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RESENHA Colasanti, Marina. A moça tecelã. Vivian Gomes Gonçalves 28272134 7NA/Bons. O livro A moça tecelã, ano 2003,1º Edição Digital, Global Editora,2020, é uma obra da autora Marina Colasanti que tem em seu acervo inúmeras obras de diferentes gêneros, que tratam de temas universais de forma poética. Neste conto de 11 páginas com lindos bordados feitos pelas artesãs-as irmãs Dumont, a autora narra a vida de uma jovem que nada lhe faltava, pois através de seu tear produzia tudo que era necessário. No entanto, apesar de ter em suas mãos o poder de construir sua própria história, sentiu falta de um companheiro e teceu um marido para si. Após algum tempo se vendo infeliz pela ganância dele, o desfez utilizando a lançadeira ao contrário, em um desfecho surpreendente. O desenvolvimento da narrativa se apresenta na terceira pessoa e a compreensão se dá em três ações: antes, durante e depois de um homem chegar na vida do personagem. Na primeira é mostrada a rotina de uma tecelã feliz e simples que conduz a sua vida. Na segunda o enredo mostra insatisfação e solidão onde ela tece um parceiro e na terceira o desfecho, com o arrependimento e desejo de ter de volta a sua tranquilidade. Ao contrário dos contos clássicos e claro não os desmerecendo, pois são fundamentais para a literatura, o homem tem sim um papel importante na história, mas não é um príncipe que chega em seu cavalo para casar-se com ela, a mulher é que procura por ele e decide o que fazer com ele quando não está feliz, apresentando uma nova perspectiva onde a mulher não se permite ser submissa. Mostra que não existe um verdadeiro amor da maneira que é idealizado e a realidade é que não se deve estruturar seus desejos e sonhos em alguém, muito menos aceitar ser submisso as vontades e desejos do outro. Além de que não é necessário ter alguém em sua vida para que seja feliz. Acredito que tanto neste conto, como no livro, do mar, da autora Mirna Brasil Portela, é evidenciado o empoderamento feminino de maneira sutil, onde com encanto uma tece seu destino e a outra conduz o barco da sua vida. São mulheres donas de suas histórias e que decidem o que é melhor para si. Este livro é indicado tanto para adultos como crianças, mostrando como a mulher pode se impor na cultura atual. Pode ser trabalhado no contexto pedagógico desenvolvendo uma percepção crítica sobre necessidade de não idealização do outro, valorização daquilo que se tem e que recomeços são por muitas vezes necessários. Marina Colasanti (1937) nasceu em Asmara, Etiópia, e morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Estudou artes plásticas e foi professora de desenho na Escola Nacional de Belas Artes. É escritora, tradutora, jornalista e artista plástica, escreveu mais de 70 obras para crianças e adultos, algumas das quais também ilustrou. Seus livros tratam de tema para agradar a todos os públicos. Dentre eles: Eu sozinha (1968), Uma ideia toda azul(1979), Contos de amor rasgados (1986), Cada bicho seu capricho (1992), Breve história de um pequeno amor (2013), Mais de 100 histórias maravilhosas (2015), o país de João (2016) entre outras. Colasanti, durante sua carreira como jornalista e escritora, sempre se posicionou a favor dos direitos das mulheres e da emancipação feminina. Vivian Gonçalves, graduando em Pedagogia, atua como estagiária do Atendimento Educacional Especializado (AEE) da Prefeitura de Guarulhos. Referências: Entre a fantasia e a realidade. Disponível em: <file:///C:/Users/Vivi/Desktop/4324-Texto%20do%20artigo-27153-2-10-20180810.pdf> Acesso em: 01.03.2021 Mulheres poderosas como protagonistas. Disponível em <https://www.todoestudo.com.br/literatura/marina-colasanti#2> Acesso em: 03.03.2021