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Este material é parte integrante do curso online "Enfermagem e a Saúde da Mulher" do 
EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a 
reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia 
expressa do autor (Artigo 29). 
Com certificado 
online 
180 horas Enfermagem e a Saúde da 
Mulher 
Samara Calixto Gomes 
 
 
 
 
 
 
Este material é parte integrante do curso online “Enfermagem e a Saúde da Mulher” do 
EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a 
reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia 
expressa do autor (Artigo 29). 
Enfermagem e a Saúde da 
Mulher 
Samara Calixto Gomes 
180 horas 
Com certificado 
online 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
APRESENTAÇÃO .............................................................................................................. 6 
SAÚDE DA MULHER ........................................................................................................ 7 
QUADRO DE CONCEITOS .............................................................................................. 9 
PUBERDADE .................................................................................................................... 10 
SISTEMA REPRODUTOR FEMININO ........................................................................ 12 
5.1 HORMÔNIOS FEMININOS .................................................................................... 12 
5.2 HORMÔNIOS SEXUAIS FEMININOS .................................................................. 12 
5.2.1 Funções do Estrogênio ....................................................................................... 13 
5.2.2 Funções da Progesterona .................................................................................... 13 
CICLO MENSTRUAL ..................................................................................................... 14 
6.1 CICLO MENSTRUAL NORMAL: .......................................................................... 15 
6.2 COMPONENTES FUNCIONAIS DO CICLO MENSTRUAL ............................... 15 
6.3 FASES DO CICLO OVARIANO ............................................................................. 15 
6.3.1 Fase Folicular ..................................................................................................... 15 
6.3.2 Ovulação ............................................................................................................. 16 
6.3.3 Fase Lútea ........................................................................................................... 16 
6.4 FASES DO CICLO UTERINO ................................................................................. 16 
AVALIAÇÃO PRÉ-CONCEPCIONAL ......................................................................... 18 
PLANEJAMENTO FAMILIAR ...................................................................................... 20 
MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS ............................................................................ 21 
9.1 VOCÊ SABE DIFERENCIAR O PLANEJAMENTO FAMILIAR DO CONTROLE 
DE NATALIDADE? ....................................................................................................... 22 
9.1.1 Planejamento Familiar ........................................................................................ 22 
9.1.2 Controle de Natalidade ....................................................................................... 22 
MÉTODOS CONTRACEPTIVOS .................................................................................. 23 
10.1 MÉTODOS NATURAIS OU COMPORTAMENTAIS ......................................... 24 
10.1 1 Temperatura Basal ............................................................................................ 24 
10.1.2 Tabela de Ogino-Knauss (Tabelinha) ............................................................... 24 
10.1.3 Método de Billings ou do Muco Cervical ........................................................ 25 
10.1.4 Lactação-Amenorreia ....................................................................................... 25 
10.2 MÉTODOS DE BARREIRA .................................................................................. 26 
10.2.1 Preservativo ...................................................................................................... 26 
10.2.1 Diafragma ......................................................................................................... 26 
10.2.2 Espermicidas ..................................................................................................... 26 
10.3 Métodos Hormonais ................................................................................................ 27 
10.3.1 Pílula ................................................................................................................. 27 
10.3.2 Pílula do Dia Seguinte ...................................................................................... 27 
10.4 MÉTODOS MECÂNICOS ..................................................................................... 28 
10.4.1 DIU - Dispositivo Intra Uterino........................................................................ 28 
 
DIAGNÓSTICO DA GRAVIDEZ ................................................................................... 30 
PRE-NATAL ...................................................................................................................... 32 
PREVENÇÃO DO CÂNCER GENITAL E DE MAMA ............................................... 33 
ASSISTÊNCIA A MULHER NO CLIMATÉRIO ......................................................... 35 
14.1 SAÚDE BUCAL NO CLIMATÉRIO ..................................................................... 37 
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER ............................................................................. 39 
INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 42 
A MAMA ............................................................................................................................ 44 
O CÂNCER ........................................................................................................................ 46 
3.1 ESTADIAMENTO .................................................................................................... 47 
3.1.1 Tamanho do Tumor (T) ...................................................................................... 48 
3.1.2 Linfonodos Regionais (N) .................................................................................. 49 
3.1.3 Metástases (M) ................................................................................................... 49 
SINTOMAS DO CÂNCER DE MAMA .......................................................................... 50 
PREVENÇÃO .................................................................................................................... 51 
DIAGNÓSTICO ................................................................................................................ 52 
TRATAMENTO ................................................................................................................ 53 
ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO CUIDADO A MULHER COM CÂNCER DE 
MAMA ................................................................................................................................ 54 
8.1 TÉCNICA PARA REALIZAÇÃO DO AUTOEXAME DAS MAMAS ................. 55 
8.1 1 Inspeção Estática em frente ao Espelho ............................................................. 55 
8.1.2 Durante o Banho ................................................................................................. 56 
8.1.3 Deitada ................................................................................................................ 56 
INTRODUÇÃO .................................................................................................................59 
O ÚTERO ........................................................................................................................... 61 
2.1 COLO DO ÚTERO ................................................................................................... 63 
PAPILOMA VIRUS HUMANO ...................................................................................... 64 
TIPOS DE HPV ................................................................................................................. 65 
HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA ........................................................................... 66 
MODOS DE TRANSMISSÃO ......................................................................................... 68 
FORMAS DE APRESENTAÇÃO DA INFECÇÃO ...................................................... 69 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS ...................................................................................... 71 
PERÍODO DE INCUBAÇÃO .......................................................................................... 73 
PREVENÇÃO .................................................................................................................... 75 
10.1 EXAME CITOPATOLÓGICO ............................................................................... 75 
10.2 VACINA .................................................................................................................. 76 
DIAGNÓSTICO ................................................................................................................ 78 
TRATAMENTO ................................................................................................................ 80 
O HPV E O CÂNCER DE COLO UTERINO ................................................................ 81 
HPV E SITUÇÕES ESPECIAIS ...................................................................................... 83 
14.1 GESTANTES .......................................................................................................... 83 
14.2PÓS-MENOPAUSA ................................................................................................. 83 
14.3HISTERECTOMIZADAS........................................................................................ 84 
14.4 MULHERES SEM HISTÓRIA DE ATIVIDADE SEXUAL ................................. 84 
14.5IMUNOSSUPRIMIDAS .......................................................................................... 85 
PROMOÇÃO DA SAÚDE ................................................................................................ 86 
AVALIAÇÃO .................................................................................................................... 87 
REFERÊNCIAS ................................................................................................................ 92 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Este material é parte integrante do curso online "Enfermagem e a Saúde da Mulher" do EAD 
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comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29). 
Saúde da 
Mulher 
Unidade 1 – Apresentação 
 
 
6 
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expressa do autor (Artigo 29). 
01 
APRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
A manutenção da boa saúde da mulher exige uma série de cuidados e atitudes preventivas. 
Cada mulher tem uma história e um corpo diferente das outras mulheres e que devem 
ser analisadas cuidadosamente com a supervisão de um médico, para garantir uma vida 
saudável e sem surpresas. 
Neste curso, faremos uma revisão sobre os principais pontos que prejudicam a saúde 
da mulher. Ao realizar o curso, o enfermeiro será capaz de prestar assistência sistematizada 
e integral à mulher nas diversas fases do ciclo vital. 
 
Unidade 2 – Saúde da Mulher 
 
7 
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02 
SAÚDE DA MULHER 
 
 
 
 
De acordo com o Ministério da Saúde, as mulheres compõem a maioria da população 
brasileira e são as principais usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). 
Além de buscarem os serviços de saúde para o seu próprio atendimento, acompanham 
crianças e outros familiares, como pessoas idosas, com deficiência, vizinhos e amigos. 
Também são também cuidadoras, não só das crianças ou outros membros da família, mas 
também de pessoas da vizinhança e da comunidade. 
A situação de saúde de um indivíduo envolve diversos aspectos da vida, como a re-
lação com o meio ambiente, o lazer, a alimentação e as condições de trabalho, moradia e 
renda. No caso das mulheres, os problemas são agravados pela discriminação nas relações 
de trabalho e a sobrecarga com as responsabilidades com o trabalho doméstico. 
Mulheres vivem mais do que os homens. Entretanto, adoecem com mais frequência. 
E essa vulnerabilidade está mais relacionada com a situação de discriminação na sociedade 
do que com fatores biológicos. 
Existem vários conceitos sobre saúde da mulher. Conceitos mais restritos abordam 
apenas aspectos da biologia e anatomia do corpo feminino e outros mais amplos que 
interagem com dimensões dos direitos humanos e questões relacionadas à cidadania. 
No primeiro, o corpo da mulher é visto apenas na sua função reprodutiva e a 
maternidade torna-se seu principal atributo, limitando a saúde da mulher à saúde materna ou 
à ausência de enfermidade associada ao processo de reprodução biológica. Nesse caso estão 
excluídos os direitos sexuais e as questões de gênero. 
Com o novo conceito de saúde, essa realidade começa a mudar. Além do aspecto 
reprodutivo, as desigualdades sociais se revelam no processo de adoecer e morrer das 
populações. 
O relatório sobre a situação da População Mundial (2014) demonstra que o número 
de mulheres que vivem em situação de pobreza é superior ao de homens, que as mulheres 
trabalham durante mais horas do que os homens e que, pelo menos, metade do seu tempo é 
Unidade 2 – Saúde da Mulher 
 
8 
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expressa do autor (Artigo 29). 
gasto em atividades não remuneradas, o que diminui o seu acesso aos bens sociais, inclusive 
aos serviços de saúde, o que implica num forte impacto em suas condições. 
Unidade 2 – Saúde da Mulher 
 
9 
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03 
QUADRO DE CONCEITOS 
 
 
 
 
Antes de nos aprofundarmos nos estudos de saúde da mulher, vamos conhecer alguns termos 
sobre o tema: 
Amenorreia: Ausência de menstruação. 
Climatério:é a fase da vida em que ocorre a transição do período reprodutivo ou 
fértil para o não reprodutivo, devido à diminuição dos hormônios sexuais produzidos pelos 
ovários. 
Menacme: Período reprodutivo da mulher. Inicia-se após a puberdade. 
Menarca: Primeira menstruação. 
Menopausa: é a última menstruação da mulher. É o evento marcante do climatério. 
Geralmente ocorre dos 45 aos 55 anos e só pode ser diagnosticada após 12 meses de 
amenorreia. 
Menstruação: Sangramento genital de origem intrauterina, periódico e temporário 
na mulher eque manifesta-se aproximadamente em cada mês. Inicia-se com a menarca e 
termina com a menopausa. 
Perimenopausa: É o período no qual surgem as irregularidades menstruais, os 
distúrbios neurovegetativos e alterações psicoemocionais. Ela inicia-se em torno de 5 anos 
antes da menopausa e acaba 12 meses após. 
Telarca: Desenvolvimento do tecido e botão mamário. 
 
Unidade 4 – Puberdade 
 
10 
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04 
PUBERDADE 
 
 
 
 
Na infância nosso corpo ainda não está totalmente formado. Na adolescência, acontece a 
transição da infância para a fase adulta, que chamamos de Puberdade. 
A Puberdade é um momento de transformações físicas e biológicas e de oscilações 
emocionais ocasionadas pelas alterações hormonais que o corpo sofre. 
O corpo está voltado nessa fase para a produção dos hormônios sexuais que são 
diferentes para meninos e meninas. Os meninos produzem a testosterona e as meninas o 
estrógeno. 
Nessa fase o crescimento se acelera, os órgãos sexuais ganham forma e a fertilidade 
se inicia. É um processo difícil tanto para o adolescente, que vai viver essas transformações, 
como para os que o rodeiam que terão de se adaptar às alterações de humor e às crises 
existenciais vividas por ele. 
Apesar de tudo isso essas transformações são necessárias para a manutenção da 
espécie humana, pois todo esse processo tem como objetivo de adaptar tanto a mulher quanto 
o homem para a capacidade de reprodução. 
No corpo masculino a puberdade ocorre geralmente entre a faixa etária dos 12 aos 14 
anos de idade, e para o biótipo feminino esse marco caracteriza-se a partir da primeira 
menstruação, também denominada de menarca, conferindo maturidade por volta dos 10 aos 
13 anos de idade. 
Além da menarca, outros acontecimentos caracterizam essa fase. São eles: 
 
 O desenvolvimento da genitália; 
 Crescimento dos seios (telarca); 
 Aparecimento de pelos pubianos na genitália e nas axilas; 
Unidade 4 – Puberdade 
 
11 
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 Definição das formas do corpo acarretada pelo acúmulo de tecido adiposo em 
determinadas partes (quadris, coxas); 
 Surgimento de erupções na pele (acne). 
 Diminuição no crescimento ósseo; 
 Expansão óssea da cintura pélvica (bacia); 
 Aumento do desejo sexual. 
 
Unidade 5 – Sistema Reprodutor Feminino 
 
12 
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expressa do autor (Artigo 29). 
05 
SISTEMA REPRODUTOR FEMININO 
 
 
 
 
A Pituitária, também conhecia como Hipófise anterior, não secreta praticamente nenhum 
hormônio gonadotrópico até a idade de 10 a 14 anos. 
A partir da Puberdade, começa a secretar dois hormônios gonadotrópicos. 
Inicialmente, secreta principalmente o hormônio folículo-estimulante (FSH), que inicia a 
vida sexual na menina em crescimento. Em seguida, secreta o hormônio luteinizante (LH), 
que auxilia no controle do ciclo menstrual. 
 
 
5.1 HORMÔNIOS FEMININOS 
Hormônio Folículo-Estimulante: Causa a proliferação das células foliculares ovarianas e 
estimula a secreção de estrógeno, levando as cavidades foliculares a desenvolverem-se e 
crescerem. 
Hormônio Luteinizante: Aumenta ainda mais a secreção das células foliculares, 
estimulando a ovulação. 
 
 
5.2 HORMÔNIOS SEXUAIS FEMININOS 
Os dois hormônios ovarianos, o estrogênio e a progesterona, são responsáveis pelo 
desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual. Esses hormônios, como os 
hormônios adrenocorticais e o hormônio masculino testosterona, são compostos esteroides, 
formados, principalmente, de um lipídio, o colesterol. 
Unidade 5 – Sistema Reprodutor Feminino 
 
13 
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Os estrogênios são vários hormônios diferentes chamados estradiol, estriol e estrona, 
mas que têm funções idênticas e estruturas químicas muito semelhantes. Por esse motivo, 
são considerados juntos, como um único hormônio. 
 
5.2.1 Funções do Estrogênio 
O estrogênio induz as células de vários locais do organismo, a proliferarem-se, ou seja, 
aumentar em número. A musculatura lisa do útero, por exemplo, aumenta tanto que o órgão, 
após a puberdade, chega a duplicar ou, mesmo, a triplicar de tamanho. 
Todas as características que distinguem a mulher do homem, que foram citadas 
anteriormente, são devido ao estrogênio e a razão básica do desenvolvimento dessas 
características é o estímulo à proliferação dos elementos celulares em certas regiões do 
corpo. 
O estrogênio também estimula o crescimento de todos os ossos logo após a 
puberdade, mas promove rápida calcificação óssea, fazendo com que as partes dos ossos que 
crescem se "extingam" dentro de poucos anos, de forma que o crescimento estaciona. 
Nessa fase, a mulher cresce mais rapidamente que o homem até os primeiros anos da 
puberdade. O estrogênio tem, outrossim, efeitos muito importantes no revestimento interno 
do útero, o endométrio, no ciclo menstrual. 
 
5.2.2 Funções da Progesterona 
A progesterona tem pouco a ver com o desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos. 
Está principalmente relacionada com a preparação do útero para a aceitação do embrião e à 
preparação das mamas para a secreção láctea. 
Esse hormônio também aumenta o grau da atividade secretória das glândulas 
mamárias e, também, das células que revestem a parede uterina, acentuando o espessamento 
do endométrio e fazendo com que ele seja intensamente invadido por vasos sanguíneos. 
Determina, ainda, o surgimento de numerosas glândulas produtoras de glicogênio. E 
durante a gestação, uma de suas mais importantes funções é a de inibir as contrações do útero 
e impedir a expulsão do embrião implantado ou do feto em desenvolvimento. 
 
Unidade 6 – Ciclo Menstrual 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
06 
CICLO MENSTRUAL 
 
 
 
 
O Ciclo Menstrual representa mudanças fisiológicas recorrentes relacionadas ao sistema 
reprodutivo, que ocorrem em mulheres em idade reprodutiva. Esse ciclo fica sob o controle 
do sistema hormonal e é necessário para a reprodução. 
Em outras palavras, é o conjunto de eventos endócrinos interdependentes do eixo 
hipotálamo - hipófise - ovário e as modificações fisiológicas no organismo que são 
consequentes a estes eventos, e visam à preparação para a ovulação e para uma futura 
gravidez. 
Esse ciclo pode ser dividido em várias fases, e a duração de cada fase difere de mulher 
para mulher e de ciclo para ciclo. A menstruação inicia-se na metade da puberdade, 
geralmente entre os 11 e 12 anos, ainda que possa acontecer dentro do intervalo dos 10 até 
os 18 anos. 
Apartir da menarca, a mulher continua menstruando até os 49 ou 50 anos, podendo 
estender-se até os 55 anos, até menopausa, que será discutida mais adiante. 
Umciclo menstrual normal varia de 20 a 36 dias, sendo que a maioria das mulheres 
tem um ciclo de 28 dias. Normalmente dura de 4 a 6 dias, podendo em algumas mulheres 
variar de 2 a 8 dias. 
Cada mulher reage de forma distinta quando está menstruada, podendo ocorrer 
alguns destes sintomas: 
 
 Aumento do desejo sexual; 
 Dores no abdome (cólicas); 
 Dores nas pernas; 
 Dores de cabeça (enxaqueca); 
Unidade 6 – Ciclo Menstrual 
 
15 
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expressa do autor (Artigo 29). 
 Mau humor/ irritação/depressão; 
 Dores nos seios. 
 
Esses sintomas são chamados de “síndrome pré-menstrual”. 
 
 
6.1 CICLO MENSTRUAL NORMAL: 
 Duração do Ciclo Menstrual Normal: 21 a 35 dias; 
 Duração do Fluxo Menstrual: 2 a 6 dias; 
 Perda Sanguínea: 20 a 60 ml; 
 Fases do Ciclo Ovariano: Folicular e Lútea; 
 Fases do Ciclo Uterino: Proliferativa, Secretora e Menstrual. 
 
 
6.2 COMPONENTES FUNCIONAIS DO CICLO MENSTRUAL 
Como já foi dito, o ciclo menstrual é uma interação entre o hipotálamo, a hipófise e os 
ovários, onde os principais hormônios, responsáveis pela ação desse ciclo, é o Hormônio 
liberador de gonadotrofina (GnRH), um dos hormônios-hipotalâmicos. 
 
 
6.3 FASES DO CICLO OVARIANO 
 
6.3.1 Fase Folicular 
Período em que o folículo dominante é selecionado e desenvolvido até se tornar um folículo 
maduro. Durante essa fase, o revestimento do útero fica mais espesso, estimulado ao 
aumentar gradualmente as quantidades de estrogênio. Ao longo desse processo, o FSH e o 
estrogênio aumentam a quantidade de receptores para FSH. 
Unidade 6 – Ciclo Menstrual 
 
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Os folículos no ovário começam a desenvolver-se sob a influência de hormônios e 
depois de vários dias um folículo (ou ocasionalmente dois) fica dominante. Os folículos não 
dominantes atrofiam e morrem. Então, o folículo dominante libera um ovo em um evento 
chamado ovulação. 
 
6.3.2 Ovulação 
A ovulação ocorre aproximadamente 32 a 36 horas após o início da elevação dos níveis de 
estradiol. Se o ovo não for fertilizado por espermatozoide em até 1 dia após a ovulação ele 
morrerá e será absorvido pelo corpo da mulher. 
 
6.3.3 Fase Lútea 
Compreende o período da ovulação até o aparecimento da menstruação. 
Depois da ovulação, durante a fase luteal, os restos do folículo dominante no ovário 
transformam-se em corpo lúteo, o qual tem como função principal produzir grandes 
quantidades de Progesterona. Sob a influência da progesterona, o endométrio (revestimento 
do útero) muda para se preparar a uma possível implantação do embrião. 
Se a implantação do embrião não ocorrer dentro de aproximadamente duas semanas, 
o corpo lúteo morrerá causando queda brusca nos níveis de progesterona e estrogênio. Essa 
queda nos níveis hormonais faz com que o útero elimine seu revestimento em um processo 
chamado menstruação. 
 
 
6.4 FASES DO CICLO UTERINO 
O útero é um órgão musculado revestido internamente por uma mucosa muito vascularizada, 
o Endométrio. Esta mucosa uterina sofre transformações ao longo do ciclo, com a função de 
criar condições adequadas para que o óvulo fecundado se aloje no endométrio, e aí se 
desenvolva o embrião e, posteriormente, o feto ao longo dos 9 meses. As transformações 
que ocorrem no endométrio podem ser agrupadas em três fases: 
Fase Menstrual: Ocorre do 1º ao 5º dia. Caracteriza-se por uma ruptura irregular do 
endométrio. Isso acontece quando não há fecundação, sendo essa parede uterina, destruída 
cerca de 4/5 mm da sua espessura. Esses fragmentos de tecido e sangue proveniente dos 
vasos que irrigam a parede do útero são libertados constituindo a menstruação. 
A menstruação é uma hemorragia e marca o início de todo o ciclo sexual feminino. 
Lembrando que, o 1º dia de sangramento é o 1º dia do Ciclo Menstrual. 
Unidade 6 – Ciclo Menstrual 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
Fase Proliferativa: Ocorre do 6º ao 14º dia. Logo após a menstruação a mucosa 
uterina é reconstituída, em que os vasos sanguíneos e tecidos são reconstituídos, passando 
de 1 a 5 mm de espessura. 
Fase Secretora: Ocorre do 15º ao 28º dia. Caracteriza-se pela atuação da 
progesterona produzida pelo corpo lúteo em contraposição à ação estrogênica. O endométrio 
enriquece-se de glândulas e vasos sanguíneos. 
As glândulas produzem um muco que é particularmente abundante na ovulação. 
Deste modo, o útero está pronto para receber e alojar nesta camada um embrião. Caso não 
tenha ocorrido uma fecundação esta camada degenera, iniciando-se assim um novo ciclo 
com a fase menstrual. 
Unidade 7 – Avaliação Pré-Concepcional 
 
18 
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expressa do autor (Artigo 29). 
07 
AVALIAÇÃO PRÉ-CONCEPCIONAL 
 
 
 
 
Consideramos Avaliação pre-concepcional, a consulta que o casal realiza antes de uma 
gravidez, com o objetivo de identificar fatores de risco ou doenças que possam alterar a 
evolução normal de uma futura gestação. 
É um instrumento importante para a redução dos índices de morbidade e mortalidade 
materna e infantil. 
Sabemos que a maioria das gestações não é inicialmente planejada, embora possam 
ser desejadas. Esse não planejamento deve-se à falta de orientação ou de oportunidade para 
a aquisição de um método Anticoncepcional, e isso ocorre comumente com adolescentes. 
As atividades a serem desenvolvidas na avaliação pre-concepcional devem incluir 
anamnese e exame físico, com exame ginecológico completo, além de alguns exames 
laboratoriais. 
É recomendada a realização do Exame Clínico das Mamas (ECM) em qualquer idade 
e do exame preventivo do câncer do colo do útero uma vez ao ano e, após dois exames 
normais, a cada três anos, principalmente na faixa etária de risco (25 a 59 anos). Podem ser 
instituídas ações específicas quanto aos hábitos e estilo de vida, tais como: 
 
 Alimentação adequada; 
 Riscos do tabagismo e do uso rotineiro de bebidas alcoólicas e outras drogas; 
 Orientações quanto ao uso de medicamentos e, quando necessário, realizar 
substituição para drogas com menores efeitos sobre o feto; 
 Avaliação das condições de trabalho, com orientação sobre os riscos nos casos de 
exposição a tóxicos ambientais; 
Unidade 7 – Avaliação Pré-Concepcional 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
 Administração preventiva de ácido fólico para a prevenção de defeitos congênitos do 
tubo neural; 
 Orientação para registro sistemático do ciclo menstrual; 
 Estímulo para que o intervalo entre as gestações seja de, no mínimo, 2 anos. 
 
Unidade 8 – Planejamento Familiar 
 
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08 
PLANEJAMENTO FAMILIAR 
 
 
 
 
A regulamentação do planejamento familiar no Brasil, por meio da Lei n.º 9.263/96, foi 
conquista importante para mulheres e homens no que diz respeito à afirmação dos direitos 
reprodutivos. 
Conforme consta na referida Lei, o planejamento familiar é entendido “como o 
conjunto de ações de regulação da fecundidade que garanta direitos iguais de constituição, 
limitação, ou aumento da prole pela mulher, pelo homem, ou pelo casal” (art. 2º). 
A atenção em planejamento familiar contribui para a redução da morbimortalidade 
materna e infantil, pois: 
 
 Diminui o número de gestações não desejadas e de abortamentos provocados; 
 Diminui o número de cesáreas realizadas para fazer a ligadura tubária; 
 Diminui o número de ligaduras tubárias por falta de opção e de acesso a outros 
métodos anticoncepcionais; 
 Aumenta o intervalo entre as gestações, contribuindo para diminuir a frequência de 
bebês de baixo peso e para que os bebês sejam adequadamente amamentados; 
 Possibilita a prevenção e/ou postergação de gravidez em mulheres adolescentes ou 
com patologias crônicas, tais como diabetes, cardiopatias, hipertensão, portadoras do 
HIV, entre outras. 
Unidade 9 – Métodos Anticoncepcionais 
 
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09 
MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS 
 
 
 
 
O planejamento de uma gestação é fundamental, principalmente para adolescentes e adultos 
jovens sexualmente ativos, que devem ser orientados precocemente, uma vez que a idade 
para início das relações sexuais está diminuindo cada vez mais, enquanto estão aumentando 
o número de adolescentes grávidas. 
No Brasil, evitar filhos é uma tarefa assumida, quase exclusivamente, pelas mulheres. 
Os homens geralmente associam a diminuição de sua potência sexual ao uso de algum 
método para evitar filhos. 
Como o governo não tinha um programa que garantisse meios para a mulher e/ou o 
homem evitar filhos, algumas organizações não governamentais iniciaram esta atividade em 
nosso país, inicialmente distribuindo pílulas e em seguida oferecendo a laqueadura das 
trompas, que é irreversível. 
Em 1984 o Ministério da Saúde elaborou o Programa de Assistência Integral à Saúde 
da Mulher (PAISM), que recomenda aos serviços de saúde a implantação da atividade de 
Planejamento Familiar oferecendo todos os meios de evitar ou de ter filhos garantindo que 
o casal possa fazer uma opção livre e consciente, escolhendo o método que melhor responde 
às suas necessidades. 
Portanto, Planejamento Familiar (PF) é a atividade que visa ofertar informações e 
meios, para que as pessoas possam decidir livre, consciente e responsavelmente a respeito 
do número e da época de terem seus filhos. Sua maior importância é o controle de Natalidade 
de um país. 
Fator importante na origem de problemas sociais. É um direito humano básico, 
inserido na Constituição Federal. Atividade de saúde regulamentada pela Lei do 
Planejamento Familiar, a Lei 9.263de 12 de janeiro de 1996, que diz: 
Artigo 1º - O planejamento familiar é direito de todo cidadão. 
Unidade 9 – Métodos Anticoncepcionais 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
Artigo 2º - Entende-se planejamento familiar como o conjunto de ações de regulação 
da fecundidade que garanta direitos iguais de constituição, limitação ou aumento da prole. 
Artigo 4º: O planejamento familiar orienta-se por ações preventivas e educativas e 
pela garantia de acesso igualitário a informação, meios, métodos e técnicas disponíveis para 
a regulação da fecundidade. 
Artigo 9º: Para o exercício do direito ao planejamento familiar, serão oferecidos 
todos os métodos e técnicas de concepção e contracepção cientificamente aceitos e que não 
coloquem em risco a vida e a saúde das pessoas, garantida a liberdade de opção. 
Artigo 12º: É vedada a indução ou instigação, individual ou coletiva à prática de 
esterilização cirúrgica. 
Artigo 13º: É vedada a exigência de atestado de esterilização ou teste de gravidez 
para quaisquer fins. 
Em alguns países, onde não é o caso do Brasil, existe o Controle de Natalidade. 
 
 
9.1 VOCÊ SABE DIFERENCIAR O PLANEJAMENTO FAMILIAR DO 
CONTROLE DE NATALIDADE? 
 
9.1.1 Planejamento Familiar 
É o direito à informação, à assistência especializada e acesso aos recursos que permitam 
optar livre e conscientemente por ter ou não filhos, o número, o espaçamento entre eles e a 
escolha do método anticoncepcional mais adequado, sem coação. 
 
9.1.2 Controle de Natalidade 
É uma ação governamental com a preocupação de estipular metas para crescimento “ideal” 
da população, quer dizer, onde o governo determina quantos filhos o casal deve ter. 
 
Unidade 10 – Métodos Contraceptivos 
 
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10 
MÉTODOS CONTRACEPTIVOS 
 
 
 
 
Entende-se por Métodos Contraceptivos são as formas utilizadas por mulheres, homens e 
casais para evitar ou promover uma gravidez. Alguns métodos servem somente para evitar 
filhos, outros sevem para ajudar a mulher a engravidar. 
Os métodos contraceptivos podem ser divididos didaticamente em: 
 
 Naturais ou Comportamentais; 
 Lactação-amenorreia 
 De Barreira; 
 Mecânicos; 
 Métodos Hormonais 
 Cirúrgicos. 
 
A escolha do método contraceptivo deve ser sempre personalizada levando-se em 
conta fatores como idade, números de filhos, compreensão e tolerância ao método, desejo 
de procriação futura e a presença de doenças crônicas que possam agravar-se com o uso de 
determinado método. Como todos os métodos têm suas limitações, é importante que 
saibamos quais são elas, para que eventualmente possamos optar por um dos métodos. 
Todavia, na orientação sobre os métodos anticoncepcionais deve ser destacada a 
necessidade da dupla proteção que seria a contracepção e prevenção as DST e HIV/AIDS, 
mostrando a importância dos métodos de barreira, como os preservativos masculinos ou 
femininos. 
Unidade 10 – Métodos Contraceptivos 
 
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10.1 MÉTODOS NATURAIS OU COMPORTAMENTAIS 
São aqueles em que o casal ou a pessoa pode utilizar para evitar ou obter uma gravidez, 
identificando o período fértil da mulher. Os métodos naturais mais utilizados: 
 
10.1 1 Temperatura Basal 
Esse método é baseado na alteração térmica que o corpo apresenta quando ocorre a ovulação. 
A temperatura se eleva devido ao aumento hormonal (progesterona). Por ocasião da 
ovulação acontece uma ligeira queda na temperatura corpórea e após há uma elevação de 
aproximadamente 0,5 °C em relação às medidas basais (as da primeira fase do ciclo). 
Esta permanecerá elevada até a próxima menstruação. O 4º dia após a elevação da 
temperatura é considerado o provável fim do período fértil. Observe que nos 14 dias após a 
ovulação a temperatura é superior. 
 
10.1.2Tabela de Ogino-Knauss (Tabelinha) 
A tabelinha é um método que ajuda a mulher a descobrir a época do mês em que ela pode 
ficar grávida. Esta época chama-se período fértil. É importante ter um calendário para marcar 
a cada mês o início do ciclo menstrual. Consiste em suspender as relações sexuais no período 
fértil da mulher. Esse método é baseado na premissa de que os ciclos menstruais são 
relativamente constantes e por isso o período fértil do mês subsequente pode ser estimado 
pelo ciclo anterior. 
Para Ciclos Regulares: o Período Fértil acontece 14 dias antes da próxima 
menstruação. 
Para Ciclos Irregulares: a mulher deve anotar pelo menos os 6 últimos ciclos e a 
partir daí estimar o início de período fértil subtraindo 18 dias do comprimento do ciclo mais 
curto, e estimar o fim do período fértil subtraindo 11 dias do ciclo mais longo. 
Exemplo:Uma mulher que anotou seus ciclos menstruais durante 6 meses, e teve um 
ciclo que chegou até 33 dias, e outro, mais curto de 26 dias, deverá: 
 
 Subtrair 18 dias do ciclo mais curto de 26 dias (26 - 18 = 8); 
 Subtrair 11 dias do ciclo mais longo de 33 dias (33 - 11 = 22), então, esta mulher 
deverá fazer abstinência a partir do 8º dia até o 22º dia do ciclo. 
Unidade 10 – Métodos Contraceptivos 
 
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O índice de falha deste método é muito grande, aproximadamente 40 por 100 
mulheres/ano. 
 
10.1.3 Método de Billings ou do Muco Cervical 
Assim como no método da tabelinha, este também é um método de abstinência. Para detectar 
o seu período fértil, neste método, a mulher precisa observar e reconhecer o tipo de secreção 
presente no colo do útero. A mulher deve ser orientada a respeito das mudanças que o 
estrogênio provoca no muco cervical na metade do ciclo. O muco cervical aumenta em 
quantidade, fica filante e transparente no período ovulatório, lembrando o aspecto de clara 
de ovo. O papel do muco cervical é proteger os espermatozoides do meio ácido vaginal e 
também capacitar os espermatozoides para poder haver fertilização. 
O método é limitado, pois sua eficácia como contraceptivo é pequena. Para sua 
utilização é necessário treinamento e disciplina, além do que várias doenças (tais como os 
corrimentos) interferem na qualidade do muco. A mulher deve examinar o muco 
diariamente, colocando o dedo na vagina e, em seguida, observando que tipo de secreção 
está presente. 
O aspecto do muco é mais importante do que a quantidade. O que interessa é se ele 
é pastoso, líquido, elástico, ou se não aparece.No início, é bom se examinar 2 ou 3 vezes ao 
dia. Depois, com a prática, uma vez só por dia é suficiente. Recomenda-se que o exame seja 
feito sempre na mesma hora. Anotar as diferenças do muco durante todo o mês. Isto ajudará 
a memorizar quais são os dias férteis. 
 
10.1.4 Lactação-Amenorreia 
A secreção irregular de GnRH interfere na liberação do hormônio folículo estimulante (FSH) 
e do hormônio luteinizante (LH) 
Principais requisitos: 
 
 Aleitamento exclusivo 
 Seis primeiros meses pós-parto 
 Ausência de menstruação 
 Intervalo entre as mamadas não superior a 5 horas 
 Risco de gravidez: 2% 
Unidade 10 – Métodos Contraceptivos 
 
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 Permite o espaçamento das gestações 
 
 
10.2 MÉTODOS DE BARREIRA 
São aqueles que evitam a gravidez através do impedimento da ascensão dos espermatozoides 
ao útero. São métodos que colocam obstáculos mecânicos ou químicos à penetração dos 
espermatozoides no canal cervical. Atualmente, com a crescente incidência das DSTs, houve 
uma revalorização do uso dos métodos de barreira (preservativos). 
 
10.2.1 Preservativo 
Também chamado de camisinha, camisa de vênus, condom. Existe na versão masculina e 
Feminina. 
Masculino: é o método de barreira mais difundido no mundo. Consiste em um 
envoltório de látex ou membrana que recobre o pênis durante o ato sexual e retém o esperma 
por ocasião da ejaculação. Oferece proteção contra DST. 
Feminino: é um contraceptivo de barreira vaginal de poliuretano. Adequadamente 
posicionado recobre a cérvice uterina, paredes vaginais e parte da vulva. Devido à grande 
área genital tanto feminina quanto masculina recoberta, oferece proteção efetiva contra a 
transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. É mais resistente e durável que o 
preservativo masculino, com a vantagem de poder ser inserido fora do intercurso sexual, 
ficando seu uso sob controle feminino. 
 
10.2.1 Diafragma 
O diafragma é um método vaginal de anticoncepção, que consiste em um capuz macio de 
borracha côncavo com borda flexível, que cobre o colo uterino. É colocado na vagina antes 
da relação sexual. Deve ser utilizado com geleia ou creme espermicida. 
 
10.2.2 Espermicidas 
Eles matam os espermatozoides. Espermaticidas são produtos para serem colocados na 
vagina antes da relação sexual. Os espermaticidas podem ser usados sozinhos, porém são 
mais seguros quando usados junto com outros métodos (camisinha, diafragma, tabela). 
Existem vários tipos: cremes, geleia, tabletes ou óvulos. 
Unidade 10 – Métodos Contraceptivos 
 
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10.3 Métodos Hormonais 
Os anticoncepcionais hormonais são esteroides utilizados isoladamente ou em associação 
com progesterona com a finalidade básica de impedir a concepção. A anticoncepção 
hormonal é um dos métodos mais empregados em todo o mundo desde 1960, tendo sofrido 
uma extraordinária evolução em termos de quantidade e qualidade dos hormônios utilizados. 
São classificados de acordo com a via de utilização em: oral, injetável, subcutâneo e vaginal. 
 
10.3.1 Pílula 
Também chamados de anticoncepcionais orais hormonais combinados (AOCS). As pílulas 
anticoncepcionais são comprimidos, feitos com substâncias químicas semelhantes aos 
hormônios encontrados no corpo da mulher. Elas impedem a ovulação, evitando, assim, a 
gravidez. Existem diferentes tipos de pílulas, as mais usadas vêm em cartelas com 21 
comprimidos. A pílula só faz efeito se tomada corretamente. 
Uso correto: 
Para começar a usar a pílula a mulher deve tomar o primeiro comprimido no 1º dia 
da menstruação. Continuar tomando 1 comprimido por dia, de preferência na mesma hora 
até terminar os 21 comprimidos da cartela.Começar nova cartela 7 dias após a tomada do 
último comprimido, independente do dia da menstruação. 
Se a mulher esquecer de tomar 1 comprimido, deve tomá-lo assim que se lembrar, 
além de tomar o comprimido do dia na hora de sempre. E continuar a cartela. 
Se a mulher esquecer de tomar 2 ou mais comprimidos seguidos: Parar de tomar 
esta cartela; Só iniciar outra cartela no primeiro dia da menstruação; Se não menstruar, 
procurar o serviço médico. 
Em qualquer caso de esquecimento, o casal deve usar outro método para garantir 
maior segurança neste mês. Em caso de diarreia ou vômito por mais de 2 dias, interromper 
o uso da pílula. 
 
10.3.2 Pílula do Dia Seguinte 
A anticoncepção de emergência é um uso alternativo de contracepção hormonal oral (tomado 
antes de 72 horas após o coito) evitando-se a gestação após uma relação sexual desprotegida. 
Este método só deve ser usado nos casosde emergência, ou seja, nos casos em que 
os outros métodos anticoncepcionais não tenham sido adotados ou tenham falhado de 
Unidade 10 – Métodos Contraceptivos 
 
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alguma forma, como esquecimento, ruptura da caminsinha, desalojamento do diafragma, 
falha na tabelinha ou no coito interrompido, esquecimento da tomada da pílula por dois ou 
mais dias em um ciclo ou em caso de estupro. 
Este contraceptivo contém o levonorgestrel, que é um tipo de progesterona. O 
levonorgestrel previne a gravidez inibindo a ovulação, fertilização e implantação do 
blastocisto. Um tablete original contém dois comprimidos. 
O primeiro comprimido deve ser tomado no máximo 72 horas após a ocorrência de 
uma relação sexual desprotegida (nunca após esse prazo). O segundo deve ser tomado 12 
horas após o primeiro. Se ocorrer vômito, a dose deve ser repetida. Nem sempre surte 
resultados e pode ter efeitos colaterais intensos. Os sintomas mais comuns são náusea, dores 
abdominais, fadiga, dor de cabeça, distúrbio no ciclo menstrual, tontura, fragilidade dos 
seios, e, em casos menos comuns, diarreia, vômito e acnes. 
Índice de falha: 
 
 Se usada até 24 horas da relação - 5 %. 
 Entre 25 e 48 horas - 15 %. 
 Entre 49 e 72 horas - 42 %. 
 
Efeitos Colaterais: vômito e diarreia. Alteração no ciclo menstrual, dor de cabeça, 
náuseas e sensibilidade nos seios. 
 
 
10.4 MÉTODOS MECÂNICOS 
 
10.4.1 DIU - Dispositivo Intra Uterino 
Os DIUs são artefatos de polietileno, aos quais podem ser adicionados cobre ou hormônios, 
que são inseridos na cavidade uterina exercendo sua função contraceptiva. Atuam impedindo 
a fecundação, tornando difícil a passagem do espermatozoide pelo trato reprodutivo 
feminino. 
Os problemas mais frequentes durante o uso do DIU são a expulsão do dispositivo, 
dor pélvica, dismenorreia (sangramentos irregulares nos meses iniciais) e aumento do risco 
de infecção (infecções agudas sem melhora ou infecções persistentes implicam na remoção 
do DIU). Deve ser colocado pelo médico e é necessário um controle semestral e sempre que 
aparecerem leucorréias. 
Unidade 10 – Métodos Contraceptivos 
 
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Unidade 11 – Diagnóstico da Gravidez 
 
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11 
DIAGNÓSTICO DA GRAVIDEZ 
 
 
 
 
O diagnóstico de gravidez é realizado através da anamnese, exame físico e testes 
laboratoriais. 
Na presença da amenorreia ou atraso menstrual, deve-se, antes de tudo, suspeitar da 
possibilidade de uma gestação. 
Mulheres com atraso menstrual que não ultrapassa 16 semanas, a confirmação do 
diagnóstico da gravidez pode ser feita pelo profissional de saúde da unidade básica, por meio 
de um teste imunológico para gravidez (TIG), de acordo com os procedimentos 
especificados no fluxograma a seguir. Para as mulheres com atraso menstrual maior que 16 
semanas ou que já saibam da gravidez, o teste laboratorial é dispensável. 
 
Atraso irregular menstrual, 
náuseas e aumento do 
volume abdominal
Avaliar:
-Ciclo menstrual;
- DUM;
-Atividade sexual.
Atraso menstrual em 
mulheres maiores de 10 
anos com atividade sexual
Solicitar teste imunológico 
de gravidez
Unidade 11 – Diagnóstico da Gravidez 
 
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Após a confirmação da gravidez em consulta médica ou de enfermagem, dá-se início 
ao acompanhamento da gestante, com seu cadastramento no SISPRENATAL. 
Unidade 12 – Pre-Natal 
 
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12 
PRE-NATAL 
 
 
 
 
Os procedimentos e as condutas que se seguem devem ser realizados sistematicamente e 
avaliados em toda consulta de pré-natal. As condutas e os achados diagnósticos sempre 
devem ser anotados na ficha perinatal e no cartão da gestante. 
Nesse momento, a gestante deverá receber as orientações necessárias referentes ao 
acompanhamento pré-natal – sequência de consultas, visitas domiciliares e reuniões 
educativas. Deverão ser fornecidos: 
 
 O cartão da gestante, com a identificação preenchida, o número do SISPRENATAL, 
o hospital de referência para o parto e as orientações sobre este; 
 O calendário de vacinas e suas orientações; 
 A solicitação dos exames de rotina; 
 As orientações sobre a participação nas atividades educativas – reuniões e visitas 
domiciliares. 
 
Maiores informações sobre esse tópico serão abordadas no curso Enfermagem 
Obstétrica. 
 
Unidade 14 – Assistência a Mulher no Climatério 
 
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13 
PREVENÇÃO DO CÂNCER GENITAL E DE 
MAMA 
 
 
 
 
De acordo com o Ministério da Saúde, no ano de 2009 foram estimados mais de 466 mil 
casos novos de câncer na população brasileira, sendo que 235 mil ocorreram entre as 
mulheres. 
Embora as ações de prevenção de câncer cérvicouterino e de mama tenham 
aumentado nos últimos anos, elas têm sido insuficientes para reduzir a tendência à 
mortalidade das mulheres por esses cânceres. 
Em algumas regiões do país, o diagnóstico tardio está relacionado a fatores como a 
dificuldade de acesso da população feminina aos serviços e ações de saúde e a baixa 
capacitação dos profissionais envolvidos na atenção oncológica, principalmente em 
municípios de pequeno e médio portes. 
Existe, ainda, a dificuldade dos gestores municipais e estaduais em definir um fluxo 
assistencial que permita o manejo e o encaminhamento adequado dos casos suspeitos para 
investigação em outros níveis do sistema. 
Embora as ações de prevenção de câncer cérvicouterino e de mama tenham 
aumentado nos últimos anos, elas têm sido insuficientes para reduzir a tendência à 
mortalidade das mulheres por esses cânceres. 
A prevenção do câncer não é condição que se planeje ou que se organize de maneira 
isolada, desvinculada do contexto social. Ela envolve políticas públicas, ações profissionais 
e a participação da população. Articuladas, essas ações resultarão em benefícios para as 
usuárias do sistema de saúde. 
A prevenção do câncer cérvicouterino está baseada no rastreamento da população 
feminina que apresenta probabilidade de ter lesões pre-cancerosas detectáveis pelos exames 
de detecção precoce, no diagnóstico exato do grau da lesão e no tratamento. 
Unidade 14 – Assistência a Mulher no Climatério 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
Desse modo, a cobertura da população feminina em relação à prevenção é um 
elemento primordial no controle dos cânceres de mama e cérvico uterino. 
Maiores informações sobre esse tópico serão abordados no curso HPV e Câncer 
de Colo de Útero. 
Unidade 14 – Assistência a Mulher no Climatério 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
14 
ASSISTÊNCIA A MULHER NO 
CLIMATÉRIO 
 
 
 
 
O Climatério é o período de transição entre as fases reprodutiva e não reprodutiva da mulher. 
Iniciam-se por volta dos 40 anos, podendo estender-se até os 55 anos ou mais. Durante esses 
anos, acontece a última menstruação, definida como menopausa. 
O climatério pode causar sintomas em torno de 20 a 25% das mulheres. Quando 
presentes são consequentes à insuficiência ovariana progressiva. É importante considerar 
que hoje, diferentemente de épocas passadas, o fim da fase “reprodutiva” não coincide com 
o da fase “produtiva” da mulher que, com expectativa de vida de quase 80 anos, pode viver 
metade de sua vida após a menopausa. 
A mulher vivencia mudanças de diversas naturezas ao longo da vida: menarca, 
iniciação da vida sexual, gravidez e menopausa que exigem adaptações físicas, psicológicas 
e emocionais. Portanto, é comum ela reviver antigos conflitos nessa fase. 
Para a mulher cujos filhos estão começando a abandonar o “ninho”, o climatério pode 
representar uma chance de refazer seus planos de vida. Por outro lado, o metabolismo sofre 
algumas alterações, especialmente relacionadas às funções do sistema endócrino e 
diminuição da atividade ovariana. 
Assim, o evento menopausa pode ser vivenciado, por algumas mulheres, como a 
paralisação do próprio fluxo vital, pois os seus órgãos genitais, assim como o restante do 
organismo, mostra, gradualmente, sinais de envelhecimento. 
É frequente encontrá-las insatisfeitas, ansiosas e desmotivadas, com queixas de que 
tudo está errado, sem saberem definir bem a causa. Muitas têm a sensação de que a vida está 
um caos, de que tudo foge ao seu controle como se fosse ocorrer uma “tragédia iminente”. 
É nesse contexto socioemocional que devemos desenvolver estratégias no sentido de 
motivar essas usuárias para as mudanças no estilo de vida, em especial o desenvolvimento 
de hábitos saudáveis e a busca de novos objetivos e afetos que motivem o seu viver. 
Unidade 14 – Assistência a Mulher no Climatério 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
As ansiedades e inseguranças femininas podem ser acolhidas pelos profissionais de 
saúde, além da detecção precoce das principais doenças que acometem as mulheres e que 
são características dessa fase. 
Outro aspecto a ser considerado é a discriminação geracional que ocorre na nossa 
sociedade, como se fosse algo natural. Seus efeitos na mídia promovem discriminação mais 
intensa e evidente para as mulheres. Embora seja um evento fisiológico, o climatério pode 
cursar com intensas manifestações sintomáticas que acometem de maneira variada, em torno 
de 75% das mulheres. 
Os sintomas resultam da falência ovariana e são expressos por instabilidade 
vasomotora, modificações atróficas e distúrbios emocionais. 
Inicialmente, torna-se necessário fazer algumas distinções conceituais entre 
climatério, menopausa e perimenopausa, que são tratados como se fossem sinônimos. A 
promoção da saúde às mulheres nessa faixa etária ainda é um aspecto muito negligenciado 
na formação e atuação dos profissionais de saúde. 
Atividades de educação em saúde deve ajudá-las a compreender as mudanças físicas 
que estão ocorrendo e a desenvolver atitudes mais positivas em relação à saúde, tais como: 
 
 O autocuidado em geral pode influenciar na melhora da autoestima e da insegurança 
frente às mudanças que acompanham essa fase. Aquisição de hábitos saudáveis; 
 Cuidados com a limpeza e a hidratação da pele e cabelos, automassagem, técnicas de 
meditação e relaxamento e outras tantas formas que proporcionam o bem-estar físico 
e psicoemocional; 
 Atenção em relação ao uso excessivo de medicamentos como: diuréticos que podem 
provocar espoliação de minerais – magnésio, sódio e potássio; antiácidos, que 
diminuem a acidez gástrica, alterando a digestão e absorção de nutrientes; 
antibióticos, que alteram a flora bacteriana normal, propiciando má-absorção; 
laxantes, que aumentam a perda de nutrientes e podem levar à dependência; e 
sedativos e neurolépticos, que diminuem a atividade cerebral; 
 Apoio às iniciativas da mulher na melhoria da qualidade das relações, valorizando a 
experiência e o autoconhecimento adquiridos durante a vida; 
 Estímulo à prática do sexo seguro em todas as relações sexuais. O número de 
mulheres portadoras do HIV nessa faixa etária tem sido crescente; 
 Estímulo ao “reaquecimento” da relação ou a reativação da libido por diversas 
formas, segundo o desejo e os valores das mulheres. 
 
A avaliação clínica da mulher no climatério envolve uma equipe multidisciplinar e 
deve ser voltada para o seu estado de saúde atual e pregresso. 
Unidade 14 – Assistência a Mulher no Climatério 
 
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Além da promoção da saúde, a atenção precisa abranger prevenção de doenças e a 
assistência aos sintomas climatéricos que ocorrem concomitantes às doenças sistêmicas 
(BRASIL, 2008g). Estas se manifestam em queixas como: dores articulares ou musculares, 
ganho de peso gradativo, depressão ou sintomas de hipotireoidismo muitas vezes ainda não 
diagnosticado. 
Da mesma forma que nem todas as mulheres apresentam os sintomas climatéricos, é 
preciso estar atento às doenças que se tornam mais comuns com o avançar da idade, como 
diabetes mellitus e hipertensão arterial. Na avaliação do estado de saúde, a escuta qualificada 
é um componente fundamental do acolhimento para facilitar o diagnóstico e 
acompanhamento adequados. 
Para isso, deve-se realizar sempre a anamnese e o exame físico completos, incluindo 
o ginecológico, ressaltando-se a importância do exame das mamas e da vulva. Deverão ser 
solicitados, também, alguns exames complementares rotineiramente. São eles: 
 
 Mamografia de rastreamento, para pacientes assintomáticas entre 50 e 69 anos; 
 Dosagem de colesterol total e fracionado; 
 Dosagem de triglicérides; 
 Dosagem da glicemia de jejum; 
 Dosagem de TSH, uma vez que as disfunções tireoidianas assintomáticas são 
frequentes nessa faixa etária. 
 
 
14.1 SAÚDE BUCAL NO CLIMATÉRIO 
Um aspecto importante da educação em saúde é que as mulheres precisam estar cientes dos 
potenciais problemas de saúde sistêmicos e localizados que ocorrem com o avançar da idade 
e sobre a importância da higiene bucal diária, principalmente à medida que as condições 
debilitantes sistêmicas se agravam. 
Dificuldade relacionada à alimentação, fala e queixas de dor podem ser sinais e 
sintomas importantes de que alguma alteração bucal está ocorrendo. 
Por isso, as mulheres nessa faixa etária devem ter acesso à reabilitação bucal por 
meio de restaurações diretas e a todos os tipos de próteses que são importantes no 
restabelecimentoda função (mastigação, fonação e deglutição) e da estética dos dentes, as 
quais influenciam o bem-estar e a autoestima. 
Atenção especial deve ser dada ao uso inadequado de prótese total ou parcial, seja 
por má-adaptação, por estar quebrada ou frouxa. Deve ser verificado, ainda, se há dentes 
Unidade 14 – Assistência a Mulher no Climatério 
 
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fraturados e restos radiculares, que devem ser diagnosticados precocemente e removidos 
para que esses fatores traumáticos não se tornem uma lesão que possa evoluir para 
malignização. 
 
Unidade 15 – Violência Contra a Mulher 
 
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15 
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER 
 
 
 
Embora a Lei 11.340/2006 de 07/08/2006 venha sendo utilizada na defesa de mulheres em 
situação de violência, ela ainda é pouco conhecida pelos profissionais de saúde, 
principalmente por enfermeiros. 
Existe, ainda, uma dificuldade de compreender as raízes desse tipo de violência, pois 
elas se situam nas próprias relações entre homens e mulheres. 
A violência surge como uma característica perversa ao anular a relação entre dois 
sujeitos: um deles se vê transformado em objeto. É importante realçar que as mulheres 
também podem ser violentas com seus parceiros, outras mulheres e crianças, porém isto 
ocorre com menos frequência. 
Outro aspecto a ser considerado é a violência causada pela própria privação dos bens 
materiais e sociais que a população assistida pela equipe de Saúde da Família sofre 
cotidianamente. Na sua maioria, além de possuírem baixa renda e baixa escolaridade, se 
veem frustradas em seus direitos básicos. 
Como você já deve ter observado a violência contra a mulher é um problema bastante 
complexo e difícil de ser abordado. Seu enfrentamento requer a implementação de políticas 
públicas intersetoriais que tenham a perspectiva de gênero em seus fundamentos. 
Em 1998, a área técnica de saúde da mulher e a coordenação nacional de DST/AIDS 
do Ministério da Saúde estabeleceram um protocolo para abordagem e conduta frente aos 
agravos resultantes da violência sexual contra a mulher. Esse protocolo foi publicado nas 
normas técnicas de Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual 
contra Mulheres e Adolescentes. 
A rede básica de saúde constitui-se em uma instância de enfrentamento da violência 
contra as mulheres, por seu papel fundamental na detecção de casos e na problematização 
desse problema com as mulheres. 
Este tem sido um desafio enfrentado pelos profissionais que atuam na equipe de 
Saúde da Família porque implica mudanças profundas nos paradigmas que sustentam as suas 
práticas. 
Unidade 15 – Violência Contra a Mulher 
 
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Assim, é necessária a capacitação dos serviços de saúde para o acolhimento, 
identificação, tratamento e encaminhamento adequado das vítimas, para que todas as 
unidades com serviços de ginecologia-obstetrícia prestem atendimento imediato a esses 
casos. 
O ideal é que o atendimento a essas mulheres possa ser realizado por uma equipe 
multidisciplinar sensibilizada e treinada para lidar com essa questão. Segundo recomendação 
do Ministério da Saúde, é importante dispor de recursos laboratoriais para realização dos 
seguintes exames: 
A anticoncepção de emergência deve ser proposta, em casos de estupro, até 72 horas 
após a sua ocorrência. Ela será desnecessária se a mulher estiver usando método 
anticoncepcional de alta eficácia, como anticoncepcional oral, injetável ou dispositivo 
intrauterino (DIU). 
Sabe-se que 16% das mulheres que sofrem violência sexual contraem algum tipo de 
doença sexualmente transmissível (DST) e que uma em cada 1.000 é infectada pelo HIV. 
Por isto, a prevenção de DST/AIDS também deve ser realizada: 
 
 Para sífilis: penicilina benzatina 2.400.000 U IM; 
 Outras doenças sexualmente transmissíveis: azitromicina 1g VO dose única 
associada à cefixima 400 mg VO, dose única; 
 Vacinação anti-hepatite B também é preconizada; 
 Quimioprofilaxia para o HIV. 
 
É importante acentuar que a mulher que vive sob ameaça física e de morte deve ser 
preparada para sair dessa situação com muito cuidado, pois qualquer motivo pode justificar, 
para a mente perversa do agressor, justificativa para seu extermínio. 
O apoio emocional para que a mulher recupere a sua autoestima e construa seu plano 
de fuga, caso seja esse o seu desejo, deve ser um objetivo da equipe de saúde. 
Ela deve ser orientada a evitar o confronto com o seu agressor, pois se a agressão 
física e psicológica existe é porque ela se encontra em condição realmente vulnerável. 
Muitas vezes, as mulheres que recebem o estereótipo de “poliqueixosas” vivenciaram 
situações de violência. Suas queixas geralmente são vagas e de sintomas crônicos que não 
são esclarecidos em exame clínico e laboratorial. 
Um quadro de psicossomatização pode estar refletindo dores e traumas vivenciados, 
traduzidos por meio de queixas físicas, mentais ou sociais. 
 
 
 
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Câncer de 
Mama 
Unidade 1 – Introdução 
 
 
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01 
INTRODUÇÃO 
 
 
 
 
Culturalmente, a mama tem um papel significativo na imagem corporal da mulher, pois é um 
símbolo importante de feminilidade compondo a estética feminina e sua sexualidade, além de 
exercer a função fisiológica da amamentação e de símbolo da maternidade. 
O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente de câncer no mundo, e o mais 
comum entre as mulheres. Nos homens, a incidência é pequena, não representa nem 1% dos 
casos. 
No Brasil, o câncer de mama é o mais frequente em incidência e mortalidade no sexo 
feminino, apresentando curva ascendente a partir dos 25 anos de idade e concentrando a 
maioria dos casos entre os 45 e 50 anos. Representa, aproximadamente, 20% do total de 
casos diagnosticados e 15%, em média, das mortes por câncer. É mais comum em mulheres 
de classe social elevada e entre aquelas que vivem nas grandes cidades do que naquelas que 
vivem no campo. 
A cada ano, cerca de 22% das novas ocorrências de câncer em mulheres são de mama. 
As estatísticas indicam o aumento da frequência tanto nos países desenvolvidos como em 
desenvolvimento. 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-
se um aumento de 10 vezesnas taxas de incidência, ajustadas por idade, nos Registros de 
Câncer de Base Populacional de diversos países. 
Ele é seguido pelo câncer de colo de útero, o segundo que mais aparece na população 
feminina, e que constitui a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. 
Sãoresponsáveis por faz 4,8 mil vítimas fatais e apresenta 18.430 novos casos. 
Os dois tipos de câncer, contudo, têm chances altíssimas de cura caso descobertos 
em estágios iniciais. Para a mama, a cura fica em torno de 90% se o tumor for diagnosticado 
precocemente. 
Unidade 1 – Introdução 
 
 
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Embora o prognóstico para o câncer de mama esteja mudando devido a avanços no 
diagnóstico e tratamento, as respostas das mulheres à possível doença incluem o medo da 
desfiguração, perda da atividade sexual e medo da morte. 
Frente às limitações práticas para a implementação de estratégias efetivas para a 
prevenção do câncer de mama junto à população, as intervenções, do ponto de vista da Saúde 
Pública, passam a ser direcionados a sua detecção precoce, com a garantia de recursos 
diagnósticos adequados e tratamento oportuno. 
O controle do câncer em nosso país representa, atualmente, um dos grandes desafios 
que asaúde pública enfrenta. 
Inicialmente, vamos entender como ele acontece. 
Unidade 2 – A Mama 
 
 
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02 
A MAMA 
 
 
 
 
A mama é formada por glândulas mamárias, que produzem leite após o parto e que são 
denominados lóbulos. Os lóbulos encontram-se conectados entre si por tubos e ductos mamários 
que conduzem o leite para alimentar o bebê. 
As glândulas (lóbulos) e ductos estão imersos em tecidos adiposo e conjuntivo, que 
junto com o tecido linfático formam o seio. O músculo peitoral que se encontram entre as 
costelas e a mama atuam como sustentação e finalmente a pele recobre a estrutura mamaria. 
O sistema linfático é constituído de vasos que conduzem a linfa, que é um liquido incolor 
contendo glóbulos brancos, e em sua maioria formada por linfócitos. Estas células 
reconhecem qualquer substância estranha no organismo e liberam substancias que destroem 
o agente agressor. 
As mamas femininas são estruturas glandulares pares situadas na parede anterior e 
superior do tórax, que derivam de glândulas sudoríparas modificadas, ou seja, sem cápsula 
nem bainha especial. Apresentam como principal função, a produção de leite. 
Desenvolve-se no embrião na região anterior do tórax, entre a segunda e sexta 
costela, na chamada “linha do leite”, que se estende da axila à região inguinal, onde podem 
persistir formando as chamadas mamas acessórias na idade adulta. 
É constituída por um conjunto de 15 a 20 unidades funcionais conhecidas como lobos 
mamários, representados por 20 ductos terminais que se exteriorizam pelo mamilo. 
Apresentam a forma cônica ou pendular, variando de acordo com as características 
biológicas corporais e com a idade da pessoa. 
Além do tecido glandular, é composto por tecido adiposo, tecido conjuntivo, vasos 
sanguíneos, vasos linfáticos e fibras nervosas. 
O principal suprimento sanguíneo vem das artérias mamárias internas, equivalente a 
60% e 30% da mamária externa ou torácica lateral. O restante do suprimento é derivado de 
pequenos ramos das artérias intercostais, artéria toracodorsal, subescapular e toracoacromial. 
Unidade 2 – A Mama 
 
 
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A drenagem linfática da mama ocorre preferencialmente para a axila, e o restante 
drena para a cadeia mamária interna (3%). 
Unidade 3 – O Câncer 
 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
03 
O CÂNCER 
 
 
 
 
O câncer caracteriza-se pelo aumento progressivo do número de células anormais,provenientes de 
um determinado tecido normal.Estas células anormais podem chegar acorrente sanguínea, invadir 
outros tecidos e disseminar-se em outros órgãos, causando ametástase. 
Esta malignidade celular altera o ácido desoxirribonucleico (DNA) e geralmenteé 
causada pela ação de agentes físicos e biológicos considerados cancerígenos. 
O câncer éuma massa anormal de células ou tecidos com crescimento exagerado 
iniciado por umestímulo e continua crescendo mesmo depois que cessa o estimulo.O 
processo de conversão de uma célula normal a um estado maligno chama-secarcinogenesis 
e o agente que promove e induz esse processo denomina-se carcinogênico. 
Os fatores que predispõe a malignidade podem ser características genéticas ou 
fatoresambientais. Algumas pessoas são mais sensíveis a fatores ambientais que outras. 
Odesenvolvimento do câncer humano prolonga-se durante muitos anos. O tecido do 
tumor eas características celulares têm um longo e progressivo período de latência. 
Após umapopulação de células novas surgirem ela passa por estágios até evoluir de 
uma célulanormal para uma célula pré-neoplásica, pré-maligna para maligna. 
O processo de carcinogênese é lento, podendo levar vários anos para que uma 
célulacancerosa se prolifere e dê origem a um tumor visível. 
O câncer de mama é a doença em que as células normais da mama começam a se 
modificar, multiplicando-se sem controle e deixando de morrer, formando uma massa de 
células chamada de tumor. 
No interior da mama, uma rede de lobos, formados por pequenos lóbulos, abriga as 
glândulas produtoras de leite. Pequenos ductos as ligam aos lóbulos e lobos para levarem o 
leite ao mamilo, localizado no centro da aréola. Perto de 90% dos tumores de mama ocorrem 
nos ductos ou lobos. 
Unidade 3 – O Câncer 
 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
O câncer de mama mais comum se chama Carcinoma Ductal. Ele pode ser in situ, 
quando não passa das primeiras camadas de célula destes ductos, ou invasor, quando invade 
os tecidos em volta. Os cânceres que começam nos lóbulos da mama são chamados de 
Carcinoma Lobular e são menos comuns que o primeiro. Este tipo de câncer muito 
frequentemente acomete as duas mamas. O Carcinoma Inflamatório de mama é um câncer 
mais raro e normalmente se apresenta de forma agressiva, comprometendo toda a mama, 
deixando-a vermelha, inchada e quente. 
 
O tumor de mama pode ser induzido pelo hormônio estrogênio. Esse hormônio liga-
sea um receptor que é uma estrutura proteica do citoplasma da célula dos órgãos alvo, como 
por exemplo, o cérebro, ossos, coração, útero, mama, que são sensíveis ao estrogênio e que 
permite ao hormôniopenetrar na célula. 
Quando o hormônio estrogênio chega aos receptores da mama, opotencial para o 
crescimento de células cancerosas aumenta, sendo que os estrogênios afetamas células 
epiteliais que formam os sacos alveolares e os ductos lactíferos da mama. 
Após o diagnósticocitológico ou histológico do câncer de mama, deve ser 
determinadoo estágio clínico da doença, também denominado estadiamento. 
Recomenda-se que, quando houver múltiplos tumores, o maior deles será 
considerado para definição dos parâmetros e quando houver tumores sincrônicos bilaterais 
a classificação de cada um deles será isolada. 
 
 
3.1 ESTADIAMENTO 
O Estadiamento do câncer de mama recomendado pela União Internacional Contra o Câncer (IUCC) 
é o sistema tumor-nódulos-metástases (TNM). Onde (T)significa dimensão do tumor, (N) extensão 
de linfonodos e (M) significa a presença ou nãode metástase. Este sistema é baseado no fato que 
Unidade 3 – O Câncer 
 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
os tumores seguem um curso biológicocomum, permite o estadiamento clínico pré-operatório e o 
estadiamento patológico pós-operatório (GIULIANO, 1998). 
A seguir sintetizamos as classificações conforme o tamanho do tumor (T), 
comprometimento nodal (N) e metástases (M), além de agrupar, por estádios, as diversas 
combinações possíveis. 
 
3.1.1 Tamanho do Tumor (T) 
 Tx- tumor não pode ser avaliado 
 Tis - carcinoma in situ 
 T1 - tumor com até 2 cm em sua maior dimensão 
o T1 mic - carcinoma microinvasor (até 1 mm) 
o T1a - tumor com até 0,5 cm em sua maior dimensão 
o T1b - tumor com mais de 0,5 e até 1 cm em sua maior dimensão 
o T1c - tumor com mais de 1 cm. e até 2 cm em sua maior dimensão 
 T2 - tumor com mais de 2 e até 5 cm em sua maior dimensão 
 T3 - tumor com mais de 5 cm. em sua maior dimensão 
 T4 - qualquer T com extensão para pele ou parede torácica 
o T4a extensão para a parede torácica 
o T4b edema, ulceração da pele da mama, nódulos cutâneos satélites na mesma 
mama. 
o T4c associação do T4a e T4b 
o T4d carcinoma inflamatório 
 
Observações: 
 
a. O comprometimento do músculo grande peitoral não caracteriza T4. 
b. Presença de retração da pele ou papila não interfere no estadiamento. 
 
Unidade 3 – O Câncer 
 
 
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3.1.2 Linfonodos Regionais (N) 
 Nx- Os linfonodos regionais não podem ser avaliados 
 N0 - Ausência de metástase 
 N1 –Linfonodo(s) homolateral (is) móvel (is) comprometido(s) 
 N2 - Metástase para linfonodo(s) axilar (es) homolateral(is), fixos uns aos outros ou fixos a 
estruturas vizinhas ou metástase clinicamente aparente somente para linfonodo(s) da 
cadeia mamária interna homolateral 
o N2a - Metástase para linfonodo(s) axilar(es) homolateral(is) fixo(s) uns aos outros 
ou fixos à estruturas vizinhas 
o N2b - Metástase clinicamente aparente somente para linfonodo(s) da cadeia 
mamária interna homolateral, sem evidência clínica de metástase axilar. 
o N3 - Metástase para linfonodos infraclaviculares homolaterais com ou sem 
comprometimento dos linfonodos axilares, ou para linfonodos da mamária 
interna homolateral clinicamente aparente na presença de evidência clínica de 
metástase paralinfonodos axilares homolaterais, ou metástase para linfonodos 
supraclaviculares homolaterais com ou sem comprometimento dos linfonodos 
axilares ou da mamária interna; 
 N3a - Metástase para linfonodos infraclaviculares homolaterais; 
 N3b - Metástase para linfonodos da mamária interna homolateral e para 
linfonodos axilares; 
 N3c - Metástase para linfonodos supraclaviculares homolaterais. 
 
Observação: Clinicamente aparente é definido como detectado por estudos de 
imagem (exceto linfocintilografia), pelo exame clínico ou pelo diagnóstico patológico 
macroscópico. 
 
3.1.3 Metástases (M) 
 Mx metástase à distância não pode ser avaliada 
 M0 ausência de metástase à distância 
 M1 presença de metástase à distância. 
Unidade 3 – O Câncer 
 
 
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04 
SINTOMAS DO CÂNCER DE MAMA 
 
 
 
 
Em geral, o primeiro sinal da doença costuma ser a presença de um nódulo único, não doloroso e 
endurecido na mama. 
Outros sintomas, porém, devem ser considerados, como a deformidade e/ou aumento 
da mama, a retração da pele ou do mamilo, os gânglios axilares aumentados, vermelhidão, 
edema, dor e a presença de líquido nos mamilos. 
O câncer de mama normalmente é indolor. A mulher pode sentir um nódulo que 
anteriormente ela não existia. Também pode notar deformidades nas suas mamas, ou as 
mamas podem estar assimétricas. Ou ainda pode notar uma retração na pele ou um líquido 
sanguinolento pelo mamilo. Nos casos mais adiantados pode aparecer uma ulceração na pele 
com odor muito desagradável. 
No caso de carcinoma inflamatório a mama pode aumentar rapidamente de volume, 
ficando quente e vermelha. 
Na maioria dos casos, a mulher é a responsável pela primeira suspeita de um câncer. 
É fundamental que ela conheça as suas mamas e saiba quando alguma coisa anormal está 
acontecendo. As mamas se modificam ao longo do ciclo menstrual e ao longo da vida. 
Porém, alterações agudas e sintomas como os relacionados acima devem fazer a mulher 
procurar um serviço de saúde. 
Unidade 5 – Prevenção 
 
 
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05 
PREVENÇÃO 
 
 
 
 
Embora tenham sido identificados alguns fatores ambientais ou comportamentais associados a um 
risco aumentado de desenvolver o câncer de mama, estudos epidemiológicos não fornecem 
evidências conclusivas que justifiquem a recomendação de estratégias específicas de prevenção. 
O câncer de mama afeta a saúde e a autoestima das mulheres. Raro na faixa dos 20 
anos torna-se frequente acima dos 35 e, a partir daí, a taxa de incidência aumenta rápida e 
progressivamente. A menarca precoce, a menopausa tardia, a primeira gravidez após os 30 
anos e a nuliparidade também constituem fatores de risco. 
História familiar é ainda um importante fator de risco, especialmente se um ou mais 
parentes de primeiro grau foram acometidas da doença antes dos 50 anos. 
São considerados fatores de risco, tanto para homens, quanto para mulheres, histórico 
familiar, obesidade, sedentarismo e antecedente de patologias mamárias. Além disso, 
ginecomastia ou crescimento de mamas nos homens, doença testicular, doença hepática, 
fratura óssea acima de 45 anos e a síndrome de Klinefelter podem também ser perigosos. 
Não há consenso de que a quimioprofilaxia deva ser recomendada às mulheres 
assintomáticas, independente de pertencerem a grupos com risco elevado para o 
desenvolvimento do câncer de mama. 
 
Unidade 5 – Prevenção 
 
 
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06 
DIAGNÓSTICO 
 
 
 
 
A mamografia é um Rx das mamas. Este exame também é feito para detecção precoce 
docâncer quando a mulher faz o exame mesmo sem ter nenhum sintoma. Caso a mama seja 
muito densa, também poderá ser solicitada uma ecografiadas mamas. 
Se a mamografia mostra uma lesão suspeita, o médico indicará uma biópsia que pode 
ser feita por agulha fina ou por agulha grossa. 
Geralmente, esta biópsia é feita com a ajuda de uma ecografia para localizar bem o 
nódulo que será coletado o material, se o nódulo não for facilmente palpável. Após a coleta, 
o material é encaminhado a um exame anatomopatológico que definirá se esta lesão pode 
ser um câncer ou não. 
O exame clínico e outros exames de imagem e laboratoriais também auxiliam a 
estabelecer o diagnóstico. 
Apesar de a maioria dos nódulos de mama ter características benignas, para 
afastar qualquer erro de diagnóstico, deve ser solicitada uma biópsia para definir se a lesão 
é maligna ou não e seu estadiamento, que é a análise das características e da extensão do 
tumor. 
Unidade 7 – Tratamento 
 
 
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07 
TRATAMENTO 
 
 
 
 
Existem vários tipos de tratamento para o câncer de mama. São vários os fatores que definem 
o que é mais adequado em cada caso. 
As formas de tratamento variam conforme o tipo e o estadiamento do câncer. Os mais 
indicados são: 
 
 Quimioterapia -uso de medicamentos para matar as células malignas; 
 Radioterapia – radiação; 
 Hormonoterapia - medicação que bloqueia a ação dos hormônios femininos; e 
 Cirurgia - que pode incluir a remoção do tumor ou mastectomia, que é a retirada completa 
da mama. 
 
O tratamento pode, ainda, incluir a combinação de dois ou mais recursos terapêuticos. 
 
Unidade 8 – Atuação do Enfermeiro no Cuidado a Mulher com Câncer de Mama 
 
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08 
ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO 
CUIDADO A MULHER COM CÂNCER DE 
MAMA 
 
 
 
 
O enfermeiro atua em todo o processo saúde/doença, com ações educativas que são ações 
prioritárias da sua atuação. 
Realiza palestras, vídeos, promove grupos de reflexão, onde deve ser incentivado o 
autoexame das mamas periodicamente, para a prevenção e detecção precoce da doença, 
juntamente com a consulta de enfermagem. 
Estas ações proporcionam o contato direto com o cliente garantindo a oportunidade 
de expressar-se, exteriorizar seus medos e ansiedades, pois é essencial o enfermeiro imprimir 
no cuidado a capacidade de interagir com a cliente exercitando o diálogo, dando voz a essa 
cliente de modo a identificar suas ações e reações diante do impacto do possível diagnóstico 
positivo da doença. 
Deve ter a intenção de elaborar planos de intervenções que atendam às necessidades 
da cliente visando o apoio emocional, para vencer seus obstáculos referentes ao processo da 
doença. 
Durante consultas de exame preventivo de câncer de colo de útero e câncer de 
mamas, comuns em postos de saúde e em unidades de saúde da mulher, o enfermeiro tem a 
oportunidade de oferecer instruções de como realizar o autoexame das mamas, e esclarecer 
a significância de um diagnóstico precoce. 
A enfermagem também tem papel fundamental no cuidado pré-operatóriopor meio 
da visita, dando orientações quanto uma série de exames pré-operatórios solicitados pela 
equipe médica, prestar informações com linguagem acessível ao seu entendimento clareza 
nas exposições, e ainda outro fator muito importante é a inserção da mulher no processo 
decisório que a envolve e no tipo de procedimento que será adotado. 
Unidade 8 – Atuação do Enfermeiro no Cuidado a Mulher com Câncer de Mama 
 
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8.1 TÉCNICA PARA REALIZAÇÃO DO AUTOEXAME DAS MAMAS 
O autoexame das mamas (AEM) é o exame efetuado pela própria mulher. Deve ser realizado 
mensalmente, de preferência de 7 a 10 dias após o início da menstruação. Para as mulheres que 
não menstruam mais, o autoexame deve ser feito em um mesmo dia de cada mês, a escolha da 
cliente. 
Esse procedimento permite à mulher participar do controle de sua saúde, identificando 
precocemente alterações nas mamas. 
Etapas do AEM: 
 
8.1 1 Inspeção Estática em frente ao Espelho 
A mulher deverá estar em pé, com os braços estendidos ao longo do tronco, desnuda. Deverá 
estabelecer comparações em relação à: 
 
 Tamanho, 
 Posição, 
 Cor da pele; 
 Retrações, ou 
 Qualquer outra alteração. 
 
A mulher deverá levantar os braços sobre a cabeça e, em 
seguida, verificar se há projeção de massa tumoral. 
 
 
 
Unidade 8 – Atuação do Enfermeiro no Cuidado a Mulher com Câncer de Mama 
 
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Finalmente, a mulher deverá colocar as mãos nos quadris, 
pressionando-os, para que seja salientado o contorno das mamas. Esse 
procedimento pode sugerir presença de processo neoplásico. 
 
8.1.2 Durante o Banho 
Com a pele molhada ou ensaboada, eleve o braço direito e deslizar os dedos 
da mão esquerda suavemente sobre a mama direita estendendo até a axila. 
Fazer o mesmo na mama esquerda. 
 
 
 
8.1.3 Deitada 
Coloque um travesseiro debaixo do lado esquerdo do corpo e a mão 
esquerda sob a cabeça. Com os dedos da mão direita, apalpar a parte 
interna da mama. Inverter a posição para o lado direito e apalpe da 
mesma forma a mama direita. 
 
Com o braço esquerdo posicionado ao lado do corpo, apalpar a parte externa da mama 
esquerda com os dedos da mão direita. 
 
 
Algumas observações devem ser importantes para as mulheres: 
 
 As mamas nem sempre são simétricas; 
 O exame ginecológico de rotina é extremamente importante, o AEM não o substitui; 
 Nem sempre a presença de nódulo mamário indica neoplasia maligna; 
 É a própria mulher que geralmente descobre a sua patologia mamária. 
 
Durante as consultas o enfermeiro deve orientar as mulheres com as seguintes 
recomendações: 
Unidade 8 – Atuação do Enfermeiro no Cuidado a Mulher com Câncer de Mama 
 
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 Procurar um serviço de saúde para submeter-se ao exame das mamas a cada 2 ou 3 anos, 
se está entre 20 e 40 anos; acima dos 40 anos, realizar o exame anualmente; 
 Não se esquecer de que a mamografia deve ser realizada todos os anos; 
 
Atenção: Embora menos comum, o câncer de mama também pode atingir os homens. 
Portanto, especialmente depois dos 50 anos, eles não podem desconsiderar sinais da doença 
como nódulo não doloroso abaixo da aréola, retração de tecidos, ulceração e presença de 
líquido nos mamilos. 
 
 
 
 
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HPV e o Câncer de 
Colo de Útero 
 
Unidade 1 – Introdução 
 
 
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01 
INTRODUÇÃO 
 
 
 
 
(DST) estão entre os problemas de saúde pública mais comuns em todo mundo. Dentre elas 
está a infecção causada pelo Papiloma Vírus Humana (HPV), que está associada ao 
carcinoma de colo uterino, de pênis e de ânus. 
Estudos demonstraram que o HPV é o agente causal de tumores benignos como 
papilomas, verrugas comuns e condilomas. Com o avanço das técnicas de detecção 
molecular, o genoma de HPV tem sido identificado em células neoplásicas malignas. Assim, 
o HPV passou a ser associado a cânceres, principalmente com o carcinoma cervical. As 
evidências de associação destes vírus com neoplasias, somadas a estudos epidemiológicos 
publicados ultimamente, permitiu estabelecer uma relação etiológica entre alguns tipos de 
HPV e o carcinoma cervical. 
Um dos descobrimentos mais importantes da investigação etiológica do câncer nos 
últimos 25 anos é a relação causal entre a infecção pelo vírus de papiloma humano (HPV) e 
o câncer de colo de útero. 
Atualmente, está amplamente estabelecido que o HPV seja o causador de cerca de 
99% dos casos de câncer de colo de útero e de uma fração variável de câncer de vagina, 
vulva, pênis e ânus. Outros fatores que contribuem para a etiologia deste tumor são o 
tabagismo, baixa ingesta de vitaminas, multiplicidade de parceiros sexuais, iniciação sexual 
precoce e uso de contraceptivos orais. 
Com o surgimento da microscopia eletrônica, a partir de 1949, na Universidade de 
Yale, estabeleceu-se, que, a etiologia das partículas virais tanto as encontradas nas lesões 
papilomatosas quanto às das lesões condilomatosas, eram as mesmas, derivadas do papiloma 
vírus humano. 
A verdadeira confirmação de que o HPV era um agente de transmissão sexual, foi no 
ano de 1954. Nesta época, as esposas dos soldados, os quais haviam voltado da guerra da 
Coréia, passaram a desenvolver lesões cutâneas num período de quatro a seis semanas, 
Unidade 1 – Introdução 
 
 
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mesmo período em que eles também apresentavam lesões penianas. Foi quando evidenciou 
a presença de lesões cutâneas após a exposição ao agente. 
Ao longo da história do papiloma vírus humano, não se esclareceu muito sobre sua 
verdadeira etiologia, porém, tornou-se evidente sua transmissão por via sexual no século 
XX. E mesmo com tantas descobertas foi somente nos anos setenta, a partir da biologia 
molecular que se pôde pesquisar melhor o vírus. 
As DSTs são um problema de saúde pública não só no Brasil, mas em todo o mundo, 
todavia, só adquiriu maior importância após epidemia da Síndrome de Imunodeficiência 
Adquirida (AIDS), isto porque estudos comprovam que úlceras genitais aumentam em até 
18 vezes a maior possibilidade da infecção pelo vírus da AIDS. 
Segundo o Ministério da Saúde, estudos de prevalência mostram que as mulheres 
apresentam cinco vezes mais frequência de lesões precursoras de câncer de colo uterino 
quando estas mesmas têm histórias de DST, e este fator aumenta maisquando apresentam 
infecções por HPV, mostrando maior probabilidade de serem mais propensas a desenvolver 
câncer do colo do útero. 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em 2008, ocorreram 1.384.155 
casos novos de câncer da mama em todo o mundo, o que torna o tipo de câncer mais comum 
entre as mulheres. Nesse mesmo ano, foram registrados cerca de 530 mil casos novos de 
câncer do colo do útero. No Brasil, em 2012, foram estimados 52.680 casos novos de câncer 
de mama feminino e 17.540 casos novos de câncer de colo de útero. 
A incidência do câncer do colo do útero manifesta-se a partir da faixa etária de 20 a 
29 anos, aumentando seu risco rapidamente até atingir o pico etário entre 50 e 60 anos. O 
número de novos casos de câncer de colo de útero estimados para o Brasil em 2012 foi 
17.540 casos novos de câncer do colo do útero, com um risco estimado de 17 casos a cada 
100 mil mulheres. 
Uma provável explicação para as altas taxas de incidência em países em 
desenvolvimento seria a inexistência ou a pouca eficiência dos programas de 
rastreamento.No Brasil, a estratégia de rastreamento recomendada pelo Ministério da Saúde 
é o exame citopatológico prioritariamente em mulheres de 25 a 64 anos. Faz-se necessário, 
portanto, garantir a organização, a integralidade e a qualidade dos programas de 
rastreamento, bem como o seguimento das pacientes. 
 
Unidade 2 – O Útero 
 
 
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02 
O ÚTERO 
 
 
 
 
O útero é um órgão fibromuscular, ímpar, oco, em forma de pera invertida, localizado no 
plano sagital mediano da cavidade pélvica. Recebe as tubas uterinas na região mais abaulada 
e continua-se, inferiormente, com a vagina, com a qual forma usualmente um ângulo de 90 
graus. 
A figura abaixo, demonstra as relações anatômicas do útero. 
 
Possui parede relativamente espessa e composta por três camadas. Externamente 
existe uma serosa, constituída por mesotélio e tecido conjuntivo ou, dependendo da porção 
do órgão, uma adventícia, formada por tecido conjuntivo sem revestimento de mesotélio. As 
outras duas camadas uterinas são o miométrio, espessa camada de músculo liso, e o 
endométrio ou mucosa uterina. 
Unidade 2 – O Útero 
 
 
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O miométrio é a parede mais espessa do útero, sendo composta por pacotes de fibras 
musculares lisas separadas por tecido conjuntivo, divididos em quatro camadas não muito 
bem definidas. A primeira e a quarta camada são compostas, basicamente, de fibras dispostas 
longitudinalmente; as camadas intermediárias contêm os grandes vasos sanguíneos que 
irrigam o órgão. 
Durante o período gestacional, o miométrio passa por um grande crescimento devido 
à hiperplasia e hipertrofia das fibras musculares. Durante essa fase, muitas dessas células 
musculares lisas adquirem características ultraestruturas de células secretoras de proteínas e 
sintetizam ativamente colágeno, cuja quantidade aumenta significativamente no útero. 
Após a gravidez, há degeneração de algumas células musculares lisas, diminuição do 
tamanho de outras e degradação enzimática de colágeno. O útero reduz seu tamanho para as 
dimensões aproximadas de antes da gravidez. 
O endométrio consiste em um epitélio e uma lâmina própria que contém glândulas 
tubulares simples que às vezes se ramificam nas porções mais profundas, próximo ao 
miométrio. As células que revestem a cavidade uterina se organizam em um epitélio colunar 
simples, formado de células ciliadas e células secretoras. Pode ser dividido em duas 
camadas: 
 
 Camada basal: mais profunda adjacente aomiométrio, constituída por tecido 
conjuntivo e pela porção inicial das glândulas uterinas. 
 Camada funcional: formada pelo restante do tecido conjuntivo da lâmina própria, 
pela porção final e desembocadura das glândulas e também pelo epitélio superficial. 
 
Enquanto a camada funcional sofre grandes mudanças durante o período menstrual, 
a basal permanece quase inalterada. 
Os vasos sanguíneos que irrigam o endométrio são muito importantes para o 
fenômeno cíclico de perda de parte do endométrio durante a menstruação. 
O útero pode variar de forma, tamanho, localização e estrutura, de acordo com a 
idade, a paridade, o estado gravídico e a estimulação hormonal. 
Suas dimensões, na mulher adulta, variam de tal modo que o comprimento pode 
oscilar de 6 a 9 cm e a profundidade ou espessura, entre 2 a 3 cm. 
O peso do útero varia de 25 a 90 g. Durante o período menstrual em nulíparas, as 
dimensões do útero são menores e nas multíparas, podem ser maiores. Após a menopausa 
ocorre redução de dimensões, principalmente do corpo do útero. 
 
 
Unidade 2 – O Útero 
 
 
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2.1 COLO DO ÚTERO 
O colo do útero é a porção inferior do útero onde se encontra a abertura do órgão, 
localizando-se no fundo da vagina. O colo do útero separa os órgãos internos e externos da 
genitália feminina estando mais exposto ao risco de doenças e alterações relacionadas ao ato 
sexual. 
O colo uterino apresenta formato cilíndrico e possui uma abertura central conhecida 
como canal cervical que liga o interior do útero à cavidade vaginal – local no qual ocorre a 
eliminação do fluxo menstrual e a entrada do esperma. É através do colo uterino que se dá a 
passagem do feto durante o parto vaginal. 
 
 
 
Mas o que é o HPV e quais os principais cuidados que devemos ter para evitar a 
contaminação? 
 
Unidade 3 – Papiloma Vírus Humano 
 
 
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03 
PAPILOMA VIRUS HUMANO 
 
 
 
 
O HPV é um vírus DNA que possui mais de 100 tipos identificados atualmente. Sua família 
é conhecida como Papovavírus e atualmente é denominada como Papovaviridae, uma 
abreviação de seus gêneros. 
São constituídos por genoma de DNA circular de dupla hélice que infectam alguns 
animais, dentre eles, répteis, pássaros e mamíferos, incluindo o ser humano. Eles infectam 
as células dos epitélios cutâneo e mucoso produzindo lesões e neoplasias. 
Papiloma vírus são vírus de DNA espécie - específicos. Muitos mamíferos diferentes 
abrigam este vírus que infecta as células do epitélio basal (pele e mucosas). O genoma do 
HPV foi sequenciado e consiste de aproximadamente 8.000 pares de base circulares de DNA, 
com 8 open reading frames (ORFs) que codifica proteínas estruturais necessárias à 
replicação e ao revestimento viral. 
Esses vírus acometem pele e mucosas. A infecção pode ser assintomática, causar 
verrugas não genitais, verrugas genitais (condilomas) ou estar associada a várias neoplasias 
benignas e malignas. 
Os HPVs infectam os tecidos epiteliais e são caracterizados pelos epitélios de atuação 
e segundo o potencial de oncogenicidade, ou seja, sua capacidade de causar neoplasia. 
Unidade 3 – Papiloma Vírus Humano 
 
 
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04 
TIPOS DE HPV 
 
 
 
 
O HPV é o principal agente promotor das Neoplasias Intraepiteliais Cervicais (NICs) e 
câncer cervical.Dentre os vários subgrupos do HPV existem alguns que oferecem maiores 
riscos de desenvolvimento de neoplásias em várias regiões do corpo. 
Segundo o epitélio de atuação: 
Cutâneos: são epidermotrópicos e infectam principalmente a pele das mãos e dos 
pés e se manifestam formando verrugas. 
Mucosos: infectam o revestimento da boca, garganta, trato respiratório e epitélio 
ano-genital, manifestando-se através de condilomas planos e acuminados. 
A caracterização do potencial de oncogenicidade é uma subdivisão dos tipos de 
HPVs de mucosas. 
Segundo o potencial de oncogenicidade: 
Baixo risco oncogênico:HPVs tipo 6, 11, 40, 42, 43, 44, 54, 61, 72, 81, e CP6108) 
estão associados às infecções benignas do trato ano-genital como condiloma acuminado 
plano e lesões intraepiteliais de baixo grau – NIC I. Estão presentes na maioria das infecções 
clinicamente aparentes. Os tipos 6 e 11 causam a maioria das verrugas genitais visíveis na 
vulva, vagina, colo uterino, pênis, bolsa escrotal, uretra e ânus. 
Alto risco oncogênico: (16,18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66, 68, 70, 73 
e 82), sendo os tipos HPV 16 e 18, relacionados com aproximadamente 70% dos casos de 
câncer cervical invasivo e mais de 90 % das lesões intraepiteliais graves NIC II, NIC III e 
aos carcinomas de colo de útero, de vulva, vagina, pênis (raro) e de ânus. 
 
Unidade 5 – História Natural da Doença 
 
 
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05 
HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA 
 
 
 
 
A necessidade da presença do HPV para infecção do Câncer de útero foi comprovada ao 
longo das décadas de 10 e 1980. Um estudo de Walboomers e colaboradores, realizado em 
22 países localizados nos cinco continentes, demonstrou prevalência de HPV nos carcinomas 
cervicais uterinos de 99,7%. 
Aproximadamente 100 tipos de HPVs foram identificados e tiveram seu genoma 
mapeado, 40 tipos podem infectar o trato genital inferior e 12 a 18 tipos são considerados 
oncogênicos para o colo uterino. 
A infecção pelo HPV é muito comum, até 80% das mulheres sexualmente ativas irão 
adquiri-la ao longo de suas vidas. Aproximadamente 291 milhões de mulheres são 
portadoras do HPV, sendo que 32% estão infectadas pelos tipos 16, 18 ou ambos. 
A comparação desse dado com a incidência anual mundial de aproximadamente 530 
mil casos de câncer do colo do útero, indica que o câncer é um desfecho raro, mesmo na 
presença da infecção pelo HPV. 
Na maioria das vezes a infecção cervical pelo HPV é transitória e regride 
espontaneamente,entre seis meses a dois anos após a exposição. No pequeno número de 
casos nosquais a infecção persiste e, especialmente, é causada por um tipo viral oncogênico, 
pode ocorrero desenvolvimento de lesões precursoras, cuja identificação e tratamento 
adequado possibilita aprevenção da progressão para o carcinoma cervical invasivo. 
Além de aspectos relacionados à própria infecção pelo HPV (tipo e carga viral, 
infecçãoúnica ou múltipla), outros fatores ligados à imunidade, à genética e ao 
comportamento sexual, também influenciam os mecanismos ainda incertos que determinam 
a regressão ou a persistênciada infecção e também a progressão para lesões precursoras ou 
câncer. 
A idade também interferenesse processo, sendo que a maioria das infecções por HPV 
em mulheres com menos de 30 anosregride espontaneamente, ao passo que acima dessa 
idade a persistência é mais frequente. 
Unidade 5 – História Natural da Doença 
 
 
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O tabagismo aumenta o risco para o desenvolvimento do câncer do colo doútero, 
proporcionalmente ao número de cigarros fumados por dia e ao início em idade precoce. 
Vários estudos analisaram a história natural do câncer do colo do útero e suas 
lesõesprecursoras, e importantes revisões e metanálises foram realizadas, mas a 
interpretação dos seus dados deve considerar apossibilidade de viés de seleção e de aferição. 
Apesar dessas limitações, os estudos sobre história natural indicam que as 
lesõesintraepiteliais escamosas de baixo grau (do inglês Low-Grade Squamous 
Intraepithelial Lesions – LSIL) simplesmente refletem a manifestação citológica da infecção 
pelo HPV e não representamlesões verdadeiramente precursoras do câncer do colo do útero, 
regredindo espontaneamentena maior parte dos casos. Em contrapartida, as lesões 
intraepiteliais escamosas de alto grau (do inglês High-Grade Squamous Intraepithelial 
Lesions – HSIL) apresentam efetivamente potencialpara progressão, tornando sua detecção 
o objetivo primordial da prevenção secundária do câncerdo colo do útero. 
 
Unidade 6 – Modos de Transmissão 
 
 
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06 
MODOS DE TRANSMISSÃO 
 
 
 
 
A transmissão do HPV se dá principalmente pelo ato sexual, através da fricção dos órgãos 
genitais. Ele se aloja na superfície do epitélio escamoso do colo uterino devido à 
microtraumas causados neste local pela relação sexual. 
Quando atinge o epitélio pavimentoso, o vírus perde seu invólucro proteico e o 
genoma viral atinge o núcleo da célula, onde se estabelece a forma epissomal provocando 
uma resposta celular local e sistêmica que induz à produção de anticorpos das Células de 
Langerhans ativando os linfócitos T. 
Esta é a primeira linha de defesa humana, porém a resposta humoral não é suficiente 
para acabar com o processo infeccioso, pois dependerá também do estado imunológico de 
cada pessoa, e sua resposta celular efetiva. 
Há poucos estudos relacionados à transmissão por vias não sexuais, tais como 
fômites, mas há indícios sobre esse tipo de transmissão, porém o índice de casos é mínimo. 
Já a transmissão vertical tem merecido destaque na literatura, pois essa via de 
transmissão é particularmente importante na infecção do recém-nascido por HPV. A 
contaminação materno-fetal se dá por meio do líquido amniótico ou durante o trabalho de 
parto. 
Apenas 20% dos indivíduos infectados têm algum tipo de lesão visível, podendo 
transmitir a infecção silenciosamente. Fato esse que contribui para o agravamento na relação 
conjugal, levando a desconfiança do parceiro que atribui infidelidade por parte da mulher. 
 
Unidade 7 – Formas de Apresentação da Infecção 
 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
07 
FORMAS DE APRESENTAÇÃO DA 
INFECÇÃO 
 
 
 
 
As infecções por HPV podem ser sintomáticas quando a forma clinica é evidenciável, ou 
seja, com observação a olho nu ou assintomáticas. 
As lesões podem aparecer na forma de verrugas genitais e serem chamadas de 
diversas maneiras, desde condilomas ou mais popularmente como crista de galo, figueira, 
cavalo de crista ou jacaré de crista. 
Surgem em regiões como vulva, períneo, colo, vagina e região perianal na mulher. E 
no homem há possibilidade de aparecer na glande e sulco bálano-prepucial. Menos 
frequentemente podem estar presentes em áreas extragenitais como conjuntivas, mucoso-
nasal, oral e laríngea. 
Quando assintomáticas podem ser classificadas de duas maneiras, subclínicas ou 
latentes. 
Na Forma Subclínicaforma subclínica são evidenciáveis apenas sob técnicas de 
magnificação (lentes) e após aplicação de reagentes como o ácido acético. As lesões são 
localizadas principalmente na cavidade oral, vulva, vagina, colo uterino, pênis e região anal. 
Na Forma Latente é evidenciável apenas através de técnicas de hibridação do DNA 
em indivíduos com tecidos clínicos e histológicamente normais; Mesmo no aspecto 
histopatológico não existem sinais da atividade viral. É a forma mais frequente da 
infecção;Caracteriza-se pela presença de DNA viral em áreas sem quaisquer evidências 
clínicas e subclínicas. Não está relacionada de maneira direta com oncogenicidade enquanto 
não evoluir para a Forma subclínica. 
 
As lesões condilomatosas podem apresentar diversas formas no local de alteração, 
podendo ser únicas ou múltiplas, restritas ou difusas e de tamanhos variável. Dependendo 
Unidade 7 – Formas de Apresentação da Infecção 
 
 
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do tamanho e localização, podem ser dolorosas, friáveis e/ou pruriginosas, de crescimento 
exofítico, papilar, frondoso ou róseo. 
Unidade 8 – Manifestações Clínicas 
 
 
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08 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
 
 
 
 
As manifestações clínicas dependem da localização das lesões e do tipo de HPV. Presença 
de verrugas comuns nas mãos e dos pés que são evidenciadas por pápulas exofíticas e 
hiperceratóticas da cor da pele ou castanhas. Em crianças as verrugas planas são mais 
comuns e ocorrem na face, no pescoço, no tórax e nas superfícies flexoras dos antebraços e 
das pernas. 
As lesões podem ser múltiplas, localizadas ou difusas, de tamanho variável, ou ainda 
lesão única; caracterizadas por pápulas circunscritas, hiperquerotósicas, ásperas e indolores 
com tamanho variável; o condiloma gigante é raro. 
O condiloma acuminado pode manifestar-se na vulva, vagina, períneo, colo do útero, 
uretra, pênis, bolsa escrotal e região anal. Presença de verrugas na genitália feminina, mais 
frequentes na região vulvar, apresentando-se como tumorações múltiplas, amolecidas, de 
superfície irregular e espiculadas. 
Acometem principalmente, o introito vaginal, grandes e pequenos lábios e a região 
da fúrcula.As verrugas são menos frequentes nas paredes vaginais, onde se apresentam na 
coloração avermelhada e sangrantes ao contato, causando ardor e sangramento durante a 
relação sexual. 
O condiloma acuminado pode se desenvolver no colo uterino, apesar de raro, e 
quando ocorre é acompanhado de condilomas de outras áreas do trato genital inferior. 
Em ambos os sexos, as verrugas externas sugerem a existência de lesões internas, 
porém as lesões internas podem ocorrer sem verrugas externas principalmente nas mulheres; 
Foram detectados HPVs em lesões da cavidade oral e nasal, na conjuntiva, seios paranasais, 
laringe, mucosa traqueobrônquica e esôfago. 
A prática do sexo oral e a variedade de parceiros contribuíram para elevar a 
transmissão do HPV na mucosa oral. A língua é o lugar mais frequente dessas lesões. 
Unidade 8 – Manifestações Clínicas 
 
 
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Dentre as lesões bucais possivelmente associadas a esse vírus o condiloma, a 
papiloma e a verruga na cavidade oral são as manifestações orais de maior frequência, 
causadas principalmente pelo HPV 6 e 11.Alguns tipos de HPV foram associados com lesões 
orais malignas. 
Unidade 9 – Período de Incubação 
 
 
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09 
PERÍODO DE INCUBAÇÃO 
 
 
 
 
O reservatório do vírus é o homem. O período de incubação do vírus varia de três semanas 
a oito meses, com média de três meses. Entretanto, as lesões podem permanecer anos na 
forma subclínica. 
O período de transmissibilidade é desconhecido, entretanto ocorre transmissão 
enquanto houver lesão viável. 
Não é conhecido o tempo que o HPV pode permanecer quiescente e que fatores são 
responsáveis pelo desenvolvimento das lesões,pode permanecer por muitos anos no estado 
latente. 
A recidiva das lesões está provavelmente relacionada à ativação de “reservatórios” 
do vírus do que à reinfecção pelo parceiro sexual. Por esta razão, não é possível estabelecer 
o intervalo mínimo entre a contaminação e o desenvolvimento de lesões no período de 
incubação, variando de semanas a décadas. 
O principal fator de risco para o desenvolvimento de lesões intraepiteliais de alto 
grau e do câncer do colo do útero é a infecção pelo papilomavírus humano (HPV). 
Apesar de ser considerada uma condição necessária, a infecção pelo HPV por si só 
não representa uma causa suficiente para o surgimento dessa neoplasia. Além de aspectos 
relacionados à própria infecção pelo HPV (tipo e carga viral, infecção única ou múltipla), 
outros fatores ligados à imunidade, à genética e ao comportamento sexual parecem 
influenciar os mecanismos ainda incertos que determinam a regressão ou a persistência da 
infecção e também a progressão para lesões precursoras ou câncer. 
A idade também interfere nesse processo, sendo que a maioria das infecções por HPV 
em mulheres com menos de 30 anos regride espontaneamente, ao passo que, acima dessa 
idade, a persistência é mais frequente. 
O tabagismo eleva o risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero. Esse 
risco é proporcional ao número de cigarros fumados por dia e aumenta sobretudo quando o 
Unidade 9 – Período de Incubação 
 
 
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ato de fumar é iniciado em idade precoce. Existem hoje 13 tipos de HPV reconhecidos como 
oncogênicos pela Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC). Desses, os 
mais comuns são o HPV16 e o HPV18. 
 
Unidade 10 – Prevenção 
 
 
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10 
PREVENÇÃO 
 
 
 
 
A prevenção das DSTs em geral, é o meio mais importante de evitar tais transtornos, e 
existem inúmeras maneiras de evitar tais doenças. No caso do HPV deve-se considerar o 
relevante fator de que não existe tratamento que realmente cure. 
Os meios de prevenção mais comuns são os usos de preservativos, os quais diminuem 
o índice de contaminação pelo HPV, mas, não os impede. Valendo ressaltar que, a 
abstinência de qualquer prática sexual, é o meio mais seguro de prevenção. 
Outra maneira eficaz que tem mostrado resultados positivos atualmente para o 
controle do câncer do colo do útero é o rastreamento através do exame Papanicolau ou 
simplesmente exame preventivo ou de prevenção. É fundamental que os serviços de saúde 
orientem sobre a importância do exame preventivo, pois a sua realização periódica permite 
reduzir em 70% a mortalidade por câncer uterino na população de risco. 
 
 
10.1 EXAME CITOPATOLÓGICO 
Exame citopatológico ou papanicolau como é mais conhecido, deve ser feito anualmente. 
Outras formas de identificação da doença são os exames, imunoistoquímico, microscopia 
eletrônica e o reconhecimento do tipo de DNA. 
Nesse exame ginecológico preventivo do câncer de colo de útero, são coletadas 
células do colo uterino (colpocitologia) com a finalidade de detectar células cancerosas ou 
anormais, além de identificar condições não cancerosas como infecções ou inflamações. 
Toda mulher deve fazer o exame preventivo de câncer de colo do útero (Papanicolau) 
a partir da primeira relação sexual. Ele deve ser feito anualmente ou com menor frequência, 
a critério do médico. 
Unidade 10 – Prevenção 
 
 
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Entretanto vale ressaltar que o exame citopatológico não detecta exatamente a 
infecção pelo HPV e nem mesmo o seu tipo, mas ajuda muito no diagnóstico precoce de um 
câncer cervical, pois a citologia ajuda a diferir prováveis células do vírus. Quando 
diagnosticados NIC II ou NIC III, há uma recomendação de exames específicos para o vírus 
HPV como a colposcopia e a histopatologia. 
 
 
10.2 VACINA 
A descoberta de que as verrugas genitais e o câncer cervical estão relacionados com a 
etiologia do HPV levou ao desenvolvimento de vacinas que podem prevenir o câncer de colo 
do útero. A vacinação preventiva deve ser dada antes da infecção pelo HPV, a fim de ajudar 
o sistema imune a reconhecer e evitar a infecção viral antes da entrada do vírus na célula, ou 
antes, que a doença se estabeleça. 
O conhecimento da biologia viral é essencial para o desenvolvimento destas vacinas 
que contém o vírus atenuado, gerando anticorpos neutralizantes dirigidos às proteínas L1 e 
L2 do capsídeo, a qual tem papel importante na entrada do vírus na célula. 
Estas vacinas, que tem efeito profilático sobre o HPV, são constituídas pelo vírus 
recombinante monoinfeccioso, como a partícula L1 do capsídeo, induzindo à ativação do 
sistema imune pela fagocitose das partículas e formação de anticorpo contra o tipo específico 
de partícula do capsídeo viral recombinante. 
Logo, a vacina bivalente induz à formação de anticorpo contra HPV 16 e 18 
(responsáveis por 70% dos casos de câncer cervical), enquanto que a quadrivalente leva à 
produção de anticorpo anti- HPV 6, 11, 16 e 18, responsáveis por 90% dos casos de câncer 
cervical. 
Desta forma, supõe-se que a vacina quadrivalente evite lesões de colo de útero 
classificadas como NIC II, NIC III, câncer de colo de útero e verrugas genitais, sendo que 
este último não é evitado pela vacina bivalente. 
Atualmente já existem meios de vacinação como método de prevenção, sendo a 
Gardasil a primeira vacina aprovada no Brasil. É recomendada na faixa etária de 9 a 26 anos 
de idade em três doses e sua duração é em torno de cinco anos e meio. Protege contra quatro 
tipos de HPV (6, 11, 16 e 18), causadores de verrugas e câncer cervical. 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), já aprovou a segunda vacina 
contra HPV no Brasil, com nome comercial de Cervarix recomendada na idade de 10 a 25 
anos. Ela também é quadrivalente, aplicada em três doses, porém não será disponível no 
sistemapúblico assim como a Gardasil. 
O programa nacional de imunizações (PNI), introduziu no calendário básico, na data 
de 10 de março de 2014 a vacina quadrivalente contra HPV que confere proteção contra 
HPV de baixo risco (HPV 6 e 11) e de alto risco (HPV 16 e 18). 
Unidade 10 – Prevenção 
 
 
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Essa vacina previne infecções pelos tipos virais presentes na vacina e, 
consequentemente, o câncer do colo do útero e reduz a carga da doença. Tem maior 
evidência de proteção e indicação para pessoas que nunca tiveram contato com o vírus. 
A vacina HPV é destinada exclusivamente à utilização preventiva e não tem efeito 
demonstrado ainda nas infeções pré-existentes ou na doença clínica estabelecida. Portanto, 
a vacina não tem uso terapêutico no tratamento do câncer do colo do útero, de lesões 
displásicas cervicais, vulvares e vaginais de alto grau ou de verrugas genitais.A população 
alvo da vacinação com a vacina HPV e composta por adolescentes do sexo feminino. 
Em 2016, a faixa etária escolhida foi de 9 anos, para meninas nascidas entre 01/01 e 
31/12 do ano em que completam 9 anos. 
Recomenda-se que, no momento da administração da 1ª dose, seja entregue uma carta 
à adolescente orientando sobre aonde se dirigir para a administração da 2ª dose. 
Nas Unidades Básicas de Saúde, a vacinação das adolescentes ocorrerá sem 
necessidade de autorização ou acompanhamento dos pais ou responsáveis. 
Na vacinação em escolas, caso o pai ou responsável não autorize a vacinação da 
adolescente, orienta-se que assine e encaminhe a escola o “Termo de Recusa de Vacinação 
contra HPV”, distribuído pelas Escolas antes da vacinação. Depois de assinado, o termo 
deverá retornar à Unidade de Saúde de referência com antecedência de uma semana, para o 
planejamento das doses a serem administradas. 
Para maiores informações, realize estudos nos cursos de ATUALIZAÇÃO DO 
CALENDÁRIO DE VACINAS PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES e 
IMUNIZAÇÃO – CONCEITOS E TÉCNICAS DE VACINAS. 
 
Unidade 11 – Diagnóstico 
 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
11 
DIAGNÓSTICO 
 
 
 
 
O diagnóstico da infecção pelo HPV é clínico, epidemiológico e laboratorial, observando-se 
suas formas de apresentação. 
Geralmente a infecção não apresenta sintomas e o único sinal é a presença de 
verrugas, pápulas em algum lugar da pele ou mucosa. Na maioria das vezes, o homem 
permanece assintomático (80%) e as lesões são subclínicas comportando-se apenas como 
um portador do HPV. 
A infecção pelo HPV na forma clínica é realizada a anamnese onde a paciente pode 
relatar a presença de verrugas ou mesmo contar sua história com ou sem presença de fatores 
de risco. Durante o exame físico, a infecção pode ser evidenciada a olhos nus, nas regiões 
perianal e genitália externa. As lesões são localizadas em áreas úmidas, especialmente 
expostas ao atrito sexual, aumentam com o passar do tempo com crescimento em forma de 
“couve-flor”. 
A infecção do HPV na forma sub-clínica é baseado em alterações citológicas e/ ou 
histopatológicas. Através de peniscopia, colpocitologia, colposcopia com biópsia, e 
histopatologia, apesar de produzirem resultados discordantes no diagnóstico de infecção por 
HPV, representam eficientes métodos complementares. 
As lesões oriundas de infecção pelo HPV provocam, geralmente, alterações 
morfológicas características, nas quais células superficiais, intermediárias e endocervicais 
apresentam alterações na forma e tamanho do núcleo, hipercromatismo, cromatina granulosa 
e grosseira, detectáveis em citologia de raspados cérvico-vaginais e biópsia. Portanto é de 
grande importância os exames rotineiros de detecção de câncer por meio de esfregaços 
corados – Papanicolau, que permite a visualização das alterações citomorfológicas 
relacionadas ao HPV. 
O diagnóstico do HPV pode ser confirmado por biópsia. O diagnóstico definitivo é 
realizado pela detecção da presença do DNA viral por meio de testes de hibridização 
molecular (hibridização in situ, reação em cadeia de polimerase [PCR], captura híbrida). 
Unidade 11 – Diagnóstico 
 
 
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Além do teste de Papanicolau, tradicionalmente usado há mais de 30 anos, novas 
tecnologias têm-se juntado ao arsenal diagnóstico disponível para a detecção precoce desse 
tipo de neoplasia, entre as quais incluem a citologia em meio líquido e os testes para detecção 
do HPV por captura híbrida. 
A citologia em meio líquido é um método segundo o qual as células cervicais são 
imersas em líquido conservante antes da fixação da lâmina, o que evita o ressecamento do 
material e reduz a quantidade de artefatos, produzindo menor taxa de exames insatisfatórios. 
O prognóstico no câncer de colo uterino depende muito da extensão da doença no 
momento do diagnóstico, estando sua mortalidade fortemente associada ao diagnóstico 
tardio e em fases avançadas. 
As pacientes que são tratadas, quando o tumor está restrito ao cérvix, podem esperar 
uma taxa de sobrevida de 85% ou uma melhor sobrevida em cinco anos. Ao contrário, os 
tumores que se disseminaram além do cérvix para o tecido parametrial e paredes pélvicas 
laterais estão associados com sobrevida em cinco anos de 70% e 50%, respectivamente. 
 
Unidade 12 – Tratamento 
 
 
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12 
TRATAMENTO 
 
 
 
 
No tratamento da infecção pelo HPV, os resultados obtidos com as diferentes condutas 
terapêuticas são parciais, uma vez que, na maioria das vezes, não possibilitam a erradicação 
do vírus. 
No momento, não dispomos de medicamentos de ação sistêmica capazes de interferir 
na repli cação viral. Parece haver consenso de que o tratamento da infecção pelo HPV 
restringe-se à destruição ou à excisão das lesões observadas. Assim mesmo, para conseguir 
esse feito, as dificuldades não são pequenas. 
As decisões relacionadas ao início do tratamento da infecção pelo HPV devem ser 
tomadas considerando-se que as modalidades terapêuticas hoje disponíveis, não são 
totalmente eficazes e algumas produzem significativos efeitos colaterais. O tratamento pode 
ser dispendioso. Algumas lesões regridem espontaneamente. 
O objetivo do tratamento da infecção pelo HPV consiste na remoção das lesões 
condilomatosasvisíveis e subclínicas, visto que não é possível a erradicação do vírus HPV. 
Mesmo com o tratamento adequado são frequentes recidivas. A escolha do método 
terapêutico depende do número e da topografia das lesões e da associação ou não com 
neoplasia intraepitelial. 
No tratamento são utilizados as seguintes substâncias e métodos terapêuticos: 
 
 Substâncias: Podofilina, Ácido tricloroacético (ATA), Podofilotoxina, Imiquimo de 
Interferon. 
 Métodos: Eletrocauterização, Crioterapia, Vaporização à laser e Exérese cirúrgica. 
 
Unidade 13 – O HPV e o Câncer de Colo Uterino 
 
 
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13 
O HPV E O CÂNCER DE COLO UTERINO 
 
 
 
 
Historicamente, a associação do vírus HPV com o câncer de colo de útero começou no final 
da década de 40 quando médico grego Geórgios Papanicolaou introduziu o exame 
Papanicolau. 
Estudos ao longo dos anos confirmaram a presença do DNA do Papiloma Vírus 
Humano em quase 100% dos epitélios dos carcinomas invasivos de colo de útero, levando à 
tese mundialmente aceita de que a infecção pelo vírus HPV é "causa necessária para o 
desenvolvimento do carcinoma invasivo". Casos do câncer sem a presença do vírus HPV 
são raros e supõe-se, nestas situações, que o carcinoma não foi originado pela infecção viral 
ou possa ter ocorrido falha na detecção do HPV. 
Estudos consistentes possibilitaram o aprofundamento do conhecimento da resposta 
imunológica ao vírus, proporcionando o desenvolvimento de vacinas com baixas doses de 
antígenos e altamente imunogênicas. Porém, a vacina atuará como um meio de prevenção 
ao câncer de colo de útero somente para as mulheres que previamente tiverem acesso a ela 
antes do início da vida sexual. Fora deste contexto, o combate ao câncer cervical deve ser 
feito por meio da detecção de lesõesprecursoras e seu devido tratamento e seguimento 
clínico. 
Este tipo de câncer é o segundo mais comum entre as mulheres e apesar dos avanços 
nos conhecimentos sobre o HPV, as taxas de morbimortalidade por câncer de colo uterino 
continuam altas em países em desenvolvimento, por ser uma patologia de evolução lenta, 
sem manifestação clínica no seu início e por se tratar de uma infecção de transmissão sexual. 
Faz-se necessária a detecção precoce da infecção pelo HPV, pois milhares de 
mulheres já foram expostas a esse vírus e necessitam de acompanhamento adequado para 
que a infecção não progrida para o câncer. 
Para o enfrentamento do câncer, são necessárias ações que incluam: educação em 
saúde em todos os níveis da sociedade; promoção e prevenção orientadas a indivíduos e 
grupos (não esquecendo da ênfase em ambientes de trabalho e nas escolas); geração de 
opinião pública; apoio e estímulo à formulação de leis que permitam monitorar a ocorrência 
Unidade 13 – O HPV e o Câncer de Colo Uterino 
 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
de casos. Para que essas ações sejam bem-sucedidas, será necessário ter como base as 
propostas em informações oportunas e de qualidade (consolidadas, atualizadas e 
representativas) e análises epidemiológicas a partir dos sistemas de informação e vigilância 
disponíveis. 
 
Unidade 14 – HPV e Situações Especiais 
 
 
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14 
HPV E SITUÇÕES ESPECIAIS 
 
 
 
 
14.1 GESTANTES 
Gestantes têm o mesmo risco que não gestantes de apresentarem câncer do colo do útero 
ouseus precursores. O achado destas lesões durante o ciclo grávido puerperal reflete a 
oportunidadedo rastreio durante o pré-natal. 
Apesar de a junção escamocolunar no ciclo gravídico puerperal encontrar-se 
exteriorizada na ectocérvice na maioria das vezes, o que dispensaria a coleta endocervical, a 
coleta de espécime endocervical não parece aumentar o risco sobre a gestaçãoquando 
utilizada uma técnica adequada. 
Recomendação: o rastreamento em gestantes deve seguir as recomendações de 
periodicidadee faixa etária como para as demais mulheres, sendo que a procura ao serviço 
de saúde pararealização de pré-natal deve sempre ser considerada uma oportunidade para o 
rastreio (A). 
 
 
14.2PÓS-MENOPAUSA 
Mulheres na pós-menopausa, sem história de diagnóstico ou tratamento de lesões 
precursorasdo câncer do colo uterino, apresentam baixo risco para desenvolvimento de 
câncer. 
O rastreamento citológico em mulheres na menopausa pode levar a resultados falso-
positivoscausados pela atrofia secundária ao hipoestrogenismo, gerando ansiedade na 
paciente e procedimentosdiagnósticos desnecessários. 
Unidade 14 – HPV e Situações Especiais 
 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
Mulheres no climatério devem ser rastreadas de acordo com as orientações para as 
demaismulheres; e, em casos de amostras com atrofia ou ASC-US, deve-se proceder à 
estrogenização local ou sistêmica. 
É fato que o diagnóstico de casos novos de câncer do colo uterino está associado, em 
todasas faixas etárias, com a ausência ou irregularidade do rastreamento. Oseguimento de 
mulheres na pós-menopausa deve levar em conta seu histórico de exames. 
Recomendação: mulheres na pós-menopausa devem ser rastreadas de acordo com 
asorientações para as demais mulheres (A). Caso necessário, proceder à estrogenização 
prévia à realização da coleta, conforme sugerido adiante (vide Exame citopatológico normal 
– Resultado indicando atrofia com inflamação) (B). 
 
 
14.3HISTERECTOMIZADAS 
O rastreamento realizado em mulheres sem colo do útero devido à histerectomia 
porcondições benignas apresenta menos de um exame citopatológico alterado por mil 
examesrealizados. 
Recomendação: mulheres submetidas à histerectomia total por lesões benignas, sem 
históriaprévia de diagnóstico ou tratamento de lesões cervicais de alto grau, podem ser 
excluídas dorastreamento, desde que apresentem exames anteriores normais (D). Em casos 
de histerectomiapor lesão precursora ou câncer do colo do útero, a mulher deverá ser 
acompanhada de acordocom a lesão tratada (A). 
 
 
14.4 MULHERES SEM HISTÓRIA DE ATIVIDADE SEXUAL 
Considerando os conhecimentos atuais em relação ao papel do HPV na carcinogênese 
docâncer do colo uterino e que a infecção viral ocorre por transmissão sexual, o risco de 
umamulher que não tenha iniciado atividade sexual desenvolver essa neoplasia é 
desprezível. 
Recomendação: não há indicação para rastreamento do câncer do colo do útero e 
seusprecursores nesse grupo de mulheres (D). 
 
 
Unidade 14 – HPV e Situações Especiais 
 
 
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14.5IMUNOSSUPRIMIDAS 
Alguns fatores de risco diretamente relacionados à resposta imunológica têm sido 
associadosà maior chance de desenvolvimento de NIC. Mulheres infectadas pelo vírus da 
imunodeficiênciahumana (HIV), mulheres imunossuprimidas por transplante de órgãos 
sólidos, em tratamentos decâncer e usuárias crônicas de corticosteroides constituem os 
principais exemplos deste grupo. 
Aprevalência da infecção pelo HPV e a persistência viral, assim como a infecção 
múltipla (por maisde um tipo de HPV), são mais frequentes nesse grupo de mulheres. Em 
mulheres infectadas peloHIV, o desaparecimento do HPV parece ser dependente da 
contagem de células CD4+ e lesõesprecursoras tendem a progredir mais rapidamente e a 
recorrer mais frequentemente do que emmulheres não infectadas pelo HIV. 
Entretanto, mulheres infectadas pelo HIV imunocompetentes,tratadasadequadamente com terapia antirretroviral de alta atividade (HAART), apresentamhistória 
natural semelhante às demais mulheres. 
Existem questionamentos quanto à eficácia do exame citopatológico em mulheres 
infectadas pelo HIV, pela maior prevalência de citologias com atipias de significado 
indeterminado e maiorfrequência de infecções associadas. Para minimizar os resultados 
falso-negativos, alguns autorespreconizam a complementação colposcópica. 
É consenso que, pelas características mencionadas, as mulheres infectadas pelo HIV 
devemser submetidas ao rastreio citológico de forma mais frequente. 
Diretrizes americanas recomendam a coleta anual da citologia após duas citologias 
semestraisnormais e, em mulheres com CD4 abaixo de 200 células/mm3, realizar citologia 
e encaminhar paracolposcopia a cada seis meses. 
Também, considerando a maior frequência de lesões multicêntricas, é 
recomendadocuidadoso exame da vulva, incluindo região perianal e da vagina. No caso de 
a citologia mostrarinflamação acentuada ou alterações celulares escamosas reativas, realizar 
nova coleta citológicaem três meses, após tratamento adequado. 
Recomendação: o exame citopatológico deve ser realizado neste grupo após o início 
daatividade sexual com intervalos semestrais no primeiro ano e, se normais, manter 
seguimentoanual enquanto se mantiver o fator de imunossupressão (B). Mulheres HIV 
positivas com CD4abaixo de 200 células/mm³ devem ter priorizada a correção dos níveis de 
CD4 e, enquanto isso,devem ter o rastreamento citológico a cada seis meses (B). 
 
Unidade 15 – Promoção da Saúde 
 
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15 
PROMOÇÃO DA SAÚDE 
 
 
 
 
A atuação de uma equipe multiprofissional e principalmente o enfermeiro, podem realizar 
ações que atuem sobre os determinantes sociais do processo saúde-doença e promovam 
qualidade de vida são fundamentais para a melhoria da saúde da população e o controle das 
doenças e dos agravos. 
Para o controle do câncer do colo do útero, a melhora do acesso aos serviços de saúde 
e à informação são questões centrais. Isso demanda mudanças nos serviços de saúde, com 
ampliação da cobertura e mudanças dos processos de trabalho, e também articulação 
intersetorial, com setores do setor público e sociedade civil organizada. 
O amplo acesso da população a informações claras, consistentes e culturalmente 
apropriadas a cada região deve ser uma iniciativa dos serviços de saúde em todos os níveis 
do atendimento. 
O controle do tabagismo pode ajudar a minimizar o risco de câncer do colo do útero 
e é também uma das prioridades da Política Nacional de Promoção da Saúde. 
 
 
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AVALIAÇÃO 
 
 
 
 
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1. Quais as Fases do Ciclo Ovariano: 
a. Fase Folicular; Ovulação e Fase Lútea. 
b. Menstrual, Folicular e Lútea; 
c. Secretora, Ovulação e Lútea; 
d. Proliferativa, Lútea e Folicular. 
 
2. Quais são as fases do ciclo uterino: 
a. Menstrual e Secretora; 
b. Menstrual, Proliferativa e Secretora; 
c. Secretora e Menstrual; 
d. Hemorrágica e Proliferativa. 
 
3. A Lei n.º 9.263/96 regulamenta o: 
a. Planejamento Familiar; 
b. Ciclo Menstrual; 
c. Controle de Natalidade; 
d. Climatério 
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4. “Ação governamental com a preocupação de estipular metas para crescimento ‘ideal’ 
da população, quer dizer, onde o governo determina quantos filhos o casal deve ter.” 
Essa afirmativa é o conceito de: 
a. Planejamento Familiar 
b. Ciclo Menstrual; 
c. Controle de Natalidade; 
d. Climatério 
 
5. São Métodos Contraceptivos de Barreiras: 
a. Temperatura basal; Tabela de Ogino-Knauss (Tabelinha); 
b. Pílulas e espermicida; 
c. Lactação-amenorreia; 
d. Preservativo e Diafragma. 
 
6. A mamografia é um Rx das mamas. Este exame também é feito para: 
a. Detecção precoce do câncer mesmo sem ter nenhum sintoma; 
b. Detecção tardia do câncer mesmo sem ter nenhum sintoma e somente em idosas 
com mais de 80 anos; 
c. Detecção precoce do câncer, apenas na presença sintomas; 
d. Detecção tardia do câncer, apenas na presença sintomas; 
 
7. Durante a realização do exame em pé, a mulher deverá estabelecer comparações em relação 
à: 
a. Posição; 
b. Cor da pele; 
c. Retrações; 
d. Todas as alternativas acima. 
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8. O AEM é um procedimento permite à mulher: 
a. Diminuir o tempo na consulta, realizando a técnica em casa, poderá voltar mais cedo para 
casa; 
b. Estabilizar o ciclo menstrual através da circulação sanguínea dos seios; 
c. Bloquear o crescimento das células cancerígenas através da técnica de massagem; 
d. Participar do controle de sua saúde, identificando precocemente alterações nas mamas. 
 
9. As formas de tratamento variam conforme o tipo e o estadiamento do câncer. Não pode ser 
considerado um tipo de tratamento do Câncer de Mama: 
a. Quimioterapia; 
b. Insulinoterapia; 
c. Radioterapia; 
d. Hormonoterapia. 
 
10. Em relação ao câncer de mama, responda: 
I. Na maioria dos casos, a mulher é a responsável pela primeira suspeita de um câncer. É 
fundamental que ela conheça as suas mamas e saiba quando alguma coisa anormal está 
acontecendo. 
II. A maior incidência em mulheres está concentrando na maioria dos casos em idades entre 
45 e 50 anos. 
III. O câncer de mama é o terceiro tipo mais frequente de câncer no mundo, e o mais 
comum entre as mulheres e homens. 
Estão incorretas as afirmativas: 
a. Apenas I; 
b. Apenas II; 
c. Apenas III; 
d. Todas estão incorretas. 
 
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11. Os HPVS são agentes infecciosos pertencentes ao grupo dos: 
a. Bacilos 
b. Protozoários 
c. Vírus 
d. Helmintos 
 
12. Em relação à transmissão do HPV: 
a. Há indícios que objetos contaminados (fômites) podem causar contaminação, porém 
com risco mínimo. 
b. O HPV é sexualmente transmissível. 
c. Pode ocorrer contaminação de mãe para filho. 
d. Todas as alternativas acima estão corretas. 
 
13. De acordo com o potencial de oncogenicidade, assinale a alternativa incorreta: 
a. Considera-se de Baixo risco lesões de médio grau com NIC I e II; 
b. Ao Alto Risco estão relacionados aproximadamente 70% dos casos de câncer 
cervical invasivo e mais de 90 % das lesões intraepiteliais graves NIC II, NIC III; 
c. O tipo CP6108 é de Baixo Risco; 
d. Os tipos 6 e 11 causam a maioria das verrugas genitais visíveis na vulva, vagina, colo 
uterino, pênis,bolsa escrotal, uretra e ânus. 
 
14. Assinale a alternativa correta: 
I. Os Papilomavírus Humanos infectam apenas os seres humanos. 
II. O genoma do HPV é constituído por RNA circular de dupla hélice. 
III. Os HPVs infectam os tecidos epiteliais cutâneos e mucosos. 
IV. De acordo com o potencial oncogenicidade os HPVs podem ser divididos em alto 
risco oncogênico e baixo risco oncogênico. 
 
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Estão corretas as afirmativas: 
a. I e III 
b. I e IV 
c. II e III 
d. III e IV 
 
15. Sobre o período de incubação do HPV e sua transmissibilidade é correto afirmar: 
a. Apesar de ser considerada uma condição necessária, a infecção pelo HPV por si só 
não representa uma causa suficiente para o surgimento dessa neoplasia; 
b. O homem não é um reservatório do vírus. 
c. O período de transmissibilidade é conhecido e determinado. 
d. O HPV é um vírus que não consegue permanecer no estado latente por muitos anos. 
Referência 
 
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REFERÊNCIAS 
 
 
 
Aproveite para estudar também as referências bibliográficas e ampliar ainda mais o seu 
conhecimento. 
 
 
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a Z: garantindo saúde nos municípios.(3a. ed.). Brasília: Editora do Ministério da Saúde. 2009. 
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