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amielínicos podem estar envolvidos
por uma célula de Schwann.
3.2.3. Células da Micróglia
A micróglia é constituída por células
fagocíticas que fazem parte do sis
tema fagocitário mononuclear e re
presentam cerca de 5% de todas as
células gliais no SNC de um adulto,
mas, em regiões de lesão ou
afetadas por doenças, apresentam
elevada proliferação. Atuam na
defesa contra microrganismos
invasores e células neoplásicas,
removem bactérias, cé lulas
defeituosas e restos de células que
sofreram apoptose e mediam re
ações neuroimunes. Originam-se de
células progenitoras dos
granulócitos
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e monócitos, que adentram no SNC
através da circulação.
São as menores células neurogliais,
intensamente coradas, possuem nú
cleos pequenos e alongados, além
de prolongamentos curtos e irregu
lares, os quais, assim como o corpo
celular, são revestidos por numero
sas espículas.
SE LIGA! O sistema fagocítico mo
nonuclear inclui células derivadas
primariamente de monócitos. Suas
principais funções são fagocitose,
secreção, processamento de antí
geno e apresentação de antígenos
a outras células do sistema imune.
SAIBA MAIS! Muitas células da mi
cróglia estão presentes no cérebro
de pacientes com a síndrome da
imunodeficiência adquirida (AIDS)
e vírus da imunodeficiência
humana 1 (HIV-1). Nesse sentido,
o vírus HIV – 1 ataca as células
microgliais, as quais então
produzem substâncias que são
tóxicas aos neurônios.
3.2.4. Células Ependimárias
Constituem células epiteliais coluna
res baixas a cuboides que revestem
os ventrículos encefálicos
(cavidades no cérebro para onde o
plexo coróide se projeta) e o canal
central da medu
la espinal. Em alguns locais as
células ependimárias são ciliadas,
facilitando a movimentação do
líquido cefalorra quidiano (LCR). Os
cílios e microvilo sidades presentes
na superfície api cal da célula são
responsáveis pela absorção do
líquido cerebroespinhal. O
citoplasma dessas células contém
abundantes mitocôndrias e feixes de
filamentos intermediários. Estão uni
das firmemente por complexos
juncio nais que se localizam nas
superfícies apicais e não possuem
lâmina basal.
SE LIGA! O plexo coroide é consti
tuído por células ependimárias mo
dificadas responsáveis pela produ
ção e manutenção da composição
química do LCR a partir de
materiais derivados dos capilares
sanguíneos adjacentes]
Se liga! Existe um tipo diferente de
células ependimária que são deno
minadas tanicitos. Estão mais loca
lizadas no terceiro ventrículo. Não
se sabe ao certo qual a sua função
porém, sabe-se que elas
participam do transporte de
substâncias do lí
quor para o sangue da circulação
porta hipotalâmica. São sensíveis a
glicose e por isso podem estar en
volvidos no equilíbrio energético e
monitoramento de metabólitos cir
culantes presentes no líquor.
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CONCEITO: Células ependimárias são células que formam o revestimento das cavida
des do SNC preenchidas com líquido.
Figura 5 – Fotomicrografi a das células microgliais. Disponível em http://anatpat.unicamp.br/lamneuro2.html
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Formação da bainha
de mielina
SNC Isolamento elétrico SNP
Cada um pode envolver vários
axônios
Oligodendrócito
Células da microglia
Sistema fagocitário
mononuclear
Células de Schwann
CÉLULAS DA GLIA OU
NEUROGLIA
Astrócitos
Maiores células
Células epiteliais
colunares baixas
Revestimento dos
ventrículos e do canal
central da medula
Células ependimárias
Movimentação do líquor
Liberação de glicose
Defesa
Fibrosos Cicatrização celular
Remoção de resíduos
Reações
neuroimunes
Menores células
Ligação dos neurônios aos
capilares
Captura de substâncias do
espaço extracelular
Protoplasmáticos
4. GERAÇÃO E TRANSMISSÃO DO IMPULSO NERVOSO
A geração e transmissão do impulso nervoso baseia-se na diferença de
concen trações de íons sódio (Na+), potássio (K+) e cloro (Cl-) em diferentes
momentos, criando potenciais de membrana.
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Em repouso ou polarizado, o
neurônio apresenta um potencial
de repouso da membrana gerado
pela saída de íons K+ e entrada de
Na+. Essa per
meabilidade da membrana para en
trada ou saída de íons é estabeleci
da pelo gradiente eletroquímico, ou
seja, pela diferença da quantidade
de íons e pela diferença entre cargas
positivas e negativas existente fora
e dentro da célula. Assim, em
repouso, a membrana apresenta um
potencial com valores negativos
que eviden ciam uma maior
concentração de car gas positivas
fora da célula propiciada pela ação
dos canais de vazamento de K+ e
da bomba de Na+/K+.
SE LIGA! Para a propagação do
impulso nervoso, é necessária a
geração de um potencial de ação
que altere o potencial de
membrana para valores positivos.
Desse modo, quando há um
estímulo (mecânico, químico ou
físico) no neurônio, a membrana
se torna altamente per
meável para a entrada de Na+ em
grande quantidade. Rapidamente,
a concentração de cargas positivas
dentro da célula aumenta – despo
larização - de modo que o
potencial de membrana do
neurônio alcance valores elevados.
O potencial de ação gerado em
qualquer ponto da membrana
excitável estimula as re
giões adjacentes, propagando o po
tencial por toda a membrana.
Após um rápido momento de despo
larização, os canais de Na+ começam
a se fechar e os canais de K+ abrem-
-se em maior quantidade do que o
normal, permitindo que o potencial
de membrana reduza,
reestabelecendo o repouso –
repolarização.
Figura 6. Impulso nervoso se propagando pelo
neurô nio. Disponível em
https://www.sobiologia.com.br/con
teudos/Histologia/epitelio29.php
A propagação do impulso nervo so
tem diferentes velocidades ao
comparar as fi bras mielínicas com
as amielínicas. Isso ocorre pois, en
quanto nas fi bras amielínicas o im
pulso deve se propagar por toda a
extensão do axônio, em fi bras mie
línicas, as trocas iônicas são permi
tidas apenas nos nodos de Ranvier,
haja vista que a bainha de mielina é
um isolante elétrico. Com isso, nas fi
-
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bras com bainha de mielina a velocidade de condução é de 5 a 50 vezes
maior e há uma economia de energia signifi cativa. Esse processo de
propagação nas fi bras mielínicas é denominado de condução saltatória ou
descontínua.
Figura 7. Representação das bombas de Na+ e K+ . Disponível em GARTNER, Leslie P.; HIATT, James. L.. Tratado
de Histologia em Cores. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007
mitido para a próxima célula na for
SE LIGA! A transmissão do
impulso nervoso segue o princípio
do tudo ou nada, de modo que
uma vez que, quando o potencial
de ação foi gera
do em algum lugar da membrana
da fi bra, o processo de
despolarização trafega por toda a
membrana, se as condições forem
adequadas ou não se propaga de
qualquer modo, se as condições
não forem adequadas.
5. SINAPSES
As sinapses são regiões de contato
entre os neurônios ou entre os neurô
nios e outras células efetoras, como
músculos e glândulas. Nesses locais,
o impulso nervoso, um sinal elétrico,
vindo da célula pré-sináptica é trans
ma de um sinal químico, que
estimula a geração e propagação
do impulso nervoso nessa célula
pós-sináptica. A maioria das
sinapses transmite a informação
por meio da liberação de
neurotransmissores, substâncias quí
micas que estimulam a geração de
potenciais de ação alterando a per
meabilidade da membrana pós-si
náptica. O espaço entre as duas cé
lulas envolvidas na sinapse constitui
a fenda sináptica.
Para a liberação dos neurotransmis
sores na fenda sináptica, é
necessária a abertura de canais de
cálcio, esti mulada pela
despolarização da mem brana no
terminal axônico. A entrada
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de cálcio promove o deslocamento
das vesículas sinápticas contendo
neurotransmissores para a membra
na pré-sináptica e sua consequente
abertura para a liberação das molé
culas na fenda sináptica. Em
seguida, essas substâncias