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PELVIOLOGIA E PELVIMETRIA
➔ É o estudo das estruturas pélvicas que compõem o canal do parto (conduto que o
feto precisa transpor para alcançar o ambiente externo).
➔ Esse conduto é formado pelo arcabouço ósseo e tecidos moles.
➔ Os principais ossos da pelve são o ílio, ísquio, púbis, sacro e as primeiras vértebras
coccígeas
➔ Lembrando um pouco de anatomia:
● O osso mais cranial e maior é o Íleo, com a crista ilíaca, corpo do íleo com a
incisura isquiática maior que é por onde passa o nervo isquiático.
● O osso isquiático é o osso mais caudal, com a tuberosidade isquiática. Juntando
lateralmente com ele, temos o arco isquiático.
● Mais cranial na parte do assoalho da pelve, temos o osso púbis, apresentando o
forame obturador, que é por onde o nervo obturador deixa a pelve. Dorsalmente a
pelve, temos o sacro (fusão de 3 vértebras) e as primeiras vértebras coccígeas.
● No assoalho pélvico, temos duas sínfises, caudal é a isquiática, cranial (junção do
púbis) a púbica e o conjunto é a sínfise pélvica.
● A parte cranial da entrada pélvica é composta de osso (dorsalmente pelo sacro,
lateralmente pelo corpo do ílio e ventralmente pelo púbis), o que reduz
drasticamente a mobilidade e a frouxidão dessa região.
● Já abertura caudal é composta basicamente por tecidos moles, mesmo sendo mais
estreita, há um maior relaxamento e facilita a passagem do feto.
➔ A abertura cranial é composta por 2 diâmetros
● Conjugado verdadeiro – DC: distância entre a extremidade cranial da sínfise
púbica e o promontório sacral
● Transverso ou bi-íliaco – DT: distância entre os corpos dos íleos no ponto médio da
abertura do canal da pelve
↳ Esses diâmetros informam se a fêmea terá uma maior facilidade durante o parto
ou não.
Classificação das pelves
➔ Dolicopélvicos: fêmeas mais alongadas
● Whippet, Galgo, Pastor Alemão.
● A abertura cranial é em formato oval, com a pelve achatada lateralmente,
caracterizando um DC > DT.
↳maioria das cadelas SRD e gatas apresentam pélvis discretamente dolicopélvicas.
➔ Mesatipélvicas: fêmeas de porte médio
● Dálmata, Cocker, Beagle
● Abertura em formato circular com os diâmetros sendo quase iguais.
● Essas fêmeas têm a melhor conformação anatômica para passagem fetal.
➔ Platipélvicas: são aquelas fêmeas braquicefálicas
● Pequinês, Bulldog, Pug, Persa.
● A abertura cranial é achatada dorso-ventral, tendo o DC < DT.
● Há elevado índice de distocia por desproporção feto-pélvica.
↳ quanto mais curta e mais regular forem às superfícies ósseas, maior facilidade na hora
do parto; quanto menos massa óssea tiver, ou seja, maior for o forame obturador, maior a
mobilidade e mais fácil o parto.
➔ A pelve é constituída também de partes moles
● Órgão reprodutor
● Músculos perineais e constritor vestibular vulvar
● Ligamentos sacroilíacos (ventral e dorsal) e ligamento sacrotuberoso (sacro
isquiático)
● Tendão pré-púbico
● Articulação: lombossacral, vértebras sacrais em gatas jovens, sacrococcígeas, 3
primeras vértebras coccígeas, sacroilíaca, acetábulo, coxofemoral e sínfise pélvica
em jovens
➔ Principais nervos do plexo lombossacral:
● Pudendo (S1-S3)
● Isquiático (L6-S1)
● Obturador (L4-L6)
↳mais importante na Obstetrícia.
↳ ele origina dos nervos espinhais L4-L6, cursa
medialmente ao corpo do ílio e deixa a pelve pelo
forame obturador. Inerva os músculos adutores do
membro pélvico (obturador, pectíneo, grácil e
adutor).
↳ quando ocorre algum problema durante o parto,
como uma distocia, pode haver compressão/lesão
desse nervo e posteriormente a fêmea apresentar-se claudicando.
↳ É pouco comum em pequenos animais e é uma lesão transitória. O tratamento
desse caso é com analgésicos, AINEs e fisioterapia.
➔ A pelvimetria é utilizada para detectar irregularidades da via fetal óssea, avaliar
as dimensões da cavidade pélvica e comparar a área pélvica com os diâmetros
cefálicos por meio da radiografia e tomografia.

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