A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
6 pág.
aula02

Pré-visualização | Página 1 de 3

2ºAula
O computador como instrumento 
no processo de ensino e 
aprendizagem
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de: 
• compreender a importância do computador no processo educacional;
• conhecer e explorar alguns softwares como possibilidades de instrumentos que dão suporte a prática pedagógica do 
professor de Matemática.
O computador se apresenta em todas as atividades imagináveis 
relacionadas ao trabalho humano. Para um caixa, é um instrumento essencial 
quando aliado a um software para executar comandos de entrada e saída de 
valores ao longo de um dia de serviço. As pessoas aprendem a manuseá-lo 
a fim de suprir suas necessidades diárias e não deveria ser diferente quando 
pensamos no processo educacional.
 No entanto, o que se observa é que quando se fala do uso do 
computador no contexto escolar, vemos a proposta de uso como inserção 
do instrumento auxiliar na preparação das aulas. São utilizados para diversos 
fins, como pesquisas, digitalização de materiais, lançamento de notas, para 
indicação de sites, para atividades extraclasses diversas, porém, não se 
apresenta como um instrumento capaz de resolver situações que possam se 
não resolver, ao menos amenizar as dificuldades advindas de um processo 
de ensino e aprendizagem restrito ao espaço da sala de aula. 
Mediante o exposto, pretendemos discorrer, nesta aula sobre a 
importância do computador para o espaço escolar, como instrumento 
que pode potencializar aos professores vivenciar novas experiências. 
Mostraremos as perspectivas que regem um trabalho com o computador 
articulado ao manuseio de softwares para o ensino e aprendizagem da 
Matemática. Assim, apresentamos nossos objetivos de aprendizagem a 
serem contemplados em cada seção de estudo.
Bons estudos!
Bons estudos!
12Tec. Dig. de Inf. e Com.no Ens. de Matemática
1. 
Seções de estudo
O computador como instrumento tecnológico
2. Softwares educacionais como instrumentos de 
suporte ao professor
1 - O computador como instrumento 
tecnológico
Com o passar dos anos a utilização de computadores foi 
sendo mais aplicável para auxiliar em atividades rotineiras que 
eram feitas à mão. Nas escolas, não é muito diferente, alguns 
educadores aplicam atividades com computadores de forma a 
instruir os alunos, fugindo assim da utilização deles como 
ferramenta de apoio, com uso de softwares, jogos, planilhas e 
outras tantas formas para apoiar na construção didática e 
metodológica no contexto de sala de aula.
Cabe aqui um questionamento: por que há uma 
‘‘fuga’’ dos profissionais da educação quanto ao uso dos 
computadores como ferramenta de apoio no processo de 
ensino e aprendizagem?
Um aspecto a ser destacado é o que diz respeito ao 
domínio técnico e pedagógico, que não deveriam acontecer 
separadamente, e o destaque para necessidade de se 
conhecerem as potencialidades das tecnologias para serem 
aplicadas nas distintas situações de ensino. Isso, pois, quando 
pensamos no processo de propor situações-problema aos 
alunos mediado pelo uso dos computadores. A experiência 
profissional do professor tem papel importante no processo 
de aprendizagem do aluno, pois compete a ele mediar à 
conversão das informações em conhecimentos. No entanto, 
o que se observa na tentativa de converter uma informação 
em conhecimento é que a perspectiva instrucionista prevalece 
quando comparada a perspectiva construcionista.
Valente (2005) afirma que a informação está relacionada 
aos fatos, dados retirados da internet ou nas trocas entre as 
pessoas. O conhecimento, por vez, diz respeito à forma como 
as informações são compreendidas pelo sujeito em sua ação, 
ao modo como cada um atribui significados aos fatos da 
realidade.
Assim, o autor conceitua o aprender como uma construção 
contínua dos conhecimentos a partir das informações que o 
aluno traz em sua “bagagem”. O ensinar deve, nesse processo, 
ser entendido não como o ato de transmitir tais informações, 
mas, sim, de propiciar um ambiente circundado de situações 
e problemas que possam desencadear a construção de novos 
conhecimentos.
O que signifi ca a perspectiva instrucionista? E a perspectiva 
construcionista?
Ao pensarmos na preparação de um bolo, é bem 
provável que recorramos a uma receita. Após fazer a escolha, 
separamos os ingredientes e seguimos o passo a passo para 
que se possa após o tempo previsto para assar termos aquele 
resultado de uma massa bem fofinha e saborosa para se 
degustar com um cafezinho. E o que isso tem a ver com a 
proposta de utilização de um computador como ferramenta 
no processo de aprendizagem de um aluno? Bom, assim como 
na preparação de um bolo em que seguimos uma receita para 
não perder o processo de alcançar “aquela” massa, é notório 
que ao fazer uso do computador como ferramenta no processo 
de ensino e aprendizagem, temos ainda o computador como 
uma máquina de ensinar. E o que isso significa? Não muito 
diferente da prática convencional de se abrir um livro didático 
e seguir com o ensino da proposta de conteúdos ali expostos, 
indicando uma sequência de exercícios a serem respondidos 
pelos alunos, o trabalho com o computador na perspectiva 
instrucionista indica que o professor precisa seguir uma 
sequência de instruções, que serão transmitidas aos alunos, de 
modo que possa executar o funcionamento de um software e 
assim resolver um determinado problema.
Em outra perspectiva, ao pensarmos ainda na situação 
de preparação de um bolo, podemos ter degustado um bolo 
delicioso na casa de um colega e solicitado a receita para 
prepará-lo em casa. No entanto, a receita não foi encaminhada, 
mas como na conversa anterior, foram mencionados os 
ingredientes que eram necessários para a preparação, ao 
levarmos em consideração as experiências que possuímos, 
podemos fazê-lo sem possuir a receita. E será que o resultado 
será o mesmo? Nessa situação, pode ser que sim ou pode ser 
que não. Pode ser que fique melhor do que aquele que foi 
degustado na casa do colega. A perspectiva construcionista 
está relacionada ao fato de extrairmos das informações que 
temos, elementos necessários para experenciarmos uma 
situação. Nesse contexto, ao pensarmos no processo de 
utilização do computador, ele passa a ser visto como uma 
máquina para ser ensinada. O professor, de posse de todas 
as suas experiências e conhecimentos (conteúdo, pedagógico, 
tecnológico etc.), faz a escolha por uma situação, considerando 
os conhecimentos dos alunos e o modo como irão explorar 
as ferramentas presentes, por exemplo, em um software para 
resolver o problema. O aluno vivencia um processo de erros 
e acertos, de idas e vindas, nas quais o professor atua como 
um mediador no processo de ensinar e o aluno constrói o 
conhecimento a partir das descobertas, o que desencadeia 
a aprendizagem. Professor e aluno são aprendizes e não há 
instruções prévias.
A partir dessa perspectiva construcionista que se 
apresenta para o professor como possibilidade de se fazer 
uso do computador como ferramenta na qual são propostos 
problemas a serem resolvidos, observamos que o aluno se 
assujeita a vivenciar um ciclo de ações, na qual compreendemos 
que o aluno usa a linguagem da programação para resolver 
situações preparadas pelo professor. Utiliza, para isso, o 
computador para descrever comandos de modo a executar 
uma tarefa. O computador executa os comandos e retorna 
um resultado podendo ser o pretendido pelo agente de 
aprendizagem ou não. Nesse momento, pode-se desencadear 
um processo de reflexão, pois o aluno, ao se deparar com 
uma resposta que não era a esperada, irá formular algumas 
hipóteses e/ou questionamentos para tentar compreender o 
que houve de errado. 
O professor desempenha um papel importante 
nesse processo, pois, caso o aluno não venha a refletir 
sobre essa retroação dada pelo computador, este terá que 
fazer intervenções de modo que essas informações sejam 
13
depuradas pelo aluno. No entanto, mesmo com o erro, o 
aluno poderá voltar a descrever os comandos