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Capítulo sobre a fonologia da Língua Brasileira de Sinais: apresenta parâmetros primários (configuração de mão, movimento, locação) e secundários (orientação, expressões faciais/corporais), organização, restrições e exemplos de sinais com uma ou duas mãos (simétricos/assimétricos, dominante/passiva).

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CAPÍTULO 2
Fonologia da língua de SinaiS
A partir da concepção do saber fazer, neste capítulo você terá os seguintes 
objetivos de aprendizagem:
 3 Constatar o processo fonológico da língua de sinais brasileira. 
 3 Comparar a diferença entre a língua de sinais e a língua oral. 
 3 Compreender os cinco parâmetros da língua de sinais. 
 3 Aprofundar o conceito sobre Configuração de Mãos, Ponto de Locação, 
Orientações de Mãos, Movimento e Expressões Faciais/Corporais.
44
 Língua Brasileira de Sinais
45
Fonologia da língua de SinaiS Capítulo 2 
Contextualização
Vamos conhecer, neste capítulo, os conceitos e exemplos na área da 
fonologia dos sinais, principalmente, das unidades funcionais do sinal - 
configuração de mão, movimento, locação, orientação de mãos, bem como 
expressões faciais e corporais. Além disso, iremos conhecer e compreender 
as restrições na formação de sinais.
A Fonologia das Línguas de Sinais, presente nos aspectos teóricos deste 
caderno, explica que a fonologia faz parte do ramo da linguística. O objetivo 
dela é identificar a estrutura e a organização dos constituintes fonológicos, 
elucidando descrições e explicações. Também oferece uma teorização 
básica e uma revisão da literatura na área da fonologia dos sinais. Vamos 
conhecer, neste capítulo, os conceitos e exemplos na área da fonologia dos 
sinais, principalmente, das unidades funcionais do sinal - configuração de 
mão, movimento, locação, orientação de mãos, bem como expressões faciais 
e corporais. 
Neste capítulo iremos aprender um pouco sobre a fonologia da língua de 
brasileira de sinais, para tanto este capítulo está dividido em três seções: 1) 
Organização fonológica das línguas de sinais; 2) Parâmetros da Língua de 
Sinais; 3) As restrições na formação de sinais. 
organização FonológiCa daS línguaS de SinaiS
As línguas de sinais por serem da modalidade gestual-visual (ou espaço-
visual), cuja informação linguística é recebida e vista pelos olhos, são 
produzidas e sinalizadas pelas mãos. 
A organização fonológica da língua de sinais possui dois parâmetros, que 
são:
•	 primários: são as mãos (configuração de mãos), que se movimentam no 
espaço em frente ao corpo do interlocutor (movimentos) e o espaço onde 
se articulam os sinais em determinados pontos (locações).
•	 secundários: as mãos se posicionam de acordo com o movimento 
(orientações de mãos) e o interlocutor usa várias expressões corporais e 
faciais como elementos extralinguísticos.
As línguas de 
sinais por serem 
da modalidade 
gestual-visual (ou 
espaço-visual), 
cuja informação 
linguística é recebida 
e vista pelos olhos, 
são produzidas e 
sinalizadas pelas 
mãos. 
46
 Língua Brasileira de Sinais
Sobre o sinal, que é o léxico ou sinalário (no caso da língua de sinais), 
pode-se dizer que tem os mesmos princípios linguísticos que a palavra das 
línguas orais, pois tem uma gramática. 
Um sinal pode ser utilizado em:
a) Uma mão – para articular um sinal, dependendo do discurso do interlocutor, 
como mostra o exemplo abaixo:
 
Figura 16 – Sinal: Cavalo
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr.2011.
b) Duas mãos - um sinal pode ser articulado com as duas mãos, por exemplo:
 
Figura 17- Sinal: Cruz
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 10 abr.2011.
c) Duas mãos na condição de simetria – um sinal pode ser articulado com as 
duas mãos em um mesmo movimento, por exemplo:
 
Figura 18 - Sinal: blusa (movimento de cima para baixo)
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr.2011.
O sinal tem os 
mesmos princípios 
linguísticos que a 
palavra das línguas 
orais, pois tem uma 
gramática. 
47
Fonologia da língua de SinaiS Capítulo 2 
d) Duas mãos na condição de assimetria – um sinal pode ser articulado com 
as duas mãos em movimentos diferentes (alternância de movimentos), por 
exemplo:
 
Figura 19 - Sinal: economia, administração, econômico (movimento em rotação)
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr. 2011.
e) Uma mão dominante e outra mão não-dominante (passiva) – de acordo 
com a restrição de sinais e de interação entre as mãos, um sinal pode 
ser articulado com as duas mãos com configuração de mãos iguais e 
movimentos diferentes, por exemplo:
 
Figura 20 - Sinal: árvore (o cotovelo do braço direito – braço dominante - pousa 
em cima do dorso da outra mão esquerda – mão não-dominante ou passiva).
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr. 2011.
f) Uma mão dominante e outra mão não-dominante (passiva) – de acordo 
com a restrição de sinais e de interação entre as mãos, um sinal pode 
ser articulado com as duas mãos com configuração de mãos diferente e 
movimentos diferentes, por exemplo:
 
Figura 21 - Sinal: nu (o dedo da mão direita – mão dominante - movimenta raspando 
levemente no dorso da mão esquerda que fica parada – mão não-dominante ou passiva)
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr.2011.
48
 Língua Brasileira de Sinais
g) Mão destra ou mão canhota – o sinal pode ser articulado de acordo 
com a habilidade do interlocutor. Para restringir o sinal de acordo com a 
habilidade das mãos, tem-se que usar a posição do braço e das mãos 
em vertical, por exemplo:
 
Figura 22 - Mão esquerda
Fonte: Disponível em: <http://www.youtube.com/
watch?v=p0YMldORFDA>. Acesso em: 12 abr. 2011.
 
Figura 23 - Mão direita
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr.2011.
É errado usar as duas mãos sem critério, como mostram as figuras a 
seguir. Na primeira, o usuário usou a mão direita e, na segunda, usou a mão 
esquerda. A posição do sinal “amar” é sempre no lado esquerdo.
 
Figuras 24 e 25 – Uso equivocado das mãos
Fonte: Disponível em: <http://www.youtube.com/
watch?v=8VK7LeVy5p8>. Acesso em: 12 abr. 2011.
É errado usar as duas 
mãos sem critério.
49
Fonologia da língua de SinaiS Capítulo 2 
Atividade de Estudos: 
1) Procure nos dicionários digitais (www.ines.gov.br e outros) ou no 
youtube as palavras-chave sinais em libras e capture 10 sinais 
diferentes: 5 mostrando o uso de duas mãos e 5 mostrando o 
uso de apenas uma mão (tanto na habilidade esquerda quanto 
na direita). Se souber adivinhar os nomes, escreva-os abaixo 
da imagem capturada.
Dica: para conseguir capturar as imagens do site, sugirimos 
que clique nas teclas CTRL + PRTSC SYSRQ e ao mesmo tempo 
sobre a imagem e passe para PAINT. 
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ParâmetroS da língua de SinaiS
Nos anos de 1960 a 1970, o pesquisador e professor americano Stokoe 
e seu grupo de pesquisadores se dedicaram à pesquisa de línguas de sinais, 
comparando as estruturas e a organização dos elementos das línguas de sinais 
com os das línguas orais. Descobriram que na descrição e análise estrutural 
da Língua de Sinais Americana (ASL) os sinais são vistos como partes de um 
todo (fonemas que compõem morfemas e sinais). 
Stokoe (1982) propôs os parâmetros em ASL, cujas unidades não são 
carregadas separadamentes, assim como:
 (1) a. Configuração de mão (CM) 
 b. Locação da mão (L) 
 c. Movimento da mão (M)
50
 Língua Brasileira de Sinais
Para validar a teoria do Stokoe, Hulst (1993 apud QUADROS; KARNOPP, 
2005) mostra as diferenças entre as duas línguas: orais (sequencialidade) e de 
sinais (simultaneidade), como mostra o quadro abaixo:
µ = morfema. 
[ ] = um fonema ou conjuntode especificações representando uma 
determinada palavra (CM, M ou L).
[s] [o] [l]
µ
sol
Língua oral Língua de Sinais
 [ ] (CM)
 µ
 sol [ ] (M)
 [ ] (L)
 
Quadro 2 – Diferenças entre línguas orais e de sinais
Fonte: Quadros e Karnopp (2005, p. 49).
Veja abaixo a figura dos parâmetros fonológicos da Língua de Sinais 
Brasileira:
 
Figura 26 – Parâmetros fonológicos da Língua de Sinais Brasileira
Fonte: Disponível em: <http://www.rebecanemer.com.br/
surdos/libras.html>. Acesso em: 12 abr. 2011.
Durante a análise, Stokoe estabeleceu o primeiro parâmetro: configuração 
de mãos, locação e movimentos. Depois, com o pesquisador Battison (1974, 
1978 apud QUADROS; KARNOPP, 2005), estabeleceu o segundo parâmetro 
que é: orientação de mãos e expressões faciais e corporais. Os novos 
conceitos passaram a fazer parte do sistema fonológico de línguas de sinais. 
Em 1990, aqui no Brasil, a linguísta Lucinda Brito (1990, 1995) apresentou no 
seu livro as propriedades de cada parâmetro de Língua de Sinais Brasileira.
51
Fonologia da língua de SinaiS Capítulo 2 
Cada unidade do parâmetro tem seus aspectos diferentes. Para comparar 
a sua diferença, cabe aos pesquisadores identificar cada unidade, usando 
os contrastes que mostram suas diferenças no significado dos sinais. Suas 
diferenças de significados são denominadas de pares mínimos.
Exemplo:
saber
Sinais em configuração de mãos iguais e movimentos diferentes
entender
Figuras 27 e 28 - Sinais em configuração de mãos iguais e movimentos diferentes
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr. 2011.
Sinais em configuração de mãos iguais e locação diferente
 
Figuras 29 e 30 – Sinais em configuração de mãos iguais e locação diferente
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr.cv2011.
Deixar para lá
Sinais em configuração de mãos diferentes e locação igual
Mentira, mentir
Figuras 31 e 32 – Sinais em configuração de mãos diferentes e locação igual
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr. 2011.
Cada unidade do 
parâmetro tem seus 
aspectos diferentes. 
Para comparar a 
sua diferença, cabe 
aos pesquisadores 
identificar cada 
unidade, usando 
os contrastes que 
mostram suas 
diferenças no 
significado dos sinais. 
Suas diferenças 
de significados são 
denominadas de pares 
mínimos.
52
 Língua Brasileira de Sinais
O que é par mínimo?
Na fonologia, o par mínimo são duas palavras ou frases, 
numa determinada língua, que dependem unicamente de um 
só fonema para distinguir o seu significado. São comumente 
usados para indicar que dois sons constituem dois fonemas 
distintos nessa língua.
Ex: 
a) Língua Portuguesa – bola / cola
b) Língua de Sinais – aprender / laranja
 
Figuras 33 e 34 – Indicação de um par mínimo na língua de sinais.
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr. 2011.
Atividade de Estudos: 
Vamos exercitar com os olhos!
1) Procure nos dicionários digitais (www.ines.gov.br e outros) ou 
no youtube as palavras chaves: sinais em libras e identifique 
dez pares mínimos de cada tipo, diferentes dos que foram 
apresentados no material, ou seja, com diferença apenas 
na configuração da mão, apenas na locação e apenas no 
movimento. 
Vamos conhecer cada unidade dos parâmetros a seguir:
a) Configuração de Mãos
53
Fonologia da língua de SinaiS Capítulo 2 
É uma unidade mínima da fonologia da língua de sinais brasileira. Muitos 
pesquisadores e linguistas (BRITO, 1995; FELIPE, 1998) apresentaram vários 
inventários de Configuração de Mãos que são coletados em diversas cidades 
do Brasil. Porém, atualmente, apresentaremos as 75 configurações de mãos, 
conforme o quadro da linguista Faria-Nascimento (2009) abaixo:
 
Figura 35 – Configuração de mãos
Fonte: Faria-Nascimento (2009).
O que é Configuração de Mãos? É uma unidade mínima 
fonético-fonológica da língua de sinais. Na língua portuguesa, 
a palavra ou item lexical “certo” é formada dos seguintes 
componentes ou unidades, por exemplo: 
em português falado 
/sertu/ 
Temos aqui cinco sons ou fonemas, isto é, cinco componentes 
ou unidades mínimas da palavra falada “certo”. 
em português escrito 
certo 
Fonte: Exemplo tirado do site <www.ines.gov.br>.
54
 Língua Brasileira de Sinais
Na libras
O sinal “certo” a CM é utilizado pelo número 62 
 
Figura 36 – Sinal de “certo”.
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr. 2011.
Se está interessado(a) em conhecer as unidades mínimas de 
fonética e fonemas da língua portuguesa, acesse o site: http://web.
letras.up.pt/srodrigues/pdfs/term_ling_actas.pdf
Lá você vai entender o porquê do uso de fonemas das línguas 
orais serem distintas da língua de sinais. O nosso “fonema” é a 
Configuração de Mãos.
Acesse o site www.ines.gov.br, veja no lado esquerdo a tabela 
“Ordem”, clique “Mãos” e verá as diversas configurações de mãos. 
Se você for clicando em cada um deles e acabará aprendendo que 
cada configuração de mãos tem os seus sinais próprios.
Durante a articulação de sinais, através dos dedos ou das palmas das 
mãos, a CM pode permanecer na mesma ou mudar para outra configuração. 
Nesta mudança, acontece o movimento interno ou externo da mão, que é o 
ponto principal da CM.
55
Fonologia da língua de SinaiS Capítulo 2 
b) Movimento
Os autores Ferreira-Brito e Langevin (1995) definem que os movimentos 
das mãos do enunciador na língua de sinais precisam representar o objeto e 
o espaço. A complexidade do movimento, como um dos parâmetros, ocorre 
porque envolve várias formas e direções, tais como movimentos internos, 
externos, os movimentos do pulso e os movimentos direcionais no espaço. 
(KLIMA; BELLUGI, 1979).
Não são somente estes tipos de movimentos, a autora Ferreira-Brito (1990) 
enfatiza que o movimento pode estar também no antebraço. Os movimentos 
direcionais podem ser unidirecionais, bidirecionais ou multidirecionais. 
A maneira descreve a categoria que envolve a qualidade, a tensão e a 
velocidade do movimento. A frequência se refere ao número de repetições de 
um movimento. Veja abaixo o quadro das categorias do movimento.
Ferreira-Brito e 
Langevin (1995) 
definem que os 
movimentos das 
mãos do enunciador 
na língua de sinais 
precisam representar o 
objeto e o espaço.
TIPO
Contorno ou forma geométrica: retilíneo, helicoidal, circular, semicircular, sinuoso, angular, 
pontual;
Interação: alternado, de aproximação, de separação, de inserção, cruzado;
Contato: de ligação, de agarrar, de deslizamento, de toque, de esfregar, de riscar, de escovar 
ou de pincelar;
Torcedura do pulso: rotação, com refreamento;
Dobramento do pulso: para cima, para baixo;
Interno das mãos: abertura, fechamento, curvamento e dobramento (simultâneo/ gradativo).
DIRECIONALIDADE
Direcional
- Unidirecional: para cima, para baixo, para direita, para esquerda, para dentro, para fora, 
para o centro, para a lateral inferior esquerda, para a lateral inferior direita, para a lateral 
superior esquerda, para a lateral superior direita, para um específico ponto referencial;
- Bidirecional: para cima e para baixo, para esquerda e para direita, para dentro e para fora, 
para as laterais opostas – superior direita e inferior esquerda;
Não-direcional
CONTINUAÇÃO
56
 Língua Brasileira de Sinais
Quadro 3 - Categorias do parâmetro Movimento na LIBRAS
Fonte: Ferreira-Brito (1990).
O que é Movimento?
Define os movimentos das mãos do enunciador na língua de 
sinais.
Veja o movimento das mãos do Intérprete de Língua de 
Sinais no noticiário, clique no site: http://www.youtube.com/
watch?v=9HBH9g1M8ZU
Aprecie os tipos: direcionalidade, maneira e frequência.
Atividade de Estudos: 
1) Clique no site www.ines.gov.br e observe os cincos sinais: casa, 
pato, trabalhar, economia e nascer.
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MANEIRA
Qualidade, tensão e velocidade:
- contínuo;
- de retenção;
- refreado.
FREQUÊNCIA
Repetição:
- simples;
- repetido.
57
Fonologia da língua de SinaiS Capítulo 2 
2) Descreva todos os sinais acima mencionados, o tipo de 
direcionalidade, a maneira e a frequência. 
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 ___________________________________________________
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c) Locação
Há vários autores brasileiros que utilizam terminologia diferente, assim 
como Ponto de Articulação, Ponto de Locação ou mesmo Locação, mas os 
conceitos são os mesmos. 
A autora Lucinda Brito (1990, p.33) mostra, na figura abaixo, o espaço 
utilizado na realização de sinais. 
 
Figura 37 – Espaço utilizado na realização de sinais.
Fonte: Brito (1990, p. 33).
No espaço de enunciação há um número finito (limitado) de pontos, que 
são denominados “pontos de articulação” ou “locação”. Não existem somente 
estes pontos no espaço, denominado de espaço neutro, alguns pontos podem 
ser direcionados e tocados nos diversos locais, como na ponta do nariz, e 
outros mais abrangentes, como na frente do tórax. Vejamos o quadro abaixo 
elaborado pelos linguístas Brito-Ferreira e Langevin (1995).
58
 Língua Brasileira de Sinais
CABEÇA TRONCO
Topo da cabeça Pescoço
Testa Ombro
Rosto Busto
Parte superior do rosto Estômago
Parte inferior do rosto Cintura
Orelha
Olhos Braços
Nariz Braço
Boca Antebraço
Bochechas Cotovelo
Queixo Pulso
MÃO ESPAÇO NEUTRO
Palma
Costas das mãos
Lado do dedo indicador
Lado do dedo mínimo
Dedos
Ponta dos dedos
Dedo mínimo
Anular
Dedo médio
Indicador 
Polegar
Quadro 4 – Categorias do parâmetro locação na Libras.
Fonte: Ferreira-Brito e Langevin (1995)
Para perceber a mensagem através do espaço de enunciação dos 
interlocutores, é necessário estar frente a frente, onde a visualização é mais 
visível, com os olhares fixos e diretos para os olhos de outro interlocutor. Veja 
a figura abaixo:
 
Figura 38 – Posição para visualizar melhor os sinais
Fonte: Disponível em: <http://laurent.verlaine.pagesperso-orange.fr/>. Acesso em: 12 abr. 2011.
59
Fonologia da língua de SinaiS Capítulo 2 
Em virtude da situação ou das circunstâncias, os interlocutores estarem 
longe ou perto, o espaço de enunciação varia: se for longe, a sinalização tende 
a aumentar; se for perto a sinalização será diminuida. Isso não impede de 
entender porque o espaço e seu ponto de articulação têm suas posições ideais 
para mostrar os enunciados. Por exemplo:
 
PertoLonge
Figuras 39 e 40 – Interlocures perto ou longe
Fontes:Disponíveis em: <http://www.odiario.com/geral/noticia/330023/surdez-
nao-limita-renan/> e <http://www.criativopunk.com.br/2008/04/19/wizkid-novas-
fronteiras-na-interacao-humano-computador/>. Acesso em: 12 abr. 2011.
O que é Locação (ou Ponto de Articulação ou Ponto de Locação)? 
Segundo Friedman (1977, p. 4), “o ponto de articulação é 
aquela área no corpo, ou no espaço de articulação definido pelo 
corpo, em que o sinal é articulado”.
O ponto de articulação pode ser nos ombros, no nariz, na 
palma da mão, na cabeça, no peito, nas coxas, etc., conforme 
figuras abaixo:
 
Sinal: estudar
Locação: neutro
Sinal: estudar
Locação: neutro
Sinal: estudar
Locação: neutro
Figuras 41, 42 e 43 – Exemplos de pontos de articulação.
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr. 2011.
60
 Língua Brasileira de Sinais
Acesse o site: <http://www.psiquiatriainfantil.com.br/congressos 
/uel2007/147.htm> e reflita sobre a possibilidade de um Surdo-
Cego aprender a Língua de Sinais Brasileira. Formule 3 perguntas 
e coloque no fórum para seus colegas compartilharem.
d) Orientação de Mãos
Outro parâmentro, cuja pesquisa apareceu depois do parâmetro primário, 
é o da orientação de mãos. O autor Battison (1974) e seus seguidores 
pesquisadores enfatizaram a necessidade de incluir este parâmetro na 
fonologia das línguas de sinais, já que com a análise de comparação de 
pares mínimos em sinais, apresentada por Stokoe, mostrou-se a mudança de 
significado somente na produção de diferentes orientações da palma da mão. 
(BATTISON, 1974; BELLUGI; KLIMA; SIMPLE, 1975). 
A linguista brasileira Ferreira-Brito (1995) complementa, apresentando em 
suas pesquisas seis tipos de orientações da palma da mão na língua de sinais 
brasileira: para cima, para baixo, para o corpo, para frente, para a direita ou 
para a esquerda, de acordo com a discursividade do interlocutor.
Veja a figura abaixo. Ela ilustra os seis tipos de orientação.
 
 
 
 
 
Figura 44 – Orientações de mão.
Fonte: Marentette (1995, p. 204).
61
Fonologia da língua de SinaiS Capítulo 2 
O que é Orientação de Mãos?
Por definição, orientação é a direção para a qual a palma da 
mão se dirige na produção do sinal. Veja as figuras abaixo:
 
Sinal: Estudar
Orientação de Mãos para cima
Sinal: Língua de Sinais
Orientação de Mãos para 
o lado contralateral
Figuras 45 e 46 – exemplos de orientação de mãos.
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr. 2011.
Atividade de Estudos: 
1) Observe os cincos sinais: casa, pato, trabalhar, economia e nascer.
 ____________________________________________________
 ____________________________________________________
 ____________________________________________________
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 ____________________________________________________
 ____________________________________________________
2) Descreva em um quadro separado para cada sinal:
a) todos os tipos de orientações de mãos;
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 _________________________________________________
 _________________________________________________
 _________________________________________________
62
 Língua Brasileira de Sinais
b) todos os tipos de movimentos;
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c) todos os tipos de locação.
 _________________________________________________
 _________________________________________________
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 _________________________________________________
e) Expressão facial e corporal
Comparando os diversos autores e seus pontos de vistas com a 
terminologia, as expressões faciais/corporais ou expressões não-manuais 
(movimento da face, dos olhos, da cabeça ou do tronco) na língua de sinais 
exercem dois papéis: marcação de construções sintáticas; marcação de sinais 
específicos. 
Na função sintática, as expressões não-manuais marcam sentenças:
•	 interrogativas sim-não (observe as expressões faciais que marcam a 
sentença interrogativa);
 
Sim na sentença interrogativa Não na sentença interrogativa
Figuras 47 e 48 – Interrogativas sim-não.
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr. 2011.
•	 interrogativos QU-
Quem? Quantos? (de quantidade)
CONTINUAÇÃO
63
Fonologia da língua de SinaiS Capítulo 2 
Figura 49 – Indicação dos interrogativos QU.
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr. 2011.
•	 orações relativas (no caso de; dada a circunstância, de que aconteça);
 
A soletração ritmica S-I significa o pronome SE__n__
Exemplo da frase: S-I CHOVER, IR PRAIA
Figura 50 – representação de orações relativas.
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr. 2011.
 
Quem é esta pessoa?
Que é isto? (refere-se das coisas)
Que dia?
Qual um/a deles/delas?
O que?
Que é isso?
Quando?
Qual?
Quanto custa?
64
 Língua Brasileira de Sinais
•	 topicalização: é o tema do discurso que apresenta uma ênfase especial, 
posicionado no ínicio da frase e seguido de comentários a respeito desse 
tema. (QUADROS; KARNOPP, 2000). Exemplo:
 
 ___int____
FLAMENGO, GOSTAR+++ VER JOGO
Também pode ocorrer na função sintática duas expressões não-manuais 
na marcação de interrogação e negação que são sinalizadas ao mesmo 
tempo. Exemplo:
 
___n___ __?__
PODER TER CASA
Figura 51 – Duas expressões não manuais na marcação de interrogação e negação.
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr. 2011.
Os linguístas Ferreira-Brito e Langevin (1995) baseando-se nas pesquisas 
de Baker (1983), identificaram várias expressões não-manuais da língua de 
sinais brasileira, conforme quadro abaixo:
ROSTO
Parte superior
Sobrancelhas franzidas
Olhos arregalados
Lance de olhos
Sobrancelhas levantadas
Parte inferior
Bochechas infladas
Bochechas contraídas
Lábios contraídos e projetados e sobrancelhas franzidas
Correr da língua levantada contra a parte interna da 
bochecha
Apenas bochecha direita inflada
Contração do lábio inferior
Franzir do nariz 
CABEÇA
Balanceamento para frente e para trás (sim)
Balanceamento para os lados (não)
Inclinação para frente
Inclinação para o lado
Inclinação para trás
CONTINUAÇÃO
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Fonologia da língua de SinaiS Capítulo 2 
Quadro 5 - Categorias do parâmetro Expressão facial e corporal na LIBRAS. 
Fonte: Ferreira-Brito e Langevin (1995).
As expressões não-manuais também se constituem de componentes 
lexicais que marcam referência específica, referência pronominal, partícula 
negativa, advérbio ou aspecto. 
O que é expressão facial e corporal?
As expressões faciais e corporais são utilizadas para 
estabelecer tipos de frases, como as entonações na língua 
portuguesa, por isso, para perceber se uma frase em LIBRAS 
está na forma afirmativa, exclamativa, interrogativa, negativa ou 
imperativa, é preciso estar atento(a) às expressões facial e corporal 
que são feitas simultaneamente com certos sinais ou com toda a 
frase. Exemplos:
 
Quem é esta pessoa?
Figura 52 – Frase interrogativa
Fonte: Disponível em: <http://www.ines.gov.br/ines_
livros/37/37_006.HTM>. Acesso em: 12 abr. 2011.
ROSTO E CABEÇA
Cabeça projetada para frente, olhos levemente cerrados, sobrancelhas franzidas
Cabeça projetada para trás e olhos arregalados
TRONCO
Para frente
Para trás
Balanceamento alternado dos ombros
Balanceamento simultâneo dos ombros
Balanceamento de um único ombro
66
 Língua Brasileira de Sinais
Atividade de Estudos: 
1) Assista a qualquer vídeo do youtube e escreva as diferenças 
entre a expressão facial / corporal das pessoas Surdas com a 
expressão facial das pessoas não-Surdas. Por que isso acontece?
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reStriçõeS na Formação de SinaiS
Como você aprendeu nos parâmetros anteriores, as regras mais 
importantes são as restrições físicas e linguísticas para elaborar as possíveis 
combinações entre as unidades mínimas na formação de sinais: configuração 
de mão, movimento, locação e orientação de mão. Algumas restrições são 
construídas e convencionadas pelo sistema perceptual (visual) e outras pelo 
sistema articulatório (fisiologia das mãos).
O sistema articulatório (fisiologia das mãos) é importante na produção 
de sinais, pois a comunidade ouvinte tem pouca percepção visual e acaba 
errando ou distorcendo o uso das CM. Por exemplo, o sinal correto para 
designar “língua de sinais” exige que se use a CM de acordo com o quadro de 
Faria-Nascimento (2009) número 54:
 
Correto, porque as duas 
mãos são separados
Figura 53 – Uso correto da articulação.
Fonte: Disponível em: <www.ines.
gov.br>. Acesso em: 12 abr. 2011
Figura 54 – Uso incorreto da articulação.
Fonte: Disponível em;<http://www.
youtube.com/watch?v=auwiwpPPhyg>. 
Acesso em: 12 abr. 2011
Errado, porque as duas mãos 
se aproximam muito
As regras mais 
importantes são as 
restrições físicas 
e linguísticas para 
elaborar as possíveis 
combinações entre as 
unidades mínimas na 
formação de sinais: 
configuração de mão, 
movimento, locação e 
orientação de mão.
67
Fonologia da língua de SinaiS Capítulo 2 
Outro erro ou distorção visual nos aspectos de locação é fazer os sinais na 
frente do rosto. Os sinais produzidos nunca devem ficar em frente dos olhos, e 
sim em frente do tronco, conforme os exemplos abaixo:
 
Certo
Figura 55 – Posição correta para a locação.
Fonte: Disponível em: <www.ines.
gov.br>. Acesso em: 12 abr. 2011.
Figura 56 – Posição incorreta para a locação.
Fonte: Disponível em: <http://www.youtube.
com/watch?v=Hzf9xuQM4Bo&feature
=related>. Acesso em: 12 abr. 2011.
Errado
A comunidade Surda usa os olhos como uma das propriedades do sistema 
de percepção visual, que marca e restringe a produção de sinais, como se 
pôde observar nas figuras da locação (Figuras 55 e 56). O autor Siple (1978 
apud QUADROS; KARNOPP, 2005) mostrou que a acuidade visual é maior na 
área da face, pois é em tal região que o interlocutor fixa o olhar. Portanto, é 
mais fácil perceber ou detectar pequenas diferenças em CM, L, ou M. 
Você sabia?
Souza (http://www.editora-arara-azul.com.br/revista/02/compar2.
php) descreve que para os surdos os campos perceptuais de 
movimentos, formas e cores são detalhes que se destacam. 
Portanto, os sujeitos surdos são conhecidos por serem “pessoas 
visuais”, ou seja, por serem surdos, dispõem de uma maior 
acuidade visual, abrangendo até 180 graus.
Como já explicamos no começo deste capítulo a respeito dos sinais com o 
uso de duas mãos, as restrições fonológicas na formação ideal e organização 
de sinais podem ser exemplificadas pelas restrições em sinais produzidos 
pelas mãos.
Na complexidade dos sinais, as restrições na formação de sinais, através 
do sistema de percepção visual e da capacidade de produção manual, fluem 
mais facilmente se forem produzidos e percebidos com mais controle e 
versatilidade da língua. 
Na complexidade dos 
sinais, as restrições 
na formação de sinais, 
através do sistema 
de percepção visual 
e da capacidade de 
produção manual, 
fluem mais facilmente 
se forem produzidos e 
percebidos com mais 
controle e versatilidade 
da língua. 
68
 Língua Brasileira de Sinais
Para produzir sinais pode-se fazer: (a) sinais produzidos com uma mão, 
(b) sinais produzidos com as duas mãos em que ambas são ativas e (c) sinais 
de duas mãos em que a mão dominante é ativa e a mão não-dominante serve 
como locação (mão passiva), como se observa nas figuras das letras “e” e “f” 
da organização fonologia de língua de sinais brasileira. 
Battison (1978) propôs as duas restrições fonológicas para as categorias 
abaixo: 
a) Condição de Simetria:
• para as duas mãos – a CM deve ser a mesma, a locação deve ser a mesma 
ou simétrica e o movimento deve ser simultâneo ou alternado.
• para as duas mãos – a CM deve ser diferente, a locação deve ser a mesma 
ou simétrica e o movimento deve ser simultâneo ou alternado.
Por exemplo: 
 Exemplo a Exemplo b
 
 Diferente Estudar Brincar
 Igual
Figura 57 – Exemplos de Condição de Simetria.
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr. 2011.
b) Condição de Dominância:Esta condição estabelece que se as mãos não dividem a mesma CM, 
então, a mão ativa produz o movimento e a mão passiva serve de apoio e 
apresenta uma das CM não-marcadas, como mostram as imagens a seguir:
 
69
Fonologia da língua de SinaiS Capítulo 2 
Sinal: árvore (o cotovelo 
do braço direito - braço 
dominante - pousa em 
cima do dorso da outra 
mão esquerda - mão não-
dominante ou passiva).
Sinal: chocolate (os dedos 
indicadores da mão direita 
- mão dominante - alisam 
levemente o dorso da outra 
mão esquerda - mão não-
dominante ou passiva)
Sinal: pesquisar, pesquisa 
(o dedo indicador da mão 
direta - mão dominante 
- alisa a palma da mão 
esquerda - mão não-
dominante ou passiva - em 
linha perpendicular)
Figura 58 – Exemplos de Condição de Dominância.
Fonte: Disponível em: <www.ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr. 2011.
Na articulação de sinais, a mão não-dominante ou passiva serve como 
uma adição de informação ao que se deseja transmitir ao outro interlocutor. 
Acesse o site http://www.feneis.org.br/page/artigos/Teoricas_
de_Lingua_de_Sinais.pdf. Na página 211 há um capítulo com o 
título “Modalidade e aquisição da língua: estratégia e restrições 
na aprendizagem dos primeiros sinais”, do autor Richard P. Meier. 
Analise, reflita e discuta com seus colegas a respeito das restrições 
na formação de sinais das crianças Surdas.
 
Atividade de Estudos: 
Pesquise no dicionário digital (www.ines.gov.br), crie 3 sinais 
com a condição de dominância INCORRETA. 
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 Língua Brasileira de Sinais
Quer conhecer mais os sinais e, assim, aprender as 
comunicações no dia a dia?
Veja nas indicações de vídeos a seguir os vários tipos de 
Cumprimentos e formas de cumprimentar, como se dá o batismo 
de sinal e muitos outros:
1) O vídeo da Rebecca (ouvinte) de São Paulo. É importante notar 
que estes sinais são oriundos das variações regionais. Por 
exemplo, os sinais de “Tudo bem” (depois da pergunta de Tudo 
bem?) e “boa noite” são os sinais de São Paulo. 
2) O vídeo da Juliana Cipriano (ouvinte) de Joinville (Santa 
Catarina) também apresentou seus outros sinais de variações 
regionais. Estes sinais são mais utilizados na comunidade 
Surda. Veja o link:
a) http://www.youtube.com/watch?v=AxC8AroKDt8
b) http://www.youtube.com/watch?v=UXk0bdKnpBQ
c) http://www.youtube.com/watch?v=8jERJ5tdtH4
3) No vídeo “Mãos de Sinais” você aprenderá os sinais da região 
do Sul – Paraná.
http://www.youtube.com/watch?v=mBeLLxSUW9k 
Aprendendo os sinais das cores:
http://www.youtube.com/watch?v=-XxCA9jMhls
Aprendendo os sinais do calendário:
http://www.youtube.com/watch?v=oa3EOYECZVI
Sinais de data comemorativa:
http://www.youtube.com/watch?v=qYDIzg92swc
Sinais de animais domésticos:
http://www.youtube.com/watch?v=Gu2jv9PplOY
Sinais de verbos:
http://www.youtube.com/watch?v=lriBIS3jZp0
http://www.youtube.com/watch?v=9r4AKZvS1do
71
Fonologia da língua de SinaiS Capítulo 2 
Sinais de tempo:
http://www.youtube.com/watch?v=YOk3KT6DBT4
Sinais de outros vocabulários:
http://www.youtube.com/watch?v=hXj2B8QX4wA
Sinais de sentimentos:
http://www.youtube.com/watch?v=MaOpziW7P-U
Sinais de alimentos – tempos – numerais:
http://www.youtube.com/watch?v=tG6YX0L6Gr4
Sinais de Legumes e Verduras:
http://www.youtube.com/watch?v=QYhBzydY8Q0
Sinais de Dias:
http://www.youtube.com/watch?v=TPlVnu8tRf0
Sinais de Antônimos:
http://www.youtube.com/watch?v=VPUDeBvj-Vo
Sinais de Animais Selvagens:
http://www.youtube.com/watch?v=L0rfXVyfaig
Sinais de Aves:
http://www.youtube.com/watch?v=IV5UZqYqEXg
Sinais do Meio de Transporte:
http://www.youtube.com/watch?v=q-7k9sUl0EY 
http://www.youtube.com/watch?v=0frbac0cmz8 
Escolaridade – mostra os contextos educacionais que 
envolvem a educação e seus materiais:
http://www.youtube.com/watch?v=lV8prbKqg8s
Mapa do Brasil e do mundo – mostra os sinais e a cultura 
brasileira e do mundo:
http://www.youtube.com/watch?v=lIuVRGEIaOs
Família – mostra os sinais de cada família:
http://www.youtube.com/watch?v=0yr_K_hOt2E
Bom estudo!
72
 Língua Brasileira de Sinais
algumaS ConSideraçõeS
O presente capítulo abordou os aspectos da fonologia dos sinais na 
Língua Brasileira de Sinais. Primeiramente vimos a organização fonológica 
dos sinais, dando destaque aos termos, aos conceitos da área de articulação, 
às unidades formacionais dos sinais e às regras das restrições na formação 
de sinais. Também apresentamos vários exemplos para elucidar as teorias 
da literatura sobre a fonologia da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) 
na descrição dos parâmetros fonológicos: - configurações de mão (CM), 
movimento (M), locações (L) ou ponto de articulação (PA), orientação da mão 
(Or) e expressões faciais e corporais ou não-manuais (ENM).
reFerênCiaS
BAKER, C.; PADDEN, C. American Sign Language: a look at its history, 
structure and community. Silver Spring: T.J. Publishers, Inc., 1983.
BATTISON, R. Lexical borrowing in American Sign Language. Silver 
Spring, MD: Linstok, 1978.
BELLUGI, U; KLIMA, E.S; SIMPLE, P. Remembering in signs. Cognition, 
1975. 
BRITO, Lucinda Ferreira. Por uma gramática de Línguas de Sinais. Rio de 
Janeiro: Tempo Brasileiro: UFRJ, Departamento de Lingüística e Filosofia, 
1995.
FARIA-NASCIMENTO, S. P. de. Representações lexicais da língua de 
sinais brasileira. Uma proposta lexicográfica. 2009. Tese (Doutorado) - 
Universidade de Brasilía, UNB / LIP / Centro Lexterm, 2009.
FELIPE, T. A relação sintático-semântica dos verbos na língua brasileira 
de sinais – Libras. v. I e II, Tese (doutorado) Universidade Federal do Rio de 
Janeiro, Rio de Janeiro 1998.
FERREIRA-BRITO, L. Por uma gramática da língua de Sinais. Rio de 
Janeiro: Tempo Brasileiro, 1995.
INSTITUTO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DOS SURDOS - INES. Disponível 
em: <ines.gov.br>. Acesso em: 12 abr. 2011.
73
Fonologia da língua de SinaiS Capítulo 2 
KARNOPP, L. B. Aquisição	do	parâmetro	configuração	de	mão	na	Língua	
Brasileira de Sinais (LIBRAS): estudo sobre quatro crianças surdas, filhas 
de pais surdos. 1994. Dissertação (Mestrado) _ Pontifícia Universidade 
Católica de Porto Alegre, Porto Alegre, PUCRS, 1994.
______. Aquisição Fonológica na Língua Brasileira de Sinais: estudo 
longitudinal de uma criança surda. 1999. Tese (Doutorado) - Pontifícia 
Universidade Católica de Porto Alegre, Porto Alegre, PUCRS, 1999.
KLIMA, E.; BELLUGI, U. Wit and poetry in American Sign Language. Sign 
Language Studies, n. 8, p. 203-224, 1975. 
______. The signs of language. Cambridge, MA: Harvard University, 1979.
MARENTETTE, P. F. It’s in her hands: A case study of the emergence 
of phonology in American Sign Language. 1995. Dissertation (PHD) - 
Department of Psychology, McGill University, Montreal, 1995.
QUADROS, R. M. de; KARNOPP, L. B. Língua de sinais brasileira: estudos 
linguísticos. Porto Alegre: Artmed, 2000.
STOKOE, James. Decorative and ornamental brickwork: 162 photographic 
illustrations. New York : Dover Publications, 1982.
74
 Língua Brasileira de Sinais

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