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Karl Marx: O manifesto comunista

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Karl Marx: O Manifesto Comunista

  Marx escreve em “O Manifesto Comunista”, não a realidade presente de 1848 mas, o que ele previa ser o futuro do sistema capitalista, “exagerando” os fatos, mostrando aos operários em quê o Capitalismo iria transformar a sociedade, as mudanças que ocorreriam em todos os setores de suas vidas tanto privada quanto pública.“A história de todas as sociedades que existiram até os nossos dias tem sido a história das lutas de classe.” (pág. 7). Karl faz um apelo para que o proletariado se organizassem para a revolução naquele momento, “Agora!”. 

O modo de vida, a significação e papéis de cada indivíduo das famílias eram diferentes para quem trabalhava nas fábricas e para os seus senhores. “A burguesia rasgou o véu de sentimentalismo que envolvia as relações de famílias reduziu-as a simples relações monetárias.” ( pág. 11) O sentido da vida do proletário não seria mais a liberdade, a família ou seja lá o que for, o operário levantaria da cama todos os dias em nome do lucro do seu empregador. 

A burguesia carece mão-de-obra em seus empreendimentos, mantém os seus empregados em condições de sobrevivência mas não os dão o poder de se tornarem detentores de capital também. O proletariado, pensando individualmente, precisa do burguês para ter o salário no fim do mês, mas coletivamente são o motor vital das fábricas. “Assim, o desenvolvimento da grande indústria socava o terreno em que a burguesia assentou o seu regime de produção e de apropriação dos produtos. A burguesia produz, sobretudo, seus próprios coveiros. Sua queda e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis.” (pág. 27)

  Não tendo nada a perder, a classe trabalhadora fará a revolução, lutando pela liberdade de suas vidas, pelo fim da propriedade privada e do Estado. Para isso, o proletariado deveria se unir aos ideólogos comunistas, já que “o objetivo imediato dos comunistas é o mesmo que o de todos os demais partidos proletários: constituição dos proletários em classe, derrubada da supremacia burguesa, conquista do poder político pelo proletariado.” (pág. 29)

Marx mostra-se um humanista (entendendo humanismo como pensamento que cria o homem-objeto-gladiador oposto às tentativas de degradá-lo por outros objetivos) quando escreve: “O que queremos é suprimir o caráter miserável desta apropriação que faz com que o operário só viva para aumentar o capital e só viva na medida em que o exigem os interesses da classe dominante.” (pág. 32) 

Só o fim do Capitalismo, pela luta de classes, seria capaz de transformar a sociedade, pois “o trabalho assalariado cria propriedade para o proletariado? De modo algum. Cria o capital, isto é, a propriedade que explora o trabalho assalariado e que só pode aumentar sob a condição de produzir novo trabalho assalariado, a fim de explorá-lo novamente.” (pág. 30-31). A única forma de garantir que toda a sociedade tenha os mesmo direitos, deveres e privilégios, seria acabando com o que nos diferencia: a propriedade privada burguesa.