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É importante consignar que o modelo proposto é meramente exemplificativo. INICIAÇÃO À ADVOCACIA PENAL TEMA 05: ADVOGANDO NA INVESTIGAÇÃO PELO INVESTIGADO - II Professor Matheus Falivene É importante consignar que o modelo proposto é meramente exemplificativo. MODELO EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA XX VARA CRIMINAL DE XX Processo n.: XXXXXXXXXXXXXX PEDRO, já qualificado nos autos da ação penal movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, vem respeitosamente, por meio de seu advogado que esta subscreve, constituído conforme o documento de procuração já acostado aos autos (fls. 42), com fundamento no artigo 5º, inciso LV, da CF, e no artigo 316 do Código de Processo Penal, apresentar PEDIDO DE REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA pelos motivos que, de fato e de direito, passa a expor: I – DOS FATOS PEDRO foi preso em flagrante delito na data de 24 de julho de (ano) pela prática do crime de tráfico ilícito de entorpecentes (art. 33, caput, da Lei n. 11.343/06), pois supostamente trazia consigo pequenas quantidades das É importante consignar que o modelo proposto é meramente exemplificativo. drogas conhecidas como maconha, cocaína e crack, além da quantia de R$ 180,00 (cento e oitenta reais) em espécie. Ainda que conste da denúncia uma eventual confissão do Réu, durante a apuração dos fatos, ela não pode ser considerada válida, pois foi alegada sem a mínima corroboração probatória, tornando-se juridicamente inaceitável. No mais, quando ouvido pela autoridade policial, em sede de inquérito policial, valeu-se do seu direito constitucional ao silêncio. Assim, foi denunciado pela prática do crime disciplinado pelo artigo 33, caput, da Lei n. 11.343/06 e, posteriormente, teve sua prisão preventiva decretada sob o pretexto de que os requisitos apresentados ao artigo 313 do Código de Processo Penal possuem seu cumprimento de forma alternativa, inexiste comprovação laboral do Réu, e existem registro de atos infracionais. Salienta-se que o Réu é primário, menor de vinte e um anos, possui labor comprovado, residência fixa e robusta estrutura familiar. Logo, restando comprovada sua boa índole. É a síntese do necessário. II – DA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA Conforme resta observado pela descrição dos fatos, e pela própria decisão de conversão da prisão em flagrante pela prisão preventiva constante aos autos (fls. 77), foi utilizado, primeiramente, como argumento o fato de serem alternativos os requisitos dispostos ao artigo 313 do Código de Processo Penal. Ainda que se tratem de requisitos alternativos, a conversão para prisão preventiva não deve ser banalizada: a adequação apenas ao inciso que determina a possibilidade de prisão preventiva em casos de quantum máximo de pena superior a 04 anos. É importante consignar que o modelo proposto é meramente exemplificativo. Ora, ao caso em tela deve ser considerado que o Réu, ainda que acusado de crime cuja pena máxima é superior a 04 anos, obviamente incorre na hipótese descrita no artigo 33, §4º, da Lei 13.343/06 e ainda que não seja possível a concessão do presente privilégio antes do término da instrução1, conforme alega a decisão (fls. 77), submeter o Réu, primário e de bons antecedentes, ao ambiente prisional gera mais dano à sociedade do que sua estadia em liberdade. É evidente que pela análise sistemática do artigo 312 do Código de Processo Penal que a prisão preventiva tem como função preservar a ordem pública e garantir a efetiva aplicação da lei penal quando necessário. Ao caso em tela, resta comprovado por meio da declaração oferecida por seu empregador (fls. 75), que ele possui emprego fixo, bem como por meio de declaração da genitora do Réu que reside com o genitor (fls. 97). Neste sentido, quando analisado o contexto social a que foi inserido o Réu, com sua submissão a prisão, podemos aduzir que a declaração de prisão preventiva é desnecessária e prejudicial não só ao Réu, como à própria sociedade, que será obrigada a conviver com um indivíduo que foi submetido ao distorcido sistema prisional brasileiro no qual um Réu primário pode vir a ser convertido em um futuro criminoso. É importante consignar que o modelo proposto é meramente exemplificativo. III – DOS PEDIDOS Ante ao exposto, requer seja concedida a revogação da prisão preventiva, nos termos do art. 316 do Código de Processo Penal, com a consequente expedição do alvará de soltura. Caso Vossa Excelência entenda necessário, requer seja a prisão preventiva substituída por uma das medidas cautelares diversas da prisão preventiva, nos termos do art. 319 do Código de Processo Penal. Termos em que, Pede deferimento. LOCAL E DATA (NOME DO ADVOGADO) ADVOGADO OAB/SP n.º XXX.XXX