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Fisiopatologia e diagnóstico 
das dislipidemia
-
Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemia 
e Prevenção da Aterosclerose 
Arq Bras Cardiol.,vol.109, agosto 2017 
.
Consenso Brasileiro para a Determinação Lab do Perfil Lipídico
versão 1.13, 2018
Profa. Vivian Nogueira Silbiger. PhD
Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
DEFINIÇÃO
◼
A doença cardiovascular (DCV) é causada por doenças
do coração e dos vasos sanguíneos, e inclui a doença
cardíaca coronária (infarto agudo do miocárdio), doença
cerebrovascular (acidente vascular cerebral), pressão
arterial elevada (hipertensão), doença arterial periférica,
doença cardíaca reumática, doença cardíaca congênita e
insuficiência cardíaca. As principais causas de doença
cardiovascular são o consumo de tabaco, inatividade
física, uma dieta pouco saudável e uso nocivo do álcool.
Lipoproteína
Henry’s Clinical Diagnosis and Managemnt by Laboratory Methods, 21ed, 2007.
http://pt.scribd.com/doc/6863778/AULA-DISLIPIDEMIAS-versao-final
ALLAN GAW. Bioquímica clínica : um texto ilustrado em cores, 2001
Metabolismo de lipoproteínas
Via Exógena – intestinal
Transporte intracelular
Via Endógena – hepática 
Transporte reverso
Triglicérides 
Lipase 
Gastrointestinal
Ácidos Biliares Colesterol
Ácidos Biliares 
NPC1L1 
NPC1L1 – proteína de superfície dos enterócitos – proteína Niemann Pick C1-like 1 Silbiger, V.N., 2018
Henry’s Clinical Diagnosis and Managemnt by Laboratory Methods, 21ed, 2007.
Silbiger, V.N., 2018
Henry’s Clinical Diagnosis and Managemnt by Laboratory Methods, 21ed, 2007.
25%75%
HMG-CoA redutase –Hidroximetilglutaril CoA redutase
Transporte Intracelular
Apo B-100
RLDL
Ester
Colesterol
ACAT – acetil: colesterol acil transferase
Cel. endócrinas
hepatócitos
ACAT
PCSK9
PCSK9,pró-proteína Convertase Subtilisina/Kexina Tipo 9 
PCSK9
CETP
CETP – proteína de transferência de ésteres de colesterol
ABCA1- ATP-binding cassette transporter 
Tecidos/ células 
Qual o papel maléfico da LDLc?
Apo B-100
RLDL
Ester
Colesterol
ACAT – acetil: colesterol acil transferase
ACAT
PCSK9
PCSK9,pró-proteína Convertase Subtilisina/Kexina Tipo 9 
PCSK9
LDL oxidada
scavenger
Macrófagos
Aterosclerose
Adaptado de Sanz & Fayad, Nature, 2008. 
Dislipidemia 
São alterações decorrentes de distúrbios em qualquer fase do
metabolismo lipídico, que ocasionem repercussões nos níveis séricos de
lipoproteínas
Classificação etiológica
◼ Causas primárias: são aquelas nas quais o distúrbio lipídico é de origem genética.
◼ Causas secundárias: a dislipidemia é decorrente de estilo de vida inadequado, de 
certas condições mórbidas, ou de medicamentos.
Classificação fenotípica (Frederickson)
Geralmente mais evidente em 
Pacientes com causa primarias de 
dislipidemia
Classificação de Fredrickson (1967)
Classificação Laboratorial
HDL-c: colesterol da lipoproteína de alta densidade; LDL-c: colesterol da lipoproteína de baixa densidade; TG: triglicerídeo.
Dislipidemia primaria – Hipercolesterolemia isolada –
Doenca Hipercolesterolemia Familiar
Volume 99, Nº 2, Suplemento 2, Agosto 2012
Volume 99, Nº 2, Suplemento 2, Agosto 2012
Hipercolesterolemia familiar
❑O gene que codifica o receptor humano para LDL compreende aproximadamente 45 mil pares de bases
de DNA e se localiza no cromossomo 19. O gene está dividido em 18 éxons e 17 íntrons.
❑Existem mais de 1.600 mutações do gene LDLR documentadas como causadoras de HF até o momento.
Essas representam cerca de 85%-90% dos casos de HF.
❑A hipercolesterolemia devida à mutação no gene APOB é referida como Familial Defective apo B ou
defeito familiar da apo B (FDB). A FDB é declaradamente menos grave do que a HF típica causada por
mutações no LDLR. A mutação mais comum no gene APOB é a substituição Arg35000Gln,
correspondendo a 5%-10% dos casos de HF nas populações do norte da Europa, sendo, porém, rara em
outras populações.
❑Outra etiologia para o fenótipo HF é hipercolesterolemia autossômica dominante atribuível ao aumento da
atividade de PCSK9, também chamada HF3, onde mutações com ganho de função levam a maior
degradação do receptor de LDL. Essa é a causa menos comum de HF, representando menos de 5% dos
casos.
Henderson et al, JBS (
Henderson et al, JBS (
Henderson et al, JBS (
Hipertrigliceridemia isolada (TG > 150 mg/dL
Via endógena →Via exógena →
Predisposição a aterosclerose < hipercolesterolemia 
Hipertrigliceridemia isolada (TG > 150 mg/dL
Incidência 0,1% - penetrância modulada
VLDL remanescentes
Via endógena →
Hiperlipidemia mista (LDLc > 160 mg/dL e TG > 150 mg/dL )
Fredrickson Tipo IIb
Transporte reverso →
↑ HDL-C isolada ( > 100mg/dL) 
Transporte reverso →
Dislipidemia - causas secundárias
Dislipidemia - causas secundárias
Dislipidemia - causas secundárias
Dislipidemia - causas secundárias
Colesterol alto? Algum risco?
Como vc é estudande de farmácia seus familiares, amigos, 
vizinho, amigo do vizinho e etc... 
Te mostram o exame abaixo e perguntam:
“ -Como está a minha “taxa de colesterol” ? 
-To doente? – Vou ter um Infarte?
-Preciso tomar algum remedio ? ”
Aiiii... Vc sabendo que ele tem 40 anos e hipertenso
(130/80mmHg) em uso de Losartana.
Por onde começamos?
◼ Classificação Etiológica – há histórico familiar descrito? 
Manifestou-se logo na infância ou ate na 2 década de 
vida? 
❑ Primaria
❑ Secundaria
◼ Classificação laboratorial 
❑ Hipercolesterolemia isolada
❑ Hipertrigliceridemia isolada
❑ Hiperlipidemia mista
❑ Hipoalfalipoproteinemia
LDL-c
TG
HDL-c
Por onde começamos?
◼ Classificação Etiológica –
❑ RESPOSTA: Secundaria 
◼ Classificação laboratorial 
❑ RESPOSTA: Hiperlipidemia mista
◼ Qual o valor de referência para este paciente? 
◼ Alvo/ Meta terapêutico?
❑ Calcular o Escore de Risco Global – RESPOSTA
❑ Calculo do perfil lipídico (LDL-c; não-HDL; VLDL)
◼ Orientação/ Parecer farmacêutico 
❑ Tratamento farmacológico e não farmacológico 
Perfil Lipídico
ESCORE DE RISCO GLOBAL (ERG ou EG)
◼DASC: doença aterosclerótica subclínica; DM: diabete melito; DRC: doença renal crônica; ERG: escore de risco global; ER: estratificadores de risco;
HDL-c: colesterol da lipoproteína de alta densidade; LDL-c: colesterol da lipoproteína de baixa densidade. * Definem-se ER e DASC como: ER – idade
≥ 48 anos no homem e ≥ 56 anos na mulher; tempo de diagnóstico de diabetes > 10 anos; história familiar de parente de primeiro grau com DCV
prematura (< 55 anos para homem e < 65 anos para mulher); tabagismo (pelo menos um cigarro no último mês); hipertensdão arterial; síndrome
metabólica, de acordo com a International Diabetes Federation; albuminúria > 30 mg/g de creatinina e/ou retinopatia; taxa de filtração glomerular <
60 mL/min. DASC: ultrassonografia de carótidas com presença de placa > 1,5 mm; índice tornozelo-braquial < 0,9; escore de cálcio > 10U Agatstona;
presença de placas ateroscleróticas na angio-CT de coronárias.
Por onde começamos?
◼ Classificação Etiológica –
❑ RESPOSTA: Secundaria 
◼ Classificação laboratorial 
❑ RESPOSTA: Hiperlipidêmica mista
◼ Qual o valor de referência para este paciente? 
◼ Alvo/ Meta terapêutico?
❑ Calcular o Escore de Risco Global – RESPOSTA:
❑ Calculo do perfil lipídico (LDL-c; não-HDL; VLDL)
◼ Orientação/ Parecer farmacêutico 
❑ Tratamento farmacológico e não farmacológico 
◼ Colesterol Total = HDL-c + LDL-c + VLDL-c
Éster de colesteril + H20 colesterol + ácidos gráxos
3-OH colesterol + O2 colest-4-em-3-ona + H2O2
H2O2 + fenol + 4-aminoantipirina 2 H2O + corante quinoneimina
(Cromóforo - 540nm)
Mensuração dos Lipídios (aula prática presencial) 
Colesterol 
oxidase 
Colesterol-éster 
hidrolase 
Peroxidase 
70% do colesterol plasmático é carregado pela LDL. 
20% a 30% é carregado pelo HDL 
Mensuração dos Lipídios (aula prática) 
Martins et al, 2013
◼ LDLc = CT-HDLc-TG/x
◼ x varia de3,1 a 11,9 
Não-HDL-c
Não-HDL-c = CT – HDL-c
Correlação com LDL-c = Risco ao Cardiovascular
não HDL-c corresponde as três frações de lipoproteínas: VLDL-c, IDL-c e LDL-c.
Todas estas lipoproteínas contêm Apolipoproteína B (apo B-100) em suas estruturas e, 
por conseguinte, são também lipoproteínas aterogênicas. 
Por onde começamos?
◼ Classificação Etiológica
❑ RESPOSTA: Secundaria 
◼ Classificação laboratorial 
❑ RESPOSTA: Hiperlipidêmica mista
◼ Qual o valor de referência para este paciente? 
◼ Alvo/ Meta terapêutico?
❑ Calcular o Escore de Risco Global – RESPOSTA: ALTO RISCO 
❑ Calculo do perfil lipídico (não-HDL; LDL-c; VLDL)
Não HDL-c=310-31
Não HDL-c= 279 mg/dL
LDL-c= CT – HDLc- VLDLc
LDL-c= 310 – 31 – (384/5,9)
LDL-c= 214 mg/dL
Por onde começamos?
◼ Orientação/ Parecer 
farmacêutico 
❑ Tratamento farmacológico e não 
farmacológico 
Discussão teórico-prática:
Com ou sem jejum?

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