Prévia do material em texto
Q U A D R A N T E S Anatomia Dentária E L E M E N T O S A R Q U I T E T Ô N I C O S D O S D E N T E S 1: incisivo central 2: incisivo lateral 3: canino 4: primeiro pré-molar 5: segundo pré-molar 6: primeiro molar 7: segundo molar 8: terceiro molar. borda incisional NO estudo da anatomia vale levar em consideração a vista pelo qual o elemento está sendo observado ( vestibular, lingual, distal, mesial , oclusal) , e o sentido da observação (mesiodistal, cervicooclusal, vestibulolingual). A divisão das faces leva em conta a vista e o sentido. Os dentes estão dispostos em quadrantes (ou hemiarcos) e são representados por números: Quadrante 1: superior direito Quadrante 2: superior esquerdo Quadrante 3: inferior esquerdo Quadrante 4: inferior direito. Em vista frontal, a linha média divide os arcos dentais superior e inferior em hemiarcos esquerdo e direito. Cada hemiarco também é representado por um número: f a c e s d o d e n t e face vestibular face lingual face oclusal face mesial face distal A face do dente tem o nome do lado para qual está voltado: vestibular, lingual ou palatina,, mesial e distal. A face voltada para o dente antagonista é a face oclusal (posteriores) e a borda incisal (anteriores). d i v i s ã o d o s t e r ç o s f o r m a t o e c o n v e r g ê n c i a d a s f a c e s Em vista vestibular, as faces proximais das coroas convergem para cervical e as oclusais/ incisais com a linha do colo convergem para distal. Em vista proximal, as faces livres convergem para incisal/ oclusal, adquirindo um formato triangular nos dentes anteriores e trapezoidal nos posteriores. Em vista oclusal, as faces geralmente convergem para distal e para lingual. Ana Laura Costa Estruturas anatômicas E L E M E N T O S A R Q U I T E T Ô N I C O S D O S D E N T E S C O R O A R A Í Z A bossa é a maior saliência de esmalte das faces axias e, para determiná-la, não se considera a inclinação do dente no arco. Ela pode ser evidente, como no canino, ou uma sutil elevação, como nas faces linguais e vestibulares dos incisivos inferiores. Quando existe mais de uma saliência de esmalte em uma face, a bossa é a mais proeminente. Face axial : É toda face paralela ao longo do eixo do dente. São faces axiais: Face vestibular, face lingual ( ou palatinas nos superiores), face mesial e face distal. C O L O Nos dentes posteriores, a linha do colo se aproxima de um plano. Nos dentes anteriores, a linha do colo é voltada para apical nas faces vestibulares e lingual, e para as incisais nas faces proximais. A linha do colo é delineada pelo término do esmalte ( limite ). Algumas vezes encontra-se uma extensão além desse contorno. L I N H A D O C O L O b o s s a s A bossas proximais, observadas em vista vestibular, encontram-se no terço oclusal/ incisal. As bossaS mesiais estão em plano ligeiramente mais para oclusal que as bossas distais. As bossas proximais, observadas em vista oclusal, encontram-se geralmente no terço vestibular ( exceto a bossa distal dos primeiros molares superiores, que se encontra no terço médio ). A partir de uma vista proximal, as bossas vestibulares estão localizadas no terço cervical e as linguais estão no terço médio dos dentes posteriores, ( com exceção da bossa lingual do segundo pré-molar inferior, que está no terço cervical dos dentes anteriores. bossa lingual bossa vestubular bossa vestubular bossa lingual l i n h a e q u a t o r i a l A linha equatorial corresponde a união de todas as bossas, está relacionada ao longo do eixo do dente e não depende da inclinação do dente no arco. E Q U A D O R P R O T É T I C O O equador protético depende da inclinação do dente no arco. O equador protético e a linha do equador são importantes para realizar o isolamento absoluto. Os lóbulos estão presentes nas faces vestibulares desde os incisivos centrais até os segundos segundos pré-molares. Em número de três, os lóbulos ocupam o terço médio e ocluso/incisal, divididos por duas fortes depressões denominadas sulcos de desenvolvimento. c o n t a t o i n t e r p r o x i m a l O contato entre os dentes do mesmo arco é denominada relação interproximal e se dá pelas bossas dá pelas bossas proximais. Em vista oclusal, observa-se que os pontos de contato estão no terço vestibular, exceto o primeiro e segundo molares superiores, que ocorre no terço médio. a m e i a s Em vista oclusal, o contato interproximal gera dois espaços: as ameias vestibulares e as ameias linguais. Geralmente, as ameias vestibulares são menores que as linguais. 3- ameia vestibular e 4- ameia lingual. s u l c o i n t e r d e n t a l Observando-se por vista vestibular ou lingual, a partir do ponto de contato, há dois espaços: o sulco interdental, formados pelas vertentes externas das cristas marginais transversais. O espaço interdental é formado pelas paredes proximais a partir do ponto de contato até a crista do osso alveolar. 1- sulco interdental 2- espaço interdental l ó b u l o s d e d e s e n v o l v i m e n t o Face lingual dos dentes anteriores E L E M E N T O S A R Q U I T E T Ô N I C O S D O S D E N T E S c r i s t a m a r g i n a l d i s t a l c r i s t a m a r g i n a l m e s i a l c í n g u l o c r i s t a s m a r g i n a i s t r a n s v e r s a i s Nas faces linguais dos anteriores há duas cristas marginais transversais: uma crista marginal mesial e uma crista marginal distal. Nos dentes caninos são mais evidentes ( superiores ). As cristas marginais e mediana se estendem da borda incisal à bossa lingual. Acima da bossa, há uma saliência de esmalte chamado cíngulo. f o s s a l i n g u a l e f o r a m e c e g o f o s s a l i n g u a l f o r a m e c e g o Fossa lingual: é delimitada pela crista marginal mesial e distal, há uma depressão nos incisivos denominada fossa lingual. No encontro dessas cristas, acima do cíngulo, pode haver um forame denominado cego. Esse forame pode ter a forma de um pequeno sulco e estar localizado tanto na posição horizontal quanto na vertical. Face oclusal E L E M E N T O S A R Q U I T E T Ô N I C O S D O S D E N T E S t e r ç o o c l u s a l Os detalhes anatômicos da face oclusal dos dentes posteriores estão presentes na face oclusal propriamente dita e também no terço oclusal das faces livres e nas proximais até as bossas ( vertentes externas das cristas marginais ). c ú s p i d e s São saliências de esmalte, em formato piramidal na face oclusal dos dentes posteriores, que se estendem até o terço oclusal das faces vestibulares e linguais, a r e s t a s e v e r t e n t e s Vertentes são as faces de uma cúspide e arestas são são segmentos de retas formados pelo encontro de duas vertentes de uam cúspiude. ARESTAS TRANVERSAIS ARESTAS LONGITUDINAL As arestas paralelas ao eixo mesiodistal denominam-se arestas longitudinais e as arestas perpendiculares são denominas arestas transversais. f a c e o c l u s a l a n a t ô m i c a A face oclusal anatômica é delimitada pelas arestas longitudinais das cúspides vestibulares e linguais ou palatinas e pelas arestas tranversais da scristas marginas mesio e distal. As vertentes acima do segmento da cor são as vertentes externas ou lisas.. As vertentes a baixo do segmento da cor são as vertentes internas ou triturantes. sulco mesiodistal v e r t e n t e s As vertentes contidas na face oclusal anatômica são denominadas vertentes externas ou triturantes, e as vertentes situadas nas faces vestibulares e lingual ( palatina ), são denominadas externas ou lisas. s u l c o s s e c u n d á r i o s São depressões nas vertentes internas das cúspides, sendo mais profundo quanto mais próximos estiverem do sulco principal. c ú s p i d e d e t r a b a l h o c ú s p i d e d e b a l a n c e i o As cúspides se dividem em dois grandes grupos: Cúspides de trabalho: ou apoio, ( vestibulares dos dentes inferiores e lingual dosdentes superiores ). Cúspides de balanceio: ou de corte, ( vestibulares dos dentes superiores e lingual dos dentes inferiores ). s u l c o s Sulcos: são o encontro de duas vertentes de estruturas diferentes ( vertentes de diferentes cúspides ou de cúspide com vertente de crista marginal ). Fóssulas: são o encontro de mais de duas vertentes de estruturas diferentes. Sulco principal corresponde ao encontro de vertentes de diferentes cúspides. O sulco mesiodistal separa as cúspides vestibulares das cúspides linguais. O sulco oclusovestibular separa as cúspides vestibulares. O suilco oclusolingual separa as cúspides linguais, vertente interna lingual vertente interna vestibular sulco principal O encontro dessas duas vertentes forma o sulco mesiodistal. O encontro das vertentes em sulcos de variadas profundidades, alguns são rasos e poucos definidos e ainda há aqueles que podem apresentar os dois padrões de extensões. , c r i s t a m a r g i n a l t r a n s v e r s a l É uma saliência de esmalte observada nas proximais das faces oclusais dos dentes posteriores e que une as cúspides vestibulares às linguais ( ou palatinas ). O sulco mesiodistal pode avançar até a crista marginal transversal, dividindo-as em duas, muito comum na aresta mesial do primeiro pré-molar superior. F ó s s u l a s p o n t e d e e s m a l t e Pontes de esmaltes são proeminências que unem as cúspides opostas. Estão contidas dentro da face oclusal e não apresenta,m seleção de continuidade. São características dos primeiros molares superiores e de alguns primeiro pré-molar inferior. Nos molares, também podem ser denominadas linho ou cristo oblíqua interna. Quando há solução de continuidade nos molares, são interrompidos pelo sulco mesiodistal, denomina-se linha oblíqua.