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ESTRUTURAS METÁLICAS - APOSTILA LABORATORIO PUC GO

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Metálicas 
 
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7 Pré-Dimensionamento 
 
O pré-dimensionamento será realizado com as recomendações do Eng. Ildony 
Hélio Bellei, lembrando que essas recomendações são para uso diário e não se 
enquadram em casos especiais. 
7.1 Terças 
 
Para terças e vigas de tapamentos. 
L< h <L 
60 40 
Onde L e o vão da terça e h a altura do perfil. 
7.2 Tesouras ou Treliças 
 
 
L< HT <L 
 15 8 
Onde L e o comprimento do vão e HT a altura da treliça. 
 
7.3 Pilares 
 
Colunas de Alma cheia sem vigas de rolamento. 
 
H< h <H 
30 20 
Onde H e a altura da coluna e h a altura para o perfil. 
 
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7.4 Vigas 
 
Onde L e o comprimento do vão e h a altura do perfil. 
 
L< h <L 
30 20 
8 Ações Atuantes na estrutura 
 
8.1 Ações Permanentes (G): 
 
De acordo com a NBR 8681:2003 as ações permanentes são formadas pelo 
peso próprio dos elementos da construção, incluindo o peso próprio de todos 
os elementos construtivos permanentes, peso de equipamentos e instalações. 
8.2 Ações Variáveis (Q1): 
 
As ações variáveis têm como objetivo contabilizar aquelas ações que passam 
despercebidas durante o levantamento dos carregamentos como: pessoas 
executando manutenção no telhado, isolamento térmico e acústico, pequenas 
peças fixadas a estrutura(ate um limite superior de 5 Kgf/m²), apoio de 
instalações elétricas e hidráulicas, entre outras.Conforme ABNT NBR8800: 
2008, item B.5.1, do anexo B, adotamos 0,25 KN/m² em projeção horizontal 
sobre toda a cobertura. 
8.3 Ação Variável Devida ao Vento (Q2): 
 
A ação do vento na estrutura deve ser calculada de acordo com a ABNT NBR 
6123:1988. Em estruturas não contempladas por tal norma e necessária a 
realização de ensaios de túnel de vento para a determinação correta das 
ações. 
 
 
 
 
 
 
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9 Exemplo Calculado com Programa Visual Ventos 
 
As áreas destacadas, são as áreas onde se deve entrar com dados no 
software. 
 
 
Figura 9–Dados iniciais para cálculo de vento utilizando o software visual ventos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Figura 10–Velocidade Vo. 
 
De acordo com mapa de isopletas, o usuário deve escolher o valor do vento 
básico que é definido a partir da região onde será construída a obra, tabela 1 
NBR 6123. 
 
 
 
 
 
 
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Figura 11 - Fator topográfico. 
 
 
 
Fator Topográfico (S1): Este fator leva em consideração as variações da 
superfície do terreno. 
 
 
 
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Figura 12 - Fator de rugosidade. 
 
Fator de Rugosidade (S2): É o fator combinado entre a categoria da rugosidade 
do terreno, a variação da velocidade do vento com a altura acima do terreno e 
das dimensões da edificação. 
 
 
 
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Figura 13 - Fator Estatístico. 
 
 
Fator Estatístico (S3): O fator estatístico considera o grau de segurança e a 
vida útil da edificação, com base em um período de 50 anos. 
 
 
 
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Figura 14 - Coeficiente de pressão externa - paredes. 
 
 
Coeficiente de pressão externa Cpe para parede são especificados na 
tabela 4 da ABNT NBR 6123. 
 
 
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Figura 15 - Coeficientes de pressão externa para cobertura. 
 
Os coeficientes de pressão e de forma , externos, são calculados de acordo 
com a tabela 5 da ABNT NBR 6123, quando o telhado tem inclinações 
diferentes dos intervalos da tabela pode-se chegar aos valores através de 
interpolação linear. 
 
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Figura 16 - Coeficientes de pressão externa 
 
Ocálculo dos coeficientes de pressão interna éfeito de acordo com as 
indicações do item 6.2 da ABNT NBR 6123/88. 
 
 
 
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Figura 17 - Combinação dos coeficientes de pressão. 
 
 
 
 
 
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Figura 18 - Esforços resultantes 
 
Multiplicando os coeficientespela pressão dinâmica q e pela distância entre os 
pórticos d. 
Carga: Coeficiente x q x d = [N/m] 
 
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Figura 19 - Relatório. 
 
 
 
 
 
 
 
 
. 
 
 
 
 
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10 Pré-Dimensionamento Para o Exemplo 
 
De acordo com as recomendações do item 7, chegou-se aos seguintesperfis. 
 
PRÉ-DIMENSIONAMENTO DAS PEÇAS 
Peça L/60 L/40 
Valor 
escolhido 
(mm) 
Perfil Escolhido 
Terça 100 150 100 Perfil U 4" 8,04 
Peça L/15 L/8 
Valor 
escolhido 
(mm) 
Perfil Escolhido 
Treliça 1000 1875 1000 HT = 1500 
Peça L/30 L/20 
Valor 
escolhido 
(mm) 
Perfil Escolhido 
Pilares 200 300 200 W 200x15 
Peça L/30 L/20 
Valor 
escolhido 
(mm) 
Perfil Escolhido 
Vigas Principais 250 375 250 W 250x17,9 
Vigas Secundárias 200 300 200 W 200x15 
Tabela 1: Pré-dimensionamento. 
 
 
11 Carregamentos 
 
Considere um galpão típico como o galpão da figura 22. 
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Figura 20 - Galpão típico. (Acervo próprio). 
 
Seráconsiderada treliças planas para o dimensionamento. Para lançar os 
carregamentos será considerado a área de influência de atuação das cargas, 
transformando os carregamentos distribuídos em cargas pontuais. A figura 23 
mostra a área de influência considerada. 
 
 
Figura 21 - Área de influência considerada para os nós da treliça. (Acervo próprio). 
 
 
 
É fácil perceber que as áreas de influência e a média das áreas entre os nós 
como demostrado a seguir: 
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𝑏1
2
+
𝑏1
2
= 𝑏1 
 
𝑒1
2
+
𝑒1
2
= 𝑒1 
 
Logo pode-se concluir que o produto de e1 x b1 é a área de influência para um 
nó ou terça. 
12 Carregamentos e Análise Estrutural 
 
12.1 Terças 
 
Descrição 
Perfil U 6" 8,04 
Largura entre as terças 1,50 m 
Distância entre os pórticos 6,00 m 
Peso Próprio 0,08 kN/m 
Telha 0,06 kN/m² 
Sobrecarga 0,25 kN/m² 
Vento 0° -2,82 kN/m 
Vento 90° -3,08 kN/m 
 
Telha: 0,06 KN/m² x 1,5 m = 0,09 KN/m 
Sobrecarga: 0,25 KN/m² x 1,5 m = 0,38 KN/m 
Vento 0: (-2,82 KN/m /6 m) x1,5 m = -0,71 KN/m 
Vento 90: (-3,08 KN/m /6 m) x 1,5 m = -0,77 KN/m 
 
 
 
 
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12.1.1 Peso Próprio 
 
 
 
 
12.1.1.1 Esforço Cortante 
 
 
 
 
12.1.1.2 Momento Fletor

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