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AULA 04

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DEFINIÇÃO 
Conceitos iniciais sobre planejamento e controle na área de Finanças dentro do meio 
empresarial. 
PROPÓSITO 
Compreender os conceitos básicos do planejamento financeiro de curto e longo prazo de 
uma empresa, bem como a eficiência e a eficácia do controle interno na tomada de 
decisão da administração. 
OBJETIVOS 
Módulo 1 
Reconhecer o planejamento 
financeiro nos horizontes 
de curto e longo prazo 
Módulo 2 
Identificar as funções e as 
formas de organização da 
informação na área 
financeira 
Módulo 3 
Aplicar as ferramentas de 
controle financeiro para a 
tomada de decisão 
 
 
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INTRODUÇÃO 
Controlar a execução do planejamento é uma função vital em uma empresa, pois ele ajuda 
a definir o rumo tomado para uma meta preestabelecida que seja alcançada, enquanto o 
controle, por sua vez, a ajuda a não se desviar dessa rota. 
 
Fonte: Shutterstock 
Nosso conteúdo apresentará as diferentes funções dentro da área financeira e a atividade 
de cada uma, pois tal área não pode ser considerada especializada, e sim generalista, já 
que trabalha com informações de todas as outras áreas. 
Portanto, nosso estudo revela-se uma jornada por meio do processo financeiro de uma 
empresa, apresentando as funções, os planejamentos, os controles e as ferramentas 
necessárias para sua área financeira sempre fornecer informações gerenciais precisas e 
relevantes a uma tomada de decisão. 
 
 
 
 
 
 
 
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PLANEJAMENTO FINANCEIRO: O QUE PLANEJAR? 
Para entendermos o planejamento financeiro no âmbito empresarial, é importante que 
antes compreendamos o próprio conceito de planejamento. Segundo Sobral e Peci (2013), 
ele pode ser definido como a: 
“ Função da administração responsável pela definição dos objetivos da organização e pela concepção de planos que integram e coordenam suas atividades. (SOBRAL; PECI, 2013) 
 
Planejamento, portanto, integra o que deve ser feito à maneira como isso pode ser 
realizado ou atingido. Afinal, de que adianta planejar se depois não podemos checar o que 
foi planejado? 
Essa checagem é chamada de controle. Ainda de acordo com Sobral e Peci (2013), ele 
pode ser considerado a função da administração responsável pela geração de 
informações sobre a execução das atividades a fim de garantir o cumprimento das metas 
planejadas, monitorando-as e corrigindo desvios significativos. 
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Exemplo 
Tracei como meta emagrecer dois quilos até dezembro deste ano (meta: objetivo + 
prazo). Farei isso por meio de dieta e exercícios físicos, embora meu planejamento 
também inclua a forma como esse controle será realizado: quantos minutos me 
exercito e quantas gramas perco por semana. Por fim, após o planejamento, começarei 
a execução do plano e seu controle (monitoramento e correção caso seja necessário). 
O planejamento do controle financeiro tem uma lógica semelhante. 
O planejamento também é muito importante ao organizar a vida financeira, seja de uma 
pessoa física ou jurídica. 
As metas são os objetivos com prazos que se deseja alcançar, enquanto a tática é a 
maneira ou o caminho para que elas sejam alcançadas. 
Veja o exemplo. 
Se a meta de uma empresa é: 
Dobrar o valor de sua receita em dois anos, suas táticas podem ser: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Note que as táticas geram e consomem recursos da entidade. Dessa forma, elas: 
 
Criam receitas 
(geram recursos) 
 
Criam despesas 
(consomem 
recursos) 
Se o planejamento não for bem feito, as despesas podem superar as receitas, não 
havendo, dessa forma, lucro – e sim prejuízo. 
Esta é a importância do planejamento: 
Alcançar as metas por meio de maneiras eficazes (atingir o alvo) e eficientes 
(utilizando menos recursos, como tempo, dinheiro, pessoas e materiais). 
Alguém ainda pode se perguntar: “O que eu tenho de planejar?” 
A resposta é: tudo (ou o máximo possível) que puder. Quando desejar alcançar uma meta, 
você só será capaz de verificar se conseguiu fazê-lo de forma eficiente se tiver planejado 
todos os passos relacionados a ela. 
Para entendermos isso melhor, imaginaremos a seguinte situação: 
Você deseja dobrar sua receita, promovendo, como consequência disso, um aumento de 
80% no valor do gasto em marketing. 
Como podemos verificar se esse aumento foi grande ou pequeno? 
Não há como saber isso sem uma comparação. Se o planejamento incluía um aumento 
de: 
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50%
 
Então o gasto foi 
maior que o 
planejado – e o 
motivo disso deve 
ser verificado 
atentamente. 
100%
 
Contudo, se esta era 
a porcentagem 
pretendida, o gasto 
foi menor que o 
esperado. 
O planejamento deve ser feito usando números factíveis. Não adianta nada fazê-lo 
inflando os tetos de despesas só para tornar mais fácil o seu alcance, pois isso, na 
verdade, atrapalha o processo de planejamento. Entretanto, há itens cujo gasto de 
recursos no planejamento é maior que os ganhos a serem obtidos. 
Exemplo 
Em uma grande empresa com receita anual de milhões de reais, o valor dos materiais 
de escritório é irrelevante. Desse modo, todos os tipos de despesas pequenas sem 
muita relevância normalmente são agrupados no subgrupo “Outras despesas”. 
Obviamente, tudo precisa ser planejado. No entanto, a atenção, nesse processo, deve 
estar concentrada nos itens maiores e mais relevantes. Isso não significa que os menores 
e menos relevantes não devem ser planejados. Eles, na verdade, são juntados para não 
haver o desperdício de vários recursos no planejamento de um valor muito pequeno. 
TIPOS DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO 
Falaremos agora sobre dois tipos de planejamento: o de curto prazo, que normalmente 
tem o período de um ano, e o de longo prazo, que se estende por vários anos. 
Exemplo 
O Governo Federal deve respeitar a Lei Orçamentária Anual, que versa sobre um 
planejamento de curto prazo. Já o Plano Plurianual aborda um de prazo mais longo 
(quatro anos). As empresas funcionam da mesma forma. 
Detalharemos a seguir as principais diferenças entre esses dois tipos de planejamento: 
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CURTO PRAZO 
A principal ferramenta utilizada na área de Finanças para estruturar e materializar tal 
planejamento é: 
 
Fazer a estimativa de receitas previstas 
para um período (o anual é rotineiramente 
utilizado para períodos de curto prazo). 
Estabelecer limites para as despesas que 
pretendemos realizar. 
Para sabermos se as despesas fixadas são compatíveis com as receitas esperadas, 
fazemos uma comparação entre ambas em períodos definidos ao longo do ano. 
Atenção 
Apesar de normalmente mensal, o período utilizado também pode ser quinzenal, 
semanal, bimestral ou trimestral. Isso varia em cada tipo de organização. 
O orçamento é uma ferramenta de confronto entre essas receitas e despesas. 
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Mas como podemos fazer esse tipo de previsão orçamentária? 
Comecemos com a linha de receita. Você pode pegar a do último ano e usar como base 
para o próximo. Neste caso, qual é a expectativa: vender mais ou menos? 
Para responder à pergunta, precisamos analisar o seguinte exemplo: 
Após fazer uma pesquisa, a empresa XYZ verificou ser capaz de alcançar os seguintes 
resultados para o próximo ano: 
Cenário A Cenário B Cenário C 
Aumentar em 15% o preço 
de venda e diminuir em 10% 
a quantidade vendida. 
Diminuir em 8% o preço e 
aumentar em 20% a 
quantidade. 
Manter o preço, gastando 
R$50.000 em marketing 
para aumentar em 30% a 
quantidade vendida. 
Se, neste ano, a empresa vendeu 45.000 produtos a R$38 cada, indique abaixo qual é a 
melhor estratégia a ser adotada no planejamento do próximo? 
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Cenário A 
Primeiramente, temos de saber a receita total deste ano: 
45.000 x R$38 = R$1.710.000 
Portanto, para os cenários apresentados, ela fica em: 
Cenário A: (45.000 x 90%) x (R$38 x 115%) = R$1.769.850; 
Cenário B: (45.000 x 120%) x (R$38 x 92%) = R$1.887.840;