporária para beneficiamento ativo e 
pagamento de mão-de-obra local, de máquinas a serem fornecidas a empresa 
nacional de “leasing operacional” e posterior reexportação para prestação de 
serviços no exterior. 
b) aquisição de máquinas e equipamentos nacionais destinados à fabricação do 
produto final a ser fornecido no mercado interno, nas condições descritas no 
texto desta questão. 
c) aquisição de matérias-primas e produtos intermediários no mercado local e 
pagamento de mão-de-obra, necessários à fabricação de máquinas e 
equipamentos a serem fornecidos internamente nas condições descritas no 
texto acima. 
d) importação sob regime de drawback – suspensão, de matérias-primas, 
produtos intermediários, componentes e custos de mão- de-obra local, 
necessários à fabricação no País de máquinas e equipamentos a serem 
fornecidos internamente nas condições descritas no texto acima. 
e) importação sob o regime de drawback – suspensão, de matérias-primas, 
produtos semielaborados ou acabados empregados na fabricação de bens 
destinados à pesquisa e lavra das jazidas de petróleo e gás natural, a serem 
fornecidos a empresas nacionais contratantes desses serviços. 
Comentários: 
O enunciado da questão descreve o drawback para fornecimento no 
mercado interno, definido da seguinte forma pela Portaria SECEX nº 23/2011: 
“Caracteriza-se pela importação de matérias-primas, produtos 
intermediários e componentes destinados à fabricação, no País, de 
máquinas e equipamentos a serem fornecidos, no mercado interno, em 
decorrência de licitação internacional, contra pagamento em moeda 
conversível proveniente de financiamento concedido por instituição financeira 
internacional, da qual o Brasil participe, ou por entidade governamental 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 93 ∀# 123 
estrangeira, ou ainda, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e 
Social (BNDES), com recursos captados no exterior.“ 
Logo, a resposta é a letra D. 
19. (ACE-1998-adaptada) - A concessão do Regime de Drawback é 
atribuição do (da) 
a) SRF-Secretaria da Receita Federal 
b) SECEX-Secretaria de Comércio Exterior 
c) BACEN-Banco Central 
d) SPI-Secretaria de Política Industrial do MICT 
e) CMN-Conselho Monetário Nacional 
Comentários: 
Nas modalidades suspensão e isenção, o drawback é concedido pela 
Secretaria de Comércio Exterior (SECEX). O drawback restituição, por sua vez, 
é concedido pela Receita Federal do Brasil (RFB). Como o enunciado da 
questão não mencionou a modalidade de drawback, pressupõe-se que ele está 
se referindo àquela que é a mais comum: o drawback suspensão. Logo, a 
resposta é a letra B. 
20. (ACE-1998) O drawback é modalidade de incentivo fiscal que 
a) incide sobre importações de matérias-primas destinadas à fabricação de 
produtos para consumo doméstico 
b) incide sobre bens de fabricação nacional 
c) envolve a suspensão, ou isenção de impostos para a importação de insumos 
destinados à fabricação de bens exportáveis. 
d) abate o Imposto de Renda do lucro decorrente da exportação 
e) foi introduzida com o SISCOMEX 
Comentários: 
Letra A: errada. As matérias-primas importadas com desoneração 
tributária são destinadas à fabricação de produtos objeto de exportação. 
Letra B: errada. O drawback incide sobre produtos importados. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 91 ∀# 123 
Letra C: correta. O drawback consiste na suspensão, isenção ou 
restituição de tributos incidentes na importação de bens destinados à produção 
de bens exportáveis. 
Letra D: errada. O drawback implica na desoneração dos tributos 
incidentes na importação. Ele não envolve desoneração do Imposto de Renda. 
Letra E: errada. O drawback é bem anterior ao surgimento do 
SISCOMEX. Suas origens remontam à década de 1960. 
21. (ACE-2002-adaptada) Sobre o drawback, é correto afirmar-se 
que: 
a) é um regime aduaneiro especial no qual outorga- se benefício fiscal a 
empresas exportadoras, isentando-as do pagamento dos tributos que incidem 
sobre a produção e a circulação de mercadorias a serem exportadas. 
b) trata-se de um regime aduaneiro especial cuja aplicação envolve a 
suspensão, a isenção ou a restituição de tributos que incidem sobre a 
importação de mercadorias empregadas no processamento de produtos a 
serem exportados. 
c) é uma forma de incentivo às exportações que prevê a restituição do Imposto 
de Importação cobrado pela importação de insumos empregados na produção 
de um bem exportável. 
d) trata-se de um regime aduaneiro especial no qual mercadorias a serem 
reexportadas ingressam no País, com suspensão de tributos, nele 
permanecendo, por tempo determinado. 
e) é um benefício fiscal concedido quando do retorno de uma mercadoria que 
tenha sido exportada temporariamente e que consiste na redução das 
alíquotas dos tributos que incidem sobre a importação. 
Comentários: 
Letra A: errada. A desoneração concedida pelo drawback é em 
relação aos tributos incidentes sobre a importação. 
Letra B: correta. O drawback se aplica em três modalidades: 
suspensão, isenção e restituição. A lógica de todas elas é a mesma: 
desoneração de tributos incidentes sobre a importação de mercadorias 
utilizadas no processo produtivo de bens exportáveis. 
Letra C: errada. De fato, o drawback é um incentivo às exportações. 
No entanto, ele não prevê apenas a restituição do imposto de importação. Na 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 92 ∀# 123 
verdade, ele prevê a suspensão, isenção ou restituição dos tributos 
incidentes na importação. 
Letra D: errada. O regime aduaneiro especial que permite que 
mercadorias entrem no País com suspensão tributária, permanecendo durante 
um período determinado, após o que regressam ao exterior, é a admissão 
temporária. 
Letra E: errada. O retorno de exportação temporária é hipótese de 
não-ocorrência do fato gerador do imposto de importação. Não há qualquer 
relação entre o drawback e o retorno de exportação temporária. 
22. (AFRF-2000-adaptado) O regime aduaneiro especial de drawback 
integrado, modalidade isenção, pode ser concedido nas seguintes 
operações especiais de drawback: 
a) intermediário e para embarcação. 
b) solidário, genérico e, "verde-amarelo" 
c) genérico, sem cobertura cambial e, para fornecimento no mercado interno. 
d) sem cobertura cambial, com Acordo da Participação com a Indústria 
Nacional homologado pelo DECEX e decorrente de licitação internacional. 
e) para fabricação de bem de capital de longo ciclo de fabricação, fornecimento 
de bens para empresas industriais exportadoras e industrialização por 
encomenda de produtos objeto de leasing operacional. 
Comentários: 
Letra A: correta. O drawback intermediário e o drawback para 
embarcação são aplicados nas modalidades suspensão e isenção. 
Letra B: errada. O drawback genérico é concedido apenas na 
modalidade suspensão. Não existe mais o drawback solidário, tampouco o 
drawback “verde amarelo”. 
Letra C: errado. O drawback genérico, o drawback sem expectativa 
de recebimento (sem cobertura cambial) e o drawback para fornecimento no 
mercado interno somente são concedidos na modalidade suspensão. 
Letra D: errada. O drawback sem expectativa de recebimento (sem 
cobertura cambial) não se aplica na modalidade isenção. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 94 ∀# 123 
Letra E: errada. O produto objeto de leasing operacional é importado 
sem cobertura cambial. O drawback sem expectativa de recebimento (sem 
cobertura cambial) não se aplica na modalidade isenção. 
23. (AFRF-2000) Aos produtos importados sem cobertura cambial 
destinados a seu próprio beneficiamento, montagem, 
acondicionamento ou recondicionamento em que o interessado deve 
apresentar descrição detalhada do processo industrial a ser realizado e 
a quantificação e qualificação dos produtos reexportados resultantes 
da industrialização, aplica- se o regime aduaneiro especial de: 
a) entreposto industrial aplicado aos produtos não-nacionalizados. 
b) admissão temporária 
c) drawback sem cobertura cambial 
d) entreposto industrial sob controle informatizado (RECOF), aplicado aos 
produtos nacionalizados. 
e) entreposto aduaneiro habilitado às operações de industrialização. 
Comentários: 
Questão difícil! Há que se observar o seguinte: 
1) Se as mercadorias entram no país e, posteriormente, são 
reexportadas, isso significa que ela foram admitidas temporariamente. 
2) As mercadorias são, então, admitidas temporariamente para fins 
de beneficiamento, montagem, acondicionamento ou recondicionamento. 
3) Existe um regime aduaneiro especial denominados “admissão 
temporária para aperfeiçoamento ativo”, que se caracteriza pela 
importação de mercadorias estrangeiras para permanência temporária no país 
que sejam destinadas a operações de aperfeiçoamento ativo e posterior 
reexportação. 
Segundo o R.A, podem ser entendidas como aperfeiçoamento ativo 
as operações de industrialização relativas ao beneficiamento, à montagem, à 
renovação, ao recondicionamento, ao acondicionamento ou ao 
reacondicionamento aplicadas ao próprio bem ou o conserto, o reparo, ou a 
restauração de bens estrangeiros, que devam retornar, modificados, ao país de 
origem. Cabe destacar que as operações de transformação, por conferirem 
nova individualidade ao produto, não se enquadram como operação de 
aperfeiçoamento ativo. Com efeito, na admissão temporária, o mesmo bem 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 95 ∀# 123 
que entra no país temporariamente deve regressar ao exterior. Logo, a 
resposta é a letra B. 
24. (Analista dos Correios – 2011)- O despacho aduaneiro de 
importação ocorre sob as modalidades de despacho para consumo, 
admissão e internação, sendo a modalidade definida de acordo com o 
tipo de regime aduaneiro aplicado à mercadoria em questão. 
Comentários: 
De fato, existem três modalidades de despacho aduaneiro: i) 
despacho para consumo; ii) despacho para admissão e; iii) despacho para 
internação. Cada uma delas é empregada conforme o tipo de regime aduaneiro 
aplicado à mercadoria em questão. Questão correta. 
25. (AFRF-2003) O regime de admissão temporária aplica-se a bens 
adequados à finalidade prevista, importados sem cobertura cambial e 
com suspensão dos tributos, ou mediante pagamento proporcional dos 
tributos e cobertura cambial, se os bens forem destinados a utilização 
econômica. 
Comentários: 
Um dos requisitos para que seja concedido o regime de admissão 
temporária é a inexistência de cobertura cambial. Tal requisito deve ser 
sempre observado, inclusive no caso de admissão temporária para utilização 
econômica. Questão errada. 
26. (AFRF-2000) O regime aduaneiro aplicável em regra no despacho 
aduaneiro de importação de mercadoria nacionalizada, dentro de 
noventa dias da descarga na zona primária, caracteriza-se como: 
a) regime aduaneiro simplificado 
b) regime aduaneiro atípico 
c) regime aduaneiro especial 
d) regime aduaneiro comum 
e) regime aduaneiroimpositivo 
Comentários: 
Uma mercadoria, ao ser nacionalizada, se submete a despacho para 
consumo, sendo admitida em regime aduaneiro comum. A resposta é a letra D. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 96 ∀# 123 
27. (TTN-1997) A suspensão do pagamento dos tributos exigíveis na 
importação de mercadoria a ser exportada após beneficiamento ou 
destinada à fabricação, complementação ou acondicionamento de 
outra a ser exportada é inerente ao: 
a) entreposto aduaneiro de exportação 
b) regime de beneficiamento ativo 
c) regime de aperfeiçoamento passivo 
d) regime de processamento de exportações 
e) regime de drawback 
Comentários: 
O drawback é o regime aduaneiro especial que se caracteriza pela 
suspensão dos tributos incidentes sobre a importação de mercadoria a ser 
utilizada no processo produtivo de um bem a ser exportado. Logo, a resposta é 
a letra E. 
28. (TTN-1998) No regime especial de drawback, no caso de 
inadimplemento do compromisso de exportar, as mercadorias que, em 
seu todo ou em parte, deixem de ser empregadas no processo 
produtivo de bens, no prazo de 30 (trinta) dias da expiração do prazo 
para exportar: 
a) deverão ser obrigatoriamente devolvidas ao exterior ou reexportadas. 
b) poderão ser à opção do beneficiário destinadas para consumo interno, 
destruídas, devolvidas ao exterior ou reexportadas. 
c) deverão ter obrigatória e exclusivamente o débito correspondente liquidado 
pelo beneficiário, com os acréscimos legais devidos. 
d) poderão ser transferidas para outro regime aduaneiro especial ou atípico, 
desde que observadas as condições e os requisitos próprios do novo regime 
e) deverão ser obrigatoriamente destruídas sob controle aduaneiro, às 
expensas do interessado. 
Comentários: 
Caso expire a data-limite para exportação, as mercadorias 
importadas ao amparo do drawback poderão ter as seguintes 
destinações dentro do prazo de 30 dias: 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 97 ∀# 123 
i) devolução ao exterior da mercadoria importada não utilizada; 
ii) destruição, sob controle aduaneiro, às expensas do interessado; 
 iii) destinação para consumo das mercadorias remanescentes, com o 
pagamento dos tributos suspensos e dos acréscimos legais devidos ou; 
iv) entrega da mercadoria importada à Fazenda Nacional livres de 
quaisquer despesas e ônus, desde que a autoridade aduaneira concorde em 
recebê-las. 
Examinando as assertivas, temos que: 
Letra A: errada. As mercadorias não precisam ser necessariamente 
devolvidas ao exterior ou reexportadas. Elas poderão ter outras destinações. 
Letra B: correta. De fato, o beneficiário poderá destinar para 
consumo interno, destruir, devolver ao exterior ou reexportar as mercadorias 
importadas ao amparo do drawback. 
Letra C: errada. Na hipótese de descumprimento do compromisso de 
exportação, são quatro as destinações possíveis para as mercadorias 
importadas ao amparo do drawback. 
Letra D: errada. No caso de descumprimento do compromisso de 
exportação, não será possível transferir as mercadorias para outro regime 
aduaneiro especial. 
Letra E: errada. Há outras opções além da destruição sob controle 
aduaneiro. 
29. (AFTN-1994) – O regime aduaneiro especial de drawback na 
modalidade isenção beneficia mercadoria: 
a) com ou sem similar nacional, importada em quantidade equivalente à 
utilizada no beneficiamento, fabricação, complementação ou acondicionamento 
de produto já exportado. 
b) importada sem cobertura cambial e em quantidade equivalente à utilizada 
na complementação ou acondicionamento de outra exportada. 
c) sem similar nacional, importada com cobertura cambial e em quantidade 
equivalente à utilizada no beneficiamento, fabricação ou acondicionamento de 
produto exportado. 
d) a ser exportada após beneficiamento, ou destinada à fabricação, 
complementação ou acondicionamento de outra a ser exportada. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 98 ∀# 123 
e) a ser exportada após beneficiamento ou destinada à fabricação ou 
acondicionamento de outra a ser exportada constante de programa específico 
de exportação aprovado pelo Governo. 
Comentários: 
Letra A: correta. O drawback isenção é concedido para mercadorias, 
com ou sem similar, que sejam importadas em quantidade e qualidade 
equivalentes às utilizadas no beneficiamento, fabricação, complementação ou 
acondicionamento de produto já exportado. Trata-se, portanto, de uma 
“reposição de estoque”. 
Letra B: errada. O drawback sem expectativa de recebimento (sem 
cobertura cambial) não se aplica na modalidade isenção. 
Letra C: errada. O drawback se aplica às mercadorias com ou sem 
similar nacional. 
Letra D e E: erradas. O drawback isenção se aplica às mercadorias 
importadas e não às mercadorias que serão exportadas. 
30. (ACE-2008) O drawback é a modalidade de regime aduaneiro 
especial que se aplica às mercadorias que ingressam no território do 
país por tempo determinado e que são destinadas à realização de 
eventos artísticos, científicos e culturais, envolvendo, em tal caso, a 
suspensão total dos tributos exigíveis. 
Comentários: 
O enunciado descreve o regime aduaneiro especial de admissão 
temporária. O drawback é, na verdade, um regime aduaneiro especial que se 
caracteriza por não serem cobrados os tributos incidentes sobre as 
importações de mercadorias que serão usadas no processo produtivo de um 
produto que será posteriormente exportado. Questão errada. 
31. (Questão Inédita) - Os regimes aduaneiros especiais são 
mecanismos criados com a finalidade de permitir a importação de bens 
estrangeiros ou a exportação de bens nacionais com suspensão ou 
isenção tributária. A utilização dos regimes aduaneiros especiais tem 
vários objetivos além da desoneração tributária, provocando outros 
efeitos importantes sobre a atividade econômica. Levando-se em 
consideração as disposições da legislação aduaneira, analise os itens a 
seguir e atribua a letra (V) para as assertivas verdadeiras e a letra (F) 
para as falsas. Em seguida, marque a opção que contenha a seqüência 
correta: 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 99 ∀# 123 
( ) As obrigações fiscais suspensas pela aplicação dos regimes aduaneiros 
especiais serão constituídas em termo de responsabilidade firmado pelo 
beneficiário do regime. 
( ) Não poderá ser autorizada a transferência de mercadoria admitida em um 
regime aduaneiro especial ou aplicado em área especial para outro. 
( ) O prazo de suspensão do pagamento das obrigações fiscais pela aplicação 
dos regimes aduaneiros especiais, na importação, será de, no máximo, um 
ano. 
( ) No caso de descumprimento dos regimes aduaneiros especiais de que trata 
este Título, o beneficiário ficará sujeito ao pagamento dos tributos incidentes, 
com acréscimo de juros de mora e de multa, de mora ou de ofício, calculados 
da data do registro da declaração de admissão no regime ou do registro de 
exportação, sem prejuízo da aplicação de penalidades específicas. 
a) VFVV 
b) VFVF 
c) VFFV 
d) FVFF 
e) FFVV 
Comentários: 
A primeira assertiva está correta. O Termo de Responsabilidade 
leva a assinatura do beneficiário do regime aduaneiro especial, que, por meio 
deste, se compromete a cumprir as condições do regime. 
A segunda assertiva está errada. É possível a transferência de uma 
mercadoria de um regime aduaneiro especial para outro, desde que sejam 
atendidos os requisitos para a concessão do novo regime. 
A terceira assertiva está errada. O prazo de suspensão do 
pagamento dos tributos pela aplicação dos regimes aduaneiros especiais será 
de até um ano, prorrogável, a juízoda autoridade aduaneira, por período não 
superior, no total, a cinco anos. 
A quarta assertiva está correta. Em caso de descumprimento de 
regime aduaneiro especial, os tributos serão exigíveis desde a data do registro 
da declaração de admissão no regime ou do registro de exportação, sem 
prejuízo de penalidades específicas. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 9: ∀# 123 
32. (Petrobrás – 2007 - adaptada)- O regime de trânsito aduaneiro 
pode ser aplicado à passagem pelo território nacional de mercadoria 
procedente do exterior e destinada a um país do MERCOSUL. 
Comentários: 
Uma das modalidades de trânsito aduaneiro é o “trânsito 
internacional”, também chamado de trânsito aduaneiro de passagem. Nessa 
modalidade de trânsito, o bem é procedente do exterior e é a ele destinado. 
Questão correta. 
33. (Questão Inédita) Levando-se em consideração as disposições 
constantes do Decreto no 6759/2009 sobre o trânsito aduaneiro, 
analise os itens a seguir e atribua a letra (V) para as assertivas 
verdadeiras e a letra (F) para as falsas. Em seguida, marque a opção 
que contenha a seqüência correta: 
( ) O trânsito aduaneiro é o regime aduaneiro especial em que se permite o 
transporte de mercadoria de um ponto a outro do território nacional com 
suspensão tributária. Uma das modalidades de trânsito aduaneiro é o trânsito 
de exportação, em que uma mercadoria procedente do exterior é transportada 
do ponto de descarga no território aduaneiro até o porto seco onde ocorrerá 
outro despacho. 
( ) Em operações de trânsito aduaneiro, o transporte de mercadorias será, em 
regra, efetuado por empresas transportadoras previamente habilitadas pela 
Receita Federal do Brasil. 
( ) A passagem pelo território aduaneiro, de mercadoria procedente do exterior 
e a ele destinada, constitui modalidade de trânsito aduaneiro que somente 
poderá ser concedida à mercadoria declarada para trânsito no conhecimento 
de carga correspondente ou no manifesto ou documento equivalente do veículo 
que o transportou até o local de origem do trânsito. 
( ) O regime especial de trânsito aduaneiro é o que permite o transporte de 
mercadoria, sob controle aduaneiro, de um ponto a outro do território 
aduaneiro, com suspensão do pagamento de tributos. 
a) VVFF 
b) FFVV 
c) VFVF 
d) FVVV 
e) FVFV 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& :3 ∀# 123 
Comentários: 
A primeira assertiva está errada. A modalidade de trânsito 
aduaneiro descrita na assertiva é o trânsito de importação. 
A segunda assertiva está correta. Nos termos do art. 322 do R/A, o 
trânsito aduaneiro será executado, em regra, por empresas 
transportadoras devidamente habilitadas junto à Receita Federal do 
Brasil. 
A terceira assertiva está correta. Essa assertiva descreve o trânsito 
internacional, que se caracteriza pela suspensão dos tributos incidentes na 
importação de mercadoria que adentre o território aduaneiro, mas que se 
destina a outro país. A RFB só permite essa modalidade de trânsito 
aduaneiro se este estiver previsto desde a emissão do conhecimento 
de carga no exterior, exigência que existe para evitar possíveis fraudes. 
A quarta assertiva está correta. Essa é a exata definição do regime 
de trânsito aduaneiro. 
34. (TRF-2002.2)- Avalie a correção das afirmações abaixo. Atribua a 
letra V para as verdadeiras e F para as falsas. Em seguida, marque a 
opção que contenha a seqüência correta. Extingue(m) o regime 
aduaneiro de admissão temporária: 
( ) despacho para consumo promovido por terceiro autorizado a nacionalizar 
os bens na vigência do regime. 
( ) a reexportação, ainda que realizada fora do prazo. 
( ) a exportação de produto equivalente ao produto nacional exportado 
definitivamente e que tenha retornado ao País para reparo ou substituição em 
virtude de defeito técnico que exija sua devolução. 
a) V, V, V 
b) F, V, F 
c) F, V, V 
d) F, F, F 
e) V, F, V 
Comentários: 
A primeira assertiva está correta. Conforme afirma a questão, o 
despacho para consumo (nacionalização) extingue o regime de admissão 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& :1 ∀# 123 
temporária. Destaque-se que a nacionalização poderá ser realizada pelo 
próprio beneficiário do regime ou por terceiro por ele autorizado. 
A segunda assertiva está correta. A reexportação, mesmo que fora 
do prazo, é causa de extinção do regime de admissão temporária. 
A terceira assertiva está correta. A exportação de produto 
equivalente também extingue o regime de admissão temporária. 
35. (Questão Inédita) Levando-se em consideração as disposições 
constantes do Decreto no 6759/2009 sobre a admissão temporária, 
analise os itens a seguir e atribua a letra (V) para as assertivas 
verdadeiras e a letra (F) para as falsas. Em seguida, marque a opção 
que contenha a seqüência correta: 
( ) O regime de admissão temporária implica a reexportação da mercadoria 
com isenção dos impostos que incidem sobre as exportações. 
( ) O regime aduaneiro especial de admissão temporária é o que permite a 
importação de bens que devam permanecer no País durante prazo fixado, 
sempre com suspensão total do pagamento de tributos, os quais ficam 
consubstanciados no Termo de Responsabilidade. 
( ) O Termo de Responsabilidade consiste em título representativo de direito 
líquido e certo da Fazenda Nacional e tem por finalidade consubstanciar os 
tributos suspensos no caso de mercadoria importada ao amparo de regimes 
aduaneiros especiais, inclusive as efetuadas sob admissão temporária. 
( ) O regime de admissão temporária poderá ser concedido com suspensão 
total ou parcial dos tributos incidentes na operação. 
( ) O regime aduaneiro especial de admissão temporária pode ser aplicado a 
bens destinados a realização ou participação em eventos de natureza cultural, 
artística, científica, comercial e esportiva, para assistência e salvamento, para 
acondicionamento e transporte de outros bens e para ensaios e testes, com a 
suspensão total de tributos. 
a) FFVVV 
b) FVFVF 
c) FFVFF 
d) VFVFV 
e) VVFVF 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& :2 ∀# 123 
Comentários: 
A primeira assertiva está errada. A reexportação ocorre quando 
uma mercadoria é importada a título temporário e retorna ao exterior. No 
entanto, não se pode dizer que há isenção tributária na reexportação, mas sim 
uma hipótese de não-incidência do I.E, tendo em vista que a mercadoria não 
chegou a ser nacionalizada. 
A segunda assertiva está errada. O regime de admissão temporária 
é o que permite a importação de bens que devam permanecer no País durante 
prazo fixado, com suspensão total do pagamento de tributos, ou ainda com 
suspensão parcial, no caso de utilização econômica. Dessa forma, não se pode 
dizer que o regime sempre é concedido com suspensão total de tributos. 
A terceira assertiva está correta. É exatamente essa a definição de 
Termo de Responsabilidade, o qual é exigível para todos os regimes 
aduaneiros especiais, à exceção do entreposto aduaneiro e do RECOF. 
A quarta assertiva está correta. O regime de admissão temporária 
poderá ser concedido com suspensão total ou parcial dos tributos incidentes na 
importação. A suspensão parcial será concedida quando o bem for utilizado 
economicamente. 
A quinta assertiva está correta. Todas as hipóteses de 
admissibilidade de bens no regime de admissão temporária que foram listadas 
na assertiva se revestem do caráter de temporariedade, o que é próprio desse 
regime. 
36. (Analista dos Correios – 2011)- O drawback é um regime 
aduaneiro especial por meio do qual um exportador pode importar 
insumos, com suspensão de tributos aduaneiros,para compor 
produtos a serem exportados. 
Comentários: 
Por meio do drawback suspensão, são importados, com suspensão 
tributária, insumos que integram um produto a ser exportado. Questão 
correta. 
37. (Analista dos Correios – 2011)- O drawback isenção permite a 
isenção do imposto de importação, do IPI vinculado à importação e do 
ICMS na importação de insumos para repor estoques utilizados em 
produtos já exportados. 
Comentários: 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& :4 ∀# 123 
A isenção de ICMS somente se aplica ao drawback suspensão. 
Questão errada. 
38. (Analista dos Correios – 2011)- O drawback integrado permite a 
suspensão da incidência da COFINS, do PIS e do IPI na compra de 
insumos no mercado nacional para a produção de bens destinados à 
exportação. 
Comentários: 
No drawback integrado, fazem jus à desoneração tributária as 
compras de insumos no mercado nacional para a produção de bens destinados 
à exportação. Questão correta. 
39. (Analista dos Correios – 2011)- Existem três modalidades de 
drawback: suspensão, isenção e restituição. 
Comentários: 
São três as modalidades de drawback: i) drawback suspensão; ii) 
drawback isenção e; iii) drawback restituição. Questão correta. 
40. (BASA – 2009)- O beneficiário do regime aduaneiro especial de 
drawback, na modalidade de suspensão, será beneficiado da 
suspensão dos tributos incidentes, caso a matéria-prima seja 
importada e o produto final comercializado no Brasil. 
Comentários: 
Os benefícios do drawback integrado suspensão somente são 
concedidos caso os bens importados ou adquiridos no mercado interno sejam 
empregados ou consumidos na industrialização de produto a ser exportado. Se 
o produto final for comercializado no Brasil, não serão aplicáveis os benefícios 
do drawback. Questão errada. 
41. (BASA – 2009)- Os bens importados sob o regime aduaneiro 
especial de drawback, na modalidade de isenção, são isentos do 
imposto sobre importação, entretanto sofrem a tributação da 
contribuição para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor 
Público (PASEP) sobre importação, além da COFINS sobre importação. 
Comentários: 
O drawback isenção abrange o I.I, o IPI, o PIS-PASEP-Importação e a 
COFINS-Importação. Questão errada. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& :5 ∀# 123 
42. (Petrobrás – 2007 - adaptada)- O regime aduaneiro especial de 
drawback consiste em incentivo às importações por meio da aplicação 
da isenção tributária, da suspensão tributária ou da restituição 
tributária. 
Comentários: 
O drawback não é um incentivo às importação, mas sim um incentivo 
às exportações. Questão errada. 
43. (Questão Inédita) Levando-se em consideração as disposições 
constantes do Decreto no 6759/2009 e da Portaria SECEX nº 23/2011 
sobre o drawback, analise os itens a seguir e atribua a letra (V) para 
as assertivas verdadeiras e a letra (F) para as falsas. Em seguida, 
marque a opção que contenha a seqüência correta: 
( ) No regime aduaneiro especial de drawback ocorre o despacho para 
consumo, ao contrário dos outros regimes aduaneiros especiais, em que se 
realiza o despacho para admissão. 
( ) O regime de drawback é um regime aduaneiro especial cuja aplicação 
envolve a suspensão, a isenção ou a restituição de tributos que incidem sobre 
a importação de mercadorias empregadas no processamento de produtos 
exportados ou a exportar. 
( ) Os atos concessórios de drawback poderão ser deferidos, a critério da 
Secretaria de Comércio Exterior, levando-se em conta a agregação de valor e o 
resultado da operação. 
( ) As mercadorias admitidas no regime de drawback, na modalidade de 
suspensão, deverão ser integralmente utilizadas no processo produtivo ou na 
embalagem, acondicionamento ou apresentação das mercadorias a serem 
exportadas. 
a) FVVF 
b) FVFV 
c) VVFV 
d) VVVV 
e) VFVF 
Comentários: 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& :6 ∀# 123 
A primeira assertiva está correta. Uma mercadoria submetida ao 
regime aduaneiro especial de drawback é submetida a despacho para 
consumo, enquanto as mercadorias submetidas a outros regimes aduaneiros 
especiais estão sujeitas a despacho para admissão. 
A segunda assertiva está correta. O drawback implica na 
suspensão, isenção ou restituição de tributos incidentes sobre a importação de 
mercadorias empregadas no processamento de produtos exportados (nos 
casos do drawback isenção e do drawback restituição) ou a exportar (no caso 
do drawback suspensão). 
A terceira assertiva está correta. Na análise do ato concessório de 
drawback, a SECEX leva em consideração a agregação de valor e o resultado 
da operação. 
A quarta assertiva está correta. Todas as mercadorias importadas 
ao amparo do regime de drawback deverão ser utilizadas no processo 
produtivo dos bens a serem exportados. Admitir o contrário seria o mesmo que 
conceder desoneração tributária sem uma contrapartida em exportações. 
44. (Questão Inédita)- Sobre a admissão temporária, assinale a 
alternativa errada: 
a) O regime aduaneiro especial de admissão temporária é o que permite a 
importação de bens que devam permanecer no País durante prazo fixado, com 
suspensão total do pagamento de tributos, ou com suspensão parcial, no caso 
de utilização econômica. 
b) No regime de admissão temporária para utilização econômica, os bens 
admitidos estarão sujeitos a recolhimento tributário pela aplicação do 
percentual de um por cento, relativamente a cada mês compreendido no prazo 
de concessão do regime, sobre o montante dos tributos originalmente 
devidos. 
c) O regime aduaneiro especial de admissão temporária para aperfeiçoamento 
ativo é o que permite o ingresso, para permanência temporária no País, com 
suspensão do pagamento de tributos, de mercadorias estrangeiras ou 
desnacionalizadas, destinadas a operações de aperfeiçoamento ativo e 
posterior reexportação. 
d) Uma das hipóteses de extinção do regime de admissão temporária é a 
entrega dos bens à Fazenda Nacional, após o recolhimento dos tributos 
relativos à nacionalização. 
e) A reexportação de bens admitidos temporariamente é uma hipótese de 
extinção do regime aduaneiro especial de admissão temporária. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& :7 ∀# 123 
Comentários: 
Letra A: correta. Perfeita definição do regime de admissão 
temporária! 
Letra B: correta. No caso de admissão temporária para utilização 
econômica, irá incidir o percentual de 1% por mês, sobre o montante dos 
tributos devidos no caso de recolhimento integral. 
Letra C: correta. Essa é a definição do regime de admissão 
temporária para aperfeiçoamento ativo. 
Letra D: errada. Na hipótese de entrega dos bens à Fazenda 
Nacional, não haverá recolhimento tributário relativamente à nacionalização. 
Letra E: correta. A reexportação é a forma mais simples de extinção 
do regime de admissão temporária. 
 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& :8 ∀# 123 
LISTA DE QUESTÕES Nº 01 
1. (AFRFB-2012) Os regimes aduaneiros especiais se distinguem do 
regime comum pela suspensão ou isenção de tributos incidentes nas operações 
de comércio exterior. 
2. (Exame Despachante Aduaneiro – 2012) A aplicação dos regimes 
aduaneiros especiais está condicionada à informação do pagamento do 
adicional ao frete para renovação da marinha mercante - AFRMM, pelo 
Ministério dos Transportes e a apresentação de certidões negativas quanto ao 
pagamento de tributos federais. 
3. (Exame Despachante Aduaneiro – 2012) Os regimes aduaneiros 
especiais constituem exceção àregra geral do regime aduaneiro comum. 
4. (Questão Inédita) No caso de descumprimento dos regimes 
aduaneiros especiais, o beneficiário ficará sujeito ao pagamento dos tributos 
incidentes, com acréscimo de juros de mora e de multa, de mora ou de ofício, 
calculados da data do descumprimento do regime, sem prejuízo da aplicação 
de penalidades específicas. 
5. (Questão Inédita) O termo de responsabilidade é o documento no 
qual são constituídas obrigações fiscais cujo adimplemento fica suspenso sob 
condição suspensiva. Trata-se de título representativo de direito líquido e certo 
da Fazenda Nacional. 
6. (Questão Inédita) A exigência do crédito tributário constituído em 
Termo de Responsabilidade é precedida de intimação ao responsável para que, 
no prazo de 10 dias, efetue o recolhimento dos tributos suspensos e das 
penalidades cabíveis. 
7. (Questão Inédita) A exigência de crédito tributário apurado em 
procedimento posterior à apresentação do termo de responsabilidade, em 
decorrência de aplicação de penalidade ou de ajuste no cálculo de tributo 
devido, será formalizada em auto de infração, lavrado por Auditor-Fiscal da 
Receita Federal do Brasil. 
8. (Questão Inédita) Quando ocorre o descumprimento de regime 
aduaneiro especial e não é efetuado o pagamento do crédito tributário dentro 
do prazo de 30 dias, o beneficiário será objeto de execução administrativa, 
sem prejuízo de sua responsabilidade penal. 
9. (Questão Inédita) O prazo de suspensão do pagamento das 
obrigações fiscais pela aplicação dos regimes aduaneiros especiais, na 
importação, será de até um ano, prorrogável, a juízo da autoridade aduaneira, 
por período não superior, no total, a cinco anos 
10. (Questão Inédita) A Secretaria da Receita Federal do Brasil fica 
autorizada a estabelecer hipóteses em que, na substituição de beneficiário de 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& :9 ∀# 123 
regime aduaneiro suspensivo, o termo inicial para o cálculo de juros e multa de 
mora relativos aos tributos suspensos passe a ser a data da transferência da 
mercadoria. 
11. (AFRFB – 2014) No Regime de Trânsito Aduaneiro, objetivando garantir 
o pagamento dos créditos tributários correspondentes, quando a constatação 
de extravio ou avaria ocorrer no local de origem, a autoridade aduaneira não 
poderá permitir o trânsito aduaneiro da mercadoria avariada ou da partida com 
extravio. 
12. (AFRFB – 2012) O regime de trânsito aduaneiro permite o transporte 
de mercadorias, sob controle aduaneiro, de um ponto a outro do território 
aduaneiro, com suspensão de tributos. 
13. (ATRFB – 2012) Sem prejuízo de controles especiais determinados 
pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, depende de despacho para 
trânsito a remoção de mercadorias de uma área ou recinto para outro, situado 
na mesma zona primária. 
14. (ATRFB – 2012) No caso de transporte multimodal de carga 
internacional, na importação ou na exportação, quando o desembaraço não for 
realizado nos pontos de entrada ou de saída do País, a concessão do Regime 
Especial de Trânsito Aduaneiro será considerada válida para todos os percursos 
no território nacional, independentemente de novas concessões. 
15. (ATRFB – 2012) A concessão e a aplicação do Regime Especial de 
Trânsito Aduaneiro serão requeridas à autoridade aduaneira competente da 
unidade de destino. 
16. (ATRFB – 2012) O Regime Especial de Trânsito Aduaneiro é o que 
permite o transporte de mercadoria, sob controle aduaneiro, de um ponto a 
outro do território aduaneiro, com suspensão do pagamento de tributos. 
17. (Exame Despachante Aduaneiro – 2012) Em uma Declaração de 
Trânsito Aduaneiro (DTA) de entrada, o Operador de Transporte Multimodal 
(OTM) poderá ser beneficiário do regime. 
18. (Exame Despachante Aduaneiro – 2012) O registro de Declaração 
de Trânsito Aduaneiro (DTA) caracteriza o fim da espontaneidade do 
beneficiário, relativamente às informações por ele prestadas na declaração. 
19. (Exame Despachante Aduaneiro – 2012) A concessão do regime de 
especial trânsito aduaneiro é automático para as Declarações de Trânsito 
Aduaneiro (DTA) cujo canal de conferência sejam verde, no Siscomex Trânsito, 
porém, ainda assim, a carga poderá ser submetida à conferência, pela Aduana 
no destino. 
20. (Exame Despachante Aduaneiro – 2012) Um trânsito aduaneiro, 
seguindo em um caminhão lacrado pela RFB, pode ser interrompido pela Policia 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& :: ∀# 123 
Rodoviária Federal, com o subsequente rompimento dos lacres para 
averiguação da carga, sem a presença de prepostos da Receita Federal do 
Brasil, no caso de indícios de tráfico de drogas. 
21. (Questão Inédita) O agente credenciado a efetuar operações de 
unitização ou desunitização da carga em recinto alfandegado poderá ser 
beneficiário do regime de trânsito aduaneiro em qualquer de suas 
modalidades, ressalvado o trânsito de passagem. 
22. (Questão Inédita) Ao conceder o regime, a autoridade aduaneira sob 
cuja jurisdição se encontrar a mercadoria a ser transportada estabelecerá a 
rota a ser cumprida; fixará os prazos para execução da operação e para 
comprovação da chegada da mercadoria ao destino; e adotará as cautelas 
julgadas necessárias à segurança fiscal. 
23. (Questão Inédita) A autoridade aduaneira não poderá aceitar rota 
proposta pelo beneficiário do regime de trânsito aduaneiro quando houver rota 
legal preestabelecida. 
24. (Questão Inédita) O despacho para trânsito completa-se com o 
desembaraço aduaneiro. 
25. (AFRFB – 2014) Na Admissão Temporária de máquinas e equipamentos 
para utilização econômica, sob a forma de arrendamento operacional, aluguel 
ou empréstimo, ocorre suspensão parcial de tributos e pagamento proporcional 
ao tempo de permanência no País. 
26. (AFRFB – 2014) A extinção do regime de admissão temporária pode 
ocorrer com a destruição do bem, às expensas do interessado. 
27. (AFRFB – 2014) O regime aduaneiro especial de admissão temporária 
com suspensão total do pagamento de tributos permite a importação de bens 
que devam permanecer no País durante prazo fixado. A legislação prevê, como 
uma das condições para a concessão do mencionado regime, que os bens 
sejam importados com cobertura cambial. 
28. (AFRFB – 2014) Os bens admitidos temporariamente no País para 
utilização econômica ficam sujeitos ao pagamento dos impostos federais, da 
contribuição para o PIS/ PASEP-Importação e da COFINS-Importação, 
proporcionalmente ao seu tempo de permanência no território aduaneiro. A 
referida proporcionalidade será obtida pela aplicação do percentual de um por 
cento, relativamente a cada mês compreendido no prazo de concessão do 
regime, sobre o montante dos tributos originalmente devidos. 
29. (AFRFB – 2012) O regime de admissão temporária permite a entrada 
no País de certas mercadorias, com uma finalidade e por período de tempo 
determinados, com a suspensão total ou parcial do pagamento de tributos 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 133 ∀# 123 
aduaneiros incidentes na sua importação, com o compromisso de serem 
reexportadas. 
30. (ATRFB – 2012) O Regime Aduaneiro Especial de Admissão 
Temporária é o que permite a importação de bens que devam permanecer no 
País durante prazo fixado, com suspensão total do pagamento de tributos, ou 
com suspensão parcial, no caso de utilização econômica, na forma e nas 
condições estabelecidas na legislação. 
31. (ATRFB – 2012) No caso de extinção da aplicação do Regime 
Aduaneiro Especial de Admissão Temporária para Utilização Econômica 
mediante despacho para consumo, os tributos originalmente devidos deverão 
ser recolhidos deduzido o montante já pago. 
32. (Exame Despachante Aduaneiro - 2012)Na admissão temporária 
para aperfeiçoamento ativo os bens ingressam com suspensão do pagamento 
de tributos e são destinados a operações de industrialização, conserto, reparo 
ou restauração. Posteriormente serão reexportados. 
33. (Exame Despachante Aduaneiro - 2012) Nos regimes aduaneiros 
especiais em que a destruição de um bem configurar a extinção da aplicação 
do regime, o resíduo da destruição, se inservível ou sem valor econômico, 
deverá ser despachado para consumo, como se estivesse no estado em que foi 
importado, sujeitando-se ao pagamento dos tributos correspondentes ou, 
alternativamente, ser reexportado. 
34. (Questão Inédita) O descumprimento do regime aduaneiro especial de 
admissão temporária gera multa de 5% do valor aduaneiro, sem prejuízo da 
exigência dos tributos suspensos no Termo de Responsabilidade. 
35. (Questão Inédita) A autoridade aduaneira poderá indeferir pedido de 
concessão do regime de admissão temporária, em decisão fundamentada, da 
qual caberá recurso, na forma estabelecida pela Secretaria da Receita Federal 
do Brasil. 
36. (Questão Inédita) Bens que ingressem no País ao amparo de 
operações de arrendamento mercantil de caráter financeiro não podem se 
submeter ao regime de admissão temporária. 
37. (Questão Inédita) O regime de admissão temporária será extinto, 
dentre outras hipóteses, pela reexportação, despacho para consumo ou 
destruição, às expensas do interessado. 
38. (Questão Inédita) No caso de admissão temporária para utilização 
econômica, o recolhimento tributário será proporcional ao tempo de 
permanência da mercadoria no território aduaneiro. A proporcionalidade será 
obtida pela aplicação do percentual de um por cento, relativamente a cada 
mês compreendido no prazo de concessão do regime, sobre o montante dos 
tributos originalmente devidos. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 131 ∀# 123 
39. (AFRFB – 2012) O regime aduaneiro especial de drawback objetiva 
desonerar de tributos os insumos utilizados na produção de bens destinados à 
exportação. 
40. (ATRFB – 2012) O regime de Drawback não é considerado um 
incentivo à exportação. 
41. (ATRFB – 2012) A concessão do Regime de Drawback na modalidade 
suspensão é de competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil. 
42. (ATRFB – 2012) A concessão do Regime de Drawback, na modalidade 
de restituição, é de competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil, e 
poderá abranger, total ou parcialmente, os tributos pagos na importação de 
mercadoria exportada após beneficiamento, ou utilizada na fabricação, 
complementação ou acondicionamento de outra exportada. 
43. (Exame Despachante Aduaneiro – 2012) No drawback, os bens 
ficam sujeitos ao pagamento de imposto de importação, IPI, PIS-PASEP e 
COFINS pagos proporcionalmente ao prazo de sua permanência no País em 
relação a sua vida útil. As diferenças entre os tributos recolhidos através desta 
proporcionalidade e o total que seria devido no regime comum de importação 
ficam com o pagamento suspenso e estes valores suspensos ficam consignados 
em um Termo de Responsabilidade. 
44. (Exame Despachante Aduaneiro – 2012) Assinale a opção abaixo 
que corresponde à aplicação de numa modalidade do regime especial 
de drawback: 
a) transporte de mercadoria do Porto de Santos até Foz do Iguaçu, destinada 
ao Paraguai, com suspensão de tributos, sob controle fiscal. 
b) importação de matéria-prima com isenção para compensar matéria-prima 
importada anteriormente com tributos pagos e utilizada em produto que foi 
exportado, na mesma quantidade e qualidade. 
c) chegada do material de uma banda de rock, que ficará no País somente pelo 
prazo dos seus shows em São Paulo e no Rio de Janeiro. 
d) envio de uma cadeira de dentista para ser exibida em uma feira de 
equipamentos odontológicos na Alemanha, devendo retornar ao País, 
terminada a feira. 
e) armazenamento de uma mercadoria importada em consignação, em recinto 
alfandegado, pelo prazo de um ano, com suspensão de tributos. 
45. (Questão Inédita) O regime de drawback poderá ser concedido para 
matéria-prima e outros produtos que, embora não integrando o produto 
exportado, sejam utilizados na sua fabricação em condições que justifiquem a 
concessão. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 132 ∀# 123 
46. (Questão Inédita) O prazo de vigência do regime será de 2 (dois) 
anos, admitida uma única prorrogação, por igual período. 
47. (Questão Inédita) Os atos concessórios de drawback poderão ser 
deferidos, a critério da Secretaria de Comércio Exterior, levando-se em conta a 
agregação de valor e o resultado da operação. 
48. (Questão Inédita) No drawback restituição, a restituição do valor 
correspondente aos tributos poderá ser feita mediante crédito fiscal, a ser 
utilizado em qualquer importação posterior. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 134 ∀# 123 
LISTA DE QUESTÕES Nº 02 
1. (ACE-2008)-Os regimes aduaneiros são classificados como 
comum e especiais. Os regimes aduaneiros especiais distinguem-se do 
regime aduaneiro comum por contemplarem, sob formas diversas, a 
entrada e a saída de mercadorias do território nacional com isenção ou 
suspensão dos direitos aduaneiros aplicáveis. 
2. (AFRF-2002.2-adaptada) No regime aduaneiro especial de 
admissão temporária: 
a) os impostos e penalidades pecuniárias previstos para a hipótese de 
descumprimento das normas que disciplinam o regime serão consubstanciados 
em Termo de Responsabilidade. 
b) a parcela dos impostos devida na importação, suspensa em decorrência da 
aplicação do regime, será garantida em Termo de Responsabilidade e apurada 
mediante procedimento fiscal administrativo em que se assegure o 
contraditório e ampla defesa, no caso de inadimplência do beneficiário do 
regime. 
c) a parcela das penalidades pecuniárias e de outros acréscimos legais devida 
pelo descumprimento das condições do regime será, após quantificada, objeto 
de execução administrativa juntamente com os impostos devidos constantes 
do Termo de Responsabilidade, se não houver recolhimento nos 30 (trinta) 
dias subseqüentes à ciência da notificação fiscal. 
d) a parcela dos impostos devida na importação, suspensa em decorrência da 
aplicação do regime, será consubstanciada em Termo de Responsabilidade, 
garantido por fiança ou seguro aduaneiro, que, no caso de descumprimento 
das condições do regime concedido, será encaminhado à Procuradoria da 
Fazenda Nacional para inscrição na Dívida Ativa se não comprovado o 
pagamento no prazo estabelecido e a parcela relativa às penalidades 
pecuniárias e ajuste de cálculo de tributos devidos será exigida através da 
lavratura do auto de infração regularmente notificado ao contribuinte. 
e) a parcela relativa às penalidades pecuniárias decorrentes do 
descumprimento da obrigação tributária principal cuja alíquota prevista para o 
bem objeto do regime figurar na Tarifa Externa Comum igual a “zero” será 
calculada aplicando-se o percentual correspondente ao produto de maior 
alíquota da posição respectiva na TEC e encaminhada à Procuradoria da 
Fazenda Nacional para o fim de cobrança judicial do título, no caso de 
inadimplemento do regime. 
3. (AFRF-2000) É válida a afirmação de que os regimes aduaneiros 
especiais: 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 135 ∀# 123 
a) caracterizam-se pela não-incidência dos tributos no período de sua vigência, 
considerando-se ocorrido o fato gerador dos tributos somente a partir do 
inadimplemento das condições que embasaram a sua concessão 
b) são destinados precipuamente a incrementar a arrecadação tributária 
federal e estadual decorrentedas atividades incentivadas pela sua aplicação, 
sendo exigidos os tributos se houver o descumprimento dos prazos e condições 
para sua vigência e a partir da ocorrência desse descumprimento. 
c) caracterizam-se como um ato ou negócio jurídico sob condição resolutiva, 
em que o fato gerador dos tributos considera-se ocorrido e existentes os seus 
efeitos desde o momento da prática do ato concessivo, sendo exigíveis os 
tributos retroativamente na hipótese de inadimplemento. 
d) tendo em vista que os tributos têm sua exigibilidade suspensa no momento 
de sua concessão, caracterizam-se como um ato ou negócio jurídico sob 
condição suspensiva, em que o fato gerador considera-se ocorrido e existentes 
os seus efeitos a partir de seu implemento. 
e) são marcadamente econômicos e impedem a ocorrência do fato gerador dos 
tributos incidentes sobre as mercadorias a eles submetidas, que somente 
ocorrerá na hipótese de inadimplemento das condições impostas à concessão, 
a partir do qual incidirão os tributos. 9 
4. (AFTN-1994) – Os regimes aduaneiros especiais em relação ao 
regime aduaneiro geral caracterizam-se pela: 
a) sujeição da mercadoria a eles submetidas a procedimentos especiais no 
despacho aduaneiro relativamente às obrigações tributárias acessórias. 
b) suspensão do pagamento do crédito decorrente das obrigações fiscais até o 
implemento de condição imposta pelo interesse da economia nacional. 
c) não constituição do crédito tributário relativo às mercadorias a eles 
submetidas no momento do despacho aduaneiro. 
d) postergação do cumprimento das obrigações acessórias tendo em vista a 
relevância econômica para o país das mercadorias a eles submetidas. 
 
9 Caro (a) amigo (a), perceba que essa questão foi elaborada pela ESAF partindo do 
pressuposto de que ocorre o fato gerador dos tributos incidentes sobre a importação na 
admissão de bens em regimes aduaneiros especiais. Esse entendimento não é consenso entre 
autores, de forma que é necessário que o candidato analise esse tipo de questão com cautela, 
com o intuito de desvendar o posicionamento adotado pela banca examinadora. Nesse sentido, 
lembro que, no concurso de Auditor Fiscal RFB 2009, a ESAF adotou posicionamento diverso, 
afirmando que o ingresso de bens em regime de admissão temporária não era fato gerador do 
I.I. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 136 ∀# 123 
e) não-incidência ou exoneração do imposto de importação relativamente às 
mercadorias a eles submetidas. 
5. (TTN-1997) A passagem pelo território aduaneiro, de mercadoria 
procedente do exterior e a ele destinada, constitui modalidade de 
operação de trânsito aduaneiro: 
a) cujo local de origem deverá ser um depósito especial alfandegado 
b) dispensada das demais cautelas fiscais além da garantia por termo de 
responsabilidade. 
c) conduzida sob controle aduaneiro, admitida, no entanto, a simplificação do 
despacho de trânsito. 
d) só poderá ser aplicada à mercadoria declarada para trânsito no 
conhecimento de carga correspondente ou no manifesto ou documento 
equivalente do veículo que a transportou até o local de origem do trânsito 
e) somente será permitida em veículo munido de compartimento fechado ou 
em contêiner, lacrados e declaração expressa do representante no País, do 
importador ou exportador domiciliado no exterior que se responsabiliza pelos 
tributos suspensos. 
6. (AFRF-2002.1) Ultimada a conferência (para o trânsito 
aduaneiro), serão adotadas cautelas fiscais visando impedir a violação 
dos volumes, recipientes e, se for o caso, do veículo transportador. 
(art.268 do Regulamento Aduaneiro). Em face do enunciado, assinale a 
opção correta. 
a) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, a colocação de placas 
luminosas no veículo; a designação de condutor credenciado pela Receita 
Federal. 
b) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, a cintagem e a estufagem de 
volumes. 
c) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, a sinetagem e a etiquetagem 
dos volumes. 
d) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, o cintamento e o 
acondicionamento nos pallets. 
e) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, a designação de condutor 
credenciado pela Receita Federal e a condição do veículo ser de bandeira 
brasileira. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 137 ∀# 123 
7. (AFRF-2002.2) Determinada mercadoria, acondicionada em um 
contêiner estrangeiro, chega ao Porto de Santos procedente da Zona 
Franca de Colônia (Uruguai), para ser destinada a uma Estação 
Aduaneira Interior (EADI) em Campinas (SP) em regime de entreposto 
aduaneiro, em consignação. O regime aduaneiro aplicável à 
mercadoria e ao contêiner pela autoridade aduaneira no Porto de 
Santos será o de: 
a) trânsito aduaneiro para a mercadoria e para o contêiner. 
b) trânsito aduaneiro para o contêiner e admissão temporária para a 
mercadoria até a chegada na EADI. 
c) admissão temporária para o contêiner e trânsito aduaneiro para a 
mercadoria. 
d) entreposto aduaneiro para a mercadoria e trânsito aduaneiro para o 
contêiner. 
e) entreposto aduaneiro para a mercadoria e admissão temporária para o 
contêiner. 
8. (AFRF-2003) A admissão temporária é o regime aduaneiro no 
qual uma mercadoria: 
a) ingressa no território aduaneiro de um país, com suspensão dos direitos 
aduaneiros, desde que torne a sair deste mesmo território dentro de um prazo 
determinado. 
b) usufrui de isenção de quaisquer impostos enquanto permanecer no território 
aduaneiro até ser reexportada. 
c) tendo sido importada, é, em seguida, reexportada, com isenção dos 
impostos incidentes sobre essa operação, desde que a mesma ocorra em prazo 
igual ou inferior a noventa dias. 
d) ingressa no território aduaneiro para efeitos de agregação de valor, devendo 
necessariamente ser incorporada a terceiros produtos destinados 
exclusivamente à exportação. 
e) ingressa no território aduaneiro de um país, com amparo em um contrato 
internacional de compra e venda, com suspensão dos tributos incidentes sobre 
a importação. 
9. (TTN-1997) São condições cumulativas para a concessão do 
regime de admissão temporária: 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 138 ∀# 123 
a) o caráter de temporariedade, a inexistência de cobertura cambial e a 
adequação à finalidade da importação. 
b) a temporariedade de sua permanência no País, o despacho aduaneiro de 
importação para consumo e a identificação dos bens. 
c) a permanência temporária dos bens no País, a utilização dos bens dentro do 
prazo fixado e nos fins previstos e a garantia dos tributos através de termo de 
responsabilidade. 
d) o caráter de temporariedade, a conferência prévia e o desembaraço 
aduaneiro. 
e) o caráter de temporariedade, o despacho para consumo e a existência de 
cobertura cambial. 
10. (AFTN-1996) No Brasil, o regime de admissão temporária permite 
a(o): 
a) Introdução de bens no país com suspensão da exigibilidade dos tributos e 
prazo de permanência pré-fixado, após o qual os mesmos deverão ser 
reexportados. 
b) Transporte de mercadoria, sob controle aduaneiro, de um ponto a outro do 
território aduaneiro, com isenção tributária. 
c) Depósito de bens em local determinado, com suspensão dos tributos. 
d) Exportação de mercadorias destinadas a feiras, competições esportivas ou 
exposições no exterior com suspensão dos tributos. 
e) Importação, com a suspensão dos tributos, de matérias-primas e insumos a 
serem empregados na produção de bens exportáveis. 
11. (TTN-1998-adaptada) No regime aduaneiro especial de admissão 
temporária concedido a pessoa jurídica de direito privado, com sede no 
País, de reconhecida capacidade econômicae notória idoneidade, o 
prazo de vigência do regime será contado da data: 
a) de registro da declaração de importação no SISCOMEX e as obrigações 
fiscais serão constituídas por termo de responsabilidade garantido por caução 
de títulos da dívida pública federal 
b) do desembaraço aduaneiro, devendo ser exigida garantia das obrigações 
fiscais constituídas em termo de responsabilidade, ressalvados os casos de 
expressa dispensa, estabelecidos em ato normativo da SRFB. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 139 ∀# 123 
c) do desembaraço aduaneiro, devendo exigir-se para garantia do 
cumprimento das obrigações constituídas em termo de responsabilidade, 
depósito em dinheiro, caução de títulos da dívida pública federal, estadual ou 
municipal, ou fiança idônea. 
d) da conferência aduaneira para admissão ao regime, podendo ser dispensada 
a garantia para cumprimento das obrigações constituídas em termo de 
responsabilidade. 
e) do registro da declaração de importação, podendo, porém, ser dispensada a 
garantia do cumprimento das obrigações constituídas em termo de 
responsabilidade. 
12. (TTN-1998) Uma empresa no País necessitava importar aparelhos 
novos para teste ou controle a serem utilizados em seus equipamentos 
e válvulas produzidos, visando cumprir um contrato de fornecimento 
por um período de um ano. Sua coligada no exterior se propõe a doar 
tais aparelhos, o que reduziria os custos da operação, pois ela seria 
conduzida sem cobertura cambial. A importação acima: 
a) poderá ser em regime aduaneiro especial de admissão temporária, porque 
os aparelhos para teste ou controle deverão ser usados apenas no período de 
um ano, prazo esse da vigência do contrato de fornecimento da produção 
objeto de testes ou controle de qualidade. 
b) poderá ser em regime aduaneiro especial de admissão temporária, desde 
que os aparelhos para teste ou controle sejam adequados à finalidade para a 
qual foram importados. 
c) deverá ser em regime comum de importação, porque não pode ser 
concedido o regime de admissão temporária à importação de bens doados. 
d) poderá ser em regime de admissão temporária, desde que atendidas as 
seguintes condições básicas: constituição das obrigações fiscais em termo de 
responsabilidade, utilização dos bens dentro do prazo fixado e exclusivamente 
nos fins previstos e identificação dos bens. 
e) poderá ser em regime aduaneiro especial de admissão temporária, porque 
tal regime se aplica aos aparelhos para teste ou controle e a importação é sem 
cobertura cambial. 
13. (AFRF-2002.1) A entrada no território aduaneiro de bens objeto 
de arrendamento mercantil de caráter financeiro contratado com 
entidades arrendadoras domiciliadas no exterior, não se confunde com 
o regime de admissão temporária e se sujeitará a todas as normas 
legais que regem a importação. Em face do enunciado, assinale a 
opção correta. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 13: ∀# 123 
a) É proibida importação de bens objeto de arrendamento mercantil de caráter 
financeiro. 
b) Importações de arrendamento mercantil de caráter financeiro não são 
admissões temporárias e devem ser tratadas como importações comuns. 
c) A regra não se aplica aos arrendamentos mercantis de caráter financeiro e 
sim a operações de factoring. 
d) O arrendamento mercantil de caráter financeiro não se enquadra na regra 
por não estar, ali, expressamente citado. 
e) O leasing não se confunde com o arrendamento mercantil de caráter 
financeiro e, portanto, não se enquadra na regra. 
14. (AFRF-2002.1) O regime de admissão temporária implica 
a) a reexportação da mercadoria com isenção dos impostos que incidem sobre 
as exportações. 
b) a internalização da mercadoria no território aduaneiro para consumo 
interno, sem o recolhimento dos tributos que incidem sobre as importações. 
c) a suspensão dos tributos que incidem sobre a importação, desde que o bem 
importado permaneça no território aduaneiro por tempo determinado e seja, 
ao final do mesmo, remetido ao exterior sem sofrer modificações que lhe 
confiram nova individualidade. 
d) o transporte de um bem importado, sob controle aduaneiro, de um ponto a 
outro do território aduaneiro para internalização em caráter definitivo. 
e) a importação de mercadoria com isenção de impostos objetivando a 
reposição de estoques. 
15. (AFTN-1994)-Determinada empresa adquiriu mediante 
financiamento do exportador estrangeiro diversos moldes usados, a 
serem utilizados, durante um período determinado, na fabricação de 
um equipamento a ser exportado em razão de ter vencido uma 
concorrência internacional. Requereu a concessão do regime 
aduaneiro especial de admissão temporária para os moldes. A 
autoridade aduaneira indeferiu o pedido porque: 
a) a fiscalização constatou que os moldes não eram novos e a legislação proíbe 
a importação de material usado. 
b) o regime não contempla a importação de moldes especificamente para a 
produção industrial. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 113 ∀# 123 
c) os bens foram importados com cobertura cambial. 
d) ela, dentro de seu poder discricionário, pode deferir ou indeferir a concessão 
do regime, sem necessidade de motivar a decisão. 
e) o pagamento dos bens não foi feito à vista. 
16. (AFRF-2002.2) Considerando que o regime especial de drawback 
em uma de suas modalidades é suspensivo de tributação, identifique 
nas opções abaixo aquela que corresponde ao despacho aduaneiro a 
ele aplicável na importação: 
a) Despacho de admissão ao regime (DA). 
b) Despacho de trânsito aduaneiro conjugado com despacho de admissão 
(DTA/DA). 
c) Despacho antecipado de importação em drawback (DAI-DRAWBACK). 
d) Ato concessório do drawback (AC). 
e) Despacho de importação para consumo (DI). 
17. (AFRF-2002.2) Os regimes aduaneiros especiais típicos se 
diferenciam do regime aduaneiro geral ou comum, caracterizam- se 
por serem em regra regimes econômicos ou suspensivos, enfatizam a 
geração de divisas e de empregos, são aplicados em regra às 
mercadorias não nacionalizadas, e sua admissão ao regime não se 
processa através de um despacho aduaneiro de importação para 
consumo, exceto, neste caso, o regime de: 
a) drawback. 
b) entreposto industrial. 
c) entreposto aduaneiro. 
d) admissão temporária com pagamento proporcional dos tributos. 
e) admissão temporária para aperfeiçoamento ativo. 
18. (AFRF-2003) O financiamento concedido por instituição 
financeira internacional do qual o Brasil participe ou pelo Banco 
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, com recursos 
captados no exterior destinados à fabricação, no País, de máquinas e 
equipamentos a serem fornecidos no mercado interno, em decorrência 
de licitação internacional, tem por objetivo prover recursos financeiros 
para: 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 111 ∀# 123 
a) importação em regime de admissão temporária para beneficiamento ativo e 
pagamento de mão-de-obra local, de máquinas a serem fornecidas a empresa 
nacional de “leasing operacional” e posterior reexportação para prestação de 
serviços no exterior. 
b) aquisição de máquinas e equipamentos nacionais destinados à fabricação do 
produto final a ser fornecido no mercado interno, nas condições descritas no 
texto desta questão. 
c) aquisição de matérias-primas e produtos intermediários no mercado local e 
pagamento de mão-de-obra, necessários à fabricação de máquinas e 
equipamentos a serem fornecidos internamente nas condições descritas no 
texto acima. 
d) importação sob regime de drawback – suspensão, de matérias-primas, 
produtos intermediários, componentes e custos de mão- de-obralocal, 
necessários à fabricação no País de máquinas e equipamentos a serem 
fornecidos internamente nas condições descritas no texto acima. 
e) importação sob o regime de drawback – suspensão, de matérias-primas, 
produtos semi-elaborados ou acabados empregados na fabricação de bens 
destinados à pesquisa e lavra das jazidas de petróleo e gás natural, a serem 
fornecidos a empresas nacionais contratantes desses serviços. 
19. (ACE-1998-adaptada) - A concessão do Regime de Drawback é 
atribuição do (da) 
a) SRF-Secretaria da Receita Federal 
b) SECEX-Secretaria de Comércio Exterior 
c) BACEN-Banco Central 
d) SPI-Secretaria de Política Industrial do MICT 
e) CMN-Conselho Monetário Nacional 
20. (ACE-1998) O drawback é modalidade de incentivo fiscal que 
a) incide sobre importações de matérias-primas destinadas à fabricação de 
produtos para consumo doméstico 
b) incide sobre bens de fabricação nacional 
c) envolve a suspensão, ou isenção de impostos para a importação de insumos 
destinados à fabricação de bens exportáveis. 
d) abate o Imposto de Renda do lucro decorrente da exportação 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 112 ∀# 123 
e) foi introduzida com o SISCOMEX 
21. (ACE-2002-adaptada) Sobre o drawback, é correto afirmar-se 
que: 
a) é um regime aduaneiro especial no qual outorga- se benefício fiscal a 
empresas exportadoras, isentando-as do pagamento dos tributos que incidem 
sobre a produção e a circulação de mercadorias a serem exportadas. 
b) trata-se de um regime aduaneiro especial cuja aplicação envolve a 
suspensão, a isenção ou a restituição de tributos que incidem sobre a 
importação de mercadorias empregadas no processamento de produtos a 
serem exportados. 
c) é uma forma de incentivo às exportações que prevê a restituição do Imposto 
de Importação cobrado pela importação de insumos empregados na produção 
de um bem exportável. 
d) trata-se de um regime aduaneiro especial no qual mercadorias a serem 
reexportadas ingressam no País, com suspensão de tributos, nele 
permanecendo, por tempo determinado. 
e) é um benefício fiscal concedido quando do retorno de uma mercadoria que 
tenha sido exportada temporariamente e que consiste na redução das 
alíquotas dos tributos que incidem sobre a importação. 
22. (AFRF-2000-adaptado) O regime aduaneiro especial de drawback 
integrado, modalidade isenção, pode ser concedido nas seguintes 
operações especiais de drawback: 
a) intermediário e para embarcação. 
b) solidário, genérico e, "verde-amarelo" 
c) genérico, sem cobertura cambial e, para fornecimento no mercado interno. 
d) sem cobertura cambial, com Acordo da Participação com a Indústria 
Nacional homologado pelo DECEX e decorrente de licitação internacional. 
e) para fabricação de bem de capital de longo ciclo de fabricação, fornecimento 
de bens para empresas industriais exportadoras e industrialização por 
encomenda de produtos objeto de leasing operacional 
23. (AFRF-2000) Aos produtos importados sem cobertura cambial 
destinados a seu próprio beneficiamento, montagem, 
acondicionamento ou recondicionamento em que o interessado deve 
apresentar descrição detalhada do processo industrial a ser realizado e 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 114 ∀# 123 
a quantificação e qualificação dos produtos reexportados resultantes 
da industrialização, aplica- se o regime aduaneiro especial de: 
a) entreposto industrial aplicado aos produtos não-nacionalizados 
b) admissão temporária 
c) drawback sem cobertura cambial 
d) entreposto industrial sob controle informatizado (RECOF), aplicado aos 
produtos nacionalizados. 
e) entreposto aduaneiro habilitado às operações de industrialização. 
24. (Analista dos Correios – 2011)- O despacho aduaneiro de 
importação ocorre sob as modalidades de despacho para consumo, 
admissão e internação, sendo a modalidade definida de acordo com o 
tipo de regime aduaneiro aplicado à mercadoria em questão. 
25. (AFRF-2003) O regime de admissão temporária aplica-se a bens 
adequados à finalidade prevista, importados sem cobertura cambial e 
com suspensão dos tributos, ou mediante pagamento proporcional dos 
tributos e cobertura cambial, se os bens forem destinados a utilização 
econômica. 
26. (AFRF-2000) O regime aduaneiro aplicável em regra no despacho 
aduaneiro de importação de mercadoria nacionalizada, dentro de 
noventa dias da descarga na zona primária, caracteriza-se como: 
a) regime aduaneiro simplificado 
b) regime aduaneiro atípico 
c) regime aduaneiro especial 
d) regime aduaneiro comum 
e) regime aduaneiro impositivo 
27. (TTN-1997) A suspensão do pagamento dos tributos exigíveis na 
importação de mercadoria a ser exportada após beneficiamento ou 
destinada à fabricação, complementação ou acondicionamento de 
outra a ser exportada é inerente ao: 
a) entreposto aduaneiro de exportação 
b) regime de beneficiamento ativo 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 115 ∀# 123 
c) regime de aperfeiçoamento passivo 
d) regime de processamento de exportações 
e) regime de drawback 
28. (TTN-1998) No regime especial de drawback, no caso de 
inadimplemento do compromisso de exportar, as mercadorias que, em 
seu todo ou em parte, deixem de ser empregadas no processo 
produtivo de bens, no prazo de 30 (trinta) dias da expiração do prazo 
para exportar: 
a) deverão ser obrigatoriamente devolvidas ao exterior ou reexportadas. 
b) poderão ser à opção do beneficiário destinadas para consumo interno, 
destruídas, devolvidas ao exterior ou reexportadas. 
c) deverão ter obrigatória e exclusivamente o débito correspondente liquidado 
pelo beneficiário, com os acréscimos legais devidos. 
d) poderão ser transferidas para outro regime aduaneiro especial ou atípico, 
desde que observadas as condições e os requisitos próprios do novo regime 
e) deverão ser obrigatoriamente destruídas sob controle aduaneiro, às 
expensas do interessado. 
29. (AFTN-1994) – O regime aduaneiro especial de drawback na 
modalidade isenção beneficia mercadoria: 
a) com ou sem similar nacional, importada em quantidade equivalente à 
utilizada no beneficiamento, fabricação, complementação ou acondicionamento 
de produto já exportado. 
b) importada sem cobertura cambial e em quantidade equivalente à utilizada 
na complementação ou acondicionamento de outra exportada. 
c) sem similar nacional, importada com cobertura cambial e em quantidade 
equivalente à utilizada no beneficiamento, fabricação ou acondicionamento de 
produto exportado. 
d) a ser exportada após beneficiamento, ou destinada à fabricação, 
complementação ou acondicionamento de outra a ser exportada. 
e) a ser exportada após beneficiamento ou destinada à fabricação ou 
acondicionamento de outra a ser exportada constante de programa específico 
de exportação aprovado pelo Governo. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 116 ∀# 123 
30. (ACE-2008) O drawback é a modalidade de regime aduaneiro 
especial que se aplica às mercadorias que ingressam no território do 
país por tempo determinado e que são destinadas à realização de 
eventos artísticos, científicos e culturais, envolvendo, em tal caso, a 
suspensão total dos tributos exigíveis. 
31. (Questão Inédita) - Os regimes aduaneiros especiais são 
mecanismos criados com a finalidade de permitir a importação de bens 
estrangeiros ou a exportação de bens nacionais com suspensão ou 
isenção tributária. A utilização dos regimes aduaneiros especiais tem 
vários objetivos além da desoneração tributária, provocando outros 
efeitos importantes sobre a atividade econômica. Levando-se em 
consideração as disposições da legislaçãoaduaneira, analise os itens a 
seguir e atribua a letra (V) para as assertivas verdadeiras e a letra (F) 
para as falsas. Em seguida, marque a opção que contenha a seqüência 
correta: 
( ) As obrigações fiscais suspensas pela aplicação dos regimes aduaneiros 
especiais serão constituídas em termo de responsabilidade firmado pelo 
beneficiário do regime. 
( ) Não poderá ser autorizada a transferência de mercadoria admitida em um 
regime aduaneiro especial ou aplicado em área especial para outro. 
( ) O prazo de suspensão do pagamento das obrigações fiscais pela aplicação 
dos regimes aduaneiros especiais, na importação, será de, no máximo, um 
ano. 
( ) No caso de descumprimento dos regimes aduaneiros especiais de que trata 
este Título, o beneficiário ficará sujeito ao pagamento dos tributos incidentes, 
com acréscimo de juros de mora e de multa, de mora ou de ofício, calculados 
da data do registro da declaração de admissão no regime ou do registro de 
exportação, sem prejuízo da aplicação de penalidades específicas. 
a) VFVV 
b) VFVF 
c) VFFV 
d) FVFF 
e) FFVV 
32. (Petrobrás – 2007 - adaptada)- O regime de trânsito aduaneiro 
pode ser aplicado à passagem pelo território nacional de mercadoria 
procedente do exterior e destinada a um país do MERCOSUL. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 117 ∀# 123 
33. (Questão Inédita) Levando-se em consideração as disposições 
constantes do Decreto no 6759/2009 sobre o trânsito aduaneiro, 
analise os itens a seguir e atribua a letra (V) para as assertivas 
verdadeiras e a letra (F) para as falsas. Em seguida, marque a opção 
que contenha a seqüência correta: 
( ) O trânsito aduaneiro é o regime aduaneiro especial em que se permite o 
transporte de mercadoria de um ponto a outro do território nacional com 
suspensão tributária. Uma das modalidades de trânsito aduaneiro é o trânsito 
de exportação, em que uma mercadoria procedente do exterior é transportada 
do ponto de descarga no território aduaneiro até o porto seco onde ocorrerá 
outro despacho. 
( ) Em operações de trânsito aduaneiro, o transporte de mercadorias será, em 
regra, efetuado por empresas transportadoras previamente habilitadas pela 
Receita Federal do Brasil. 
( ) A passagem pelo território aduaneiro, de mercadoria procedente do exterior 
e a ele destinada, constitui modalidade de trânsito aduaneiro que somente 
poderá ser concedida à mercadoria declarada para trânsito no conhecimento 
de carga correspondente ou no manifesto ou documento equivalente do veículo 
que o transportou até o local de origem do trânsito. 
( ) O regime especial de trânsito aduaneiro é o que permite o transporte de 
mercadoria, sob controle aduaneiro, de um ponto a outro do território 
aduaneiro, com suspensão do pagamento de tributos. 
a) VVFF 
b) FFVV 
c) VFVF 
d) FVVV 
e) FVFV 
34. (TRF-2002.2)- Avalie a correção das afirmações abaixo. Atribua a 
letra V para as verdadeiras e F para as falsas. Em seguida, marque a 
opção que contenha a seqüência correta. Extingue(m) o regime 
aduaneiro de admissão temporária: 
( ) despacho para consumo promovido por terceiro autorizado a nacionalizar 
os bens na vigência do regime. 
( ) a reexportação, ainda que realizada fora do prazo. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 118 ∀# 123 
( ) a exportação de produto equivalente ao produto nacional exportado 
definitivamente e que tenha retornado ao País para reparo ou substituição em 
virtude de defeito técnico que exija sua devolução. 
a) V, V, V 
b) F, V, F 
c) F, V, V 
d) F, F, F 
e) V, F, V 
35. (Questão Inédita) Levando-se em consideração as disposições 
constantes do Decreto no 6759/2009 sobre a admissão temporária, 
analise os itens a seguir e atribua a letra (V) para as assertivas 
verdadeiras e a letra (F) para as falsas. Em seguida, marque a opção 
que contenha a seqüência correta: 
( ) O regime de admissão temporária implica a reexportação da mercadoria 
com isenção dos impostos que incidem sobre as exportações. 
( ) O regime aduaneiro especial de admissão temporária é o que permite a 
importação de bens que devam permanecer no País durante prazo fixado, 
sempre com suspensão total do pagamento de tributos, os quais ficam 
consubstanciados no Termo de Responsabilidade. 
( ) O Termo de Responsabilidade consiste em título representativo de direito 
líquido e certo da Fazenda Nacional e tem por finalidade consubstanciar os 
tributos suspensos no caso de mercadoria importada ao amparo de regimes 
aduaneiros especiais, inclusive as efetuadas sob admissão temporária. 
( ) O regime de admissão temporária poderá ser concedido com suspensão 
total ou parcial dos tributos incidentes na operação. 
( ) O regime aduaneiro especial de admissão temporária pode ser aplicado a 
bens destinados a realização ou participação em eventos de natureza cultural, 
artística, científica, comercial e esportiva, para assistência e salvamento, para 
acondicionamento e transporte de outros bens e para ensaios e testes, com a 
suspensão total de tributos. 
a) FFVVV 
b) FVFVF 
c) FFVFF 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 119 ∀# 123 
d) VFVFV 
e) VVFVF 
36. (Analista dos Correios – 2011)- O drawback é um regime 
aduaneiro especial por meio do qual um exportador pode importar 
insumos, com suspensão de tributos aduaneiros, para compor 
produtos a serem exportados. 
37. (Analista dos Correios – 2011)- O drawback isenção permite a 
isenção do imposto de importação, do IPI vinculado à importação e do 
ICMS na importação de insumos para repor estoques utilizados em 
produtos já exportados. 
38. (Analista dos Correios – 2011)- O drawback integrado permite a 
suspensão da incidência da COFINS, do PIS e do IPI na compra de 
insumos no mercado nacional para a produção de bens destinados à 
exportação. 
39. (Analista dos Correios – 2011)- Existem três modalidades de 
drawback: suspensão, isenção e restituição. 
40. (BASA – 2009)- O beneficiário do regime aduaneiro especial de 
drawback, na modalidade de suspensão, será beneficiado da 
suspensão dos tributos incidentes, caso a matéria-prima seja 
importada e o produto final comercializado no Brasil. 
41. (BASA – 2009)- Os bens importados sob o regime aduaneiro 
especial de drawback, na modalidade de isenção, são isentos do 
imposto sobre importação, entretanto sofrem a tributação da 
contribuição para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor 
Público (PASEP) sobre importação, além da COFINS sobre importação. 
42. (Petrobrás – 2007 - adaptada)- O regime aduaneiro especial de 
drawback consiste em incentivo às importações por meio da aplicação 
da isenção tributária, da suspensão tributária ou da restituição 
tributária. 
43. (Questão Inédita) Levando-se em consideração as disposições 
constantes do Decreto no 6759/2009 e da Portaria SECEX nº 23/2011 
sobre o drawback, analise os itens a seguir e atribua a letra (V) para 
as assertivas verdadeiras e a letra (F) para as falsas. Em seguida, 
marque a opção que contenha a seqüência correta: 
( ) No regime aduaneiro especial de drawback ocorre o despacho para 
consumo, ao contrário dos outros regimes aduaneiros especiais, em que se 
realiza o despacho para admissão. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 11: ∀# 123 
( ) O regime de drawback é um regime aduaneiro especial cuja aplicação 
envolve a suspensão, a isenção ou a restituição de tributos que incidem sobre 
a importação de mercadorias empregadas no processamento de produtos 
exportados ou a exportar. 
( ) Os atos concessórios de drawback poderão ser deferidos, a critério da 
Secretaria de Comércio Exterior, levando-se em conta a agregaçãode valor e o 
resultado da operação. 
( ) As mercadorias admitidas no regime de drawback, na modalidade de 
suspensão, deverão ser integralmente utilizadas no processo produtivo ou na 
embalagem, acondicionamento ou apresentação das mercadorias a serem 
exportadas. 
a) FVVF 
b) FVFV 
c) VVFV 
d) VVVV 
e) VFVF 
44. (Questão Inédita)- Sobre a admissão temporária, assinale a 
alternativa errada: 
a) O regime aduaneiro especial de admissão temporária é o que permite a 
importação de bens que devam permanecer no País durante prazo fixado, com 
suspensão total do pagamento de tributos, ou com suspensão parcial, no caso 
de utilização econômica. 
b) No regime de admissão temporária para utilização econômica, os bens 
admitidos estarão sujeitos a recolhimento tributário pela aplicação do 
percentual de um por cento, relativamente a cada mês compreendido no prazo 
de concessão do regime, sobre o montante dos tributos originalmente 
devidos. 
c) O regime aduaneiro especial de admissão temporária para aperfeiçoamento 
ativo é o que permite o ingresso, para permanência temporária no País, com 
suspensão do pagamento de tributos, de mercadorias estrangeiras ou 
desnacionalizadas, destinadas a operações de aperfeiçoamento ativo e 
posterior reexportação. 
d) Uma das hipóteses de extinção do regime de admissão temporária é a 
entrega dos bens à Fazenda Nacional, após o recolhimento dos tributos 
relativos à nacionalização. 
!∀#∃%&∋()∗ ,−.∋/∀∃0∋ 12 3456789: 
;∀∗0∃∋ ∀ <.∀%=>∀%
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ ∆ ,.&∋ 8Ε 
 
?0∗≅Α 3∃Β∋0−∗ Χ∋&∀ !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 123 ∀# 123 
e) A reexportação de bens admitidos temporariamente é uma hipótese de 
extinção do regime aduaneiro especial de admissão temporária. 
 
GABARITO – LISTA DE QUESTÕES Nº 01 
1. C 11. E 21. E 31. C 41. E 
2. E 12. C 22. C 32. C 42. C 
3. C 13. E 23. E 33. E 43. E 
4. E 14. C 24. C 34. E 44. Letra B 
5. E 15. E 25. C 35. C 45. C 
6. E 16. C 26. C 36. C 46. E 
7. C 17. C 27. E 37. C 47. C 
8. E 18. C 28. C 38. C 48. C 
9. C 19. C 29. C 39. C 
10. C 20. E 30. C 40. E 
 
GABARITO – LISTA DE QUESTÕES Nº 02 
1. Errado 11. Letra B 21. Letra B 31. Letra C 41. Errado 
2. Letra D 12. Letra C 22. Letra A 32. Certo 42. Errado 
3. Letra C 13. Letra B 23. Letra B 33. Letra D 43. Letra D 
4. Letra B 14. Letra C 24. Certo 34. Letra A 44. Letra D 
5. Letra D 15. Letra C 25. Errado 35. Letra A 
6. Letra C 16. Letra E 26. Letra D 36. Certo 
7. Letra C 17. Letra A 27. Letra E 37. Errado 
8. Letra A 18. Letra D 28. Letra B 38. Certo 
9. Letra A 19. Letra B 29. Letra A 39. Certo 
10. Letra A 20. Letra C 30. Errado 40. Errado