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Disciplina:​Psicologia Construtivista ​Professora​:Clarissa 
Data​: 17/02/2020 
 
RELATÓRIO DE ATIVIDADE​: Filme - O quarto de jack 
 
Relata o sequestro de uma moça, que é mantida em cativeiro por 7 anos, nesse 
tempo ela tem um filho, jack, que ao completar 5 anos ela planeja tirar ele de lá, o 
enrolando em um tapete e dizendo estar morto ao sequestrador, que o leva para 
fora do quarto que os mantém preso. Relata a vivência em cativeiro, a fuga, a 
depressão, a adaptação a volta ao mundo “real”. 
 
APRECIAÇÃO PESSOAL / CRÍTICA / REFLEXÃO 
 
Um filme muito envolvente e emocionante, a narrativa conta com a inocência e 
fantasia de uma criança (jack), que nos guia em todo o processo de confinamento, 
fuga e ajuste a sociedade, e por mais que o nome do longa te dê a entender que a 
história toda é a respeito do suposto "quarto", tudo começa a se desenrolar, quando 
Jack e sua mãe conseguem sair do mesmo.Ver a recolocação de Joy (mãe de jack) 
na sociedade e sua depressão pós-traumática 
A perspectiva de mundo na visão de jack, é o ponto alto do filme, embora o quarto 
que ele e sua mãe tenham sido mantidos em cativeiro seja pequeno, sem 
iluminação, sem muitas coisas para ser feitas, ali é o mundo dele, onde dá nome as 
cadeiras, a pia é sua amiga, e até o armário onde dorme, recebe um “bom dia 
armario” todos os dias pelo garoto, as histórias que ali sua mãe contava, o tempo 
todo tinha sua mãe, somente para ele! somente ali! após sair do cativeiro e 
descobrir o mundo que existe lá fora, ele comenta, que é tão grande.. e tudo corre 
tão depressa, o mundo está sempre girando e as pessoas correndo, “corra, 
depressa, faça isso agora!” tudo se dispersa, as pessoas precisam estar em todos 
os lugares, acaba não sobrando tanto tempo, tanta atenção como ele tinha em seu 
“quarto” (cativeiro) notando a saudade que sentia daqueles momentos com sua 
mãe. Por outro lado vemos a força e a fraqueza de sua mãe, que por longos 7 anos 
se manteve viva, pelo filho, para o filho, o protegendo a todo custo, inventando uma 
nova realidade, distante, para ele se sentir bem ali onde se mantiveram presos, sem 
saber a realidade, que o mundo da TV existia de verdade, isso embora tenha sido 
um pouco prejudicial, pois uma hora teve que quebrar a “fantasia” que havia 
inventado ao filho, e com uma bomba de verdades sobrecarregando o psicológico 
da criança, essa fantasia o manteve feliz por um tempo, a esperança necessária, 
para aguardar o momento certo, uma idade onde ele já poderia fingir de “morto” e 
compreender comandos básicos como rolar o tapete e pular do carro, enquanto ela 
protegia a realidade da criança ela também o preparava, mesmo dentro do quarto 
dava exercicios para ele fazer, como deitar, rolar, correr, pular… para um preparo 
físico e mental. 
 Após a turbulência, quando tudo se acalma, e quando a mente grita, dentro do 
cativeiro ela tinha um motivo para continuar a lutar, a não abaixar a guarda, ela tinha 
que tirar seu filho de lá! claramente quando ela se viu “segura” fora do cativeiro e 
pode refletir sobre tudo o'que havia passado, ela não aguentou e tentou o suicidio, 
egoísta da parte dela por não pensar em seu filho, que mesmo fora de perigo ainda 
precisava dela! Porém, compreensivo, os pais dela haviam se separado, o pai não 
aceitou o filho, e a pressão da mídia para obter respostas e fazendo suposições 
sobre como ela deveria ter lidado, foi muito pesado! Em um momento de fragilidade 
ela não recebeu apoio emocional necessário. 
Achei interessante, o olhar da policial referente a criança, embora o policial que 
estava dirigindo o carro, disse que o garoto estava sob efeito de drogas, para 
chamar o conselho tutelar, etc… a policial notou o medo e a sensibilidade da criança 
ao seu redor, e insistiu em saber mais sobre o caso, oq foi um ponto crucial para 
encontrar sua mãe ainda em vida. 
O olhar do parceiro da mãe da protagonista(joy), que ao ver o jack brincando na 
escada com medo, soube o atrair para a confiança, o levando até a cozinha para 
comer algo, até então jack só falava com sua mãe, e aos poucos a sua avó e seu 
avô (padrasto) foi conquistando sua confiança, no tempo dele! Com brinquedos, 
comida e até mesmo um cachorrinho que ele sonhava em ter. 
 
(OBS) Essa questão de sutileza e delicadeza na hora de conquistar a confiança de 
uma criança, é muito importante, para a sua reabilitação no mundo real após o 
trauma, porém merece observação pois foi com essa sutileza que o sequestrador 
conquistou a confiança de Joy quando mais nova, com uma simples conversa sobre 
um cachorrinho doente. 
Assim como aparentemente as intenções do padrasto foram boas, em acolher! 
poderia ser tambem outro caso de abuso infantil caso as inteçoes fossem más.

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