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ONCOGÊNESE E REPARO DO DNA
ANA DA JUSTA BARTOLO M1 – 2020.1
Mutação é uma alteração que ocorre no material genético dos indivíduos. Podem originar-se de forma natural, durante os processos de mitose, meiose ou síntese proteica, ou ser decorrente da ação de algum agente mutagênico. Também pode ocorrer em dois níveis: gênica – inserção, deleção ou substituição de uma base ou gene; ou cromossômica – alteração do número de cromossomos, e esses dois tipos podem ocorrer por erro de incorporação ou modificações químicas.
As mutações acontecem quando os sistemas de reparo da célula não funcionam corretamente. Os sistemas de reparo de DNA consistem em mecanismos essenciais que protegem a integridade do genoma e garantem a evolução de organismos vivos na terra. A reparação ocorre em todas as células e em todos os organismos. O funcionamento inadequado dos sistemas de reparo pode permitir a ocorrência de acúmulos de mutações nocivas aos processos celulares. Apesar de alguns mecanismos de reparo poderem reparar diferentes tipos de lesões, as células apresentam 5 sistemas de reparo específicos para determinados danos.
1º SISTEMA DE REPARO
Um dos principais sistemas de reparo de danos no DNA é o sistema de excisão de nucleotídeos, que repara lesões causadas pela radiação ultravioleta. Um complexo reconhece as distorções na dupla hélice, a fita alterada é clivada, com remoção do segmento que inclui a lesão, e a DNA polimerase e ligase raparam a falha. Síndromes associadas a falha no reparo por excissao de nucleotídeos: Xeroderma Pigmentoso e Síndrome de Cockayne. 
2º SISTEMA DE REPARO
Outro mecanismo bastante utilizado de reparo de DNA é o sistema de excisão de bases, que acontece em caso de desaminação. Neste sistema, apenas a base nitrogenada será removida. A posição da fita alterada remove a base, e o restante do nucleotídeo é removido. Então, a DNA polimerase sintetiza a base correta e a ligase liga a falha deixada na fita reparada. 
3º SISTEMA DE REPARO
O 3º sistema é o de reparação de bases mal-pareadas (reparo pós-replicação). Algumas 
bases incorretamente pareadas conseguem escapar da revisão realizada pela DNA-polimerase durante o processo de replicação. Por isso, na etapa final, um sistema de correção do erro percorre o DNA recentemente sintetizado à procura de pares de base malpareadas e remove os segmentos de fita simples contendo nucleotídeos incorretos, e então a DNA-polimerase insere a base correta na lacuna formada.
4º SISTEMA DE REPARO
Antes da etapa final da replicação, a DNA polimerase faz a atividade revisora 3’-5’ que garante a fidelidade da replicação. 
5º SISTEMA DE REPARO
O último sistema de reparo é o reparo por mecanismo de ligação. Esse sistema corrige a quebra bifilamentar, onde um complexo proteico apara as pontas e a DNA polimerase liga elas ao final. 
ONCOGÊNESE
A oncogênese consiste na formação de tumores devido às mutações. Os dois principais tipos de genes que desempenham um papel no câncer são oncogenes e genes supressores de tumor.
Proto-oncogenes são genes que normalmente ajudam às células a crescer. Quando um proto-oncogene sofre mutações ou existem muitas cópias do mesmo, torna-se um gene "ruim", que pode ficar permanentemente ligado ou ativado quando não deveria ser assim. Quando isso acontece, a célula cresce fora de controle, o que pode levar ao câncer. Este gene ruim é chamado de oncogene, responsáveis por aumentar a proliferação das células e inibir a apoptose. Algumas síndromes cancerígenas são causadas por mutações herdadas dos proto-oncogenes, mas a maioria das mutações que causam câncer envolvendo oncogenes é adquirida.
Genes supressores do tumor são genes normais que retardam a divisão celular, reparam erros do DNA ou indicam quando as células devem fazer apoptose. Quando os genes supressores do tumor não funcionam corretamente, as células podem se desenvolver fora de controle, o que pode levar ao câncer.

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