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Saúde Reprodutiva
PLANEJAMENTO FAMILIAR
PROFª JÉSSICA ANGELO
SAÚDE SEXUAL 
E 
REPRODUTIVA
Entre os marcos referenciais 
internacionais que definem 
os direitos sexuais e os direitos 
reprodutivos, destacam-se 
duas conferências 
promovidas pela 
Organização das Nações 
Unidas (ONU)
Direitos 
Reprodutivos
 O direito das pessoas 
decidirem, de forma livre e 
responsável, se querem ou 
não ter filhos, quantos filhos 
desejam ter e em que 
momento de suas vidas;
 O direito de acesso a 
informações, meios, 
métodos e técnicas para ter 
ou não ter filhos;
 O direito de exercer a 
sexualidade e a reprodução 
livre de discriminação, 
imposição e violência.
Direitos Sexuais
 O direito de viver e expressar
livremente a sexualidade sem
violência, discriminações e imposições, 
e com total respeito pelo corpo do(a) 
parceiro(a);
 O direito de escolher o(a) parceiro(a) 
sexual;
 O direito de viver plenamente a 
sexualidade sem medo, vergonha, 
culpa e falsas crenças;
 O direito de viver a sexualidade, 
independentemente de estado civil, 
idade ou condição física;
 O direito de escolher se quer ou não
quer ter relação sexual;
A sexualidade diz respeito a um conjunto de 
características humanas que se traduz nas 
diferentes formas de expressar a energia vital, 
chamada por Freud de libido, que quer dizer 
energia pela qual se manifesta a capacidade de 
se ligar às pessoas, ao prazer/desprazer, aos 
desejos, às necessidades, à vida. 
A sexualidade se expressa 
no estilo de vida que 
adotamos, no modo como 
se demonstram os afetos, na 
percepção erotizada dos 
estímulos sensoriais e 
também nos papéis de 
gênero.
A sexualidade envolve, além 
do corpo, os sentimentos, a 
história de vida, os costumes, 
as relações afetivas e a cultura. 
Portanto, é uma dimensão 
fundamental de todas as 
etapas da vida de homens e 
mulheres, presente desde o 
nascimento até a morte, e 
abarca aspectos físicos, 
psicoemocionais e 
socioculturais. 
DISFUNÇÕES 
SEXUAIS 
 As disfunções sexuais são problemas que ocorrem em
uma ou mais das fases do ciclo de resposta sexual, por
falta, excesso, desconforto e/ou dor na expressão e no 
desenvolvimento dessas fases, manifestando-se de 
forma persistente ou recorrente;
 O diagnóstico das disfunções sexuais é tão importante
quanto a identificação de qualquer outro agravo à 
saúde e de suma relevância, uma vez que interferem
na qualidade de vida das pessoas.
DISFUNÇÕES 
SEXUAIS 
 Fatores que podem estar relacionados
às disfunções sexuais:
Aspectos psicológicos: tabus sobre a 
própria sexualidade, como: associações
de sexo com pecado, com 
desobediência ou com punições; baixa
autoestima; fobias relacionadas ao ato
sexual; a não aceitação da própria
orientação sexual, entre outros;
Dificuldades nos relacionamentos: 
brigas, desentendimentos quanto ao
que cada um espera do 
relacionamento; falta de intimidade; 
dificuldades de comunicação entre os
parceiros. 
Questões decorrentes de traumas: 
devido a violências. 
DISFUNÇÕES SEXUAIS 
 Fatores que podem estar relacionados às disfunções sexuais:
- Condição geral de saúde: presença de disfunção sexual decorrente
dos efeitos diretos de uma doença, como: depressão, ansiedade,
doenças crônico-degenerativas graves, entre outras;
- Efeitos diretos de uma substância: medicamentos – alguns anti-
hipertensivos, alguns antiarrítmicos, alguns psicotrópicos, anabolizantes,
álcool e outras drogas, exposição a toxinas, entre outros. Geralmente,
ocorre dentro de um período de intoxicação significativa ou
abstinência de uma substância.
PLANEJAMENTO 
FAMILIAR
 Conjunto de ações de regulação da 
fecundidade que garanta direitos iguais
de constituição, limitação ou aumento
da prole pela mulher, pelo homem ou
pelo casal;
 Deve-se levar em consideração o 
contexto de vida de cada pessoa e o 
direito de todos poderem tomar
decisões sobre a reprodução sem
discriminação, coerção ou violência;
 A utilização do termo planejamento
reprodutivo em substituição a 
planejamento familiar, havendo a 
defesa de que se trata de uma
concepção mais abrangente; 
PLANEJAMENTO 
FAMILIAR
 É preciso também que os 
serviços de saúde 
desenvolvam ações que 
contemplem a saúde sexual 
e a saúde reprodutiva dos 
homens, tais como 
abordagem das disfunções 
sexuais, prevenção e 
controle do câncer de 
próstata e do câncer de 
pênis, prevenção e 
tratamento das IST, acesso à 
vasectomia, entre outras;
PLANEJAMENTO FAMILIAR
A atuação dos profissionais de saúde, no que se refere ao 
planejamento reprodutivo, envolve, principalmente, três tipos de 
atividades:
O aconselhamento é um diálogo baseado em uma relação de 
confiança entre o profissional de saúde e o indivíduo ou casal;
As atividades educativas são fundamentais para a qualidade da 
atenção prestada;
As atividades clínicas, voltadas para a saúde sexual e a saúde 
reprodutiva, devem ser realizadas visando a promoção, a proteção 
e a recuperação da saúde.
De que forma 
promover a Saúde
Sexual e Reprodutiva
na diversidade?
EDUCAÇÃO EM SAÚDE
 Entre as habilidades que o 
profissional de saúde deve
buscar desenvolver estão: 
 Respeito e empatia pelos
usuários; 
 Boa capacidade de 
comunicação;
 Utilizar linguagem acessível, 
simples e clara;
 Ser gentil, favorecendo o vínculo
e uma relação de confiança;
 Acolher o saber e o sentir das(os) 
usuárias(os);
 Tolerância aos princípios e às
distintas crenças e valores que 
não sejam os seus próprios;
 Sentir-se confortável para falar
sobre sexualidade e sobre
sentimentos;
 Ter conhecimentos técnicos.
ACONSELHAMENTO PARA 
ANTICONCEPÇÃO
 A atenção em anticoncepção pressupõe a 
oferta de informações, de aconselhamento, de 
acompanhamento clínico e de um leque de 
métodos e técnicas anticoncepcionais, 
cientificamente aceitos, que não coloquem em 
risco a vida e a saúde das pessoas, para homens, 
mulheres, adultos(as) e adolescentes, num 
contexto de escolha livre e informada;
 Em meio a uma realidade global de índices 
elevados de doenças transmissíveis por via 
sexual, torna-se necessário pensar em opção 
contraceptiva que proporcione a dupla 
proteção.
MÉTODOS 
ANTICONCEP
CIONAIS
 No processo de escolha, devem ser 
levados em consideração os seguintes 
aspectos:
 A preferência da mulher, do homem ou do 
casal;
 Características dos métodos:
 Eficácia;
 Efeitos secundários;
 Aceitabilidade;
 Disponibilidade;
 Facilidade de uso;
 Reversibilidade;
 Proteção.
MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS
No processo de escolha, 
devem ser levados em 
consideração os seguintes 
aspectos:
Fatores individuais e 
contexto de vida 
relacionados aos 
usuários(as) que devem ser 
considerados no momento 
da escolha do método:
Condições econômicas; Estado de saúde;
Características da 
personalidade;
Fase da vida; Comportamento sexual;
Fatores culturais e religiosos, 
entre outros.
MÉTODOS 
HORMONAIS: Oral
 Os anticoncepcionais hormonais 
orais, também chamados de 
pílulas anticoncepcionais, são 
esteroides utilizados isoladamente 
ou em associação, com a 
finalidade básica de impedir a 
concepção;
MÉTODOS HORMONAIS: Oral
 Os anticoncepcionais hormonais 
orais classificam-se em:
 Combinados: 
 Monofásicos: 21 ou 22 comprimidos 
ativos da cartela ou em cartelas 
com 28 comprimidos;
 Bifásicos: contêm dois tipos de 
comprimidos ativos, de diferentes 
cores, com os mesmos hormônios, 
mas em proporções diferentes;
 Trifásicos: contêm três tipos de 
comprimidos ativos, de diferentes 
cores, com os mesmos hormônios, 
mas em proporções diferentes.
MÉTODOS HORMONAIS: 
Oral
 Mecanismo de ação (como age): 
Inibem a ovulação e tornam o 
muco cervical espesso, 
dificultando a passagem dos 
espermatozoides.;
 Eficácia: A eficácia das pílulas 
anticoncepcionais relaciona-se 
diretamente à sua forma de 
administração;
MÉTODOS 
HORMONAIS: Oral
 Efeitos secundários: 
Alterações de humor;
Náuseas, vômitos e 
mal-estar gástrico; 
Cefaleia leve;
 Leve ganhode peso;
Acne; 
 Tonturas;
Mastalgia.
MÉTODOS 
HORMONAIS: Oral
 Complicações:
 Acidente vascular cerebral;
 Infarto do miocárdio;
 Trombose venosa profunda.
 Pontos-chave:
 Proporcionam ciclos menstruais regulares, com 
sangramento durante menos tempo e em menor 
quantidade;
 Diminuem a frequência e a intensidade das 
cólicas menstruais (dismenorreias) e dos ciclos 
hipermenorrágicos;
 A fertilidade retorna logo após a interrupção de 
seu uso;
MÉTODOS 
HORMONAIS: Oral
 Pontos-chave:
 Diminuem a incidência de gravidez 
ectópica, doença inflamatória pélvica 
(DIP), câncer de endométrio, câncer de 
ovário, cistos funcionais de ovário, 
doença benigna da mama e miomas 
uterinos;
 Muito eficazes quando em uso correto;
 Podem ser usadas desde a adolescência 
até a menopausa;
 Não previnem contra DST/HIV/Aids.
MÉTODOS HORMONAIS: 
Injetável
 Se classificam em:
Mensal: são combinados e, em 
suas diferentes formulações, 
contêm um estrogênio natural, o 
estradiol (ajuda na formação do 
endométrio) e um progestogênio 
sintético, diferentemente dos 
anticoncepcionais orais 
combinados, nos quais ambos os 
hormônios são sintéticos.
MÉTODOS HORMONAIS: 
Injetável
 Mecanismo de ação (como agem): 
Inibem a ovulação e tornam o muco 
cervical espesso, impedindo a 
passagem dos espermatozoides. 
Provocam, ainda, alterações no 
endométrio.
 Eficácia: São muito eficazes. A taxa de 
falha desse método varia de 0,1% a 
0,3%, durante o primeiro ano de uso.
 Prazo de validade: O profissional de 
saúde, ao aplicar a injeção, deve 
aplicar primeiro a que estiver mais 
próxima do fim do prazo de validade.
MÉTODOS HORMONAIS: Injetável
 Efeitos secundários:
- Alterações do ciclo menstrual: manchas ou sangramento nos intervalos
entre as menstruações, sangramento prolongado e amenorreia;
- Ganho de peso;
- Cefaleia;
- Náuseas e/ou vômitos;
- Mastalgia.
MÉTODOS 
HORMONAIS: 
Injetável
Modo de uso: 
A primeira opção deve recair sobre os injetáveis mensais 
que contenham 5 mg de estrogênio;
A primeira injeção deve ser feita até o quinto dia do início 
da menstruação. As aplicações subsequentes devem 
ocorrer a cada 30 dias;
O anticoncepcional injetável combinado mensal oferece 
proteção anticoncepcional já no primeiro ciclo de uso. Não 
há necessidade de pausas para “descanso”, após um longo 
período de uso;
Deve-se aplicar por via intramuscular profunda, na nádega 
(músculo glúteo, quadrante superior externo);
MÉTODOS 
HORMONAI
S: Injetável
Modo de uso: 
Após a aplicação, não deve ser feita massagem ou 
aplicação de calor local, para evitar difusão do 
material injetado;
É obrigatório o uso de seringas e agulhas estéreis e 
descartáveis, agitando-se bem a ampola do 
anticoncepcional e aspirando-se todo o conteúdo 
para a administração da dose adequada;
Se houver atraso de mais de três dias para a 
aplicação da nova injeção, a mulher deve ser 
orientada para o uso da camisinha ou evitar 
relações sexuais até a próxima injeção.
MÉTODOS HORMONAIS: 
Injetável
 Trimestral: O acetato de medroxiprogesterona é 
um método anticoncepcional injetável apenas de 
progestogênio. É um progestogênio semelhante ao
produzido pelo organismo feminino, que é liberado
lentamente na circulação sanguínea. É também
conhecido como acetato de 
medroxiprogesterona de depósito – AMP-D.
 Tipos: 
 a formulação disponível é à base de acetato de 
medroxiprogesterona, preparada na forma de 
suspensão microcristalina de depósito para injeção
IM, apresentada em frasco-ampola de 1 ml.
MÉTODOS 
HORMONAIS: 
Injetável
 Efeitos secundários:
 Alterações menstruais: são comuns, incluindo manchas ou
sangramento leve (o mais comum), sangramento volumoso
(raro) ou amenorreia (bastante comum, ocorre em mais de 
50% dos casos do segundo ano em diante);
 Aumento de peso: esse aumento é de, aproximadamente, 
1,5 a 2 kg ao fim do primeiro ano de uso;
 Cefaleia, sensibilidade mamária, desconforto abdominal, 
alterações do humor, náuseas, queda de cabelos, 
diminuição da libido, acne.
 Riscos:
 Redução da densidade mineral óssea(ADOLECENTES);
 Alteração do metabolismo lipídico.
MÉTODOS HORMONAIS: Injetável
 Pontos-chave:
 Diminui a incidência de gravidez ectópica, câncer de endométrio, 
doença inflamatória pélvica (DIP), mioma uterino;
 Pode ajudar a prevenir câncer de ovário e cistos de ovário;
 Pode ajudar a diminuir a frequência de crises de falcização (mudança no 
formato das hemácias), em portadoras de anemia falciforme, por 
promover estabilização da membrana das hemácias;
 Pode ajudar a diminuir a frequência de crises convulsivas, em portadoras 
de epilepsia;
 Muito eficaz e seguro;
MÉTODOS 
HORMONAIS: 
Injetável
 Pontos-chave:
Alterações no ciclo menstrual são 
comuns;
Atraso no retorno da fertilidade;
Pode ser usado durante a 
amamentação;
Não tem as contraindicações dos 
contraceptivos orais e injetáveis 
combinados, por não possuir o 
componente estrogênico;
Não protege contra IST/HIV/Aids.
MÉTODOS HORMONAIS: Injetável
 Modo de uso:
 É recomendável o uso de 150 mg trimestralmente;
 A primeira injeção deve ser feita até o sétimo dia do início da 
menstruação. As aplicações subsequentes devem ocorrer a cada três 
meses;
 Oferece proteção anticoncepcional já no primeiro ciclo de uso;
 A mulher deve procurar retornar a tempo para a próxima injeção, que 
deve ser aplicada a cada 90 dias;
 Deve-se aplicar por via intramuscular profunda, na nádega (músculo 
glúteo, quadrante superior externo);
MÉTODOS HORMONAIS: Injetável
 Modo de uso: 
Após a aplicação, não deve ser feita massagem ou 
aplicação de calor local, para evitar difusão do material 
injetado;
 É obrigatório o uso de seringas e agulhas estéreis e 
descartáveis, agitando-se bem a ampola do 
anticoncepcional e aspirando-se todo o conteúdo para a 
administração da dose adequada;
 Se houver atraso de mais de três dias para a aplicação da 
nova injeção, a mulher deve ser orientada para o uso da 
camisinha ou evitar relações sexuais até a próxima injeção.
DISPOSITIVO 
INTRAUTERINO - DIU
 O dispositivo intrauterino –
DIU é um objeto pequeno
de plástico flexível, em
forma de T, que mede
aproximadamente 31 mm, 
ao qual pode ser 
adicionado cobre ou
hormônios que, inserido na
cavidade uterina, exerce
função contraceptiva.
DISPOSITIVO INTRAUTERINO - DIU
 Tipos e modelos: 
 DIU com cobre: é feito de polietileno estéril
radiopaco e revestido com filamentos e/ou
anéis de cobre, enrolado em sua haste 
vertical, sendo que o modelo TCu-380 A 
também tem anéis de cobre em sua haste 
horizontal;
 DIU que libera hormônio: é feito de 
polietileno e a haste vertical é envolvida
por uma cápsula que libera 
continuamente pequenas quantidades de 
levonorgestrel.
DIU DE COBRE
 Mecanismo de ação:
- atua impedindo a fecundação porque torna mais difícil a passagem do
espermatozoide pelo trato reprodutivo feminino, reduzindo a
possibilidade de fertilização do óvulo;
- Provoca reação inflamatória pela presença de corpo estranho na
cavidade uterina;
- Precipitação de espermatozoides por reações imunológicas;
- Assincronia no desenvolvimento endometrial;
- Alterações enzimáticas no endométrio: menor sobrevida do
espermatozoide, dificuldade na motilidade espermática e implantação
dificultada;
- Alterações no muco cervical;
- Fagocitose de espermatozoides por macrófagos.
DIU DE COBRE
 Eficácia: O DIU com cobre e seu efeito 
depois da inserção dura 10 anos. A 
taxa de falha é de 0,6 a 0,8 por 100 
mulheres, no primeiro ano de uso. Nos 
anos seguintes, a taxa anual de 
gravidez é ainda menor.
Duração de uso: A duração de uso do 
DIU difere segundo o modelo: o TCu-
380 A está aprovado para 10 anos e o 
MLCu-375 para cinco anos.
DIU DE COBRE
 Efeitos secundários: São efeitos secundários comuns 
(5 a 15% dos casos): 
 Alterações no ciclo menstrual (comum nos primeiros 
três meses, geralmente diminuindo depois desse 
período);
 Sangramento menstrual prolongadoe volumoso;
 Sangramento e manchas (spotting) no intervalo 
entre as menstruações;
 Cólicas de maior intensidade ou dor durante a 
menstruação. 
 Cólicas intensas ou dor até cinco dias depois da 
inserção;
 Dor e sangramento ou manchas podem ocorrer 
imediatamente após a inserção do DIU, mas 
usualmente desaparecem em um ou dois dias.
DIU DE COBRE
Complicações:
Gravidez ectópica;
Perfuração;
Expulsão;
Dor ou sangramento;
Infecção.
DIU DE COBRE
 Pontos-chave:
- Método de longa duração, mas pode ser retirado a qualquer
momento, se a mulher assim desejar ou se apresentar algum
problema;
- Muito eficaz;
- Não interfere nas relações sexuais;
- Não apresenta os efeitos colaterais do uso de hormônios;
MÉTODO DA 
LACTAÇÃO E 
AMENORREIA
É um método 
anticoncepcio
nal temporário 
que consiste no 
uso da 
amamentação 
exclusiva para 
evitar a 
gravidez. 
MÉTODO DA 
LACTAÇÃO E 
AMENORREIA
A amamentação tem efeito inibidor 
sobre a fertilidade.
A eficácia da amamentação como 
método contraceptivo depende, 
portanto, de sucção frequente para 
promover intensa liberação de 
prolactina e o consequente bloqueio da 
liberação pulsátil de gonadotrofinas 
pela hipófise.
A mulher deve permanecer em 
amenorreia. O retorno das menstruações 
indica que provavelmente a secreção 
de prolactina não é mais intensa o 
suficiente para bloquear o eixo 
hipotálamo-hipófise-ovário e produzir 
anovulações e amenorreia.
CAMISINHA
 A camisinha (ou preservativo) é um 
método contraceptivo de barreira, 
disponível nas versões masculina e 
feminina, que impede o contato de 
fluidos corporais, como o sémen, com a 
vagina ou ânus, evitando assim gravidez e 
a transmissão de ISTs. 
 O preservativo feminino é uma "bolsa" de 
plástico macio e lubrificado com dois 
anéis flexíveis nas extremidades, sendo 
que o anel interno é introduzido na vagina 
até o fundo e o anel externo fica para 
fora, protegendo a vulva. 
PÍLULA DO DIA SEGUINTE
 A pílula do dia seguinte, também conhecida 
como contracepção de emergência, é um 
método contraceptivo utilizado para prevenir a 
gravidez após uma relação sexual desprotegida 
ou em caso de falha de outro método para 
evitar a gravidez.
INDICAÇÕES E 
CONTRAINDICAÇÕES
 Indicações
 A principal indicação da pílula do dia seguinte é 
a prevenção da gravidez após uma relação 
sexual sem uso de preservativo ou o 
esquecimento da pílula anticoncepcional. Ela 
contém uma alta dose de hormônios que atuam 
impedindo a ovulação ou a fertilização do óvulo.
 O que é mais importante saber: a pílula do dia 
seguinte não deve ser utilizada como método 
contraceptivo de rotina, pois é menos eficaz do 
que outros métodos contraceptivos regulares. Seu 
uso deve ser reservado para situações de 
emergência.
 Contraindicações
 Apesar de ser uma opção disponível, esse 
anticoncepcional de emergência não é 
adequado para todas as mulheres. Algumas 
contraindicações incluem alergia à formulação 
do medicamento, problemas tromboembólicos, 
doença hepática grave, entre outras condições. 
A consulta médica é crucial para avaliar a 
adequação do uso da pílula em cada situação, 
levando em consideração o histórico médico da 
paciente.
EFICÁCIA DA 
PÍLULA DO 
DIA SEGUINTE
 Depende do tempo decorrido entre a relação 
sexual desprotegida e a ingestão do comprimido. 
Quanto mais rápido ela for tomada após o ato 
sexual, maior o êxito. No entanto, mesmo quando 
utilizada corretamente, a pílula não garante 100% 
de proteção contra a gravidez. Estudos sugerem 
que, quando ingerida dentro das primeiras 24 
horas, a eficácia pode chegar a 95%, mas esse 
índice diminui com o tempo.
 Eficácia da pílula do dia seguinte em dose única:
 -99,5% de eficácia se usada nas primeiras 12 horas
 -95% entre 13 e 24 horas
 -85% quando consumida entre 25 e 48 horas
 -58% entre 49 e 72 horas
 Fonte: The Lancet – estudo publicado em 1998 
com a participação de 1.955 mulheres
IMPLANON
 Os implantes anticoncepcionais são 
dispositivos que liberam, lentamente, 
concentrações pré-definidas de 
progesterona no organismo da paciente, 
mais especificamente de etonogenestrel, e 
têm duração superior a três anos.
 O Implanon é indicado para mulheres que 
desejam uma contracepção segura, 
altamente eficaz e de longo prazo,útil para 
quem tem dificuldade em lembrar de tomar 
a pílula diariamente, história de trombose ou 
que busca uma alternativa de longo prazo 
aos métodos contraceptivos tradicionais.
 Ou seja, o Implanon é uma opção bastante 
abrangente e indicada para todas as 
mulheres, incluindo:
 Adolescentes;
 Mulheres que nunca engravidaram;
 Após o parto;
 Lactantes;
 Após aborto;
 Mulheres com contraindicação a estrogênio.
 Mulheres com risco ou histórico de trombose
IMPLANON- EFEITOS COLATERAIS
 Os efeitos colaterais mais comuns do Implanon incluem alterações no 
padrão de sangramento menstrual (irregularidades, escapes, ausência ou 
redução do fluxo), 
 Dores de cabeça,
 Acne,
 Aumento ou sensibilidade nas mamas e alterações de humor.
 Efeitos menos comuns podem ser ganho de peso, alterações na 
oleosidade da pele e depressão, enquanto reações graves são raras e 
requerem atenção médica. 
LAQUEADURA
 A laqueadura é um método 
contraceptivo definitivo que consiste 
na obstrução das tubas uterinas da 
mulher utilizando-se algum método: 
anéis, clipes de titânio, fios de sutura, 
cauterização ou salpingectomia, que 
é a retirada das tubas uterinas, uma 
cirurgia radical.
 De modo geral, o procedimento 
consiste em obstruir a passagem 
pelas tubas uterinas para impedir a 
fecundação e, consequentemente, a 
gravidez.
 O objetivo é bloquear a passagem do 
óvulo para o útero e do 
espermatozoide para as tubas.
QUEM PODE 
FAZER?
 Mulheres com capacidade civil plena. 
 Maiores de 21 anos OU que tenham pelo 
menos dois filhos vivos. 
 É preciso observar um prazo de 60 dias 
entre a manifestação do desejo pela 
cirurgia e a sua realização. 
 Procedimento e recuperação
 Anestesia:
 O procedimento é realizado em 
ambiente hospitalar e requer anestesia, 
geralmente raquidiana, sedação ou 
anestesia geral. 
 Recuperação:
 A recuperação costuma ser rápida, com 
alta no mesmo dia em caso de 
videolaparoscopia, e é necessário evitar 
esforços físicos por um período. 
LEGISLAÇÃO BRASILEIRA
A Lei nº 14.443/2022 alterou a legislação anterior, permitindo a 
esterilização para pessoas com 21 anos ou mais (ou mais de 2 filhos). 
Não é necessário o consentimento do parceiro/cônjuge para a 
realização do procedimento. 
É obrigatório o acompanhamento de equipe multidisciplinar e 
aconselhamento para desencorajar a esterilização precoce. 
PRAZO PARA 
SOLICITAR A 
LAQUEADURA
 O período obrigatório de 60 dias antes da 
laqueadura, imposto pela lei brasileira, 
tem como objetivo garantir que a pessoa 
interessada tenha tempo para refletir 
sobre a decisão, receber aconselhamento 
de uma equipe multidisciplinar (para 
desencorajar esterilizações precoces) e ter 
acesso a serviços de regulação da 
fecundidade, assegurando uma escolha 
mais madura e consciente. 
 Principais razões para o prazo de 60 dias:
 Reflexão e amadurecimento:
 O prazo dá ao indivíduo a oportunidade 
de pensar profundamente sobre a 
decisão permanente de não ter mais 
filhos, permitindo que os motivos para a 
esterilização sejam bem considerados. 
PARECER DO CREMEC SOBRE O DESEJO DA PACIENTE SOBRE A 
LAQUEADURA
 De acordo com os pareceres do CREMEC (Conselho Regional de 
Medicina do Estado do Ceará), a laqueadura tubária não deve ser 
realizada durante o parto cesariano em situações de emergência, a 
menos que haja risco à vida da mulher ou conceito, ou um histórico de 
cesarianas sucessivas. É fundamental que haja um período mínimo de 60 
dias entre a manifestação da vontade da paciente e o ato cirúrgico, a 
fim de garantir seu consentimento livre e esclarecido, pois o momento do 
parto é considerado devulnerabilidade emocional.
 O momento da cesariana não é adequado para obter consentimento 
devido à vulnerabilidade e ao estado emocional alterado da paciente, 
que não permitiriam o exercício pleno da autonomia.
LAQUEADURA PÓS CESÁREA
 É possível realizar a laqueadura (esterilização tubária) 
durante o parto cesáreo, sendo uma opção para 
mulheres que desejam evitar futuras gestações e não 
querem passar por outra cirurgia após o nascimento do 
bebé. 
 A legislação atual, desde 2023, permite que a 
laqueadura seja feita durante o parto, mas é necessário 
manifestar o desejo e assinar o termo de consentimento 
pelo menos 60 dias antes da data prevista para o parto. 
O procedimento não altera significativamente o tempo 
ou a recuperação da cesárea, pois a mulher já está 
anestesiada, e as trompas ficam acessíveis para o 
médico realizar a ligadura. 
LAQUEADURA 
PÓS PARTO 
VAGINAL
 Pode-se fazer a laqueadura em até 48 horas após um 
parto normal, caso a mulher tenha manifestado o 
desejo de realizar o procedimento com pelo menos 60 
dias de antecedência do parto, segundo a legislação 
atual no Brasil. O procedure é feito aproveitando a 
internação pós-parto, evitando um novo internamento 
hospitalar e o risco de uma nova anestesia. 
 Condições para a laqueadura pós-parto normal:
 1. Manifestação de vontade:
 É preciso que a mulher solicite formalmente a 
laqueadura com no mínimo 60 dias de antecedência 
da data prevista para o parto. 
 2. Assinatura do termo:
 O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) 
deve ser assinado com pelo menos 60 dias de 
antecedência da data do parto. 
 3. Condição clínica:
 A mulher deve estar clinicamente estável para que a 
cirurgia seja realizada com segurança.

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