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SOLDADO E BOMBEIRO
POLÍCIA
MILITAR
APOSTILA
PREPARATÓRIA
WWW.FOCUSCONCURSOS.COM.BR
Este produto está licenciado para ALAN FERREIRA - CPF: 06342387958. É vedado a reprodução total ou parcial.
GEOGRAFIA
PROFESSOR
Lauderi Dalbosco
Graduado em Geografi a pela Universidade do Oest e 
do Paraná – UNIOESTE, campus de Francisco Beltrão, 
com Pós-graduação em Ensino de Geografi a pela UNI-
VALE, Professor há mais de 15 anos, atuando desde as 
séries iniciais do ensino Fundamental, Médio, Pré-vest i-
bular e Concursos Públicos, nos Colégios e Cursos Pre-
paratórios do Paraná.
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SUMÁRIO
03
SUMÁRIO
1. ESPAÇO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E PAISAGEM ................................................................................................................07
Do Meio Natural ao Meio Técnico-Científico-Informacional ................................................................................................................................................... 07
Meio Técnico ................................................................................................................................................................................................................................................ 08
Meio Técnico-Científico-Informacional ............................................................................................................................................................................................ 08
Conceitos Importantes da Geografia .................................................................................................................................................................................................. 08
Cartografia: Temática e Sistemática .................................................................................................................................................................................................. 09
2. COORDENADAS GEOGRÁFICAS..................................................................................................................................................... 10
Conceito ......................................................................................................................................................................................................................................................... 10
3. PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS ........................................................................................................................................................ 10
Projeção Cilíndrica .................................................................................................................................................................................................................................... 1 1
Projeção cônica ........................................................................................................................................................................................................................................... 1 1
Projeção plana ou azimutal ................................................................................................................................................................................................................... 12
Curvas de nível ........................................................................................................................................................................................................................................... 12
Escalas ............................................................................................................................................................................................................................................................ 12
4. RELEVO DO BRASIL ............................................................................................................................................................................. 13
Estrutura geológica ................................................................................................................................................................................................................................... 13
Classificações de relevo do Brasil ....................................................................................................................................................................................................... 13
5. CLIMATOLGIA......................................................................................................................................................................................... 14
Tipos de Climas ........................................................................................................................................................................................................................................... 14
Climas do Brasil .......................................................................................................................................................................................................................................... 14
Massas atmosféricas ................................................................................................................................................................................................................................. 1 5
Classificação de Koppen – Geiger ....................................................................................................................................................................................................... 1 5
Biogeografia ................................................................................................................................................................................................................................................. 1 5
Domínios Morfoclimáticos do Brasil .................................................................................................................................................................................................. 16
As faixas de transição .............................................................................................................................................................................................................................. 1 7
6. HIDROGRAFIA DO BRASIL ............................................................................................................................................................. 17
Oceanos e Mares ........................................................................................................................................................................................................................................ 19
7. DEMOGRAFIA ........................................................................................................................................................................................ 20
Teorias Demográficas ............................................................................................................................................................................................................................... 20
Transição Demográfica ............................................................................................................................................................................................................................ 21
População do Brasil ...................................................................................................................................................................................................................................22
8. URBANIZAÇÃO NO MUNDO ............................................................................................................................................................24
Urbanização brasileira ............................................................................................................................................................................................................................ 24
Desigualdades no Processo de Urbanização .................................................................................................................................................................................. 25
Problemas Urbanos ................................................................................................................................................................................................................................... 26
9. MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS .....................................................................................................................................................27
Os problemas atuais decorrentes das migrações internacionais .......................................................................................................................................... 27
Brasil – Migrações Internas ................................................................................................................................................................................................................... 28
10. GEOGRAFIA AGRÁRIA .....................................................................................................................................................................29
Intensiva ........................................................................................................................................................................................................................................................ 29
Extensiva ....................................................................................................................................................................................................................................................... 29
Subsistência ................................................................................................................................................................................................................................................ 30
Comercial ..................................................................................................................................................................................................................................................... 30
11. OS SOLOS ................................................................................................................................................................................................ 30
Tipos de Solos .............................................................................................................................................................................................................................................. 30
Produtos Destaques no Brasil ............................................................................................................................................................................................................... 31
A Questão Fundiária no Brasil ............................................................................................................................................................................................................. 32
Pecuária Brasileira .................................................................................................................................................................................................................................... 32
12. GLOBALIZAÇÃO E INTEGRAÇÃO ECONOMICA ENTRE PAÍSES ....................................................................................34
13. BLOCOS ECONÔMICOS .....................................................................................................................................................................35
Zona de Preferência Tarifária ............................................................................................................................................................................................................... 35
Zona de Livre Comércio .......................................................................................................................................................................................................................... 35
União Aduaneira ........................................................................................................................................................................................................................................ 35
Mercado Comum ........................................................................................................................................................................................................................................ 35
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04
SUMÁRIO
União Econômica e Monetária.............................................................................................................................................................................................................. 35
13. O COMÉRCIO MUNDIAL E A EVOLUÇÃO DO CAPITALISMO MUNDIAL ...................................................................36
Origem ............................................................................................................................................................................................................................................................ 36
Primeira Fase: Capitalismo Comercial ............................................................................................................................................................................................ 36
Segunda Fase: Capitalismo Industrial............................................................................................................................................................................................... 36
Terceira Fase: Capitalismo Financeiro ............................................................................................................................................................................................ 36
14. AS DIVISÕES INTERNACIONAIS DO TRABALHO .................................................................................................................37
Primeira DIT ................................................................................................................................................................................................................................................ 37
Segunda DIT ................................................................................................................................................................................................................................................. 37
Terceira DIT ou “Nova DIT” ................................................................................................................................................................................................................... 37
15. PAÍS DESENVOLVIDO, SUBDESENVOLVIDO, CAPITALISMO, SOCIALISMO .............................................................38
Socialismo .....................................................................................................................................................................................................................................................38
O fim do Socialismo ................................................................................................................................................................................................................................... 38
Países Desenvolvidos ................................................................................................................................................................................................................................ 38
Países Subdesenvolvidos ......................................................................................................................................................................................................................... 38
16. FONTES DE ENERGIA .......................................................................................................................................................................39
Conceitos ....................................................................................................................................................................................................................................................... 39
Matriz energética brasileira .................................................................................................................................................................................................................. 39
17. OS GRANDES PROBLEMAS AMBIENTAIS ................................................................................................................................ 41
18. GEOGRAFIA DO PARANÁ ................................................................................................................................................................44
Localização .................................................................................................................................................................................................................................................... 44
Relevo .............................................................................................................................................................................................................................................................. 44
Hidrografia .................................................................................................................................................................................................................................................... 45
Clima ............................................................................................................................................................................................................................................................... 45
Vegetação ....................................................................................................................................................................................................................................................... 46
Aspectos Humanos .................................................................................................................................................................................................................................... 47
Aspectos Econômicos ............................................................................................................................................................................................................................... 47
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CAPÍTULO 01 - Espaço Geográfico Território e Paisagem
05
1. ESPAÇO GEOGRÁFICO 
TERRITÓRIO E PAISAGEM
Um dos principais objetos de estudo da Geografia é 
o espaço geográfico. Pois o mesmo, se constitui na prin-
cipal fonte de informações desta ciência geográfica. Po-
dem haver diferentes abordagens e até mesmo conceitos 
de espaço geográfico, no entanto, de forma geral, enten-
de-se que, espaço geográfico, é o local onde ocorrem as 
relações do homem, com a natureza, é que este espaço 
vai sendo construído ao longo do tempo pela relação das 
sociedades, sendo incorporados as técnicas desenvolvi-
das pela sociedade ao longo do tempo, que vão provocan-
do alterações, transformações neste espaço. Ao estudar 
este espaço, estamos, também observando uma relação 
das técnicas desenvolvidas pelo homem, e que foram 
usadas para transformar o espaço onde foi ocupado pelo 
indivíduo. Por isso, a análise do espaço geográfico de um 
lugar, nos ajuda a compreender as relações sociais, polí-
ticas e econômicas ali desenvolvidas ao longo do tempo. 
É importante salientar que os diferentes níveis de desen-
volvimento, influencia diretamente na transformação do 
espaço geográfico. 
Vejamos o que alguns autores escrevem sobre o es-
paço geográfico:
Há autores, como Richard Hartshorne, que defendem 
que o espaço geográfico é apenas uma construção inte-
lectual, não existindo de fato na sociedade. Seria, nesse 
caso, uma concepção da forma como nós enxergamos a 
realidade no sentido de apreender como acontece a es-
pacialização da sociedade e tudo o que por ela foi cons-
truído.
Já Milton Santos afirma que o espaço geográfico é um 
conjunto de sistemas de objetos e ações, isto é, os itens e 
elementos artificiais e as ações humanas que manejam 
tais instrumentos no sentido de construir e transformar 
o meio, seja ele natural ou social.
Já para os geógrafos humanistas, o conceito de espa-
ço geográfico estaria atrelado à questão subjetiva, cultu-
ral e individual. Nesta concepção, o espaço é o local de 
morada dos seres humanos e, mais do que isso, é o meio 
de vivência onde as pessoas imprimem suas marcas, 
suas relações, proporcionando novas análises à medida 
que a compreensão do mundo modifica-se através das 
técnicas ali empregadas. 
É importante salientarmos que o espaço se recons-
trói constantemente, como exemplo podemos citar, a 
revitalização de uma cidade, a construção de uma rodo-
via onde antes não existia, a construção de uma ponte, a 
agricultura onde havia mata. Observe que na paisagem 
que constitui este espaço geográfico, está impregnada 
aspectos culturais dos indivíduos que ali convivem.
 
Do Meio Natural ao Meio Técnico-
Científico-Informacional
Os seres humanos estão sempre transformando o lo-
cal onde convivem. Esta transformação depende de mui-
tos fatores. Entre estes fatores, estão as técnicas aplica-
das na transformação deste ambiente. Estas técnicas vão 
evoluindo com o passar do tempo, ao mesmo tempo que 
vão sendo empregadas novas alterações. O que a Ciên-
cia geográfica procura fazer, é compreender a maneira 
como estas transformações ocorreram ao longo do tem-
po. Milton Santos, com certeza um dos maiores estudio-
sos do espaço geográfico e suas relações com a socieda-
de, procura dividir esta evolução em três momentos, ou 
meios. Meio Natural, Maio Técnico, Meio Técnico-cientí-
fico- informacional. Vamos conhecer um pouco cada um 
deles, tendo como base os estudos de Milton Santos.
Meio Natural
O meio natural seria o estágio inicial do processo de 
produção das atividades humanas. Nesse longo período 
que marcou o início e a formação das primeiras civili-
zações, bem como o avanço de todas as sociedades pré-
-industriais ou não industrializadas, as práticas sociais 
eram inteiramente dependentes do meio natural.
Nesse sentido, a interferência do ser humano sobre o 
ambiente era de pouco impacto, de forma que era mais a 
natureza que condicionava as práticas econômicas, e não 
o contrário. Dessa maneira, a capacidade de recomposi-
ção da natureza era maior, haja vista que a capacidade 
do homem de ocupar e promover alterações em um am-
plo espaço era relativamente limitada.
Mas isso não impediu que práticasimportantes ainda 
hoje utilizadas fossem desenvolvidas. Assim, várias téc-
nicas agrícolas e também pecuárias foram elaboradas, 
muitas delas ainda vistas como formas de preservar os 
solos, tais como o terraceamento. As técnicas da pecuá-
ria também passaram pelo mesmo ideário.
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06
GEOGRAFIA
Meio Técnico
Com o passar do tempo, as técnicas e os objetos téc-
nicos foram sendo mais bem desenvolvidos à medida 
que o conhecimento humano expandia-se, o que propi-
ciou a formação das bases que consolidaram a ascensão 
do meio técnico, cujo marco principal envolveu as duas 
primeiras revoluções industriais. Com isso, o espaço 
transformou-se em um espaço mecanizado, dotado de 
uma gama cada vez mais ampla de bens artificiais e 
mecanizados, em vez de simplesmente culturais.
Dessa forma, o ser humano ganhou uma renovada 
capacidade de enfrentar e, em alguns casos, de man-
ter certo controle sobre as leis da natureza, com uma 
maior possibilidade de transformá-la em larga escala. 
Tal processo foi operacionalizado pelo emprego de ins-
trumentos, estes, segundo Milton Santos, “já não são 
prolongamentos do seu corpo, mas que representam 
prolongamentos do território, verdadeiras próteses”¹.
Meio Técnico-Científico-Informacional
Atualmente, diz-se que estamos vivenciando não 
mais um meio puramente mecanizado ou tecnicista, 
mas um meio também marcado pela maior presença das 
descobertas científicas e das tecnologias da informação, 
o meio técnico-científico-informacional. Ele represen-
ta, sobretudo, o período que se manifestou de maneira 
mais acabada a partir dos anos 1970 como consequência 
da Terceira Revolução Industrial, também conheci-
da como Revolução Técnico-Científica-Informacional.
O principal marco desse momento é a união entre 
ciência e técnica pautada sob os auspícios do mercado.
 Não que já não houvesse uma aproximação entre as 
produções científicas e as evoluções das técnicas, mas 
somente agora tal inserção encontra-se em um sentido 
de complementaridade, de extensão de uma em relação 
à outra. Nesse ínterim, todo objeto é técnico e informa-
cional ao mesmo tempo, pois carrega em si uma ampla 
estrutura de informações.
Tal avanço permitiu a consolidação do processo 
de globalização, mais bem compreendido como uma 
mundialização da difusão de técnicas e objetos, parâ-
metro que possui a informação como a principal energia 
motora de seu funcionamento. Tal fator proporciona alte-
rações não só do espaço geográfico em si, mas da forma 
como o percebemos e lidamos com ele.
Por fim, e não menos importante, é importante com-
preender que tais transformações não se manifestam 
pelo mundo de maneira homogênea, isto é, não se con-
solidaram em todas as partes do planeta de maneira 
igualitária. Aliás, o desenvolvimento das diferentes téc-
nicas em um número restrito de localidades permitiu o 
avanço das desigualdades e a intensificação das relações 
de dependência política e econômica entre os diferentes 
espaços.
Vimos assim, que a cada meio, estudado acima, mo-
mento em que os seres humano se relacionavam com o 
espaço geográfico, o mesmo vai sendo transformado e vai 
adquirindo características daquele momento, principal-
mente pelo uso da técnica. Isso nos ajuda a compreender 
os grandes impactos no meio ambiente tão estudados até 
hoje, ou de outra forma, os grandes problemas ambien-
tais da atualidade. Compreender esta evolução dos meio 
desenvolvidos por Milton Santos, nos ajuda a entender a 
realidade atual e agir de maneira que possamos resolver 
ou pelo menos minimizar os problemas atuais. 
Conceitos Importantes da Geografia
Território
Território para a Geografia se constitui em um es-
paço geográfico onde se observa uma relação de poder, 
ou seja, é fruto de uma disputa entre diferentes forças. 1 - SANTOS, M. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Ed. Hucitec, 1996. p.158.
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CAPÍTULO 01 - Espaço Geográfico Território e Paisagem
07
A concepção mais comum de território (na ciência geo-
gráfica) é a de uma divisão administrativa. Através de 
relações de poder, são criadas fronteiras entre países, 
regiões, estados, municípios, bairros e até mesmo áreas 
de influência de um determinado grupo. Para um dos 
maiores autores da escola de geografia alemã Friedri-
ch Ratzel, o território representa uma porção do espaço 
terrestre identificada pela posse, sendo uma área de do-
mínio de uma comunidade ou Estado. Um exemplo que 
podemos citar, é o território da Palestina, disputado en-
tre Judeus e Árabes. Corresponde um espaço físico, com 
suas características naturais, sociais e políticas, onde se 
observa uma disputa entre diferentes grupos pelo domí-
nio deste espaço. (território)
Dentro desta visão, o conceito de território abrange 
mais que o Estado-Nação. Qualquer espaço definido e 
delimitado por e a partir de relações de poder se ca-
racteriza como território. Uma abordagem geopolítica, 
por exemplo, permite afirmar que um consulado ou uma 
embaixada em diferentes países, seja considerado como 
parte de um território de outra nação.
Por fim podemos afirmar que, o território não se res-
tringe somente às fronteiras entre diferentes países, sen-
do caracterizado pela ideia de posse, domínio e poder, 
correspondendo ao espaço geográfico socializado, apro-
priado para os seus habitantes, independentemente da 
extensão territorial.
Paisagem
Costumamos afirmar que paisagem, é tudo aquilo 
que nossos olhos veem. As paisagem podem ter dife-
rentes significados, dependendo da maneira de como 
a observamos. Desde uma simples observação até uma 
análise mais profunda, as paisagem possuem diferentes 
significados, e podem, representar coisas diferentes para 
quem a observa, tendo como referência a mesma paisa-
gem. Temos diferentes tipos de paisagem, vejamos:
a. Paisagem natural: Corresponde a um es-
paço onde não houve qualquer intervenção dos 
seres humanos. Há o predomínio de aspectos da 
natureza. Exemplo: Floresta intacta. 
b. Paisagem modificada: Corresponde a 
ação de caçadores e de coletores que, mesmo não 
exercendo atividades pastoris ou agrícolas, em 
seus constantes deslocamentos, pode modificar a 
paisagem de modo irreversível, através do fogo, 
derrubadas de árvores etc.
c. Paisagens organizadas: Correspondem 
aquelas que sofreu uma grande alteração pela 
sociedade, mas de forma organizada, não menos 
impactante, mas se observa uma certa organiza-
ção no espaço onde esta paisagem se encontra.
Cartografia: Temática e Sistemática
Cartografia Temática: É usada na elaboração de 
mapas temáticos e cartogramas. São convenções, sím-
bolos e cores usadas para que haja uma melhor compre-
ensão do tema exposto e seu espaço geográfico.
Além de indicar o fenômeno e onde ele ocorre a car-
tografia temática também pode através de símbolos in-
dicar a qualidade, a quantidade e a dinâmica desses fe-
nômeno. Para isso geralmente são usadas linhas, áreas, 
cores e pontos dependendo do assunto tratado. Observe 
o exemplo abaixo:
Já a Cartografia Sistemática, se propões a repre-
sentar aspectos da natureza, ou seja, aspectos físicos, 
como: relevo, hidrografia, clima e vegetação de um de-
terminado local. Para isso, além de se utilizar de técni-
cas modernas que exige interpretação, como imagem de 
satélite, sensoriamento etc.
Exemplo de mapa elaborado na cartografia sistemá-
tica:
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08
GEOGRAFIA
Orientação
No sentido geográfi co, orientação é o mesmo que 
rumo, direção. Portanto, orientar-se signifi ca determi-
nar a nossadireção, ou a posição de um lugar em rela-
ção aos pontos cardeais.
As formas de orientação evoluíram muit o ao longo 
do tempo. No início, os primeiros humanos se utilizavam 
de coisas da natureza como, uma fl orest a, uma monta-
nha, um rio, coisas assim. Com o passar do tempo, e um 
conhecimento maior sobre o universo, os homens pas-
saram a utilizar-se dos ast ros, como o sol, est relas, lua. 
Mais tarde houve o desenvolvimento da bússola, acredi-
ta-se que tenha sido desenvolvido pelos ch ineses, e mais 
tarde o GPS, que se utiliza de informações via satélit e.
A orientação é determinada pelos pontos CARDEAIS, 
COLATERAIS E SUBCOLATERAIS. No entanto, vamos 
antes as denominações utilizadas nos pontos cardeais:
N= Norte, Setentrional, Boreal;
S= Sul, Meridional, Aust ral;
E= Lest e, Oriente(al), Nascente;
W(O)= Oest e, Ocidental, Poente.
Podemos assim, entender a ROSA DOS VENTOS.
 Dica Focus: Observe com muit a 
atenção a indicação do mapa ou carta. A 
direção Norte, ou a indicação do SOL, mas 
atenção para a indicação do Sol da manhã, 
ou tarde.
2. COORDENADAS GEOGRÁFICAS
Conceit o
É o endereço de qualquer ponto da superfície da ter-
ra, em graus, minutos e segundos, fornecido pelas LATI-
TUDES e LONGITUDES.
LATITUDE: Dist ância referente a linha do Equador 
no sentido Norte ou Sul, podendo variar de 0 a 90º Graus 
Norte ou Sul.
As regiões intertropicais, que vão de 0 a 23º27’, po-
dem ser denominadas de baixas latit udes; as regiões 
temperadas, que vão de 23º27’ a 66º33’, de médias la-
tit udes e as polares, que vão de 66º33’ a 90º, regiões de 
altas latit udes.
LONGITUDE: Dist ância referente ao meridiano de 
Greenwich , no sentido Lest e, Oest e, podendo variar de 
0 a 180º Graus. Sempre as Longit udes serão Lest e ou 
Oest e.
 Dica Focus: Atenção para as 
orientações, latit udes (N ou S), Longit udes 
(E ou W). 
3. PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS
 
São ferramentas, técnicas, utilizadas pela Cartogra-
fi a, que tem por objetivo representar a Terra, toda ou 
parte dela. A elaboração de mapa é muit o antiga, e sur-
giu da necessidade dos homens de representar acidentes 
geográfi cos, normalmente, nas novas terras descobertas. 
A forma mais adequada de representar a Terra, é o glo-
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CAPÍTULO 03 - Projeções Cartográfi cas
09
bo terrest re, no entanto, vários inconvenientes como, o 
cust o, a difi culdade de manuseio, bem como a impos-
sibilidade de visualizar toda a terra, levou a elaboração 
de mapas. Surge assim a difi culdade de representar um 
espaço que é curvo em um plano. Para isso, utiliza-se as 
projeções cartográfi cas.
Os tipos de propriedades geométricas que caract eri-
zam as projeções cartográfi cas, em suas relações entre a 
esfera (Terra) e um plano (mapa), são:
a. Conformes – os ângulos são mantidos 
idênticos (na esfera e no plano) e as áreas são de-
formadas.
b. Equivalentes – as áreas apresentam-se 
idênticas e os ângulos deformados.
c. Afi láticas – as áreas e os ângulos apresen-
tam-se deformados
Projeção Cilíndrica
Est a representação é obtida com a projeção da super-
fície terrest re, com os paralelos e os meridianos, sobre 
um cilindro em que o mapa será desenhado. Ao ser de-
senrolado, apresentará sobre uma superfície plana todas 
as informações que para ele foram transferidas. Muit o 
utilizada para a representação do mapa – múndi, além 
de ser utilizada para mapas marítimos e de regiões de 
baixas latit udes, onde as deformações são mínimas.
Temos dois mapas famosos elaborados nest a proje-
ção cilíndrica:
Mercator 
Peters
Projeção cônica
Um cone imaginário em contato com a esfera é a 
base para a elaboração do mapa. Os meridianos formam 
uma rede de linhas retas e os paralelos são curvos. Utili-
zada para representar regiões de médias latit udes. 
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10
GEOGRAFIA
Projeção plana ou azimutal
A projeção azimutal é usada, em geral, para repre-
sentar as regiões polares. Os paralelos são círculos con-
cêntricos e os meridianos são retos, convergindo para os 
polos.
 Dica Focus: Os mapas nos que-
rem dizer muit as coisas, é como se eles 
“escondessem” textos por traz das fi guras, 
desenhos representados. É importante que 
se prest e muit a atenção na hora de ana-
lisar e interpretar um mapa. As legendas 
são um bom caminho para iniciar o traba-
lho de análise e interpretação. 
Curvas de nível
São linhas que unem pontos de igual altit ude num 
mapa, são ch amadas de isoípsas. O principal objetivo 
das curvas de nível, é identifi car tipos de relevo, e assim 
contribuir para uma ocupação mais adequada do espaço 
geográfi co pelo homem.
Principais Caract eríst icas:
- As curvas de nível tendem a ser quase que parale-
las entre si.
- Todos os pontos de uma curva de nível se encon-
tram na mesma elevação.
- Cada curva de nível fech a-se sempre sobre si mes-
ma.
- As curvas de nível nunca se cruzam, podendo se 
tocar em saltos d’água ou despenhadeiros.
- Em regra geral, as curvas de nível cruzam os cursos 
d’água em forma de “V”, com o vértice apontando 
para a nascente.
Escalas
É uma relação matemática entre as dimensões dos 
elementos no desenho, (espaço gráfi co) e no espaço real.
Tipos de Escalas:
GRÁFICA
É a representação gráfi ca da escala numérica sob a 
forma de uma linha graduada, na qual a relação entre 
as dist âncias reais e as representadas nos mapas, car-
tas ou outros documentos cartográfi cos é dada por um 
segmento de reta em que uma unidade medida na reta 
corresponde a uma determinada medida real.
NUMÉRICA
É a escala de um documento cartográfi co (Mapa, Car-
ta ou Planta) expresso por uma fração ou proporção, a 
qual correlaciona a unidade de dist ância do documento 
à dist ância medida na mesma unidade no terreno.
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CAPÍTULO 04 - Relevo
11
 Exemplo: 1:100.000 - Lê-se 1 por 
100.000. 
Signifi ca que 1cm no documento equivale a 100.000 
cm no terreno, ou seja, 1000m ou 1Km.
Quando se conhece a escala numérica pode-se calcu-
lar as dist âncias reais utilizando-se as expressões:
D=d x N N=D / d d=D / N
D=Dist ância real 
d=Dist ância no documento
E=Escala 
Interpretação de Escala:
Comparando os mapas A e B, observamos que há 
maior riqueza de detalhes no mapa B e sua escala é duas 
vezes maior do que no mapa A.
Observe, então, que quanto menor for o denominador 
da escala, maior ela será e mais detalhes ela nos dará.
 Dica Focus: Atenção para a 
interpretação de escala.
4. RELEVO DO BRASIL
Est rutura geológica
Chamam-se est rutura geológica de um local as ro-
ch as que o compõem, que se dispõem em diferentes ca-
madas, que apresentam diferentes tipos e idades e que 
se originaram de diferentes processos geológicos.
O Brasil, possui como caract eríst ica geral da est rutu-
ra geológica, ser:
a. Antiga;
b. Desgast ada;
c. Baixa;
d. Est ável – ausência de tect onismo recente.
A est rutura geológica brasileira é const it uída por es-
cudos crist alinos , que abrangem cerca de 36% do territ ó-
rio nacional. Os terrenos crist alinos podem ser divididos 
entre os que se formaram no período Arqueozóico ( 32%) 
e os que se formaram na era proterozóica ( 4%).
Os terrenos sedimentares ocupam 64% do total do 
país, são de diversas idades, desde a paleozóica ate a ce-
nozóica e apresentam duas riquezas principais: o carvão 
e o petróleo.
Principais bacias sedimentares: 
Era Paleozóica: Paranaica e San- Franciscana
Era Mesozóica: Maranhão-Piauí (Meio Norte ) e Re-
côncavo Baiano.Era Cenozóica: Amazônica, Pantaneira e Lit orânea ( 
Cost eira ).
Classifi cações de relevo do Brasil
Aroldo de Azevedo
É a mais antiga e utilizada , dividindo o Brasil em 
dois planaltos e três planícies. O principal crit ério para 
essa classifi cação foi a altimetria ,pela qual foram con-
siderados planaltos as superfícies com altit udes médias 
superiores a 200 metros e planícies as superfícies com 
altit udes medias inferiores a 200 metros.
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12
GEOGRAFIA
Aziz Ab’ Saber
 
Essa classifi cação baseou-se nos processos de erosão 
e sedimentação para diferenciar planalto de planície . 
Todas as superfícies onde predominam agentes da ero-
são são considerados planaltos , e as superfícies onde 
ocorre a deposição de sedimentos são classifi cadas de 
planície.
Jurandyr Ross
Est a classifi cação é a mais recente , baseada no le-
vantamento realizado pelo projeto Radambrasil , que fo-
tografou cada parte do Brasil através de radar. Dividiu o 
Brasil em 28 unidades de relevo.
5. CLIMATOLGIA
Uma das quest ões mais importantes da Geografi a, 
é saber diferenciar clima e tempo. Por mais que pareça 
não exist ir diferença, é necessário dist inguir o que é 
tempo e o que é clima.
Tempo: ondição atmosférica momentânea, pode mu-
dar rapidamente. Exemplo: Sol- ch uva, quente – frio. Etc.
Clima: é um conjunto de fenômenos meteorológicos 
(elementos), como a ch uva, a temperatura, a pressão at-
mosférica, a umidade e os ventos. Ou, um ambiente at-
mosférico const it uído pela série de est ados da atmosfe-
ra em sua sucessão habit ual. Elementos físicos também 
contribuem com o clima: fatores.
Elementos do Clima 
- Temperatura
- Pressão atmosférica 
- Umidade do ar
- Ventos
- Massas de ar
Fatores do Clima
- Altit ude
-Latit ude
-Correntes marítimas 
-Relevo
-Continentalidade/marit imidade
-Vegetação
- Poluição.
Tipos de Climas
Climas do Brasil
O Brasil tem relativa diversidade climática. Isso se 
deve à dimensão do territ ório, à extensão de sua faixa 
lit orânea, à variação de altit ude e, principalmente, à pre-
sença de diferentes massas de ar que modifi cam as con-
dições de temperatura e umidade das regiões em que 
atuam. 
A posição geográfi ca da maior parte de suas terras, 
em uma zona de baixa latit ude, determina o domínio de 
climas mais quentes. Cerca de 92% do territ ório est á si-
tuado na zona intertropical cujas médias anuais de tem-
peraturas est ão acima de 20ºC.
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CAPÍTULO 05 - Climatologia
13
Massas atmosféricas
Massas de ar
São porções de ar, que possuem caract eríst icas de 
acordo com seu local de origem. Podem ser: Quentes ou 
Frias, Secas ou Úmidas. No Brasil atuam cinco massas 
de ar, como podemos ver no mapa:
Não exist e uma única classifi cação para os climas. 
A classifi cação mais utilizada para os tipos de clima do 
Brasil é baseada no geógrafo Arthur Strahler, que con-
sidera a circulação das massas de ar como o fator mais 
importante para a caract erização climática.
A classifi cação de Arthur Strahler, adaptada ao Bra-
sil, reconhece cinco regiões climáticas, defi nidas pela 
atuação de massas de ar equatorial, tropical e polar.
Basicamente, pode-se dizer que o Brasil tem seis 
domínios climáticos: clima equatorial, tropical, tropical 
semi-árido, lit orâneo, subtropical e tropical de altit ude.
01. Clima Equatorial
 Est á localizado nas proximidades da Linha do 
Equador. Chove regularmente durante o ano todo, e em 
grande quantidade; é bast ante úmido e a temperatura 
varia pouco durante o ano, com média de 26ºC.
02. Clima Tropical
 É o clima que predomina no territ ório brasi-
leiro. Os verões são ch uvosos e os invernos são secos. 
A temperatura nesse clima é alta e não varia muit o 
durante o ano.
03. Clima Semiárido
É o clima das zonas mais secas do interior do nordes-
te, região conhecida como Sertão Nordest ino. Caract eri-
za-se pela baixa umidade e temperaturas elevadas.
04. Clima Tropical Lit orâneo (Atlântico)
Esse clima cobre todo o lit oral do país, desde do Rio 
Grande do Norte até o Paraná. Caract eriza-se pelas tem-
peraturas elevadas e pela alta umidade, devido ao alto 
índice de ch uva. No lit oral do nordest e ocorre ch uvas 
principalmente no inverno.
05. Clima Tropical de Altit ude
É o clima das áreas com altit ude superior a 800 me-
tros na região sudest e. Os verões são quentes e ch uvosos 
e os invernos frios e secos.
06. Clima Subtropical
É o clima das regiões localizadas ao sul do Tropico 
de Capricórnio. A quantidade de ch uva não varia muit o 
durante o ano, mas as temperaturas mudam bast ante.
Classifi cação de Koppen – Geiger
Biogeografi a
A dist ribuição dos biomas terrest res e seus tipos de 
fauna e fl ora est ão ligados diretamente com o clima. 
Desse modo a cada tipo climático corresponde um bio-
ma, marcado por uma cobertura vegetal. O relevo (alti-
tude), as águas continentais ou oceânicas e os solos tam-
bém infl uenciam a dist ribuição dos biomas na superfície 
da Terra.
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GEOGRAFIA
Em relação às formações vegetais, podemos classifi -
ca-las quanto a:
UMIDADE:
Higrófi la – adaptada a grande umidade;
Tropófi la – adaptada a ambientes alternados, um 
período úmido e outro seco;
Xerófi la – adaptada à ambiente seco.
FOLHA:
Latifoliada – folhas largas;
Aciculifoliada – folha em forma de agulha ou pon-
tiaguda;
SAZONALIDADE:
Perenifólia - fl orest a sempre verde, não perdendo 
as folhas em nenhuma est ação.
Decídua - folhas caducas, ou seja, plantas que per-
dem suas folhas em certas épocas do ano (principalmen-
te no inverno).
TAMANHO (PORTE):
Florest al – Árvores altas, mata fech ada;
Arbust ivas – Árvores esparsas, predomínio de ar-
bust os;
Herbáceas – Formações de gramíneas, campos;
OUTROS TERMOS IMPORTANTES:
Coníferas – árvores com aparelho reprodutor em 
forma de cone (pinheiros).
Orófi la – planta adaptada às grandes altit udes.
Vegetação Heterogênea - vegetação const it uída 
de grande variedade de espécies 
Vegetação Homogênea - vegetação const it uída de 
poucas ou de uma única espécie.
Domínios Morfoclimáticos do Brasil
01. Domínio amazônico
É formado por terras baixas: depressões, planícies 
aluviais e planaltos, cobertos pela extensa fl orest a latifo-
liada equatorial Amazônica. É banhado pela Bacia Ama-
zônica, que se dest aca pelo grande potencial hidrelétri-
co, mas não aproveit ado. Apresenta grave problema de 
degradação ambiental, representado pelas queimadas e 
desmatamentos. 
02. Domínio do cerrado
Corresponde à área do Brasil Central e apresenta 
extensos ch apadões e ch apadas, com domínio do clima 
tropical semi úmido e vegetação do cerrado. A vegetação 
do cerrado é formada por arbust os com troncos e ga-
lhos retorcidos, recobertos por casca grossa. Os solos são 
pobres e ácidos, mas com a utilização do método da ca-
lagem, colocando-se calcário no solo, est ão sendo apro-
veit ados pelo setor agrícola, transformando-se na nova 
fronteira da agricultura, representada pela expansão do 
cultivo da soja, feijão, arroz e outros produtos.
Nesse domínio est ão as áreas dispersoras da Bacia do 
Paraná, do Paraguai, do Tocantins, do Madeira e outros 
rios dest acáveis.
03. Domínio dos mares de morros
Esse domínio acompanha a faixa lit orânea do Brasil 
desde o Nordest e até o Sul do País. Caract eriza-se pelo 
relevo com topografi a em “meia laranja”, mamelonares 
ou mares de morros, formados pela intensa ação erosiva 
na est rutura crist alina das Serras do Mar, da Mantiquei-ra e do Espinhaço. Apresenta predominantemente cli-
ma tropical quente e úmido, caract erizado pela fl orest a 
latifoliada tropical, que, na encost a da Serra do Mar, é 
conhecida como Mata Atlântica. Essa paisagem sofreu 
grande degradação em consequência da forte ocupação 
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CAPÍTULO 06 - Hidrografi a do Brasil
15
humana. Além do desmatamento, esse domínio sofre in-
tenso processo erosivo (relevo acidentado e clima úmido), 
com deslizamentos frequentes e formação de voçorocas.
04. Domínio da caatinga
Corresponde à região da depressão sertaneja nordes-
tina, com clima quente e semiárido e típica vegetação de 
caatinga formada por cact áceas, bromeliáceas e árvores. 
Dest aca-se o extrativismo vegetal de fi bras, como o ca-
roá, o sisal e a piaçava. A bacia do São Francisco atraves-
sa o domínio da caatinga e tem dest aque pelo aprovei-
tamento hidrelétrico e pelos projetos de irrigação no seu 
vale, onde a produção de frutas (melão, manga, goiaba, 
uva) tem apresentado expansão. A tradicional ocupação 
da caatinga é a pecuária extensiva de corte, com baixo 
aproveit amento. No domínio da caatinga, aparecem os 
inselbergs, ou morros residuais, resultantes do processo 
de pediplanação em clima semiárido.
05. Domínio da araucária
É o domínio que ocupa o planalto da Bacia do Rio Pa-
raná, onde o clima subtropical est á associado às médias 
altit udes, entre800 e 1300 metros. Nesse domínio apare-
cem áreas com manch as de terra roxa, como no Paraná. 
A fl orest a de araucária também é conhecida como 
Mata dos Pinhais; é homogênea, aciculifoliada e tem 
grande aproveit amento de madeira e erva-mate. A in-
tensa ocupação agrária (café, soja) desse domínio é a res-
ponsável pela devast ação dessa fl orest a.
06. Domínio das pradarias
Domínio representado pelo Pampa, ou Campanha 
Gaúch a, onde o relevo é baixo, com suaves ondulações 
(coxilhas) e coberto pela vegetação herbácea das prada-
rias (campos). 
A ocupação econômica desse domínio tem-se efe-
tuado pela pecuária extensiva de corte, com gado tipo 
europeu, obtendo altos rendimentos e pela rizicultura 
irrigada.
As faixas de transição
Na passagem de um domínio para outro aparecem 
áreas onde é possível perceber a exist ência de duas ou 
mais paisagens diferentes que compõem um espaço di-
ferenciado e muit o representativo. São as faixas de tran-
sição e delas se pode dest acar: 
No Nordest e
Os manguezais na zona cost eira;
O agrest e entre a zona da mata e o sertão;
A mata dos cocais no meio-norte entre a caatinga e a 
fl orest a Amazônica.
No Sul
Zona de transição das pradarias, sit uado entre os do-
mínios da Araucária e das pradarias.
No Centro-oest e
- O Pantanal
6. HIDROGRAFIA DO BRASIL 
O Brasil é considerado o país mais rico do mundo 
em água doce, os rios são volumosos e em sua maioria, 
perenes ou seja nunca secam. 
Bacia hidrográfi ca é defi nido como uma região so-
bre a terra que faz toda a drenagem das águas de pre-
cipit ações para um ponto fi xo, sempre dos pontos mais 
altos para os pontos mais baixos.
Os rios como parte integrante de uma bacia hi-
drográfi ca é compost o em sua maioria por água doce e 
pode ser classifi cado de diversas formas, afl uente é a 
denominação dada para os rios menores que desaguam 
em rios principais o local exato onde o rio desagua é 
ch amado de foz, a foz de um rio pode ser classifi cada da 
seguintes maneiras:
FOZ TIPO ESTUÁRIO: É aquela que apresenta um 
único canal para desaguar e não exist e nenhum obst á-
culo nest e processo.
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GEOGRAFIA
FOZ DO TIPO DELTA: Geralmente são vários ca-
nais entre pequenas ilhas que são formadas de forma 
natural ou por sedimentos transportados pelas aguas do 
rio.
FOZ DO TIPO MISTA OU COMPLEXA: É aquela 
que apresenta os dois tipos de foz anterior no mesmo 
local ou seja foz tipo delta e foz est uário, como por exem-
plo o rio Amazonas, no Brasil.
No Brasil o tipo de foz predominante nos rios são as 
do tipo est uário, com algumas poucas exceções que é o 
caso do dela do Parnaíba, sit uado entre o maranhão e o 
Piauí. O rio Amazonas é considerado o principal rio bra-
sileiro est e possui foz mist a (em delta e est uário). 
A hidrografi a dos rios no Brasil predominam-se em 
rios de planaltos ou seja em relevo com superfície mais 
elevadas.
O Brasil possui sete bacias hidrográfi cas no entanto 
quatro delas se dest acam por sua extensão e pela im-
portância dos seus rios principais :a Amazônica ,a plati-
na ,a do São Francisco e a do Tocantins-Araguaia.
 
BACIA AMAZÔNICA: É a maior bacia hidrográfi ca 
do mundo também é muit o rica em volume de água des-
te modo resulta em um grande potencial de produção 
de energia elétrica essa bacia abrange vários est ados 
brasileiros (Amazonas, Roraima, Rondônia, Mato Gros-
so, Pará e Amapá), além de países vizinhos (Peru, Co-
lômbia, Equador, Venezuela, Guiana e Bolívia)
BACIA PLATINA: Se diferencia das demais por se 
const it uir de mais três bacias secundarias:
Bacia Paraná: É considerada a segunda a maior ba-
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CAPÍTULO 06 - Hidrografia do Brasil
17
cia hidroelétrica do país, seu rio principal é o Paraná 
nele estão localizadas várias hidroelétricas dentre elas 
a usina de Itaipu uma das maiores do mundo que só é 
superada pela usina de Três Gargantas.
BACIA PARAGUAI: É a maior bacia essencialmen-
te de planície, seu principal rio é o Paraguai drena o 
Pantanal mato-grossense.
BACIA URUGUAI: Se caracteriza por ter seu rio 
principal (Uruguai) sendo menor da bacia Platina. Pos-
sui suas nascentes na Serra Geral, através da conflu-
ência dos Rios Canoas e Pelotas. É um rio de planalto, 
com grande potencial hidráulico, mas no entanto, pouco 
explorado.
BACIA DO TOCANTINS-ARAGUAIA: Está lo-
calizada no centro norte do Brasil e por esse motivo é 
considerada a bacia inteiramente brasileira, em seu rio 
principal, o Tocantins, foi construída a hidrelétrica de 
Tucuruí que abastece grande parte da região norte, e 
também o projeto Grande Carajás, de exploração de mi-
nérios no Pará.
BACIA SÃO FRANCISCO: Possui suas nascentes 
em Minas Gerais, na Serra da Canastra. É um Rio de 
Planalto, portanto possui grande potencial hidráulico. 
Seu rio principal o São Francisco, é de extrema impor-
tância para a população que residem em seu percurso 
pois é navegável entre Minas Gerais e Bahia. Em seu 
curso, vem se desenvolvendo o Projeto de Transposição, 
Que tem como objetivo levar águas às regiões do semi-
árido nordestino.
Oceanos e Mares
A área do conhecimento que se propõe a estudar os 
oceanos e mares é denominado de oceanografia. Tanto 
os mares como os oceanos possuem uma grande impor-
tância no biosfera. 
 Em uma concepção ambiental, os oceanos e mares, 
contribui na composição e equilíbrio climático, uma vez 
que os oceanos abrigam seres (fitoplanctons) que são 
responsáveis pela produção de grande parte do oxigênio 
do planeta e também por reter calor em períodos maio-
res que os continentes, denominado de maritimidade.
Em uma visão mais humana e econômica, os oceanos 
e mares exerceram e ainda exercem grande importância 
no que se refere às estratégias militares e comerciais, a 
exportação, a pesca, o turismo e muitos outros.
Por isso que, países que não dispõe de um litoral per-
manecem dependentes de outras nações para escoar sua 
produção destinada à exportação e receber as importa-
ções, isso faz parte da realidade de países como Afega-
nistão, Áustria, Suíça, Paraguai e Bolívia.
Conceitos: 
Oceanos correspondem a grandesporções de água 
salgada que se encontram dispersas sobre grande parte 
da superfície terrestre. Temos, Oceano Atlântico, Pacífico 
e Índico. Alguns autores acrescentam ainda os oceanos 
Glaciar Ártico e Antártico. 
Já os mares são porções menores de água salgada e 
podem ser classificados em:
a. Abertos ou Costeiros – Possuem ampla 
ligação com os oceanos. Exemplo: Mar do Japão, 
Mar do Caribe, Mar da China etc.
b. Interiores ou Mediterrâneos –Possuem 
ligação com os oceanos, através de estreitos ou 
canais. Exemplo: Mar Mediterrâneo, Mar Verme-
lho, Mar Negro etc.
c. Fechados ou Isolados –Não possuem li-
gação visível com os oceanos. Exemplo: Mar de 
Aral, Mar Cáspio, Mar morto.
Os mares não possuem uma homogeneidade quanto 
à sua composição física no espaço geográfico. 
Mar Territorial
Correspondem a porção de águas que se encontram 
próximo ao litoral de um país. Estas águas, ou as por-
ções destas águas estão divididas em: águas interiores, 
mar territorial, zona contígua, zona econômica exclu-
siva, plataforma continental, etc., e são regulados pela 
Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar 
(CNUDM), celebrada em 1982 em Montego Bay, Jamaica, 
como resultado da Terceira Conferência das Nações Uni-
das sobre o Direito do Mar (Nova York, 1973-1982) e que 
constitui o mais recente esforço de codificação do direito 
internacional que regula os oceanos. Vamos conhecer 
um pouco sobre cada uma destas porções. 
Águas Interiores: 
É todo conjunto de porções líquidas encontradas no 
interior de um arquipélago, como mar interior, lagos, 
rios, águas subterrâneas etc. 
Mar territorial: 
Corresponde a uma faixa de águas costeiras que al-
cança 12 milhas marítimas (22 quilómetros) a partir do 
litoral de um Estado que são consideradas parte do ter-
ritório soberano daquele Estado. A largura do mar terri-
torial é contada a partir da linha de base, isto é, a linha 
de baixa-mar ao longo da costa, tal como indicada nas 
cartas marítimas de grande escala reconhecidas oficial-
mente pelo Estado costeiro.
Nesta porção de águas, o país exerce todo o direito 
estendido a sua porção continental e a suas águas inte-
riores. Qualquer embarcação, deve ter autorização para 
navegar nesta porção, bem como o reconhecimento da 
Marinha Mercante do país que possui posse neste es-
paço. 
Zona contígua: 
Nesta área a, CNUDM ( Conselho das Nações Unidas 
sobre o Direito do Mar), permite que o Estado costeiro, 
comprovando a necessidade, mantenha sob seu controle 
uma área de até 12 milhas marítimas, adicionalmente às 
12 milhas do mar territorial, para o propósito de evitar 
ou reprimir as infracções às suas leis e regulamentos 
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18
GEOGRAFIA
aduaneiros, fiscais, de imigração, sanitários ou de outra 
natureza no seu território ou mar territorial.
Zona Econômica Exclusiva (ZEE): 
A ZEE é uma faixa de água que começa no limite ex-
terior do mar territorial de um Estado costeiro e termina 
a uma distância de 200 milhas marítimas (370 km) do 
litoral (exceto se o limite exterior for mais próximo de 
outro Estado) na qual o Estado costeiro dispõe de direitos 
especiais sobre a exploração e uso de recursos marinhos.
Nesta Zona Econômica Exclusiva o país detém o di-
reito de: 
a. Direitos de soberania para fins de explora-
ção e aproveitamento, conservação e gestão dos 
recursos naturais, vivos ou não vivos das águas 
sobrejacentes ao leito do mar, do leito do mar e 
seu subsolo, e no que se refere a outras atividades 
com vista à exploração e aproveitamento da zona 
para fins económicos, como a produção de ener-
gia a partir da água, das correntes e dos ventos;
b. Jurisdição, de conformidade com as dispo-
sições pertinentes da presente convenção, no que 
se refere a:
I. colocação e utilização de ilhas artificiais, 
instalações e estruturas;
II. investigação cientifica marinha;
III. proteção e preservação do meio marinho.
Plataforma Continental Jurídica (legal):
Segundo a CNUDM, “a plataforma continental de um 
Estado costeiro compreende o leito e o subsolo das áreas 
submarinas que se estendem além do seu mar territo-
rial, em toda a extensão do prolongamento natural do 
seu território terrestre, até ao bordo exterior da margem 
continental, ou até uma distância de 200 milhas marí-
timas das linhas de base a partir das quais se mede a 
largura do mar territorial, nos casos em que o bordo ex-
terior da margem continental não atinja essa distância.”
Alto Mar ou Águas Internacionais: 
Corresponde as águas que estão além da Zona Eco-
nômica Exclusiva. De maneira geral, alto-mar é o con-
junto das zonas marítimas que não se encontram sob 
jurisdição de nenhum Estado. Nos termos do direito do 
mar, qualquer reivindicação de soberania sobre tais zo-
nas, da parte de um Estado, é ilegítima.
No alto-mar ou Águas Internacionais, vigora o prin-
cípio da “liberdade do alto-mar”: são livres a navegação, 
o sobrevoo, a pesca, a pesquisa científica, a instalação 
de cabos e a construção de ilhas artificiais. Outro prin-
cípio de direito do mar aplicável ao alto-mar é o do uso 
pacífico.
A única jurisdição aplicável a um navio em alto-mar 
é a do Estado cuja bandeira a embarcação arvora. Tais 
Estados têm a obrigação, quanto aos seus navios de ban-
deira, em alto-mar, prevista pela Convenção das Nações 
Unidas sobre o Direito do Mar, de: 
a. tomar as medidas necessárias à preservação 
da segurança da navegação (condições de nave-
gabilidade dos navios, qualificação da tripulação 
etc.),
b. exigir dos capitães dos navios que prestem 
assistência a pessoas em perigo.
c. impedir o transporte de escravos,
d. impedir a pirataria, 
e. impedir o tráfico de drogas.
7. DEMOGRAFIA
A demografia é a área do conhecimento que se preo-
cupa em estudar o comportamento, as transformações e 
a dinâmica geral da população, utilizando-se principal-
mente de elementos estatísticos e pesquisas qualitativas. 
Esse ramo do saber em muito se aproxima à Geografia 
da População, que, da mesma forma, também se preocu-
pa com as dinâmicas populacionais, enfatizando as ques-
tões sociais relacionadas ao espaço geográfico.
A população é definida como o número de pessoas 
que habita um determinado território ou região. Dessa 
forma, os seus ciclos de crescimento, seu nível médio de 
renda, sua distribuição, entre outros fatores, são de fun-
damental importância para a compreensão do funciona-
mento dos diversos aspectos do espaço social.
Um dos elementos demográficos mais estudados pela 
Geografia da População e pela Demografia é o índice de 
crescimento populacional. O crescimento acelerado ou 
desacelerado das populações é algo constantemente 
debatido e teorizado por especialistas e teóricos dessas 
áreas do saber. Precisar com detalhes o funcionamento 
desse fator é importante para o planejamento de políti-
cas públicas e ações sociais.
O principal órgão brasileiro de pesquisa sobre a po-
pulação é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 
o IBGE. Esse organismo realiza a cada dez anos o Cen-
so Demográfico, uma importante e abrangente forma 
de quantificar estatisticamente os mais diversos dados 
e informações, envolvendo desde a renda e a saúde da 
população até a sua preferência religiosa.
Teorias Demográficas
São estudos elaborados com o objetivo de conhecer 
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CAPÍTULO 07 - Demografia
19
as transformações que ocorreram e ocorrem nas popula-
ções, bem como, a utilização dos recursos naturais dispo-
níveis para a sobrevivência da espécie humana.
A formulação destas teorias, se deve a necessidade 
de se entender a dinâmica sobre a população mundial 
ou local, e hoje servemde base para o estudo e a com-
preensão do tema, mesmo que algumas destas teorias, 
já foram constatadas como ultrapassadas ou incorretas. 
Vamos conhecer um pouco sobre cada uma delas.
Teoria Malthusiana ou Malthusianismo:
 Formulada por, Thomas Robert Malthus (1766-1834), 
economista liberal e historiador inglês, elaborou ao final 
do século XVIII uma teoria populacional que apontava 
para o desequilíbrio existente entre os crescimentos 
demográficos e a disponibilidade de recursos na Terra. 
Em seu livro Ensaio sobre o princípio da população, ele 
afirmava categoricamente que o planeta, em pouco tem-
po, não seria capaz de atender ao número de habitantes 
existentes.
De acordo com a Teoria Malthusiana, as populações 
aceleravam sempre o seu ritmo de crescimento, que se-
guia a linha de uma progressão geométrica (1, 2, 4, 8, 16, 
32, 64, 128, 256, …), enquanto a disponibilidade de recur-
sos e de alimentos aumentaria conforme uma progressão 
aritmética (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, …), sendo menor, portanto. 
Malthus previa um futuro catastrófico para a população, 
pois para ao mesmo não haveria alimentos para atender 
as necessidades da crescente população. Como solução, 
Malthus apontava para o controle moral da população. 
Em virtude de sua filiação religiosa, ele era contra a ado-
ção de qualquer tipo de método contraceptivo, dizendo 
que os casais só deveriam procriar caso houvesse con-
dições para sustentar seus filhos. Além disso, Malthus 
também dizia que os trabalhadores mais pobres deve-
riam apenas receber o mínimo para o seu sustento, pois 
acreditava que a melhoria nas condições sociais elevaria 
ainda mais o número de nascimentos.
Podemos constatar que Malthus errou em subesti-
mar os avanços tecnológicos nos processos de produção, 
que fizeram com que a oferta de recursos e alimentos se 
ampliasse muito acima do previsto. Apesar que a teoria 
foi elaboradas com base nas perspectiva da época. 
Observa-se atualmente que a tendência é que as 
sociedades mais desenvolvidas gerem menos filhos, ao 
contrário do que o economista inglês imaginava.
Teoria Neomalthusiana ou Pessimista:
Com o fima da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), 
ocorreu o que muitos autores chamam de “explosão de-
mográfica”, por que os principais países desenvolvidos 
do mundo tiveram um aumento rápido e repentino de 
sua população. Da mesma forma, nos anos seguintes, 
muitos países subdesenvolvidos (incluindo o Brasil) pas-
saram pelo mesmo processo, sobretudo porque nesses 
países, com históricos de altas natalidades e mortalida-
des, o número de óbitos foi reduzido e a expectativa de 
vida, elevada, principalmente pelas melhorias nas condi-
ções medico-sanitárias. 
Com este grande crescimento da população ass te-
orias de Malthus ganharam um novo eco entre muitos 
pensadores e governantes. Para os Neomalthusianos, as 
populações, sobretudo as de baixa renda, deveriam ter 
os seus índices de natalidade controlados. Para isso, a 
difusão dos métodos contraceptivos tornou-se funda-
mental. Em alguns países, como China e Índia, gover-
nos adotaram medidas de esterilização em massa sobre 
pessoas pobres, além de distribuírem anticoncepcionais 
gratuitamente e promover campanhas de conscientiza-
ção. Difundem-se, até os dias atuais, muitas campanhas 
ou imagens publicitárias com o modelo ideal de família 
formado pelos pais e dois filhos apenas.
Teoria Reformista, Otimista ou Marxista
Muitas críticas foram feitas a teoria Malthusiana. 
Malthus, em várias ocasiões foi acusado de disseminar 
os ideais capitalistas, ao afirmar que a miséria, a pobre-
za não só eram necessárias, como serviriam para pro-
mover o controle de natalidade para a época. A Teoria 
Reformista, surge em um momento de crítica ao sistema 
vigente na época, e possui base Socialista, que também 
surgiu como uma opção ao Capitalismo reinante neste 
período. 
O socialista utópico do século XIX, Pierre-Joseph 
Proudhon, afirmava: “Há somente um homem excedente 
na Terra: Malthus”. E nessa mesma linha seguiam muitos 
teóricos que acreditavam que a desigualdade na rela-
ção entre recursos naturais, alimentos e o crescimento 
populacional não estava no número de habitantes, mas 
na distribuição de renda. Em geral, muitas dessas ideias 
aproximavam-se dos ideais defendidos por Karl Marx, 
sendo então relacionadas com o que se chamou de Teo-
ria Marxista ou Reformista da população.
Por fim, para essa concepção, não é o “controle moral” 
da população o necessário para combater a ocorrência 
da fome e da miséria, mas a adoção de políticas sociais 
de combate à pobreza, com a aplicação de leis trabalhis-
tas que assegurem a melhoria na distribuição da renda 
do trabalhador. 
Transição Demográfica
A transição demográfica, é uma concepção que afir-
ma que todos os países passam por diferentes estágio 
em seu crescimento populacional. Este crescimento, bem 
como a transição demográfica, tem a haver diretamen-
te com as taxas de natalidade e taxas de mortalidades. 
Afirma também que todos os países passam por estes 
estágios cedo ou tarde. 
A Transição demográfica afirma que no primeiro es-
tágio, o crescimento vegetativo é baixo, pois as taxas de 
natalidade são altas, mas as taxas de mortalidade tam-
bém são altas. Já no segundo estágio, ocorre um grande 
crescimento demográfico, pois as taxas de natalidade são 
altas e ocorre uma queda acentuada das taxas de mor-
talidade, ocorrendo assim um grande crescimento da 
população ou também chamado crescimento vegetativo. 
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20
GEOGRAFIA
No terceiro est ágio, ocorre uma redução do crescimento 
populacional, pois as taxas de natalidade também come-
çam a cair. Portanto temos uma baixa taxa de natalidade 
e baixa taxa de mortalidade. Já é possível, na atualida-
de, observarmos um quarto est ágio na transição demo-
gráfi ca, onde as taxas de natalidade continuam baixas, 
e ocorre uma elevação das taxas de mortalidade, pelo 
envelhecimento da população. Observa-se est a sit uação 
já em alguns países europeus como a França, Itália etc. 
No caso do Brasil, est amos passando do segundo est ágio 
para o terceiro est ágio da transição demográfi ca. É pos-
sível imaginar que daqui a algumas décadas, possivel-
mente iremos atingir o quarto est ágio. É importante sa-
lientar que não há, períodos est áticos de transição de um 
est ágio para outro, depende das caract eríst icas sociais e 
econômicas de cada país. Por isso que, ao entendermos 
o processo de transição demográfi ca, nos ajuda a refl e-
tir sobre o envelhecimento da população e consequen-
temente nos permit e uma análise sobre a previdência 
social dos países. Por isso, vamos conhecer um pouco 
sobre a população brasileira no capit ulo a seguir.
População do Brasil
 
Segundo os dados do Censo Demográfi co de 2010, 
realizado pelo Inst it uto Brasileiro de Geografi a e Est atís-
tica (IBGE), a população total do Brasil era de aproxima-
damente 190.755.799 habit antes. Em 2015, est e número 
já é superior a 200.000.000 de habit antes. Esse elevado 
contingente populacional coloca o país entre os mais po-
pulosos do mundo. O Brasil ocupa hoje o quinto lugar 
dentre os mais populosos, sendo superado somente pela 
China (1,3 bilhão), Índia (1,1 bilhão), Est ados Unidos (314 
milhões) e Indonésia (229 milhões).
A dist ribuição da população brasileira é irregular, 
isso se deve a fatores hist óricos e econômicos ligados a 
ocupação do Brasil e a sua posição econômica hist órica 
voltada ao mercado externo. Percebemos assim, que a 
maior concentração populacional encontra-se respec-
tivamente no Sudest e, Nordest e, Sul, Centro-Oest e e 
Norte. O centro-Oest e e Norte do país, vem recebendo 
nos últimos anos grandes contingentes populacional, em 
face do grande números deprojetos de desenvolvimento 
econômicos, como a const rução de hidrelétricas, rodo-
vias, ferrovias etc. Mas, ainda comparada com o Sudest e, 
Nordest e e Sul, a densidade demográfi ca dest a região e 
do Centro-Oest e é bast ante baixa. 
Vejamos o mapa abaixo:
É importante reforçarmos a ideia que a dist ribui-
ção da população est á relacionada a maneira de como 
o Brasil teve sua evolução hist órica e econômica, est a 
evolução se refl ete na maneira de como a população se 
dist ribui e nos ajuda a entender, quais as áreas que mais 
vem atraindo contingentes populacionais na atualidade.
Vamos tratar um pouco sobre o crescimento da po-
pulação brasileira.
Nos últimos anos, apesar de ter se est abilizado a po-
pulação brasileira teve um certo crescimento, e vai, de 
forma mais lenta, ainda crescer, est ima-se que até o ano 
de 2025 o Brasil terá quase 250 milhões de habit antes, 
possivelmente melhor dist ribuída do que podemos ob-
servar no mapa acima.
Para podermos falar de crescimento populacional é 
preciso saber um conceit o: o de crescimento vegetativo.
Crescimento vegetativo: é a diferença entre a taxa de 
natalidade e a taxa de mortalidade.
Est e conceit o, nos permit e entender se uma popula-
ção est á em fase de crescimento, de est abilização ou já 
est á em uma fase de decréscimo de sua população.
Vamos observar o mapa abaixo: 
É importante lembrar, antes de mais nada, que a imi-
gração contribuiu para o crescimento da população, mas 
não foi e não é o fator principal dest e crescimento.
O nosso maior crescimento populacional teve início 
a partir de 1930, quando iniciou-se no Brasil o proces-
so de indust rialização e urbanização que trouxe muit as 
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CAPÍTULO 07 - Demografi a
21
mudanças que ajudaram a infl uenciar no nosso cresci-
mento. Até então, o Brasil era um país agrário, com po-
pulação predominantemente vivendo no campo. 
Já nos anos 50, o lado urbano do Brasil começou a 
crescer. Muit as pessoas começaram a deixar os campos 
para trabalhar nas cidades, principalmente nas regiões 
sudest e, onde a indust rialização era muit o ativa, e na 
região centro-oest e, com a const rução de Brasília, que 
atraiu muit os trabalhadores. 
A urbanização melhorou muit o a vida dos brasileiros. 
Nas cidades havia uma melhor condição de vida (higiene 
e saúde, água tratada, serviços de vacinação, de sanea-
mento básico, como consequência a taxa de mortalidade 
diminuiu bast ante.
Com a queda nas taxas de mortalidade, houve um 
grande crescimento da população, já que as taxas de na-
talidade continuaram altas.
As novas condições de vida nas cidades e a revolu-
ção no campo da medicina, bem como o melhor acesso 
das pessoas a novos medicamentos, provocaram um alto 
crescimento vegetativo da população.
Os anos 60 foram marcados por uma revolução nos 
cost umes, não só por causa da pílula, que diminuiu mui-
to a taxa de natalidade, mas também outros fatores como 
a vida na cidade e a entrada da mulher no mercado de 
trabalho ajudaram muit o a reduzir esse índice de cres-
cimento. 
Na atualidade, as famílias não são mais tão nume-
rosas, principalmente nas zonas urbanas. O controle da 
natalidade de forma espontânea, est á se tornando hábit o 
até mesmo nas camadas mais pobres. Sem contar que 
nas décadas seguintes, as sucessivas crises econômicas, 
também contribuíram para que as famílias repensassem 
o número de fi lhos que queriam ter. 
As melhorias nas condições sociais e econômicas não 
são homogêneas, e não melhoraram as condições de vida 
de todas as pessoas. É possível ver no Brasil uma grande 
desigualdade social, não entre as regiões, mas também 
entre as pessoas dentro de uma mesma região. Podemos 
observar isso, pela expect ativa de vida do indivíduo. 
Há muit a diferença entre a expect ativa de vida dos 
sulist as e dos nordest inos. Os dados afi rmam que no sul, 
as pessoas vivem mais do que no nordest e.
A mortalidade infantil também é alta no nordest e, 
just amente por causa da precária assist ência médica, 
principalmente com as mulheres grávidas, e as próprias 
condições de miséria que vive grande parte do povo nor-
dest ino. Mas vamos conhecer um pouco mais sobre os 
indicadores sociais e econômicos.
Indicadores Sociais e Econômicos
Os indicadores sociais e econômicos, são meios uti-
lizados para classifi car os países como sendo: Ricos (de-
senvolvidos), Em Desenvolvimento (economia emergen-
te) ou Pobres (subdesenvolvidos). Tendo isso por base, 
organizações internacionais avaliam os países seguindo 
alguns crit érios:
Expect ativa de vida - É a média de anos de vida 
de uma pessoa em determinado país. Ela depende de vá-
rios fatores, entre eles podemos cit ar: alimentação, ren-
da, educação, saúde, saneamento básico, qualidade de 
vida em geral. Quanto melhores forem est es elementos, 
maior será a expect ativa de vida. 
Observe o gráfi co a seguir. 
• Taxa de mortalidade - Corresponde ao número 
de pessoas que vem a óbit o durante o ano. 
• Taxa de mortalidade infantil - Corresponde ao 
número de crianças que morrem antes de completar 1 
ano. Segundo a ONU, quanto maior a mortalidade infan-
til, piores os indicadores socioeconômicos. 
• Taxa de analfabetismo - Corresponde ao percen-
tual de pessoas que não sabem ler e nem escrever. 
• Renda Nacional Bruta (RNB) per capit a, basea-
da na paridade de poder de compra dos habit antes.
• Saúde - Refere-se à qualidade da saúde da popu-
lação, bem como o acesso que a mesma tem a saúde de 
qualidade. 
• Alimentação - Refere-se à alimentação mínima 
que uma pessoa necessit a, cerca de 2.500 calorias, e se 
essa alimentação é balanceada. É importante cit ar, que 
nem sempre se avalia a quantidade, que também é im-
portante sem dúvida, mas acima de tudo a qualidade da 
alimentação. 
• Condições médico-sanit árias – Representa o 
acesso que as pessoas tema saneamento básico. 
• Qualidade de vida e acesso ao consumo - Est á 
relacionado ao número de carros, de computadores, tele-
visores, celulares, acesso à internet entre outros. 
Vários dest es it ens, como saúde, educação e renda, 
serão base para a análise do IDH. Est e índice é utiliza-
do pela ONU, para classifi car os países dentro de um 
ranking que é divulgado em períodos como forma de 
ch amar a atenção dos governantes sobre a necessidade 
de se tomar providências sobre os maiores problemas 
que atingem a população.
O IDH é um indicador que varia de 0 a 1.0. Quanto 
mais próximo de 1.0, melhores são as condições dos it ens 
cit ados acima. Quanto mais próximo de 0, piores serão 
est es it ens e consequentemente as condições de vida da 
população analisada será pior. Vejamos o gráfi co abaixo 
a evolução do IDH brasileiro de 1980 a 2012, para que 
possamos ter ima ideia de como ele evoluiu. 
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22
GEOGRAFIA
O índice 1 não foi alcançado por nenhum país do 
mundo, pois tal índice iria signifi car que determinado 
país apresenta uma realidade quase que perfeit a, por 
exemplo, uma elevada renda per capit a, expect ativa de 
vida de 90 anos e assim por diante.
Também é bom ressaltar que não exist e nenhum país 
do mundo com índice 0, pois se isso ocorresse era o mes-
mo que apresentar, por exemplo, taxas de analfabetismo 
de 100% e todos os outros indicadores em níveis desas-
trosos.
Na atualidade o Brasil, possui um IDH acima de 
0.800, o que representa um IDH alto, por mais que isso 
não signifi ca que as condições reais do país sejam repre-
sentadas como sendo boas. Por isso, que o IDH, é crit ica-
do por alguns economist as, pois os mesmos afi rmam que 
ele apenas traz dados parciais pois trabalha com médias, 
e não sãodados reais da verdadeira condição que vive 
determinados povos.
8. URBANIZAÇÃO NO MUNDO
A urbanização pode ser entendia como o processo de 
afast amento das caract eríst icas rurais de um lugar ou 
região, para caract eríst icas urbanas. Normalmente ocor-
re através do desenvolvimento tecnológico. 
Dentro da demografi a o termo signifi ca a redist ribui-
ção das populações das zonas rurais para assentamen-
tos urbanos, mas também pode designar a ação de dotar 
uma área com infraest rutura e equipamentos urbanos. 
Urbanização, também pode ser entendida como o 
conjunto dos trabalhos necessários para dotar uma área 
de infraest rutura, como água, esgoto, gás, eletricidade e/
ou serviços urbanos como transporte, educação, saúde 
e etc.
É est udada por várias ciências, como a sociologia, a 
geografi a e a antropologia, e as disciplinas que procuram 
entender, regular, desenhar e planejar os processos de 
urbanização são o urbanismo, o planejamento urbano, o 
planejamento da paisagem, o desenho urbano, a geogra-
fi a, entre outras.
O processo de indust rialização do século XIX pro-
vocou um rápido crescimento das cidades, na maioria 
das vezes est as grandes aglomerações de habit ações 
levaram a péssimas condições com problemas de abas-
tecimento, zonas insalubres e difi culdade de trânsit o. O 
aumento do tráfego e a inst alação de indúst rias provo-
caram e provocam assim uma contaminação crescente 
do meio.
O processo de urbanização deu lugar à origem de 
grandes cidades como por exemplo, na região do Ruhr, 
na Alemanha, onde as cidades se encontram contíguas 
sem espaços de separação. Não havendo assim, uma se-
paração entre a cidade e o campo. 
Muit os autores entendem urbanização como sendo o 
aumento proporcional da população urbana em relação 
à população rural, só ocorrendo urbanização quando o 
crescimento da população urbana é superior ao cresci-
mento da população rural.
Mas nem sempre o homem habit ou em cidades, os 
primeiros habit antes eram nômades, portanto não ti-
nham residência fi xa e viviam da caça, pesca e coleta, 
post eriormente deixaram essa condição para se torna-
rem produtores.
A partir de então o homem foi se aglomerando em 
centros urbanos e desenvolvendo atividades econômi-
cas. Sendo assim, o processo de urbanização tem duas 
fases marcantes, a primeira ocorreu com a Revolução 
Indust rial no fi m do século XVIII, esse acontecimento 
provocou uma enorme migração, pessoas que habit avam 
áreas rurais saíram rumo às cidades, mas isso aconteceu 
somente nos países envolvidos na revolução e não em 
escala planetária. A segunda aconteceu após a II Guer-
ra Mundial, mas essa não foi motivada pela indust riali-
zação, houve um êxodo rural em massa desencadeado 
pelo fascínio urbano, melhores condições de vida, opor-
tunidades de est udo e trabalho, e pela mecanização do 
campo. 
Esse processo não sucedeu simultaneamente no 
mundo, haja vist a que os países indust rializados já ha-
viam atravessado esse período, no caso dos países em 
desenvolvimento e de indust rialização tardia, o cresci-
mento urbano acontece atualmente de forma acelerada 
e desordenada. A falta de planejamento urbano tem fa-
vorecido a proliferação de graves problemas, tais como 
a favelização, falta de infraest rutura, violência, poluição 
de todas as modalidades, desemprego e muit os outros.
Urbanização brasileira
O processo de urbanização no Brasil teve início no 
século XX, a partir do processo de indust rialização, que 
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CAPÍTULO 08 - Urbanização no Mundo
23
funcionou como um dos principais fatores para o deslo-
camento da população da área rural em direção a área 
urbana. Esse deslocamento, também ch amado de êxodo 
rural, provocou a mudança de um modelo agrário-ex-
portador para um modelo urbano-indust rial. Atualmen-
te, mais de 80% da população brasileira vive em áreas 
urbanas, o que equivale aos níveis de urbanização dos 
países desenvolvidos.
Até 1950 o Brasil era um país de população, predo-
minantemente, rural. As principais atividades econômi-
cas est avam associadas à exportação de produtos agrí-
colas, dentre eles o café. A partir do início do processo 
indust rial, em 1930, começou a se criar no país condi-
ções específi cas para o aumento do êxodo rural. Além 
da indust rialização, também est eve associado a esse 
deslocamento campo-cidade, dois outros fatores, como a 
concentração fundiária e a mecanização do campo.
Em 1940, apenas 31% da população brasileira vivia 
em cidades. Foi a partir de 1950 que o processo de urba-
nização se intensifi cou, pois com a indust rialização pro-
movida por Getúlio Vargas e Juscelino Kubit sch ek houve 
a formação de um mercado interno integrado que atraiu 
milhares de pessoas para o Sudest e do país, região que 
possuía a maior infraest rutura e, consequentemente, a 
que concentrava o maior número de indúst rias.
 
A partir de 1970, mais da metade dos brasileiros já 
se encontrava em áreas urbanas, cuja oferta de emprego 
e de serviços, como saúde, educação e transporte, eram 
maiores. Em 60 anos, a população rural aumentou cerca 
de 12%, enquanto que a população urbana passou de 13 
milhões de habit antes para 138 milhões, um aumento de 
mais de 1.000%.
Desigualdades no Processo de 
Urbanização
O processo de urbanização no Brasil ocorreu de for-
ma diferenciada, principalmente pelas diferenças regio-
nais e difi culdades de inserção de algumas regiões na 
economia nacional. Est a difi culdade est á atrelada aos 
meios de transportes principalmente, que com o tempo 
foram evoluindo, permit indo assim uma maior integra-
ção entre as diferentes partes do Brasil. Vamos analisar 
um pouco sobre a urbanização de cada região brasileira, 
considerando a tabela abaixo. 
A região Sudest e, por concentrar a maior parte das 
indúst rias do país, foi a que recebeu grandes fl uxos mi-
gratórios vindos da área rural, principalmente da região 
nordest e. Ao analisarmos a tabela abaixo, observamos 
que o Sudest e é a região que apresenta as maiores taxas 
de urbanização dos últimos 70 anos. A partir de 1960, 
com 57%, foi a primeira região a regist rar uma superio-
ridade de habit antes vivendo na área urbana em relação 
à população rural. 
Na região Centro-Oest e, o processo de urbanização 
teve como principal fator a const rução de Brasília, em 
1960, que atraiu milhares de trabalhadores, a maior par-
te deles vindos das regiões Norte e Nordest e. Desde o 
fi nal da década de 1960 e início da década de 1970, o 
Centro-Oest e tornou-se a segunda região mais urbani-
zada do país.
Taxa de Urbanização das Regiões Brasileiras 
(IBGE)
Região 1940 1950 1960 1970
Brasil 31,24 36,16 44,67 55,92
Norte 27,75 31,49 37,38 45,13
Nordest e 23,42 26,4 33,89 41,81
Sudest e 39,42 47,55 57 72,68
Sul 27,73 29,5 37,1 44,27
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GEOGRAFIA
Centro Oes-
te
21,52 24,38 34,22 48,04
REGIÃO 1980 1990 2000 2007
Brasil 67,59 75,59 81,23 83,48
Norte 51,65 59,05 69,83 76,43
Nordeste 50,46 60,65 69,04 71,76
Sudeste 82,81 88,02 90,52 92,03
Sul 62,41 74,12 80,94 82,9
Centro Oes-
te
67,79 81,28 86,73 86,81
REGIÃO 2010
Brasil 84,36
Norte 73,53
Nordeste 73,13
Sudeste 92,95
Sul 84,93
Centro Oes-
te
88,8
A urbanização na região Sul foi lenta até a década 
de 1970, em razão de suas características econômicas 
de predomínio da propriedade familiar e da policultura, 
pois um número reduzido de trabalhadores rurais aca-
bava migrando para as áreas urbanas.
A região Nordeste é a que apresenta hoje a menor 
taxa de urbanização no Brasil. Essa fraca urbanização 
está apoiada no fato de que dessa região partiramvárias 
correntes migratórias para o restante do país e, além dis-
so, o pequeno desenvolvimento econômico das cidades 
nordestinas não era capaz de atrair a sua própria popu-
lação rural.
Até a década de 60 a Região Norte era a segunda 
mais urbanizada do país, porém a concentração da eco-
nomia do país no Sudeste e o fluxo de migrantes dessa 
para outras regiões, fez com que o crescimento relativo 
da população urbana regional.
Observe o mapa:
Problemas Urbanos
A urbanização, rápida e recente do Brasil, levou a um 
desordenado processo de crescimento urbano o que por 
sua vez irá trazer uma série de consequências, e em sua 
maior parte negativas. A falta de planejamento urbano 
e de uma política econômica menos concentradora irá 
contribuir para a ocorrência de inúmeros problemas, e 
que alguns iremos dar ênfase a seguir. 
Favelização – Ocupações irregulares nas principais 
capitais brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo e 
tantas outras, são fruto do grande fluxo migratório em 
direção às áreas de maior oferta de emprego do país. A 
falta de uma política habitacional acabou contribuindo 
para a ocupação irregular e consequentemente, o au-
mento acelerado das favelas no Brasil.
Violência Urbana – Mesmo com o crescimento in-
dustrial do país e com a grande oferta de emprego nas 
cidades do sudeste, não havia oportunidades de empre-
go o bastante para o grande fluxo populacional que ha-
via se deslocado em um curto espaço de tempo. Por essa 
razão, o número de desempregados também era grande, 
o que passou a gerar um aumento dos roubos, furtos, e 
demais tipos de violência relacionadas às áreas urbanas.
Poluição – O grande número de indústrias, automó-
veis e de habitantes vai impactar o aumento das emissões 
de gases poluentes, assim como com a contaminação dos 
lençóis freáticos e rios dos principais centros urbanos.
Enchentes – A impermeabilização do solo pelo as-
faltamento e edificações, associado ao desmatamento e 
ao lixo industrial e residencial, fazem com que o proble-
mas das enchentes seja algo comum nas grandes cida-
des brasileiras.
Engarrafamentos – A grande frota de veículos, e a 
falta de um planejamento urbano, levaram a formação 
de grandes congestionamentos o que leva a perda de 
tempo e produtividade como diferentes formas de vio-
lência no trânsito.
Podemos destacar também, outros problemas, se-
jam eles ambientais, como o lixo, sejam eles sociais e 
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CAPÍTULO 09 - Migrações Internacionais
25
econômicos, como a falta de moradia, o desemprego, a 
violência etc. Todos estes problemas estão diretamente 
ligados ao processo de urbanização, ou a forma de como 
ele ocorre, que no caso do Brasil, como vimos, ocorreu de 
forma irregular. 
9. MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS
O seres humanos sempre se deslocaram no espaço 
geográfico. Seja para a busca de seu sustento, durante o 
período do nomadismo, seja posteriormente quando os 
meios de transportes evoluíram permitindo assim a mo-
bilidade humana de forma mais fácil e rápida. 
 Quando se trata de movi¬mentos populacionais que 
envolvem dois países diferentes, eles são chama¬dos de 
migrações internacionais ou migrações externas.
Nesse caso, uma população, ao sair de seu país de 
origem, é denominada emigrante e, ao entrar no novo 
país, é chamada de imigrante.
EMIGRAÇÃO ⇒ IMIGRAÇÃO
Na atualidade, as migrações inter¬nacionais são o 
reflexo das desigualda¬des entre países ricos e países 
pobres, entre países estáveis e países instáveis, forman-
do um conjunto de causas so¬ciais, econômicas, políticas 
e bélicas. Vamos observar o mapa abaixo e analisar os 
principais fluxos migratórios no mundo.
A pressão demográfica, unida ao alto nível de miséria 
de algumas po¬pulações, além da instabilidade política, 
torna inevitável a emigração em alguns países subde-
senvolvidos do mundo. Os emigrantes assumem o risco 
de sair de seus países de ori¬gem por não terem o que 
perder.
O atrativo que exerce o mundo desenvolvido é um 
grande estímulo para o empreendimento da emigra¬ção, 
apesar de todas as dificuldades que cercam o processo 
de instalação e adaptação de qualquer população em um 
novo país, mesmo que haja semelhanças culturais e de 
língua entre eles.
Cada lugar com um mínimo de história é carrega-
do de cultura e tra¬dições, o que o torna uma entidade 
especial e particular no espaço geo¬gráfico. Por isso, as 
regiões do mundo marcadas pela entrada de imigrantes 
sofrem, de um lado, o impacto da car¬ga cultural dos 
que chegam e, estes, vivenciam as dificuldades típicas de 
adaptação ao novo ambiente. Podemos observar o caso 
atual da Europa, que tem recebido muitos migrantes da 
Ásia e da África, que buscam na Europa uma condição 
mais estável e uma perspectiva de vida melhor. No en-
tanto sofrem com a perseguição de grupos Xenófobos 
nestes países. 
Somente o tempo e a tolerância são capazes de criar 
condições para o aparecimento de uma nova cultura 
regional, fruto das influências mú¬tuas que fatalmente 
ocorrerão.
 http://andergeo2012.blogspot.com.br/
É por conta do receio dessas influências culturais e 
pelo medo da perda de identidade que muitos paí¬ses 
do mundo têm tratado o tema da migração internacio-
nal com precon-ceito. Não conseguindo conter conflitos 
e um aumento das instabilidades provocados pela segre-
gação racial. Se, de um lado, alguns países precisaram 
e até hoje precisam de mão-de-obra para suprir setores 
para os quais não há disponíveis demo¬gráficos locais, 
e a solução seria esti¬mular a entrada de estrangeiros, 
por outro, predomina ainda o medo dos enquistamentos 
culturais (núcleos populacionais fechados culturalmen-
te). É importante ressaltar que os enquistamen¬tos só 
ocorrem quando contingentes significativos de imigran-
tes se con¬centram num determinado lugar, for¬man-
do núcleos como vilarejos e bair¬ros. Aí, em função das 
facilidades do isolamento, os imigrantes pouco se inte-
gram ao novo país, mantendo a língua de origem e suas 
tradições relativamente intactas, e com isso aumentando 
o preconceito e a segregação. 
Não devemos também esquecer que, num mundo 
cheio de instabilidades, o desemprego estrutural (causa-
do pelo desenvolvimento tecnológico), que é uma reali-
dade de escala global é, geralmente, usado para estabe-
lecer limites rigorosos com relação à imi¬gração, com o 
pretexto político de proteger os empregos das popula¬-
ções locais, diluindo os sonhos de muitos imigrantes em 
conseguir um emprego e assim melhorar sua condição 
de vida. 
Os problemas atuais decorrentes das 
migrações internacionais
Como vimos, as migrações podem causar muitos con-
flitos, étnicos, raciais, religiosos etc. Estes problemas de-
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26
GEOGRAFIA
correntes dos fl uxos migratórios são importantes e, em 
alguns países, ch egam a alcançar níveis de certa gravi-
dade.
As causas desses problemas residem num velho de-
bate que exist e nos países receptores, sobre se os imi-
grantes vão integrar-se à comunidade ou manter-se 
enquist ados, mar-ginalizados, com regras próprias que 
regem suas vidas.
Por um lado, os imigrantes são vist os como pessoas 
dife¬rentes, em virtude de quest ões religiosas, étnicas 
ou culturais. Por outro, dependendo das condições, são 
os próprios imi¬grantes que adotam a atit ude de defesa 
de não se integrar.
Como consequência dessas difi culdades de integra-
ção, os imigrantes correm muit os riscos e enfrentam 
uma série de problemas muit os inclusive ligados ao ter-
rorismo. 
 http://geofagia.blogspot.com.br/
Entre todas as diferenças, as diferenças linguíst icas 
são o primeiro obst áculo para as relações sociais e o 
exercícioda atividade profi ssional para o imigrante. Os 
tipos de trabalho em certos setores, como a const rução 
civil, agricultura e alguns serviços menos valorizados, 
têm caract eríst icas pouco atrativas, pois são temporá-
rios, pouco remunerados e rejeit ados socialmente pela 
população local, o que leva o imigrante a quest ionar sua 
permanência, sem contar que na maioria das vezes es-
tes imigrantes são explorados e são remunerados muit o 
abaixo dos cidadãos locais. 
Brasil – Migrações Internas
Migrações internas, são aquelas que ocorrem dentro 
de um próprio país, também ch amadas de migrações in-
ter-regionais, elas representam as dinâmicas dos fl uxos 
migratórios exist entes no interior de um dado territ ório. 
No caso do Brasil, é possível identifi car alguns vetores 
migratórios que se manifest am desde o período colonial, 
mas que se intensifi caram a partir do início do século 
XX.
O que se pode observar é que o processo de migração 
interna sempre est eve ligado à dinâmica econômica do 
país, mas que a composição da est rutura física também 
exerceu uma importante infl uência. Primeiramente, os 
sist emas de transportes não eram muit o avançados, as-
sim como a est rutura das rodovias e ferrovias no país 
não possibilit ava o deslocamento em massa de grande 
parte da população. Além disso, as más condições de 
vida da população impedia que os mesmos se deslocas-
sem internamente, até por que, durante muit o tempo o 
trabalho escravo est eve presente na est rutura da econo-
mia do país. 
A principal área das migrações do Brasil nos últimos 
tempos, foi do Nordest e do país e do Norte de Minas 
Gerais para as regiões Sudest e e Sul, mais precisamen-
te para as grandes metrópoles, como São Paulo, Rio de 
Janeiro e Campinas, e algumas cidades da região Sul, 
como Curit iba, Florianópolis e Porto Alegre. Esse fl uxo 
iniciou-se no fi nal do século XIX, mas se consolidou de 
forma mais acentuada ao longo do século XX, quando o 
Nordest e conheceu o seu declínio econômico e o Sudest e 
brasileiro indust rializou-se a partir das infraest ruturas 
herdadas da economia cafeeira da região, principalmen-
te após a década de 30 com o Governo Vargas. 
Esse movimento migratório ainda exist e, mas obser-
va-se um declínio a partir da década de 1980. Em 2001, 
segundo dados do Inst it uto de Pesquisa Econômica Apli-
cada (Ipea), o número de pessoas saindo do Nordest e 
rumo ao Sudest e foi, pela primeira vez, menor do que 
o do sentido contrário. Essa tendência repetiu-se anual-
mente até 2008. Est e movimento conhecido como movi-
mento de retorno. Normalmente são pessoas ou parentes 
de pessoas que há muit o tempo migraram para est as 
regiões, e que na atualidade est ão desencadeando um 
movimento de retorno a região de onde há muit o tempo 
partiram. 
Est as mudanças podem ser explicadas pelo fato de o 
Nordest e vir apresentando novos índices de recuperação 
econômica e de indust rialização. Além disso, a oferta de 
empregos no setor indust rial do Sudest e vem diminuin-
do graças à migração de indúst rias para o interior do 
territ ório brasileiro (desconcentração indust rial) e pelo 
fato de o setor secundário oferecer menos empregos em 
razão do crescente processo de implementação de novas 
tecnologias no campo produtivo, com a introdução de 
tecnologias no processo produtivo. 
Uma caract eríst ica mais recente da demografi a do 
Brasil vem dest acando o papel crescente das regiões 
Norte e Centro-Oest e principalmente a partir da década 
de 1960, principalmente após a const rução de Brasília. 
Essa nova composição é, em partes, resultado da política 
de March a para o Oest e iniciada na década de 1940 e 
dos atrativos de empregos oferecidos por essas regiões e 
suas metrópoles. Hoje em dia, o maior fl uxo migratório 
no Brasil segue em direção à zona do Brasil Central e ao 
Amazonas.
Vejamos o mapa abaixo:
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CAPÍTULO 10 - Geografi a Agrária
27
Contudo, é importante lembrar que as zonas menos 
habit adas do país não recebem novos migrantes com a 
mesma velocidade que o Sudest e recebeu outrora. Dados 
do IBGE confi rmam que o número de migrações inter-
nas no Brasil caiu 37% nos últimos 15 anos. Isso signifi ca 
que, à medida que a dist ribuição indust rial e econômica 
do país acontece, maior a tendência de est abilidade no 
campo das migrações internas.
Brasil – Migrações Atuais
O quadro atual das migrações no Brasil, no entan-
to, parece apresentar o esgotamento dessa migração em 
massa. Com os centros urbanos – sobretudo Rio de Janei-
ro e São Paulo – completamente saturados e repletos de 
problemas sociais, não há mais um grande atrativo nes-
sas cidades para a recepção de novos migrantes. Além 
disso, há em processo uma desconcentração indust rial 
no país, o que vem colaborando para um gradativo reor-
denamento dos fl uxos migratórios.
Dessa forma, a região Nordest e – antes a principal 
origem das migrações internas – apresentou um saldo 
posit ivo em relação ao número de pessoas que imigra-
ram ao número de pessoas que emigraram durante a 
primeira década do século XXI.
Assim, segundo o Censo do IBGE de 2010, essa foi 
a única região a apresentar um saldo posit ivo de mi-
grantes nos últimos anos. As regiões Sul, Centro-Oest e e 
Norte, segundo os mesmos dados, permaneceram prati-
camente est áveis e a região Sudest e tornou-se a grande 
“exportadora” de pessoas.
Essa confi guração representa, além da descentra-
lização indust rial brasileira, o retorno da população de 
outras regiões que havia se inst alado no Sudest e. Esse 
retorno, em geral, não representa uma opção, mas uma 
condição. Ele é resultante das péssimas condições de 
vida que boa parte dessas pessoas que migraram para 
essa região até o fi nal do século XX encontrou, além da 
escassez de empregos e das relações de racismos regio-
nais.
10. GEOGRAFIA AGRÁRIA
Quando pensamos na agropecuária, nem sempre te-
mos a verdadeira noção da importância dest a atividade 
para a sobrevivência da espécie humana, e na verdade, 
de toda a vida na Terra. Apesar de ser uma atividade 
bast ante antiga, apenas no período Neolítico é que os 
seres humanos começaram a praticar a agricultura pro-
priamente dit a. O período Neolítico, é o momento em que 
os seres humanos deixam de ser nômades e passam a 
ser sedentários. A partir de então, a agricultura passou a 
se desenvolver e est e processo continua até hoje. Mas a 
agricultura depende de vários fatores, entre ele:
Fatores naturais: 
Solo;
Clima;
Relevo;
Fatores econômicos: 
Invest imento;
Técnica;
Política agrícola;
Quando analisamos as formas de exploração da ter-
ra podemos classifi cá-las de duas maneiras: extensiva e 
intensiva.
Intensiva
• Desassociada do tamanho da propriedade.
• Alta produtividade.
• Aplicação de Técnicas Modernas.
• Uso de máquinas.
• Bons índices de produtividade e de renta-
bilidade.
O grau de mecanização e de tecnologia aplicadas à 
produção agrária permit e que a produtividade por hec-
tare dispare e que a utilização de mão-de-obra seja ín-
fi ma.
O desempenho dos produtos agropecuários e das 
agriculturas modernas e desenvolvidas no mercado in-
ternacional não é resultado exclusivo da enorme produ-
tividade que elas alcançam. Nessa composição também 
entram os incentivos e subsídios recebidos pelos produ-
tores agrícolas de diversos países, em especial os ricos.
A biotecnologia, bancada pelas gigantes transnacio-
nais, revolucionou a produção agrícolas com os produtos 
transgênicos. Plantas são modifi cadas geneticamente 
para otimizar a produção agrícola, aumentar a produti-
vidade, tornando as espécies modifi cadas mais nutrit ivas 
e resist entes às pragas.
Extensiva
• Baixos invest imentos.
• Utilizam técnicas arcaicas.
•Baixa produtividade.
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GEOGRAFIA
• Muitas vezes voltada para a subsistência.
Podemos classificar as atividades agrícolas também 
sobre sua finalidade:
 
Subsistência 
Quando se produz para o próprio consumo e o con-
sumo da família. Normalmente esta atividades se desen-
volve em pequenas propriedades rurais.
Comercial 
Quando a produção é destinada ao comércio interno 
ou externo. Normalmente esta propriedade se desenvol-
ve em grandes propriedades rurais, com a utilização de 
técnicas mais modernas.
Ao longo de milhares de anos, as técnicas aplicadas 
na agricultura foram se modernizando, e muitas delas 
hoje já não são mais usadas. As técnicas, tem como prin-
cipal objetivo, aumentar a produtividade, reduzir custos 
e evitar o desgaste dos solos. Vejamos algumas técnicas 
mais importantes: 
01. Rotação de cultura
02. Rotação de terras;
03. Associação de culturas;
04. Curvas de nível e/ou terraceamento;
05. Plantio direto;
06. Pousio;
07. Mecanização.
A agricultura, apesar de ser imprescindível na sobre-
vivência da humanidade, também traz alguns problemas 
ambientais que se não forem minimizados pelas técnicas 
e cuidados especiais, podem se tornar bem graves de-
gradando o solo e inviabilizando toda atividade agrícola. 
Destacamos alguns problemas ambientais a seguir:
a. Erosão;
b. Lixiviação;
c. Laterização;
d. Poluição do solo, da água e do lençol freático 
pelo uso de agrotóxicos;
e. Morte de animais;
f. Envenenamento de trabalhadores;
g. Destruição das matas ciliares;
h. Ampliação do desmatamento.
i. Compactação do solo pelo uso excessivo de 
máquinas.
11. OS SOLOS
É a porção exterior, superficial da crosta terrestre 
formada pelas rochas que foram decompostas e associa-
das a restos orgânicos.
Os solos evoluídos possuem normalmente várias 
camadas sobrepostas, designadas por horizontes. Estas 
camadas são formadas pela ação simultânea de proces-
sos físicos, químicos e biológicos e podem distinguir-se 
entre si através de determinadas propriedades, como por 
exemplo a cor, a textura e o teor em argila.
 Importante: Hoje muitas ques-
tões abordam a relação do homem com 
o espaço geográfico e sua ocupação, e um 
destes elementos mais importante é o solo 
e como o homem deve ou deveria ocupar e 
explorar este solo de maneira adequada. O 
termo usado para designar esta ocupação 
é chamado de ação antrópica.
Tipos de Solos
 Na superfície terrestre podemos encontrar diversos 
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CAPÍTULO 11 - Os Solos
29
tipos de solo. Cada tipo possui características próprias, 
tais como densidade, formato, cor, consistência e forma-
ção química.
Solo Argiloso
Possuí consistência fina e é impermeável a água. 
Um dos principais tipos de solo argiloso é a terra roxa, 
encontrada principalmente nos estados de São Paulo, 
Paraná e Santa Catarina. Este tipo de solo é bom para 
a prática da agricultura, principalmente para a cultura 
de café. Na região litorânea do Nordeste encontramos o 
massapé, solo de cor escura e também muito fértil.
Solo Arenoso
Possui consistência granulosa como a areia. Muito 
presente na região nordeste do Brasil, sendo permeável 
à água.
Solo Humoso
Presente em territórios com grande concentração de 
material orgânico em decomposição (húmus). É muito 
utilizado para a prática da agricultura, pois é extrema-
mente fértil (rico em nutrientes para as plantas).
Solo Calcário
É um tipo de solo formado por partículas de rochas. 
É um solo seco e esquenta muito ao receber os raios so-
lares. Inadequado para a agricultura. Este tipo de solo é 
muito comum em regiões de deserto.
 
 Nota: Você sabia? A ciência que 
estuda a composição, o desenvolvimento e 
a formação dos solos é a Pedologia.
 
Produtos Destaques no Brasil
Soja
A expansão da produção da soja no Brasil atende a 
numerosos interesses, e é produzida em grande parte do 
território brasileiro.
• Sua exportação contribui para a obtenção de 
superávits na balança comercial;
• Seu preço no mercado mundial envolve os 
mercados de ações e grupos financeiros;
• Sua produção está associada aos complexos 
agroindustriais e ao agronegócio;
• Seu cultivo exige grandes investimentos em 
insumos e máquinas produzidos pelas transna-
cionais.
Cana de Açúcar
No Brasil, o setor agroindustrial prevê aumento sig-
nificativo da produção de cana-de-açúcar para os pró-
ximos anos. Isso pode ser atribuído ao aumento do in-
teresse internacional por fontes renováveis de energia, 
em função do Protocolo e Kyoto. O estado destaque na 
produção é o Sudeste.
Café
Um dos principais produtos do Brasil, principalmente 
até 1929 – Crise de 29 – Quebra da bolsa de Nova York. 
Teve seu plantio iniciado no Vale do Paraíba, posterior-
mente deslocando-se para o oeste de São Paulo, Norte 
do Paraná. Hoje com grande destaque o estado de Minas 
Gerais. O Brasil ainda é um grande produtor sendo um 
dos destaque no mercado mundial, tanto em quantidade 
como em qualidade do café.
Milho
Um dos mais importantes produtos do país, ocupa 
uma parcela considerável de terras, muito utilizado para 
a produção de ração, voltado para alimentação de ani-
mais. É produzido em todo o Brasil.
Outros Produtos
Arroz, Feijão, Algodão, Trigo, Uvas, Maçã, Cacau.
 Observação: No final dos anos 60 
do século XX, o Brasil passou a vivenciar 
os impactos da Revolução Verde no desen-
volvimento de uma agricultura moderna 
e de grande eficiência econômica. No en-
tanto, a Revolução Verde trouxe também 
efeitos perversos de ordem social, econô-
mica e ambiental. 
•Ampliação do processo de concentra-
ção fundiária pela incorporação da cha-
mada fronteira agrícola à produção capi-
talista.
•Formação de um amplo contingente 
de trabalhadores volantes, dependentes 
de um mercado de trabalho com grande 
sazonalidade.
•Ampliação da dependência dos produ-
tores ao mercado de sementes pela intensa 
utilização de híbridos.
•Comprometimento dos recursos hídri-
cos pelo assoreamento de cursos d’água 
e contaminação por produtos químicos.
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GEOGRAFIA
A Quest ão Fundiária no Brasil
O padrão concentrador da propriedade de terra é um 
dos traços marcantes da atual est rutura fundiária brasi-
leira, cujas origens remotas encontram-se no modelo de 
colonização aplicado à América portuguesa.
Vejamos alguns exemplos:
a. A divisão das Capit anias Heredit árias;
b. Trabalho no campo pouco valorizado;
c. Terra sinônimo de riqueza prest ígio e poder;
d. Produção voltada predominantemente 
para o mercado externo;
e. Lei de Terras – 1850
O resultado disso, não poderia ser outro, concentra-
ção de terras levando a vários confl it os no campo.
Observe o gráfi co e a ch arge:
• O gráfi co demonst ra que cerca de 90% dos 
est abelecimentos rurais são pequenos (menos 
de 100 ha) e representam menos de 22% da área 
agrícola.
• O gráfi co revela que cerca de 2% dos est abe-
lecimentos rurais são grandes (1.000 ha ou mais) 
e abrangem mais de 40% da área agrícola.
Em 1964 foi promulgada uma série de Leis conheci-
das como Est atuto da Terra, com o objetivo de planejar 
uma reforma agrária. Para se pensar em reforma agrá-
ria havia a necessidade de classifi car as propriedades 
rurais segundo sua dimensão. Foi então, que surgiu o 
conceit o de módulo rural.
Módulo Rural: área explorável que, em determi-
nada porção do país, direta e pessoalmente explorada 
por um conjunto familiar equivalente a quatro pessoas 
adultas, correspondendoa 1.000 jornadas anuais, lhe ab-
sorva toda força de trabalho em face do nível tecnológico 
naquela posição geográfi ca e, conforme o tipo de explo-
ração considerado, proporcione um rendimento capaz 
de lhe assegurar a subsist ência e o progresso social e 
econômico.
Utilizando o módulo rural, a lei no. 8629 de 1993, de-
fi niu que a classifi cação dos imóveis rurais, segundo sua 
dimensão, passaria a ser realizada com base no módulo 
fi scal, conceit o est e derivado do módulo rural. Trata-se 
na realidade do módulo rural médio do município a ser 
classifi cado. Est e pode variar de 5 a 110 hect ares pelo 
país.
A partir dessa nova defi nição, os imóveis rurais pas-
saram a ser classifi cados da seguinte maneira:
Minifúndio – imóvel rural menor que o módulo fi s-
cal est ipulado para o respect ivo município.
Pequena propriedade – imóvel rural que tem área 
entre 1 e 4 módulos fi scais.
Média propriedade – imóvel rural que tem área 
entre 4 e 15 módulos fi scais.
Grande propriedade – imóvel rural que tem área 
acima de 15 módulos fi scais.
Essas unidades são crit érios para que se promova a 
reforma agrária, com a desapropriação de grandes pro-
priedades improdutivas e que não cumpram sua função 
social.
Mas infelizmente os confl it os no campo continuam.
Pecuária Brasileira
No Brasil, apesar de ser considerado um país indus-
trializado, a agricultura e a pecuária ocupam uma posi-
ção importante na economia. 
No que se refere a pecuária, ela exerce uma grande 
relevância nas exportações brasileiras, além de abas-
tecer o mercado interno. É uma atividade econômica 
desenvolvida em áreas rurais que consist e na criação 
de animais (como o gado) com o objetivo de comercia-
lizá-los, suprindo assim as necessidades da família do 
criador.
No caso dos bovinos, além da carne, são extraídas 
outras matérias-primas, como o couro (produção de cal-
çados), pele (vest uário), ossos (fabricar botões) e muit os 
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CAPÍTULO 11 - Os Solos
31
outros.
Fundamentalmente, a atividade em foco é ligada à 
criação de gado (bovinos), embora seja considerada tam-
bém a produção de suínos, aves, equinos, ovinos, bufali-
nos. Esse ramo tem como responsabilidade principal dis-
ponibilizar para o mercado alimentos como carne, leite e 
ovos, base da dieta humana.
Essa atividade está dividida em dois tipos, a pecuária 
de corte e de leite, ambas podem ser desenvolvidas de 
duas formas, a pecuária intensiva e a extensiva.
Na produção extensiva, os animais são criados soltos 
em grandes áreas, alimentam-se de pastagens naturais e 
não recebem maiores cuidados, em contrapartida, na in-
tensiva, os animais são manejados em pequenos recintos 
com dieta à base de rações balanceadas específicas para 
engorda ou leite. Na pecuária extensiva, apesar de ter 
um custo menor, o tempo que leva para os animais fica-
rem prontos para o abate é maior. Enquanto que na pe-
cuária intensiva o tempo de preparo destes animais para 
o abate é menor, mas tem um custo de maior. Quanto a 
qualidade da carne, é algo muito relativo, pois depende 
da forma de produção e o tipo de alimentação que estes 
animais tiveram durante seu crescimento. A qualidade 
da carne não deve ser medida pela sua maciez. 
A pecuária de leite está ligada à produção leiteira e 
derivados.
Tradicionalmente uma das áreas mais importantes 
na criação de bovinos é o Rio Grande do Sul, (1º em qua-
lidade), apesar desta atividade ter seu início no Sertão 
do Nordeste, mas nos últimos anos a criação de bovinos 
tem se desenvolvido também em outras regiões como o 
Centro-oeste e Norte do Brasil. Um estado destaque na 
produção de leite e derivados é o estado de Minas Gerais. 
Hoje, praticamente em todo o Brasil se observa a criação 
de animais.
Vejamos alguns destaques na atualidade:
Frangos e Peru – Região Sul (SC, PR)
Bovinos – Região Sul, Região Centro-oeste, Norte, Su-
deste.
Ovinos – Região Sul
Equinos – Sul, Centro-oeste e Sudeste.
Suínos – Região Sul
Bubalinos – Norte (Ilha de Marajó)
Asininos – Nordeste
Industrialização brasileira
A industrialização brasileira foi um evento tardio que 
se consolidou a partir da década de 1930, todavia, cabe 
ressaltar os motivos deste atraso e ainda identificar os 
fatores que possibilitaram sua realização. Desta forma, 
convém separar a industrialização brasileira em perío-
dos:
I -1500–1808. Conhecido como “Período da Proibição”, 
nesta época o Brasil era colônia de Portugal e sua fun-
ção era fornecer matérias primas a metrópole e adquirir 
dela manufaturados. Logo, Portugal impedia a estrutura-
ção de indústrias brasileiras que pudessem representar 
concorrência aos manufaturados portugueses e conse-
quentemente pudessem levar o país a independência 
econômica e mais adiante política. Assim, neste período 
havia apenas indústrias de panos grossos destinados à 
confecção de roupas para escravos e demais trabalha-
dores.
II - 1808 – 1930. Conhecido como “Período da Implan-
tação”, caracterizado pela vinda da família real ao Brasil 
e pela abertura dos portos brasileiros ao mercado ex-
terno. Nesta época as taxas de importação favoreciam 
a compra de produtos portugueses e posteriormente 
devido ao acordo estabelecido com a Inglaterra, de pro-
dutos ingleses. A grande circulação dos manufaturados 
britânicos desestimulava o surgimento das indústrias 
brasileiras.
Em 1844, com o objetivo de proteger o mercado bra-
sileiro dos produtos estrangeiros e promover o apareci-
mento de indústrias brasileiras foi decretada a Lei Alves 
Branco que aumentava as taxas de importação sob os 
manufaturados vindos que qualquer país, porém, como 
as medidas foram insuficientes a corte passa a oferecer 
subsídios a indústria têxtil. 
Mais adiante outro fato que influenciou a industriali-
zação brasileira foi a Lei Eusébio de Queirós que proibia 
o tráfico negreiro e possibilitava a transferência de ca-
pital, antes aplicado na aquisição de escravos, no setor 
industrial. E ainda, a vinda de imigrantes para trabalhar 
na cafeicultura trouxe um contingente populacional com 
novas técnicas de produção. Ambos os fatores geraram 
um novo mercado consumidor no país que seria capaz 
de absorver os industrializados aqui produzidos. Anos 
mais tarde verificou-se a implantou de inúmeras indús-
trias, com destaque para as têxteis e alimentícias.
No cenário mundial, a primeira guerra mundial difi-
cultava a exportação do café, bem como a importação de 
industrializados, para solucionar a crise econômica o ca-
pital gerado pelo café foi investido em novas indústrias a 
fim de suprir os bens de consumo importados, daí nome 
do modelo de industrialização brasileira, substituição de 
importação.
III - 1930 – 1955. Conhecido como “Revolução Indus-
trial Brasileira”, caraterizado pelo intervencionismo es-
tatal da Era Vargas, no qual Getúlio afastou a elite agrá-
ria tradicional do poder implantando indústrias de base 
e aumentando a geração de energia, através da criação 
do Conselho Nacional do Petróleo (1938), a Companhia 
Siderúrgica Nacional (1941), Companhia Vale do Rio 
Doce (1943) e a Companhia Hidrelétrica do São Francis-
co (1945). Neste período o Brasil se beneficiou com a Se-
gunda Guerra Mundial fornecendo industrializados aos 
países arrasados pelo conflito. Já no segundo governo 
Vargas criou a Petrobras (1953) e o Sistema Paulo Afonso 
(1954).
IV - 1955 – 1964. Conhecido como “Período da Inter-
nacionalização”, iniciado pelo plano de metas de Kubits-
chek no qual ocorreu reconhecido crescimento do setor 
de transportes. Cabe ressaltar a atuação das empresas 
multinacionais no país e o aumento das indústrias auto-
motivas (Ford, General Motors e Volkswagen), químicas, 
farmacêuticas e de construção naval. No início da déca-
da de60 o país passou por uma estagnação econômica e 
consequentemente industrial.
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GEOGRAFIA
V - 1964 -1980. Após um período de instabilidade po-
lítica os militares tomam o poder e ocorre uma diversi-
ficação do parque industrial brasileiro com a expansão 
das indústrias de bens de consumo duráveis e não durá-
veis. Em 1979, as exportações de industrializados supe-
ram as exportações dos produtos primários.
VI -1980 – atualmente. Os anos de 1980 ficaram co-
nhecidos como década perdida devido a crise econômi-
ca, já a década seguinte foi marcada pelo plano real e 
seguido de investimentos estrangeiros com as privatiza-
ções das industrias estatais e aliado aos investimentos 
as micro e pequenas empresas representaram progresso 
econômico.
Atualmente o país possui um parque industrial con-
solidado e diversificado com forte presença de capital 
estrangeiro restando o desafio de desenvolver tecnologia 
nacional de ponta.
No tocante a distribuição espacial das indústrias bra-
sileiras, há uma maior concentração de indústrias na 
região sudeste principalmente em nas áreas metropo-
litanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, 
incluindo cidades como Volta Redonda/RJ, Macaé/RJ, 
Campos/RJ, Uberlândia/MG, ABCD paulista, Campinas/
SP, Ribeirão Preto/SP, Santos/SP, Jundiaí, dentre outras. 
Hoje é comum falar em desconcentração espacial 
do sudeste devido a supervalorização do espaço urbano 
desta área, sendo que o destino principal destas indus-
trias é a região sul que também polariza grande parte 
da atividade industrial do país e pode ser encarada como 
uma extensão da região sudeste.
No nordeste a atividade industrial é mais acentuada 
na porção litorânea e a exploração de petróleo no recôn-
cavo baiano trouxe um novo impulso industrial à região.
Já no centro oeste as indústrias são mais voltadas ao 
incremento do setor agrário. E por fim a região norte 
possui uma industrialização pouco expressiva e trata-
-se em sua maioria de indústrias de beneficiamento de 
matérias primas diversas, o destaque da região é a Zona 
Franca de Manaus voltada para a produção de eletrôni-
cos. O mapa abaixo mostra a distribuição das indústrias 
brasileiras.
Dentre as dez maiores indústrias presentes no país 
tem-se: Petrobras (setor de energia), Vale (setor de mi-
neração), Volkswagen (setor automobilístico), Fiat (setor 
automobilístico), Ambev (setor de bens de consumo não 
duráveis), Brasken (setor químico e petroquímico), Ge-
neral Motors (setor automobilístico), Arcelor Mitall (se-
tor siderúrgico e metalurgia), Bunge alimentos (setor de 
bens de consumo não duráveis) e Usiminas (setor side-
rúrgico e metalurgia).
12. GLOBALIZAÇÃO E 
INTEGRAÇÃO ECONOMICA 
ENTRE PAÍSES
Na atualidade, o capitalismo, sistema econômico vi-
gente na maioria dos países, apresenta uma dinâmica 
da acumulação fortemente internacionalizada tanto sob 
a forma de capital produtivo quanto financeiro ou co-
mercial.
Nesta perspectiva, globalização e integração, prin-
cipalmente econômica, constituem-se em aspectos cen-
trais do funcionamento da economia mundial nos dias de 
hoje. A globalização, por referir-se, de um modo geral, ao 
aprofundamento do caráter internacional dos processos 
econômicos; e a integração por remeter à tendência de 
surgimento de espaços de relações privilegiadas entre 
países, da mesma maneira que pode expor as grandes 
diferenças entre eles. 
Podemos dizer assim que, a economia globalizada 
apresenta-se como um intenso mosaico mundial do qual 
fazem parte blocos de economias nacionais que osten-
tam diferentes graus de fluidez interna nos movimentos 
de bens e pessoas, mercadorias e fatores produtivos.
A globalização seria, portanto, um processo de inte-
gração mundial que se intensifica nas últimas décadas, 
principalmente após a década de 90, com a Nova Ordem 
Mundial, com base na liberalização econômica, quan-
do os Estados abandonam gradativamente as barreiras 
tarifárias que protegem sua produção da concorrência 
estrangeira e se abrem ao fluxo internacional de bens, 
serviços e capitais.
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CAPÍTULO 13 - Blocos Econômicos
33
Segundo os Diplomatas Sérgio Abreu e Lima Florên-
cio e Ernesto Henrique Fraga Araújo, o processo de inte-
gração econômica refere-se a “um conjunto de medidas 
de caráter econômico que tem por objetivo promover a 
aproximação e a união entre as economias de dois ou 
mais países”.
13. BLOCOS ECONÔMICOS
Constituem-se na união de países, geograficamente 
próximos, ou não, que buscam através de acordos re-
duzir as barreiras econômicas entre si, permitindo as-
sim um fluxo econômico maior, promovendo assim uma 
maior integração econômica entre os membros. Da mes-
ma maneira, comprometem-se em reduzir a soberania 
nacional em prol da soberania em grupo. 
A configuração destes grupos, antes de ser um pro-
jeto puramente econômico, é um projeto político, resul-
tante de uma decisão de Estados que normalmente leva 
a um aprofundamento nas relações sociais, políticas e 
econômicas, entre os interessados. 
Dependendo do nível de integração os Blocos Eco-
nômicos podem ser classificados em: em zona de prefe-
rência tarifária, zona de livre comércio, união aduaneira, 
mercado comum e união econômica e monetária.
Vejamos, cada um deles:
 
Zona de Preferência Tarifária
Este primeiro processo de integração econômica con-
siste apenas em garantir níveis tarifários preferenciais 
para o conjunto de países que pertencem a esse tipo de 
mercado (in MERCOSUL HOJE, Sérgio Florêncio et Er-
nesto Araújo).
A antiga Associação Latino-Americana de Livre Co-
mércio (ALALC) foi um exemplo de Zona de Preferência 
Tarifária, pois procurou estabelecer preferências tari-
fárias entre os seus onze membros, que eram todos os 
Estados da América do Sul, com a exceção da Guiana 
e do Suriname, e mais o México. Em 1980, a Associação 
Latino-Americana de Integração (ALADI) substituiu a 
ALALC.
 
Zona de Livre Comércio
Quando constituem uma Zona de Livre Comércio 
(ZLC), os países parceiros reduzem ou eliminam as bar-
reiras alfandegárias, tarifárias e não-tarifárias, que inci-
dem sobre a troca de mercadorias dentro do bloco. Esse é 
o segundo estágio no caminho da integração econômica.
O NAFTA constitui-se em exemplo de Zona de Livre 
Comércio, um acordo firmado entre os Estados Unidos, o 
Canadá e México.
União Aduaneira
Consiste na regulamentação de uma União Adua-
neira, momento em que os Estados-Membros, além de 
abrir mercados internos, regulamentam o seu comércio 
de bens com nações externas, já funcionando como um 
bloco econômico em formação.
Caracteriza-se por adotar uma Tarifa Externa Co-
mum (TEC), a qual permite estabelecer uma mesma ta-
rifa aplicada a mercadorias provenientes de países que 
não integram o bloco.
Nessa fase, dá-se início à formação de comissões 
parlamentares conjuntas, aproximando-se o Poder Exe-
cutivo dos Estados nacionais de seus respectivos Legis-
lativos.
O MERCOSUL, com o Brasil, a Argentina, o Uruguai o 
Paraguai e mais recentemente a Venezuela, constituem, 
na atual fase de desenvolvimento, uma União Aduaneira 
que luta para se transformar em um Mercado Comum.
Mercado Comum
Apresenta-se como um processo bastante avançado 
de integração econômica, garantindo-se a livre circula-
ção de pessoas, bens, serviços e capitais, ao contrário da 
fase como União Aduaneira, quando o intercâmbio res-
tringia-se à circulação de bens.
No Mercado Comum circulam bens, serviços e os 
fatores de produção (capitais e mão-de-obra) e pressu-
põem-se a coordenação de políticas macroeconômica, 
devendo todos os países-membros seguir os mesmos pa-râmetros para fixar taxas de juros e de câmbio e para 
definir políticas fiscais.
A Comunidade Econômica Europeia, a partir de 1992, 
transformou-se em um bloco econômico do tipo Mercado 
Comum.
União Econômica e Monetária
Este é o estágio mais avançado do processo de for-
mação de blocos econômicos, contando com uma moeda 
única e um fórum político.
No estágio de União Econômica e Monetária tem de 
existir uma moeda única, que pode ser usada por todos 
os membros, ou não, e uma política monetária inteira-
mente unificada e conduzida por um Banco Central co-
munitário.
Para se chegar ao estágio de União Econômica e Mo-
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34
GEOGRAFIA
netária, há que se atravessar toda uma série de momen-
tos que demandam tempo e discussões entre os países-
-membros.
Assim, cada acordo significa um avanço em relação 
às situações anteriores de níveis de integração, sempre 
dependente da vontade política dos parceiros que fazem 
um determinado bloco econômico em processo de inte-
gração.
Por exemplo, o MERCOSUL não dispõe atualmente 
de instituições supranacionais, mas são transparentes os 
avanços em seu processo de fortalecimento e consolida-
ção, em que pesem as crises conjunturais no plano da 
integração econômica.
O NAFTA, tudo indica, parece não pretender adotar 
o princípio da livre circulação de trabalhadores, embora 
tenha avançado bastante no que diz respeito ao volume 
das trocas comerciais.
Já a União Européia, originada da Comunidade Eco-
nômica Européia, por seus avanços em meio século de 
negociações, tornou-se o maior exemplo de um processo 
de formação de bloco econômico no mundo contempo-
râneo.
A idéia da construção efetiva de uma organização 
aberta para reunir países europeus partiu de uma pro-
posta de Robert Schuman, Ministro francês das Relações 
Exteriores, em 1950, ao demonstrar os interesses comuns 
da França e da Alemanha Ocidental quanto aos recursos 
naturais do carvão e do aço no território europeu.
Em 18 de abril de 1952, a França, a Alemanha Ociden-
tal, a Bélgica, Luxemburgo, os Países-Baixos e a Itália as-
sinaram, em Paris, um tratado instituindo a Comunidade 
Européia do Carvão e do Aço (CECA).
A atual União Européia, surgida da criação, em 1957, 
da Comunidade Econômica Européia (CEE), representa 
o mais avançado estágio desse processo de integração 
em blocos econômicos, inclusive com a adoção de uma 
moeda comum, o Euro, e agora também política, com o 
funcionamento de um Parlamento Europeu fortalecido, 
que tem sede em Estrasburgo, na França, formado por 
deputados dos países da Comunidade Européia, eleitos 
pelos cidadãos dos países-membros para representá-los 
num fórum supranacional.
Com as crises econômicas a partir 2008, 2009, os 
Blocos Econômicos passam a ser questionados em sua 
organização, pois não evitaram as crises nem tão pouco 
previram as possíveis crises, ao contrário, acabaram por 
ampliar as crises para países membros do bloco. Na atu-
alidade, há uma aparente calmaria em relação aos Bloco 
Econômicos, isso não quer dizer que os mesmos voltarão 
a ter a importância que tinha, quando surgiram na dé-
cada de 90. Quer dizer, surgiram antes, após a segunda 
guerra mundial, mas atingem seu auge na década de 90. 
É esperar pra ver.
13. O COMÉRCIO MUNDIAL E A 
EVOLUÇÃO DO CAPITALISMO 
MUNDIAL
Para se entender a atual conjuntura política e acima 
de tudo econômica dos países na atualidade, é neces-
sário conhecer um pouco sobre a evolução dos sistema 
econômico que é predominante no mundo. Vamos anali-
sar, mesmo que de forma mais simples a evolução do Ca-
pitalismo mundial, procurando compreender cada fase 
individualmente. 
Origem
Acredita-se que o início do capitalismo ocorreu no 
século XIII, a partir da desestruturação do sistema feu-
dal, que por sua vez modificou o setor produtivo e as 
relações de trabalho, nesse momento houve o renasci-
mento comercial que ficou caracterizado pela transição 
do feudalismo para o capitalismo. 
Primeira Fase: Capitalismo Comercial
No século XV, recebeu o nome de capitalismo co-
mercial, para alguns autores pré-capitalismo, esse foi 
marcado principalmente pela expansão ultramarina, 
colonização do novo mundo, continente africano, asiáti-
co e americano, políticas mercantilistas e por fim o sur-
gimento das primeiras potências europeias: Portugal e 
Espanha. 
Segunda Fase: Capitalismo Industrial
No final do século XVIII e início do XIX, teve origem o 
chamado capitalismo industrial, esse ficou caracterizado 
por muitas evoluções que foram primordiais à ocorrên-
cia da Primeira Revolução Industrial na Inglaterra, no 
século XVIII, a utilização do carvão mineral como fonte 
de energia para a indústria têxtil recebeu o invento da 
máquina a vapor, a inserção de outras nações no proces-
so, como França, Alemanha, Estados Unidos e Japão. O 
imperialismo europeu, a partilha colonial, com destaque 
para o continente africanos, o liberalismo e o surgimento 
do socialismo também marcaram esse período. 
Terceira Fase: Capitalismo Financeiro 
O capitalismo financeiro tem seu início no século XX, 
e os fatos históricos e características da etapa remetem-
-se à Segunda Revolução Industrial, o descobrimento 
do petróleo como fonte de energia, invento do motor à 
combustão, a indústria automobilística e a evolução nos 
transportes, economia monopolizada de indústria e fi-
nanças, a criação da União Soviética, Crash da Bolsa em 
1929 (crise de 29), intervenção do estado na economia, 
terminando com o liberalismo puro, a expansão e surgi-
mento de grandes corporações e empresas transnacio-
nais.
A consolidação da Terceira Revolução Industrial, 
também denominada de Revolução Tecnológica, se deu 
pela reordenação espacial da indústria, reorganização da 
divisão internacional do trabalho e principalmente pela 
acelerada evolução e inovações tecnológicas (telecomu-
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CAPÍTULO 14 - Divisões Internacionais do Trabalho
35
nicação, transportes, informática e biotecnologia). 
Pode-se afirmar que na atualidade, estamos vivendo 
esta fase do Capitalismo Financeiro, principalmente se 
olharmos através da maneira de como as nações estão 
organizadas dentro do processo de globalização. 
Mas como as nações se relacionam numa economia 
globalizada? Para respondermos esta pergunta, vamos 
estudas a DIT= Divisão Internacional do Trabalho. Va-
mos lá.
14. AS DIVISÕES 
INTERNACIONAIS DO TRABALHO
A DIT (Divisão Internacional do Trabalho) é a distri-
buição da produção econômico-industrial internacional, 
em outras palavras, representa a função que cada país 
ocupa dentro da dinâmica econômica mundial. Consi-
derando que é impossível que um único país seja po-
tencialmente produtor de todas as mercadorias de que 
precisa para se manter, estas se dividem em campos de 
especialização produtiva pelas diversas partes da Terra.
A DIT passou por algumas fases, essas obedeceram 
à dinâmica econômica e política do período histórico em 
que elas existiram. 
Veja o quadro abaixo:
Vamos analisar mais detalhadamente cada uma das 
fases, tem atenção especial para o período de ocorrência 
da DIT, e suas características gerais.
Primeira DIT
Durante o final do século XV e ao longo do século 
XVI, período de início das grandes navegações e de ex-
pansão da civilização europeia pelo mundo, o capitalis-
mo encontrava-se em sua fase inicial, chamada de capi-
talismo comercial. Esse período era caracterizado pela 
manufatura (produção manual) a partir da extração de 
matérias-primas e pelo acúmulo de minérios e metais 
preciosos por parte das nações (metalismo).
Com isso, aqueles locais colonizados pelos países eu-
ropeusexerciam a função de produzir, a partir da explo-
ração de seus recursos naturais, os metais preciosos e as 
matérias-primas utilizados pelas metrópoles. Um exem-
plo é o do Brasil, em que Portugal extraía o Pau-Brasil 
para a produção de vários tipos de produtos.
Segunda DIT
Durante o século XVI – mas principalmente a partir 
do século XVII – essa divisão do trabalho sofreu algumas 
poucas e sensíveis alterações. Com a Primeira e a Segun-
da Revolução Industrial, as colônias e os países subde-
senvolvidos passaram a fornecer também produtos agrí-
colas, assim como vários tipos de minerais e especiarias. 
Nesse período, por exemplo, o Brasil se viu marcado pela 
monocultura da cana-de-açúcar (século XVI) e explora-
ção de ouro (século XVII).
Terceira DIT ou “Nova DIT”
A partir do século XX, com a Revolução Técnico-Cien-
tífica-Informacional e a consolidação do Capitalismo 
Financeiro, temos a expansão das grandes multinacio-
nais pelo mundo. Isso acarretou na mudança da Divisão 
Internacional do Trabalho, que passou a ser conhecida 
também por Nova DIT.
Nesse período, os países subdesenvolvidos também 
realizaram os seus processos tardios de industrialização. 
Só que, diferentemente da industrialização dos países 
desenvolvidos, essa aconteceu a partir da abertura do 
mercado financeiro desses países e pela instalação de 
empresas Multinacionais ou Globais, oriundas, quase 
sempre, de países desenvolvidos.
Além disso, assistiu-se também a uma segmentação 
do mercado produtivo. Para buscar isenções de impostos 
e rápido acesso a matérias-primas nos países subdesen-
volvidos, visando acima de tudo reduzir custos de produ-
ção, as multinacionais distribuíram o seu processo pro-
dutivo por todo o globo terrestre. Um carro, por exemplo, 
tem o seu motor produzido no México, os para-choques 
na Argentina, o Chassi na Coreia do Sul e a montagem 
realizada no Brasil. O principal objetivo disso tudo, é se 
manterem competitivas na atual economia globalizada. 
Com isso, surgiu a denominação de “indústrias ma-
quiladoras”, pois não havia produção de nenhum mate-
rial nelas, mas apenas a montagem oriunda da produção 
de peças de diversos setores do mundo.
A maioria das indústrias automobilísticas é, na ver-
dade, responsável apenas pela montagem dos carros.
É importante frisar que a produção industrial con-
tinua sendo realizada majoritariamente pelos países 
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GEOGRAFIA
desenvolvidos, ou com o capital oriundo desses países. 
Apenas o local da produção é que mudou, mas todo, ou 
quase todo, o capital dessas empresas retorna aos seus 
países de origem. Essa migração das multinacionais se 
deve pela busca de mão de obra abundante nos países 
pobres e por maiores oportunidades de explorarem os 
recursos naturais, que por fim, como salientamos, é re-
duzir custos de produção.
15. PAÍS DESENVOLVIDO, 
SUBDESENVOLVIDO, 
CAPITALISMO, SOCIALISMO
Socialismo
O Socialismo surgiu como opção em razão das gran-
des desigualdades sociais que marcam o capitalismo 
desde o seu início, os trabalhadores europeus, a partir do 
século XIX, começaram a lutar por mudanças que puses-
sem fim à exploração de que eram vítimas. Jornadas de 
trabalho exaustivas, rendimentos baixos e condições de 
trabalho insalubres. 
Uma das alternativas surgidas foi o Socialismo Cien-
tífico, idealizado por Karl Marx e Friedrich Engels, que 
visava o fim do capitalismo e a formação de uma socie-
dade mais igualitária.
Suas principais características são:
a. Socialização dos meios de produção: todos 
os meios de produção pertencem a toda a socie-
dade, permanecendo sob o controle do Estado.
b. Economia planificada e controlada pelo Es-
tado: todos os setores da economia são controla-
dos pelo Estado, que define, por exemplo, os sa-
lários dos trabalhadores, o que será produzido, 
onde, quando e a que preço.
c. Sociedade sem divisão de classes: a classe 
trabalhadora é a única que deve existir em uma 
sociedade socialista.
d. Produção voltada para atender as necessi-
dades da população. 
No entanto, o Socialismo Científico nunca foi prati-
cado da maneira como os autores previam, e sofreu um 
duro golpe na década de 80/90, quando o mundo passa 
a viver uma Nova Ordem Mundial, principalmente com 
o fim da Guerra Fria. Vejamos como ocorreu o fim do 
Socialismo. 
O fim do Socialismo
O socialismo, sobretudo na União Soviética e no Leste 
Europeu, caracterizava-se pelo excessivo controle do Es-
tado. As decisões políticas eram tomadas exclusivamen-
te pela classe dirigente, que comandava o país e impedia 
a participação popular e a liberdade de expressão.
Somavam-se a isso os problemas econômicos, tec-
nológicos e a campanha do mundo capitalista ociden-
tal, contra o socialismo. Diante deste quadro, e com as 
grandes transformações que ocorreram após a década 
de 80/90, na URSS – União das Repúblicas Soviéticas, 
com sua desintegração, o Socialismo, até então adotado 
pela URSS, tem seu fim. Os países que faziam parte da 
URSS, passaram assim, para uma economia de transição, 
até implantarem o Capitalismo.
É salutar chamar a atenção que o sistema Socialista 
não acabou, ainda há países que adotam ou se dizem 
Socialistas na atualidade, como é o caso de Cuba e da 
China. O que houve e vimos, é o fim do Socialismo ado-
tado pela URSS – Rússia e mais as 15 ex- repúblicas 
soviéticas, que se tornaram países independentes após a 
dissolução da antiga URSS, formando as Repúblicas Bál-
ticas, e a CEI – Comunidade dos Estados Independentes. 
Países Desenvolvidos
O desenvolvimento de um país ocorre quando há um 
crescimento de sua economia, isto é, um aumento a pro-
dução de bens e serviços acompanhados de melhoria no 
padrão de vida de sua população.
Em relação aos indicadores econômicos: as caracte-
rísticas mais relevantes referem-se ao grau de industria-
lização e à dependência econômica externa. Assim, os 
países desenvolvidos são bastante industrializados e não 
possuem dependência financeira.
No que se refere aos indicadores sociais: os mais 
utilizados são as taxas de natalidade e de mortalidade 
infantil, a expectativa de vida, a taxa de alfabetização, 
as condições médico-sanitárias e a renda per capita da 
população. Observa-se que, nos desenvolvidos, a popula-
ção desfruta de um elevado padrão de vida.
Países Subdesenvolvidos
O subdesenvolvimento de um país, por sua vez, ocor-
re, quando ele é predominantemente agrícola, geral-
mente com baixo nível de industrialização, tem econo-
mia instável que passa por crises periódicas, além de ser 
muito dependente financeiramente.
Em relação aos aspectos sociais, observa-se que, 
grande parte da população sobrevive em condições pre-
cárias.
Os países desenvolvidos e subdesenvolvidos também 
são denominados, respectivamente, pelas expressões 
Norte e Sul. Essa denominação tem como critério a po-
sição geográfica dos países: os ricos (exceto Austrália e 
Nova Zelândia - Sul) estão no hemisfério Norte, enquan-
to os subdesenvolvidos situam-se ao Sul das nações de-
senvolvidas. Hoje também podem ser vistos como países 
centrais e países periféricos do Capitalismo mundial.
Origens do Subdesenvolvimento - Países
Historicamente, são países que sofreram um proces-
so de exploração, ou seja, sua riqueza (ouro, prata, pro-
dutos agrícolas, etc.) foi apropriada por suas metrópoles 
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CAPÍTULO 16 - Fontes de Energia
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europeias.
Na atual divisão internacional do trabalho, são países 
produtores de gêneros agrícolas e/ou matérias-primas 
ou foram industrializados recentemente pelas multina-
cionais.
A qualidade de vida de suas populações é baixa, ou 
seja, o índicede Desenvolvimento Humano é baixo ou 
médio, já que a distribuição de renda é desigual, acar-
retando a falta de acesso de suas populações à saúde 
(alta mortalidade infantil, baixa expectativa de vida), à 
educação (analfabetismo e baixa escolaridade) e até à 
alimentação (subnutrição e fome). Portanto, observa-se 
nestes países uma grande desigualdade social. 
16. FONTES DE ENERGIA
Conceitos
A energia pode ser definida pela capacidade de gerar 
trabalho, como no caso da geração de calor, luz, eletrici-
dade, deslocamento, dentre outras. Já fontes de energia 
são os recursos naturais de onde provem este trabalho. 
Existem dois tipos de fontes de energia, as renováveis e 
limpas, ou seja, são aquelas que a natureza reproduz em 
um ciclo de vida humana e sua utilização não é altamen-
te poluente. Em contrapartida, as fontes não renováveis 
são aquelas que a natureza reproduz num ciclo de vida 
geológico e são altamente poluentes.
No decorrer de sua história, o homem vem desco-
brindo e dominando fontes de energia indispensáveis ao 
seu desenvolvimento. Inicialmente com o uso primitivo 
da energia muscular, acompanhada àquela advinda do 
fogo, dentre outras concebidas até o marco da socie-
dade moderna, a Revolução Industrial no século XVIII, 
quando vinculamos o progresso à utilização das fontes 
de energia fóssil, primeiramente com o aproveitamento 
energético do carvão mineral e mais a diante com a pro-
eminência do petróleo. 
Atualmente a matriz energética mundial está calca-
da na larga utilização dos combustíveis fósseis (carvão 
mineral, petróleo e gás natural), tal cenário é alarman-
te visto as reservas finitas destas fontes, à flutuação de 
preços devido às crises mundiais pelas quais os grandes 
produtores de petróleo passaram ao longo da historia 
e por fim devido ao crescente gradiente de degradação 
ambiental. Dentro deste contexto, a partir da década de 
60 intensificam-se o uso e a descoberta das chamadas 
fontes alternativas de energia, ou as chamadas renová-
veis e limpas.
No tocante as aspirações fundamentais a qualquer 
nação do globo, a exemplo da qualidade de vida, bem 
como avanços industriais e consequentemente econô-
micos, a questão energética é um dos objetos de maior 
importância da atualidade.
Os quadros abaixo listam as principais fontes de 
energia mundial.
Quadro 1. Fontes de energia renováveis e uti-
lização.
Fonte Utilização
Hídrica Obtida através de grandes corpos d’água, é 
utilizada para a construção de hidrelétricas e 
consequente abastecimento de eletricidade.
Eólica Obtida através da velocidade dos ventos, os 
aero geradores permitem a geração de ele-
tricidade em locais afastados de rede elétrica 
convencional, além de permitir o bombeamen-
to de água.
Marés Obtida através das altas e baixas marés que 
movimentam turbinas gerando eletricidade.
Solar Obtida através do calor do Sol, é mais utilizada 
para aquecimento residencial e de água, mas 
também possibilita geração de eletricidade por 
meio de painéis fotovoltaicos.
Geotérmica Obtida através do calor interno da Terra que 
aquece as águas subterrâneas e estas afloram 
em superfície em forma de gêiseres (nascen-
te de água quente em erupção). Nestes locais 
são construídas tubulações para que o vapor 
de água quente movimente turbinas, gerando 
eletricidade.
Biomassa Obtido através da combustão da matéria or-
gânica animal e vegetal aproveitadas em cal-
deiras para geração de energia térmica e con-
sequentemente elétrica. A biomassa pode ser 
utilizada para a fermentação em biodigestores 
gerando gás semelhante ao gás natural de ori-
gem fóssil, que por sua vez é queimado e gera 
eletricidade. E por fim através da biomassa da 
cana de açúcar, mamona, dentre outas pode 
ser obtido os biocombustíveis, como no caso do 
etanol utilizado para veículos.
Quadro 2. Fontes de energia não renováveis e 
utilização.
Fonte Utilização
Petróleo Utilizado para fabricação de gasolina e diesel 
utilizado em veículos, lubrificantes, querosene, 
dentre outros. Assim como pode ser utilizado 
em termelétricas para a geração de eletricida-
de.
Gás natural Utilizado como combustível em veículos, coc-
ção de alimentos, aquecimento de água e em 
termelétricas.
Carvão 
mineral
Utilizado no aquecimento de fornos em indus-
trias siderúrgicas, química, dentre outras, as-
sim como também é utilizado para a geração 
eletricidade em termelétricas.
Urânio Utilizado em usinas nucleares para a geração 
de eletricidade a partir da fissão do urânio.
Matriz energética brasileira
A figura 1 mostra que o Brasil segue o paradigma 
mundial energético, uma vez que sua matriz energética 
está calcada na larga utilização do petróleo e seus de-
rivados. Os combustíveis fósseis e o urânio apresentam 
como desvantagens um oneroso processo de produção 
de energia e extração, além de causar inúmeros impac-
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GEOGRAFIA
tos ambientais em ambos os processos.
Figura 1. Brasil cenário energético por fontes.
O petróleo brasileiro é extraído principalmente de 
bacias sedimentares marítimas, com destaque para a 
Bacia de Campos do estado do Rio de Janeiro com cerca 
de 84% da produção nacional, há também a produção de 
petróleo em bacias sedimentares terrestres, com desta-
que aos estados do RN, BA e AM.
Todavia, a partir de 2008 com a confirmação da ex-
ploração do petróleo da camada de pré sal o país au-
mentou consideravelmente suas reservas petrolíferas. 
O pré sal é uma espessa camada de sal antecede um 
pacote rochoso que somados possuem 7.000 metros de 
profundidade, que se estende desde o litoral de SC até o 
ES e possui um óleo de excelente qualidade. Em 2014 a 
produção do pré sal foi de 412 mil barris diários. Como 
o gás natural pode ser associado a formação do petróleo 
no Brasil as maiores de gás estão na Bacia de Santos e 
Campos.
Figura 2. Camada do pré sal.
Já no tange a produção de carvão mineral as maiores 
reservas brasileiras encontra-se na região sul, em SC e 
RS, embora hajam grandes reservas o carvão brasileiro 
não possue boa qualidade necessitando de importações 
para abastecer as siderrurgicas do país.
Figura 3. Ocorrência de carvão mineral no 
Brasil.
No Brasil existem apenas existem apenas duas usi-
nas nucleares em operação, a de Angra I e II, no Rio de 
Janeiro com previsão de inauguração da Angra III , isto 
explica a baixa utilização do urânio como fonte de ener-
gia no país.
No que diz respeito a matriz elétrica, o Brasil tem a 
vantagens de apresentar inumeros rios caudalosos que 
permitem a implantação das hidréletricas, que são fon-
tes limpas e renováveis, mas que causam grandes im-
pactos no período de construção da usina como expulsão 
da população ribeirinha,perda de biodiversidade pelo 
alagamento da grandes áreas, dentre outras.
Figura 4. Matriz elétrica brasileira/ capacida-
de instalada em 2012.
As principais hidrelétricas brasileiras são:
• Usina Hidrelétrica de Itaipu, no Rio 
Paraná - Capacidade: 14.000 MW;
• Usina Hidrelétrica de Tucuruí, Rio To-
cantins - Capacidade: 8.370 MW;
• Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, no 
Rio Paraná - Capacidade: 3.444 MW;
• Usina Hidrelétrica de Xingó, no Rio 
São Francisco - Capacidade: 3.162 MW;
• Usina Hidrelétrica de Foz Do Areia, no 
Rio Iguaçu - Capacidade: 2.511 MW;
• Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso, no 
Rio São Francisco - Capacidade: 2.462 MW;
• Usina Hidrelétrica de Itumbiara, no 
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CAPÍTULO 17 - Os Grandes Problemas Ambientais
39
Rio Paranaíba - Capacidade: 2.082 MW;
• Usina Hidrelétrica de Teles Pires, no 
Rio Teles Pires - Capacidade: 1.820 MW e
• Usina Hidrelétrica de São Simão,no 
Rio Paranaíba - Capacidade: 1.710 MW.
 E por fim, a biomassa que apesar de ser reno-
vável tem favorecido o aumento de extensas áreas mo-
nocultoras destinadas a produção de biocombustíveis, 
como no caso da cana de açúcar, que diminui as áreas 
destinados a produção de alimentos e tende a concentra-
ção de terras. 
17. OS GRANDES PROBLEMAS 
AMBIENTAIS
Os problemas ambientais são consequência direta 
da intervenção humana nos diferentes ecossistemas da 
Terra, causando desequilíbrios no meio ambiente e com-
prometendo a qualidade de vida. É importante lembrar 
que cada problema, em uma análise atual, deve ser en-
tendido sempre abordando 3 questões:
a. O que é?
b. Causa(s)?
c. Consequência(s)
Fazendo isso teremos uma noção clara de cada pro-
blema ambiental, e compreenderemos melhor este tema 
tão importante na atualidade.
A seguir, veremos os principais problemas que ocor-
rem na atualidade:
Chuva Ácida
A chuva ácida é provocada pela produção de gases 
lançados na atmosfera. Há agentes naturais que fazem 
isso, como, por exemplo, os vulcões. A atividade humana, 
contudo, é a principal causadora do fenômeno. Indús-
trias, usinas termoelétricas e veículos de transporte (que 
utilizam combustíveis fósseis) produzem subprodutos 
que se agregam ao oxigênio da atmosfera e que, ao se-
rem dissolvidos na chuva, caem no solo sob a forma de 
chuva ácida.
Devemos lembrar, contudo, que os poluentes, carre-
gados pelos ventos, podem viajar milhares de quilôme-
tros, provocando chuvas ácidas em locais muito distantes 
das fontes poluidoras.
A chuva ácida, ao atingir o solo, empobrece a vege-
tação natural e as plantações. Também afeta a fauna e a 
flora de rios e lagoas, prejudicando a pesca.
Algumas medidas podem atenuar a formação de 
chuva ácida: economia de energia, uso de transporte 
coletivo, criação e uso de fontes de energia menos po-
luentes, utilização de combustíveis com baixo teor de 
enxofre, etc.
Desmatamento
O desmatamento é uma das intervenções humanas 
que mais prejudicam o planeta. Pode causar sérios da-
nos ao clima, à biodiversidade e às pessoas. Desmatar 
prejudica os ecossistemas e leva à extinção de centenas 
de espécies.
Árvores são grandes absorvedoras de dióxido de 
carbono, um dos gases causadores do efeito estufa (ver 
abaixo). Portanto, quando o homem derruba florestas, 
também intensifica o problema do aquecimento global 
(ver abaixo).
Dentre outras consequências, o desmatamento pro-
voca degradação do solo, aumento da desertificação e 
erosões, muitas vezes comprometendo os sistemas hi-
drográficos.
As políticas de reflorestamento, muito comentadas 
nos dias atuais, são apenas soluções parciais, pois, ainda 
que ajudem a conter o aquecimento global, dificilmen-
te conseguirão recuperar a biodiversidade das regiões 
afetadas.
Efeito estufa
O efeito estufa é um mecanismo atmosférico natural 
que mantém o planeta aquecido nos limites de tempera-
tura necessários à preservação da vida. Se não houvesse 
a proteção do efeito estufa, os raios solares que aquecem 
o planeta seriam refletidos para o espaço e a Terra apre-
sentaria temperaturas médias abaixo de -10oC.
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40
GEOGRAFIA
O efeito estufa ocorre quando uma parte da radia-
ção solar refletida pela superfície terrestre é absorvida 
por determinados gases presentes na atmosfera, entre 
os quais o gás carbônico ou dióxido de carbono (CO2), o 
metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O).
Ocorre que, com a queima de florestas e a exagerada 
utilização de combustíveis fósseis, grandes quantidades 
de CO2 têm sido lançadas na atmosfera. A emissão de-
senfreada desse e de outros gases acentua o efeito estu-
fa, a ponto de não permitir que a radiação solar, depois 
de refletida na Terra, volte para o espaço. Isso bloqueia o 
calor, aumentando a temperatura do planeta e provocan-
do o aquecimento global (ver abaixo).
Para se discutir o problema e encontrar soluções, 
várias reuniões internacionais têm sido realizadas. O 
principal documento aprovado até agora é o Protocolo 
de Kyoto, assinado em 1997, que estabelece metas de re-
dução dos gases para diferentes países.
Aquecimento Global 
Trata-se do aumento da temperatura média da su-
perfície terrestre. Alguns cientistas acreditam que, em 
breve, as temperaturas médias poderão estar entre 1,4oC 
e 5,8oC mais altas, quando comparadas às temperaturas 
de 1990. 
Segundo alguns pesquisadores, o aquecimento glo-
bal ocorre em função do aumento da emissão de gases 
poluentes, principalmente os derivados da queima de 
combustíveis fósseis. Esses gases (ozônio, dióxido de 
carbono, metano, óxido nitroso e monóxido de carbono) 
formam uma camada de poluentes de difícil dispersão, 
provocando o efeito estufa.
Entre as principais consequências do aquecimento 
global, os cientistas apontam:
a. aumento do nível dos oceanos, provocado 
pelo derretimento das calotas polares, o que pode 
provocar, no futuro, a submersão de cidades lito-
râneas;
b. desertificação: o aumento da temperatura 
somado ao desmatamento provoca a morte de vá-
rias espécies animais e vegetais, desequilibrando 
os ecossistemas e, muitas vezes, criando desertos;
c. ampliação do número de furacões, tufões e 
ciclones (a maior evaporação das águas dos ocea-
nos potencializa esses fenômenos); e
d. surgimento de violentas ondas de calor, o 
que pode provocar a morte de idosos, crianças e 
várias espécies de animais.
Buraco na Camada de Ozônio
O gás ozônio envolve a Terra na forma de uma frágil 
camada que protege a vida da ação dos raios ultravioleta 
(emitidos pelo Sol). Os raios ultravioleta causam muta-
ções nos seres vivos, modificando as moléculas de DNA. 
Em seres humanos, o excesso de ultravioleta pode cau-
sar câncer de pele e afetar o sistema imunológico.
Nos últimos anos, contudo, cientistas detectaram um 
“buraco” na camada de ozônio, exatamente sobre a An-
tártida, o que deixa sem proteção uma área de cerca de 
30 milhões de km2.
Pesquisadores acreditam que o gás clorofluorcarbo-
no (CFC) é o principal responsável pela destruição da ca-
mada de ozônio. Esse gás é utilizado em aparelhos de re-
frigeração, sprays e na produção de materiais como, por 
exemplo, o isopor. Ao chegar à atmosfera, o CFC entra 
em contato com grande quantidade de raios ultravioleta, 
que quebram as moléculas de CFC e liberam cloro. Este, 
por sua vez, rompe as moléculas de ozônio (O3), forman-
do monóxido de cloro (ClO) e oxigênio (O2). Ocorre que 
esses dois gases não são eficientes para proteger a Terra 
dos raios ultravioleta.
Em 1985, vários países assinaram a Convenção de 
Viena - e, dois anos depois, o Protocolo de Montreal -, se 
comprometendo a diminuir a produção de CFC.
Inversão Térmica
A inversão térmica é um fenômeno atmosférico mui-
to comum nos grandes centros urbanos industrializados, 
sobretudo naqueles localizados em áreas cercadas por 
serras ou montanhas. Esse processo ocorre quando o ar 
frio (mais denso) é impedido de circular por uma cama-
da de ar quente (menos denso), provocando uma altera-
ção na temperatura.
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CAPÍTULO 17 - Os Grandes Problemas Ambientais
41
Outro agravante da inversão térmica é que a camada 
de ar fria fica retida nas regiões próximas à superfície 
terrestre com uma grande concentração de poluentes. 
Sendo assim, a dispersão desses poluentes fica extrema-
mente prejudicada, formando uma camada de cor cinza, 
oriunda dos gases emitidos pelas indústrias, automóveis, 
etc.
Esse fenômeno se intensifica durante o inverno, pois 
nessa época do ano, em virtude da perda de calor, o ar 
próximo à superfície fica mais frio que o da camada su-
perior,influenciando diretamente na sua movimentação. 
O índice pluviométrico (chuvas) também é menor du-
rante o inverno, fato que dificulta a dispersão dos gases 
poluentes.
É importante ressaltar que a inversão térmica é um 
fenômeno natural, sendo registrada em áreas rurais e 
com baixo grau de industrialização. No entanto, sua in-
tensificação e seus efeitos nocivos se devem ao lança-
mento de poluentes na atmosfera, o que é muito comum 
nas grandes cidades.
Doenças respiratórias, irritação nos olhos e intoxica-
ções são algumas das consequências da concentração de 
poluentes na camada de ar próxima ao solo. Entre as 
possíveis medidas para minimizar os danos gerados pela 
inversão térmica estão a utilização de biocombustíveis, 
fiscalização de indústrias, redução das queimadas e po-
líticas ambientais mais eficazes.
Ilhas de Calor
As “ilhas de calor” são uma anomalia do clima que 
ocorrem quando a temperatura em determinadas regi-
ões dos centros urbanos fica muito maior do que a tem-
peratura nas regiões periféricas.
Em São Paulo, por exemplo, já chegou a ser registra-
da uma diferença de 10º Celsius entre uma temperatura 
medida no centro e na periferia da cidade, enquanto que 
a média mundial é de 9ºC.
Essa anomalia climática ocorre devido à junção de 
diversos fatores como a poluição atmosférica (principal-
mente), alta densidade demográfica, pavimentação e di-
minuição da área verde, construção de prédios barrando 
a passagem do vento, grande quantidade de veículos e 
outros fatores que contribuem para o aumento da reten-
ção de calor na superfície.
Em um local menos urbanizado, com mais áreas ver-
des e menos prédios, a radiação solar seria absorvida 
normalmente pela vegetação e pelo solo, e dissipada 
através dos ventos. A vegetação devolveria essa radiação 
através da evapotranspiração enquanto que a ausência 
de poluentes permitiria que parte da radiação refletisse 
na superfície e fosse enviada para as camadas mais altas 
da atmosfera, diminuindo a quantidade de calor.
O problema é que, a substituição da vegetação pelo 
asfalto e concreto faz com que a radiação solar seja ab-
sorvida por estes materiais e convertida em ondas de 
calor que ficarão armazenadas, em grande parte durante 
o dia, escapando à noite (o asfalto pode chegar a 46ºC em 
um dia de verão enquanto que a grama não ultrapassa os 
32ºC). A construção de prédios cria uma barreira para os 
ventos não deixando que o calor seja dissipado.
A presença de material particulado no ar, provenien-
te das chaminés de indústrias e escapamentos dos car-
ros cria uma camada que barra a reflexão natural da 
maior parte dos raios solares.
El Nino e La Nina
 
O El Niño é um fenômeno climático, de caráter at-
mosférico-oceânico, em que ocorre o aquecimento fora 
do normal das águas superficiais e sub-superficiais do 
Oceano Pacífico Equatorial. As causas deste fenômeno 
ainda não são bem conhecidas pelos especialistas em 
clima.
 
Este fenômeno costuma alterar vários fatores climá-
ticos regionais e globais como, por exemplo, índices plu-
viométricos (em regiões tropicais de latitudes médias), 
padrões de vento e deslocamento de massas de ar. O pe-
ríodo de duração do El Niño varia entre 10 e 18 meses e 
ele acontece de forma irregular (em intervalos de 2 a 7 
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42
GEOGRAFIA
anos).
Efeitos do El Niño
Os ventos sopram com menos força na região central 
do Oceano Pacífico;
 Acúmulo de águas mais quentes do que o normal na 
costa oeste da América do Sul;
 Diminuição na quantidade de peixes na região cen-
tral e sul do Oceano Pacífico e na costa oeste dos Canadá 
e Estados Unidos; 
Intensificação da seca no nordeste brasileiro;
 Aumento do índice de chuvas na costa oeste da 
América do Sul;
 Aumento das tempestades tropicais na região cen-
tral do Oceano Pacífico;
 Secas na região da Indonésia, Índia e costa leste da 
Austrália;
 Muitos climatologistas acreditam que o El Niño pos-
sa estar relacionado com o inverno mais quente na re-
gião central dos Estados Unidos, secas na África e verões 
mais quentes na Europa. Estes efeitos ainda estão em 
processo de estudos.
 
 Nota: O termo El Niño é de ori-
gem espanhola e se refere a Corrente de 
El Niño. O nome foi dado por pescadores 
da costa do Peru e Equador, pois na épo-
ca do Natal a região costuma receber uma 
corrente marítima de águas quentes. Por 
aparecer no período natalino, El Niño (O 
Menino) Jesus foi homenageado, pelos pes-
cadores, com o nome do fenômeno climá-
tico. O termo popular foi adotado também 
pelos climatologistas.
 Quando o fenômeno é inverso, ocor-
rendo um resfriamento fora do normal na 
águas da região equatorial do Oceano Pa-
cífico, dá-se o nome de La Niña.
Consequências do El Nino e La Nina no Brasil
REGIÃO
CONSEQUÊNCIAS BÁSICAS
EL NIÑO LA NIÑA
NORTE Menor precipitação/ 
secas/ incêndios
Aumento da 
precipitação e do 
colume de água dos 
rios
NORDESTE Longos períodos de 
forte estiagem
Aumento da 
p r e c i p i t a ç ã o / 
elevação da vazão 
dos rios
CENTRO-OESTE Tendências de 
chuvas acima da 
média e pequena 
elevação das 
temperaturas 
Sem grandes 
alterações
SUDESTE Pequena elevação 
nas temperaturas 
médias no inverno
Sem grandes 
alterações
SUL Aumento das 
t e m p e r a t u r a s 
médias e dos índices 
pluviométricos
Longos períodos de 
estiagem
18. GEOGRAFIA DO PARANÁ
Localização
O estado do Paraná localiza-se no sul do país, sendo 
que sua área é de aproximadamente 199.314 km². Os li-
mites do estado são os seguintes:
Norte e Nordeste – São Paulo.
Sul e Sudeste – Santa Catarina.
Leste – Oceano Atlântico.
Oeste – Paraguai.
Noroeste – Mato Grosso do Sul.
Sudoeste – Argentina.
Observe o mapa abaixo:
Relevo
O relevo paranaense é dividido em cinco regiões, de 
acordo com suas especificidades, que pode se transfor-
mar em três grandes planaltos.
Planície litorânea – é a região do litoral, entre o 
oceano atlântico e a serra do mar. É de formação geoló-
gica recente, predominantemente da Era Cenozoica. São 
destaques dessa região as cidades de Paranaguá (onde 
fica o porto), Antonina, Morretes, Guaratuba e Matinhos.
Serra do mar – é o conjunto de montanhas próximo 
ao litoral. Essas montanhas são formadas por rochas, e 
cobertas pela Mata Atlântica. Sua formação data da Era 
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CAPÍTULO 18 - Geografia do Paraná
43
Pré-Cambriana. O ponto mais alto do estado, o Pico do 
Paraná, fica na Serra do Órgão, e tem cerca de 1900 me-
tros de altura.
Primeiro planalto ou planalto de Curitiba – é 
o mais alto (altitudes entre 1300 e 850 metros) e menor 
(em extensão) dos planaltos. Esta porção do Primeiro 
Planalto está sobre uma estrutura sedimentar. O relevo 
é ondulado e a vegetação predominante é a Mata das 
Araucárias. A capital do estado, Curitiba, fica nessa re-
gião.
Segundo planalto ou planalto de Ponta Grossa 
– as altitudes variam entre 1200 e 300 metros. O relevo 
é ondulado e a vegetação é composta por Araucárias e 
campos. Neste Planalto a estrutura geológica é formada 
na Era Paleozoica. As principais cidades da região são 
Ponta Grossa e São Mateus do Sul.
Terceiro planalto ou planalto de Guarapuava – 
é o maior dos planaltos em extensão. As altitudes variam 
entre 1200 e 900 metros. A estrutura geológica desta re-
gião, é formada na Era Mesozoica, com solo de origem 
vulcânica muito férteis, chamado de Terra Roxa, muito 
utilizados para o desenvolvimento da agricultura. Nessa 
área a vegetação original (Floresta Tropical e Mata das 
Araucárias) quase não existe mais. Em seu lugar são en-
contradas plantaçõese pastos. As principais cidades são 
Maringá, Foz do Iguaçu e Guarapuava.
Veja o mapa abaixo, que representa a divisão dos pla-
naltos paranaenses. 
Hidrografia
O território paranaense é bem servido na sua rede 
de drenagem. A declividade do relevo paranaense na di-
reção oeste e norte-ocidental fazem com que 92% das 
águas internas se dirijam à Bacia do Rio Paraná, e as 
demais à leste no sentido da Bacia Atlântica, sendo esses 
cursos d’água pouco extensos, pois nascem à pequena 
distância da costa. Os rios paranaenses são de planal-
tos, por isso mais adequados para a geração de energia. 
Possuem regime pluvial, ou seja, suas águas são manti-
das pelo índice de chuvas. São rios perenes, e possuem 
drenagem exorreica.(desaguam diretamente ou indireta-
mente no oceano). 
O Estado é responsável por 25% de toda energia hi-
drelétrica produzida no Brasil. O volume gerado por Itai-
pu em 12 meses seria suficiente para abastecer o Paraná 
por quase cinco anos.
A hidrografia do Paraná pode ser classificada em cinco 
bacias hidrográficas menores, mas todas ligadas a grande 
Bacia do Paraná. 
a. Bacia do Rio Paraná que possui suas nascen-
tes em Minas Gerais, com a junção dos Rios Para-
naíba e Grande, tem como afluente o Rio Tietê, em 
São Paulo, mas no Paraná os afluentes mais impor-
tantes são os rios Piquiri e Ivaí;
b. Bacia do Rio Paranapanema que está na divi-
sa do Estado do Paraná com São Paulo é drenada 
pelos rios Pirapó, Tibagi, das Cinzas e Itararé;
c. Bacia do Rio Iguaçu que tem suas nascentes 
no Primeiro Planalto paranaense, (Curitiba), tem 
como principais afluentes o rio Chopim, no sul do 
estado, e o rio Negro, no limite com o Estado de 
Santa Catarina, é um dos rios do Estado com maior 
aproveitamento hidráulico, tendo em seu curso vá-
rias usinas instaladas. 
d. Bacia do Rio Ribeira, cujas águas seguem 
para o rio Ribeira do Iguape;
e. Bacia Atlântica ou do Litoral Paranaense, 
cujas águas seguem direto para o Oceano Atlântico, 
já que as nascentes destes rios estão na porção Les-
te da Serra do Mar, como dissemos anteriormente, 
são rios curtos, com pequeno volume de água, e 
servem para abastecer as cidades localizadas no 
litoral do estado. 
Analise o mapa abaixo:
Clima
O Paraná está quase totalmente na região de clima 
subtropical, apenas uma pequena porção norte do esta-
do encontra-se em uma região Tropical. (região “cortada” 
pelo Trópico de Capricórnio).
A amplitude térmica anual do Estado varia entre 12 e 
13ºC, com exceção do litoral, onde as amplitudes térmicas 
variam de 8 a 9ºC
As chuvas são bem distribuídas. As menores quantida-
des de chuvas estão no extremo noroeste, norte e nordeste 
do Estado e as maiores ocorrem no litoral, junto às serras, 
nos planaltos do centro-sul e do leste paranaense.
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GEOGRAFIA
De acordo com a classificação de Köppen, no Estado 
do Paraná domina o clima do tipo C (Mesotérmico) e, em 
segundo plano, o clima do tipo A (Tropical Chuvoso), sub-
divididos da seguinte forma:
Af – Clima Tropical Superúmido, com média do mês 
mais quente acima de 22ºC e do mês mais frio superior 
a 18ºC, sem estação seca e isento de geadas. Aparece em 
todo o litoral e no sopé oriental da Serra do Mar.
Cfb – Clima Subtropical Úmido (Mesotérmico), com 
média do mês mais quente inferior a 22ºC e do mês mais 
frio inferior a 18ºC, sem estação seca, verão brando e ge-
adas severas, demasiadamente freqüentes. Distribui-se 
pelas terras mais altas dos planaltos e das áreas serra-
nas (Planaltos de Curitiba, Campos Gerais, Guarapuava, 
Palmas, etc).
Cfa – Clima Subtropical Úmido (Mesotérmico), com 
média do mês mais quente superior a 22ºC e no mês 
mais frio inferior a 18ºC, sem estação seca definida, verão 
quente e geadas menos frequentes. Distribuindo-se pelo 
Norte entro, Oeste e Sudoeste do Estado, pelo vale do Rio 
Ribeira e pela vertente litorânea da Serra do Mar.
Veja o mapa abaixo:
Vegetação
O Estado do Paraná, como em grande parte do Brasil, 
a vegetação original já foi bastante alterada. Mas é pos-
sível identificar no Estado, dois tipos de vegetação ori-
ginal: florestas e campos. As florestas são subdivididas 
em floresta tropical e floresta subtropical. Os campos são 
subdivididos em campos limpos e campos cerrados. 
Florestas 
a. Floresta tropical: Faz parte da Mata 
Atlântica, que recobria toda a fachada oriental do 
Brasil com suas formações latifoliadas, perenes, 
densa e heterogêneas. No Paraná, ocupava primi-
tivamente a 46% do estado, aí incluídas as porções 
mais baixas (baixada litorânea, encostas da serra 
do Mar, vales do Paraná, Iguaçu, Piquiri e Ivaí) 
ou de menor latitude (toda a parte setentrional do 
estado).
b. Florestas de Araucárias: São típicas da 
região Sul e principalmente do Paraná. A floresta 
subtropical é uma floresta mista, composta por 
formações latifoliadas, nas áreas mais quentes, e 
aciculifoliadas nas regiões mais frias. São predo-
minantemente caducas ou decíduas, homogêneas. 
Tendo como grande destaque o pinheiro-do-pa-
raná (Araucária angustifólia), que não aparece em 
agrupamentos puros. A floresta mista ou Mata de 
Araucárias recobria as porções mais elevadas do 
estado, isto é, a maior parte do planalto de Curiti-
ba e pequena parte do planalto de Ponta Grossa. 
Essa formação ocupava 44% do território para-
naense e ainda parte dos estados de São Paulo, 
Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Tem sofrido 
ao longo do tempo, grande exploração, devido a 
expansão da agricultura, da pecuária, da constru-
ção civil e da indústria de moveis, bem como do 
consumo de sua semente o que tem prejudicado 
sua reprodução, até pela extinção de sua grande 
reprodutora a Gralha Azul, ave que já está prati-
camente extinta de nossa região. 
c. Erva-mate: Além do pinheiro, a floresta 
mista oferece também espécies latifoliadas de va-
lor econômico, como imbuia, o cedro e a erva-ma-
te. A erva-mate é usada na bebida típica da região 
sul do Brasil, o Chimarrão e no país vizinho o Pa-
raguai o mate gelado chamado na região de Tere-
ré. No final do século XX, apenas pequena parte 
das formações vegetais subsistiam no estado. As 
últimas reservas florestais do Paraná encontram-
-se na planície litorânea, na encosta da serra do 
Mar e nos vales dos rios Iguaçu, Piquiri e Ivaí. 
d. Campos: Os campos limpos cobrem o ter-
ritório do Paraná sob o formato de manchas es-
parsas através dos planaltos paranaenses. A mais 
extensa dessas manchas é a dos chamados Cam-
pos Gerais, que recobrem toda a porção oriental 
do planalto de Ponta Grossa e têm o formato de 
uma gigantesca meia-lua no mapa de vegetação 
do estado. Outras manchas de campo limpo são as 
de Curitiba e Castro, no primeiro planalto parana-
ense, as de Guarapuava, Palmas e outras, meno-
res, no terceiro planalto paranaense. Os campos 
limpos ocupam mais de 9% do território parana-
ense. Os campos cerrados têm pouca expressão 
no Paraná, onde ocupam área muito reduzida — 
menos de 1% da superfície estadual. Formam pe-
quenas manchas no planalto de Ponta Grossa e no 
planalto de Guarapuava. 
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CAPÍTULO 18 - Geografia do Paraná
45
Aspectos Humanos
A quantidade de pessoas que vive no Paraná é apro-
ximadamente 11.081.692. O número representa 5,5% de 
toda a população o país, de 202,7 milhões, de acordo com 
informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geo-
grafia e Estatística (IBGE).
Com o crescimento de aproximadamente 0,76% em 
comparação com o ano passado, o Paraná mantém a po-
sição de sexto estado mais populoso do país, antecedido 
por São Paulo (44.035.304), Minas Gerais (20.734.097), 
Rio de Janeiro (16.461.173),Bahia (15.126.371) e Rio Grande 
do Sul (11.207.274).
Entre os 25 municípios mais populosos do Brasil, o 
Paraná é representado apenas por Curitiba, que, assim 
como no ano passado, ocupa a oitava posição – tanto 
como município isolado como capital. A capital parana-
ense tem 1.864.416 habitantes – crescimento de 0,83% em 
relação ao mesmo período de 2013.
Desconsiderando as capitais, Londrina é outro muni-
cípio que aparece na relação dos 25 mais populosos do 
Brasil. São 543.003 pessoas, número que deixa o muni-
cípio em 18º lugar. A lista é liderada por Guarulhos (São 
Paulo), com 1.312.197 habitantes.
Entre as 25 maiores regiões metropolitanas, a de 
Curitiba (RMC) fechou esta edição do IBGE em 9º lugar. 
São 3.414.115 habitantes. O número é 1,68% maior do que 
o registrado em 2013. Por último (25ª colocação) está a 
região metropolitana de Londrina (818.300 habitantes), 
que cresceu 0,4% no período.
Por outro lado, duas cidades do estado estão entre os 
25 municípios menos populosos. Jardim Olinda (1.416) e 
Nova Aliança do Ivaí (1.509) aparecem em 15º e 21º lugar. 
Somados, os dois locais não chegam nem a 3 mil habi-
tantes.
A pesquisa do IBGE mostrou ainda que, assim como 
o cenário nacional, a maior parte dos municípios do Pa-
raná (107 de 399) tem faixa de população entre 10.001 e 
20 mil habitantes. Acima de 500 mil são apenas duas 
(Curitiba e Londrina).
Ranking no estado:
Os dez municípios do estado com maior número de 
moradores são, além de Curitiba, Londrina (543.003), 
Maringá (391.698), Ponta Grossa (334.535) e Casca-
vel (309.259). Completam a lista São José dos Pinhais 
(292.934), Foz do Iguaçu (263.647), Colombo (229.872), 
Guarapuava (176.973) e Paranaguá (149.467). A relação é 
a mesma que a apresentada do ano passado pelo IBGE, 
sem exclusão ou inclusão de novas cidades.
Já entre as cinco cidades com menos habitantes, to-
das estão localizadas entre o Norte Central e o Noroes-
te do Paraná. Além disso, quatro delas tiveram redução 
na quantidade de moradores na comparação com o ano 
passado.
Jardim Olinda continua a “liderar” a lista. Em 2013, 
havia no local 1.424 pessoas – oito a mais do que este 
ano. Aparecem ainda Nova Aliança do Ivaí (1.509, nove a 
mais que em 2013); Santa Inês (1.784, vinte a menos que 
em 2013); Miraselva (1.890, seis a menos que em 2013) e 
Esperança Nova (1.922, 24 a menos que em 2013).
Aspectos Econômicos
O Estado do Paraná, se destaca no cenário econômico 
nacional como um dos maiores representantes e impor-
tantes no que se refere a agricultura, a pecuária, a in-
dústria e comércio. Possui uma economia diversificada e 
moderna, o que comprova sua importância na economia 
brasileira. Vamos analisar, de maneira simples um pouco 
de cada atividade econômica do estado. 
Agricultura
O solo paranaense é fértil, favorecendo a atividade 
agrícola. Principalmente o Terceiro Planalto onde se en-
contra um dos solos mais ricos do mundo, o solo de terra 
roxa. Solo de origem vulcânica, naturalmente fértil o que 
permite que esta região se torne destaque principalmen-
te na agricultura. O Estado produz uma grande varieda-
de de culturas, se destaca como importante produtor de 
trigo, milho, soja, algodão e café.
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GEOGRAFIA
Pecuária
Na atividade pastoril a criação de bovinos se destaca, 
contendo um numeroso rebanho, além de ser um grande 
produtor de suínos, destaca-se também na produção lei-
teira, de ovos, de bicho-da-seda, entre outros. Um grande 
destaque também é a criação e o abate de aves, com a 
presença de importantes frigoríficos que atuam na ex-
portação de carne de frango, um segmento importante 
da agroindústria paranaense e brasileira. 
Mineração
O solo paranaense abriga jazidas de minérios, prin-
cipalmente no Primeiro e Segundo Planalto, mas pouco 
explorados, os principais são: xisto, ouro, cobre, mine-
rais nobres, além de outros como a areia, argila, calcá-
rio, caulim, dolomita, talco, granitos, mármore, chumbo 
e ferro.
Extrativismo Vegetal
Esse tipo de atividade consiste em retirar da nature-
za itens vegetais com fins econômicos, com isso, as prin-
cipais árvores exploradas são os pinheiros paranaenses 
(Araucária Angustifólia). Já foi uma das atividades mais 
importantes do Estado do Paraná, principalmente na re-
gião do vale do Rio Iguaçu, com a instalação de inúmeras 
madeireiras, que exploraram a madeira de araucária. 
Ainda é presente esta atividade no Estado, apesar que as 
indústrias atuais predominantemente, utilizam madeira 
de reflorestamento, eucaliptos e pínus. 
Indústria
O Estado possui uma boa infraestrutura industrial, 
apesar de Curitiba concentrar uma cidade industrial que 
atua na indústria automobilística, metalomecânica, ci-
mento, cerâmica, montagem de máquinas, tecidos, frigo-
ríficos, além das agroindústrias que transformam produ-
tos primários, como soja, milho, carne suína e madeira.
O parque industrial paranaense reúne, aproximada-
mente, 24 mil empresas, que geram resultados que su-
peram a média nacional no ramo. Vejamos alguns dados 
obtidos sobre o Estado do Paraná.
Informações da Economia do Paraná
Participação no PIB nacional: 6,2%. 
Composição do PIB estadual:
- agropecuário: 18,4%.
- indústria: 40%.
- prestação de serviços: 41,6%.
- Volume de exportação: 10 bilhões de dólares.
Produtos de exportação
- soja e derivados: 34,2%.
- veículos e peças: 21,4%.
- Madeira: 10%.
- Carne congelada: 8,2%.
- Outros alimentos, como milho, açúcar e café: 8,8%.
Caro aluno.
Espero que este material possa ajudá-lo a atingir seu 
objetivo, sua meta. Chamo a atenção para o fato que este 
material é um material de apoio, e sendo a Geografia 
uma disciplina dinâmica, que se transforma constante-
mente, pelos fatos novos que vão surgindo diariamente, 
é necessário que você esteja atento as notícias que vão 
surgindo, e se atualize constantemente. Dados utilizados 
e obtidos aqui, são do momento em que foram construí-
dos, mas que podem sofrer alterações significativas em 
momentos bem curtos, seja no campo social e/ou eco-
nômico. Por isso, diferentemente de outras disciplinas, 
como Matemática, Física, etc., a Geografia e dinâmica, 
está em constante transformação o que exige de você 
muita leitura e atenção. 
Grande abraço... e bom estudo 
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