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A CRIAÇÃO DO MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO Tradicionalismo é o movimento popular que visa auxiliar o Estado na consecução do bem coletivo, através de ações que o povo pratica (mesmo que não se aperceba de tal finalidade) com o fim de reforçar o núcleo de sua cultura: graças ao que a sociedade adquire maior tranquilidade na vida em comum. (Lessa, 1999, p.18) Parte da hipótese que o discurso tradicionalista que cria e recria o gaúcho é também formador de uma determinada imagem de mulher representada pela prenda em outras palavras, na tessitura do discurso tradicionalista, inventa-se a prenda como uma figura que tem a tarefa de imprimir uma determinada imagem de mulher que passa a ser cultuada como parte da memória gaúcha. O Movimento Tradicionalista Gaúcho já tinha uma história contada pelos seus fundadores, que através das suas narrativas fizeram uma evocação dos momentos deflagradores da retomada do Tradicionalismo no Rio Grande do Sul, em 1947/48. Refiro-me ás obras dos chamados "tradicionalistas históricos", aqueles que criaram o Movimento Tradicionalista Gaúcho e que são celebrados como "guardiões da memória" tradicionalista. Paixão Côrtes é lembrado como idealizador do Movimento, Barbosa Lessa, é identificado como o intelectual do Movimento e Glaucus Saraiva é reconhecido como organizador do Movimento. Para os "tradicionalistas históricos”, escrever a história do MTG era parte essencial do papel histórico que desempenam. Cyro Ferreira, um dos fundadores do MTG, lembra que o seu companheiro Glaucus Saraiva Fonseca, primeiro Patrão do "35"- CTG, sempre que o encontrava dizia: Cyro, estamos cometendo um pecado para com o nosso "35'; enquanto estamos vivos temos que escrever a verdadeira história do nosso Centro e do próprio Movimento Tradicionalista Gaúcho - MTG, antes que outros o façam, sem a devida autoridade de causa (Ferreira, 1999, p.17). O Início do Movimento Tradicionalista O início do Movimento Tradicionalista, tal como conhecemos hoje, vivido nos CTGs, organizado pelo MTG, que realiza congressos, bailes, concursos e rodeios, é atribuído aos anos de 1947/48, respectivamente, o ano da fundação do Departamento de Tradições Gaúchas pelos alunos do Colégio Estadual Júlio de Castilhos em Porto Alegre e o ano da fundação do "35" Centro de Tradições Gaúchas". Neste poligrafo, vai ser falado tudo o que envolve um CTG, MTG, DTG, sobre a Revolução Farroupilha, vestimentas, e daí por diante. Espero que todas vocês futuras prendas gostem. Semana Farroupilha A Semana Farroupilha é um evento festivo da Cultura gaúcha, que se comemora de 14 a 20 de setembro com desfiles em homenagem a líderes da Revolução Farroupilha. O evento lembra o começo da Revolução Farroupilha, mais longa revolução do Brasil, que durou quase dez anos e tinha como ideal liberdade, igualdade e humanidade. A semana farroupilha é uma semana que todos gaúchos vão para as ruas comemorar, tomando um chimarrão e celebrando com desfiles, shows e se caracterizando de forma adequada. Com as moças de vestido de prenda e os homens de bombacha, lenço, guaiaca, chapéu, entre outros. Guerra dos Farrapos Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha foi como ficou conhecida a revolução ou guerra regional, de caráter republicano, contra o governo imperial do Brasil, na então província de São Pedro do Rio Grande do Sul, e que resultou na declaração de independência da província como estado republicano, dando origem à República Rio-grandense. Estendeu-se de 20 de setembro de 1835 a 1 de março de 1845. A revolução, que com o passar do tempo adquiriu um caráter separatista, influenciou movimentos que ocorreram em outras províncias brasileiras: irradiando influência para a Revolução Liberal que viria a ocorrer em São Paulo em 1842 e para a revolta denominada Sabinada na Bahia em 1837, ambas de ideologia do Partido Liberal da época. Inspirou-se na recém findada guerra de independência do Uruguai, mantendo conexões com a nova república do Rio da Prata, além de províncias independentes argentinas, como Corrientes e Santa Fé. Chegou a expandir-se à costa brasileira, em Laguna, com a proclamação da República Juliana e ao planalto catarinense de Lages. A revolta teve como líderes: general Bento Gonçalves da Silva, general Neto, coronel Onofre Pires, coronel Lucas de Oliveira, deputado Vicente da Fontoura, general Davi Canabarro, coronel Corte Real, coronel Teixeira Nunes, coronel Domingos de Almeida, coronel Domingos Crescêncio de Carvalho, general José Mariano de Mattos, general Gomes Jardim,[5] além de receber inspiração ideológica de italianos da Carbonária refugiados, como o cientista e tenente Tito Lívio Zambeccari e o jornalista Luigi Rossetti,[6] além do capitão Giuseppe Garibaldi, que embora não pertencesse a carbonária, esteve envolvido em movimentos republicanos na Itália.[7] Bento Manuel Ribeiro lutou em ambos os lados ao longo da guerra, mas quando acabou a revolução ele estava ao lado do imperador. A questão da abolição da escravatura também esteve envolvida, organizando-se exércitos contando com homens negros que aspiravam à liberdade. Mesmo o ideal supremo dos revolucionários fosse a independência de uma república, os líderes da revolução, eram defensores da escravidão. Tanto que nunca houve promessas aos cativos utilizados na guerra como se fossem militares, de que seriam libertos do cativeiro. A Revolta Farroupilha No ano de 1835 os ânimos políticos estavam exaltados. O descontentamento de estancieiros, liberais, industriais do charque e militares locais promoviam reuniões em casas de particulares, destacando-se a figura de Bento Gonçalves. Naquele ano foi nomeado como presidente da província Antônio Rodrigues Fernandes Braga, que chegara ao posto pela indicação de Bento Gonçalves e, apesar de ser rio-grandense, passara tanto tempo servindo o Império na Europa e nos Estados Unidos, logo após seus estudos em Coimbra, que não tinha laços suficientemente sólidos estabelecidos no Rio Grande. Fernandes Braga, apesar de inicialmente ter agradado aos liberais, logo entrou em atrito. Na sessão inaugural da Assembleia Provincial em 22 de abril, perante uma plateia majoritariamente hostil, acusou os liberais extremados de planejarem separar o Rio Grande do Sul do Império e uni-lo ao Uruguai. O presidente da província, secundado pelo comandante das armas Sebastião Barreto Pereira Pinto[12], mencionava Bento Gonçalves[18] e referindo-se também a Lavalleja e ao seu mentor, o indigno Padre Caldas[16]. Houve protestos e contraprotestos nas acaloradas sessões seguintes, Fernandes Braga ainda tentou corrigir-se e apaziguar os ânimos, mas já era tarde demais. A discussão também seguia na imprensa, de maneira muitas vezes violenta e extremada. Na noite de 18 de setembro de 1835, em uma reunião onde estavam presentes José Mariano de Mattos (um ferrenho separatista), Gomes Jardim (primo de Bento e futuro presidente da República Rio-Grandense), Vicente da Fontoura (farroupilha, mas anti-separatista), Pedro Boticário (fervoroso farroupilha), Paulino da Fontoura (irmão de Vicente, cuja morte seria imputada a Bento Gonçalves, estopim da crise na República), Antônio de Sousa Neto (imperialista e farroupilha, mas que simpatizava com os ideais republicanos) e Domingos José de Almeida (separatista e grande administrador da República), decidiu-se por unanimidade que dentro de dois dias, no dia 20 de setembro de 1835, tomariam militarmente Porto Alegre e destituiriam o presidente provincial Antônio Rodrigues Fernandes Braga. Em várias cidades do interior as milícias foram alertadas para deflagrarem a revolta. Bento comandava uma tropa reunida em Pedras Brancas, hoje cidade de Guaíba. Gomes Jardim e Onofre Pires comandavam os farroupilhas aquartelados, com cerca de 200 homens, no morro da Azenha[18], o atual cemitério São Miguel e Almas. Também mantinham, no dia 19 de setembro de 1835, um piquete com trinta homens nas imediações da ponte da Azenha[5] sobre o arroio Dilúvio, comandado por Manuel Vieira da Rocha, o cabo Rocha, que aguardava o amanhecerdo dia 20 para investir, junto com o restante da tropa, contra os muros da vila. Porém Fernandes Braga ouvira alguns boatos e, desconfiado, mandou uma partida de 9 homens sob o comando de José Gordilho de Barbuda Filho, o 2° visconde de Camamu, fazer um reconhecimento durante à noite. Descuidados e inexperientes, os guardas imperiais se deixaram notar e foram atacados pelo piquete republicano e fugiram, resultando 2 mortos e cinco feridos. Um dos feridos, o próprio visconde, sujo e ensanguentado alertou Fernandes Braga da revolta. Eram 11 horas da noite de 19 de setembro de 1835. Fernandes Braga ainda tentou organizar uma resistência e, ao amanhecer, estava junto ao depósito de armas, hoje ponta do gasômetro, tentando reunir homens para a resistência. Porém, até o meio da tarde somente 17 homens se apresentaram para defender a cidade, pois o 8° Batalhão de Caçadores, comandado por João Manuel de Lima e Silva havia se declarado revolucionário. Vendo a escassez de armas e munição, Braga resolveu fugir[5] a bordo da escuna Rio-Grandense[18][24] seguido pela canhoneira 19 de outubro, indo parar em Rio Grande, então maior cidade da província. Deixou sua esposa, família e as chaves do palácio aos cuidados do cônsul norte-americano, Isaac Austin Haÿes, que também deu proteção a outras famílias. Os farroupilhas adiaram a investida combinada, devido ao inusitado da noite anterior. Somente ao amanhecer o dia 21 de setembro de 1835 chegaram às portas da cidade Bento Gonçalves e os demais comandantes, seguidos por suas respectivas tropas. Porto Alegre abandonada, sem resistência, entregou-se aos revolucionários. No resto da província apenas alguns focos de resistência em Rio Pardo e São Gabriel, além de Rio Grande, mantinham os farroupilhas ocupados. A Câmara Municipal reuniu-se extraordinariamente para ocupar o cargo de Presidente. Na ausência dos vice-presidentes imediatos, assumiu o quarto vice, Marciano Pereira Ribeiro. Em 25 de setembro Bento Gonçalves expediu uma carta ao regente imperial, padre Diogo Antônio Feijó, explicando os motivos da revolta e solicitando a nomeação de um novo Presidente e comandantes das armas. Os revoltosos davam, então, o conflito por encerrado. O GAÚCHO TRADICIONALISTA O MTG mantém o modelo de gaúcho fixado inclusive as suas contradições, mas apresenta um espaço social simbólico para viver este tipo social, o CTG, altamente disciplinado, que dita as normas de comportamento que extrapolam os limites da entidade. Estas regras são aprovadas nos congressos do MTG e passam a vigorar com força de lei, sendo muitas vezes confundidas com condutas de origem remota. Alpargata Uma variação de alpercata. Sandália que se prende ao pé por tiras de couro ou de pano. Pode ser chamada também de alparca, alparcata, apragata, paragata, pracata, pragata ou parcata. Barbicacho Uma espécie de cordão trançado que passa por baixo do queixo e serve para segurar o chapéu. Bombacha Uma das peças fundamentais da vestimenta gaúcha. Consiste em uma calça larga presa na cintura por um cinto, guaiaca ou tirador e no tornozelo por botões. Originária da Turquia, foi usada na Espanha e após para os países do Prata. Foram, porém, os comerciantes ingleses a introduzir a bombacha na América do Sul. A bombacha foi trazida como mais uma mercadoria do comércio mercenário dos ingleses. Começou a aparecer com maior intensidade na época da Guerra do Paraguai, embora seu uso venha de alguns anos antes da guerra. Foi fardamento militar das tropas brasileiras. O uso da bombacha exige, obrigatoriamente, camisa com mangas compridas. Deve ser acompanhada de botas, alpargatas, tamanco ou chinelos de couro, estilo gauchesco e não modernizado. Bota Do francês botte. Calçado de couro que envolve o pé, a perna e, às vezes, a coxa. Peça fundamental na vestimenta gaúcha. Chapéu Do francês chapéu. Peça de feltro ou palha com copa e abas e destinada a cobrir a cabeça. Originalmente criado para a proteção contra o sol embora, hoje, sirva mais como ornamento uma vez que é usado a noite, em lugares fechados ou até mesmo em solenidades. Chinelo Calçado macio, geralmente sem salto, para uso doméstico. Na vestimenta gaúcha o chinelo é de couro. Chiripá Da quíchua xiri pac “para o frio” através do espanhol platino chiripá. Vestimenta sem costura, outrora usada pelos gaúchos habitantes do campo, e que consistia em um metro e meio de fazenda que, passava por entra as pernas, era presa à cintura por uma cinta de couro ou pelo tirador. Atualmente é mais usada em festas ou solenidades, quase como um adereço de gala complementando o traje gaúcho. Cinto Faixa ou tira de tecido, de couro, ou de outros materiais que cinge o meio do corpo com uma só volta. Modernamente o cinto vem ornado com fivelas largas e que trazem encrustadas, gravações com motivos campeiros e que demonstram a afinidade do seu usuário com a tradição gaúcha. Espora Do gótico spaúra. Instrumento de metal pontiagudo preso ao calçado com uma tira de couro que serve para incitar o animal que se monta. Pode vir a acompanhada de uma roseta (roda metálica dentada) que tem a mesma finalidade. Normalmente usada em rodeio quando o peão utiliza uma das mãos para se firmar na crina ou no areio e a outra estendida buscando manter o equilíbrio em cima do animal, valendo-se das esporas então, para fustigá-lo. Guaiaca Da quíchua huayaca saco, pelo espanhol platino guayaca. Cinto largo de couro ou de camurça, provido de bolsinhos, usado para se guardar dinheiro, objetos miúdos, e também para o porte de armas. Lenço Pedaço quadrado de pano, linho ou seda, de dimensões variadas que serve para ornar ou proteger a cabeça ou pescoço. No princípio tinha uma função utilitária e servia para proteger o nariz e aboca da poeira nas lidas campesinas. O lenço é preso ao pescoço através de um nó ou um anel. Um nó bem feito empresta distinção ao usuário. Já o anel, menos usado, pode ser de couro com alguma gravação feita a fogo ou de chifre com incrustações de pedras preciosas. Pala Uma espécie de poncho leve, de fazenda, brim ou até de seda, com as pontas franjadas. Poncho Do araucano pontho ou espanhol pocho “descorado” pelo espanhol platinizado poncho. Capa quadrangular, de lã grossa, com uma abertura no meio, pela qual se passa a cabeça. Usado pelo gaúcho desde os primórdios, como abrigo contra o frio, servia de cama e até mesmo como escudo nos entreveros quando as armas eram facas. Tirador Do espanhol tirador. Tira de couro que os laçadores usam à volta da cintura quando laçam a pé. O PAPEL DE UMA PRENDA NO CTG. A estrutura social do CTG inventou a prenda e a ela atribuiu um papel social, criando um conjunto de expectativas em relação ao comportamento das mulheres que representariam as "tradições gaúchas”. O Tradicionalismo abriu espaço para a entrada das mulheres no CTG, entregando-lhes a responsabilidade de representarem a figura da prenda. As condutas esperadas das prendas são fruto de um processo de sujeição dessas mulheres à estrutura social do Movimento Tradicionalista Gaúcho. O conjunto de normas instituídas pelo MTG baseia-se na diferença de papéis sexuais atribuídos aos gêneros masculino e feminino, e estas normas são internalizadas pelas prendas que agem em resposta a uma estrutura que delimita o seu espaço. O Tradicionalismo gaúcho criou a prenda inspirado no modelo feminino que foi assentado pela sociedade patriarcal e reforçado pela forte influência do positivismo no Rio Grande do Sul. Esta concepção positivista presente na sociedade, marcara os fundamentos gerais do culto às tradições propagandeado pelas entidades tradicionalistas fundadas por Cezimbra Jacques no séc. XIX. O positivismo também continuou norteando o pensamento dos tradicionalistas do séc. XX, que criaram a prenda, visto que esta representa a imagem de submissão das mulheres, ao seu papel de mãe, esposa ou filha. A prenda é uma figura que emerge no projeto do CTG quando os tradicionalistas perceberam que as mulheres representam um grupo importante dentro de qualquer projeto que pretenda estabelecer-se como dominante.Considerando a ordem moral como um aspecto fundamental, o Movimento Tradicionalista elabora um conjunto de discursos e práticas que se unem para fundar uma determinada moral condizente com sua concepção de sociedade. A Indumentária da Prenda O vestido de prenda é uma peça fundamental desta simbologia que envolve a "invenção das tradições", o vestido deveria enfeitar a mulher, valorizar seus movimentos nas danças e, especialmente, traduzir a ideia da mulher romântica, "naturalmente" delicada, dócil e dependente do homem forte e independente. O vestido de prenda é oficializado como "Pilcha Gaúcha" para representar a visão atual da "mulher gaúcha", sua regulamentação se deu com a Lei N° 8. 813, de 10 de janeiro de 1989, que oficializou como traje de honra preferencial no Rio Grande do Sul. O MTG como órgão coordenador das atividades tradicionalistas no Rio Grande do Sul disciplinou o uso "adequado" das pilchas: estabeleceu o comprimento do vestido, as estampas, a textura e as cores dos tecidos, o estilo das mangas, os enfeites como babadinhos, rendas e fitas, o tipo e as cores das meias e sapatos, o estilo do penteado, da saia de armação e da "bombachinha; além disso limitou o uso do decote, de acessórios e de maquiagens, estabeleceu o que é permitido e proibido na confecção do vestido de prenda dentro de um padrão. Os manuais a respeito da indumentária feminina repetem as expressões: "sem exageros", "discretos", "atendendo a idade e a ocasião do seu uso", "cuidado para não descaracterizar", "sem contrastar com o recato da mulher gaúcha" As minuciosas diretrizes da "Indumentária da Prenda Atual" publicadas e divulgadas pelo MTG, são ilustrativas da forma como a vestimenta torna-se fundamental na produção da prenda no imaginário tradicionalista: 1. O TRAJE: vestido, saia e casaquinho, de uma ou duas peças, com a barra da saia no meio do pé, podendo ser godê, meio godê, em panos, em babados ou evasês, com cortes na cintura, caderão ou corte princesa, atentando para a idade e estrutura física 2. MANGAS: longas, três quartos ou até o cotovelo; podendo ser lisas ou levemente franzidas (não bufantes), com aplicações de fitas, bordados, babadinhos ou similares, sem exagero, no máximo duas aplicações. 3. DECOTE: geralmente sem decote. Admite-se, no máximo, um leve decote, com ou sem gola, sem expor os ombros e o seio, sem contrastar com o recato da mulher gaúcha. 4. GOLAS; se usadas, podem ser arredondadas, sobrepostas, tipo plaetó, padre, com ou sem detalhes, sem exagero. 5. ENFEITES: podem ser rendas, apliques, bordados, passa-fitas, gregas, fitilhos, fitas, viés, babadinhos lisos ou estampados miúdos, plissês, crochês, botõezinhos forrados, nervuras ou favos. Não sobrecarregar a fim de evitar a desfiguração dos modelos. A decoração com tecidos aplicados ou trabalhados com fitas que formam pontas de lanças e ondas devem ser evitados, optando-se pelos motivos florais, os quais compõem a tradição gaúcha. 6. TECIDOS: podem ser lisos, estampados miúdos, xadrez miúdo, petiotpois, riscado discreto, de acordo com as estações climáticas. Não são permitidos apenas os tecidos transparentes sem forro, slinck e similares, tecidos brilhosos (lamê, lurex e outros para uso à noite em festas não tradicionais) e tecidos em cores contrastantes, chocantes ou fosforescentes. 7. SAIA DE ARMAÇÃO: deve ser discreta e leve, na cor branda. Se tiver babados, estes devem concentrar-se no rodado da saia, diferentemente da indumentária típica baiana. 8. CORES: de acordo com a sincronia das cores e a relação com a idade e o momento do uso. Evitar cores contrastantes, chocantes e fosforescentes, assim como o preto (luto); a cor branca fica convencionada para uso das noivas e debutantes. Não usar combinações com as cores da bandeira do Rio Grande do Sul. 9. BOMBACHINHA: branca de tecido leve ou rendada, deve cobrir os joelhos. 10. MEIAS: devem ser longas, brancas ou beges, para moças e senhoras. As mais madura podem usar meias de tonalidades escuras. 11. SAPATOS: pretos, brancos ou beges, poder ter salto 5 ou meio salto com tira sobre o peito do pé, que abotoe do lado de fora. 12. CABELOS: devem estar semi- presos, presos ou em tranças, enfeitados com flores discretas que podem ser naturais ou artificiais, sem brilhos ou purpurinas, combinando com o vestido. As senhoras mais jovens, eventualmente, podem usar travessas simples ou com flores discretas e passadores nos cabelos que poderão estar semipresos em coques ou penteados curtos. Fica facultado o uso de enfeites nos cabelos das senhoras em respeito à idade ou ao gosto pessoal. 13. MAQUIAGENS: discreta e de acordo com a idade e o momento social. 14. ACESSÓRIOS PERMITIDOS: a) fichu de seda com franjas ou de crochê, preso com broche ou camafeu. b) chalé (especialmente para as senhoras) c) Brincos (jóia ou semi jóia) discretos. d) um ou dois anéis (jóia ou semi jóia) e) camafeu ou crochê. t) capa de lã ou seda. g) Leque (senhoras ou senhoritas) em momentos não coreográficos. h) Faixa de prenda ou crachá. i) chapéu (feminino) em ambientes abertos. 15. ACESSÓRIOS NÃO PERMITIDOS: a) Brincos de plástico ou similares coloridos. b) Relógio e pulseiras. c) Luvas ou meia-luva de renda, crochê ou tecido (ressalva-se no uso do traje histórico urbano). d) Colares. e) Sombras e batons coloridos em excesso, uso de cílios postiços, unhas pintadas em cores não convencionais (verde, azul, amarelo, prata, preto, roxo, etc.) f) Sapatilhas do tipo ballet, amarradas na perna. g) Saias de armação com estruturas rígidas em arame, barbatanas e telas de nylon.