Logo Passei Direto
Buscar

PE_OP 1 e 2

Relato de observação e projeto da disciplina Prática de Ensino (Licenciatura em Química). Descreve o Distrito Rural da Warta (localização, Colégio Estadual da Warta, Escola Municipal Edmundo Odebrecht, praças, igreja, indústria de café, Embrapa) e projeto pedagógico sobre solo, agrotóxicos e interdisciplinaridade.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

LICENCIATURA EM QUÍMICA 
PRÁTICA DE ENSINO: OBSERVAÇÃO E PROJETO (PE:OP) 
 
 
 
 
 
 
POSTAGEM 1: ATIVIDADE 1 
RELATO DE OBSERVAÇÃO 
 
 
 
 
 
Jaqueline G. Bordini 
 
 
 
 
 
 
 
 
Londrina 
2020 
A) Ponto de Partida 
 
O ponto de partida escolhido para a Atividade 1 da disciplina foi a residência da mãe da 
autora deste trabalho, que reside em zona rural da cidade de Londrina, Paraná. O endereço 
completo é Rua Antonio Murinelli, n°45, Distrito Warta-PR, Cep: 86105-000 (Figura 1). 
O local é calmo, silencioso, com pouco ou nenhum trânsito, onde a maior parte das 
atividades diárias pode ser feita a pé pela população, como ir à escola, ao supermercado, 
padaria, farmácia, posto de saúde, praças, entre outros. 
 
 
Figura 1. Localização do ponto de partida do relato de observação 
 
B) Ambientes escolares encontrados 
 
No Distrito Rural da Warta, à 1 km de distância do ponto de partida, está o Colégio 
Estadual da Warta, onde funciona, no período matutino, o Ensino Fundamental e, à noite, o 
Ensino Médio (Figura 2). À 500 metros do ponto de partida encontra-se a Escola Municipal 
Edmundo Odebrecht, de Ensino Infantil e Fundamental (Figura 3). O Colégio Estadual da 
Warta foi criado no ano de 2008 e teve como princípio fundamental suprir as necessidades 
educacionais dos moradores do Distrito. Devido às dificuldades geográficas e de transporte 
escolar, os moradores reivindicaram a continuidade dos estudos, pois no Distrito havia apenas 
o Ensino Fundamental. A maioria dos alunos, que frequentam o Ensino Médio da Escola 
Estadual da Warta, trabalha e mora na zona rural, não tendo condições de se locomover todos 
os dias até Londrina, que fica aproximadamente 20 km de distância. 
A Figura 2 é uma fotografia do Colégio. Possui salas de aula, secretaria e sala dos 
professores e diretoria no prédio principal, ao meio; um pátio na frente; nas duas laterais 
possuem mais salas de aula e biblioteca; ao fundo possui uma cantina. 
 
 
Figura 2. Escola Estadual da Warta. 
 
 A Escola Municipal Edmundo Odebrecht foi inaugurada em 2020 e possui Ensino 
Infantil e Fundamental. A unidade conta com salas de aula, de direção, coordenação e de 
professores; secretaria; instalações sanitárias; área de serviços como cozinha, refeitório, área 
de preparo de alimentos, depósito de alimentos e instalações sanitárias para os funcionários. 
 
Figura 3. Escola Municipal Edmundo Odebrecht 
 
C) Ambientes não escolares 
 
O Distrito da Warta possui vários ambientes não escolares. Possui praças em frente ao 
Colégio Estadual da Warta, Igreja Católica Santo Antônio, uma Indústria de Café e a Embrapa 
Soja que podem ser utilizados para a aprendizagem dos alunos (Figura 4). 
As praças são frequentadas pelos moradores do Distrito, possui bancos, árvores, 
academia ao ar livre e um parque para as crianças. Em frente à praça, localiza-se a Igreja, cujas 
missas ocorrem aos sábados à noite e domingo de manhã. A Indústria de Café possui duas 
unidades no Distrito para beneficiamento e torra de café e a Embrapa é um local com diversos 
laboratórios de pesquisa para o agronegócio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4. Imagem dos ambientes não escolares. Da esquerda para a direita tem-se a imagem da 
praça, da Igreja, da Indústria de Café e da Embrapa Soja. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
Blog Londrina. Distrito da Warta ganha nova escola municipal. Disponível em 
https://blog.londrina.pr.gov.br/?p=67284. Avesso em 25/10/2020 
 
Projeto Político Pedagógico. Colégio Estadual da Warta. 2010. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://blog.londrina.pr.gov.br/?p=67284
 
 
LICENCIATURA EM QUÍMICA 
PRÁTICA DE ENSINO: OBSERVAÇÃO E PROJETO (PE:OP) 
 
 
 
 
 
POSTAGEM 2: ATIVIDADE 2 
 
PROJETO DE TRABALHO – APROVEITAMENTO PEDAGÓGICO DE UM 
AMBIENTE NÃO ESCOLAR 
 
 
 
 
 
Jaqueline G. Bordini 
 
 
 
 
 
LONDRINA 
2020 
1 INTRODUÇÃO 
 
O solo é o sustento da vida na terra e dos ecossistemas; é a fonte de nutriente para as 
plantas crescerem e, consequentemente, para a produção de alimentos e, muitas vezes, é o 
alicerce para o sustento de muitas famílias agricultoras (LIMA E LIMA, 2007; REICHARD, 
1988). Nas regiões que prevalecem a agricultura intensiva, pode ocorrer o desequilíbrio 
ecológico, necessitando do uso de fertilizantes e agrotóxicos. Essas práticas são agressivas ao 
solo, podendo provocar a contaminação de águas superficiais e subterrâneas, causando 
prejuízos à saúde pela presença de substâncias tóxicas (CORDANI E TAIOLI, 2003). 
Estas temáticas ambientais abordadas no ensino de Química, Biologia e Geografia 
desenvolvem valores e atitudes que propiciam a discussão das questões ambientais, 
econômicas, éticas e sociais. Essas disciplinas geralmente são trabalhadas separadamente, 
porém, sabe-se que essa fragmentação do conhecimento desfavorece a construção de um 
ensino-aprendizado de qualidade. Por isso, deve-se propor a multidisciplinaridade entre 
diferentes conteúdos abordados em sala de aula, quando possível. O meio ambiente, em 
particular o meio terrestre, é um tema rico em conteúdo. A partir dele podem ser estudadas as 
várias fontes de elementos naturais que são essenciais para a vida do planeta, para a produção 
de oxigênio fornecida por meio da fotossíntese realizada pelas plantas e o fornecimento de 
alimentos por parte da agricultura e pecuária. Além disso, podem ser abordadas questões como 
agrotóxicos, fertilizantes, dentre muitos outros assuntos (ANTUNES, et al. 2009). 
A abordagem do meio ambiente no Ensino Médio tem por objetivo promover o 
conhecimento e, cada vez mais cedo, orientar sobre as consequências ambientais e para a saúde 
humana de sua utilização inadequada. 
 A agricultura faz parte do cotidiano da maioria dos alunos do Ensino Médio do Colégio 
Estadual da Warta e além disso, estão conectados com a natureza. Portanto, levá-los para uma 
visita com pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Unidade Soja 
(EMBRAPA-Soja), localizada à 3 km do Colégio, para apresentar as pesquisas relacionadas à 
qualidade do solo, incluindo as análises químicas e microbiológicas trará benefícios para o 
aprendizado dos alunos. Além disso, abordar temas relacionados as disciplinas de química, 
biologia e geografia, tornará as aulas mais interessantes. 
Este trabalho terá por objetivo elaborar um Projeto de Aproveitamento Pedagógico da 
EMBRAPA Soja – Londrina, buscando articular alguns temas do currículo escolar do 2° ano 
do Ensino Médio de três disciplinas (Química, Biologia e Geografia). A maioria dos alunos 
moram na zona rural e torna-se importante e interessante para eles apreenderem sobre os temas 
que envolvem o seu dia a dia, como a composição e qualidade do solo onde cultivam suas 
hortaliças e cereais, a instigação de como as plantas utilizam os elementos químicos presentes 
no solo para crescerem, bem como a contaminação das águas dos rios por pesticidas e herbicidas 
utilizados nas plantações. 
Optou-se pela Embrapa Soja Londrina como o ambiente não escolar para o 
Aproveitamento Pedagógico, dentre os ambientes não escolares apresentados na Postagem 1 
(igreja, praças, indústria de café), tendo em vista a possibilidade de os alunos vivenciarem desde 
o cultivo de uma planta até a prática experimental em laboratório de pesquisa para a análise 
química e biológica de solos e refletir sobre o meio ambiente. 
 
2 OBJETIVOS 
 
2.1 OBJETIVO GERAL 
 
 Promover o conhecimento multidisciplinar dos estudantes do Colégio Estadual da Warta 
em relação ao meio ambiente e a agricultura, a partir de uma visita técnica na Embrapa – Soja, 
envolvendo as disciplinas de Química, Biologia e Geografia. 
 
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 
 Demostrar uma análise química e uma análise microbiológica do solo e discutir como 
os resultados podem contribuirpara uma melhora na produtividade da agricultura, bem como 
discutir sobre a poluição de rios pelo uso de agrotóxicos e fertilizantes e como podemos 
minimizar os efeitos deletérios para o meio ambiente e para a sua saúde. 
 
3 DESENVOLVIMENTO 
 
3.1 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
 O conceito de qualidade do solo foi lançado em 1990 e é a capacidade de um solo, dentro 
dos limites do ecossistema natural ou manejado, de sustentar a produção de plantas e animais, 
manter a qualidade da água e do ar, garantindo a saúde e permitindo a habitação humana. 
Portanto são três parâmetros que um solo com qualidade tem que apresentar: o ambiente, a 
produção agropecuária e o bem estar humano. (EMBRAPA, 2013). 
 Os indicadores químicos que avaliam a qualidade do solo são o potencial hidrogeniônico 
(pH), os nutrientes e a condutividade elétrica. Já os indicadores biológicos são a biomassa 
microbiana e a respiração microbiana (EMBRAPA, 2013). 
 Os principais nutrientes envolvidos na qualidade do solo são o magnésio, o cálcio e 
potássio. As plantas absorvem o nutriente e é transportado para diversas partes das plantas em 
desenvolvimento e é incorporado pelas células onde desempenha importantes funções no 
metabolismo vegetal, como a atividade fotossintética e a incorporação do carbono (C) 
(MARSCHNER, 2012). 
O conteúdo relacionado ao potencial hidrogeniônico (pH) também é um conteúdo 
importante a ser introduzido em aulas posteriores, aplicando a multidisciplinaridade, indicando 
que o mesmo é influenciado pela composição do solo em ácidos e bases, e também é importante 
tanto para o crescimento de plantas como ao controle da abundância de algas, bactérias e fungos 
(EMBRAPA, 2013). 
 A biomassa microbiana representa a parte viva do solo, incluindo micro-organismos 
como fungos, bactérias, protozoários e leveduras. Estes organismos são muito importantes pois 
estão relacionados aos processos de ciclagem dos nutrientes, biodegradação de agrotóxicos, 
fixação biológica do nitrogênio, entre outros. Os micro-organismos podem ser excelentes 
indicadores da qualidade do solo, auxiliando na definição das escolhas corretas sobre o manejo 
adequado do solo (EMBRAPA, 2013). Além disso, Os microrganismos ajudam na manutenção 
da estrutura do solo, pois ocorre a produção de substâncias mucilaginosas que auxiliam a 
agregar o solo, além de auxiliarem no desenvolvimento de plantas (BERTON, et al., 2020). 
 No contexto didático da caracterização química do solo é importante envolver os alunos 
na compreensão dos efeitos tóxicos dos elementos potencialmente tóxicos e suas principais 
fontes. Os elementos químicos tóxicos podem contaminar o solo, ser tóxicos para as plantas, 
provocam a redução da produtividade agrícola, podendo entrar na cadeia alimentar, 
ocasionando riscos à saúde humana e animal. Os alunos precisam perceber esse fluxo de 
contaminação para analisar criticamente a importância da preservação dos solos (BEZERRA et 
al., 2014). 
 A poluição das águas e do solo aumenta a cada dia devido a presença de resíduos de 
materiais orgânicos e inorgânicos, à falta de saneamento e cuidados do próprio homem com o 
seu ambiente, e ainda, atividades diárias do trabalhador rural que podem ser irreversíveis ao 
meio ambiente. Os resíduos químicos compreendem uma infinidade de compostos resultantes 
de atividades industriais e laboratoriais e apresentam vários níveis de toxicidade, diante disso, 
o sistema de gestão ambiental busca prevenir e minimizar os impactos ambientais causados 
pelas atividades industriais e humanas, através do estabelecimento de medidas de redução e 
tratamentos. A gestão dos resíduos é uma importante estratégia de preservação do meio 
ambiente, bem como de promoção e proteção da saúde (ROCHA et al., 2015). 
 
3.2 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO 
 
3.2.1 Ambiente e Público Alvo 
 
A maioria dos alunos, que frequentam o Ensino Médio da Escola Estadual da Warta, 
trabalha e mora na zona rural e o sustento é da agricultura familiar. Dentre os ambientes não 
escolares apresentados na Postagem 1, foi escolhido para este projeto a Embrapa-soja. 
 
3.2.2 Disciplinas, conteúdos e conceitos envolvidos 
 
Química: conceitos de ácido, base, neutralidade, pH, elementos químicos 
Biologia: fotossíntese, microbiologia 
Geografia: poluição de solo e rios, tríplice lavagem. 
 
3.3 PROPOSTAS DE AÇÃO E ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS 
 
3.3.1 Desenvolvimento na Escola Estadual da Warta 
No período de aula de cada disciplina, os professores irão abordar os temas que serão os 
assuntos que serão abordados no projeto. Os estudantes serão estimulados pelos seguintes 
questionamentos: 
- O que é o solo? 
- Quais as substâncias que formam o solo? 
- Existem seres vivos no solo? 
- Como este seres vivos podem ser classificados (procariontes, eucariontes) e como se 
diferenciam? 
- Vocês acham importante o conhecimento do solo para a plantação de frutas, verduras, cereais? 
- Tem como medir o pH do solo? Será que o solo é ácido ou básico? O que isso tem a ver com 
a plantação da família no sítio de vocês? 
- Vocês sabiam que aqui perto da Escola tem a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – 
Unidade Soja que fazem análises e pesquisas de solo e plantações? 
- O que é poluição? 
- Sendo comum a utilização de fertilizantes e agrotóxicos nas plantações, eles podem 
contaminar o solo? E o rio perto das plantações? Também podem ser contaminados? De que 
forma? 
- As famílias que possuem plantações, o que fazem com as embalagens de agrotóxicos? 
- Vocês conhecem a tríplice lavagem? 
- Como podemos fazer a tríplice lavagem? 
- E como podemos descartar as embalagens após a lavagem? 
 
3.3.2 Desenvolvimento na EMBRAPA-Soja 
 Os alunos serão recebidos pela equipe técnica da EMBRAPA – Soja que farão uma 
introdução sobre as atividades que desenvolvem no local. Em seguida, irão coletar várias 
amostras de solo para serem levadas aos laboratórios e farão as análises a seguir: 
a) Medição do pH por meio de eletrodo combinado imerso em suspensão solo:líquido (água, 
KCl ou CaCl2) (EMBRAPA, 1997). 
 As amostras de solo serão coletadas pelos alunos em quatro pontos distintos. A coleta 
será realizada por meio da retirada da camada superficial do solo até no máximo 20 cm 
de profundidade. Essas serão acondicionadas, separadamente, em duas embalagens 
plásticas e numeradas por ponto de coleta. Uma embalagem será destinada às análises 
químicas e outra destinada para as análises microbiológicas, sendo estas previamente 
tratadas externamente com álcool etílico hidratado 70° INPM (Instituto Nacional de 
Pesos e Medidas) e com vedação. Após a coleta, as amostras serão acondicionadas em 
caixa isotérmica contendo gelo e encaminhadas para o laboratório de pesquisa 
 Colocar 10ml de solo em copo plástico de 100ml numerado. 
 Adicionar 25ml de líquido (água, KCl 1N ou CaCl2 0,01 M). 
 Agitar a amostra com bastão de vidro individual e deixar em repouso uma hora. 
 Agitar cada amostra com bastão de vidro, mergulhar os eletrodos na suspensão 
homogeneizada e proceder a leitura do pH. 
Reagentes: 
 Solução de KCl 1N - dissolver 74,5g de KCl em água e elevar a 1l. 
 Solução padrão de CaCl2 - pesar 147g de CaCl2 2H2O para 1l de solução. Agitar, deixar 
esfriar e completar o volume. 
 Solução de CaCl2 0,01 M - diluir 10ml do padrão para cada litro de solução. Soluções 
padrão pH 4,00 e pH 7,00 - diluir ampolas padrão. 
 Equipamento: Potenciômetro com eletrodo combinado. 
Discussão: Verificar qual o pH do solo. Se for próximo de 6,0, as amostras possuem um caráter 
levemente ácido, e isso quer dizer que a concentração de íons H+ é superior à concentração de 
íons OH- . Os solos podem apresentar esse caráter naturalmente, em função da própria pobreza 
em bases, devido, principalmente, a processos de formação que favorecem a remoção de K+ , 
Na+ , Mg2+, Ca2+ entre outros elementos básicos. Para os alunos pensarem e discutirem paraa 
confecção do painel: qual a importância das substâncias químicas do solo para a planta? Se o 
pH estivesse muito ácido ou muito básico, quais seriam as alternativas para melhorá-lo? 
 
b) Análise Microbiológica do Solo 
 
Para a determinação da população microbiana do solo, será utilizado um caldo como 
pré-enriquecimento, preparado utilizando um tablete de caldo de carne industrializado em 250 
mL de água filtrada, 5g de sal de cozinha (cloreto de sódio - NaCl) e 5g de açúcar refinado 
(sacarose - C12H22O11). Após o preparo da solução, a mesma será fervida por 15 min. A fervura 
não é um método de esterilização, porém pode matar diversos microrganismos presentes. Em 
seguida, a amostra de solo (25 g) será colocada em contato com a solução de pré-
enriquecimento em um recipiente transparente com tampa, com capacidade de 500 mL, 
desinfetado com álcool etílico hidratado 70° INPM. Após vedar o recipiente, os alunos agitarão 
manualmente por 2 minutos. O meio de cultura sólido será preparado com gelatina incolor e 
caldo de carne e será vertido em placa de Petri de plástico. Os microrganismos da solução de 
pré-enriquecimento serão depositados sobre a placa de Petri contendo o meio de cultura já 
solidificado com a ajuda de hastes flexíveis com algodão na ponta. Após três dias, em 
temperatura ambiente, ocorreu o crescimento de microrganismos. Caso o laboratório possua 
uma estufa, este tempo pode ser minimizado (24 h a 35 ± 2 ºC). 
Discussão: Ao encontrarem um ambiente enriquecido – capaz de fornecer nutrientes e também 
condições para o desenvolvimento – os microrganismos se reproduzem e aparecem sobre a 
superfície da placa. Esses ambientes podem também ser alimentos mal embalados ou guardados 
em local inadequado. É importante ressaltar aos alunos que nem sempre os microrganismos 
encontrados no solo são patogênicos, muitos são benéficos à nossa saúde e também para a 
sobrevivência de outros seres vivos. Em relação à população microbiana encontrada no solo, 
dependendo do solo analisado, ocorrerá maior ou menor crescimento de microrganismos. 
Dependendo das características do local e do clima da região, da umidade, concentração de íons 
de hidrogênio, composição de matéria orgânica, entre outros fatores, a população microbiana é 
alterada. Em tempos chuvosos há uma tendência no aumento de microrganismos quando 
comparada com dias sem precipitações pluviométricas devido à disponibilidade de umidade e 
carreamento de detritos para o solo. Outro fator importante que regula a atividade microbiana 
seria a disponibilidade de nutrientes existentes em diferentes tipos de solos. Para os alunos 
pensarem e discutirem no painel de resultados: qual a importância dos microrganismos para o 
crescimento da planta? 
c) Palestra a ser apresentada aos alunos sobre agrotóxicos e seus riscos, englobando a poluição 
ambiental e a tríplice lavagem das embalagens. 
d) Fechamento do Projeto e Produto Final 
 Os alunos anotarão os resultados obtidos e irão interpretar junto com os professores me 
sala de aula. Em seguida, os alunos irão montar painéis com as fotos e os resultados e serão 
expostos nos corredores do Colégio Estadual da Warta. A comunidade escolar e do Distrito, 
bem como os pais serão convidados para a exposição. 
 
3.3.3 Cronograma de Atividades 
 
 Este projeto terá duração de 15 dias e será divido em quatro etapas: 
1° Etapa: 05/04 a 09/04/21: apresentação dos conceitos do projeto no Colégio Estadual da 
Warta. 
2° Etapa: 12/04 a 16/04: Desenvolvimento das atividades na EMBRAPA-Soja 
Dia Horário Atividades 
12/04 
8:00 – 9:00 Apresentação da Embrapa-Soja 
9:00 – 10:00 Visita Técnica 
10:00 – 12:00 Coleta das amostras de solo 
 
13/04 8:00 – 12:00 Análise química do solo 
14/04 8:00 – 12:00 Análise microbiológica do solo 
15/04 8:00 – 12:00 Palestra sobre Poluição Ambiental 
 
3° Etapa: 19/04 a 22/04/21: interpretação dos resultados e apresentação do painel para a 
comunidade. 
4° Etapa: 23/04/2121: Apresentação dos resultados do projeto para o público, bem como o 
conhecimento e valores aprendidos. 
 
4 AVALIAÇÃO 
 
A avaliação será dividida em dois momentos. A primeira avalição será contínua, 
acompanhando cada estudante individualmente pela sua postura, dúvidas, observações e 
interesse pelas atividades ao longo de todas as atividades do projeto. A segunda avaliação será 
durante a apresentação dos resultados finais para o público, considerando o conhecimento e 
valores aprendidos. 
 
5 RESULTADOS ESPERADOS 
 
Com a contextualização das disciplinas de química, biologia e geografia espera-se que 
os alunos tenham interesse e empenho na realização das atividades para o aprimoramento e 
aproveitamento dos temas abordados. Além disso, espera-se que os alunos possam utilizar o 
conhecimento adquirido em seu dia-dia, sendo multiplicadores do conhecimento. 
 
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O desenvolvimento deste projeto, ao abordar uma vivência em laboratórios de análises 
químicas e biológicas permitirá que os estudantes participarem ativamente da construção do 
conhecimento, pois, a prática favorece a assimilação do conteúdo. Como o sustento da maioria 
destes alunos é a agricultura familiar, espera-se que os alunos se interessem pelas atividades e 
que possam aplicar alguns conceitos aprendidos com os pesquisadores da Embrapa-soja. A 
abordagem da tríplice lavagem visará reforçar a importância ambiental e para a saúde desta 
comunidade. 
 
REFERÊNCIAS 
 
BERTON, S. B. R.; DE JESUS, G. A. M.; SABINO, R. M.; MONTEIRO, J. P.; VENTER, S. A. S.; 
BRUSCHI, M. L.; POPAT, K. C.; MATSUSHITA, M.; MARTINS, A. F.; BONAFÉ, E. G.; 
CARBOHYDR. Sequência didática para a promoção de estudo prático e multidisciplinar com 
materiais acessíveis. Química Nova, 2020, v. 487. 
BEZERRA, D. S. (2014). Implantação de um sistema de gerenciamento de Resíduos Químicos no 
Laboratório de Saneamento Ambiental da UFC. 141fls. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) - 
Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2014. 
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Centro Nacional de Pesquisa de Solos. Ministério da 
Agricultura e do Abastecimento Manual de Métodos de Análise de Solo 2 a edição revista e atualizada 
Centro Nacional de Pesquisa de Solos Rio de Janeiro, 1997. 
LIMA, V.C; LIMA, M R.de; MELO, V.de F.(Eds.) O solo no meio ambiente: abordagem para 
professores do ensino fundamental e médio e alunos do ensino médio. Curitiba: Universidade 
Federal do Paraná, Departamento de Solos e Engenharia Agrícola, 2007. 
REICHARDT, K. por que estudar o solo? In: MONIZ, A. C.; FURLANI, A. M. C.; 
FURLANI, P. R.; FREITAS, S. S. (eds.). A responsabilidade social da ciência do solo. 
Campinas: Sociedade Brasileira da Ciência do Solo, 1988. p. 75-78. 
 
ROCHA, R. L. F.; SILVA, E. F. B.; OLIVEIRA, Y. R.; CALABIANQUI, T. N.; DIAS, N. C. S.; 
GOBBO, S. D. A. A. O uso de agrotóxicos: um estudo de caso na comunidade de Bons Aires, Alegre, 
ES. Cadernos de Agroecologia, 2015, v. 10, n. 1, p. 1-6. 
UMBERTO G. CORDANI e FABIO T. A Terra, a humanidade e o desenvolvimento sustentável. In: 
TEIXEIRA, W.; TOLEDO, M. C.; FAIRCHILD, T. R. (org.). Decifrando a Terra. Editora 
Oficina dos Textos, São Paulo, 2003

Mais conteúdos dessa disciplina