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A POLÍTICA - Aristóteles - (Livro I)

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SOCIEDADE DE ENSINO SUPERIOR DE SERRA TALHADA 
FACULDADE DE INTEGRAÇÃO DO SERTÃO – FIS 
 
Aluna: Giovanna Brenda L. Alves 
Prof. Me. Bruno Celso 
Disciplina: Ciência Política 
Curso: 1º período de Direito – Noturno – 2018 
 
A Política (Livro I) 
ARISTÓTELES, A Política, livro I, Editora Universidade de Brasília, Brasília, 
1895. 
Palavras-chaves: cidade, senhor, mulher, escravo, criança, família, natureza, comunidade, 
hierarquia, comércio. 
 
Conteúdo: “Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e tod comunidade se 
forma com vistas a algum bem, pois todas as ações de todos os homens são praticadas 
com vistas ao que lhes parece um bem.” 
 Página 19 
 
“Quem pode usar o seu espírito para prever é naturalmente um comandante e 
naturalmente um senhor, e quem pode usar o seu corpo para prover é comandado e 
naturalmente escravo.” 
Página 20 
 
“Primeiro a casa, uma mulher e um boi no arado.” 
Página 20 
 
“A comunidade constituída a partir de vários povoados é a cidade definitiva, após atingir 
o ponto de uma autossuficiência praticamente completa.” 
Página 21 
 
“A cidade é uma criação natural, e que o homem é por natureza um animal social.” 
Página 21 
 
 
“O homem, quando perfeito, é o melhor dos animais, mas é também o pior de todos 
quando afastado da lei e da justiça.” 
Página 22 
 
“O senhor é unicamente o senhor do escravo, e não lhe pertence, enquanto o escravo é 
não somente o escravo do senhor, mas lhe pertence inteiramente.” Página 24 
 
“Mandar e obedecer são condições não somente inevitáveis mas também convenientes.” 
Página 24 
 
“Entre os sexos também, o macho é por natureza superior e a fêmea inferior; aquele 
domina e esta é dominada; o mesmo princípio se aplica necessariamente a todo o gênero 
humano.” 
Página 25 
 
“Presume-se que a riqueza consiste em grande quantidade de dinheiro, pois é com o 
dinheiro que se fazem os negócios e o comércio.” 
Página 32 
 
“Esta arte de enriquecer parece relacionada com o dinheiro, pois o dinheiro é o primeiro 
elemento e o limite do comércio.” 
Página 32 
 
“É possível até acontecer o absurdo de um homem dispor de dinheiro e abundância e 
morrer de fome, como o famoso Midas da lenda.” 
Página 32 
 
“O comando do pai sobre os filhos, por outro lado, é como o de um rei, pois o pai é o 
comandante tanto por sua afeição quando por sua idade, características do governo 
real.” 
Página 37 
 
“A economia doméstica se interessa mais pelos seres humanos da casa que por seus bens 
inanimados, e mais pelas qualidades daqueles que pelas de seus bens, que denominamos 
riquezas, e mais por seus membros livres que pelos escravos.” 
Página 37 
 
“O comandante deve possuir qualidades morais de forma perfeita, pois sua função, de 
maneira absoluta, é aquela de um organizador, e a razão é organizadora; os comandados, 
por outro lado, devem partilhar esta qualidade na medida que lhes é conveniente.” 
Página 38 
 
“O senhor deve ser a origem das qualidades de um escravo, e não um simples conhecedor 
da arte de ser senhor, que ensina ao escravo suas tarefas.” 
Página 39 
 
 
 
 
 
 
Resumo: 
 
 No primeiro capítulo do livro I de Aristóteles, o autor busca a formação de uma 
cidade autossuficiente, devido à integração dos homens por natureza, pois os homens 
naturalmente são conduzidos para atuar em uma comunidade, explicado pela frase: O 
homem é por natureza um animal social. Eis que estes são as menores partes que 
conjuntas formam um todo, e os que são incapazes de integrar em uma comunidade não é 
parte de uma cidade. 
 
 No segundo capítulo, retrata o escravo como um instrumento vivo a ser usado pelo 
homem livre, visto que a ele lhe pertence inteiramente. Ressalta também a superioridade e 
a dominação em seus integrantes, o macho por natureza ser superior a fêmea, dominando-
a. Finaliza determinando pela lei a diferença do homem livre do escravo. 
 
 Terceiro capítulo do livro, destaca-se o modo de vida entre os homens quanto suas 
necessidades, com objetivo de auto suprir. O autor afirma que a arte de aquisição natural 
possui um limite, devido aos instrumentos que chegam a seu fim. Além disso, foi levada a 
outras finalidades, a permuta; que até então, não era contraria a natureza, pelo fato de 
suprir o que lhes eram carentes. Com a invenção da moeda, a permuta teve a capacidade de 
obter maiores lucros, tornando assim ilimitada, pelo desejo excessivo dos homens 
quererem sempre mais. 
 
 Por fim, os dois últimos capítulos, respectivamente, realçam o monopólio 
econômico como necessidade que por muitas vezes são obrigados para a manutenção de 
uma estabilidade política; e o interesse da economia doméstica nas qualidades morais dos 
homens livres, visto que mulheres e escravos também a possui, porém de forma diferente, 
a primeira por não possuir autoridade, o segundo por não possui-la de forma alguma.